Archive for August 30th, 2007

Os super-salários na F1

grid-girl-hungary-2007Fazendo hoje um breve intervalo na publicação de artigos sobre política e economia, destacamos abaixo um artigo que trata dos contrastes nos salários dos pilotos da Fórmula 1.

Em breve bloco de nossa mais recente coluna WEEKLY NEWS publicamos informação sobre o disparate salarial de alguns pilotos da categoria. Incentivados pelo leitor e também articulista Felipe Maciel (18), que escreve diariamente um excelente blog sobre a Fórmula 1, pesquisamos mais detalhes a respeito do tema, no compromisso de divulgar informações sempre fidedignas.

Aproveitamos para recomendar aos nossos leitores, fãs da Fórmula 1, o blog F-1 do jovem Felipe Maciel, que escreve da cidade de Campos, no estado do Rio de Janeiro. Sem qualquer vínculo comercial, o blog de Maciel é certamente, um dos mais completos e atuais a tratar das notícias e curiosidades desse esporte. Os textos são escritos em um português impecável (algo raro até na grande imprensa esportiva) e há sempre uma grande atenção com a regularidade dos posts.
Clique aqui para acessar o blog F-1, de Felipe Maciel

Abaixo, leia-se artigo publicado no site Motorsport-Total:


logo_motorsport-total.jpgHamilton: campeão mundial por 3 milhões de euros?
por Christian Nimmervoll | 27 de agosto de 2007

Por um décimo do salário de Kimi Räikkönen, da Ferrari, Lewis Hamilton poderá presentear a McLaren-Mercedes com o título mundial

lewis-hamilton.jpg Cinco pontos de vantagem para Fernando Alonso, 15 para Felipe Massa, 16 para Kimi Räikkönen, cinco corridas ainda a percorrer – a hipótese de que Lewis Hamilton será campeão mundial na temporada de 2007, há muito deixou de ser um sonho. Caso realmente aconteça, seria ele ‘o mais barato campeão de Fórmula 1′, desde Alan Jones (1980).

Fernando Alonso, na Renault, também faturava um salário modesto. Michael Schumacher, em seus dois últimos títulos mundiais, estima-se que tenha recebido 35 milhões de euros, na Ferrari. Em comparação, o cacife de Hamilton seria ‘pão com manteiga’: o pilto de 22 receberia, exatamente, 350.000 libras de salário fixo, em sua primeira saison – aproximadamente 40 vezes menos que o bicampeão Alonso, que em 2007, por seu lado, está faturando como nunca.

350 mil libras correspondem a, aproximadamente, 515 mil euros, mas a esse valor somam-se premiações de 14.000 libras (bons 20 mil euros) por ponto no campeonato. Caso Hamilton se torne campeão com pouco mais de 100 pontos, seu ganho total seria de, aproximadamente, 3 milhões de euros – aos quais o teamchef Ron Dennis, nessa hipótese, ainda acrescentaria, provavelmente, um ou outro euro extra, como bonus.

No geral, o crescimento do salário de Hamilton está determinado em cláusulas contratuais. Já teriam ocorrido conversas nos meses anteriores entre Dennis e o pai-Manager Anthony Hamilton para adequar as finanças ao desempenho do shooting-star. Ainda não se sabe, exatamente, o que teria resultado dessas conversas. Uma coisa, porém, é certa: somente em 2008 o cofre irá tilintar, depois de se transformar no mais jovem campeão mundial de F1 de todos os tempos…

Clique aqui para ler o artigo, em alemão, no Motorsport-Total

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Quando é merecido, elogiamos também

Folha OnlineNunca antes neste país se investiu tão pouco em infra-estrutura – menos de 0,5% do PIB. E nunca houve tanto assistencialismo – quase um quarto da população brasileira é dependente do programa Bolsa-família. Somos críticos contumazes do governo esquerdizante do presidente Lula da Silva. Todavia, subscrevemos integralmente o artigo de Gilberto Dimenstein, para a Folha de S.Paulo, e a criação do novo programa “Bolsa Escola”, que será lançado pelo governo federal, no próximo dia 5 de setembro, observadas as ressalvas feitas pelo jornalista. Leia-se o artigo na íntegra:


gilberto_dimenstein.jpgA melhor bolsa de Lula
por Gilberto Dimenstein*
para a Folha de S.Paulo | 28 de agosto de 2007

A principal marca social do governo Lula é uma obra de Fernando Henrique Cardoso: o Bolsa Família. Nenhum problema nisso. O presidente tratou de aglutinar os vários programas já existentes e ampliá-los. Ficou melhor do que era. Mas até mesmo a idéia de criar um cadastro único com foco na família estava delineada. Existe, agora, a chance de criar a melhor das bolsas.

Está previsto para ser lançada no próximo dia 5 de setembro uma bolsa de R$ 30,00 mensais para os jovens entre 15 e 17 anos, com a condição de que continuem estudando. Calcula-se que a medida beneficie 1,7 milhão de adolescentes, a maioria dos quais, segundo as estatísticas, deixam a escola.

A vantagem desse estímulo é óbvia. Muitos dos programas de distribuição de renda chegam a adultos danificados pela pobreza e com poucas possibilidades de inserção no mercado de trabalho. Quando se mantém o jovem na escola, além de tirá-lo da rua e reduzir o risco de envolvimento com a violência, pode-se apostar (pelo menos apostar) que ele tenha menos dificuldade de obter um emprego. Isso se o dinheiro for combinado com uma série de ações complementares, como reforço escolar e atividades extracurriculares que levem à profissionalização. Do contrário, serão apenas mais dois anos de educação pública ruim.

Se o ideal dos projetos de renda mínima é gerar indivíduos autônomos (o que é uma deficiência no Bolsa Família), a ajuda ao adolescente é o caminho mais sustentável para que se vire sozinho, sem precisar da assistência pública. É, portanto, a melhor das bolsas.

*Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Escreve para a Folha Online às terças-feiras.


NOTA: Em nossa última coluna WEEKLY NEWS noticiamos que senadores do DEM estariam sendo cooptados por altos dirigentes do governo, visando transferência para a partidos da base aliada do governo. O senador Jayme Campos (MT) negou de forma veemente, em discurso no Senado, ontem, que sederia às ofertas sedutoras do governo. Aguardamos satisfação dos demais senadores nominados: Romeu Tuma (SP), Edison Lobão (MA) e César Borges (BA).

 

Charge

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Crédito: Sponholz

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