Archive for April, 2007

Frase da semana

juiz-cadeia.jpg“Magistrado por trás das grades é o flagrande da tragédia ética vivida pelo país.”

 

Gaudêncio Torquato, jornalista, para O Estado de S.Paulo

No Comments

Weekly News

weekly_news_neu.jpg

WEEKLY NEWS
OUTRA VIDA
logo_second_life.jpgO Second Life espera repetir a febre nacional que ocorreu no Orkut. O Brasil é o primeiro país com versão nacional no espaço virtual e o real já pode ser convertido na moeda virtual, o Linden Dollar (L$).


Veja como será a versão brasileira do Second Life, no álbum de fotos do IDG Now!

second-life_1.jpg

EMPREENDEDORISMO
O Global Entrepreneurship Monitor (GEM) é um indicador que reflete a capacidade empreendedora dos países, considerando o número de pessoas que abrem negócios. O Brasil ficou em 10º lugar na categoria. Peru, Colômbia, Filipinas, Jamaica e Indonésia são, respectivamente, os primeiros colocados.

PERFEITO IDIOTA
O genovês Guido Mantega, ministro da Fazenda, afirmou em entrevista ao caderno ‘Economia’ do jornal O Estado de S.Paulo, que “não há obstáculos ao crescimento do Brasil”. Ele tem razão, contanto que se reduzam os impostos, que se reinicie o processo de privatização dos ‘dinossauros’ estatais, que seja feita uma limpeza no aparelhamento do estado, que se eliminem as travas da burocracia, que se modernizem os portos, que se possibilite o investimento privado em ferrovias, que a crise aérea encontre solução, que se reduzam os juros… e que o PT e todo o seu ‘bando de imbecis’ desapareça para sempre.

COITADOS
Enquanto todos os demais brasileiros se limitam a 13 salários, os parlamentares recebem 15 salários por ano. A remuneração mensal de R$16.512,00 dos deputados federais se transforma numa quantia nunca inferior a R$100.000,00, quando acrescida das demais ‘verbas’, às quais têm direito.

mercado_municipal_spaulo.jpgCIDADES
MERCADÃO
O Mercado Municipal de São Paulo (ver foto), que virou ponto turístico depois de revitalizado durante a administração da prefeita Marta Suplicy, finalmente, ganhará um enorme estacionamento. A área servia ao antigo Palácio das Indústrias e a ligação será feita através de uma passagem de nível sobre o rio Tamanduateí, entre o museu e o ‘Mercadão’.

CIDADE LIMPA
De acordo com o secretário municipal de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, até o fim de 2007, serão implodidos o Edifício São Vito e o Viaduto Diário Popular. Parece ser mais uma medida satisfatória do prefeito Gilberto Kassab (DEM), no sentido de “limpar” a cidade.

‘HABEMUS PAPAM’
benedikt.jpgO blog Curva 1 divulgou notícia publicada no jornal Folha de S.Paulo, informando que a próxima etapa da Fórmula 1, que ocorrerá em Barcelona, no dia 13, coincidirá com a visita ao Brasil do Papa Bento 16. “Boa parte da corrida deverá ser exibida numa janela no canto da tela”, informa o blog. E sem narração, para não atrapalhar a missa… Será que o Galvão Bueno agüenta?

PERGUNTA
Por que o Exército pode escalar 3 mil de seus homens para proteger uma única pessoa – o Papa, em questão – e não pode disponibilizar nem um único Soldado para dar segurança a toda uma população, nas grandes cidades?

INTERNACIONAL
BOM EXEMPLO
O presidente Alvaro Uribe, da Colômbia, está conseguindo reduzir dramaticamente a criminalidade em seu país – onde atua a guerrilha comunista das FARC, em associação ao tráfico de drogas -, utilizando tropas das Forças Armadas.

peru_map.gifNOVO ALAN
Os números da economia peruana melhoraram consideravelmente desde a implantação de medidas liberalizantes pelo “reformado” presidente Alan García. Recorde-se que o Peru foi conduzido ao desastre durante o seu primeiro mandato, entre 1985 e 1990, quando estatizou o sistema bancário.

PERU CRESCE
A previsão de crescimento da economia do Peru, em 2007, é de 7,5%. A próxima grande vitória dos peruanos será a aprovação de um Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos.

