Archive for November, 2007

República Socialista do Brasil

Censura, desrespeito aos direitos humanos, corrupção, xenofobia, aparelhamento do estado. Isso, para não citar outras atrocidades. Este é o retrato da república democrática de Lula da Silva. A cegueira epidêmica que atingiu as pessoas da obra de ficção de José Saramago é a pura realidade brasileira. Enquanto denunciamos e manifestamos nossa perplexidade diante dos fatos, o País aplaude o perfeito idiota-latino americano e o Parlamento discute a possibilidade de aprovar um terceiro mandato para ele.

Abaixo do editoral, publicamos nossa tradicional coluna WEEKLY NEWS. Aproveitamos para agradecer por todos os recentes comentários e pelas visitas. De acordo com o Site Meter (confira-se no final de cada página), ultrapassamos a marca dos 10.000 visitantes, nesse curto período de existência de nosso blog.



O Brasil do ‘democrata’ Lula da Silva
por Marcus Mayer
exclusivo para o blog

“Não acredito em democracia, mas em liberdade individual”.

Milton Friedman

Desde a restauração democrática, o Brasil não atravessa um momento tão tenebroso como o atual. O mais grave é que a grande maioria da população não tem a mínima noção do que realmente ocorre na República.

Em 1991, o Senado Federal cassou o mandato de Fernando Collor de Mello, o primeiro presidente eleito pelo voto direto depois de encerrado o ciclo militar. No ano seguinte, a Câmara dos Deputados expulsou de suas hostes um bando de deputados corruptos, envolvidos no chamado escândalo dos “anões do orçamento”. Imaginou-se então que o Brasil estivesse mesmo “sendo passado a limpo” – na época, esse era um dos famosos bordões do jornalista Boris Casoy.

A realização de eleições diretas em todos os níveis, a concessão de anistia aos políticos cassados pelo regime militar, o pluripartidarismo e o fim da censura aos órgãos de comunicação foram conquistas importantes para a consolidação da democracia brasileira. Também na economia, durante a história recente, ocorreram avanços extraordinários. A reserva de mercado na área da informática foi enterrada, a abertura permitiu ao País a sua inserção no comércio mundial, alguns dinossauros estatais foram privatizados e a hiperinflação foi debelada.

Com a eleição do ex-líder sindical Luis Inácio Lula da Silva à Presidência, pelo Partido dos Trabalhadores, em 2002, festejou-se a alternância no poder. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso soube conduzir espetacularmente a transição de governo, sem mágoas ou rancores pela derrota do então candidato oficial, José Serra. A torcida de todos, vitoriosos e derrotados, era por um Brasil menos desigual. Os discursos do novo presidente, que tinha como principal meta de seu governo erradicar a fome e a pobreza, entusiasmaram o País.

Os partidos derrotados na eleição de 2002, e que conseqüentemente se tornaram oposição, ofereceram crédito ao novo governante e apoiaram as reformas que começavam a ser apresentadas. O apoio foi grande, pois até na área econômica observava-se a manutenção dos principais preceitos do governo anterior, que tinha conseguido controlar a inflação e o déficit público.

O ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, enfrentou dificuldade maior em seu próprio partido, que entre os de oposição, para aplicar o que parecia ser uma responsável gestão da economia. Alguns radicais, da extrema-esquerda do partido do governo, se viram obrigados a fundar uma nova agremiação, o PSOL. Um grupo menos ortodoxo, apesar da vermelhidão de sua ideologia, entretanto, permaneceu, pois o exercício do poder e a escalada social que este lhes proporcionou estava acima de qualquer filosofia.

De uma hora para a outra o governo mostrou sua verdadeira cara. O crédito oferecido pela oposição ao governo foi vertiginosamente extrapolado. A gigantesca incompetência dos incontáveis ministérios, a vasta dimensão da corrupção – jamais observada no país -, o escandaloso aparelhamento do estado, o total desrespeito às instituições democráticas, o explícito fisiologismo dos partidos da base de apoio ao governo e, sobretudo, a mais absurda política externa praticada na história do Itamaraty, apresentaram-se como verdadeiras catástrofes nacionais. Enquanto o mundo aproveitava um ciclo de enorme crescimento econômico e diminuição das diferenças sociais, o País fazia sua opção pelo “avanço do retrocesso”.

A recondução de Lula da Silva ao cargo, na eleição de 2006, se deu exclusivamente como resultado da política assistencialista. Os miseráveis tristes desaventurados que não tem acesso à informação nem discernimento suficiente para entender o que significam as iniciativas populistas -, foram escancaradamente enganados. Em troca de favores governamentais, órgãos de imprensa, empresários incompetentes e uma multidão de ‘cegos políticos’ ofereceram apoio à reeleição do maior energúmeno que o País já teve na Presidência.

Com efeito, o Brasil perde mais uma década de sua história. Vislumbra o atraso em todos os setores imagináveis e inimagináveis. A receita de Lula da Silva é a repetição do nacional-populismo, tão repudiado nas democracias modernas – sobretudo, na Europa pós-guerra -, mas altamente eficiente em países de maioria mal-alfabetizada – como o próprio presidente – e irresponsável. Note-se que não somente os menos letrados apóiam este governo.

O perfeito idiota latino-americano está fazendo a sua festa: inspira-se em práticas autoritárias, xenófobas e estatistas. Por meio do populismo assistencialista e do fisiologismo, oferecendo cargos e vantagens aos seus seguidores, Lula da Silva garante apoio popular e parlamentar. O empresariado incompetente – que tem na concorrência estrangeira seu grande inimigo -, os bancos, os sindicatos, as organizações não-governamentais corruptas, todos esses aplaudem o poderoso chefão. E boa parte da grande imprensa, corrompida pela troca de favores, cala-se, no intuito de defender os seus próprios interesses.

Que tal perguntar ao sábio povo brasileiro, por meio de um plebiscito “a la idiota latino-americano”, se não deseja um terceiro mandato para o presidente? O “sim” venceria com larga folga. Assim, talvez um dia poderíamos nos tornar uma Venezuela ou, quem sabe, uma Bolívia. Viva o país das maravílhas do grande democrata Lula da Silva!


 

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WEEKLY NEWS
JÔ INVESTIGADO POR PRECONCEITO
jo-soares-credito-eduardo-knapp-folha-imagem.jpg É absurda a investigação do Ministério Público Federal ao programa de Jô Soares. Segundo a procuradoria, houve denúncias sobre uma entrevista que abordava a questão de mulheres submetidas à cirurgia no clitóris na África e que comentários do apresentador podem ter manifestado preconceito em relação a hábitos e costumes culturais daquele continente. Será que o Ministério Público não encontra ocupação mais útil que a defesa de práticas bárbaras? Não seria melhor atentar para a barbaridade que ocorreu no estado do Pará, e afastar a inconseqüente governadora de seu posto?

FORA ANA JÚLIA
Em primeira-mão, nossa colega blogger Letícia Coelho (clique sobre o nome para acessar o blog) noticiou o escândalo do encarceramento da menina de 15 anos, com 20 homens (ou 30?), em uma prisão no Pará. A governadora Ana Júlia Carepa, do PT, deveria ser responsabilizada criminalmente e renunciar imediatamente. Sua cara-de-pau causa perplexidade ao admitir ser comum prender mulheres em celas masculinas, em seu estado. A governadora não se utilizou nem do tradicional “eu não sabia de nada”, tão comum entre os seus correligionários, para justificar o seu descaso diante da barbaridade. A marginalidade no PT já está tão banalizada que esqueceram de pedir a sua renúncia (!!!).

fhcportugues.jpgNOSTALGIA
O ex-presidente Cardoso pode não ter deixado saudades – sobretudo, de seu segundo mandato, quando freou as reformas liberalizantes na economia. Entretanto, no que concerne ao desprezo de Lula da Silva em relação à importância da educação formal, as suas declarações recentes foram espetaculares. Disse querer “brasileiros educados, e não liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria”. Grande, Fernando Henrique!

ELE DE NOVO – 1
Sob o título “DNA do expurgo no IPEA”, Ancelmo Góis, do jornal O Globo, denunciou em seu blog as origens do escândalo no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada: “Se alguém tinha ainda a mais pálida ilusão sobre o que está acontecendo no IPEA, é só ler o comentário do ex-ministro e consultor de empresas José Dirceu, hoje, em seu blog. Dirceu deixou as dez digitais impressas no local do crime.”

