Archive for July, 2007
Privatizar é melhor!
Posted by Marcus Mayer in Economia on July 27th, 2007
A difusão da propriedade
por Marcus Mayer
para a revista World News Press | ed. AGO.2007
“Não é função do governo fazer um pouco melhor, ou um pouco pior, o que os outros podem fazer, e sim o que ninguém pode fazer”.
Lord John Maynard Keynes
Pedro o Grande, czar da Rússia, foi um dos precursores mais pitorescos da privatização. Passando por Kazan, a caminho do Mar Cáspio, visitou duas fábricas de tecido, uma estatal e outra privada. Esta, limpa e operando a plena carga, e a outra com trabalhadores bêbados e teares quebrados. O autocrata simplesmente doou a fábrica estatal ao empresário privado, antecipando-se em quase três séculos ao programa de privatizações de Mrs. Thatcher, no Reino Unido.
Muitas críticas sem fundamentos se propagaram a respeito das privatizações iniciadas por Collor de Mello e concluídas por Fernando H. Cardoso. Diz-se, de forma leviana, que estatais foram vendidas a “preço de banana” ou trocadas por “moedas podres”, para amortizar a dívida pública. Além disso, é comum ouvir-se a pergunta de “onde foi parar o dinheiro oriundo da venda das estatais?”.
Entenda-se que a privatização é essencial à modernização do estado, sobretudo, para que este possa cumprir suas funções básicas na área social. Com efeito, a demanda por montantes de recursos e a rápida evolução tecnológica reclamam velocidade decisória inatingível nas estatais. Tomem-se os exemplos da Embraer, das siderúrgicas e das prestadoras de serviços em telefonia.
Na contestação político-eleitoral das privatizações, no Brasil, os dois argumentos mais freqüentes são precisamente os menos relevantes: o nível de preço mínimo fixado pelo governo e o caráter “estratégico” das empresas. No sistema de leilões pouco importa o preço mínimo arbitrado pela autoridade: se erra para baixo, haverá ágio; e se erra para cima, não haverá compradores.
Na província de British Columbia, no Canadá, num processo de privatização doaram-se cinco ações de uma holding a cada habitante e, a um preço simbólico, foram postas à venda até 5 mil ações por indivíduo. Pode parecer um paradoxo, mas as privatizações são uma forma liberal de realizar o sonho socialista de “difusão” da propriedade.
Sobre a segunda contestação, do “caráter estratégico’ das estatais, é importante esclarecer que não existem “empresas estratégicas” – o que há são “atividades estratégicas”. Esse valor não depende da natureza pública ou privada do acionista. Depende da eficiência da operação. O maior estímulo à eficiência vem da competição. Preservá-la ou estimulá-la é uma das funções das entidades regulatórias como a Anatel, a ANP ou a Aneel.
As agências regulatórias podem cassar concessões ou impor multas, coisas improváveis em relação às estatais. Ademais, os bens de empresas privadas não são imunes à penhora ou à execução quando processadas por perdas e danos. Empresas privadas não dependem de verbas orçamentárias nem de autoridades monetárias para decidir acelerar investimentos.
Por fim, a satisfação do consumidor é mais importante para a empresa privada, que depende do lucro para subsistir, do que para a empresa pública, cujos déficits costumam ser cobertos pelo governo – diga-se, de passagem, com o dinheiro dos contribuintes.
Weekly News
Posted by Marcus Mayer in Atualidades, Weekly News on July 24th, 2007
SOCORRO AOS CONTROLADORES
A melhor notícia que se poderia esperar para solucionar o caos aéreo vem de Genebra, na Suíça: segundo avaliação da IFATCA (International Federation of Air Traffic Controllers’ Associations), o governo brasileiro precisa, com urgência, aceitar uma intervenção internacional para começar a resolver a crise aérea que o país atravessa. A entidade internacional, representante dos controladores de vôo de todo o mundo, insiste que o governo brasileiro “não tem a capacidade” de dar um fim aos problemas sem a ajuda da comunidade internacional, pois está “preso” em um debate político interno.
IDEOLOGIA
Apesar da excelente oferta de intervenção internacional, é provável que petistas xenófobos – por total idiotice – rejeitem a ajuda apelando para o ultrapassado conceito de soberania.
O IDIOTA
“A crise aérea não chega a ser o caos que a imprensa propaga”. Essa frase é do chefe dos quarenta ladrões do mensalão, José Dirceu, registrada em seu blog, do IG, no dia 4 deste mês.
