Archive for August, 2007
Blog Day
Posted by Marcus Mayer in Do editor, Sociedade on August 31st, 2007
Registre-se aqui o agradecimento e o reconhecimento a todos aqueles que nos visitam e, através de simpáticos e inteligentes comentários, prestigiam nosso blog.
Hoje, a tarefa nesse terceiro Blog Day é indicar cinco blogs preferidos, acrescentando um breve comentário aos nominados e orientá-los, para que assim também o façam. Sugere-se oferecer um link para a página do “Blog Day” (clique-se na imagem), de onde podem ser copiados novos banners. A regra principal (lamentável) é o limite de cinco. Portanto, nossa lista dos “top five” vai para:
Minuto Político: um blog com as mais importantes notícias do dia, sempre comentadas pelo excelente jornalista Lúcio Lopes;
Contatos Imediatos: página muito bem escrita por Patrícia M., dos Estados Unidos, que, com muita personalidade, apresenta sua visão a respeito de temas sempre interessantes e variados;
Pata Irada: Silvana é a gauchinha “irada”, responsável por esse blog que não se conforma com a corrupção do governo Lula da Silva, e está sempre muito antenada aos fatos do momento;
BligGroo: Ron Groo, o articulista desse espaço, é um dos mais simpáticos, talentosos e populares bloggers do momento – deve estar na lista dos “5+” de todos que o conhecem!
Blog F-1: deseja ficar a par do que acontece no mundo da Fórmula 1? Então esqueça o Globo, a Folha, o Estadão, o Gomes, o Reginaldo Leme … Felipe Maciel é “o blogger” da F1! Coincidentemente, em nosso post de ontem, manifestamos nossa deferência.
Clique-se sobre o nome dos blogs para acessá-los. Merecem uma visita e um comentário!
A última perversidade do governo brasileiro
Posted by Marcus Mayer in Carga Tributária, Economia on August 31st, 2007
Opinião
Exclusivo para o Blog
Já não bastasse a absurda carga tributária do Brasil, agora o governo quer enviar ao Serasa – órgão responsável pela elaboração de listas negras de devedores – o nome daqueles que não estiverem em dia com o pagamento de impostos. À primeira vista, a medida parece ser justa e legal. Mas não é uma coisa nem outra, como já atestaram tributaristas – entre eles, Ives Gandra Martins. A proposta é, simplesmente, mais uma perversidade do governo esquerdizante do presidente Lula da Silva.
Compare-se a situação com aquela que ocorre no meio privado. Quando alguém realiza uma compra e não paga por aquilo que adquiriu, nada mais justo e legal que se inclua o nome do devedor numa lista negra, impedindo-no de contrair novas dívidas e protegendo credores. No momento de uma compra, estabelece-se um contrato, diante do qual o comprador se compromete a pagar ao vendedor pela aquisição. De contrapartida, o vendedor é obrigado a fornecer o produto ou o serviço ofertado ao comprador.
Na hipótese do imposto nada é comprado nem vendido. O que se imagina como justo é o pagamento universal de impostos que cidadãos pagariam ao tesouro público para receberem, como contrapartida, serviços e obras.
Pergunta-se, aqui, se alguém sabe como é gerido, pelo governo, o dinheiro, pago pelo contribuinte, através dos impostos. Em algumas ocasiões a aplicação do dinheiro é bastante visível, sobretudo, quando um governo realiza obras e presta bons serviços.
Não é absolutamente o caso do Brasil. Serviços públicos imprescindíveis como os da saúde, da educação e da segurança são extremamente precários, salvo algumas raríssimas exceções. Obras públicas como a manutenção de estradas, construção de ferrovias, habitações ou prédios públicos ocorrem em proporção muito inferior à necessidade do país.
Pagam-se impostos porque, como diz o próprio nome, eles são impostos ao cidadão. Ninguém o faz por livre e espontânea vontade.
Especialistas já demonstraram que quanto menor são as alíquotas, maior é o universo abrangido pela cobrança e, o que seria mais importante para o arrecadador, o volume também é maior. Diante de uma política tributária perversa, o governo brasileiro age inversamente. As alíquotas são elevadas, incidem de forma perniciosa sobre a produção e os preços, e, o que é pior, não há nenhum retorno visível.
Trabalha-se, no Brasil, quase cinco meses ao ano, exclusivamente, para pagar impostos ao governo. Esperar-se-ia um retorno espetacular de todo esse esforço. Contudo, o que se pode observar é exatamente o contrário. Boa parte de toda a arrecadação é desviada para pagar pela corrupção e pelo aparelhamento do estado. A arrecadação é européia, mas o retorno é sub-saariano.
Não é necessário explicar o que é a corrupção. Todavia, poucos se dão conta da gravidade perversa do aparelhamento do estado. No atual governo já são mais de 25.000 pessoas contratadas para cargos de confiança. Quando nos referimos, em outros artigos e notícias, aos “amigos do presidente”, tratamos exatamente desses apaniguados que recebem, em troca do apoio político, empregos pagos por todos os contribuintes. A quase totalidade desses cargos e funções é dispensável. Isso, sem falar nos dinossauros estatais e seus milionários fundos de pensão. Desse tema tratamos, em detalhes, no artigo “Escândalo na Petrossauro”, de 15/04/2007. Confira-se clicando aqui
Quanto menor é o estado e mais baixos são os impostos, maiores são as chances para o desenvolvimento de um país. Mas o que o governo do presidente Lula da Silva realiza é exatamente o contrário. O que produz está aí: crescimento pífio, catastrófica distribuição da riqueza e um quarto da população – de miseráveis – dependentes de programas assistencialistas como o “Bolsa-família”.
E agora, os burocratas petistas ainda resolvem inventar mais essa: colocar na lista negra aqueles que, por circunstância ou não, deixaram de pagar algum imposto. O primeiro que deveria ir para uma lista negra é o próprio governo, cujos serviços e obras, financiados por impostos de “todos” os brasileiros, são – quase sempre – de péssima qualidade.
Os super-salários na F1
Posted by Marcus Mayer in Esporte, Mundo Corporativo on August 30th, 2007
Fazendo hoje um breve intervalo na publicação de artigos sobre política e economia, destacamos abaixo um artigo que trata dos contrastes nos salários dos pilotos da Fórmula 1.