DEBATE INÉDITO
A TV francesa realizou um debate inédito na história da 5ª República (instalada em 1968), entre a finalista da eleição presidencial, Ségolène Royal, e um eliminado no primeiro turno, o centrista François Bayrou. Mme. Royal, contudo, não recebeu o aguardado apoio do terceiro colocado, para o segundo turno.

FUTURO MELHOR
O ex-primeiro ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, o candidato mais votado no primeiro turno da eleição presidencial na França, continua como favorito para vencer a eleição, no próximo domingo. A França, sexta economia do mundo, ainda é um dos últimos contrapontos à política liberal, na Europa. Esse cenário pode mudar com a eleição de Sarkozy.

FRASE

“Sou aposentado e vou receber 3,3% de aumento! O que vou fazer com tanto dinheiro?”

Klaus Weissenberg, no “Fórum dos Leitores” de O Estado de S.Paulo

1 Comment

Editorial

Na próxima segunda-feira, dia 30, completaremos um mês de atividade. Nesse curto espaço de tempo, entre anônimos e conhecidos, a maior recompensa que obtivemos foi o comentário crítico. De acordo com o dicionário Houaiss, em sua primeira acepção, ‘crítica’ significa: “segundo a tradição, arte e habilidade de julgar a obra de um autor”.

Durante esse mês publicamos artigos que abordaram temas do cotidiano e procuramos estimular o debate. Divulgamos avanços científicos e curiosidades, tratamos da questão da descriminalização do aborto, discorremos sobre o meio ambiente, analisamos aspectos da legislação e tecemos comentários sobre assuntos relativos à administração pública. Criticamos o “apagão aéreo” e defendemos a lei “Cidade Limpa” (de São Paulo). Religião e filosofia também ocuparam espaço para reflexão.

Divulgamos charges de artistas famosos e oferecemos links para artigos publicados em periódicos eletrônicos. Realizamos a tradução de textos inéditos em língua portuguesa – de revistas e de livros estrangeiros. Aos domingos, apresentamos a coluna “WEEKLY NEWS”, no intuito de permitir ao leitor inteirar-se, de forma resumida, de acontecimentos do Brasil e do mundo. Arriscamos até um pouco de nonsense poético.

Alguns amigos que visitaram o blog fizeram comentários elogiosos – em sua maioria, pessoalmente ou via e-mail. Felizmente, não houve ainda nenhum protesto mais acintoso quanto à apresentação ou ao conteúdo dos nossos textos. Assim mesmo, resolvemos aprimorar um pouco nosso layout e estabelecer algumas condutas. Como toda publicação, desejamos conquistar um público fiel de leitores.

Temos a absoluta convicção de que não será possível agradar sempre. Com efeito, esperamos, no mínimo, poder informar e incentivar o debate. Como professor, afirmo categoricamente: jamais aprendi mais do que com meus próprios alunos. Essa não é uma frase de efeito – revela a realidade e reconhece a importância dos interlocutores. Vale sempre lembrar o aforismo de Ralph Waldo Emerson: “Todo homem que encontro é superior a mim em algo; e nesse particular, aprendo com ele”.

Essa é a primeira vez que o titulo de um post é destacado em letras maiúsculas, pois trata de estabelecer um diálogo direto com o leitor. Um editorial expressa o ponto de vista de um redator-chefe ou de uma empresa jornalística. Assim, desejamos dar uma satisfação a respeito de nossas metas. Realizamos aqui, somente, um breve exercício de comunicação, mas a partir do momento no qual nosso trabalho se torna público, assumimos também responsabilidades.

Anunciamos, em destaque, uma ideologia democrata-liberal. Nossa oposição ao estatismo e às teses de esquerda “pré-Queda do Muro de Berlim” é clara. Isso, porém, não significa a exclusão automática da parcela de leitores que comungue nos ideais ‘socializantes’, e que coadune identidade com a justiça social e com a diminuição do abismo que separa ricos e pobres, no Brasil e no mundo. Respeitamos boas intenções, contanto que os meios sejam sempre lícitos.

Ao aventurarmo-nos pela seara do jornalismo, escrevendo artigos e expressando opiniões, expomo-nos ao julgamento crítico. Na segunda acepção da palavra, o Houaiss define ‘crítica’ como “um exame racional, indiferente a preconceitos, convenções ou dogmas, tendo em vista algum juízo de valor”. É exatamente isso que esperamos de nossos caros leitores.