Fonte: O Globo, edição de domingo, 22 de julho de 2007, pág.2.
IDEOLOGIA DO IDIOTA
A infraestrutura brasileira está falida: os setores de transportes , energia e saneamento foram relegados ao total descaso pelo atual governo. Dinheiro há de sobra! O volume de impostos arrecadados pelo governo é o maior da história e bate recordes consecutivos. Além disso, nos organismos de crédito internacional o Brasil poderia dispor de elevadas quantias de dinheiro barato (à baixíssimas taxas de juros). Por mera questão de ideologia, o governo petista recusa-se a aceitar dinheiro privado ou estrangeiro, mesmo para questões tão urgentes.
SÁBIO
“Falta de dinheiro? – Não, faltam estadistas!”, disse o engenheiro Elieser Batista (83), ex-presidente da Vale do Rio Doce e ex-secretário de Assuntos Estratégicos no governo Collor de Mello, em entrevista ao Estadão, referindo-se à crise de infra-estrutura. E acrescentou: “O Brasil cresceu a um custo muito alto, de fabricação de muita pobreza. Quer dizer, tem de crescer de maneira que a distribuição de renda seja boa para todos.”
RECEITA ANTI-PT
Reportagem de O Estado de S.Paulo, do último domingo, destacou ‘educação’, ‘vontade política’ e ‘transparência’ como a melhor receita para enfrentar a corrupção. Além disso, conforme especialistas no assunto, seria preciso mudar as instituições, leis e pessoas.
CASTRAÇÃO
A mesma reportagem incluiu artigo do The New York Times, que descreveu os castigos que são impostos aos corruptos em outros países, e que já foram aplicados em tempos remotos. No Império Bizantino, por exemplo, no século 11, autoridades corruptas eram cegadas e castradas.
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ENQUANTO ISSO…
No Brasil, as denúncias de corrupção terminam, em grande parte, sem apuração ou engavetadas. Aquela “sofisticada organização criminosa” – conforme denunciou ao STF o Procurador Geral da República, montada por José Dirceu e seus asseclas, é um exemplo típico dessa falta de punição. Além disso, até hoje, nenhum político sofreu qualquer sanção criminal na história do Supremo Tribunal Federal.
PAVOR PRESIDENCIAL
Com medo de tomar uma vaia muito maior que durante a abertura do Pan Rio, o presidente Lula da Silva informou oficialmente o governador Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, que não participará da festa de encerramento do Jogos, no domingo, dia 29.
LOS HERMANOS
Depois do lançamento da indicação de Cristina Fernández de Kirchner para concorrer à presidência da Argentina, pelo partido Justicialista, de seu marido, o atual presidente, foi a vez do ex-ministro da Economia Roberto Lavagna anunciar a sua candidatura. A Argentina tem um excelente quadro, o também ex-ministro da Economia Ricardo López Murphy – um verdadeiro liberal -, que tem a receita certa para inserir o país novamente no curso do desenvolvimento.
Cristina Fernández de Kirchner, Roberto Lavagna (ao centro) e o liberal López Murphy: m

EFEITO DAVID PALMER
O escritor Mario Vargas Llosa, em artigo para o jornal espanhol El País (reproduzido pelo Estadão), cita uma pesquisa da revista americana Newsweek sobre a próxima eleição presidencial americana: “92% dos entrevistados dizem que votariam em um negro para a presidência dos EUA e 59% acreditam que o conjunto da sociedade está preparado para aceitar um governante de cor”.
QUEBRA DE TABU
Não somente o senador Barack Obama (foto) romperia tabus se fosse escolhido como candidato negro, pelo Partido Democrata. A ex-primeira dama Hillary Clinton poderá ser a primeira mulher a governar a maior potência do planteta. Segundo as pesquisas, Hillary bateria hoje Barack Obama na disputa pela nomeação democrata, por 37 a 23%.
FUGA DO ‘PARAÍSO’
A cada competição esportiva internacional da qual Cuba toma parte, atletas do país desertam da delegação e pedem asilo aos países que sediam o evento. No Pan Rio não tem sido diferente. Diversos esportistas cubanos estão abando o ditador Fidel Castro e optando pela liberdade.
NOVO ‘PARAÍSO’
Para evitar vexame semelhante, o idiota latino-americano Hugo Cháves pretende expulsar do país aqueles que se opõem a sua ditadura. Terá de expulsar metade da população do país! Também já está em fase de conclusão o projeto de extinguir os partidos políticos de oposição da Venezuela, permitindo o funcionamento de um partido único socialista.
