Anunciamos a nova tragédia protagonizada pelo governo do idiota latino-americano Lula da Silva: o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), uma das mais respeitadas instituições estatais, foi violentado!
Abaixo, reproduzimos artigo da cientista-política Lúcia Hipólito, que apresenta um excelente resumo do histórico da instituição e a denúncia de aparelhamento do órgão. Cita a intervenção por parte de assessores do PRB, partido do senador Bispo Crivella, da Igreja Universal, e de Mangabeira Unger, o ministro extraordinário das “Alopra” (Ações de Longo Prazo).
Se alguém ainda tinha dúvidas a respeito da intenção do presidente da República de afrontar a democracia, essa medida autoritária e retrógrada é mais uma prova concreta. O total aparelhamento do estado é um ‘avanço do retrocesso’.
A próxima medida que se aguarda desse governo nacional-populista é a mudança de nome do país – a exemplo do que fez o idiota-mor, Hugo Chávez, na Venezuela -, de República Federativa- para República Socialista do Brasil.
Expurgo e aparelhamento no Ipea
por Lucia Hippolito *
para CBN e Blog | Sexta-feira, 16 de novembro de 2007
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) foi criado em 1964, já durante a ditadura. Seu idealizador foi o então ministro do Planejamento, Roberto Campos, e seu fundador e primeiro presidente foi o ex-ministro Reis Velloso.
A proposta era criar um instituto que pensasse o Brasil a médio e longo prazo, com estudos aplicados à realidade brasileira – saber teórico era com a universidade. Ao longo de seus 43 anos, o Ipea transformou-se na consciência crítica dos governos brasileiros – de todos os governos.
Sua produção acadêmica vai desde estudos sobre industrialização, estudos pioneiros sobre agricultura no cerrado brasileiro – a expansão da fronteira agrícola brasileira é resultado desses estudos –, estudos sobre distribuição de renda, pobreza, gastos públicos, previdência.
Em seus primeiros anos, o Ipea contou com o trabalho de um dos mais importantes economistas vivos, o prof. Albert Fishlow, que se dedicou aos estudos do II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento).
Mais recentemente, o governo Lula deve a um pesquisador do Ipea, Ricardo Paes de Barros, o maior especialista brasileiro em pobreza e distribuição de renda, a proposta de unificação dos programas sociais do governo, que resultaram no Bolsa-Família – maior sucesso da administração petista.
Fábio Giambiagi, outro importante pesquisador, é responsável pelos estudos mais recentes sobre a Previdência no Brasil e sobre as contas públicas brasileiras.
Além de realizar estudos para o governo, o Ipea formou quadros dos mais importantes para a administração pública brasileira. Por lá passaram Pedro Malan (pesquisador desde 1965), Dorotéia Werneck, Pedro Parente, Régis Bonelli, entre outros.
Durante esses 43 anos, a independência intelectual e institucional do Ipea incomodou muitos governos – praticamente todos. Mas nesses 43 anos jamais houve um único caso de censura ou qualquer tipo de interferência do governo no Ipea. Nem mesmo a ditadura interveio nos trabalhos do Instituto.
Entretanto, desde o início do primeiro mandato do presidente Lula, era voz corrente no governo a tentativa de “enquadrar” o Ipea, manifestada principalmente pelo então todo-poderoso chefe da Casa Civil, ex-ministro José Dirceu (réu no STF por formação de quadrilha e corrupção ativa). Mas o Instituto resistiu.
A nomeação de Mangabeira Unger (intelectual respeitado em Harvard) como ministro das Ações de Longo Prazo (Sealopra) atendeu à intenção do governo de “domesticar” o Ipea.
Imediatamente após a nomeação, os técnicos do Instituto receberam a visita de dois emissários do PRB, partido de Mangabeira e dos bispos da Igreja Universal, interessados em saber quantos cargos em comissão havia e qual era o montante de recursos destinados pelo governo ao Ipea.