Assumimos compromisso com a atualização permanente, com a veracidade das informações e com a precisão dos dados divulgados. Somente quando não for possível publicar texto de nossa própria autoria, indicaremos matérias relevantes disponíveis na rede, através da sugestão de links.
Aproveitamos para reiterar convite para o envio de artigos e informações que julguem relevantes, enquadrados nos objetivos desse blog, que teremos a honra de publicar.

Boas leituras!

2 Comments

No limiar da inépcia e da esperteza

A perniciosidade dos impostos

Uma grande ingenuidade seria achar que a equipe econômica do atual governo fosse burra. Inteligente também não é, certamente. O melhor adjetivo para essa gente ‘esperta’, na acepção menos virtuosa da palavra.

mantega.jpgA mais recente – e absurda – medida do ministério da Fazenda foi elevar a tarifa de importação de têxteis e de calçados, de 20% para 35%. A justificativa do ministro Guido Mantega é a proteção que se pretenderia dar à indústria nacional. O ministro e os seus asseclas, certamente, consideram os brasileiros ‘verdadeiros otários’(!), diante de suas explicações.

Não nutrimos simpatias pela administração estatizante do presidente Lula da Silva e, muito menos, pela elevada carga tributária do Brasil: arrecadação de padrão europeu e aplicação dos impostos nos moldes subsaarianos. O aumento na alíquota de qualquer imposto sempre causa enorme repulsa. Recorde após recorde arrecadatório, “jamais na história deste país” – como adora dizer o presidente -, os contribuintes pagaram mais impostos em um mês de março. “Somente no Imposto de Importação houve um crescimento real de 26,9%, decorrente da elevação do valor em dólar dos produtos comprados no exterior”, conforme publicado, no dia 16, na Folha de S.Paulo.

Percebendo isso, o governo resolveu elevar ainda mais as já absurdas taxas, ciente de que as importações continuarão crescendo. Quem pagará por isso serão os consumidores, que vislumbrarão uma fatia maior da renda sendo transferida para o cofre da receita. O que adianta elevar o preço dos produtos importados se o preço dos nacionais continuará sendo mais elevado? – De forma ingênua, poder-se-ia pensar, o governo não tivesse avaliado a sua medida de forma adequada. Mas não é nada disso!

Em um ano e meio, 50 indústrias de calçados gaúchas fecharam. A única forma viável para “salvar” a empresa nacional é dando-lhe condições para que possa concorrer em igualdade de condições com a indústria global. Para isso, só existe um caminho: aquele que conduz para a diminuição da elevadíssima carga tributária, incidente sobre a produção e sobre a folha salarial.

A redução de impostos beneficiaria milhares de trabalhadores dos setores têxtil e de calçados, bem como as empresas e os milhões de consumidores. Todos precisamos de roupas e sapatos. Pagando menos taxas, o ganho da indústria seria mais elevado. Como conseqüência natural, mais trabalhadores seriam empregados e, em resposta à redução de preços, o consumo aumentaria. A própria concorrência estrangeira beneficiaria o consumidor e a indústria, não permitindo que a redução tributária implicasse somente um aumento nos lucros dos empresários: os preços teriam de ser reduzidos e a qualidade dos produtos elevada. Isso é denominado “ganho de produtividade”.

Para incrementar as exportações, prejudicadas pela desvalorização do dólar – que reduziu os ganhos em real -, bastaria reduzir alíquotas de impostos que incidem sobre a folha de pagamentos. Enquanto que a média dos custos patronais nos países chamados Tigres Asiáticos é de 11%, no Brasil a despesa de contratação de um empregado ultrapassa os 100% do salário nominal.

impostos.jpgMesmo o governo poderia ser beneficiado com a redução de alíquotas e a extinção de tributos. De acordo com o economista Marcos Cintra Cavalcanti, defensor do projeto do Imposto Único, em 2003, o estado de São Paulo diminuiu de 25% para 12% a alíquota do ICMS do álcool combustível e obteve um resultado surpreendente. A arrecadação do setor cresceu, de imediato, 7%. O Fisco paulista conseguiu atingir em cheio o seu principal alvo: a sonegação, até então alimentada pela alta alíquota do imposto.