VAIA
Oscar Schmidt, um dos maiores craques do basquete brasileiro, deu um péssimo exemplo de “falta de respeito e civilidade” ao vaiar atletas de outros países, que se apresentavam brilhantemente na ginástica do Pan Rio. Se gosta tanto de fazê-lo, que vá vaiar o Presidente; esse merece! – Enquanto Oscar vaiava, Diego Hypólito, ginasta brasileiro e medalhista de ouro, aplaudia seus concorrentes estrangeiros.
BELÍSSIMA
A auxiliar de arbitragem Ana Paula de Oliveira retornará para florir os gramados do Campeonato Brasileiro de futebol. Além de mostrar sua competência como uma das melhores ‘bandeirinhas’ em atividade no Brasil, Ana Paula aparece no ensaio fotográfico da edição desse mês na revista Playboy. Espera-se que a FIFA não tenha nenhuma atitude machista e autoritária, que censure sua iniciativa.
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FRASE
“O Lula deveria ficar feliz. É melhor ser vaiado no Rio que aplaudido em Caracas”
Washington Olivetto, publicitário
Reestréia da coluna
Posted by Marcus Mayer in Atualidades on July 23rd, 2007
A coluna WEEKLY NEWS fará a sua première em nosso novo blog hoje, segunda-feira, por volta das 22 horas.
Por ora, sugerimos a leitura do ótimo texto de Diogo Mainardi, abaixo. E desejamos um ótimo início de semana aos nossos leitores e visitantes!
Imperdível: chimpanzés patinadores!
Posted by Marcus Mayer in Atualidades, Brasil on July 21st, 2007
A coluna de Diogo Mainardi, na revista VEJA desta semana, está espetacular. Vale a pena ler o artigo na íntegra!
Chimpanzés patinadores
por Diogo Mainardi
para VEJA – ed.2018 | 25 de julho de 2007
O que um secretário de Turismo, uma procuradora do estado e um deputado do interior da Bahia podem saber sobre segurança aérea? Eu me sentiria mais seguro se seus cargos na Anac fossem ocupados por chimpanzés patinadores.
Onde está Lula? Lula está de cama. Duzentas pessoas morreram no acidente da TAM. No dia seguinte, Lula preferiu ficar em repouso, de olhos fechados, de barriga para cima, depois de sofrer uma cirurgia cosmética. Sobre os 200 mortos do acidente da TAM, ele se calou. Ele se escondeu. Assim como se calou e se escondeu quando foi vaiado nos Jogos Pan-Americanos. Pode-se argumentar que Lula, o Churchill de Garanhuns, é melhor calado do que falando. Mas é temerário ter um presidente que sempre amarela na hora do aperto.
Ao ser reeleito, em outubro do ano passado, Lula declarou que continuaria a governar para os mais pobres. No setor aéreo, isso se traduziu num descaso criminoso que culminou com os 200 mortos do acidente da TAM, independentemente das falhas do aparelho. O eleitorado de Lula é formado por gente que nunca voou. Quem morre em acidente aéreo é aquela parcela minoritária dos eleitores que sente ojeriza por ele. Na China, Mao Tsé-tung puniu a burguesia obrigando-a a trabalhar em fábricas e em campos de arroz. No Brasil, a luta de classes lulista puniu a burguesia transformando os jatos da Airbus em paus-de-arara.
Os pilotos apelidaram a pista principal do Aeroporto de Congonhas de “Holiday on Ice”. Isso significa que os passageiros assumiram o papel de chimpanzés patinadores. A Anac autorizou a reabertura da pista antes que sua reforma fosse concluída. A Anac é o retrato perfeito da pilhagem lulista. Milton Zuanazzi, seu presidente, fez carreira como secretário de Turismo do Rio Grande do Sul. A melhor credencial que ele tem para ocupar o cargo é a carteirinha do PT. Uma das diretoras da Anac, Denise de Abreu, era assessora jurídica de José Dirceu na Casa Civil. Outro diretor da Anac, Leur Lomanto, é ligado a Geddel Vieira Lima e, alguns anos atrás, foi acusado de negociar vantagens para se filiar ao PMDB. O que um secretário de Turismo, uma procuradora do estado e um deputado do interior da Bahia podem saber sobre segurança aérea? Pergunte ao Lula, quando ele decidir sair da cama. Eu me sentiria mais seguro se seus cargos na Anac fossem ocupados por chimpanzés patinadores.