Em breve bloco de nossa mais recente coluna WEEKLY NEWS publicamos informação sobre o disparate salarial de alguns pilotos da categoria. Incentivados pelo leitor e também articulista Felipe Maciel (18), que escreve diariamente um excelente blog sobre a Fórmula 1, pesquisamos mais detalhes a respeito do tema, no compromisso de divulgar informações sempre fidedignas.
Aproveitamos para recomendar aos nossos leitores, fãs da Fórmula 1, o blog F-1 do jovem Felipe Maciel, que escreve da cidade de Campos, no estado do Rio de Janeiro. Sem qualquer vínculo comercial, o blog de Maciel é certamente, um dos mais completos e atuais a tratar das notícias e curiosidades desse esporte. Os textos são escritos em um português impecável (algo raro até na grande imprensa esportiva) e há sempre uma grande atenção com a regularidade dos posts.
Clique aqui para acessar o blog F-1, de Felipe Maciel
Abaixo, leia-se artigo publicado no site Motorsport-Total:
Hamilton: campeão mundial por 3 milhões de euros?
por Christian Nimmervoll | 27 de agosto de 2007
Por um décimo do salário de Kimi Räikkönen, da Ferrari, Lewis Hamilton poderá presentear a McLaren-Mercedes com o título mundial
Cinco pontos de vantagem para Fernando Alonso, 15 para Felipe Massa, 16 para Kimi Räikkönen, cinco corridas ainda a percorrer – a hipótese de que Lewis Hamilton será campeão mundial na temporada de 2007, há muito deixou de ser um sonho. Caso realmente aconteça, seria ele ‘o mais barato campeão de Fórmula 1′, desde Alan Jones (1980).
Fernando Alonso, na Renault, também faturava um salário modesto. Michael Schumacher, em seus dois últimos títulos mundiais, estima-se que tenha recebido 35 milhões de euros, na Ferrari. Em comparação, o cacife de Hamilton seria ‘pão com manteiga’: o pilto de 22 receberia, exatamente, 350.000 libras de salário fixo, em sua primeira saison – aproximadamente 40 vezes menos que o bicampeão Alonso, que em 2007, por seu lado, está faturando como nunca.
350 mil libras correspondem a, aproximadamente, 515 mil euros, mas a esse valor somam-se premiações de 14.000 libras (bons 20 mil euros) por ponto no campeonato. Caso Hamilton se torne campeão com pouco mais de 100 pontos, seu ganho total seria de, aproximadamente, 3 milhões de euros – aos quais o teamchef Ron Dennis, nessa hipótese, ainda acrescentaria, provavelmente, um ou outro euro extra, como bonus.
No geral, o crescimento do salário de Hamilton está determinado em cláusulas contratuais. Já teriam ocorrido conversas nos meses anteriores entre Dennis e o pai-Manager Anthony Hamilton para adequar as finanças ao desempenho do shooting-star. Ainda não se sabe, exatamente, o que teria resultado dessas conversas. Uma coisa, porém, é certa: somente em 2008 o cofre irá tilintar, depois de se transformar no mais jovem campeão mundial de F1 de todos os tempos…
Clique aqui para ler o artigo, em alemão, no Motorsport-Total
Quando é merecido, elogiamos também
Posted by Marcus Mayer in Brasil, Educação on August 30th, 2007
Nunca antes neste país se investiu tão pouco em infra-estrutura – menos de 0,5% do PIB. E nunca houve tanto assistencialismo – quase um quarto da população brasileira é dependente do programa Bolsa-família. Somos críticos contumazes do governo esquerdizante do presidente Lula da Silva. Todavia, subscrevemos integralmente o artigo de Gilberto Dimenstein, para a Folha de S.Paulo, e a criação do novo programa “Bolsa Escola”, que será lançado pelo governo federal, no próximo dia 5 de setembro, observadas as ressalvas feitas pelo jornalista. Leia-se o artigo na íntegra:
A melhor bolsa de Lula
por Gilberto Dimenstein*
para a Folha de S.Paulo | 28 de agosto de 2007
A principal marca social do governo Lula é uma obra de Fernando Henrique Cardoso: o Bolsa Família. Nenhum problema nisso. O presidente tratou de aglutinar os vários programas já existentes e ampliá-los. Ficou melhor do que era. Mas até mesmo a idéia de criar um cadastro único com foco na família estava delineada. Existe, agora, a chance de criar a melhor das bolsas.
Está previsto para ser lançada no próximo dia 5 de setembro uma bolsa de R$ 30,00 mensais para os jovens entre 15 e 17 anos, com a condição de que continuem estudando. Calcula-se que a medida beneficie 1,7 milhão de adolescentes, a maioria dos quais, segundo as estatísticas, deixam a escola.
A vantagem desse estímulo é óbvia. Muitos dos programas de distribuição de renda chegam a adultos danificados pela pobreza e com poucas possibilidades de inserção no mercado de trabalho. Quando se mantém o jovem na escola, além de tirá-lo da rua e reduzir o risco de envolvimento com a violência, pode-se apostar (pelo menos apostar) que ele tenha menos dificuldade de obter um emprego. Isso se o dinheiro for combinado com uma série de ações complementares, como reforço escolar e atividades extracurriculares que levem à profissionalização. Do contrário, serão apenas mais dois anos de educação pública ruim.
Se o ideal dos projetos de renda mínima é gerar indivíduos autônomos (o que é uma deficiência no Bolsa Família), a ajuda ao adolescente é o caminho mais sustentável para que se vire sozinho, sem precisar da assistência pública. É, portanto, a melhor das bolsas.
*Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Escreve para a Folha Online às terças-feiras.
NOTA: Em nossa última coluna WEEKLY NEWS noticiamos que senadores do DEM estariam sendo cooptados por altos dirigentes do governo, visando transferência para a partidos da base aliada do governo. O senador Jayme Campos (MT) negou de forma veemente, em discurso no Senado, ontem, que sederia às ofertas sedutoras do governo. Aguardamos satisfação dos demais senadores nominados: Romeu Tuma (SP), Edison Lobão (MA) e César Borges (BA).
Charge
Crédito: Sponholz
Weekly News
Posted by Marcus Mayer in Atualidades, Weekly News on August 28th, 2007
WEEKLY NEWS
JUSTIÇA
Por unanimidade, o STF decidiu processar por corrupção ativa o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu, chefe da ‘quadrilha do mensalão’, conforme denúncia do procurador-geral da República. Espera-se que o STF puna os bandidos da ‘quadrilha dos 40 ladrões’ com penas que os alijem, definitivamente, da política brasileira.