Sob o manto da esperteza, pois alguns ingênuos ainda permanecerão achando que a elevação de taxas protegeria a indústria nacional da concorrência estrangeira, esse governo continuará enganando a população. Afinal, é preciso ter bastante dinheiro em caixa para pagar os funcionários que ocupam os mais de 24.000 cargos comissionados no governo federal. E quanto maior é a burocracia, mais fácil se torna a manutenção da corrupção. Nossa capacidade de discernimento tem sido gravemente subestimada.

,

No Comments

Ponto de vista


logo_aborto.jpgNa América Latina, região na qual o aborto continua proibido na grande maioria dos países¹, estima-se que morram por ano, cerca de 4 milhões de mulheres em função de complicações causadas pós-aborto. Por tratar-se de prática não autorizada pela lei, mulheres recorrem a clínicas clandestinas, em condições inadequadas. Especialistas estimam que ocorram, anualmente, 1 milhão de casos de interrupção de gravidez, no Brasil.

De acordo como o Ministério da Saúde, o aborto é a 4ª causa de morte de mulheres no país e a curetagem (coleta de restos de tecidos do útero) é o segundo procedimento obstétrico mais praticado nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), superado apenas pelos partos. Em 2004, cerca de 244 mil mulheres foram atendidas para fazer curetagem ou tratar infecções pós-aborto no SUS.

O tema envolve convicções e dilemas de ordem moral e religiosa. Naturalmente, não são todos os que compartilham das mesmas convicções: nenhuma mulher, mesmo que tenha sofrido um estupro, jamais seria obrigada a interromper a gravidez se não o desejasse, como conseqüência da aprovação da descriminalização da prática.

Nem a igreja nem o estado deveriam interferir em decisões pessoais de cunho tão íntimo, como nessa questão. A aceitação de dogmas religiosos é uma opção individual. E o estado deve limitar-se a oferecer acesso universal à saúde com qualidade, sobretudo, àqueles que não possam pagar pelo atendimento médico particular.

Em editorial, o jornal Folha de S.Paulo, em 2005, já destacava: “enquanto mulheres de classes mais favorecidas recorrem a clínicas particulares e podem até mesmo procurar um país onde o aborto seja legalizado, as que pertencem aos setores de baixa renda são submetidas a situações que colocam em risco a sua saúde”.

Na Europa Ocidental e nos Estados Unidos, o direito ao aborto legal e seguro foi conquistado na década dos 1970. Já está mais do que na hora de fazermos avançar nossa ultrapassada legislação, da década dos 1940. Por tudo isso, defendemos, neste espaço, a legalização da prática do aborto.

¹ Na América Latina e do Sul, o aborto só é permitido em Cuba, em Porto Rico, na Guiana e na Guiana Francesa (submetida à legislação francesa).

LEGISLAÇÃO SOBRE ABORTO NO MUNDO

Mapa Legislação sobre Aborto

LEGENDA:
?? Legal
?? Legal, em caso de estupro, riscos à saúde da mãe (físicos ou psíquicos), indicação social ou deficiência irreversível do feto.
?? Ilegal com exceções em caso de estupro, risco de morte da mãe ou deficiência irreversível do feto.
?? Ilegal com exceções em caso de estupro e risco de morte da mãe.
?? Ilegal com exceção em caso de risco de morte da mãe.
?? Ilegal sem exceções.
?? De acordo com distinções religiosas.
?? Sem informações.

 


logo-bbc-brasil.jpg

Cidade do México aprova legalização do aborto
25 de abril, 2007 – 00h10 GMT (21h10 Brasília)
BBC Brasil

Depois de mais de sete horas de discussão, a Assembléia Legislativa da Cidade do México aprovou nesta terça-feira a legalização do aborto na capital mexicana.

A nova legislação vai permitir a interrupção da gravidez até a 12ª semana de gestação, mas vale apenas para a Cidade do México. Até agora, a lei somente permitia abortos em caso de estupro, quando a vida da mãe corria risco ou quando havia sinais de graves malformações no feto. O polêmico projeto de lei recebeu 46 votos favoráveis e 19 contrários.

Durante a votação, a polícia teve de aumentar a segurança em torno do prédio da assembléia, onde grupos de manifestantes pró e contra o aborto se reuniram. Opositores do aborto já avisaram que irão contestar a lei na Justiça.