ELE DE NOVO – 2
dirceu.jpegDo blog de José Dirceu: “Os vazamentos de informações, as pesquisas de encomenda, combinadas com a mídia, e a oposição aberta às decisões de política econômica e social do governo são consideradas pela mídia como autonomia de pensamento e a troca dos pesquisadores como arbitrariedade, agora tudo respaldado por importantes entidades representativas dos economistas do Brasil. Lamento que essas entidades nunca tenham criticado o pensamento único que dominou o IPEA e outras instituições, para não falar da PUC do Rio, templo do neoliberalismo e do consenso de Washington e das privatizações, e agora adotam essa postura”. (Reproduzido no blog de Ancelmo Góis e, agora, aqui, para que os nossos leitores conheçam ainda mais os inimigos da República)

CARA DO GOVERNO
“José Múcio, o novo ministro das Relações Institucionais, é o exemplo do político brasileiro oportunista e comprometido apenas com os seus interesses de ocasião. Já presidiu o antigo PFL, de onde pulou para o PSDB e, daí, para o PTB, onde está agora. O novo ministro é a cara deste governo e merecia ter sido descoberto por Lula há mais tempo”. Por Ronaldo Gomes Ferraz, do Rio de Janeiro, para o Painel do Leitor da Folha de S.Paulo.

CONTÁGIO
O apreço que se poderia ter pelo ministro da Educação, Paulo Haddad, foi totalmente esvaído. Sugerimos que ele torne a estudar, principalmente as estatísticas que traçam o perfil das escolas públicas dos países europeus – cujo modelo deveria servir ao Brasil. Ao comentar o resultado do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), afirmou que “as escolas públicas serão sempre piores”. Essa não é a realidade, nem mesmo do Brasil de algumas décadas atrás, quando as escolas públicas eram centros de excelência. Paulo Haddad é mais um a ser contagiado pela incompetência.

PENA DE MORTE
fila-hospital.jpgÉ tentadora a proposta do senador Cristóvam Buarque (PDT-DF), de obrigar políticos eleitos a matricular seus filhos em escolas públicas. Apesar do respeito que nutrimos pelo digníssimo senador, o projeto não pode ser levado a sério, pois fere radicalmente o princípio das liberdades individuais. Mas bem que seria excitante conviver sob uma lei que obrigasse mães e filhos dos políticos a se tratarem somente em hospitais públicos de suas respectivas regiões.

ANIMAL PERIGOSÍSSIMO
O perfeito idiota latino-americano Hugo Chávez, agradeceu ao seu querido colega Lula da Silva, pela aprovação, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), do ingresso da Venezuela no Mercosul. Especial agradecimento também foi dirigido a uma das mais repugnantes figuras do governo, o secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães. O presidente da República, um semi-analfabeto, já fez os seus estragos no País, mas um intelectual do tipo de Guimarães, defensor do pensamento da extrema-esquerda mais radical e ultrapassada, é ainda mais pernicioso para a democracia brasileira
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alvaro-uribe.jpgINTERNACIONAL
DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA
Extremamente sóbria foi a decisão do presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, de dispensar definitivamente o idiota Chávez das negociações com as FARC (Forças Revolucionárias da Colômbia). Com isso, o governo Uribe retoma a linha-dura, que se mostrou bastante eficiente, contra a guerrilha. Bogotá, antes uma das cidades mais perigosas do mundo, hoje é um reduto de paz, e serve de exemplo às cidades brasileiras dominadas pelo tráfico de drogas.

¿POR QUE NO TE CALLAS?
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, também tem grandes reservas contra o idiota Hugo Chávez. Desagrada à chilena o fato de o aspirante a ditador haver reclamado do tema da 17ª Cúpula Ibero-Americana – coesão social – e de ter expressado seu apoio ao outro idiota latino-americano Evo Morales, na contenda entre o Chile e a Bolívia, por uma saída do último para o mar, por território chileno.

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DO WIDSENJA*, JAROSLAW
A ordem democrática, lentamente, torna a ser estabelecida na Polônia. Desde o fim do comunismo, o país não tinha um governo tão esdrúxulo como o dos irmãos Lech e Jaroslaw Kaczynski, respectivamente, atual presidente e ex-primeiro ministro. Com a queda de Jaroslaw, o liberal Donald Tusk assumiu o cargo de premiê. Pretende retomar as privatizações, cortar impostos e conduzir a Polônia à “adoção rápida” do euro. Além disso, já anunciou que as tropas polonesas deixarão o Iraque em 2008.
* do vidsênia - pronuncía-se assim – significa adeus em polonês

IMPERDÍVEL – 1
O jornal O Estado de S.Paulo publicou um excelente editorial no último domingo, denunciando as atrocidades do governo, sob o título “Entre aloprados e pajés”, revelando detalhes importantes referentes ao aparelhamento do IPEA. Sugerimos a leitura do texto, que publicamos abaixo deste post.

especial-amazonia.jpgMEIO AMBIENTE
IMPERDÍVEL – 2
Na mesma edição, o Estadão presenteou os seus leitores com uma revista que traz a reportagem especial, Amazônia. O texto está disponível, no portal Estadão.com, sob o link Especiais (clique para acessar). Atente-se para o trecho: “Cana na Amazônia? Sim, e em grande quantidade. A região já produz 20 milhões de toneladas de cana por ano. A indústria sucroalcooleira, que assumiu a tarefa mundial de curar o planeta do ‘vício do petróleo’ avança rumo norte, ameaçando estimular o desmatamento até mesmo no Amazonas.” Recorde-se que o projeto é defendido pelos presidentes Lula da Silva, do Brasil, e George Bush, dos Estados Unidos. Alguém ainda desconfia da perniciosidade da empreitada?

SOCIEDADE
flavia_alessandra.jpgABOMINÁVEL CENSURA
Na Todos os dias a figura nefasta do idiota Lula da Silva e de seu bando invade as salas de televisão das famílias brasileiras que acompanham os noticiários. Todavia, a pudica Justiça dos patrulheiros e saudosos da censura parece ter mais medo de mulher bonita. Agora essa Justiça do governo petista quer mudar a classificação da novela “Duas Caras”, da tevê Globo, por causa de um show do personagem de Flávia Alessandra, na trama. Eu não acompanho a novela, mas se soubesse teria até assistido à cena. Quem não gosta, que mude de canal, oras!

 

 

FRASE

O Brasil precisa ser liderado por quem fala bom português.”

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República

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Editorial de “O Estado de S.Paulo”

aspas2.gifEntre aloprados e pajés


estado_ex_librisOs saudosos da inflação podem preparar-se para festejar. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece estar a um passo de abandonar os últimos e precários compromissos com a seriedade fiscal e com a estabilidade de preços. Os defensores da gastança, da irresponsabilidade financeira e da tolerância à inflação ganham espaço em Brasília e intensificam a pressão contra o Banco Central (BC). As escandalosas mudanças no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com expurgo dos pesquisadores não-alinhados, são parte desse processo. Isto não é ilação. A conexão entre os fatos é reconhecida por fontes do governo e até celebrada na vergonhosa moção de apoio à perseguição divulgada pelo Sindicato dos Economistas e pelo Conselho Regional de Economia do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo o manifesto, “os quatro economistas desligados do Ipea jamais se colocaram firmemente contra o conservadorismo alienante do Banco Central”. Deixando de lado o besteirol, tão bem expresso em linguagem de boletim de centro acadêmico dos anos 50, vale a pena assinalar o sentido policialesco da mensagem: a direção do Ipea tem mesmo é de afastar funcionário não-alinhado. E por que não adotar a mesma política no Ministério da Fazenda, ou, por falar nisso, também no Ministério da Educação e nas universidades federais?

Em termos econômicos, a direção da mudança também é clara. A nova política, segundo fontes do governo citadas em reportagem publicada sexta-feira no Estado, abandona a pauta de reformas defendidas pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e seu plano de ajuste fiscal de longo prazo com redução de gastos correntes. A ordem, agora, é definir estratégias de desenvolvimento – mas o que significa esta palavra?

Desenvolvimento e crescimento econômico, já se sabe, envolvem maior intervenção estatal, mais contratações e mais gastos públicos, segundo a concepção do novo presidente do Ipea, Márcio Pochmann. É preciso não só empregar mais gente – de preferência, gente alinhada -, mas também ampliar o controle da economia pelo Estado, com intervenção, por exemplo, na produção de etanol.

