Dalits e preconceito


 

Beautiful Indian Woman

A revista britânica The Economist, por meio de seu breve artigo “Soup, sex and sociology”, que traduzi abaixo, oferece a chance de abordar um assunto sobre o qual há tempos desejava discorrer. Com relativa frequência nos defrontamos com pessoas que se consideram intelectualmente muito superiores às demais (mas certamente não o são). Costumam exteriorizar um injustificável preconceito em relação àquilo que estranhamente associam a uma cultura dirigida aos menos intelectualizados.

Naturalmente, não pretendo aqui fazer apologia à futilidade nem generalizar. Todavia, gostaria de reduzir um pouco a altura do pedestal ao qual se agarram esses tipos arrogantes. O texto da Economist é somente uma isca, pois o “neointelectual” não costuma perder nenhuma de suas edições.

Um nicho muito comum para encontrar exemplares dessa espécie é a Universidade de São Paulo. Pelo fato de serem professores ou estudantes dessa renomada instituição, é comum observar em suas falas ou textos um padrão excepcional de prepotência.

Ouse citar, durante conversa com um desses, uma entrevista que tenha lido na revista Veja, um editorial do Estadão ou um eventual programa transmitido pela TV Globo. Irão vislumbrá-lo como tendo confessado plena submissão aos meios de comunicação dirigidos aos ignorantes. Se quiser se dar bem, elogie o último pronunciamento de Hugo Chávez na TeleSur.

Mas não é preciso ir à USP para encontrar os tipos. Boa parcela de bloggers também se sente assim, adotando esse jeito, digamos, superior. Leia um blog político no portal iG e entenderá do que se trata.

A mesma arrogância poderia ser observada se um aluno de curso pré-vestibular questionasse um professor de literatura sobre uma obra de Paulo Coelho. O coitado seria imediatamente rechaçado pelo “culto mestre”. Também não seria viável recorrer a um texto de autoajuda, sob risco de ser taxado de otário. E gostar de futebol, ou pior, assumir-se flamenguista ou corinthiano? Isso só pode ser mesmo peculiar ao povão ignorante.

Por que tanto preconceito? Esses sentimentos formados a priori, sem maior fundamento, são típicos do “pseudointelectual”. Que leia a “Fenomenologia do Espírito”, de Hegel, antes de dar palpites toscos.

Pobres mortais! 


mm150x187Os intocáveis da Índia
por Marcus Mayer*
exclusivo para o Blog | Sábado, 21 de março de 2009

O preconceito é certamente um dos piores atributos da espécie humana. É uma característica exclusiva encontrada entre aqueles que, no reino animal, são considerados superiores, graças à virtuosa faculdade da razão. Estaria certo Rousseau ao definir o homem no estado de natureza como “bom selvagem” e, consequentemente, mais feliz que vivendo em sociedade?

Por maiores que sejam as críticas que se apresentem diante da baixa qualidade de programas televisivos dirigidos às massas, as novelas da TV Globo têm contribuído para o enfrentamento do preconceito social.

Convívio com portadores do vírus HIV, atenção para com viciados em drogas, relações homossexuais, respeito por mais velhos, casamentos inter-raciais, importância do uso de preservativos, entre tantos outros temas-tabu, quando não vislumbrados com acentuado preconceito, já fizeram parte de muitos enredos dessas telenovelas.

Momento no qual tanto se fala sobre os BRICs (sigla que reúne as chamadas economias emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China), a Globo apresenta ao Brasil um tema de relevância internacional, sobretudo por se tratar de um problema atual que ocorre no segundo país mais populoso do mundo, em sua novela “Caminho das Índias”.

DALIT – Aproximadamente 194 milhões de cidadãos (World Factbook, 2009), número quase equivalente ao da população do Brasil, pertence ao grupo social dos chamados Intocáveis, na Índia. São pessoas maculadas pelo nascimento, em um ultrapassado sistema de castas que os considera impuros e inferiores a um ser humano(!). Eles se autodenominam dalits.

