Archive for May, 2007

Al Gore – Brazil

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Al Gore será candidato à presidência dos Estados Unidos em 2008? Por todos os lugares em que passa, essa é a pergunta mais repetida. A sua habitual resposta é de que não tem intenção de concorrer. Mas também não tem intenção de não concorrer. Um grande número de pessoas está convencido de que Gore pode ser persuadido a candidatar-se. Por isso, ingressamos, oficialmente, em uma campanha popular com o objetivo de estimulá-lo a lançar sua candidatura. O movimento chama-se: Al Gore – The 2008 Grassroots Draft Campaign.

Entre 1993 e 2001, Al Gore foi vice-presidente dos Estados Unidos, durante a administração de Bill Clinton, do Partido Democrata. Em 2000 concorreu à presidência e, apesar de ter tido mais votos populares, perdeu a eleição para George Bush, no Colégio Eleitoral.

Em 2006, Gore lançou An Inconvenient Truth, um filme sobre o aquecimento global, que ganhou o Oscar de melhor documentário em 2007. Conjuntamente com o presidente da Virgin, Richard Branson, lançou um concurso que pagará US$ 25 milhões para o cientista que apresentar o melhor projeto para diminuir as emissões de dióxido de carbono na atmosfera. Como ativista ecológico, Gore escreveu dois livros: “A Terra em Balanço: Ecologia e o Espírito Humano”, editado pela Augustus, em 2003 e “Uma Verdade Inconveniente”, pela editora Manole, em 2006.

Visite o site da campanha popular clicando aqui e ingresse na comunidade “Al Gore – Brazil”, que criamos para marcar a presença do Brasil nos assuntos de interesse global

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Weekly News

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WEEKLY NEWS
FALÊNCIA DO CALÇADO
sapatos-louis-vuitton.jpgCom o dólar abaixo dos R$ 2,00 é iminente a falência da indústria de calçados nacional, caso o governo não reduza os impostos. A principal razão para a falta de competitividade no mercado mundial não é a desvalorização do dólar, mas a imensa carga de impostos que recai sobre a folha de pagamentos.
EXPLICAÇÃO: O empresário brasileiro exporta em dólar desvalorizado. Ao vendê-lo, obtém menos reais na operação e os custos de produção mantêm-se em moeda nacional. Para compensar a perda a melhor alternativa é a redução de impostos.

EXPORTAÇÃO DE EMPREGOS
Enquanto oposição, a esquerda vivia criticando as empresas multinacionais estrangeiras que investiam no Brasil, gerando empregos e pagando impostos. Será que (agora que está no poder) essa mesma esquerda não vai se manifestar diante do problema de as empresas brasileiras estarem deixando o país para instalarem seus parques industriais no exterior, criando por lá empregos e pagando impostos para governos estrangeiros?

contra-mao.jpgNA CONTRAMÃO
Somente entre 2006 e 2007, grandes empresas nacionais que estão indo para o exterior levaram consigo US$ 30 bilhões, superando o que ingressou no Brasil e que poderia ter sido investido aqui.

FIM DA INDÚSTRIA
Enquanto a exportação de commodities (produtos primários de baixo valor agregado) para a China e para os Estados Unidos têm batido recordes consecutivos (superávit de US$ 40 bilhões), a exportação de produtos industrializados despencou de 19,9% em 2004, para 2,9% em 2005; e cresceu apenas 3,3% em 2006.

NEM DELFIM
O genovês Guido Mantega, através de suas declarações, continua demonstrando que é, certamente, o ministro da Fazenda mais imbecil de todos os tempos. Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, afirmou que o Brasil vive um ciclo de crescimento mais favorável que o da época do milagre econômico (final dos anos 1960 e começo dos 1970), e que as perspectivas econômicas são mais otimistas que nos tempos de JK.

jackson_lago.jpgSEM-VERGONHA
O Maranhão, estado federativo que apresenta os piores indicadores econômicos e sociais do país, livrou-se temporariamente do clã Sarney na eleição de 2006, mas conseguiu colocar em seu lugar coisa ainda pior. O governador Jackson Lago, do PDT (na foto ao lado), que está ficando nacionalmente famoso graças ao seu envolvimento com o escândalo de corrupção descoberto pela Polícia Federal, o esquema da Operação Navalha, é responsável pela criação da maior rede de nepotismo montada nos estados.