Nesse “novo cenário”, o ajuste das contas públicas deve ser “mais gradual”, segundo assessor do Ministério da Fazenda citado na reportagem de sexta-feira. “Mais gradual” quer dizer, na prática, nenhum ajuste, pois a política hoje adotada pelo Ministério da Fazenda já é insuficiente para garantir, num prazo razoável, a arrumação das finanças do governo. Ou, em português mais corrente, é hora de avançar com menos timidez pelo caminho da gastança. É esta a mensagem real escondida sob o disfarce da linguagem.

Gastança pode ser qualquer coisa politicamente rentável para o governo e para sua tropa de aloprados. Não se trata apenas de investir em projetos de infra-estrutura e em outras iniciativas úteis ao desenvolvimento econômico e social. Por mera incompetência, o governo tem sido incapaz de realizar os gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as obras do Projeto Piloto de Investimento. A mesma incompetência é evidente no planejamento e na execução das políticas necessárias à segurança energética. Pode faltar gás no próximo verão, já admitiu uma autoridade, se a chuva for insuficiente e for preciso acionar as termoelétricas. Para manter as luzes acesas, o governo deixará desabastecida uma importante parcela dos consumidores de gás.

Nenhum desses problemas é conjuntural. Todos demonstram a incapacidade governamental de cuidar de questões estratégicas e até de executar o orçamento do ano. A solução, naturalmente, é contratar mais companheiros, aumentar a gastança e, se possível, mudar a diretoria do Banco Central e relaxar a política monetária, para ver se “um pouco mais de inflação” pode resultar em mais crescimento econômico. Quando os problemas se agravarem, o jeito será retomar o controle de preços e – por que não? – dar um calote na dívida pública. O presidente Lula poderá jogar no lixo os melhores feitos de seu primeiro mandato e dar razão, com alguns anos de atraso, a quem temia sua ascensão ao governo. Não há mágica em economia, disse o presidente muitas vezes. Ele deve provar, agora, se realmente acredita nisso ou se entregará o governo ao domínio dos pajés.”

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo, 25.NOV.2007

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Weekly News

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WEEKLY NEWS
REPÚBLICA SOCIALISTA
A situação é muito grave. Contudo, num país quase sem oposição como o Brasil, nada tem sido feito para frear as iniciativas de aparelhamento do estado. O governo de Lula da Silva continua montando o seu apparatchik, a moda soviética, com petistas e aliados. O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) foi duramente violentado pelo governo e nada é feito para reverter a situação. Muito tem sido noticiado a respeito da democracia venezuelana, vilipendiada pelo idiota latino-americano Hugo Chávez. E do nosso idiota, por que se fala tão pouco quando agride a democracia brasileira?

hammer-u-sichel.gifAUTORITARISMO
Sob o título “Nem na ditadura foi assim”, a revista Veja dessa semana destacou em artigo a violência cometida pelo governo nacional-populista de Lula da Silva contra o IPEA. O instituto, que sempre exerceu papel de consciência crítica dos governos foi aparelhado com membros do PRB, o partido dos bispos da Igreja Universal, sob os auspícios do ministro extraordinário Mangabeira Unger, das “Alopra” (Ações para Longo Prazo).

EXEMPLO DO IDIOTA-MOR
O jornal O Estado de S.Paulo também chamou a atenção do grave ocorrido, em seu editorial, na edição de domingo: “É a democracia venezuelana, louvada pelo presidente Lula e agora adotada no IPEA como linha administrativa”.

RENANGATE
Do blog Nos Bastidores do Poder, do jornalista Josías de Souza, da Folha de S.Paulo: “Entre quatro paredes, os principais figurões do Senado – do presidente interino Tião Viana (PT-AC) aos líderes partidários — reconhecem: Renan Calheiros (PMDB-AL) deve ser absolvido, de novo. A opinião é compartilhada por políticos de todos os partidos, governistas e oposicionistas.” Para o melhor acompanhamento do caso, recomendamos o blog Minuto Político, do jornalista Lúcio Lopes e de sua colaboradora, Beatrice.

FIAT ELBA
O ministério da Casa Civil, ocupado por Dilma Roussef tem se recusado a fornecer informações a respeito do uso do cartão corporativo da Presidência da República. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) alertou que o presidente Lula da Silva pode estar incorrendo em crime de responsabilidade ao negar as informações solicitadas pelo parlamentar. O blog Minuto Político lembrou que por muito menos, o Senado cassou o mandato do ex-presidente Collor de Mello: “A presidência da República faz orgia com os cartões. Se for a fundo, Lula sofre impeachment, não por impedir a investigação, mas pelas falcatruas que certamente correspondem a muitos Fiat-Elba.”
Clique aqui, para acessar o Minuto Político

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SIAMESES
Reconhecendo o ridículo do papel para o qual tem se prestado, o deputado Paulo Maluf (PP), integrante da base aliada de Lula da Silva, teve alguma lucidez ao afirmar: “Chávez é um psicopata, cafajeste, palhaço e maluco”, com a ressalva de que “a Venezuela seria eterna”, como justificativa ao seu parecer na CCJ da Câmara, que aprova o ingresso do país governado pelo perfeito idiota latino-americano, Chávez, no Mercosul.

VETADA POR LEI
Parabéns (!), jornalista Denise Madueño, correspondente de O Estado de S.Paulo. Finalmente, alguém da grande imprensa resolveu ler os documentos oficiais do Mercosul. Tomara que os deputados e senadores, do Brasil e dos demais países do bloco, também se dêem ao duro trabalho de ler o Protocolo de Ushuaia. Há muito já denunciávamos em nosso blog que, por lei, a Venezuela não estaria qualificada para integrar o bloco.

TECNOLOGIA A FAVOR DA DEMOCRACIA
handy.jpgO recente episódio em que o rei da Espanha, Juan Carlos, disse ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, que calasse a boca tornou-se um popular toque de celular entre os espanhóis. Cerca de 500 mil pessoas baixaram o insulto, “¿Por qué no te callas?” (por que não se cala?), interpretado por um ator.

MEIO AMBIENTE
DESMATAMENTO E QUEIMADAS
Segundo os últimos dados oficiais fornecidos pela ONU, o Brasil é o quarto país (sem contar a União Européia) em emissão de gases-estufa, devido principalmente ao desmatamento e à queimada da Floresta Amazônica. Os primeiros do ranking são os Estados Unidos, seguidos pela China (2º) e pela Rússia (3º).

ESPORTE
COPA PRIVADA
fussball-brasilien-3.jpgNaturalmente, o título não se refere à taça para ser usada como vaso sanitário, mas aos investimentos privados que viabilizarão o evento que, em 2014, ocorrerá no Brasil. O governador José Serra (PSDB) está de acordo com a nossa proposta de realização da Copa do Mundo somente com investimentos privados. O estado não destinará recursos para a construção de estádios nem para a publicidade. “Vamos fazer a nossa parte dando segurança e transporte”, afirmou o governador paulista. Confirma-se, assim, o que já defendíamos na coluna WEEKLY NEWS de duas semanas atrás.

COPA PÚBLICA
Com a realização da Copa do Mundo, São Paulo poderá finalmente contar com a realização de obras que há muito deveriam ter sido concluídas. O metrô passará dos 61,3 Km atuais para 242 Km, o que representa uma rede 4 vezes maior. Além da construção da ligação entre o aeroporto de Congonhas com a estação São Judas, da linha norte-sul do metrô, também sairá do papel o projeto do Expresso Aeroporto, transporte sobre trilhos, que ligará o aeroporto de Cumbica ao centro de São Paulo.

IMPERDÍVEL
Agora em português:

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O IPEA foi aloprado

Anunciamos a nova tragédia protagonizada pelo governo do idiota latino-americano Lula da Silva: o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), uma das mais respeitadas instituições estatais, foi violentado!

Abaixo, reproduzimos artigo da cientista-política Lúcia Hipólito, que apresenta um excelente resumo do histórico da instituição e a denúncia de aparelhamento do órgão. Cita a intervenção por parte de assessores do PRB, partido do senador Bispo Crivella, da Igreja Universal, e de Mangabeira Unger, o ministro extraordinário das “Alopra” (Ações de Longo Prazo).

Se alguém ainda tinha dúvidas a respeito da intenção do presidente da República de afrontar a democracia, essa medida autoritária e retrógrada é mais uma prova concreta. O total aparelhamento do estado é um ‘avanço do retrocesso’.

A próxima medida que se aguarda desse governo nacional-populista é a mudança de nome do país – a exemplo do que fez o idiota-mor, Hugo Chávez, na Venezuela -, de República Federativa- para República Socialista do Brasil.


lucia_hipolito.jpgExpurgo e aparelhamento no Ipea
por Lucia Hippolito *
para CBN e Blog | Sexta-feira, 16 de novembro de 2007

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) foi criado em 1964, já durante a ditadura. Seu idealizador foi o então ministro do Planejamento, Roberto Campos, e seu fundador e primeiro presidente foi o ex-ministro Reis Velloso.

