Archive for April 10th, 2007

Pelos corredores de trânsito

Depois de alguns dias distante do trânsito infernal da cidade durante os feriados da Semana Santa, tornei a percorrer em meu velho e confortável companheiro Peugeot o trajeto que separa a Universidade de São Paulo, no Butantã, e minha residência, no bairro do Tremembé, ao pé da Serra da Cantareira, na zona norte de São Paulo.

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No intuito de fugir dos congestionamentos das Marginais, prefiro cruzar a cidade, quase em linha reta, passando pela av. Santos Dumont, totalmente reformada durante as últimas administrações de Jânio Quadros e Paulo Maluf, e seguir pela avenida Nove de Julho que, depois das obras da ex-prefeita Marta Suplicy, teve o fluxo de automóveis particulares e de coletivos melhorado de forma extraordinária. O túnel Max Feffer, sob a avenida Faria Lima, também agilizou o acesso à Ponte Cidade Jardim, que conduz ao Jockey Club e ao Estádio do Morumbi.

Recordo perfeitamente a época em que as obras de Dona Marta foram realizadas, pouco antes das últimas eleições municipais, quando percorrer os principais corredores norte-sul da cidade tinha se tornado um verdadeiro caos.

Apesar dos benefícios que as reformas nessas vias propiciaram ao cidadão e ao motorista, com a construção de túneis e a reurbanização de avenidas e corredores de ônibus, o retorno eleitoral não foi suficiente para reeleger a prefeita. Os transtornos causados pelas obras, que precisavam ser entregues antes da eleição, foram tantos que não houve tempo suficiente para que a administração obtivesse o reconhecimento pelas benfeitorias urbanas.

logo-cidade-limpaHoje tive uma grata surpresa. Além de observar uma cidade mais limpa da poluição visual, trafegar pelas ruas já está se tornando um pouco mais fácil. Em meu trajeto para casa, considerado o horário, optei pelas Marginais. O asfalto novo e a sinalização horizontal, para não dizer que estão perfeitos, encontram-se em muito melhores condições que há poucos meses. Consegui fazer todo o trajeto que separa as pontes Cidade Jardim (na Marginal Pinheiros) e a ponte das Bandeiras (na Marginal Tietê) sem cair em nenhum buraco!

Em vez de retornar diretamente para casa, resolvi aproveitar a tranqüilidade das noites de segunda-feira – sobretudo depois de um feriado prolongado – para deliciar-me, com uma excelente pizza e algumas taças de vinho Malbec, na Pizzaria Margherita, na rua Haddock Lobo, no bairro de Cerqueira Cézar.

Por razões que não preciso comentar neste espaço, meu trajeto seguinte, de volta para casa, atravessou o túnel do Anhangabaú, no qual máquinas trabalhavam para melhorar o asfalto. Ao chegar à avenida Dr. Zuquim, que há algumas semanas também se encontrava em obras de recapeamento, atravessei a onda verde dos sinais inteligentes – funcionando (!) – sem precisar parar nos cruzamentos (apesar da atenção necessária) e rodei por um asfalto novo em folha.

A razão de relatar tudo isso é a seguinte: não estamos em ano de eleição e podemos vislumbrar a prefeitura trabalhando. Naturalmente, essa constatação deveria ser permanente, mas o que estamos acostumados a vislumbrar são “obras de perfumaria” sendo executadas com o único e exclusivo propósito de angariar dividendos eleitorais. Dessa vez, parece que há mais responsabilidade e seriedade no que concerne à manutenção das vias públicas, que há tanto tempo mereciam atenção.

Também foi ótimo escutar, em entrevista à rádio CBN, o secretário municipal de Transportes, Frederico Bussinger, afirmar que a verba destinada a sua Secretaria foi triplicada neste ano e que o equipamento eletrônico que faz com que os sinais de trânsito se tornem “inteligentes” – adotando ondas verdes e alterando o tempo em que permanecem abertos ou fechados, conforme o fluxo de veículos nos distintos horários -, sofrerá manutenção.

Este blog já ofereceu o espaço de um artigo para elogiar a “Lei Cidade Limpa” do prefeito Gilberto Kassab, do Democratas. Hoje, em vez de tratar de algum aspecto negativo da administração ou apontar um problema que enfrenta o cidadão, preferi destacar algo que pode existir de positivo, também, na administração pública. Continue assim prefeito!

 

 

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Latin Finance: Falling Behind

latin-finance-logoFalling Behind
April 2007

Brazil is the only sub-investment grade BRIC country. It risks falling even further behind if the government neglects urgent fiscal reforms required to power economic growth.

Brazil has basked in the glory of its association with Russia, India and China, the fast growing emerging economies that join it in the BRIC bloc. But by many measures it is falling far behind. When Goldman Sachs coined the phrase BRIC in 2003, the idea was that they could outstrip the G6 economies by 2050, both financially and politically. But as other BRICs take off, Brazil is looking increasingly like a low-tech laggard that cannot grow itself out of a debt overhang.

Latin Finance - Falling Behind ”Brazil has been riding the wave of global growth and a great world environment,” says Edgardo Sternberg, emerging markets debt strategist at Loomis Sayles, which manages $88 billion in equity and debt assets worldwide. “Beyond that, little has been done. When that environment disappears, I want to see how well Brazil does.”

The country is coasting on the commodity rally and its private sector is thriving despite one of the most hostile environments in the world. But Brazil risks squandering a unique opportunity to become a world player if the Lula administration fails to match impressive first term fiscal prudence with equally ambitious fiscal reform and investment in infrastructure and education.

“Macroeconomic and financial instability have been reduced in a very significant and structural way, but the conditions for growth to accelerate to a new plateau have not been created,” says Alberto Ramos, senior Latin America economist at Goldman Sachs.

Ramos flags increased public spending through social transfer projects as a drag on Brazil’s projected 3.5% growth for 2007. China, India and Russia should register 9.8%, 8% and 7% economic growth in 2007, according to Goldman. Brazil has averaged just 2.6% growth since 2000, compared to 9.56% for China, 6.65% for India and 6.77% for Russia, Goldman data shows. And even though Brazil has the third largest economy by GDP, it has the second highest ratio of debt to GDP of the BRIC countries, the bulk of which is short-dated, keeping it at the junk rating.

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