MISÉRIA
A metade dos brasileiros do Nordeste (22,6 milhões) é atendida pelo programa Bolsa-Família do governo federal. Os números divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social, na última terça-feira, são assustadores e refletem a péssima distribuição da riqueza da 10ª maior economia mundial. São 11 milhões de famílias ou 45,8 milhões de pessoas, que representam quase um quarto da população, dependentes da assistência governamental. O valor do benefício foi reajustado de R$50,00 para R$58,00 e, para cada filho, de R$15,00 para R$18,00 (até 3 crianças).
BRASIL POBRE
“Bolsa-Família não basta; é preciso casa, emprego e, principalmente, educação”, afirmou a socióloga e professora do Instituto de Economia da Unicamp, Sônia Draibe, em entrevista ao caderno “Mais” do jornal O Estado de S.Paulo, na edição de domingo, 25 de agosto.
Leia-se, clicando aqui, a entrevista da professora Sônia Draibe, no site do Estadão
NATAL MISERÁVEL
Coincidentemente, no mesmo dia em que os números do ‘programa’ foram divulgados, a Comissão de Seguridade Social da Câmara derrubou a proposta de criar um abono de Natal do ‘Bolsa Família’, uma espécie de 13º salário para os seus beneficiários. O projeto é de autoria do senador Efraim Moraes (DEM-PB) e foi aprovado pelo Senado no fim do ano passado.
ASSALTO
Enquanto os contribuintes brasileiros são assolados pela voracidade arrecadatória do governo, o apparatchik petista e a base aliada comemoram: entre janeiro de 2.000 e agosto de 2.006 o brasileiro pagou 4,5 trilhões de reais em impostos. O cálculo é do IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário. Exceto os apaniguados do presidente, o restante dos brasileiros se pergunta: e o retorno?
DEM DO BEM
O Democratas é o único partido que assumiu de forma intransigente a defesa dos brasileiros contrários à nova prorrogação da CPMF, que expira no final de 2007. Os sucessivos recordes na arrecadação tributária do atual governo permitiriam acabar, para sempre, com esse pernicioso imposto “em cascata”. Destaque-se que a letra “P” da abreviatura da contribuição significa “provisória”.
DEM DO MAL
A sedução iniciada pelo vice-presidente, José Alencar, agora, está sob orientação do próprio presidente da República, que orientou o seu ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento a cooptar para o PR, partido da base de apoio ao governo, os senadores Romeu Tuma (SP), Edison Lobão (MA), Jayme Campos (MT) e César Borges (BA), todos do Democratas.
CANSOU
O presidente Lula da Silva parece ter, apesar de muito raros, lapsos de lucidez. Em sua primeira entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, desde que assumiu a presidência da República, censurou indiretamente seu estimado colega, o idiota latino-americano Hugo Cháves, afirmando o seguinte: “Quando um dirigente político começa a pensar que é insubstituível, começa a nascer um ditadorzinho”. E para o alívio da nação brasileira, completou: “Nem se o povo pedir serei candidato em 2010”. Parece que o presidente também cansou.
AINDA NÃO SABE DE NADA
Em outro trecho da entrevista, sobre o episódio do mensalão, o Estadão perguntou ao presidente: “Quem errou”? E a resposta de Lula da Silva: “Eu não sei quem errou”. É inacreditável, mas o presidente ainda não sabe de nada. Alguém se habilita a informá-lo?
JOGO PERIGOSO
No início do mês a Assembléia Legislativa de Minas Gerais derrubou veto do governador Aécio Neves (PSDB) a um artigo de lei que estende de 5 para 1.981 autoridades mineiras o benefício do foro privilegiado na Justiça, incluindo-se, naturalmente, os deputados estaduais. Aécio Neves jogou para a platéia: vetou o projeto e depois permitiu ao parlamento estadual, onde controla quase 80% dos votos, rejeitar o seu veto.
APPARATCHIK MINEIRO
O governador de Minas Gerais enviou à Assembléia Legislativa projeto que se choca frontalmente com a sua ótima tradição de zelar pelas contas do Executivo estadual: propõe a contratação definitiva de 98 mil servidores admitidos sem concurso entre 1990 e 2006. Com essas práticas fisiológicas, o potencial candidato à presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, arrisca seu enorme patrimônio de popularidade, sobretudo, junto às camadas mais instruídas da população.
PRECURSOR
Nosso blog pergunta: “Por que o ex-governador e atual senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ficou isento de acusação de favorecimento pelo esquema do ‘carequinha’ Marcos Valério, no STF? Durante a CPMI – Comissão Parlamentar Mista de Inquérito – que investigou o “mensalão”, até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sugeriu a sua expulsão do PSDB. Eduardo Azeredo continua senador e tucano.
INTERNACIONAL
AFRICA CRESCE
Antiga colônia portuguesa da costa atlântica da África, Angola prevê crescimento de 19% de sua economia este ano. O êxito origina-se em extraordinário montante de investimentos estrangeiros e uma indústria petrolífera que experimenta um boom produtivo.
MULTILATERALISMO
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, elogiado até pela oposição socialista em seu país, deseja que o G8 – grupo de países que reúne Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Rússia – se transforme definitivamente em G13. Ingressariam na cúpula Brasil, México, África do Sul, Índia e China. A proposta de Sarkozy privilegia o multilateralismo, em oposição ao unilateralismo americano, sob o comando de George W. Bush.
‘DESGRACIADOS’
Seria inacreditável, não fossem os protagonistas da obra que visam a tirar proveito político da desgraça alheia. Fotos dos idiotas latino-americanos Hugo Cháves e Ollanta Humala, o áulico peruano do ditador da Venezuela, estampam latas de atum enviadas para famílias dos afetados pelo terremoto que atingiu diversas cidades da costa litorânea do Peru. A imagem foi obtida no blog de notícias Minuto Político (que recomendamos aos nossos leitores).
ESPORTE
ISTAMBUL
A monótona corrida no GP de Istambul de Fórmula 1 gerará maior emoção às próximas etapas do campeonato: os pilotos da Ferrari, Felipe Massa e Kimi Räikkönen, aproximaram-se um pouco mais, na classificação geral, dos líderes Lewis Hamilton e Fernando Alonso, da McLaren-Mercedes, através da “dobradinha” conquistada pela escuderia italiana no circuito da Turquia.
1/10
Com um salário de 3 milhões de euros, Lewis Hamilton poderá conquistar o campeonato de F1 de 2007, já em sua temporada de estréia na categoria. O salário corresponde a um décimo do que a Ferrari paga ao piloto finlandês, Kimi Räikkönen.