O projeto provocou muito debate e enfrentou grande pressão da Igreja Católica. A Arquidiocese da Cidade do México chegou a ameaçar excomungar os legisladores da capital que votassem a favor da legalização do aborto.

Na semana passada, a Igreja local divulgou uma carta do papa Bento 16 pedindo aos bispos mexicanos para lutar contra a legalização do aborto. O Vaticano expressou sua preocupação com a mudança na lei. O México é o segundo maior país católico do mundo, atrás apenas do Brasil. Cerca de 90% dos mexicanos são católicos.

Antes da votação, pesquisas de opinião mostravam que a sociedade mexicana estava dividida sobre o tema. Entre os argumentos em defesa da lei, os autores do projeto afirmam que pelo menos 1,5 mil mulheres morreram no México na última década em conseqüência de abortos ilegais, feitos em clínicas clandestinas e sem condições mínimas de higiene.

Em um relatório divulgado no ano passado, a organização internacional Human Rights Watch afirmou também que muitas vítimas de estupro no México têm negado o direito de acesso ao aborto legal.

Esta não foi a primeira vez que a assembléia da Cidade do México, controlada pela esquerda, provocou polêmica. Recentemente, os parlamentares aprovaram a união civil de casais do mesmo sexo. Outro projeto em discussão prevê a legalização da eutanásia. 

, , , , ,

2 Comments

Colonização do Espaço

logo-afp.gifCientistas fazem a primeira descoberta de um planeta habitável fora do sistema
Direto da Agência France Press
24/04/2007 – 13h22

PARIS, 24 abr (AFP) – Um planeta “do tipo terrestre habitável”, capaz de abrigar vida extraterrestre, foi detectado pela primeira vez por uma equipe de astrônomos em um sistema planetário extra-solar, segundo um estudo que será divulgado na quinta-feira na revista Astronomy and Astrophysics.

Segundo os cientistas, este exoplaneta, que gira em torno da estrela Gliese 581 (Gl 581) a 20,5 anos-luz de nosso planeta, é o primeiro dos cerca de 200 conhecidos até hoje a “possuir ao mesmo tempo uma superfície sólida e líquida e uma temperatura próxima da encontrada na Terra”.

Ele reúne as características “que permitem imaginar a existência de uma eventual vida extraterrestre”, ressaltou em um comunicado o Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França (CNRS), cujos três laboratórios associados participaram da descoberta, com pesquisadores do Observatório de Genebra e do Centro de Astronomia de Lisboa.

A temperatura média desta “super Terra, se situa entre 0 e 40 graus Celsius, o que permite que haja a presença de água líquida em sua superfície”, segundo o principal autor do estudo, Stéphane Udry (Genebra).

Além disso, acrescentou, “seu raio seria 1,5 vez o da Terra”, o que indicaria “ou uma constituição rochosa (como na Terra), ou uma superfície coberta de oceanos”. A gravidade em sua superfície é 2,2 vezes a da superfície da Terra, e sua massa muito fraca (5 vezes a da Terra).

Descoberto com o telescópio “Harps” de 3,6 m do Observatório Espacial Europeu (Eso) da Silla, no Chile, este planeta orbita em 13 dias em torno da estrela Gliese 581 (Gl 581), da qual está 14 vezes mais próximo do que a distância da Terra para o Sol.

No Comments

Non-sense de matina

Assim falou Zaraane…

Imersa na turbulência da argumentação rasante pelas calles do arrondissement falou. Não merecia lograr um grand finale, mas um movimento que parla piano, terno.

Visões, sons e sabores pouco antes ingressavam em estética sintonia. A expectativa até aquele instante se preenchia com um movimento oscilante, entre a plenitude e o raro desencanto. Um Malbec impetuoso acicatava o rompante entre a fímbria da racionalidade e do devasso. A paixão apaixonada não mais é como d’autrefois. Mas a busca pela razão de ser, do ser, quase encontra a sua própria Sinnlichkeit.

O par como belle-vue e a geografia favorecida na diagonal, na vertical. Mãos não sentem, mãos não mentem. E os gestos e semblantes cometem faltas. Paroles, paroles, paroles. E o corpo fala como no best-seller popular de um dia. Mas não dá vexame… como queria…

Quisiera ser un pez, para mergulhar em acqua San Pellegrino, refresh… com borbulhas in natura, o grito d’alma refletir em ondas no espelho. Anelos que a boca febril não realiza. Mas sempre há um depois a vir a bailar, mesmo sem saber.