CANALHAS
Depois dos ‘mensaleiros’ e dos ‘sanguessugas’, mais um bando de ladrões foi identificado pela Polícia Federal. O público, já habituado aos escândalos de corrupção, já nem mais demonstra grande surpresa ou indignação. Somente numa ‘república de bananas’ é possível ficar tão passivo. Em lugar decente, a simples sombra de dúvida sobre a integridade de um político ou servidor público já motivaria a sua renúncia. Aqui o que se observa é um festival de caras-de-pau que ainda permanecem nos cargos. E ninguém protesta?!

JAULA ESPECIAL
Corrupto Faz-se urgente uma mudança radical na legislação. A corrupção precisa ser encarada como crime muito grave. E aos bandidos não deveria mais ser permitido responder por sua ladroagem em liberdade. Além disso, a prisão especial reservada para criminosos com diploma de curso superior é uma piada. Um bandido com diploma mereceria uma cadeia muito mais ‘especial’ do que essas, que existem por aí: de preferência, uma jaula de zoológico para serem visitados pelo público, como ‘animais de altíssima periculosidade’!

TRIO PROMISSOR
Os governadores José Serra (PSDB-SP), Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Aécio Neves (PSDB-MG) estão mostrando a que vieram. Enquanto o paulista enfrenta corretamente a crise nas universidades públicas e já consegue apresentar resultados positivos no sistema penitenciário, o carioca trava guerra com bandidos para retomar o controle da área que ficou conhecida como Complexo do Alemão e o mineiro investe firmemente em projeto de PPP (parceria público-privada) que visa a construir uma nova estrada ligando Belo Horizonte a São Paulo.

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PONTO PARA O PREFEITO
A região da Estação da Luz, na cidade de São Paulo, antiga cracolândia, hoje conhecida como Nova Luz, é prioridade da administração do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Uma megaoperação para limpar a área de uma vez está sendo montada. O “Projeto Nova Luz” quer transformar a cracolândia em reduto de agências de publicidade e instituições de ensino. O quadrilátero receberá redução de ISS, IPTU e ITBI. Esse é o exemplo a ser seguido por todas as administrações: reduzindo impostos é possível construir um país melhor!

kassab_e_matarazzo.jpgVER PARA CRER
“Uma região que também precisa desta revitalização é o Parque Dom Pedro, com a devida desapropriação do Edifício São Vito, do Edifício Mercúrio e dos prédios no entorno, transformando aquilo numa praça. Seria interessante a demolição do Viaduto Diário Popular, que não tem grande utilização”, afirmou o secretário de Subprefeituras, Andrea Matarazzo, em entrevista à coluna de Sônia Racy, no Estad
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NA FOTO: o prefeito Kassab e o secretário Matarazzo

INTERNACIONAL
DITADURA
O idiota latino-americano Hugo Chaves afundará ainda mais a ex-democracia da Venezuela através do atentado à liberdade de expressão, promovendo no próximo dia 27 o fechamento da rede de tevê privada RCTV.

MEIO AMBIENTE
PRESERVAÇÃO
Lemures Três lêmures de cauda anelada, raça originária de Madagascar, nasceram no Jardim Zoológico Fuengirola, na Costa del Sol, na Espanha. Dois dos recém-nascidos, que já estão se movendo livremente no seu cerco, são gêmeos idênticos. Este é o terceiro ano consecutivo que esta espécie em extinção produziu jovens no jardim zoológico.

FRASE

“Fazer greve 100 dias e receber salário não é greve, são férias.”

Lula da Silva, presidente da República, em sua 2ª entrevista coletiva desde que assumiu o cargo

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A crise na USP

FOTOS: Simone Harnik / G1
reitoria_usp_ocupacao.jpgPrédio da reitoria da USP ocupado por ‘estudantes’

Em recente artigo, tratei do tema da ocupação da reitoria da USP, Universidade de São Paulo, no campus Butantã, por alguns alunos. Mais do que abordar o movimento e a greve que se instalou, descrevi o curioso saudosismo dos tempos da Guerra Fria e do alinhamento pró-soviético de parcela substantiva do alunado.