Em abril, sete meses depois do acidente da Gol, enquanto os deputados do PT tentavam abafar a CPI Aérea, Lula se reuniu sorrateiramente com Carlos Wilson num hotel do Recife. Carlos Wilson presidiu a Infraero no primeiro mandato de Lula e é lembrado por ter reformado os aeroportos com os azulejos da Oficina Brennand, de propriedade de sua mulher. É o modelo de moralidade lulista: sobra dinheiro para os azulejos, mas falta para os radares e o grooving. Outro modelo de moralidade lulista é Luis Fernando Verissimo. Ele disse que prefere ficar calado diante das “mutretas” do lulismo porque teme ser confundido com os reacionários. É o mesmo argumento usado pelos stalinistas para acobertar os crimes do comunismo. Pode roubar, desde que seja para combater o inimigo. Pode matar? Pode, sim. Só uns 200 reacionários de cada vez.
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Dick Vigarista e o cínico Muttley
Posted by Marcus Mayer in Atualidades, Brasil on July 21st, 2007
Os leitores mais jovens desse blog talvez não se recordem do desenho animado “Máquinas Voadoras”, (Dastardly & Muttley and Their Flying Machines/1969/Cor/EUA), dos estúdios de Hanna & Barbera.
O desenho mostrava as aventuras da ‘Esquadrilha Abutre’, chefiada por Dick Vigarista, ‘o líder mais incapaz de toda a história da aviação’. A esquadrilha tinha como objetivo capturar um pombo-correio, Doodle, que cruzava os céus levando malotes com missões secretas (sabe-se lá de onde). O braço direito de Dick era Muttley, um cãozinho louco por medalhas e com aquela risada cínica que marcou época. A cada nova tentativa de sucesso, Muttley rangia os dentes e pedia: “Medalha, medalha, medalha”.
O momento político atual não está para piadas, mas o “show de humilhação” realizado pelo Comando da Aeronáutica e patrocinado pelo governo, para conferir medalhas aos vigaristas da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), ontem, em Brasília, foi um verdadeiro escárnio. No blog Notícias do Planalto, o articulista Costa Jr. publicou um artigo sob o título “Um governo de escarnecedores”, e dá detalhes do evento. Tem toda a razão!
A ‘Esquadrilha Abutre’, dessa vez composta pela corja do governo Lula da Silva, conseguiu ser muito mais maldosa que a do Dick Vigarista. Naturalmente, não desejo denegrir a imagem do simpático Muttley. Que prazer macabro tem essa gente do governo ao desrespeitar as famílias que acabam de perder seus entes queridos no terrível acidente aéreo? Que cinismo, escárnio e afronta desse bando de petistas! Aonde chegamos?
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Acidente no qualifying da F1
Posted by Marcus Mayer in Esporte on July 21st, 2007
O grave acidente de Hamilton foi causado por porca mal parafusada
Motorsport-Total.com – 21.Juli 2007 – 15:53 Uhr
por Nimmervoll | Hust | Stracke – Tradução: Marcus Mayer
Lewis Hamilton corria no grupo dos Top-10, marcando a melhor parcial no primeiro setor de Nürburgring, quando ocorreu a pane. Passava pela curva ‘Audi-S’ – que no domingo será batizada com o nome de Michael Schumacher – quando, repentinamente, o pneu de seu carro estourou ao tocar a carroceria, perdendo pressão e, conseqüentemente, danificando a roda.
O piloto britânico não tinha mais controle de seu McLaren-Mercedes e bateu em alta velocidade na proteção de pneus da lateral da pista. O inglês permaneceu inicialmente sentado, balançou as duas pernas e, em seguida, ao sair do carro manteve-se um certo tempo apoiado na borda do cockpit, antes de tentar ficar sobre as duas pernas e, depois, deitar-se no chão.

Lewis Hamilton, na maca depois do acidente | Crédito: Motorsport-Total
Ron Denis, chefe da equipe McLaren, logo descartou qualquer falha do piloto e confirmou que a roda não estaria corretamente presa ao carro. Ainda segundo Denis, problema parecido já teria ocorrido em outra ocasião com Fernando Alonso.