A proposta era criar um instituto que pensasse o Brasil a médio e longo prazo, com estudos aplicados à realidade brasileira – saber teórico era com a universidade. Ao longo de seus 43 anos, o Ipea transformou-se na consciência crítica dos governos brasileiros – de todos os governos.

Sua produção acadêmica vai desde estudos sobre industrialização, estudos pioneiros sobre agricultura no cerrado brasileiro – a expansão da fronteira agrícola brasileira é resultado desses estudos –, estudos sobre distribuição de renda, pobreza, gastos públicos, previdência.

Em seus primeiros anos, o Ipea contou com o trabalho de um dos mais importantes economistas vivos, o prof. Albert Fishlow, que se dedicou aos estudos do II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento).

Mais recentemente, o governo Lula deve a um pesquisador do Ipea, Ricardo Paes de Barros, o maior especialista brasileiro em pobreza e distribuição de renda, a proposta de unificação dos programas sociais do governo, que resultaram no Bolsa-Família – maior sucesso da administração petista.

Fábio Giambiagi, outro importante pesquisador, é responsável pelos estudos mais recentes sobre a Previdência no Brasil e sobre as contas públicas brasileiras.

Além de realizar estudos para o governo, o Ipea formou quadros dos mais importantes para a administração pública brasileira. Por lá passaram Pedro Malan (pesquisador desde 1965), Dorotéia Werneck, Pedro Parente, Régis Bonelli, entre outros.

Durante esses 43 anos, a independência intelectual e institucional do Ipea incomodou muitos governos – praticamente todos. Mas nesses 43 anos jamais houve um único caso de censura ou qualquer tipo de interferência do governo no Ipea. Nem mesmo a ditadura interveio nos trabalhos do Instituto.

Entretanto, desde o início do primeiro mandato do presidente Lula, era voz corrente no governo a tentativa de “enquadrar” o Ipea, manifestada principalmente pelo então todo-poderoso chefe da Casa Civil, ex-ministro José Dirceu (réu no STF por formação de quadrilha e corrupção ativa). Mas o Instituto resistiu.

A nomeação de Mangabeira Unger (intelectual respeitado em Harvard) como ministro das Ações de Longo Prazo (Sealopra) atendeu à intenção do governo de “domesticar” o Ipea.

Imediatamente após a nomeação, os técnicos do Instituto receberam a visita de dois emissários do PRB, partido de Mangabeira e dos bispos da Igreja Universal, interessados em saber quantos cargos em comissão havia e qual era o montante de recursos destinados pelo governo ao Ipea.

Não é preciso dizer que os técnicos ficaram de cabelo em pé – jamais tinham passado por semelhante situação. Agora, os piores temores estão se confirmando.

Desde que a nova direção assumiu, trabalhos foram recusados, substituições foram feitas nas diretorias, e acabam de ser afastados quatro dos mais importantes pesquisadores, todos críticos do excesso de gastos do governo federal: Fábio Giambiagi, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende e Regis Bonnelli (este, um dos pioneiros do Instituto, junto com Pedro Malan).

A Diretoria de Estudos Macroecônomicos, a mais importante do Ipea, cujo atual titular é assessor econômico do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), bispo da Igreja Universal, solicitou que os pesquisadores desocupem suas salas.

Censura e aparelhamento ideológico

Será desastroso se o governo Lula destruir um dos mais importantes e independentes centros de estudos econômicos do país.

Um governo que se diz de esquerda terá feito um papel que nem a ditadura de direita ousou fazer.

* Lúcia Hipólito é co-organizadora, com Maria Celina D’Araujo e Ignez Cordeiro de Farias, do livro “Ipea – 40 anos apontando caminhos”, publicado pela Editora FGV.

 

 

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¿Por qué no te callas, Lula da Silva?

ditadura_venezuelaO segundo maior idiota latino-americano, como de costume, resolveu defender o primeiro. Lula da Silva não merece mais nenhum respeito, nem pelo cargo que exerce. Não respeita mais o Brasil nem os latino-americanos. Assim, nos dá o pleno direito de não respeitá-lo também.

Lula da Silva está ultrapassando todos os limites do bom senso: “Podem criticar o Chávez por qualquer outra coisa. Inventem alguma coisa para criticar o Chávez. Agora, por falta de democracia na Venezuela, não. Esse homem já passou por três referendos, já teve três eleições não sei para quê, quatro plebiscitos. Ou seja, o que não falta é discussão” – disse o idiota brasileiro, que acrescentou que continua denfendendo a entrada da Venezuela no Mercosul.

  Enquanto pesquisávamos os dados que nos permitiriam calar também Lula da Silva, encontramos o excelente texto de Míriam Leitão em seu blog. Aqui estão todos os argumentos que provam sermos governados por um palhaço que não tem a mínima noção do que fala. Por que não se cala, Lula da Silva?


 

miriam-leitao.jpg Defesa que Lula faz de Chavez não tem pé nem cabeça
por Míriam Leitão
 para O Globo.com | Quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Ninguém precisa inventar nada para criticar Hugo Chavez. Bastam seus próprios atos. Eles são eloqüentes o suficiente para que ele seja criticado exatamente por romper, ameaçar e desrespeitar a democracia. Vamos aos fatos que aparentemente o presidente Lula esqueceu ao dizer o que disse hoje sobre Chávez.

1. Ele entrou na vida pública tentando um golpe de estado;

2. Ao ser eleito anos depois aproveitou o momento em que estava ainda forte, destituiu o Congresso, fez eleições para uma Constituinte, mudou a Constituinte em seu favor, dando-se mais um mandato;

3. Aproveitando o momento de popularidade se elegeu de novo e considerou que esse era o primeiro mandato da nova Constituição;

4. Mudou a composição do Supremo, aposentando os adversários e nomeando os amigos;

5. Mudou a composição do Conselho Nacional Eleitoral para ter apenas ministros que lá o apóiam;

6. Formou, incentivou e armou grupos de militantes que intimidam qualquer oposição ao seu governo, que atacam jornais e emissoras de televisão;

7. Fechou uma TV por não estar alinhada ao seu governo;

8. Ameaça jornais e jornalistas, instigando seus grupos armados contra eles;

9. Mesmo depois de reeleito para um novo mandato, que fará com que fique 13 anos ao todo no poder, ele quer o direito à reeleição perpétua e propôs isso a um Congresso subserviente e para uma população manipulada pelo controle da imprensa e pela distribuição do dinheiro do petróleo.

Essa declaração do presidente Lula é tão despropositada quando a que ele comparou Chávez com Margaret Thatcher e Helmut Kohl, ignorando, pelo visto, a diferença entre regime presidencialista e parlamentarista.


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O site Folha Online criou uma enquete com a pergunta: “O rei Juan Carlos deve pedir desculpas a Chávez?”. Até o momento, 88% das respostas eram NÃO. O curioso é que o idiota latino-americano, Chávez, tenha 12% de apoio entre os visitantes da Folha Online.

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Escritores da Liberdade

leticia-e-rgroo.jpgExiste um código de conduta, um tipo de etiqueta, característico entre os bloggers. Conforme se registram novas visitas e se observam comentários deixados nas publicações, cria-se uma espécie de comunidade virtual que compartilha idéias e pontos de vista. Procura-se retribuir a ‘cortesia’ e , gradativamente, amplia-se a lista de blogs amigos. E de vez em quando somos surpreendidos até com prêmios …

Os comentários deixados por alguns leitores mais freqüentes em nossos posts não são simples observações sobre os textos que publicados, mas análises de ótimo conteúdo crítico. Assim, em vez de responder aos recentes comentários no respectivo espaço, decidi hoje manter o debate na primeira página.

Sobre o Iraque e a invasão americana

Letícia está certíssima ao recordar as justificativas que levaram à invasão americana. O ex-secretário de Estado, Colin Powell, foi desmentido diversas vezes pelos fatos que se sucederam. Primeiramente, o pretexto para a invasão, a existência de armas químicas que estariam sendo desenvolvidas por Saddam Hussein em parceria com a rede terrorista Al-Qaeda, jamais existiram. Segundo, que os Estados Unidos desejavam libertar o povo iraquiano da tirania e implantar uma democracia é um pouco altruísta demais… Ron Groo nos lembrou da verdadeira razão para a iniciativa da invasão, que era o controle americano sobre as reservas de petróleo do Iraque. Acrescento que, às vésperas da guerra, os Estados Unidos aguardavam um crescimento pífio da economia, que, por fim, acabou sendo alavancado pelo extraordinário salto da indústria bélica.