Nos dias que se seguiram até a data atual, os principais órgãos de imprensa deram cobertura à evolução dos acontecimentos. Como aluno da universidade, acompanhei de perto a movimentação. O texto a seguir visa a relatar os acontecimentos e a oferecer um diagnóstico da crise que se instalou. Com efeito, procuro também oferecer propostas e soluções.

HISTÓRICO – No mês de janeiro, logo após a posse, o governador José Serra criou medida que visou a exigir mais transparência nos gastos das três universidades estaduais – USP, Unesp e Unicamp, através do qual as contas das instituições de ensino passariam a ser incluídas no Siafem, Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios. “O sistema monitora a movimentação do caixa de órgãos públicos, permitindo aos contribuintes acompanhar o uso de seu dinheiro e, aos administradores, avaliar a eficiência da gestão financeira”, conforme esclareceu a revista Veja, na edição do dia 16 de maio. Aos reitores das universidades não agradou a idéia e, sob o argumento de “perda de autonomia”, fizeram declarações descabidas. “Acabaram insuflando a extrema esquerda estudantil”, escreveu Reinaldo de Azevedo, colunista de Veja, em seu blog.

Desde os primeiros meses do ano letivo já se observavam cartazes e panfletos de autoria de centros acadêmicos, condenando a medida do governador. No período, ocorreram diversas reuniões de estudantes e algumas delas contaram com debate de professores. Destaque-se que os órgãos de ‘representação estudantil’ (CAs e DCEs) são ocupados por ‘estudantes’ que, mais do que essa qualificação, são ativistas militantes de partidos políticos, majoritariamente do PT, PSTU, PSOL, PCO e PC do B. Além desses, também aderiram ao movimento estudantes sem qualquer vínculo partidário, mas que são simpáticos aos ideais da esquerda revolucionária. Outros, bem intencionados, inclusive alguns colegas, desejosos de alcançar seus objetivos acadêmicos, não se dão conta de que sucumbem atuando como massa de manobra dos radicais. Numa assembléia de estudantes, da qual participei como ouvinte fortuito, a forma de tratamento que os oradores destinavam à platéia era – pasmem(!) – camaradas.

Os líderes dos movimentos que se opuseram ao decreto do governador solicitaram audiência à reitora da USP, Suely Vilela, e foram informados de que seriam atendidos pelo vice-reitor, pelo fato de a reitora encontrar-se viajando. No dia da audiência os estudantes não quiseram conversa com o vice-reitor e deram início ao quebra-quebra que destruiu as portas da reitoria e invadiram as suas dependências. Um colega que esteve presente disse que “a ocupação foi pacífica”, mas a foto abaixo põe em dúvida a informação.

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O espantoso é que, mesmo num centro de excelência acadêmica como a Universidade de São Paulo – que exige aprovação na Fuvest, um dos mais difíceis vestibulares do país, acessível somente àqueles que tiveram uma boa base educacional -, haja tanta desinformação por parte do alunado. Nessa análise, porém, é muito importante não generalizar. Toda essa descrição é bastante válida para a FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) e para a ECA (Escola de Comunicação e Artes) – exatamente as unidades tiveram maior adesão de alunos à greve que se instalou e que se mostraram favoráveis à ocupação da reitoria.

marilenachaui.jpgA FFLCH e a ECA comportam cursos de graduação em Ciências Sociais, História, Geografia e Jornalismo, entre outros, e têm um histórico que se caracteriza pelo combate à ditadura militar, mas também pelo alinhamento pró-soviético, nos tempos da Guerra Fria do século passado, tanto por parte do alunado como de seu corpo docente, diga-se Marilena Chauí (foto) ou Emir Sader, entre muitos outros. Não há mais ditadura militar e a ex-URSS foi esfacelada. Os saudosos da época, porém, ficaram órfãos de modelos e de ideais. Com a chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder, uma ala alinha-se a favor do governo Lula da Silva e outra mais radical aderiu aos partidos mais à esquerda, como PSOL, PSTU, PC do B e PCO. Quase todos defendem governos como os de Hugo Chaves, da Venezuela, e de Evo Morales, da Bolívia.

Para esses pseudo-estudantes o que mais importa é a baderna e o quebra-quebra. A utopia ainda é uma revolução nos moldes bolchevistas. E a chance de tomar posse de um espaço como a reitoria da Universidade acaba se transformando numa insólita conquista.