Credito para a foto: Motorsport-Total
FRASE
“Lula usa o PT para aprovar coisas ruins, como a prorrogação da CPMF.(…) Não podemos viver como correia de transmissão do Planalto.”
Gilmar Tatto, deputado federal (PT-SP)
Painel
Posted by Marcus Mayer in Do editor on August 27th, 2007
Nesta segunda-feira, a partir das 20 horas
Um painel atual de notícias sobre política, economia, mundo, sociedade, etc.
O MELHOR DO MINISTRO
Graças a uma íntima amizade com o presidente Lula da Silva, Guido Mantega conquistou um bom emprego no primeiro escalão do governo, como ministro da Fazenda. A sua gestão tem sido ridicularizada pelo meio empresarial e por economistas, principalmente, por suas opiniões e declarações descabidas sobre economia. De contrapartida, no âmbito doméstico, não se lhe deve atribuir a mesma incompetência como na sinecura do Ministério. Sua linda filha, Marina Mantega (foto), enfeita com esplendor a atual edição da revista VIP, da editora Abril. “Finalmente, um político faz uma coisa boa”, tem sido o comentário mais freqüente.
Clique aqui para ler a entrevista de Marina Mantega e assistir ao seu vídeo na VIP Online
Na rabeira dos BRICs
Posted by Marcus Mayer in Brasil, BRICs on August 22nd, 2007
O calhambeque
por Marcus Mayer
Exclusivo para o Blog
Nossa veemente defesa dos princípios liberais não ocorre por simples apego ideológico. Países como Estônia e Irlanda destacam-se na União Européia pela prosperidade que estão alcançando. A abertura comercial do Chile está servindo de modelo para Colômbia e Peru, conforme destacamos em alguns blocos de notícias das últimas colunas Weekly News e no “especial” Colômbia, que extraímos da revista Veja, e publicamos no blog.
De contrapartida, nossa crítica – também veemente – ao governo Lula da Silva fundamenta-se nas mais distintas razões. Além da corrupção endêmica à qual subjugou o País, a gestão da economia e da administração pública condena a Nação a manter um perfil social brutalmente desigual.
O único meio viável para o Brasil deixar de apresentar índices sociais vergonhosos é através de um verdadeiro crescimento econômico, que poderia ser mais rapidamente alcançado através da adoção de práticas liberais: privatizações, acordos comerciais bilaterais, desregulamentação e, principalmente, desoneração do setor produtivo.
A opção do governo, contudo, é pelo aparelhamento do estado. Para bancar o apparatchik petista há necessidade de uma elevada arrecadação de impostos – no primeiro semestre de 2007 houve aumento de 10,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior, registrando-se novo recorde – , que beneficia os “amigos do Planalto”. E quem paga essa elevadíssima conta é, com muita dor, a classe média.
Não há eficiência nos investimentos e a condução do famoso PAC – Plano de Aceleração do Crescimento – parece piada de humor negro, tal a incompetência na aplicação dos recursos. Para calar os eleitores e manter a popularidade do Presidente elevada, trocam-se votos e manifestações de simpatia por “esmolas”: são 45,8 milhões de brasileiros envolvidos com o recebimento de recursos do programa Bolsa Família.
TURBULÊNCIA INTERNACIONAL
“Planalto já teme freada no crescimento”. Essa foi a manchete de primeira página do caderno “Economia & Negócios”, de O Estado de S.Paulo, no último domingo. E o texto dizia: “A equipe econômica já avisou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o período de instabilidade provocado pela turbulência internacional que afetou duramente os mercados nas últimas semanas pode ser longo.”
E continuava: “A grande preocupação do Palácio do Planalto, agora, é com o impacto desse intenso vaivém sobre o crescimento econômico do País, principalmente a partir de 2008. Para este ano, os economistas consideram que a expansão já está consolidada e ficará na casa de 5%. Em caso de uma piora da situação, o governo estuda reduzir o ritmo de liberação de dinheiro para os ministérios.”
Em outro trecho lia-se: “Os mais otimistas acreditam que as economias emergentes – especialmente os gigantes populacionais da Ásia e os chamados BRICs (grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia e China) – passarão a ser os protagonistas do consumo mundial.”
Seria isso possível, diante do triste retrato do Brasil, muito bem estampado, na capa da revista Latin Finance , sob o título “Falling Behind” ?
Enquanto os demais BRICs estão a bordo de máquinas de Fórmula 1, Lula da Silva, um piloto embriagado pelo poder, pilota um calhambeque, levando para passear sua turma… Cansei, sim!
Na seqüência, republicaremos a série “Brasil no Mundo”, para que o leitor possa observar os números da triste realidade brasileira, expressa em números – e que teria saída, não fosse a brutal ineficiência e interferência do estado na economia.
Weekly News
Posted by Marcus Mayer in Atualidades, Weekly News on August 20th, 2007
WEEKLY NEWS
BANDO DO MENSALÃO
É enorme a expectativa diante do empenho que se espera do STF para analisar a denúncia do procurador-geral da República, relativa à “organização criminosa” chefiada por José Dirceu, que instituiu o famoso “mensalão”. Espera-se rigor na análise e, sobretudo, que a punição dos bandidos seja exemplar.
AEROPORTOS
Pesquisa do caderno “Mais” de O Estado de S.Paulo reforça opinião já emitida por nosso blog: 72,26% dos entrevistados são favoráveis à privatização dos aeroportos. Enfim, a “privatização” dos dinossauros estatais volta a ser aceita pela população mais esclarecida. Espera-se que os partidos políticos, sobretudo, PSDB e DEM não tenham vergonha de defender as privatizações na próxima campanha eleitoral, ao contrário do que fez Geraldo Alckmin durante a sua empreitada.
DESPERTANDO
No princípio eram só “reacionários” e “direitistas” que se manifestavam contra o governo de Lula da Silva, sob a ótica da esquerda. Agora, parece que o Brasil está despertando: movimentos como “Cansei”, da OAB-SP, “A Grande Vaia”, “Nariz de Palhaço”, “Por um Brasil decente”, “Fora apedeuta”, etc. estão recebendo adesões de todos os segmentos da sociedade. Será que são todos reacionários e direitistas mesmo? Espera-se que em breve a população menos privilegiada – de pouca instrução e baixa renda – também descubra o quanto está sendo enganada pelo populismo da esquerda brasileira.