Saraiva: Diario de Irak, Vargas LlosaComo nem Jacques Chirac, Vladimir Putin ou Gerhard Schröder conseguiram evitar a iniciativa unilateral americana, resta observamos o saldo da empreitada. Essa foi a motivação de Vargas Llosa em seu artigo: apresentar, sem fazer propaganda e sem demagogia tendenciosa, uma análise do texto “Missão Cumprida”, de Bartle Bull, publicado na revista britânica Prospect. Esperamos que esteja certo! Vale lembrar que Vargas Llosa tem todas as credenciais para comentar a situação iraquiana. Li seu livro – que acredito ter sido publicado somente em espanhol – “Diario de Irak”, no qual relatou a sua experiência ao visitar sua filha, correspondente de guerra, logo depois da queda de Saddam Hussein, viajando por diversas cidades iraquianas. Fantástico! Llosa também escreveu uma coluna no jornal El País, da Espanha, muitas vezes reproduzida em O Estado de S.Paulo, em 2003, sob o mesmo título de seu livro.

Clique aqui para ler a sinopseRecentemente, li “Mayada, filha do Iraque”, um livro autobiográfico de uma iraquiana xiita, que narrou sua experiência de conhecer, com toda a pompa, o tirano Saddam Hussein e depois ser enviada para uma de suas prisões, sob a falsa acusação de incitar a oposição ao regime. Para quem se interessa pelo assunto, registro aqui a minha recomendação. Clique sobre a imagem ao lado para ler a breve sinopse da obra.

Como estudioso e palestrante na área das Relações Internacionais, destaco minha oposição à doutrina Bush e ao unilateralismo dos Estados Unidos. Atualmente, se fosse cidadão americano, daria meu voto aos Democratas que, desde o governo de Bill Clinton, têm se aproximado da Terceira Via e reconhecido no liberalismo econômico virtudes para a diminuição da pobreza mundial

Tentamos manter uma certa regularidade, tanto nas publicações quanto nas respostas aos comentários, mas as nossas diversas atividades nem sempre o permitem. Aproveito para registrar meu agradecimento também a Fábio Mayer, Beatrice, Lúcio Lopes, Felipe Maciel, Bruno Serafim, Suzy, Otavio Cafundó e todos os demais colegas que nos visitam e registram sempre simpáticos e inteligentes comentários.

Dessa forma, gostaria de passar adiante a tão carinhosa indicação para o prêmio Escritores da Liberdade, a nós conferido, pela querida Letícia Coelho – que escreve um blog delicioso de ser lido e que, certamente, seria uma de minhas indicações -, aos colegas nominados abaixo:

escritoresdaliberdade.jpgBeatrice, do Minuto Político
Ron Groo, do Bliggroo
Otavio, do Brasil Diverso
Nemerson, do Resistência
Fábio Mayer, do blog Fábio Mayer
Suzy, do Blog da Suzy e
Vanda Célia, do Democratas

Sugerimos aos agraciados, sem que se estabeleça nenhuma obrigação, levarem a premiação adiante, indicando alguns colegas bloggers para o “prêmio”.

Não deixem de ler o texto de Mario Vargas Llosa, abaixo.

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Uma análise sóbria sobre o Iraque atual

prospect.jpgUma das críticas mais constantes que se ouve a respeito da intervenção americana no Iraque refere-se ao tipo regime que se pretende impor a um povo que não tem qualquer vínculo ou tradição com a democracia ocidental, principalmente, a americana. O ódio aos Estados Unidos, alimentado pela doutrina Bush, tem caracterizado a maioria dos textos que se vêem publicados na imprensa latino-americana e européia.

Por essa razão, a leitura do artigo de Mario Vargas Llosa, que é um resumo – como ele próprio afirma – de um ensaio de Bartle Bull, publicado na revista britânica Prospect -, é um alento àqueles que desejam informação isenta de demagogia e propaganda.

Caso haja interesse de aprofundamento no assunto, clique aqui para ler o ensaio original, da revista Prospect, sob o título ‘Mission accomplished’, de Bartle Bloom, em inglês.


vargas-llosa.jpgTerroristas se dão mal no Iraque
por Mario Vargas Llosa
para O Estado de S.Paulo | Domingo, 11 de novembro de 2007

Alguém se atreveria a afirmar, hoje, contra a impressão generalizada, que a intervenção militar no Iraque, em vez de um fracasso catastrófico, vai cumprindo seus objetivos e já alcançou um ponto de não retorno? Bartle Bull, especialista inglês no Oriente Médio, no último número de Prospect, a prestigiosa revista londrina dirigida por David Goodhart, publica um ensaio defendendo essa tese, intitulado “Missão cumprida”. Seus argumentos são polêmicos, mas nada propagandísticos, nem demagógicos.

Bull deixa de lado a questão de se foi errônea ou acertada a decisão de intervir no Iraque – algo que os historiadores decidirão no futuro – e limita-se a cotejar a situação atual do país e a que reinava quase quatro anos e meio atrás, quando Estados Unidos, Grã-Bretanha e um grupo de países aliados decidiram acabar com a ditadura de Saddam Hussein. Ele sustenta que, hoje em dia, as forças da coalizão se encontram no Iraque com a anuência de um governo democraticamente eleito e com um mandato que a ONU vem renovando a cada ano desde maio de 2003, a última vez em agosto passado.

No seu entendimento, as metas estratégicas da intervenção foram alcançadas. O Iraque não se desintegrou e sua unidade territorial e política parece agora mais firme do que outrora, pois o sistema descentralizado em marcha conta até com o apoio dos curdos, cuja vocação separatista diminuiu de maneira radical. Em vez de uma ditadura, o país é uma democracia na qual, em todas as eleições realizadas, a participação popular foi enorme, superior à que caracteriza as sociedades abertas do Ocidente, de modo que seu governo tem uma legitimidade jurídica e política indiscutível. O país já se deu uma Constituição que garante uma independência institucional e liberdades públicas que nem o Iraque nem nenhum de seus vizinhos conheceram em sua história.

Não eclodiu uma guerra civil e o Irã não ocupou o Iraque nem tutela sua vida política. O país deixou de ser um perigo para a paz mundial e, embora muito lentamente, vai se convertendo na primeira sociedade árabe com eleições livres, liberdade de imprensa, partidos políticos diversos e direitos civis reconhecidos.

A violência, é claro, continua causando sofrimentos terríveis. Mas, embora seja obscena a comparação, o número de mortos dessa guerra e do terrorismo resultante – os cálculos variam de 80 mil a 200 mil – está longe de alcançar o 1,5 milhão de mortos resultante das guerras, genocídios e repressões do regime baathista de Saddam Hussein. A imensa maioria dessas mortes foi obra das matanças cegas e indiscriminadas contra a população civil cometidas pelos terroristas estrangeiros da Al-Qaeda ou os de organizações sunitas e xiitas que guerreavam entre si e procuravam neutralizar a população civil pelo pânico.

Embora esse gênero de violência provavelmente se prolongue ainda por muito tempo – o número de fanáticos capazes de voar em pedaços com um caminhão ou carro carregado de explosivos parece nunca acabar -, ele perdeu toda significação política e, hoje, converteu-se em um problema puramente local e policial. Foi diminuindo aos poucos, e o fato decisivo contra ele foi o distanciamento e a ruptura crescentes entre a Al-Qaeda e a população sunita. Essa aliança aliança foi esfriando à medida que os dirigentes sunitas se convenciam de que, ao contrário do que acreditavam no início, as tropas americanas e britânicas só abandonarão o país quando o governo iraquiano estiver em condições de assegurar a ordem e a paz. Convenciam-se, em outras palavras, de que o Iraque não será um segundo Vietnã.

Bartle Bull assinala que a aliança entre a Al-Qaeda e outras seitas terroristas fundamentalistas (todas mais ou menos identificadas com um wahabismo radical) empenhadas em ressuscitar a pureza de costumes e a ortodoxia doutrinária “do tempo do Profeta”, de um lado, e os sunitas do Baath (um partido inspirado no nacional-socialismo de Hitler, não se deve esquecer) ansiosos para restaurar os privilégios de que gozavam no tempo de Saddam Hussein estava condenada à divisão.