Não é preciso dizer que os técnicos ficaram de cabelo em pé – jamais tinham passado por semelhante situação. Agora, os piores temores estão se confirmando.
Desde que a nova direção assumiu, trabalhos foram recusados, substituições foram feitas nas diretorias, e acabam de ser afastados quatro dos mais importantes pesquisadores, todos críticos do excesso de gastos do governo federal: Fábio Giambiagi, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende e Regis Bonnelli (este, um dos pioneiros do Instituto, junto com Pedro Malan).
A Diretoria de Estudos Macroecônomicos, a mais importante do Ipea, cujo atual titular é assessor econômico do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), bispo da Igreja Universal, solicitou que os pesquisadores desocupem suas salas.
Censura e aparelhamento ideológico
Será desastroso se o governo Lula destruir um dos mais importantes e independentes centros de estudos econômicos do país.
Um governo que se diz de esquerda terá feito um papel que nem a ditadura de direita ousou fazer.
* Lúcia Hipólito é co-organizadora, com Maria Celina D’Araujo e Ignez Cordeiro de Farias, do livro “Ipea – 40 anos apontando caminhos”, publicado pela Editora FGV.





#1 by Lúcio Lopes - November 17th, 2007 at 21:45
Caro Marcus:
Lula jamais se intitulou esquerda, embora faça isto por puro charme (pensa fazer). Na verdade Lula é direita, Lula é conservador. Lula não é progressista nem desenvolvimentista. Não por ideologia, mas por ignorância mesmo. Dele e de todo seu fraquíssimo ministério.
Sobre a intervenção no IPEA há alguma dúvida, por mais tênue que seja, ser esta uma influência de Chávez no desgoverno Lula?
#2 by leticia coelho - November 17th, 2007 at 23:15
Ao ler artigos como estes, te pergunto querido Marcos… o que nós vamos fazer…sério pq cada vez me apavoro mais!
Me irrita., o domínio que o Lula exerce sobre os pobres com programas assistencialistas fingindo ser política pública!
Agora…aparelhar o Ipea…sinceramente….não engulo!!
beijos
Resposta do Blog
Letícia, querida:
Somos dois igualmente indignados com a essa situação catastrófica. Quando ouvi a notícia na CBN pensei exatamente o mesmo que você, Letícia. E o pior de tudo é que nada podemos fazer para impedir esse desgoverno.
Beijos.
#3 by chellot - November 18th, 2007 at 13:13
Lula incomoda e acredita ser querido por “seu povo” e como tal age conforme suas próprias diretrizes metendo-se onde nenhum outro ousou se aventurar. O “apoio” (interesse) de Crivela visa conseguir arrendar mais poder em suas mãos e usa os prórpios fiéis (alienados) para alcançar seus objetivos. Tudo o que possa incomodar ou atrapalhar o governo do presidente Lula será rechassado, será obliterado. Nós somos os rebeldes de um reino corrupto e tentamos conscientizar o povo de que está sendo ludibriado por um governo que só visa os próprios interesses. Se Lula teve a audácia de se intrometer e corromper o IPEA imagine o que mais será capaz. O Brasil e o nosso futuro podem estar correndo perigo e como a população não detém o poder nem está familiarizada com os atos e interesses políticos talvez não sejamos capazes de frear a investida do governo nos bens do povo.
Beijos de Sol e de Lua.
Resposta do Blog
Caras Sol e Lua:
Muito obrigado, pela visita e pelo registro. Observo que são novas aqui no campo dos comentários e por isso, gostaria de lhes dar as boas-vindas!
Fico muito contente por observar que não estamos sós nessa batalha por decência.
Espero que retornem sempre. E sempre que possível, apresentarei uma respostas aos comentários deixados.
Beijos.
#4 by Suzy - November 18th, 2007 at 21:24
Marcus, o governo é só populista, e, portanto autoritário. Não se pode chamar de nacionalista quem entrega o Brasil aos pedaços: um tanto para a bolívia, outro na região amazônica, quem humilha todo um povo em nome de interesses vis que visam tão somente destruir o pouco que resta do nosso estado de direito em prol de ideologias ultrapassadas onde o tráfico internacional de drogas tem o papel principal.