Que se preze a própria virtude assim como certa vez falou Zaratustra. I love you and I hate you and then I love you more. Não mais importa se é o bem ou o mal. Que se viva o momento. Carpe diem muitas vezes mais, sem precisar buscar sentido. Uma superficialidade inconseqüente.

Nessas horas ela está no conforto do Morfeu. Que pensará? – Che sera, sera. Emmenthal e Gruyère e sapore di sale no funghi. Abobrinha não teve ou teve. Mas canela – e limão exclusivo. Dadaísmo de Zurique ou non-sense da vida particular? Um coração que bate forte. Zaraane quer falar.

No Comments

O câmbio e a carga tributária

dolar_real.jpgNo último dia 11, nosso blog já se adiantava ao abordar a questão da desvalorização do dólar em relação ao real. Os problemas e as soluções apontados em nossa breve análise se reforçam, agora, em editorial do jornal “O Estado de S.Paulo”.

Leia na íntegra o editorial abaixo:


ex_libris.gifO ESTADO DE S.PAULO – NOTAS & INFORMAÇÕES
DOMINGO, 22 DE ABRIL DE 2007 – PÁGINA A3

 O desafio do dólar barato

O governo discute mais um remendo fiscal para socorrer os setores mais prejudicados pela valorização do câmbio. A discussão concentrou-se, nos últimos dias, na idéia de redução de encargos trabalhistas. Num primeiro exame, a proposta parece defensável. As indústrias mais afetadas pelo dólar barato, como as têxteis, de móveis e de calçados, dependem principalmente de insumos nacionais. Algumas importam insumos, mas, de modo geral, são mais dependentes de matérias-primas e bens intermediários produzidos no Brasil.

São geradoras de empregos tanto diretos quanto indiretos. Empresas de outros setores enfrentam o desafio com maior facilidade, aproveitando o real valorizado para importar materiais e componentes. Mantêm, assim, o poder de competição, mas ao custo de substituir empregos no País por empregos no exterior.

Não há nada errado, em princípio, na importação de matérias-primas, bens intermediários e mesmo produtos finais, quando a diferença de custo resulta da maior eficiência do produtor estrangeiro. Mas boa parte da concorrência enfrentada por essas indústrias, em condição de inferioridade, tem origem muito diferente.

Para sobreviver à abertura da economia, nos anos 1990, muitas delas tiveram de investir muito dinheiro e de modernizar equipamentos, processos produtivos e estilos de administração. Dedicaram-se com maior intensidade à exportação e disputaram espaço no mercado internacional, em muitos casos com grande sucesso. Mas começaram a perder fôlego, há algum tempo, em conseqüência da valorização cambial e das condições especiais de competição impostas principalmente pela China.

A valorização do real deixou mais visível uma série de obstáculos que as empresas não podem remover somente com seus meios. Tributos pesados e irracionais, cobrados tanto pela União quanto pelos Estados, são componentes importantes desse conjunto. Além disso, muitas indústrias brasileiras ficam em desvantagem quando se trata do acesso a grandes mercados, como o dos Estados Unidos e o da União Européia. Concorrentes de peso desfrutam de preferências no comércio com as economias mais desenvolvidas.

O governo brasileiro negligenciou a assinatura de acordos com aqueles parceiros e isso faz diferença. O problema de acesso a grandes mercados não é exclusivo do agronegócio. Esse tem sido um dos estímulos para o investimento brasileiro no exterior. Investir fora para ganhar projeção internacional é muito bom. Criar empresas e empregos noutros países porque o governo brasileiro deixou de fazer os acordos necessários é lamentável.

Mas o alívio fiscal para alguns setores e apenas por tempo limitado pode não ser uma boa resposta. Uma pequena desoneração tributária será insuficiente para compensar a desvantagem cambial, mas o governo não pode ir muito longe nessa política. Já se discute uma alteração geral da tributação sobre a folha de salários, defendida pelo ministro do Trabalho. Também não será uma solução simples. Deslocar os tributos da folha de pessoal para o faturamento agravará outro problema: a tributação em cascata.