O mal-estar cresceu quando os fanáticos wahabistas estrangeiros, em sua fúria puritana, começaram a impor sua rígida moral nas zonas por eles dominadas, proibindo o cigarro, assassinando os vendedores de álcool e os xeques das tribos, além de casar jovens à força com os “emires” do grupo denominado “Estado Islâmico do Iraque”.

A ruptura se consumou quando os sunitas compreenderam que podiam encontrar uma forma de acomodação e convivência no novo Iraque onde a maioria xiita – três vezes mais numerosa que a minoria sunita – terá as rédeas do poder.

Bull assinala que a nova política pragmática dos sunitas tornou possível, por exemplo, a notável transformação da Província de Anbar, durante bom tempo uma cidadela da resistência e do terrorismo, e agora a mais pacífica de todo o país. Nas 18 províncias iraquianas, a violência se reduziu a níveis mínimos ou desapareceu na metade delas.

Esse processo deve se acelerar à medida que a população sunita sentir, nos fatos, que sua sobrevivência não está ameaçada no Iraque dominado pelos xiitas e que sua presença, tanto nas instituições como na vida econômica, política e social, está assegurada.

Um passo nessa direção, diz Bull, foi o acordo de princípio entre xiitas, sunitas e curdos sobre a delicada questão da distribuição do faturamento com o petróleo, que deverá ser confirmado em breve com a aprovação de uma lei avalizada pelos Estados Unidos, pela União Européia e pelas Nações Unidas.

Bull destaca alguns marcos nesse desenvolvimento. Um deles foi a batalha entre sunitas e xiitas desencadeada com a destruição, por aqueles, da mesquita de Samarra. Foi o momento em que parecia inevitável uma guerra civil generalizada. Mas os sunitas, cedendo ao realismo, recuaram quando se viram derrotados. A partir daí, eles começaram, no início discretamente e agora de maneira explícita, a pactuar com os Estados Unidos e o governo de Nuri al-Maliki.

Um dos efeitos desses acordos foi o número crescente de sunitas incorporados ao Exército e às forças policiais iraquianas nos últimos meses. Nas últimas semanas, foram 5 mil.

EMPREGO

Ao mesmo tempo, num gesto de reciprocidade, o governo iraquiano deu emprego no serviço público a outros 7 mil sunitas e reconheceu o direito a vencimentos plenos de todos os ex-oficiais e soldados baathistas reformados, com exceção dos 1.500 vinculados a crimes e torturas – a maioria dos quais, ademais, já está presa, morta ou fugiu para a Síria, a Jordânia e a Arábia Saudita.

Esse é um resumo muito sucinto do ensaio de Bartle Bull. Minha impressão é que, embora possa parecer demasiadamente otimista e ainda não ressalte suficientemente, entre suas considerações, as seqüelas trágicas que certamente terá para a reconstrução do Iraque e a normalização de sua vida social a hemorragia atroz de vidas humanas e bens causada pelo terror, assim como a fuga para o estrangeiro de seus melhores quadros, executivos e profissionais, as perspectivas que o analista britânico assinala para o futuro do Iraque são provavelmente exatas, embora os prazos talvez sejam mais dilatados do que ele acredita.

Somente o ódio tão amplo aos Estados Unidos explica o consenso, entre comentaristas e políticos ocidentais e terceiro-mundistas, de que, assim como no Vietnã, as tropas americanas acabarão partido às pressas, expulsas do Iraque pelos “resistentes” e pela repulsa da opinião pública internacional. Por sangrenta e dolorosa que seja a situação no local, o certo é que agora no Iraque não são os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, mas sim os bandos terroristas que estão levando a pior.

A última contra-ofensiva dirigida pelo general americano David Petraeus obteve maior sucesso que o esperado e, até agora, não houve o menor retrocesso. E está claro que se iludiam os que achavam que, com um triunfo democrata nas próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos, viria a debandada. Hillary Clinton e Rudolph Giuliani, os dois prováveis candidatos, deixaram bem claro que, a esse respeito, sua posição é semelhante: a retirada das tropas será feita na medida em que o governo iraquiano esteja em condições de substituí-las tanto na batalha contra o terror como na manutenção da ordem pública.

Sendo assim, eu também penso que os enormes sacrifícios do povo iraquiano nesses últimos quatro anos e meio não terão sido em vão. 

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Weekly News

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WEEKLY NEWS
CONTROLE DA INFORMAÇÃO
A tevê pública idealizada pelo governo de Lula da Silva por si só é um absurdo. Pior é o detalhe para o qual pouco se deu atenção: o governo espera que o Conselho Curador da rede de televisão seja integrado por 20 pessoas, todas nomeadas pelo presidente da República. Goebbels, o chefe da propaganda nazista de Adolf Hitler, perfeitamente subscreveria a tese. Isso é típico da inclinação autoritária e populista da administração federal. O Congresso Nacional tem agora a responsabilidade de rejeitar a medida e enquadrar a indicação dos diretores nos mesmos moldes das agências reguladoras
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TRIPÓLIO
A OceanAir terá a grande chance de romper o duopólio TAM-Gol ao assumir as operações de fretamento da BRA. Além do excelente trânsito junto ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, o presidente da OceanAir, German Eframovich, investirá US$ 2 bilhões na empresa, com a compra de 30 aviões da Airbus, A320, com entrega já prevista entre 2008 e 2012. Enquanto isso ...

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A melhor alternativa para solucionar o problema da elevada demanda por passagens aéreas no mercado nacional é a abertura do setor para empresas mundiais. O fim da reserva de mercado permitiria a redução do preço das tarifas e uma melhora extraordinária na prestação dos serviços das companhias aéreas nacionais, atualmente, atuando sob um privilegiadíssimo regime de duopólio.

EXEMPLO COLOMBIANO
Há muito o Rio de Janeiro não tinha um secretário de Segurança tão ativo quanto o gaúcho José Mariano Beltrame. O governador Sérgio Cabral (PMDB) – depois de conhecer os métodos utilizados pelo presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, que conseguiu transformar Bogotá numa cidade segura -, aguarda agora apoio do ministro da Defesa para utilizar, de forma permanente, as Forças Armadas na manutenção da segurança da Cidade Maravilhosa. Lula da Silva e o PT são contra, pois têm receio de que a iniciativa possa dar certo e resolver o problema da segurança pública no Rio. Daria muito prestígio para o governador e para o ministro, os dois do PMDB.

INTERNACIONAL
democratdonkey.jpgLIBERALISMO TAMBÉM NA ECONOMIA
O Partido Democrata dos Estados Unidos caminha cada vez mais para a Terceira Via e o liberalismo, reconhecendo a abertura econômica como pilar do desenvolvimento, em detrimento da tradicional defesa da reserva de mercado e dos subsídios ao mercado interno. O Parlamento americano, constituído por maioria Democrata, aprovou o Tratado de Livre Comércio (TLC) com o Peru.

peru_map.gifESTRELA LATINO-AMERICANA
Para o Banco Mundial, o Peru será a estrela econômica da América Latina nos próximos 20 anos. Além de seguir o exemplo de outros países latino-americanos que assinaram Tratados de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos, as demais razões para o otimismo são as seguintes: 1.) há seis anos a economia cresce 6% ao ano; 2.) o índice de pobreza caiu de 54% em 2001 para 44% em 2007; 3.) a inflação está em 2,8%, uma das mais baixas da região; 4.) as exportações crescem, em média, 24% ao ano desde 2001, com destaque para os setores não tradicionais, como produtos agrícolas e têxteis; 5.) os investimentos estrangeiros diretos saltaram de US$ 810 milhões em 2000 para US$ 3,5 bilhões em 2006.

INSTABILIDADE NO PAQUISTÃO
O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, impediu protesto contra o estado de emergência decretado dia 3 e pôs a ex-primeira ministra Benazir Bhutto em prisão domiciliar. Os Estados Unidos pressionaram e ela foi libertada. Musharraf disse, no domingo, esperar que as eleições parlamentares se realizem antes de 9 de janeiro.

¿POR QUÉ NO TE CALLAS?
don_juan_carlos-y-chavez.jpgO idiota latino-americano Hugo Chávez, conseguiu tirar o Rei Don Juan Carlos do sério. Enquanto José Luis Rodríguez Zapatero, presidente do governo da Espanha fazia sua intervenção na Seção Plenária da XVII Cúpula Ibero-americana, o presidente venezuelano tratava de interrompê-lo, insistindo em desqualificar o ex-presidente José María Aznar, a quem voltou a chamar de “fascista”. Ao ver que Chávez não se calava, o Rei, visivelmente enojado, apontando-lhe a mão, instou Chávez com a frase espetacular: “¿Por qué no te callas?”. Em seguida, levantou-se e abandou a reunião.