Para entender essa estranha realidade é necessário percorrer um pouco a cultura híndi. O sistema de castas da Índia é uma de suas características mais idiossincráticas. Foi implantado por volta de 1.600 antes da Era Comum, por uma classe de sacerdotes, os Brahmin da Dharma (conceito utilizado para definir a verdade universal no hinduísmo). Atribui-se a Manu, sobrevivente do mítico dilúvio, a fundação da antiga sociedade híndi sob estes moldes mitológicos.   

om-mandalaA tradição classifica as pessoas em quatro “varnas” (categorias), conforme as partes do corpo da divindade védica, Purusha, de quem cada um dos grupos foi criado. De acordo com a antiga história hinduísta, varna e sistema de castas não representam a mesma coisa, embora estejam diretamente relacionados. As partes do corpo de Purusha definem a varna, que determinará a classe social designada para questões como com quem podem se casar e quais profissões podem exercer. Originalmente, o sistema baseava-se nas classes sociais e não na condição determinada pelo nascimento, o que permitia uma certa mobilidade.   

O conceito hindu posterior, baseado nos textos denominados Varnashrama dharma, fundamentou o sistema de castas determinado pelo nascimento. Não é, de acordo com as crenças, considerado um sistema artificial, mas referente a classificações naturais, aplicáveis a todas as sociedades humanas. Os indivíduos teriam tendências inatas diferentes para a execução de trabalhos que exigissem determinadas qualidades pessoais.

Assim também, existiriam fases naturais na vida, “ashrans”, para a execução de certas atividades. O hinduísmo argumenta que os indivíduos melhor explorariam os seus potenciais considerando tais planos naturais. Por essa razão, a sociedade deve ser “estruturada” e “organizada”, fundamentando a tese de que cada varna e o ashram teriam o seu próprio Dharma pré-estabelecido.

PurushaOs conceitos-chave do sistema de castas indiano, portanto, apresentam-se da seguinte forma: Varnashrama-dharma – deveres a serem executados segundo o sistema de quatro varnas (as divisões sociais) e quatro ashrans (as etapas na vida). Quatro varnasbrâmanes (sacerdotes, professores e intelectuais), kshatriyas (polícia, exército e administração), vaishyas (agricultores, comerciantes e pessoas de negócios), shudras (artesãos e empregados domésticos). Quatro ashrans – vida estudantil, vida doméstica (incluindo o casamento), retiro e renúncia.

O atento leitor certamente observou que toda esta descrição em momento algum abordou os dalits. E é exatamente neste particular que se justifica, de acordo com a tradição hinduísta, a sua inferioridade e a sua exclusão social.

No mais provável intuito de manter a superioridade, os brâmanes fundamentaram o sistema de castas mais recente, por meio de analogia com o corpo da divindade Purusha.  Eles representariam a cabeça da sociedade (originam-se da boca e dos olhos), fornecendo a visão espiritual da sociedade e a instrução das pessoas. Os braços, utilizados para defender o corpo originaram os kshatriya, cuja função é proteger a sociedade. O dever principal do vaishya é a nutrição material (foram criados do ventre e das coxas de Purusha), e os shudra (parte inferior das pernas) apóiam todas as outras seções sociais.

E, novamente, aonde se encontram os dalits? Não, eles não estão inseridos em nenhuma sub-casta. Pertencem a um grupo que não integra o sistema de varnas, ou seja, não fazem parte da sociedade humana. A melhor analogia para definir o dalit é incansavelmente repetida pelo personagem conservador, Opash Ananda, interpretado pelo ator Tony Ramos, na novela Caminho das Índias: “os dalits são a poeira sob os pés de Brahma”.