FEA-USP: um prédio moderno e investimentos privados

O CONTRASTE – Enquanto certos prédios da universidade são caracterizados pelo “cinza-concreto com pichação — misto de Alemanha Oriental pré-queda do Muro com Paris de 1968”, como os descreve Reinaldo de Azevedo em seu blog, a FEA (Faculdade de Economia e Administração) parece uma ilha de prosperidade, um complexo limpo e organizado. Quando vou tomar café na cantina da FEA, meu amigo Gabriel Souza, estudante do curso de Letras, costuma dizer: “Aqui é a Europa da USP enquanto a FFLCH é a África!”.

O que distingue a FEA das demais? – Ela recebe dinheiro de fundações como a FIA (Fundação Instituto de Administração), a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e a Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras).

Para equiparar-se, bastaria à FFLCH criar o seu próprio instituto de pesquisas. E não faltaria dinheiro proveniente da iniciativa privada, que tem interesse por ciência. Basta um pouco de competência para que se crie, como sugere Reinaldo de Azevedo, “uma robusta fundação, um DataBrasil, um DataUSP”, que partiria da união entre os sociólogos, filósofos, historiadores e filólogos dali com os especialistas em estatística do IME. É vergonhoso que não se tenha na FFLCH uma fundação, como em tantas outras universidades, que edite livros e ofereça melhores traduções ao pobre acervo científico disponível em Língua Portuguesa. E isso não precisa ser financiado com dinheiro público. Esse sobraria para pintar paredes e reformar banheiros.

FFLCH-USP: prédios vergonhosos e aversão ao investimento privado

Para ver mais fotos da ocupação da reitoria da USP clique aqui

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A musa de Cannes 2007

Fugindo um pouco da austeridade da economia e da política, segue abaixo notícia e breve comentário sobre o Festival de Cinema de Cannes 2007.

asia_argento_cannes2.jpgConforme noticiou o diário milanês Affari Italiani, a Itália é Asia Argento, em Cannes. É rara a circunstância de uma única atriz tornar-se estrela absoluta do festival. Imagine-se então conseguir brilhar três vezes. Com o filme de Olivier Assayas, “Bording Gate”, com outro de Catherine Breillat, “Une Vielle Maîtresse”, e outro de Abel Ferrara, “Go-Go Tales”.
Assista ao vídeo-comentário, no site Libero, clicando aqui (em italiano)

bonequinho_o_globo.jpgAinda não há favorito para a Palma de Ouro, mas Asia Argento, atriz e cineasta, tornou-se a musa de Cannes. Conforme noticiou o Blog do Bonequinho do jornal O Globo, “sem pudor algum de tirar a roupa na telona nem se envolver em cenas capazes de corar o mais assanhado dos sátiros, a atriz e cineasta, arrancou suspiros da ala masculina da crítica presente ao festival à frente de Boarding Gate“. O filme narra a história de uma ex-prostituta que vai tentar iniciar uma vida nova na China. O diretor inspirou-se no cinema de Hong Kong. “Aquele lugar é quente; parece o inferno”, afirmou Asia, conhecida por seu estilo “boca-suja”, para o jornal.

Visitei o site oficial de Asia Argento e fiquei muito bem impressionado com o ensaio fotográfico artístico, assinado por famosos. Ao ingressar no site, clique sobre “images” no “menu”.

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Asia Argento é filha do diretor de cinema italiano Dario Argento

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Ocupação da reitoria da USP

FRASE

“Os atos de grupos radicais, cuja violência é condenável, não podem se sobrepor à contribuição inegável da USP ao Estado e ao país.”

Suely Vilela, reitora da Universidade de São Paulo,
em artigo para o jornal Folha de S.Paulo, em 17/05/2007

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FOTO: Simone Harnik / G1

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Resta algo positivo do governo Lula da Silva?

lula_celebra_vitoria.jpgSim – é verdade! Existem aspectos positivos no governo Lula da Silva, mesmo quando observados sob uma ótica liberal. Hoje procuraremos falar somente de coisas boas.

Fernando Collor foi o presidente da abertura econômica: atraiu investimento estrangeiro e permitiu a modernização do parque industrial; também foi o responsável pelo início do processo de desestatização. Fernando Henrique Cardoso, através do Plano Real, conseguiu controlar a hiperinflação, deu continuidade ao processo de privatizações e melhorou substancialmente a imagem do Brasil no exterior.