A questão do IPEA é a do aparelhamento a que todas as nossas instituições estão se sujeitando. Isso facilitará o caminho do Brasil rumo ao partido petralha único, como você bem destaca. Só que antes desse tenebroso cenário final, o país sangrará. E muito.
A Lúcia Hipólito fez um bom artigo, embora deixe à mostra seu viés esquerdista quando escreve: “Um governo que se diz de esquerda(…)”, como se ser de esquerda fosse mais honesto que qualquer outra posição.
Lamento, mas me decepciono com essas pessoas “politicamente corretas”.
Um abraço
#5 by Marcus Mayer - November 18th, 2007 at 22:16
Resposta do Blog
Caríssimos amigos Suzy e Lúcio:
Gostaria muito de agradecer, pela especial atenção e pelos comentários, em resposta ao texto que denuncia a iniciativa autoritária do governo desse perfeito idiota latino-americano, Lula da Silva, em relação ao IPEA.
Uma coisa, contudo, parece confundir um pouco o debate sobre as definições ideológicas, em especial, no que concerne à conduta do atual governo. Lúcio, como parceiro na batalha pela restauração da decência e pela manutenção dos preceitos democráticos no Brasil, talvez você tenha observado que a adjetivação utilizada para definir o perfil ideológico de Lula da Silva e de seu governo foi alterada em nosso blog.
Exatamente, em resposta as suas observações, registradas em nossos posts mais antigos, realizamos uma pesquisa histórica e filosófica a esse respeito. Em três ensaios, aqui publicados, procuramos narrar a história das ideologias políticas. Oferecemos marcos, como a Revolução Francesa, a ascensão do comunismo e do fascismo na primeira metade do século 20, o período da Guerra Fria e, por fim, a nova ordem mundial estabelecida pós-Queda do Muro de Berlim para facilitar a compreensão e as mudanças práticas que concorreram com os eventos.
Não sei a sua idade, cara Suzy, e não seria elegante perguntar; mas você e eu, caro Lúcio, convivemos com o período de exceção, no Brasil. O governo de Castello Branco visou a colocar ordem na economia e afastar o fantasma comunista. Esperava-se, em seguida, a restauração da ordem democrática. Lamentavelmente, não foi isso o que aconteceu.
Com o bipartidarismo, estabeleceu-se uma divisão “torpe” da questão ideológica. Do lado da ARENA ficaram os apoiadores do regime militar e no MDB a oposição.
Observem a situação insólita que se estabeleceu: os militares receberam apoio da maior democracia ocidental, os Estados Unidos; e a oposição democrática passou a conviver com defensores do regime mais autoritário da história, a ex-União Soviética.
Social-democratas e Liberais (herdeiros dos antigos PSD e UDN) ficaram completamente órfãos de partido político – o Centro desapareceu. Grosso modo, os primeiros preferiram o MDB e adotaram o rótulo de “esquerda”, enquanto os segundos se alinharam à ARENA, sob o manto da “direita”.
Após a restauração democrática, com o retorno do pluripartidarismo, o pensamento político brasileiro tornou a encontrar espaços melhor definidos. Contudo, o maior marco para a classificação ideológica contemporânea foi a Queda do Muro de Berlim. Com a vitória do capitalismo sobre o comunismo, a antiga esquerda, que apoiava o regime soviético, ficou desnorteada.
Nessa época, surgiu uma outra esquerda, democrática, que passou a se chamar de Terceira Via. Entre seus mais caros expoentes, destacaram-se Tony Blair, Gerhard Schröder, Bill Clinton, Fernando Henrique Cardoso e Ricardo Lagos.
Estes reconheceram na abertura econômica e no comércio mundial o melhor caminho para a diminuição da pobreza.
