Archive for May 18th, 2007
Ocupação da reitoria da USP
Posted by Marcus Mayer in Cidades, Educação on May 18th, 2007
FRASE
“Os atos de grupos radicais, cuja violência é condenável, não podem se sobrepor à contribuição inegável da USP ao Estado e ao país.”
Suely Vilela, reitora da Universidade de São Paulo,
em artigo para o jornal Folha de S.Paulo, em 17/05/2007
Resta algo positivo do governo Lula da Silva?
Posted by Marcus Mayer in Brasil, Política on May 18th, 2007
Sim – é verdade! Existem aspectos positivos no governo Lula da Silva, mesmo quando observados sob uma ótica liberal. Hoje procuraremos falar somente de coisas boas.
Fernando Collor foi o presidente da abertura econômica: atraiu investimento estrangeiro e permitiu a modernização do parque industrial; também foi o responsável pelo início do processo de desestatização. Fernando Henrique Cardoso, através do Plano Real, conseguiu controlar a hiperinflação, deu continuidade ao processo de privatizações e melhorou substancialmente a imagem do Brasil no exterior.
AS VIRTUDES
Lula da Silva talvez conquiste para o Brasil o “investment grade”, um rating que reflete o risco país, antes do final de seu mandato, em 2010. Essa classificação é utilizada por investidores estrangeiros, para decidir por países que valham aplicações, refletindo o risco de não honrarem o pagamento de seus títulos. Quanto melhor é a avaliação, maior é a capacidade de atrair investimentos. O Brasil está a um degrau da faixa de grau de investimento. No último dia 10, a agência de classificação de risco Fitch elevou a nota atribuída ao Brasil de “BB” para “BB+”. (Veja o ranking da Fitch)
O segundo destaque positivo do governo Lula da Silva tem sido a atuação da Polícia Federal. Lamentavelmente, não há garantias de que todos os bandidos – entre eles políticos, desembargadores, juízes, delegados, policiais –, funcionários públicos de todos os escalões, que têm sido pegos cometendo crimes, sejam condenados. Mas a PF está fazendo a sua parte, encaminhando os marginais para a alçada da Justiça.
Hoje foi divulgada a Operação Navalha, que desarticulou uma suposta quadrilha que fraudava licitações públicas para a realização de obras, com a prisão de 46 pessoas, entre elas o ex-governador José Reinaldo Tavares (MA), o filho do ex-governador João Alves Filho (SE), dois sobrinhos do governador Jackson Lago (MA), prefeitos, um deputado distrital, um funcionário do Planejamento e um assessor do ministro Silas Rondeau (Minas e Energia).
Para que se tenha uma melhor idéia a respeito das várias operações da Polícia Federal nos últimos anos, segue abaixo uma lista com os seus nomes e as respectivas ações:
- Têmis e Hurricane: venda de sentenças judiciais favoráveis aos jogos ilegais
- Sanguessuga: compra superfaturada de ambulâncias com dinheiro público
- Hidra: combate ao contrabando
- Anaconda: venda de sentenças judiciais
- Águia e Planador: tráfico internacional de drogas
- Zaqueu: corrupção nas delegacias do trabalho
- Matusalém e Zumbi: fraudes no INSS
- Lince: extração ilegal de diamantes
- Lince 2: adulteração de combustíveis e roubo de carga
- Farol da Colina: remessa ilegal de dinheiro para o exterior
- Soro: falsificação de leite em pó
- Sucuri e Trânsito livre: facilitação de contrabando
- Pandora: extorsão de empresários
- Vampiro: fraude em licitação de hemoderivados
- Isaías: extração ilegal de madeira
Fonte: revista Veja
O Brasil no Mundo > Parte 3 <
Posted by Marcus Mayer in Brasil, Economia on May 18th, 2007
O mapa da desigualdade
Parte 3 – COEFICIENTE GINI
Você saberia relacionar as bandeiras abaixo com os seus respectivos países?
A não ser que tenha uma extraordinária memória, seja um expert em geopolítica ou trabalhe na Organização das Nações Unidas, é pouco provável que acerte todas, pois, em sua maioria, essas bandeiras pertencem a países com pouca expressão no âmbito internacional, exceto o último.
Diante da dificuldade, daremos uma dica: todos os países têm algo bastante em comum com o Brasil. Teria ficado mais fácil agora?
As bandeiras pertencem, na ordem, aos seguintes países: Namíbia, Lesotho, Botswana, Sierra Leoa, República Central Africana, Swazilândia, Bolívia, Haiti, Colômbia e Brasil. Você deve estar se perguntando o que têm em comum.
Coeficiente GINI
Em um ranking composto por 180 países, o Brasil é o décimo em “desigualdade de renda”, atrás somente desses que foram citados. Uma boa e outra má notícia: a má é que já fomos os campeões nesse quesito; e a boa é que conseguimos ser vencidos. Certamente, esse é o pior espelho do Brasil. Entre a população, são muitíssimos que têm pouco e pouquíssimos que têm muito. O uso do superlativo é necessário para refletir bem a situação.
A diferença de rendimentos entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres, no Brasil, é de 27,8 vezes, conforme cálculos das Nações Unidas. Se analisados os 10% mais ricos e os 10% mais pobres, essa diferença alcança as 57,8 vezes. Para que se possa compreender melhor essa triste realidade, na Europa Ocidental, a diferença se situa nas 5,04 vezes, em média; e nos EUA, nas 8,4.
Em 1912 o demógrafo italiano Corrado Gini criou um índice para medir a desigualdade social. Esse índice passou a se chamar »coeficiente Gini«. Conforme a tabela acima, coeficiente “0″ representa perfeita igualidade econômica e “100″ perfeita desigualdade. O Brasil apresenta coeficiente 58,0, de acordo com os dados da ONU. Dinamarca (24,7), Japão (24,9) e Suécia (25,0) apresentam os melhores coeficientes. Para visualizar a tabela completa, clique aqui.
Abaixo, reproduzimos um mapa mundial que destaca as diferenças de rendimentos, conforme cálculos do coeficiente Gini, realizados pelas Nações Unidas:
Clique sobre o mapa para visualizá-lo em tamanho ampliado:

Na legenda abaixo o coeficiente Gini varia entre “0″ e “1″, sendo “0″ a igualdade plena e “1″ a desigualdade plena.
Para explicações mais detalhadas, a enciclopédia pública online, Wikipedia, apresenta informações precisas e completas a respeito do coeficiente e dos cálculos necessários para a determinação dos índices. O trabalho está publicado em inglês e é bastante confiável. Clique aqui para acessar.
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Leia também:
O Brasil no Mundo – Parte 1 (PIB)
O Brasil no Mundo – Parte 2 (PPP e Big Mac Index)







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