AS VIRTUDES
Lula da Silva talvez conquiste para o Brasil o “investment grade”, um rating que reflete o risco país, antes do final de seu mandato, em 2010. Essa classificação é utilizada por investidores estrangeiros, para decidir por países que valham aplicações, refletindo o risco de não honrarem o pagamento de seus títulos. Quanto melhor é a avaliação, maior é a capacidade de atrair investimentos. O Brasil está a um degrau da faixa de grau de investimento. No último dia 10, a agência de classificação de risco Fitch elevou a nota atribuída ao Brasil de “BB” para “BB+”. (Veja o ranking da Fitch)

O segundo destaque positivo do governo Lula da Silva tem sido a atuação da Polícia Federal. Lamentavelmente, não há garantias de que todos os bandidos – entre eles políticos, desembargadores, juízes, delegados, policiais –, funcionários públicos de todos os escalões, que têm sido pegos cometendo crimes, sejam condenados. Mas a PF está fazendo a sua parte, encaminhando os marginais para a alçada da Justiça.

policia_federal.jpg Hoje foi divulgada a Operação Navalha, que desarticulou uma suposta quadrilha que fraudava licitações públicas para a realização de obras, com a prisão de 46 pessoas, entre elas o ex-governador José Reinaldo Tavares (MA), o filho do ex-governador João Alves Filho (SE), dois sobrinhos do governador Jackson Lago (MA), prefeitos, um deputado distrital, um funcionário do Planejamento e um assessor do ministro Silas Rondeau (Minas e Energia).

policia_federal_logo.gif Para que se tenha uma melhor idéia a respeito das várias operações da Polícia Federal nos últimos anos, segue abaixo uma lista com os seus nomes e as respectivas ações:

- Têmis e Hurricane: venda de sentenças judiciais favoráveis aos jogos ilegais
- Sanguessuga: compra superfaturada de ambulâncias com dinheiro público
- Hidra: combate ao contrabando
- Anaconda: venda de sentenças judiciais
- Águia e Planador: tráfico internacional de drogas
- Zaqueu: corrupção nas delegacias do trabalho
- Matusalém e Zumbi: fraudes no INSS
- Lince: extração ilegal de diamantes
- Lince 2: adulteração de combustíveis e roubo de carga
- Farol da Colina: remessa ilegal de dinheiro para o exterior
- Soro: falsificação de leite em pó
- Sucuri e Trânsito livre: facilitação de contrabando
- Pandora: extorsão de empresários
- Vampiro: fraude em licitação de hemoderivados
- Isaías: extração ilegal de madeira

Fonte: revista Veja

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O Brasil no Mundo > Parte 3 <

map_brazil_world.jpgO mapa da desigualdade
Parte 3 – COEFICIENTE GINI

 

Você saberia relacionar as bandeiras abaixo com os seus respectivos países?

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A não ser que tenha uma extraordinária memória, seja um expert em geopolítica ou trabalhe na Organização das Nações Unidas, é pouco provável que acerte todas, pois, em sua maioria, essas bandeiras pertencem a países com pouca expressão no âmbito internacional, exceto o último.

Diante da dificuldade, daremos uma dica: todos os países têm algo bastante em comum com o Brasil. Teria ficado mais fácil agora?

As bandeiras pertencem, na ordem, aos seguintes países: Namíbia, Lesotho, Botswana, Sierra Leoa, República Central Africana, Swazilândia, Bolívia, Haiti, Colômbia e Brasil. Você deve estar se perguntando o que têm em comum.

Coeficiente GINI

graph02ginib.jpg Em um ranking composto por 180 países, o Brasil é o décimo em “desigualdade de renda”, atrás somente desses que foram citados. Uma boa e outra má notícia: a má é que já fomos os campeões nesse quesito; e a boa é que conseguimos ser vencidos. Certamente, esse é o pior espelho do Brasil. Entre a população, são muitíssimos que têm pouco e pouquíssimos que têm muito. O uso do superlativo é necessário para refletir bem a situação.

A diferença de rendimentos entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres, no Brasil, é de 27,8 vezes, conforme cálculos das Nações Unidas. Se analisados os 10% mais ricos e os 10% mais pobres, essa diferença alcança as 57,8 vezes. Para que se possa compreender melhor essa triste realidade, na Europa Ocidental, a diferença se situa nas 5,04 vezes, em média; e nos EUA, nas 8,4.