ÍNDIA ATUAL – Desde 1950, a Constituição da Índia proibiu a discriminação contra os dalits. Apesar disso, o preconceito está presente, principalmente nas áreas rurais. Por serem considerados “impuros de nascimento”, esses chamados intocáveis executam os trabalhos mais humildes e são pessimamente remunerados. Nas cidades, os dalits trabalham como varredores de rua, limpadores de latrinas e de animais mortos. No interior do país, são empregados agrícolas assolados pela pobreza extrema, pelo analfabetismo e pela opressão.

A Índia, maior democracia do planeta, conta atualmente com 1,17 bilhão de habitantes (World Factbook, 2009). Os dalits correspondem a 16,6% da população total do país. De acordo com dados oficiais e de organizações não-governamentais, 80% dos dalits vivem nas áreas rurais e 86% não possuem nenhuma propriedade. Do total, 60% executam trabalhos eventuais, ou seja, não têm um emprego fixo. Enquanto a taxa total de analfabetismo na Índia é de 39%, entre os dalits ela atinge 63%. As piores estatísticas, contudo, referem-se à violência: a cada 18 minutos, essa gente é vitimada por um crime. E, diariamente, 3 mulheres dalits são estupradas.

Sameera ReddyBOLLYWOOD – Apesar das produções da indústria cinematográfica de Mumbay já privilegiarem algumas tramas que denunciam o preconceito de castas na Índia, não há em Bollywood nenhum ator ou atriz dalit. O internacionalmente aclamado diretor Nagesh Kukunoor está produzindo um filme intitulado “Ye Hausla”, no qual são representadas as situações e as aflições de uma mulher dalit no Rajastão (a mesma província na qual é conduzido o enredo de “Caminho das Índias”). A atriz Sameera Reddy (foto) será a protagonista do filme.

Na política, os dalits contam com uma representante de destaque. Em 2007, Kumari Mayawati foi empossada pela quarta vez como governadora da província de Uttar Pradesh, localizada no norte da Índia. Nascida em Nova Delhi, Mayawati é exemplo raro de dalit que conseguiu se formar Bacharel em Direito e em Educação.

A democracia oferece o melhor caminho para que a representação dos dalits na política encontre meios de aperfeiçoamento das leis e da conduta de todos os cidadãos indianos. E a educação é a melhor arma para livrar as populações da ignorância e combater dogmas religiosos tão ultrapassados como os que impuseram o sistema de castas.

Esperamos que um dia os dalits possam beber dos mesmos poços, ingressar nos mesmos templos, usar sapatos na presença de uma casta superior e beber das mesmas xícaras nas tradicionais lojas de chai (chá).

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NOTA IMPORTANTE: Alguns representantes da comunidade indiana no Brasil têm manifestado desacordo com o que afirmam ser exageros de Glória Perez, autora de “Caminho das Índias”, no tocante à real situação dos dalits. É verdade que o preconceito tenha diminuído sensivelmente nos centros urbanos mais desenvolvidos. Todavia, as informações constantes deste artigo, colhidas de fontes renomadas e fidedignas, apontam para um abismo de desigualdade entre as regiões indianas. Esse quadro não difere muito do brasileiro. Nos centros mais desenvolvidos, tanto no Brasil quanto na Índia, é possível identificar um padrão de vida quase escandinavo, enquanto que nas regiões mais pobres ainda se convive com tragédias sociais em moldes subsaarianos. A desigualdade, acompanhada de suas nefastas consequências, é a propriedade geográfica que mais aproxima o Brasil da Índia.

FONTES DE PESQUISA:

· NATIONAL GEOGRAPHIC: India’s “Untouchables” Face Violence, Discrimination
logo_ng_141x45· DALIT FREEDOM NETWORK – Who are the Dalits?
· DALIT INTERNATIONAL FOUNDATION – Vital statistics about Dalits
· THE WORLD FACTBOOK – India
· THE HEART OF HINDUISM – Dharma: Varnashrama-dharma 

 


The Economist TELEVISION BRAZIL

Novelas, sexo e sociologia
Da revista The Economist | 12.MAR.2009
Tradução: Marcus Mayer

Mulheres que assistem às novelas têm menos bebês (porém, mais homens)?

