Archive for April 1st, 2007

Weekly News

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WEEKLY NEWS
CAOS AÉREO
Os controladores de vôo brasileiros têm uma das mais baixas remunerações na comparação com os estrangeiros. Ganham, em média, seis vezes menos que um colega europeu e nove vezes menos que um americano.

sierra-leone-on-the-way-from-lungi-airport.jpgPADRÃO AFRICANO
Desde meados de março, as maiores empresas aéreas do mundo passaram a adotar um padrão de segurança ao voar sobre o território brasileiro, que até agora só era aplicado quando sobrevoavam os países africanos. Agência Estado

MAIS UMA DO MINISTRO
Na coluna de Ethevaldo Siqueira, no Estadão de hoje, consta que o ministro das Comunicações, Hélio Costa, proclamou mais uma grande tolice: “a Telebrás foi vendida a preço de banana”. Siqueira responde que o ‘preço de banana’ deve equivaler ao da produção de bananas de toda América Latina, durante um século, pois foi de US$ 19 bilhões da época, com ágio superior a 63% sobre o preço mínimo.

QUASE METADE DA CONTA
A Telebrás foi vendida pelo preço mais elevado entre todas as grandes operadoras do setor, privatizadas do mundo, na década dos 1990, segundo a revista inglesa Privatization, de Londres. Melhor seria se o ministro das Comunicações buscasse defender a população do assalto tributário, em que o Brasil é campeão mundial, ao cobrar 40% de imposto sobre o valor das contas telefônicas.

FEBRE DO ETANOL – 1
A organização não-governamental WWF quer rever o impacto do álcool no meio ambiente. A questão ambiental, como já anunciado neste blog, tende a ganhar relevância para a questão da produção de etanol, derivado da cana-de-açúcar.

FEBRE DO ETANOL – 2
A União Européia vai criar um certificado para atestar a sustentabilidade do álcool, sem o qual não poderá ingressar no mercado europeu.

DEMOCRATAS
Desde a última quinta-feira, o PFL passou a se chamar Democratas. Esperamos que o vice-lider do partido, José Carlos Aleluia (BA), esteja sendo sincero, quando afirma que o partido precisa ficar sob o comando dos mais jovens, comprometidos com questões como a qualidade do ensino brasileiro.

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PRIMEIRO TURNO
Neste mês de abril, tanto a candidata do Partido Socialista, Ségolène Royal, quanto o defensor do livre mercado, Nicolas Sarkozy, como o centrista, François Bayrou, têm chances de ir ao segundo turno da eleição presidencial, na França. Apesar do charme de Mme. Royal, a Europa e o mundo terão mais chances de prosperar com as idéias de Sarkozy.

NOVIDADES NOS EUA – 1
O Partido Democrata conta com três novidades, com grandes chances de vencer a disputa pela sucessão de George Bush em 2008: 1.) uma mulher, a ex-primeira dama, Hillary Clinton; 2.) um afro-americano – filho de diplomata de Gana e de mãe americana branca – Barack Obama; e 3.) um hispânico, o governador do Novo México, Bill Richardson.

NOVIDADES NOS EUA – 2
Renovado pelo sucesso do filme Uma Verdade Inconveniente, Al Gore, aquele que venceu nas urnas, mas perdeu na Suprema Corte a eleição presidencial para o republicano George Bush, também poderá disputar as prévias democratas. Torço por ele!

Al Gore

REPUBLICANOS
Os mais fortes pré-candidatos do Partido Republicano para a eleição americana, em 2008, são Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova York – quem sabe teremos tolerância zero em Bagdad – e o senador McCain, que ainda paga o preço por seu voto a favor da guerra do Iraque. Os dois se opõem ao ‘fundamentalismo’ de George Bush.

 

 

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Lula e Bush: casamento de incompetentes

Observar a foto abaixo nos leva a refletir a respeito do destino ao qual esses dois presidentes conduzem seus respectivos países, e no caso do americano, também o mundo. Uma aliança entre essas duas personalidades, certamente, não é nada promissora. Como dar crédito a dois presidentes com biografia recente tão negativa? Felizmente, as constituições do Brasil e dos EUA, através do instituto da reeleição, só permitem uma recondução seguida ao cargo.

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A guerra do Iraque ofereceu demonstrações suficientes de como os interesses pessoais e corporativos estão muito acima dos interesses globais e além do controle das Nações Unidas. Os EUA estavam à beira de uma profunda recessão econômica às vésperas da invasão do Iraque. O crescimento do setor bélico foi tão significativo no período, que afastou qualquer sombra de crise. Além disso, a indústria do petróleo, no Texas, da qual a família Bush é grande acionista, teve ganhos nunca antes contabilizados na história. Até o projeto populista do venezuelano Hugo Chaves colheu frutos provenientes da escalada dos preços do barril de petróleo.

Lula da Silva, no Brasil, conseguiu patrocinar o período de maior corrupção e aparelhamento do estado visto na história brasileira. Isso sem mencionar o retrocesso em todas as áreas da administração pública: educação, saúde, transportes, segurança – tudo está muito pior sob a administração petista. Alguns poderiam defender a estabilidade econômica como conquista, mas, certamente, as diferenças sociais poderiam ter diminuído, não fossem os projetos populistas patrocinados pelo governo.

Enquanto são desenvolvidas tecnologias para substituição do petróleo como fonte de energia – a exemplo da utilização do hidrogênio e da energia nuclear – os presidentes Bush e Lula tratam de incentivar a produção de etanol, extraído da cana-de-açúcar, para mover parte da frota americana de veículos. O projeto pode até ter algum mérito, mas a um custo muito elevado: a expansão da fronteira agrícola que avança sobre as áreas florestais. Os maiores beneficiários da iniciativa serão alguns poucos latifundiários e usineiros que, certamente, já reservaram comissões, pelo lobby executado pelo próprio presidente da República, para financiamento de campanhas eleitorais futuras do Partido dos Trabalhadores e outros da base aliada.

O que se pode aguardar de positivo da estada de Lula da Silva em Camp David é alguma discussão em torno da redução de subsídios e outras formas de protecionismo, que tanto o Brasil quanto os EUA adotam em larga escala, para proteger setores da economia. Em todo caso, a foto de Lula da Silva com George Bush consegue ser “menos pior” do que as que vemos com maior freqüência com o brasileiro ao lado do venezuelano Hugo Chaves.

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