Representantes da esquerda européia, como Felipe Gonzáles, Mário Soares e François Mitterand, que, no começo de seus primeiros mandatos, realizaram estatizações e aumentaram impostos, ao observar o aumento do desemprego e, conseqüentemente, da pobreza, em tempo, também mudaram a orientação de seus governos.
Concordo plenamente com você, Lúcio, quando afirma que Lula da Silva nada tem a ver com a esquerda moderna e democrática, alinhada, sobretudo, com o pensamento liberal, no métier econômico. Lula da Silva é um nacional-populista (assim passei a tratá-lo depois da sua advertência). Está totalmente alinhado às teses daquela esquerda jurássica, do tempo anterior à Queda do Muro de Berlim.
O gigantismo estatal, o aparelhamento do estado, o protecionismo à indústria nacional, a volúpia fiscal, os programas assistencialistas e o nacionalismo xenófobo são a prova disso e caracterizam o nacional-populismo. Os chamados “desenvolvimentistas” do governo defendem esses ideais que nós, liberais e internacionalistas, tanto condenamos.
Curiosamente, essa também foi a característica mais marcante dos diversos governos militares, pós-Castello, no Brasil. Nesse particular se observa uma grande aproximação das teses da esquerda e da direita, “jurássicas”. O nacionalismo que condenamos, Suzy, é aquele que se parece demais com o nacional-socialismo fascista. O nacionalismo xenófobo é muito prejudicial para a integração do Brasil no comércio global e na comunidade internacional.
Isso contudo, não tira a sua razão diante do exemplo que citou no evento que se relaciona com a Bolívia e a Petrossauro. Fosse o dinossauro estatal uma empresa privada, nenhum governo teria o direito de entregar o patrimônio da indústria brasileira ao narcotráfico ou quem quer que seja.
Diferente dos demais governos militares na América Latina foi o caso do Chile: Pinochet foi o único ditador que realizou reformas liberais na economia. O resultado foi tão positivo que a Concertación, a coalizão que governa o país desde a redemocratização, reunindo democrata-cristãos e socialistas, jamais alterou esse rumo.
Outro fato curioso é que nos Estados Unidos não se aprecia o rótulo de esquerda (Hillary Clinton que o diga), por causa da lembrança dos ideais da ex-União Soviética. Na América Latina, ocorre o contrário: a direita é associada às ditaduras militares e aos conservadores americanos, o que não é o caso nem de Lula da Silva nem de Hugo Chávez.
Lembremo-nos, Lúcio, que os tempos atuais são outros. O pensador americano David Nolan, conseguiu mapear muito bem a ideologia política do momento através de seu diagrama (observe o teste que apresentamos no blog).
Vale ainda uma observação muito importante: durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, a imprensa taxou José Serra e Luiz Carlos Mendonça de Barros como “desenvolvimentistas”, dado o confronto de idéias com Sérgio Motta (privatizações) e Pedro Malan (política de controle fiscal e monetário). Na época, Mendonça de Barros chegou a defender uma “pequena inflação” que poderia advir de uma redução das taxas de juros. José Serra também foi adversário de Pedro Malan, na disputa pela condução da economia durante o governo de Cardoso.
Mendonça de Barros já se redimiu do grave engano do passado. Ao suceder Sérgio Motta no ministério das Comunicações, deu continuidade plena ao projeto do antecessor. Em recente entrevista para o Estadão, Mendonça de Barros defendeu reformas liberalizantes e, principalmente, a redução dos impostos para alavancar a economia.
Quanto a José Serra, que apoiamos para a eleição de 2010, espero que também esteja mais alinhado com o pensamento liberal. É o que têm afirmado César Maia e os defensores da candidatura do tucano, no Democratas.
Suzy, fique muito tranqüila que Lúcia Hipólito nada tem dessa esquerda jurássica que combatemos. Infelizmente, como jornalista e pertencente à grande imprensa, ela não tem como fugir do “politicamente correto”, que você cita. Estou de acordo com a sua observação.