PICADEIRO
Que não tivesse nenhuma virtude intelectiva sempre foi muito nítido. Todavia, faz-se necessário explicar ao presidente Lula da Silva que o nariz de palhaço usado pelos participantes das manifestações em defesa do Brasil e contrários ao ‘desgoverno’ não visa a denegrir a profissão circense, mas explicitar a condição à qual os cidadãos brasileiros foram subjugados: idiotas de picadeiro.
PETROSSAURO
A gigante estatal apresentou queda de 19,8% em seu lucro no primeiro semestre de 2007. Depois de presentear o idiota latino-americano Evo Morales, presidente da Bolívia, com uma refinaria da empresa, “patrimônio de todos os brasileiros”, a administração do dinossauro não prevê novos investimentos no país vizinho no curto prazo.
ANTES TARDE …
O ex-campeão de boxe Eder Jofre e o senador Eduardo Matarazzo Suplicy (PT-SP) publicaram quarta-feira, na Folha de S.Paulo, carta aberta endereçada ao tirano Fidel Castro, a propósito do caso dos pugilistas cubanos que tentaram fugir da ditadura, durante os jogos do PAN-Rio. Enfim, o senador petista demonstrou alguma lucidez ao reprovar a atitude da ditadura castrista – sempre defendida pelo seu partido – como a do governo que apóia. Os atletas foram deportados 48 horas depois que foram presos – prazo jamais foi visto na história mundial em casos que envolvem os direitos humanos.
Leia-se a íntegra da nota no site do ministério do Planejamento
LIMPEZA NO DEM
A bancada oposicionista no Senado deverá ser reduzida nas próximas semanas. A coluna “Radar” da edição atual da revista Veja anunciou a debandada de quatro “imundos” senadores para partidos da base aliada do governo, PP e PRP. A sedução do vice-Presidente José Alencar, noticiada em nossa última coluna Weekly News parece que renderá resultados. É bom que que haja limpeza e que o ranço fisiológico do velho PFL seja definitivamente eliminado!
A DIFERENÇA
Enquanto no Brasil, após os recentes acidentes aéreos só se observou descaso e desrespeito por parte dos integrantes do governo, o presidente do Peru, Alan García, agiu com presteza poucas horas depois do abalo sísmico que destruiu diversas cidades do país e matou mais de 500 pessoas. Anunciou, na televisão, que medidas de emergência estavam em curso e já no dia seguinte, visitou as cidades mais afetadas de helicóptero e reuniu-se com ministros.
ATRAINDO INVESTIMENTOS
O presidente do Peru, Alan García, que assumiu o cargo pela segunda vez, adotou o Chile como modelo e procura tornar o Peru um dos países mais atrativos para investimentos externos na América Latina. Apesar da recente tragédia originada no terrível terremoto que atingiu o país, o crescimento do PIB esperado para esse ano é de 6% e aguarda-se a aprovação, do Congresso americano, de um tratado de livre-comércio com os Estados Unidos.
IDIOTA É POUCO
Enquanto isso, o outro idiota latino-americano Nestor Kirchner continua esbanjando dinheiro dos cofres públicos argentinos, enviando capital para investimentos na Bolívia. Em lugar do Brasil, a Argentina agora é o maior investidor estrangeiro no país de Evo Morales.
À ‘LA ARGENTINA’
Na coluna Weekly News da última semana noticiamos o ineditismo da provável sucessão presidencial argentina, de marido para esposa, com Nestor Kircher entregando o cargo para sua esposa Cristina Fernández. O leitor e conhecido articulista Ron Groo, em seu comentário, destacou com muita propriedade: “Tomara que Lula não tente emular o argentino. Imagina, se tivéssemos Dona Mariza como presidente?”.
NOVO MAPA
A América do Sul apresenta um novo mapa baseado em claras diferenças ideológicas e resultados muitos distintos no desempenho econômico: na costa do Pacífico, Chile, Peru e Colômbia dão exemplos de boa gestão de seus governos. De outro lado os governos populistas do Brasil, Argentina, Bolívia e Venezuela permanecem caminhando em via oposta, aparelhando os seus respectivos estados e perdendo oportunidades de maior integração comercial. Leia-se, em detalhes, sobre esse novo mapa sul-americano no post abaixo
IDIOTA PARA ‘SIEMPRE’
O aprendiz de Fidel Castro, Hugo Cháves, presidente da Venezuela comunicou a Assembléia Nacional que permanecerá no poder, no mínimo, durante 40 anos. O dispositivo constitucional que permitirá sua reeleição sem limites era o que faltava para a consolidação da ditadura. Enquanto as fronteiras ainda não estão fechadas para fuga da população, os mais abastados emigram para outros países, principalmente, Estados Unidos e Colômbia.
CRÉDITO: revista VEJA
Novo mapa na América do Sul
Posted by Marcus Mayer in América Latina, Economia, Mundo on August 20th, 2007
A América do Sul apresenta um novo mapa, baseado em claras diferenças ideológicas e resultados muitos distintos no desempenho econômico e no desenvolvimento da área social dos diferentes países. Na costa do Pacífico, Chile, Peru e Colômbia dão exemplos de boa gestão de seus governos, através da adoção de práticas liberais.
Por outro lado, tanto na geografia quanto na ideologia, os governos populistas do Brasil, Argentina, Bolívia e Venezuela permanecem caminhando em via oposta, aparelhando os seus respectivos estados e perdendo oportunidades para maior integração comercial, que resultaria em avanços sociais.
Nossas críticas ao governo do presidente Lula da Silva são constantes e contundentes, pois bastaria que seguisse exemplos de outras boas administrações na América Latina para fazer um bom governo. Sua opção, contudo, é manter-se fiel à receita da esquerda mais retrógrada, fundamentada num estado forte e aparelhado.
O contraste entre a política liberal adotada na Colômbia, do presidente Alvaro Uribe, e a socialista-estatizante do Brasil, da Venezuela e da Argentina fica bastante claro no artigo abaixo, que descreve uma “nova” Colômbia. O excelente texto de Diogo Schelp foi extraído da revista Veja, edição 2019. Leia-se na íntegra:
Colômbia
por Diogo Schelp | de Bogotá
para a revista Veja | Ed. 2019, agosto de 2007
Depois de domar o crime, o país renasce para a modernidade

CAPITAL DO CRESCIMENTO: Encravada na Cordilheira dos Andes, a 2 600 metros de altitude, Bogotá é organizada, limpa, bem policiada e está com a criminalidade em queda
Vista do exterior, a Colômbia é um país sem lei. Uma imagem dessas, fruto inevitável de quem acumula o duvidoso título de o maior exportador mundial de cocaína, não se muda da noite para o dia. É por isso que Ricardo Hepp, gerente-geral da rede de lojas de departamentos Falabella, desenvolveu uma técnica para convencer executivos estrangeiros a ir trabalhar com ele na Colômbia. Hepp leva o convidado e sua família a um restaurante nos arredores de Bogotá chamado Andrés Carne de Res.