É difícil conceber uma solução adequada fora de um projeto mais amplo de reforma tributária e, provavelmente, da Previdência. O Brasil tem uma longa experiência de remendos na área de impostos. Cada mudança improvisada tende a resultar em novas distorções.

No entanto, há um problema concreto que o governo não pode, ou pelo menos não deve, menosprezar. A valorização cambial, somada ao contrabando e às dificuldades de acesso aos principais mercados, pode resultar em crises setoriais e no fechamento de milhares de postos de trabalho. Medidas meramente protecionistas também não são a resposta adequada, porque as empresas têm de competir em escala global.

Talvez se encontrem soluções de emergência para alguns setores. Mas será preciso ir muito além. Fala-se muito em políticas de competitividade, mas pouco se tem feito para eliminar as desvantagens que se encontram além dos portões das fábricas e das porteiras das fazendas. Não há outro caminho, quando se pretende manter o câmbio flutuante. Isso é confirmado pela experiência de países muito competitivos.

,

No Comments

Weekly News

weekly_news_neu.jpg

WEEKLY NEWS
calliphora_spec.jpgMOSCA AZUL
“Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto da história nacional. Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. Desde o primeiro dia de seu mandato, o presidente desrespeitou as instituições republicanas”, escreveu o novo ministro da ‘Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo’, Roberto Mangabeira Unger, em artigo na Folha de S.Paulo, em 2005. A mosca azul deve ter picado o filósofo!

NA CONTRAMÃO – 1
Enquanto as Nações Unidas lideram debate sobre a situação climática no mundo, o presidente Lula quer incluir brechas para ampliar a derrubada da Floresta Amazônica em seu “Plano de Aceleração do Crescimento”, através de projeto que prevê alterações no Código Florestal, para excluir partes de Mato Grosso, Tocantins e Maranhão da Amazônia Legal.

NA CONTRAMÃO – 2
Projeto do senador Jonas Pinheiro (DEM-MT) autoriza propriedades rurais de produção de soja e de pecuária, a desmatar acima dos 20% permitidos pela legislação atual, nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso (este último lidera o ranking do desmatamento florestal no Brasil).

segolene_sarkozy.jpgINTERNACIONAL
PRIMEIRO TURNO
Eleitores de perfil democrata-liberal votaram hoje em Nicolas Sarkozy para a presidência da França, na expectativa de reformas estruturais na economia doméstica. De acordo com as pesquisas de boca de urna, a candidata socialista, Ségolène Royal (25,1% dos votos), enfrentará Sarkozy (29,6%) no segundo turno. Números oficiais e definitivos devem ser divulgados no final da noite.

ELEIÇÕES NA NIGÉRIA
Os primeiros resultados da eleição presidencial da Nigéria foram divulgados neste domingo. Autoridades eleitorais informaram que o candidato do partido do governo, Umaru Yar’Adua, conseguiu vitórias em dois estados da região rica em petróleo do delta do rio Níger.

BABY BOOM – 1
baby_boom.jpgA Alemanha poderá experimentar um “baby boom” em 2007 e 2008. O governo ampliará a ajuda de custo a toda mulher que der à luz e que se disponha a ficar em casa até o bebê completar um ano. O valor é de 70% de seu salário, podendo chegar a um teto de € 1.800 (cerca de R$ 4.860), por mês.

BABY BOOM – 2
Além desse valor, as mães alemãs recebem do governo € 154 mensais por filho, até que o jovem conclua os estudos (aproximadamente R$ 415). A média de filhos por mulher na Alemanha é de 1,3, uma das mais baixas do mundo.

MENOS JAPONESES
A população do Japão, cerca de 128 milhões, deverá cair para aproximadamente 100 milhões na metade do século, em função do baixo índice de natalidade, de 1,25 filhos por mulher. Para uma população se manter estável, cada mulher precisa ter, em média, 2,1 filhos.

POTÊNCIA CHINESA
O PIB chinês cresceu 11,1% no primeiro trimestre. Além disso, a China superou os EUA como principal exportador para a União Européia. No ranking das exportações mundiais, ficará somente atrás da Alemanha, tendo alcançado o segundo lugar, que antes pertencia aos EUA.

uhdtv.jpgTECNOLOGIA
U-HDTV – 1
A demonstração da “Ultra-High Definition TV”, em feira de Las Vegas, causou perplexidade no público: “não acredito no que meus olhos vêem”, foi a frase que mais se ouviu da platéia.