O glamourizado mundo retratado pelas telenovelas brasileiras é tão representativo no país quanto o foi Marie-Antoinette para as suas seguidoras, na França de 1780. Mas tem um alcance muito superior. Aproximadamente 40 milhões de pessoas assistem diariamente às novelas da Globo, principal rede de televisão do Brasil. As tramas, em boa parte das vezes, desenrola-se no Rio de Janeiro, onde a Rede Globo tem sua sede, cidade na qual as famílias são menores, mais brancas e mais ricas do que na média do país. Uma recente pesquisa sugere que a versão de Brasil vendida pela Globo tenha implicado duas tendências sociais importantes: a redução da taxa de natalidade e a aceitação do divórcio.

 

illustration-by-claudio-munozAs telenovelas floresceram durante o regime militar, entre 1964 e 1985. Os generais subsidiaram vendas de televisores, com o objetivo de reforçar o sentimento de integração nacional ao grande e, por extensão, iletrado país. O noticiário nacional pretendia realizar esse serviço, mas foram as telenovelas que realmente conquistaram o público. Os roteiristas e diretores, muitos dos quais se alinhavam à esquerda política, vislumbraram um instrumento para alcançar as massas. As tramas das novelas muitas vezes abordam situações de linha progressista: a Aids é discutida, os preservativos são promovidos e são oferecidos exemplos da mobilidade social.

Todavia, qual é o impacto das telenovelas na vida real? De acordo com dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), pesquisadores observaram o alcance do sinal da Rede Globo de Televisão pelo país e o defrontaram com estatísticas sobre fertilidade e divórcio. *

O resultado referente à redução da taxa de natalidade é muito expressivo: o índice caiu de 6,3 crianças por mulher em 1960 para 2,3 em 2000, apesar dos esforços oficiais para redução da contracepção alcançar pouca gente naquele tempo. A opção por menos bebês foi tomada em grande parte por mulheres que migraram para as cidades. Os dados do BID sustentam que as pequenas e felizes famílias, retratadas pela televisão, contribuíram para esta tendência. Associada a outros fatores, a chegada da Globo contribuiu com um declínio de 0,6 pontos percentuais na probabilidade de uma mulher dar à luz em determinado ano. Isso equivalente proporcionalmente a dois anos a mais de instrução da mulher, associada à redução da taxa de natalidade.

O efeito sobre o divórcio foi menor, mas é evidente. Os pesquisadores constataram que entre 1975, quando o divórcio começou a ser debatido, e 1984, um quinto dos principais personagens das novelas da Globo eram separados ou se divorciaram – uma porcentagem mais alta do que no Brasil da vida real. Os conflitos entre os casais não foram somente resultado de machismo: de meados da década de 1960 até meados dos anos 1980, aproximadamente 30% dos principais personagens de atrizes das novelas foram infiéis aos seus parceiros. Os pesquisadores constataram que a chegada da Globo a uma determinada região está associada com uma elevação de 0,1 a 0,2% na decisão de mulheres entre 15 e 49 anos se separarem ou se divorciarem. Os autores estimam que as divertidas e “poderosas” mulheres, retratadas principalmente no Rio de Janeiro, tenham influenciado outras a assumirem vidas mais independentes.

Outra pesquisa aponta que o divórcio e a baixa fertilidade contribuíram para a redução da violência doméstica. Assim, a influência de telenovelas pode ser muito mais positiva do que estimam críticos que as classificam como futilidade. A Globo poderia abordar, por meio da sedução de suas novelas, outros temas importantes como a reforma fiscal, permitindo que a transformação do Brasil seja ainda mais completa.

*Television and Divorce: Evidence from Brazilian Novelas,” by Alberto Chong and Eliana La Ferrara (January 2009) and “Soap Operas and Fertility: Evidence from Brazil,” by Eliana La Ferrara, Alberto Chong and Suzanne Duryea (October 2008).