Concluindo, Lúcio e Suzy, procurei entender os seus pontos de vista e espero que também entendam o nosso ao chamarmos Lula da Silva de nacional-populista. Concordo, plenamente, que essa esquerda autoritária e radical esteja muito mais próxima do fascismo, de extrema-direita, do que da democracia liberal. Entretanto, não vejo identidade entre um populista como Lula da Silva e democratas como Nicolas Sarkozy, Angela Merkel ou José María Aznar – esses sim, representantes da direita moderna e liberal.
Permitam-me, com a devida modéstia que me cabe, uma sugestão: a leitura dos clássicos “Manual do Perfeito Idiota Latino-americano” e o super-atual “O Retorno do Idiota”, que narra de forma muito inteligente e bem-humorada o perfil dos governantes latino-americanos atuais. Tenho certeza que irão adorar e recomendá-lo aos amigos. A revista Veja dessa semana também destacou o lançamento do livro, em português, em um de seus artigos.
Muito obrigado pela oportunidade.
Um forte abraço.
#6 by Mauro Cesar Costa - November 19th, 2007 at 23:47
A leitura deste blog é sempre um prazer, a cada dia vou descobrindo mais o Fantochinácio popuLULISTA da Silva. Uma pena é que os “Bolsistas” não compreendam e sequer conheçam o que é esse tal de IPEA.
#7 by Lúcio Lopes - November 26th, 2007 at 19:51
Amigo Marcus:
Respeito muito suas opiniões, sempre muito lúcidas, mesmo que discorde de algumas delas. A qualificação de “nacional populista” para Lula o leva para a direita fascista, o que concordo plenamente, em se tratando de seu governo. Se o governo tem um pouco do fascismo ou do nazismo, Lula tem muito de Hitler, assim como, e especialmente, seu mentor Hugo Chávez tem. Nosso presidente é tão vazio que sequer consegue ser nacionalista. Se tivesse sido presidente à época do Barão de Mauá, o Acre hoje seria boliviano e nós teríamos dois cavalos a mais em nosso plantel eqüino. Se Lula fosse nacionalista, sua mulher, dona Marisa, seus filhos, netos, noras e genros não teriam se naturalizado italiano, pois ser patriota é essencial ao nacionalista. (Como agravante deste episódio, aliás, é bom lembrar que todos os processos de cidadania de sua família se deram durante o primeiro mandato de Lula, com toda a influência de sua autoridade presidencial).
Desejar que as estatais continuem em mãos do governo, não é prova de patriotismo ou de nacionalismo, é a forma da quadrilha assumir postos-chaves para roubar, além de empregar seus apaniguados, tornando essas empresas ineficazes e corruptas. O que eles alegam não vale, pois mentem o tempo todo, e são os reis do marketing direcionado ao povo simples que não lê.
Lula não tem ideologia, não tem um ideário. Talvez, se tivesse estudado, pudesse ter. Ser letrado não é imprescindível, mas facilita a assimilação da semente de um ideário. Lula é aquele funcionariozinho que pensa só em suas próprias vantagens pessoais, como, por exemplo, a sua aposentadoria de anistiado político, sem nunca ter sido um anistiado político, que lhe rende quatro mil e quinhentos e nove reais e sessenta e oito centavos mensalmente.
Lula é desprovido de ideologia, mas seu governo não é, um governo nitidamente de direita, não tanto por suas falas, mas, especialmente, por suas ações.
Faço aqui uma confissão: Não consigo ver a “direita” como não sendo um termo pejorativo. Tão ou mais pejorativo que populismo, paternalismo e assistencialismo, políticas próprias do conservadorismo e, por conseguinte, do lulo-petismo.
Aliás, “direita” é tão pejorativo quanto “comunista”. Este último, coitado, é como se vestisse a fantasia de bobo da corte. Mas no governo Lula ele está se dando bem! Tem ministério e até a hoje comunista UNE se dá bem no governo Lula, embora pague um alto preço por isto: rasga uma história de luta, e ainda serve de chacota a rodas políticas Brasil afora.