Nico Rosberg – bom amigo de Hamilton – analisou: “Ele foi com tudo em direção ao muro, mas parece estar tudo bem. Acredito que o estado de choque o tenha obrigado a deitar-se. Imagino que ele esteja relativamente okay, pois o conheço muito bem”. O piloto da Williams também esclareceu sobre o balançar das pernas daquela forma: “Esta é uma reação do choque de adrenalina, imediatamente depois do acidente”. E prosseguiu: “Espero que ele possa largar amanhã“, já se referindo às possíveis repercussões no campeonato. Também sobre o companheiro de equipe de Hamilton, comentou: “Difícil será também para Fernando Alonso, que precisa confiar no seu carro. Esta, certamente, não é uma boa sensação“.
Senador singular… e decente!
Posted by Marcus Mayer in Atualidades, Brasil on July 21st, 2007
Leia-se e releia-se:
“Foi uma das cenas mais dantescas, mais cruéis que eu já vi. A nação inteira, inteira chorando… o PAN parando para chorar… e o Palácio festejando! O cara levantando as mãos: ‘A culpa não é do governo!’ Em primeiro lugar, a culpa é do governo. Claro que é do governo! O que tem acontecido no aeroporto, não terminar as obras… O que a Infraero está fazendo? Esta série de absurdos… que está acontecendo? A culpa é do governo. Agora, mesmo que não fosse do governo, comemorar é uma bofetada no povo brasileiro!”
Senador Pedro Simon (PMDB-RS), em seu comentário sobre o “vídeo da obscenidade”, para o Jornal da Globo
Já não está bastante claro que é o presidente da República o verdadeiro responsável pela tragédia de Congonhas? Então por que não exigir o seu imediato afastamento do cargo? A lamentável catástrofe se enquadra em um crime de responsabilidade! Além disso, está mais do que provado que Lula da Silva jamais esteve capacitado para o exercício da função. Acorda, Brasil! Impeachment, já!
Obscenidade é a marca
Posted by Marcus Mayer in Atualidades, Brasil on July 20th, 2007
Não bastou a obscenidade da catástrofe aérea. O governo tem mesmo muita munição! Rodrigo Maia fala por nós:
“É estarrecedor e inaceitável que Marco Aurélio Garcia, o assessor mais próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, falte com o respeito ao povo brasileiro e apareça, de público, fazendo gestos obscenos no interior de uma sala da Presidência da República. Todos fomos atingidos pelos gestos desqualificados. Não é mais possível tolerar tanta indignidade. Não é possível que o assessor do presidente Lula se julgue no direito de atingir as famílias e a memória das quase 200 vítimas do vôo 3054 comemorando a hipótese de o Airbus 320 da TAM ter voado com um defeito no reversor da turbina direita. Não há o que comemorar, Marco Aurélio. Tudo que estamos vivendo é lamentável, deplorável e indesculpável. Em vez de ter preocupação com a dor das pessoas, ou manifestar interesse na busca de saídas para o caos aéreo, o governo, lastimavelmente, só se importa com a popularidade do presidente da República. E a Nação, além da dor, convive com o desamparo. Mas não somos obrigados e nem vamos conviver com a obscenidade. Peça desculpas, Marco Aurélio. E reze para que as pessoas tenham, em relação a você, a tolerância e o respeito que você não teve em relação a elas.”
Dep. Rodrigo Maia, Presidente do Democratas (foto)
Adeus a Antonio Carlos Magalhães
Posted by Marcus Mayer in Atualidades, Brasil on July 20th, 2007
O JB Online e o blog do Democratas já tinham dado a notícia da morte do senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA), durante a madrugada. Até mesmo o nosso blog, por volta das 4h30, já tinha lamentado o seu falecimento.
Internado há mais de 40 dias no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor), em São Paulo, o parlamentar tinha sofrido mais uma parada cardíaca e fora reanimado pelos médicos. O quadro era considerado irreversível. Parentes que lotavam o hospital já discutíam as providências posteriores. De acordo com a assessoria do deputado ACM Neto, o senador teria passado por uma cirurgia na noite de quinta-feira e ingressado em estado crítico.
Por mais polêmica que tenha sido a sua biografia, a batalha pela reforma no Judiciário e as denúncias contra a corrupção no governo Lula da Silva serão lembradas como marcas positivas de sua trajetória mais recente. O Senado carece de alguém com a sua determinação, para afastar o atual presidente da Casa, como o fez Antônio Carlos na época de Jader Barbalho.
Que descanse em paz.
An accident waiting to happen
Posted by Marcus Mayer in Atualidades, Brasil on July 20th, 2007
A imprensa brasileira está com medo do quê? Os editoriais dos maiores jornais brasileiros, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e O Globo de ontem, trataram, como já se esperava, da tragédia no aeroporto Congonhas. Todos deixaram claro que o governo não está isento de sua co-responsabilidade, qualquer que tenha sido a falha que motivou o acidente, mas nenhum teve coragem de dar nome aos bois, ou melhor, citar claramente os verdadeiros criminosos?
