Dois ótimos projetos


Mais duas excelentes notícias para a economia estrearam a semana. Ganham todos os brasileiros: o governo federal decidiu tornar a investir em energia nuclear – a mais limpa e viável fonte de energia; e um banco estatal será privatizado, por iniciativa do governador José Roberto Arruda (DEM), do Distrito Federal. Abaixo seguem as reportagens:


Governador do Distrito Federal defende privatização do BRB
por Tathiana Barbar
para a Folha Online

Gov. José Roberto Arruda (DEM)Em meio às investigações da Operação Aquarela, que desmontou um esquema de desvios de recursos no BRB (Banco de Brasília), o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), defendeu nesta segunda-feira a privatização da instituição.

“O que me preocupa neste momento é a estabilidade do banco, e todos estes episódios reforçam em mim a certeza de que precisa haver mudanças drásticas. Esta reflexão é inevitável a partir dos fatos. Vamos esperar o resultado da auditoria no BRB e discutir com a sociedade. Será que ainda devemos manter um banco estadual público”, questionou Arruda durante almoço-debate do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), no hotel Renaissance, em São Paulo.


Angra 3Governo aprova construção de Angra 3
por Leonardo Goy
para as Agências Estado e Reuters

Dois fatores favoreceram a aprovação: o preço da energia a ser gerada pela usina e as dificuldades para dar início a projetos de energia hidrelétrica

BRASÍLIA – O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a retomada da construção da usina nuclear de Angra 3, no Estado do Rio de Janeiro.Trata-se de um projeto polêmico que deve custar aproximadamente US$ 3,7 bilhões.

A decisão ainda precisa ser ratificada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já se declarou favorável à opção nuclear para geração eletricidade como fonte auxiliar na matriz energética brasileira, fortemente sustentada nas hidrelétricas.

Mas antes disso, o governo precisa conseguir junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a licença ambiental para a obra.

Pelo menos dois fatores favoreceram a aprovação da obra de Angra pelo governo: o preço da energia a ser gerada pela usina, que já estaria competitivo (na casa dos R$ 140 por megawatt/hora), e as dificuldades para dar início a projetos de energia hidrelétrica, como os das duas usinas do Rio Madeira, em Rondônia.

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  1. #1 by Felipão - June 26th, 2007 at 18:17

    Bem, eu prefiro assim. Muita gente critica esse método de geração de energia, com medo que aconteça uma catástrofe semelhante a Chernobyl.

    Eu já vejo difernete. Acredito que aquilo tenha sido uma fatalidade (ou má gerência).

    As hidrelétricas prejudicam muito mais o ambiente…

    O impacto é catastrófico para a natureza…

  2. #2 by Ron Groo - June 26th, 2007 at 18:45

    Marcus, para construir as novas usinas nucleares, nosso governo do fundo do mar terá que associar-se aos alemães, que por sua vez pensam em banir a energia nuclear de ser território. E mais uma coisa. Você deve saber do zelo com que os funcionarios de estatais cuidam do equipamento de trabalho neste país (infelizmente, não seria melhor e mais seguro continarmos em campo para encontrarmos e viabilizarmos outras fontes de enrgia? Mais segura, mais limpa, menos arriscada? Temos condições sim… Energia eólica, energia solar…
    Quanto ao banco, vende mesmo…Melhor que o estado tenha um unico em seu controle. O Central.

  3. #3 by Paulo Alexandre - June 27th, 2007 at 11:05

    Sou daqueles que viveu a cat?strofe de Chernobyl. Confesso que a op?o pelo nuclear causa alguns anticorpos em mim, mas numa altura em que as necessidades energ?ticas s?o cada vez mais permentes, acho que sim, pelo menos no Brasil. Desde que n?o demore eras como em Angra 1…

    Mas acho n?o devia ser a unica op?o renov?vel. Aquii em Portugal (como em boa parte da Europa) aposta-se nas e?licas e na energia solar. N?o seria uma m? ideia se fizesse a mesma coisa no Brasil. Terra e vento ? o que n?o falta por a?…

  4. #4 by Marcus Mayer - June 27th, 2007 at 21:22

    Caros Felipão, Ron Groo e Paulo Alexandre:

    Esse debate é muito importante e estou de acordo com todas as observações.

    Felizmente, o Brasil pode dispor das diversas fontes disponíveis e limpas. Naturalmente, ninguém deseja correr o risco de repetir a triste experiência de Chernobyl. A catástrofe, porém, ensinou-nos a prevenir contra um novo acidente dessas proporções.

    A Alemanha, é um caso muito particular: para consolidar a coalisão entre o SPD e os Verdes, durante a administração de Gerhard Schröder, teve de ceder aos ambientalistas e adotou um plano de desativação de suas usinas nucleares, no prazo de 30 anos. Quem ganhou com isso foram os vizinhos franceses que instalaram usinas no seu lado da fronteira e se tornaram fornecedoras do vizinho. Caso acontecesse algum acidente, não haveria como a Alemanha escapar. Assim, acredito que a medida alemã terá de ser revista, para não torná-la totalmente dependente da importação da energia francesa.

    Para o caso brasileiro, a energia eólica e a solar são mais duas opções que não podem ser descartadas, pois o potencial brasileiro é enorme. Todavia, essas duas fontes não são suficientes para atender à demanda.

    Em breve, publicaremos um artigo para pormenorizar esse assunto tão importante. Gostaria de convidá-los para o constante debate pois todas as opiniões visam a encontrar as melhores soluções.

    Muito obrigado, pela participação, sobretudo do além-mar, pois esse tema é, certamente, de interesse mundial.

  5. #5 by Lúcio Lopes - June 29th, 2007 at 04:04

    Marcus:
    O maior perigo do projeto nuclear, como toda grande obra, é estar em mãos nada confiáveis. Grandes obras, grandes corrupções. Sem falar que, no momento, as hidrelétricas são bem mais baratas. Num futuro próximo, com um presidente idôneo e honesto, quem sabe o Serra, poderíamos estudar melhor as U.Nucleares.
    O futuro, não há dúvida, sao as nucleares. Mas deixar o lula e o PT tomar conta do galinheiro?

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