Já o liberalismo, confundido por muitos como um segmento da direita, vejo-o como oposto a esta. Liberalismo é a própria definição da democracia.
O liberal está próximo da esquerda inteligente, acho até que se confundem.
A direita é favorável à conservação do “statu quo” e até ao retrocesso, opondo-se à ascensão dos desafortunados, deixando de lhes dar oportunidades. Na melhor das hipóteses, a direita é o conservador, aquele que não deseja mudanças, o que distribui o bolsa-família, a esmola, aquele que oferece o pão e o circo, em troca do seu silêncio, da sua acomodação e da sua omissão. Importante para a direita é que as coisas continuem exatamente como estão, que seus apaniguados continuem com os mesmos privilégios e as benesses do poder, a sinecura e o enriquecimento fácil.
Já a esquerda inteligente e o liberal aspiram o progresso Econômico, Social e Político. Investem na Educação, na Cultura, na Saúde e na Infra-estrutura. São adeptos da Liberdade e da Democracia. Deseja oportunidade para todos: acesso à Educação e ao Emprego.
Vale a pena dar uma olhada nas acepções de liberal e liberalismo do dicionário Aurélio:
LIBERAL
1.Amigo de dar; generoso, dadivoso, pródigo.
2.Que é partidário do liberalismo (1), ou que nele se funda:
político liberal;
doutrina liberal.
3.Que tem idéias ou opiniões avançadas, amplas, tolerantes, livres:
indivíduo liberal.
4.Próprio de homem liberal (2):
idéias liberais. ~ V. artes liberais e profissão —.
Substantivo de dois gêneros.
5.Partidário do liberalismo político e econômico; liberalista.
6.Pessoa que professa opiniões liberais.
LIBERALISMO:
1.O conjunto de idéias e doutrinas que visam a assegurar a liberdade individual no campo da política, da moral, da religião, etc., dentro da sociedade.
2.Qualidade de liberal (5 e 6).
3.Liberalidade (1).
Liberalismo econômico. 1. Econ. Doutrina que enfatiza a iniciativa individual, a concorrência entre agentes econômicos, e a ausência de interferência governamental, como princípios de organização econômica.
Liberalismo político. 1. Doutrina que visa a estabelecer a liberdade política do indivíduo em relação ao Estado e preconiza oportunidades iguais para todos.
O que há de direita no liberal?
Absolutamente nada!
Eis as acepções de PROGRESSISTA do mesmo Aurélio:
1.Respeitante ao progresso.
2.Favorável ao progresso.
3.Que é adepto ou partidário do progresso Político, Social e Econômico.
Não é a própria definição do liberal?
Nem Lula, nem seu governo são esquerda. Tampouco Hugo Chávez é. Este ditador venezuelano é a mescla de Adolf Hitler com Saddam Hussein: Despótico, tirano e imperialista!
Para não restar dúvida, acerca da ideologia de nosso governo, vejamos mais dos dicionários. Parece que as acepções foram escritas especialmente para o lulo-petismo:
Populismo (Aurélio)
3.Bras. Política fundada no aliciamento das classes sociais de menor poder aquisitivo.
Paternalismo (Aurélio)
3.P. ext. Em política, tendência a dissimular o excesso de autoridade sob a forma de proteção.
Assistencialismo (Houaiss)
1- Doutrina, sistema ou prática (individual, grupal, estatal, social) que preconiza e/ou organiza e presta assistência a membros carentes ou necessitados de uma comunidade, nacional ou mesmo internacional, em detrimento de uma política que os tire da condição de carentes e necessitados.
2- Rubrica: política. Uso: pejorativo.
sistema ou prática que se baseia no aliciamento político das classes menos privilegiadas através de uma encenação de assistência social a elas; populismo assistencial.
Para finalizar, e levando para os Estados Unidos, poderíamos qualificar Clinton como centro-esquerda; Bush, centro-direita. E Clinton foi o mais simpático presidente que vi os EUA terem.
Um forte abraço, Marcus, e parabéns por colocar temas e debates tão interessantes no blog.