Archive for June 16th, 2007
Liberalismo, segundo Mario Vargas Llosa
Posted by Marcus Mayer in América Latina, Mundo on June 16th, 2007
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Em entrevista a Edney Silvestre, no Jornal da Globo, o escritor Mario Vargas Llosa (foto), uma das grandes vozes críticas na América Latina, falou sobre o liberalismo. “Alguns o chamam de conservador; outros, simplesmente, de reacionário”, instigou o repórter.
”Eu sou um liberal. A extrema esquerda converteu essa palavra em um palavrão, xingamento, mas ela se origina da palavra ‘liberdade’ – a palavra mais bonita do idioma, que trouxe as grandes conquistas: a tolerância, os direitos humanos, a divisão de poderes, o pluralismo político. Todas as grandes conquistas da civilização têm sua origem no progresso da liberdade. O importante do pensamento liberal é que não se trata de um pensamento dogmático, não é fanático e aceita a possibilidade de equivocar-se, de estar errado – e portanto está permanentemente se corrigindo e auto-criticando”, respondeu Vargas Llosa, com muita propriedade.
Por essas razões, destacamos a frase » o mundo visto por um prisma liberal «, no alto deste blog. Estamos plenamente de acordo com a definição apresentada por Vargas Llosa e acreditamos que um “mundo livre e democrático” permitirá que nos livremos mais rapidamente da pobreza, das desigualdades sociais e das guerras entre os povos.
Superbus: o ônibus do futuro
Posted by Marcus Mayer in Tecnologia on June 16th, 2007
Behold, the bus of the future
from The Economist | Sep 21st 2006
Tradução: Marcus Mayer
A foto ao lado é de um ônibus que, em breve, estará rodando nas ruas de Shanghai e Amsterdam. Para ler a interessantíssima reportagem da revista britânica The Economist, que traduzi para o blog, clique no link “read the rest of this entry”, abaixo.
Os trens Maglev são caros; os ônibus são baratos. O Superbus, veículo de ruas high-tech, é um meio-termo entre os dois.
Ele se parece um pouco com uma limusine de estética futurista, mas a sua função real é um tanto mais popular: o Superbus, um superônibus, é um novo sistema de transporte público, desenvolvido nos Países Baixos, pela Delft University of Technology. É um ônibus elétrico projetado para ser capaz de alternar entre pistas comuns e “superpistas”, nas quais poderá alcançar velocidades de 250 Km/h (155 milhas/hora). Apresenta, assim, uma alternativa aos trens de levitação magnética (Maglev), muito mais caros. O Superbus seria dirigido do modo habitual pelas ruas e por um piloto automático nas superpistas.
Clique nas imagens para visualizá-las, em detalhes, em tamanho ampliado
Embora sua largura e comprimento sejam semelhantes ao de um ônibus comum, o Superbus mede somente 1,7 metro de altura ou, grosso modo, a mesma altura de um carro esportivo. Joris Melkert, manager do projeto, explica que os desenhistas conseguiram desenvolver o Superbus nessas dimensões, eliminando a coxia central existente nos ônibus atuais, uma característica de desenho vestigial, que permite aos passageiros ficarem em pé, mas que dá aos ônibus convencionais o perfil aerodinâmico de um tijolo.
O Superbus, ao contrário, tem uma porta separada para cada um dos seus 30 assentos. O teto baixo e o uso de materiais leves utilizados no moderno veículo permitem a utilização de um motor elétrico modesto: embora os engenheiros ainda não tenham decidido se o Superbus será acionado por células de combustível ou baterias, estimam que seja capaz de alcançar facilmente a aceleração de 100 Km/h em 36 segundos.
As portas individuais permitem o embarque e desembarque rápido de passageiros, atendendo à função de paradas de porta em porta, em vez de paradas predeterminadas. Esse tipo de flexibilidade é um princípio central do projeto. O tempo de vida útil de três anos, previsto para um Supebus – ao contrário dos treze anos de um ônibus Europeu padrão – também permitirá a introdução constante das últimas tecnologias conforme estejam disponíveis.
Inicialmente, poderia incluir um rastreamento baseado em satélite, para manter o Superbus no curso; sensores para escanear obstáculos até 300 metros de distância; e um sistema de suspensão inteligente que se recorde de imperfeições da pista. As superpistas também constituirão um campo de inovações tecnológicas, armazenando energia solar no verão, que será utilizada durante o inverno para aquecer as pistas e impedi-las de se congelarem ou se fenderem.
Praticamente toda a tecnologia é desenvolvida na Delft University, que aloja um dos maiores centros de engenharia aeroespacial do mundo. A sede da Agência Espacial Européia está localizada em Noordwijk, que fica nas proximidades. O departamento de design industrial da universidade utilizou as cores do Batmobile para o protótipo. O designer do projeto, Antonia Terzi, trabalhou na Fórmula 1, nos projetos dos carros da Ferrari e da Williams-BMW.
Alguns críticos questionam se a quantidade prevista de paradas do Superbus não anularia a vantagem da alta velocidade. Outros se perguntam se uma tecnologia de transporte coletivo tão avançada seria útil aos Países Baixos, ao passo que os Maglev já funcionam com sucesso em Shanghai.
O futuro do projeto ainda é incerto. A sua rota prevista, uma nova conexão entre Amsterdam e Groningen, foi recentemente descartada pelo governo holandês, embora o Superbus fosse considerado a mais exeqüível de todas as opções estudadas, que também incluíram o Maglev.
Apesar do ceticismo, o projeto já recebeu € 7 milhões (US$ 9 milhões) do governo e € 1 milhão da Connexxion, uma companhia de ônibus local. A equipe do Superbus vai empenhar-se para desenvolver um protótipo totalmente funcional para as Olimpíadas de Beijing, em 2008. A combinação de baixas emissões, alta velocidade e design atraente poderá comprovar ser este um ônibus pelo qual valerá a pena esperar.








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