U-HDTV – 2
De acordo com Hirokazu Nishiyama, um dos responsáveis pelo desenvolvimento da U-HDTV, “um concerto ganha realismo inusitado e uma partida de futebol proporciona ao torcedor melhor visão de detalhes do que se ele estivesse no estádio”.


No Comments

Eleições na Nigéria

logo-bbc-brasil.jpg

Em meio à violência, nigerianos votam em eleição histórica
20 de abril, 2007 – 23h22 GMT (20h22 Brasília)
BBC Brasil

Os 60 milhões de eleitores da Nigéria vão às urnas neste sábado para escolher um novo presidente. É a primeira vez que um presidente eleito pelo povo sucederá outro escolhido democraticamente desde a independência do país, em 1960.

Vinte e quatro candidatos disputam a sucessão do atual presidente Olusegun Obasanjo, mas apenas três têm chances reais no pleito: o candidato do governo Umaru Yar’Adua, o ex-chefe de Estado Muhammadu Buhari e o vice-presidente do país e oposicionista Atiku Abubakar.

nigeria.gif A Nigéria é o país mais populoso da África e um dos maiores produtores mundiais de petróleo. Apesar dessa riqueza, dezenas de milhões de pessoas vivem na pobreza.

Entre os principais temas da campanha estão segurança e pobreza. A situação mais grave é no Delta do Níger, onde ficam 90% das riquezas de petróleo e gás do país. Em fevereiro, o Movimento pela Emancipação do Delta do Níger (Mend) – um movimento ligado a grupos paramilitares – divulgou um comunicado em que ameaça entrar em guerra.

Na questão da pobreza, a Nigéria tem alguns dos piores indicadores sociais do mundo. Uma em cada cinco crianças morre antes de atingir os cinco anos. Há dois milhões de órfãos devido à Aids. Mais de 54% dos nigerianos – ou 77 milhões – vivem abaixo da linha da pobreza, e a expectativa de vida no país é de 47 anos.

Candidatos

O favorito na disputa é o candidato do Partido Democrático do Povo (PDP), Umaru Musa Yar’Adua, que tem o apoio do presidente Obasanjo. O PDP foi o partido vitorioso nas eleições estaduais do último dia 14. Governador do estado de Katsina, Yar’Adua é um dos poucos governadores que não está sendo investigado por corrupção. Se eleito, o político de 56 anos – considerado um esquerdista moderado – se tornará o primeiro presidente nigeriano com diploma universitário.

Outro candidato de Katsina é o ex-chefe de estado nigeriano Muhammadu Buhari, do Partido de Todos os Povos (ANPP). Buhari foi derrotado por Obasanjo nas eleições de 2003 e perdeu espaço em seu partido, mas conseguiu recuperar influência para liderar a chapa do ANPP, o maior partido de oposição da Nigéria. Ele é conhecido por fortes idéias religiosas.

O terceiro candidato com chances é o vice-presidente Atiku Abukakar, do Congresso Ação (AC). Abukakar rompeu com o presidente depois de ter sido acusado de desviar US$ 125 milhões em negócios pessoais.

Para evitar um segundo turno de eleições, o candidato vencedor precisa receber a maioria dos votos e ter pelo menos 25% de aprovação em 24 dos 36 Estados nigerianos.

Legado de Obasanjo

Pela primeira vez, desde 1960, a Nigéria passou por oito anos ininterruptos de regime democrático. Em 1999, quando Obasanjo chegou ao poder, poucos acreditavam que ele completaria seu mandato. Logo na chegada ao poder, o presidente aposentou diversos líderes militares que haviam participado de governos anteriores, dando um claro sinal de que o exército teria pouca chance de derrubar o governo.

Um dos principais temas do governo de Obasanjo foi o combate à corrupção. O governo criou a Comissão de Crimes Econômicos e Financeiros (EFCC), que investigou e indiciou dezenas de figuras públicas e privadas. Na véspera das eleições, a EFCC foi acusada de “investigações seletivas” contra opositores do governo.

As reformas econômicas do governo também foram um dos principais temas da campanha. Apesar de receber elogios fora da Nigéria, o programa é muito criticado no país, devido à altos índices de desemprego e inflação.

, ,

No Comments