A comida do lugar não é lá essas coisas, mas a alegria do ambiente é contagiante. Ali, a freguesia dança entre as mesas, canta e diverte-se com os garçons, que, fantasiados, também dançam e cantam enquanto trabalham. Tem-se a impressão de que em nenhum outro lugar há tantos motivos para ser feliz como em Bogotá. “As oportunidades de negócios na Colômbia são o segredo mais bem guardado da América Latina”, diz Hepp, cuja empresa, chilena, pretende abrir mais oito lojas no país até 2010.
Seu otimismo é alimentado por dados concretos. O produto interno bruto colombiano cresceu 6,8% no ano passado, 2 pontos acima da média latino-americana. Os 8,1% apurados no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2006 sinalizam um desempenho bom também neste ano. Tirando a Venezuela, cuja economia é totalmente dependente do preço do barril de petróleo, a Colômbia foi o país que mais cresceu na América do Sul nesse período.

TURISMO REVIGORADO: Em Cartagena, cidade colonial no litoral caribenho, 65% dos hóspedes dos hotéis são estrangeiros, principalmente americanos
O “segredo” de que fala Hepp é o responsável pelo furor de “vamos comprar enquanto ainda está barato”. Nos últimos cinco anos, os investimentos diretos e o fluxo de capitais dobraram na Colômbia. O desembarque de capital estrangeiro, que em 2002 representava 2,6% do PIB colombiano, ampliou sua participação para 4,7% em 2006.
O maior negócio ocorreu em 2005, quando a sul-africana SabMiller, o segundo maior grupo cervejeiro do mundo, desembolsou 4,8 bilhões de dólares pela colombiana Bavaria. Numa prova de confiança, o Citibank montou em Bogotá seu call center latino-americano.
As empresas brasileiras não ficam atrás. A Votorantim acaba de adquirir a segunda maior siderúrgica da Colômbia. A Gerdau pretende dobrar sua produção de aço no país até 2010. O Grupo Synergy, do brasileiro German Efromovich, que já investia na exploração de petróleo colombiano, comprou em 2004 a falida Avianca, a maior companhia aérea do país, pela pechincha de 64 milhões de dólares. Hoje, depois de a empresa ter sido saneada, seu valor é estimado em 800 milhões de dólares. “A Colômbia é o melhor país para investir na América Latina, graças a uma mescla de boas oportunidades, tranqüilidade jurídica e segurança física”, diz Efromovich.
Segurança física? Espantosamente, essa é uma das sete razões para a Colômbia ter caído nas graças dos investidores internacionais. São elas:
1. Segurança – Sete anos atrás, um relatório da ONU colocou a Colômbia como o segundo país em mortes violentas, atrás apenas da Suazilândia, na África. De lá para cá, a ação firme do governo e o policiamento ostensivo reduziram em 40% o número de homicídios, em 80% o de seqüestros e permitiram que os colombianos voltassem a viajar pelas estradas, sem o antigo medo de seqüestro. A guerrilha e os narcotraficantes foram expulsos das principais cidades.
2. Segurança jurídica – Não é preciso perspicácia para perceber que a Colômbia é o único país daquele canto da América Latina a salvo do furor populista que afasta investidores da Venezuela, da Bolívia e do Equador. O governo colombiano até oferece um contrato de estabilidade jurídica, para garantir que não haverá prejuízo se as regras do jogo forem alteradas no futuro.
3. Democracia e economia estáveis – Sem um golpe de estado há meio século, a Colômbia tradicionalmente entrega a gestão pública aos quadros técnicos, o que garante certa continuidade administrativa. Nas últimas cinco décadas, houve retração econômica em apenas dois anos. O país nunca passou por hiperinflação nem deu calote na dívida externa.
4. Poder de compra crescente – A Colômbia tem a terceira maior população da América Latina. A renda per capita cresceu 12,3% nos últimos três anos, mais do que no Chile e no Brasil.
5. Localização – A meio caminho entre o Cone Sul e os Estados Unidos (o vôo entre Bogotá e Miami demora menos de 4 horas), a Colômbia é um bom endereço para as empresas com ambições nos dois mercados. Para facilitar, o país tem portos no Oceano Pacífico e também no Atlântico.
6. Mão-de-obra capacitada – Nas carreiras técnicas, muitos colombianos fazem especialização nos Estados Unidos ou na Espanha. O custo da mão-de-obra é baixo. Os salários médios dos engenheiros colombianos são menores que os dos indianos.
7. Grandes oportunidades – Ausente por anos do radar dos investidores internacionais, o país é um território virgem em muitas áreas de investimento. Neste ano, por exemplo, o governo está colocando à venda 20% das ações de sua estatal petroleira.
Essas sete razões asseguram um clima de confiança essencial para os investimentos. O risco-país da Colômbia caiu de 451 para 135 nos últimos quatro anos. Pesquisas de opinião recentes revelam que a maioria dos empresários colombianos acredita que o país está no rumo certo.
O otimismo está intimamente ligado à figura do presidente Álvaro Uribe (foto), 55 anos, um político cuja modernidade faz contraste com o esquerdismo tacanho de governos vizinhos, sobretudo o de Hugo Chávez, que não esconde seu ódio ao colombiano. Uribe foi governador de Medellín e teve o pai seqüestrado e assassinado em 1983.
Ao assumir, em 2002, adotou a linha de mão pesada contra los violentos, como são apelidados os guerrilheiros, os paramilitares de direita e outros bandidos. Reeleito no ano passado para um segundo mandato, Uribe enfrenta a pior crise política de seu governo. Há acusações de que deputados de sua base de apoio receberam dinheiro de grupos de extermínio e de que o próprio presidente tem ligações com paramilitares, que assassinaram milhares de pessoas, incluindo parlamentares. Na esteira da confusão, a aprovação a seu governo permanece elevadíssima, próxima dos 70%.