 

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  1. #1 by Ron Groo - March 22nd, 2009 at 14:50

    Sir Marcus Mayer, me perdoe.
    Mas não gosto de nada que venha da India, nem dos elefantes.
    Acho uma cultura completamente desagradavel e que sofre do maior mal dos ocidentais, só que milhões de vezes mais. Já que este é o numero aproximado que têm de deuses… Um só já nos basta pra atazanar, imagine um milhão?
    Não consigo aguentar a adoração aquele rio sujo que de vez em quando vira passarela para esquifes e corpos em putrefação.
    Seus templos de ratos, gatos, cobras etc…
    Bom de lá, talvez só a beleza do rosto de suas mulheres. Mas mesmo assim fico com o pé atras. Vai que a patroa me pega prestando atenção…
    Abraço e obrigdo por suas palavras.

  2. #2 by Marcus Mayer - March 22nd, 2009 at 16:05

    Ron Groo :

    Sir Marcus Mayer, me perdoe.
    Mas não gosto de nada que venha da India, nem dos elefantes.
    Acho uma cultura completamente desagradavel e que sofre do maior mal dos ocidentais, só que milhões de vezes mais. Já que este é o numero aproximado que têm de deuses… Um só já nos basta pra atazanar, imagine um milhão?
    Não consigo aguentar a adoração àquele rio sujo que de vez em quando vira passarela para esquifes e corpos em putrefação.
    Seus templos de ratos, gatos, cobras etc…
    Bom de lá, talvez só a beleza do rosto de suas mulheres. Mas mesmo assim fico com o pé atras. Vai que a patroa me pega prestando atenção…
    Abraço e obrigdo por suas palavras.

    Caríssimo amigo Ron:

    Gostaria de agradecer pela enorme delicadeza que expressa nas referências e por todos os honorabilíssimos adjetivos com os quais sempre me agracia.

    Estou plenamente de acordo com você no que concerne à questão da exploração da ignorância das pessoas, tão frequente nas religiões. Também respeito o seu gosto pessoal em relação às coisas da Índia, apesar de não concordar com todos os seus argumentos.

    Todavia, caro Ron, gostaria de convidá-lo para uma bem calma leitura do post, que dividi em três partes.

    Na primeira, que serve como uma espécie de introdução, convido o leitor a refletir sobre a questão do preconceito, apresentando um “tipo” que nós repudiamos: a pessoa arrogante, que se sente superior às outras intelectualmente, sem na verdade o ser. Ao ler os textos em seu blog, apesar de muitas vezes “apimentados” com um humor extremamente inteligente e de bom gosto, em diversas ocasiões também pude notar a sua aversão ao “tipo” que destaco. A superioridade intelectual sempre vem acompanhada do respeito pela cultura das pessoas mais humildes.

    Na segunda parte do post, apresento o artigo principal. Ele trata das questões que você e eu reprovamos nas religiões, ou seja, dogmas extraordinariamente ultrapassados para a época na qual vivemos. Conto um pouco da história do hinduísmo (que poucos conhecem) e aponto um sério problema social: o terrível preconceito de castas, ainda existente na Índia atual, em relação aos dalits.

    Considerei o momento oportuno, dada a popularidade que o tema conquistou, por meio da novela que você também já citou, com aquele senso de humor ímpar, em seu blog.

    Para encerrar o texto, trato do contraditório (na nota) e das soluções que se aguardam, e forneço subsídio para leituras especializadas sobre o tema.

    No final do post, traduzi um artigo da Economist, que se fundamenta em pesquisas acadêmicas a respeito da influência de novelas nas questões específicas do divórcio e da redução da natalidade.

    Peço desculpas pela longa tréplica ao seu comentário, que sempre é muitíssimo bem-vindo. Você escreve um blog de muito sucesso e conhece a importância do feedback. E tratando-se de você, caro Ron, espero sempre oferecer a melhor atenção possível.

    Por favor, retorne quando puder dedicar um pouco mais de tempo.

