I believe in angels
Mundo Corporativo, Tecnologia May 21st, 2008
Escolhi como título deste post um verso do refrão de um antigo sucesso, “I Have a Dream” (1978), do conjunto sueco ABBA. A música permanece como uma de minhas preferidas. A linda melodia e as vozes de Agnetha Fältskog e Anni-Frid Lyngstad, as vocalistas do conjunto, são um prêmio aos ouvidos. Mas não é essa a razão deste texto.
Por mais incrível que possa parecer, testemunhei hoje um fato metafísico, ou talvez, um milagre! É possível também que tenha ocorrido uma manifestação de meu anjo da guarda, cuja real existência começo a admitir, a partir de hoje.
Desde que desenvolvi uma pequena capacidade de discernir entre crença e razão, nenhuma religião jamais me comoveu. Quanto mais leio a esse respeito – e não é pouco! – mais me convenço de que a mitologia politeísta da Grécia antiga foi simplesmente substituída, no mundo ocidental, pelas grandes religiões monoteístas – o islamismo, o cristianismo e o judaísmo. Com o devido respeito àqueles que neles acreditam, como um só deus era pouco, os católicos resolveram inventar os santos.
No semestre atual da faculdade de Filosofia, estou lendo tudo o que posso sobre Agostinho de Hipona que, depois de sua canonização pela igreja Católica, passou a ser conhecido como “Santo” Agostinho. Não acredito nestes entes, que em vida e até depois de mortos, fariam milagres. Mas estou começando a admitir que possam existir anjos ou, talvez, um deus milagroso.
O FENÔMENO – Ontem recebi a minha conta da tevê por assinatura da Telefónica TV Digital (a nova proprietária da TVA). Tomei um susto com o valor! Ao conferir a descrição dos serviços observei um grave erro: a conta do mês anterior, que já estava paga, tinha sido incluída novamente.
Hoje, na primeira oportunidade, liguei para o serviço 0800, de atendimento ao cliente, para reclamar e tentar corrigir o erro. Após somente dois toques, uma voz humana me surpreendeu: “Telefónica TV Digital, bom dia! Tatiane Não Sei De Que, em que posso ajudar?”
Custei a acreditar que não fosse uma gravação. Além disso, não precisei teclar o DDD e o número do meu telefone!? – Okay, fui direto ao assunto. “Qual é o número do telefone e o nome do assinante?”, foram as únicas perguntas efetuadas. Após nem meio minuto de espera, a atendente forneceu um número de 33 dígitos seguidos de 14 zeros, que devem ser apresentados ao caixa do banco quando do pagamento, referentes ao novo código de barras. “Obrigado e um bom dia!”, isso foi tudo! – e em menos de dois minutos de ligação.
O que significa? – Ainda não liguei a tevê para assistir ao noticiário. Estou redigindo este texto antes mesmo de visitar a Internet. Estou muito curioso para saber se o Brasil, de ontem para hoje, por graça de um milagre, ingressou no mundo dos países desenvolvidos.
Isso também não é nenhum merchandising. Talvez esteja sendo cínico, mas o fenômeno é semelhante a uma incrível mágica. O atendimento telefônico, diante de um problema que, ouvimos sempre dizer, é muito corriqueiro e, em geral, difícil de ser resolvido, foi executado como se espera.
Estamos acostumados a reclamar e nunca reconhecer – e muito menos divulgar – quando um serviço é bem executado. Pois o estou fazendo agora: a Telefónica TV Digital e o seu serviço 0800 foram muito eficientes!
Assim tem de ser sempre! E que esse exemplo de atendimento seja estendido ao Speedy e ao próprio serviço de telefonia, cujas solicitações e reclamações são efetuadas em outro número. Esse, é famoso por ser atendido por uma gravação, exigir teclar o número do telefone e do DDD, nos fazer escutar infindáveis gravações e obrigar a teclar seguidamente uma porção de opções. Lá, depois de exposta a reclamação, em geral, a ligação é transferida para outro lugar de onde nos pedem para repetirmos tudo o que já tinha sido falado antes.
Espero somente que a minha eficaz atendente, meu provável anjo da guarda que responde pelo nome de Tatiane, tenha ditado corretamente todos aqueles 33 dígitos e não se enganado quanto aos 14 zeros!



May 24th, 2008 at 12:00 pm
Puxa, lembrando dos quebra-paus épicos que tenho com esta empresa, à ponto de ter uma foto minha atrás de cada porta da empresa para que os atendentes atirem dardos, eu fico até com uma certa invejinha…
Quanto a música, eu trocaria por uma dos Ramones: “I belive in miracles”. Do album que tem o titulo até mais apropriado: “Mondo Beizarro”.
Forte abraço Marcus.