Uribe oferece aos colombianos e aos investidores estrangeiros um produto escasso na América Latina: confiança. Esse é, aliás, o lema de seu governo. Em boa medida, significa que a Colômbia é um país sério, que merece credibilidade e não deve ser confundido com as nações falidas da América do Sul. Não surpreende que sete de cada dez empresários estrangeiros interessados em investir na cidade de Medellín sejam venezuelanos.

OPORTUNIDADE PARA OS JOVENS: O crescimento recente da Colômbia é protagonizado por jovens em funções de destaque, como Manuela Jaramillo, de 28 anos. Ela é gerente de investimento de um fundo de capital privado que está comprando empresas de porte médio na Colômbia. “Bogotá voltou a ter segurança e boas opções de emprego”, diz Manuela
Uma boa demonstração do otimismo é o movimento de retorno dos jovens profissionais que viviam no exterior. O sonho das mães colombianas era enviar o filho para estudar nos Estados Unidos ou na Espanha e que ele encontrasse um bom emprego por lá. “Agora, os jovens colombianos preferem voltar e seguir carreira por aqui mesmo”, alegra-se o economista Carlos Ronderos, ex-ministro do Comércio Exterior da Colômbia. Até os turistas estrangeiros estão de volta. O número de visitantes dobrou nos últimos quatro anos.
As principais atrações estão no litoral caribenho e nas agradáveis cidades colombianas, lideradas pela surpreendente Bogotá – de longe, a capital mais limpa e organizada da América do Sul. Em certos aspectos, assemelha-se a Buenos Aires no quesito elegância: Bogotá tem bons cafés, restaurantes e livrarias. Como a temperatura nunca ultrapassa os 22 graus, os moradores têm o hábito de se vestir com roupas formais e apropriadas a um clima ameno. Medellín, outrora a capital do narcoterrorista Pablo Escobar, é um exemplo que poderia inspirar o Rio de Janeiro. Nos anos 80, a presença do estado era nula nas favelas da cidade.
Hoje, depois do desmantelamento dos cartéis do narcotráfico e dos grupos paramilitares, a presença da prefeitura é ostensiva. A obra mais espetacular é um teleférico que conecta o metrô a uma favela de Medellín, no alto de um morro. Ao longo da linha, foram construídas uma avenida e pequenas praças. Próximo à última estação, há uma grande biblioteca. O projeto está sendo repetido em outras favelas da cidade.
Os colombianos discutem, agora, o que é preciso para sustentar o atual bom momento por um longo período. É preciso, sobretudo, se preparar para quando o dinheiro externo começar a minguar. Ninguém desconhece que o país é favorecido pela bonança na economia global. Há dinheiro de sobra no planeta, e alguns investidores estão colocando suas moedas em lugares inesperados. A preferência são os emergentes de grande porte – Brasil, Rússia, Índia e China –, mas uma parte significativa acaba por aterrissar em países menores como a Colômbia e a Polônia. São estados promissores, mas ninguém tem certeza de que vão ter sucesso.
Em um continente com uma história de falsas arrancadas e vôos de galinha, a Colômbia destaca-se pelas bases mais sólidas para o desenvolvimento econômico. O país dispõe de indústria e agricultura consistentes e pauta de exportação variada. Entre os dez produtos mais exportados há petróleo, carvão, café, confecções e flores. O fato de as exportações não terem caído nos últimos meses, apesar da valorização do peso em relação ao dólar, mostra que esses setores se tornaram competitivos em escala global.
Surpreende que, nesse contexto, Uribe tenha sido esnobado exatamente pelos americanos. Em sua empreitada para conquistar novos mercados e atrair investimentos, o presidente apostava em um tratado de livre-comércio com os Estados Unidos. A Colômbia é um aliado vital de Washington numa região convulsionada. Os americanos enviaram 5 bilhões de dólares em ajuda para a Colômbia desde 2000. Só o Iraque, o Egito, Israel e o Afeganistão receberam mais. Surpreendentemente, a liderança democrata no Congresso rejeitou o acordo sob argumentos vagos de abusos de direitos humanos na Colômbia. Tecnicamente, o tratado não está morto, apenas adiado. Os colombianos sentem-se traídos e sabem que precisam se virar sem o acordo de livre-comércio.
Não parece haver divergência sobre o caminho a seguir. Este foi definido a VEJA pelo vice-presidente colombiano, Francisco Santos: “Almejamos para nosso país o modelo chileno de desenvolvimento, com abertura para o mundo”.
Crédito para fotos e ilustrações: Paulo Vitale| Veja | AFP
Weekly News
Posted by Marcus Mayer in Atualidades, Weekly News on August 13th, 2007
TRAGÉDIA ANUNCIADA
A cientista política Lourdes Sola, professora da USP e PhD em Ciência Política pela Oxford University, descreveu com muita propriedade o tratamento dado pelo governo Lula da Silva às distintas camadas sociais, em entrevista a O Estado de S.Paulo: os grandes beneficiários do governo são os bancos; os pobres são enganados e a classe média “espremida num sanduíche”.
INCOMPETÊNCIA EXTREMADA
É ridículo, mas é verdade: o governo federal é tão incompetente que não consegue nem gastar aonde deveria. A irresponsabilidade chega a tal ponto que dos R$ 72,1 bilhões previstos no orçamento, a União e os dinossauros estatais investiram somente R$ 23,9 bilhões (33%) no primeiro semestre de 2007. E ainda há quem considere o governo “regular” nas pesquisas. Nós o consideramos a maior catástrofe da história brasileira.
PARALISIA CRÔNICA
De acordo com a revista Veja, governo, economistas e mercado divergem quanto aos resultados da economia nos próximos anos. Enquanto os políticos apostam num vôo alto rumo aos 5% ao ano, analistas alertam para a manutenção de taxas mais baixas – fruto da ausência de reformas estruturais, como corte de gastos.
Observe-se o Infográfico abaixo:
REESTATIZAÇÃO BRANCA
O retorno do estado como agente investidor da economia, movimento ensaiado no primeiro governo Lula da Silva, está ganhando contornos mais definidos neste segundo catastrófico mandato. Após dezesseis anos de iniciados os avanços no processo de privatização, a União voltou a interceder fortemente em setores como petroquímica, energia e transportes – classificados como estratégicos no ideário petista – e ameaça impor novas regras à iniciativa privada, na área das telecomunicações.