SOBRIEDADE DE LLOSA
Nos próximos dias reproduziremos em nosso blog o artigo “Terroristas se dão mal no Iraque”, de Mario Vargas Llosa, publicado na edição de domingo de O Estado de S.Paulo. O texto é extremamente sóbrio e foge da tradição tendenciosa de apoio explícito ou crítica ao governo Bush. Não percam!

FRASE DO ANO 

¿Por qué no te callas?

Don Juan Carlos, rei da Espanha

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A segunda década perdida

Diante da grande euforia em torno do governo de Lula da Silva e da inescrupulosa iniciativa de cogitar um terceiro mandato, sentimo-nos na obrigação de repudiar essa intenção e apresentar um texto que alerte os republicanos e democratas do Brasil da verdadeira situação em que vive o País.


mmayer.JPGMais uma década perdida
por Marcus Mayer
exclusivo para o Blog

Lula da Silva certamente seria eleito para um terceiro mandato de presidente da República, se a eleição fosse hoje. Para que isso ocorra em futuro próximo, basta a aprovação de uma Emenda constitucional. O governo poderia até se dar ao luxo de referendá-la por meio de um plebiscito, dando “legitimidade popular” à iniciativa. Se o desejasse, Lula da Silva poderia até seguir o exemplo do grande amigo Hugo Chávez, o mais célebre idiota latino-americano da atualidade, e aprovar releeições sem limites. Mas isso já seria um pouco exagerado, no momento atual.

O que mais se ouve pelos quatro cantos do Brasil – até por parte de muitos que detém um razoável nível de instrução – é a defesa do governo de Lula da Silva. Está longe de ser tão pernicioso, como apontam seus opositores mais ferrenhos (como nós). A justificativa: a economia cresce de forma consistente, o País está próximo de obter o investment grade e até a desigualdade social diminui. Quem não está satisfeito (como nós) pertence a uma minoria, representante da classe média, que não se conforma em “repartir o bolo” com os mais necessitados.

Entretanto, a verdade é muito distinta. Fazendo jus à letra do Hino Nacional, sob o governo de Lula da Silva, o Brasil torna a “deitar-se em berço esplêndido”. Sobretudo agora, quando se sabe que descança sobre uma vasta reserva de petróleo. O idiota latino-americano Hugo Chávez está morrendo de inveja. E os defensores da condição estatal da Petrossauro, então, estão em festa.

Desde a segunda Grande Guerra, a economia global vive uma temporada sem precedentes, iniciada em 1995. Os ex-presidentes Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso criaram as condições necessárias para permitir ao Brasil tirar o melhor proveito possível desse ciclo de prosperidade mundial: o primeiro inseriu o País na onda da globalização, por meio da abertura da economia; o segundo estancou a hiperinflação, via Plano Real.

Durante a década dos 1990, os governos Collor e Cardoso conseguiram diminuir o tamanho do estado, privatizaram monstros estatais e preparam o Brasil para o grande salto de desenvolvimento que adviria a partir dos primeiros anos desse Terceiro Milênio.

O Brasil atual, entretanto, repete a “década perdida” dos 1980 – período marcado pela estagflação e pela mais imbecil política de reserva de mercado na Informática, inventada pelo governo militar. A realidade do momento é muito parecida a dessa fase: nos últimos anos, a economia brasileira poderia ter tido mais que o dobro do crescimento, o investment grade deveria ter sido obtido no início da década e – o mais importante – a desigualdade social já poderia ter diminuído muito mais.

A eleição de Lula da Silva implicou uma brusca freada no desenvolvimento econômico do Brasil e nas reformas liberais que impulsionariam a economia. Não somente se pisou no freio do desenvolvimento, mas, em diversas áreas, engatou-se a marcha a ré: houve enorme retrocesso no programa de privatizações, no enxugamento da máquina pública e no respeito à lei de responsabilidade fiscal. Nada foi feito para reduzir a elevadíssima carga tributária, que poderia alavancar tremendamente a produção – nossa arrecadação tem padrão europeu e a prestação de serviços públicos é de nível sub-saariano.

Por mais que se atribua ao presidente da República um baixo nível de intelectualidade, decorrente da falta de educação formal, ele não é nenhum burro. Muito pelo contrário, apesar da consolidação da democracia e da liberdade de imprensa, Lula da Silva soube, de forma competente, instalar um governo nacional-populista, nos mesmos moldes que já o fizeram os mais macabros caudilhos do Continente. O presidente sabe como ninguém abusar da ignorância do povo que o apóia, em troca dos programas assistencialistas de seu governo.

O mesma competência pode ser observada no âmbito do apoio parlamentar. Lula da Silva, há muito, sabia que o Congresso brasileiro era constituído por uma larga maioria de “picaretas” e, assim, soube tirar o melhor proveito possível dessa condição para construir a sua base de apoio. Durante o seu primeiro mandato, o bando criminoso que o assessorou inventou o famoso ‘mensalão’. Atualmente, o governo alicia deputados e senadores por meio da troca de cargos e da liberação de verbas para projetos paroquiais desses parlamentares.

Outro setor no qual Lula da Silva se utilizou de toda a sua competência foi no acúmulo de fortuna familiar. Para tal, incumbiu seu filho Fábio “Lulinha” da Silva. Este criou uma empresa que recebeu milhões de reais da empresa de telefonia Telemar e associou-se à rede Bandeirantes de televisão. Assim, durante as gerações futuras, a família Lula da Silva estará garantida.

Como em todos os regimes autoritários e populistas, os donos do poder conquistam a ascensão social. Enquanto isso, a grande massa conforma-se com a festa alheia. E para não perder o costume, embriaga-se com o discurso populista e, sem se dar conta, entrega, pacificamente, mais uma década inteira de presente aos farristas.

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Weekly News

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WEEKLY NEWS
a-volta-do-idiota-latino-americano.jpgO livro “El Regreso Del Idiota”, de Álvaro Vargas Llosa, Plínio Apuleyo Mendoza e Carlos Alberto Montaner já está disponível para pré-venda, em português, sob o título “A Volta do Idiota”, na livraria Saraiva, com lançamento previsto para o próximo dia 26. Os mesmos autores do “Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano”, que foi lançado em 1990, descrevem nesse novo livro a situação da América Latina atual e destacam a trajetória de seus governantes da esquerda populista e jurássica. Apesar de muito condescendentes com o governo brasileiro de Lula da Silva, o texto de muito bom humor – implacável com os idiotas – é imperdível. Ontem republicamos um artigo de Mario Vargas Llosa, que dá uma ótima noção do conteúdo dessa extraordinária obra.
Clique aqui para reservar A VOLTA DO IDIOTA na Saraiva (R$ 27,90) e ler a breve sinopse

MENTIRAS 1
É com isso que o Brasil convive: mentiras descaradas proferidas pelo presidente Lula da Silva e pelos integrantes de seu governo. Nunca antes na história deste país se mentiu tanto. E nunca antes na história deste país se conviveu de forma tão pacífica com essa falta de ética, com essa falta de respeito. Todos os que justificam a necessidade de prorrogar a CPMF mentem!

MENTIRAS 2
Depois de conviver com um presidente da República que só encontra na mentira o meio de se livrar do envolvimento com os escândalos de corrupção, o Brasil continua tendo de aturar um presidente licenciado do Senado que não pára de mentir para justificar seus atos de corrupção. E agora, desde que o projeto de prorrogação da CPMF chegou ao Senado, o governo e a sua corja estão integralmente empenhados na disseminação da mentira de que o tributo é essencial ao país.

ME ENGANA QUE EU GOSTO
O PSDB e os seus mais ilustres representantes – em especial os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves -, estão fazendo um jogo duplo vergonhoso. Não se sabe até agora se desejam o bem do País ou se suas ambições pessoais estão acima de tudo. Não decidiram se são governadores eleitos por um partido de oposição ao governo federal ou se, em realidade, fazem parte da corja de políticos que, para chegar ao poder se submetem aos interesses desse bando de canhalhas que governa o Brasil. Tomara que esse seja somente o “jogo político” e não o “jogo dos cafajestes”.