O Ministério Público pede o fechamento do aeroporto e se esquece de pedir o impeachment do responsável pela catástrofe? Que país é esse? Lula da Silva terá o direito de falar em cadeia de rádio e televisão para expressar mais mentiras, na sexta-feira?
Sob o título “An accident waiting to happen?”, a revista britânica The Economist trata do tema e confirma o que escrevemos ontem em nosso blog. Inlusive, repete o título com outras palavras. Leia-se a matéria, que traduzi abaixo, conhecendo a imagem que o governo brasileiro remete ao exterior.
Os editoriais de O Estado e Folha podem ser lidos, na íntegra, no blog Notícias do Planalto, do ótimo articulista Costa Junior. Sugestão: ao acessar a página, acione-se a maravilhosa música de Albinoni, disponibilizada em seu post do dia 18, e leiam-se os textos com esse fundo musical.
O Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro – apesar de sua menor repercussão nacional -, contrariando o que dizíamos a respeito da falta de coragem da imprensa brasileira, está dando nome aos bois(!). Confira-se o seu editorial do dia 18, na íntegra, no ótimo blog Pata Irada, da bem-humorada articulista gaúcha, Silvana.
Aviation in Brazil
Um acidente esperando para acontecer?
Jul 19th 2007 | RIO DE JANEIRO
From Economist.com | Traduzido por Marcus Mayer

O ano passado foi terrível para a aviação do Brasil. Na noite de terça-feira, 17 de julho, um jato Airbus 320 operado pela TAM, principal companhia aérea do país, ultrapassou a pista do aeroporto Congonhas, de São Paulo, atravessou uma movimentada avenida e chocou-se com um prédio próximo, explodindo durante o impacto. As 186 pessoas a bordo do vôo de Porto Alegre morreram numa bola de fogo, bem como outros em terra, fazendo deste o pior desastre na história da aviação civil no Brasil.
As cenas de aeroportos abarrotados de parentes desesperados foram terrivelmente familiares. Em setembro passado, 154 passageiros morreram quando um Boeing 737 da companhia aérea GOL mergulhou na floresta tropical do Amazonas depois de um choque no ar com um jato executivo. Desde então, o setor aéreo do país passa de uma crise à outra, com vôos cronicamente atrasados, controladores de vôo rebelados e um dilúvio de acidentes menores causados por uma série de falhas.
Poucas horas após o choque, começaram as especulações e as acusações. Aconteceu durante chuva e vento. Diz-se que o piloto possa ter aterrissado muito tarde e demasiado rápido, deixando pouco espaço para a frenagem e nenhuma margem para erro. Uma filmagem divulgada no dia 19 de julho mostrou o avião viajando rapidamente ao longo da pista, sugerindo que o piloto tentasse decolar novamente (arremeter).
Alguns peritos argumentam, contudo, que este foi um acidente que já se esperava que acontecesse. As pistas curtas de Congonhas são cunhadas no coração de uma das maiores cidades do mundo. Em fevereiro, um juiz federal baniu o uso de Fokker 100 e Boeing 737 no aeroporto por razões de segurança. Em seguida, a proibição foi derrubada, com o argumento de que seria “demasiado drástica”. O problema é que Congonhas seja o aeroporto mais movimentado do Brasil, e imprescindível aos viajantes. O Aeroporto Internacional de São Paulo está a uma hora de distância da cidade.
Pilotos e engenheiros reagem afirmando que são as condições do aeroporto, e não o tamanho e a localização, que contam. Sobre isso recaem dúvidas. No dia 29 de junho, a Infraero, a agência estatal que controla os aeroportos, reabriu a pista principal em Congonhas – que tinha sido fechada para reforma depois de vários aviões escorregarem enquanto pousavam na chuva – sem que nela fossem feitas ranhuras para ajudar na drenagem, evitando derrapagens de aeronaves.
Em uma conversação gravada, um piloto avisa o outro: “procure não aterrissar demasiado tarde, porque é muito escorregadio”. A Infraero nega que o choque fosse causado pela água na pista. Mas a confiança pública foi quebrada. Toda a administração da aviação brasileira, dividida entre civis e militares, precisa de investigação e reforma.
O texto pode ser lido em inglês, no site da revista The Economist, clicando-se aqui









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