RETORNO À PRÉ-HISTÓRIA
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, quer ressucitar a ‘Telessauro’, criada em 1972 pela ditadura militar. Aquele sistema estatal pré-histórico, conhecido oficialmente como Telebrás, controlava as 22 subsidiárias nos Estados (Telesp, Telerj, Telemig, etc). A fusão da Telemar e da Brasil Telecom, com a criação de uma golden share (ação com direito a veto do governo em decisões empresariais privadas) condenaria o setor de telecomunicações brasileiro a um retrocesso inédito em todo o mundo.
VICE SEM-VERGONHA
O vice-presidente da República, José Alencar, da cadeira de presidente interino, e na companhia do bispo da Igreja Universal, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), tentou aliciar para o seu partido os senadores Demóstenes Torres (GO), Edison Lobão (MA) e Romeu Tuma (SP), todos do Democratas.
SENADOR EXEMPLAR
Quem denunciou o ocorrido na “sala da sedução” foi o próprio senador Demóstenes Torres (foto), que deixou clara a sua resistência ao assédio com um nítido “não”. Observe-se agora se a mesma conduta será adotada pelos outros dois senadores, Edison Lobão e Romeu Tuma. Que sigam o exemplo de Demóstenes Torres, cuja atuação em defesa da ética tem sido exemplar.
Crédito da Foto: Roberto Stuckert Filho / Ag. Globo / Publicada em Veja, ed. 15.AGO
LENTIDÃO DO SUPREMO
Finalmente a denúncia contra a “organização criminosa” de José Dirceu e o seu mensalão, apresentada pelo procurador-geral da República ao Supremo Tribunal Federal, será examinada a partir do dia 22 próximo, conforme anunciado por Dora Kramer, em sua coluna, em O Estado de S.Paulo.
HUMOR NEGRO
Dora Kramer ainda destacou o seguinte: Os dramas que assolam Brasília são de chorar, mas há quem extraia deles alguma graça. O deputado Chico Alencar (PT-RJ) apelidou o presidente do senado de ‘Réu-nan’ e o senador Artur Virgílio (PSDB-AM) definiu assim a recomendação da Comissão de Ética Pública para que Marco Aurélio Garcia não seja mais grosseiro em público: “Fiquei impressionado com o rigor. Só faltou tirarem a sobremesa dele por uns 4 dias”.
ÓDIO PELA LIBERDADE – 1
O Brasil sempre se notabilizou pela imparcialidade nas questões internacionais e pela ajuda aos refugiados. O governo esquerdista de Lula da Silva e do bando do PT arrasa a imagem internacional brasileira ao atender plenamente às exigências do pior tipo de ditadura socialista, como a de Cuba.
ÓDIO PELA LIBERDADE – 2
A deportação dos atletas que fugiram da delegação cubana e pretendiam livrar-se da ditadura de Fidel Castro lembrou aquela de Olga Benario, que foi enviada para a morte na Alemanha nazista, durante a ditadura Vargas. Contudo, a eficiência do governo atual é incomparável: para não dar tempo às organizações de defesa dos Direitos Humanos, o ministério da ‘in-Justiça’ agiu em 48 horas, prazo recorde, jamais visto em nenhuma parte do mundo, em nenhuma época, em questões como essa.
QUALIFICADO
Para o governo, o perigo representado pelos boxeadores cubanos, certamente, é muito superior ao oferecido pelo maior traficante de drogas do mundo e responsável por 315 assassinatos, Juan Carlos Ramirez Abadía, preso em sua mansão em Aldeia da Serra (SP), pela Polícia Federal. Por isso, a sua deportação para os Estados Unidos é analisada com muito carinho e talvez nem aconteça. Afinal, seria lamentável se o governo “traísse” um bandido desse porte, que teria todas as credenciais para integrar o ministério do governo Lula da Silva – principalmente, preenchendo o vazio deixado por José Dirceu.
Crédito da foto: Marcio Fernandes / AE / Publicada em VEJA, ed. 15.AGO
MARIDO URSO
Se vencer a eleição presidencial Argentina, como prevêem as pesquisas, Cristina Fernández de Kirchner dará início a uma transição política inédita: de marido para esposa. E receberá também uma pesada herança originada em medidas populistas.
RENOVAÇÃO NA UE
Os líderes europeus estão se afastando da política externa do presidente americano George Bush e tentam retomar a influência de seus países no cenário mundial. Gordon Brown, primeiro-ministro do Reino Unido, e Nicolas Sarkozy, presidente da França, há poucos meses no poder, parecem determinados a introduzir mudanças na agenda internacional até agora imposta pelos Estados Unidos, em iniciativas para Darfur, União Européia e luta contra a pobreza.
DARFUR – 1
O presidente da União Africana (UA), Alpha Oumar Konare, afirmou que países africanos prometeram todos os soldados necessários para uma força de paz no Sudão, o que dispensa ajuda de outros países. Os governos africanos podem fornecer 26 mil soldados para a tropa de paz, o número necessário para a força combinada entre os países da União Africana. A UA já tem 7 mil soldados em Darfur. A ONU deve pedir também a presença de soldados da Ásia. Críticos afirmam que a África não tem soldados treinados em número suficiente para uma força de paz efetiva. O governo do Sudão é contra o envolvimento de soldados não africanos.
DARFUR – 2
Mais de dois milhões de pessoas vivem em campos de refugiados, depois de terem sido desalojados em mais de três anos de conflito na região de Darfur, no Sudão. Acredita-se que pelo menos 200 mil pessoas já morreram.
Leia mais sobre a crise em Darfur no site da BBC Brasil
HERDEIRA
“Com pouca roupa, chapéu de burro e um colete ortopédico do qual não se separa nunca (embora não precise mais usar), Rumer Willis (foto), 18 anos, faz o papel de uma universitária insegura em The Untitled Anna Faris Project, produção alternativa sem nome definitivo, ainda em fase inicial de realização. Rumer, como o sobrenome indica e o rostinho não nega, é a filha mais velha de Demi Moore e Bruce Willis e este é seu primeiro filme sem papai nem mamãe no elenco.” Da coluna Gente, revista VEJA, ed. 15.AGO
FRASE
“O liberalismo brasileiro tem posto a nu a confusão entre casa e rua, entre culpa e vergonha. Tem pressionado para que se passe da ‘política’ como um campo do conchavo do enriquecimento pessoal através do estado, para a Política como espaço de valores e princípios.”
Roberto da Matta, antropólogo, PhD por Harvard










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