Em 1912 o demógrafo italiano Corrado Gini criou um índice para medir a desigualdade social. Esse índice passou a se chamar »coeficiente Gini«. Conforme a tabela acima, coeficiente “0″ representa perfeita igualidade econômica e “100″ perfeita desigualdade. O Brasil apresenta coeficiente 58,0, de acordo com os dados da ONU. Dinamarca (24,7), Japão (24,9) e Suécia (25,0) apresentam os melhores coeficientes. Para visualizar a tabela completa, clique aqui.

Abaixo, reproduzimos um mapa mundial que destaca as diferenças de rendimentos, conforme cálculos do coeficiente Gini, realizados pelas Nações Unidas:

Clique sobre o mapa para visualizá-lo em tamanho ampliado:
map-world_map_gini_coefficient.png

Na legenda abaixo o coeficiente Gini varia entre “0″ e “1″, sendo “0″ a igualdade plena e “1″ a desigualdade plena.

Legenda Coeficiente Gini Para explicações mais detalhadas, a enciclopédia pública online, Wikipedia, apresenta informações precisas e completas a respeito do coeficiente e dos cálculos necessários para a determinação dos índices. O trabalho está publicado em inglês e é bastante confiável. Clique aqui para acessar.

Leia também:
O Brasil no Mundo – Parte 1 (PIB)
O Brasil no Mundo – Parte 2 (PPP e Big Mac Index)

 

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24 horas e a sucessão americana

24-jack-bauer.jpgO agente Jack Bauer, o presidente Palmer, dos Estados Unidos, e o pessoal da CTU são personagens que se tornaram famosos mundo afora. Se você não tem idéia do que estou falando, pergunte a um colega, pois, facilmente, ficará a par. O seriado “24 horas”, da FOX, é um dos melhores entretenimentos televisivos dos últimos anos, encontra-se em sua 6ª temporada e promete mais duas.

Giuliani defende a tortura em debate – No segundo debate entre os dez pré-candidatos republicanos, transmitido pela Fox News, a pergunta que está sendo chamada de “Questão 24″, em referência à serie de TV, criou uma grande polêmica.

Indagado se autorizaria o uso de tortura de um suspeito caso soubesse que isso pararia um ataque nuclear, o senador John McCain (Arizona), segundo lugar na pesquisa entre os pré-candidatos republicanos, disse um sonoro “não”. Instado a responder a mesma pergunta, o ex-prefeito de NY Rudolph Giuliani, o primeiro colocado, não titubeou: Ele daria autorização para que fosse usado “qualquer método que eu pudesse pensar” para extrair a informação. Não apóia a tortura, disse, mas reafirmou que autorizaria “qualquer método”.

E você, o que pensa a respeito?

A minha opinião é a seguinte: Defender a tortura seria intolerável. Mas responder à questão, como o fez Giuliani, de forma honesta, é muito admirável! Além disso, a situação extrema apresentada pelo interpelante foi no sentido de “impedir um hipotético ataque nuclear”. A dimensão da tragédia de um ataque, mormente, seria muito maior do que o apelo para uma prática abominável como a tortura – com a qual Giuliani também deixou claro não concordar.

Candidatos do Partido RepublicanoHoje, ao ler comentários e respostas deixadas no blog de Sérgio Dávila, que também divulgou a notícia, observei um extremado repúdio por parte dos leitores, não em relação à tortura ou a um ataque nuclear perpetrado por terroristas, mas aos Estados Unidos. Certamente, esse será o maior legado que deixará o presidente George W. Bush: um anti-americanismo de gigantesca proporção.

Lembremo-nos porém, que o segundo mandato de George Bush chegará ao fim no dia 20 de janeiro de 2009. Espero que o ex-vice presidente Al Gore, defensor do multilateralismo e da preservação do meio ambiente, dispute a indicação do Partido Democrata e vença a eleição. Talvez, a imagem americana melhore e sirva de bom exemplo para o resto do mundo, dada a sua inquestionável posição como potência.

Os Estados Unidos seriam mais simpáticos ao mundo se tivessem um presidente David Palmer, como em 24 horas.