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OPOSIÇÃO
dem.jpgO Democratas está provando que a sua atuação como partido de oposição não se resume somente à mudança de nome. A banda podre do antigo PFL parece ter migrado toda para as hostes da base de apoio ao governo de Lula da Silva. Essa assepsia é boa para o Brasil – que tanto almeja poder contar com um partido decente. Por favor, leitor, não pense que essa é uma defesa cega de uma agremiação política. Somos muito mais atentos à atuação dos “próximos”, ou seja, do DEM, do PSDB e do PV – partidos políticos com os quais simpatizamos – que do próprio governo. O Democratas está mesmo renovado e é o único que, categoricamente, defende uma radical reforma tributária e é contra os elevados impostos, principalmente, essa “sem-vergonhice” de desejar prorrogar a CPMF. Parabéns, senadora Kátia Abreu*!

* Kátia Abreu é senadora do Democratas, por Goiás, e é relatora do projeto que pretende prorrogar a CPMF. O seu parecer é categoricamente contrário à manutenção do “tributo cascata”.

CUIABÁ
pref-wilson-santos.jpgEm viagem à capital do Estado de Mato Grosso e região, durante seminário do qual participei como palestrante, tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (foto), do PSDB. Em sua fala, destacou ações da Prefeitura que merecem nosso aplauso: respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal, diminuição do tamanho da máquina pública por meio de ações de maior eficiência na gestão, elevado investimento na formação e capacitação dos professores da rede de escolas municipais, adoção do leilão eletrônico nas licitações que visam à aquisição de bens, realização de obras importantes de infra-estrutura, entre muitas outras boas inciativas.

MALUF E CHÁVEZ
O deputado Paulo Maluf (PP-SP), “aliadíssimo” do governo Lula da Silva, será o relator na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara do projeto que prevê a entrada da Venezuela no Mercosul. Seria mesmo uma “linda” foto: Paulo Maluf e Hugo Chávez de mãos dadas.

PERVERSÃO
Não importa o crime; se o bandido for petista ou amigo de Lula da Silva, sempre haverá uma tropa de choque para defendê-lo. A estratégia deu muito certo com o mandante do assassinato de Celso Daniel, que qualquer pessoa razoavelmente informada sabe de quem se trata. A nova missão do advogado inescrupuloso Eduardo Greenhalgh, do PT, o mesmo do caso do ex-prefeito de Santo André, agora é defender o padre Julio Lancelotti das acusações de desvio de dinheiro de ONGs e pedofilia homossexual.

RELIGIÃO E TEVÊS
A briga entre as emissoras Record e Globo é extremamente saudável. Não desejamos ingressar no debate filosófico das doutrinas religiosas ou das opções sexuais dos indivíduos – consideramos essas questões como sendo de foro íntimo de cada um. A Globo presta um excelente serviço ao país quando denuncia o crescimento das igrejas neopentecostais, a exemplo da Renascer e Universal, às custas da ignorância dos fiéis. Assim também a Record, quando trata de forma implacável os sem-vergonha da Igreja Católica, travestidos de padres, mas em realidade, gays pervertidos.

MEIO AMBIENTE
MARAVILHA NATURAL
Durante minha recente estada em Mato Grosso, uma vez mais, tive a prova de que o Brasil tem um potencial turístico espetacular, mas que é pessimamente mal-explorado. A Chapada dos Guimarães (foto abaixo) merece ser visitada! Esse patrimônio natural, caracterizado pela beleza das escarpas, das cachoeiras, dos rios e da vegetação do cerrado, seria digno de receber o título de uma das novas Sete Maravilhas do Mundo, no lugar do Cristo Redentor. A infra-estrutura turística, porém, ainda é muito carente. Atenção governador Blairo Maggi: o Mato Grosso vai muito além da soja! Felizmente, os recentes incêndios florestais tinham diminuído muito nos últimos dias.

chapada-1.jpg

APAGÃO DO GÁS
Graças à recente farra dos idiotas latino-americanos, Evo Morales e Lula da Silva, e dos “palhaços” do ministério das Relações Exteriores do Brasil, empresas que utilizavam gás natural como fonte energética estão tendo de convertê-la para o óleo combustível – muito mais poluidora do meio ambiente. Recorde-se que as autoridades do atual governo brasileiro “presentearam” a Bolívia com os investimentos e instalações da Petrossauro, em território boliviano.
Os próximos prejudicados serão os taxistas de São Paulo e do Rio de Janeiro que terão de enfrentar um aumento de 30% no preço do GNV, que abastece quase metade da frota fluminense e 1/4 da paulista. O Democratas informa que iniciará campanha em defesa dos taxistas. Alguém saberia dizer o que faz o Partido Verde, além de apoiar o governo?

venezuela_map.gifINTERNACIONAL
DITADURA AVANÇA
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela convocou para o dia 2 de dezembro o referendo popular sobre a reforma constitucional proposta pelo idiota latino-americano Hugo Chávez, que a oposição rejeita por considerar “antidemocrática”. Entre os artigos mais polêmicos do projeto estão a reeleição presidencial indefinida e a possibilidade de restringir a informação. (Agência EFE)

LA REINA PINGÜINA
Antes a opção era entre esquerdas e direitas. Agora é entre o populismo e o liberalismo. E na Argentina venceu novamente o populismo, deixando o “idiota latino-americano” muito feliz. A possibilidade de reformas liberalizantes durante o governo de Cristina Fernández de Kirchner é muito remota. O mais provável é que seja seguida a velha receita de Evita Perón, com projetos assistencialistas que reforcem a criação da nova “dinastia Kirchner” no comando do país.

ESPORTE
COPA 2014
joseph_blatter_-_world_cup_2014.jpgA melhor notícia da semana foi a confirmação do Brasil como sede da Copa do Mundo de Futebol daqui a 7 anos, pela FIFA, na última terça-feira. Ridículos, contudo, foram os discursos dos presidentes – do Brasil e da CBF – Lula da Silva e Ricardo Teixeira. O primeiro, naturalmente, é um ignorante total e não tem noção do que fala. Além disso, o ministério das Relações Exteriores, comandado por um bando de palhaços, não tem a mínima competência para orientar o palhaço-chefe em seus discursos. O segundo é outro, entre os brasileiros mais nefastos, de quem temos verdadeiro asco. As comparações que utilizou para descrever a segurança, ou melhor, a insegurança no Brasil, caracterizam a sua “intelectualidade”.

REPÚBLICA DE BANANAS
A repetição do maior evento mundial do Futebol no Brasil, após 64 anos, só trará benefícios ao País e ao seu povo. O investimento é elevado, mas o retorno será enorme. Poderá até não ser no curto prazo; contudo, a amortização e as recompensas virão nas décadas futuras. A Alemanha continua e continuará, durante muito tempo, colhendo os frutos positivos do último evento. Apesar de tudo isso, o tamanho da comitiva brasileira que foi à sede da FIFA, na Suíça, só envergonha o País diante da comunidade internacional. Além do presidente da República, 12 governadores, seis ministros e, no mínimo mais duas dezenas de acompanhantes foram passear em Zürich.

logo-copa-2014.jpgPRIVATIZAÇÃO DA COPA
Em conversas privadas, alguns interlocutores se opuseram a nossa euforia, com uma certa razão, em função do investimento que o Brasil terá de fazer para sediar o torneio mundial em 2014. Disseram eles que o dinheiro seria mais bem aplicado na Educação e na Saúde. Minha resposta à tal afirmação é a seguinte: a Copa do Mundo pode ser quase totalmente bancada pelo setor privado. Se tivermos um presidente e governadores com idéias liberais a partir de 2010, os estádios, os aeroportos, os estacionamentos etc. poderão ser todos privatizados. As reformas e obras de infra-estrutura, principalmente, na área de transportes, como o metrô poderão ser realizadas através de PPPs (Parcerias Público-Privadas). Ao governo restaria responsabilizar-se pela segurança – essa sim uma atividade obrigatória do estado.

UTOPIA
Privatizar a Copa do Mundo no Brasil pode parecer distante da realidade, mas há ainda uma chance de Ricardo Teixeira e a corja da CBF irem para a cadeia, depois de concluída a CPI que se espera ver funcionando em breve. Sonho maior se tornará realidade com a chegada de 2011, quando o Brasil poderá estar livre dos elementos torpes que estão no poder. A transposição dos obstáculos para o pleno sucesso do evento, contudo, é uma grande utopia, pois haverá muito dinheiro público envolvido e novos corruptos – tanto na CBF quanto no governo – sempre estarão ávidos para praticar o esporte preferido: o roubo.

FRASE

“Muito cuidado ao cruzar com a senadora Ideli Salvatti, mesmo se ela estiver usando uma focinheira.

Nilson Goedert, presidente do CRC de Santa Catarina

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