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O Brasil no Mundo > Parte 2 <

map_brazil_world.jpgO verdadeiro valor do nosso dinheiro
Parte 2 – PPP e BIG MAC INDEX

No post anterior (abaixo), publicamos o ranking das maiores economias do mundo em função do Produto, ou seja, a soma de todas as riquezas produzidas em determinado período. Observamos que o Brasil está muito bem ranqueado, como 10ª potência econômica do planeta. Contudo, nossa população não é a décima mais rica. Muito pelo contrário, a renda per capita de US$ 6.220,22 ao ano é tragicamente baixa. Nesse quesito, o Brasil está na 62ª posição (!).

Para melhor expressar a realidade, em função da variação da base de preços, o poder de compra da população dos países é definido por um índice denominado Purchasing-Power Parity (PPP). Distintamente do critério de cálculo do PIB per capita, o PPP leva em consideração a valorização da moeda corrente em relação aos preços praticados no mercado doméstico de cada país.

bigmac.jpg Tanto uma cesta de produtos quanto um único item podem ser levados em consideração para a definição do índice. Em 1986 a revista The Economist criou o Big Mac Index, um indicador baseado na “paridade do poder de compra” ou PPP em função do preço do sanduíche Big Mac, padronizado na rede mundial de fast-food McDonald’s. Esse índice também é utilizado para medir a valorização ou a depreciação de uma moeda frente à outra.

Observe-se, abaixo, a mais recente tabela divulgada pela The Economist, em março de 2007, tomando por base o preço do Big Mac em 25/3/2006:

Clique sobre a tabela para visualizá-la em tamanho ampliado
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PPP per capita

O World Economic Outlook, do Fundo Monetário Internacional também apresenta em suas tabelas de estatísticas um ranking mundial do PPP per capita. A previsão do fundo para 2007 é que o Brasil fique em 72º lugar, entre os 180 países avaliados. Não é difícil de entender o porquê: os preços, conforme visto no exemplo do Big Mac são elevados e os salários são baixos. De acordo com o Dieese, o Salário Mínimo mensal precisaria ser de R$ 1.620,89 para conseguir comprar uma cesta básica.

Clique no link abaixo para ler o restante do artigo e conhecer todos os cálculos necessários para conhecer o PPP.

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O Brasil no Mundo > Parte I <

 

map_brazil_world.jpgO tamanho de nossa riqueza
Parte 1 – PIB (Produto Interno Bruto)

O Brasil é atualmente a décima maior economia mundial (ver tabela). Essa posição é definida pelo PIB (Produto Interno Bruto), que abrange todos os agregados macroeconômicos e traduz o valor monetário dos bens e serviços (empresas, instituições – com e sem fins lucrativos -, profissionais liberais etc.) produzidos na economia, durante um determinado período de tempo.

Conforme artigo da revista britânica The Economist, “Land of promise”, traduzido neste blog, o PIB do Brasil teve, nos últimos anos, um crescimento (3,7%, em 2006) muito menor que os demais “BRICs” (qualificação criada pelo banco de investimento Goldman Sachs) –, Rússia, Índia e China. Graças ao Haiti, o país mais pobre das Américas, e 135º no ranking mundial do PIB, o Brasil não ficou em último lugar no quesito crescimento.

Clique aqui para acessar o artigo da revista The Economist

graph03gdp.jpgNo início dos anos 1990, a China (4ª potência econômica, atrás dos Estados Unidos, Japão e Alemanha) ultrapassou, pela última vez, o Brasil – quando o país ainda era a 9ª maior economia do globo. Nos anos recentes, a pior posição ocupada pelo Brasil foi a 13ª, em 2004.

A melhora no ranking deve-se à valorização do real frente ao dólar, considerando-se o cálculo do PIB pela cotação, em dólares, da moeda corrente (Gross domestic product – GDP, current prices, U.S. dollars).

Segundo estimativas do Fundo Montenário Internacional, a Rússia (outro BRIC) ultrapassará o Brasil, em 2008. Não tardará muito para que a Índia, a Coréia do Sul, o México e a Austrália façam o mesmo, conduzindo a economia brasileira para a 15ª posição (e última dos BRICs) entre as maiores economias.

Nos próximos dias abordaremos a posição do Brasil no ranking do PPP (Purchasing Power Parity), que determina o poder de compra da população; do índice GINI, que mede a desigualdade social; e do IDH, que avalia a qualidade de vida.

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