    Um forte abraço.

  3. #3 by Fábio Mayer - March 22nd, 2009 at 21:39

    O fato é que a Índia se obrigou a combater o preconceito mesmo atacando uma tradição milenar, basicamente porque é impossivel um país obter desenvolvimento excluindo 16,6% de sua população de um processo assim.

    Em verdade, se pensarmos bem, o que libertou a Índia da Inglaterra foi mais a revolta do grosso de sua população contra a casta mais importante do que o desejo de liberdade em si. A Índia virou país livre por conta desse desejo e sua Constituição tratou de atacar esse preconceito logo em primeiro momento, até por respeito aos ideais de Ghandi e Nehru.

    Mas eu penso que a Globo exagera nas tintas, ela pinta uma Índia rural em cenário urbano e confunde as cidades caóticas com cidades sem cultura, quando em verdade, é do cáos que a Índia tira energia para se desenvolver tão rápido nos últimos anos.

  4. #4 by Marcus Mayer - March 23rd, 2009 at 00:40

    Fábio Mayer :

    O fato é que a Índia se obrigou a combater o preconceito mesmo atacando uma tradição milenar, basicamente porque é impossivel um país obter desenvolvimento excluindo 16,6% de sua população de um processo assim.

    Em verdade, se pensarmos bem, o que libertou a Índia da Inglaterra foi mais a revolta do grosso de sua população contra a casta mais importante do que o desejo de liberdade em si. A Índia virou país livre por conta desse desejo e sua Constituição tratou de atacar esse preconceito logo em primeiro momento, até por respeito aos ideais de Ghandi e Nehru.

    Mas eu penso que a Globo exagera nas tintas, ela pinta uma Índia rural em cenário urbano e confunde as cidades caóticas com cidades sem cultura, quando em verdade, é do cáos que a Índia tira energia para se desenvolver tão rápido nos últimos anos.

    Caro Fábio:

    Obrigado por sua visita e pelos dados pertinentes que fornece em seu comentário.

    Apesar de minha atuação na área das relações internacionais, ainda tenho muito a aprender sobre a Índia. Desconheço os dados de a independência do país ter se dado mais em função da revolta contra os brâmanes que pela vontade de libertação colonial. Confesso não ter especialização suficiente para argumentar com propriedade.

    O post foi escrito depois de pesquisas que realizei em sites estrangeiros e especializados, pois a informação disponível em língua portuguesa é muito escassa e pouco fidedigna.

    Isso também se refere ao próprio sítio da Rede Globo e aos links sobre a novela “Caminho das Índias”. Lamentavelmente, os dados que encontrei não apresentam nenhuma referência acadêmica.

    Levemos em consideração, todavia, tratar-se de uma novela e não de um documentário científico. A imprecisão que você menciona tem todo fundamento, mas tirando esse aspecto, acho que a Globo realiza um trabalho visual, principalmente, espetacular.

    O fato de nos aproximar dessa cultura milenar acredito já cumprir com a meta principal. O restante, naturalmente, depende de nosso discernimento e da vontade de aprofundamento na pesquisa.

    Espero, ao menos, ter podido contribuir, oferecendo dados corretos e atualizados àqueles que buscam informações sobre o assunto em português.

    A sua contribuição, neste espaço reservado aos comentários, é sempre muito bem-vinda e soma extraordinariamente.

    Abraços.

  5. #5 by Ron Groo - March 23rd, 2009 at 16:44

    Eu li sim novamente e com mais calma os textos Marcus, durante o domingo.
    Mas não tinha nada a acrescentar e nem comentar sobre o post em si.
    Tanto as duas primeiras partes e principalmente, ao enxerto traduzido. Quem sou eu pra discordar ou acrescentar algo lá a não ser dar minha opinião pessoal e, principalmente, afastada. Já que nunca fui a India.
    Por isto meu primeiro coment pareceu tão distante e corrido do tema.
    Valeu! Professor Marcus.

  6. #6 by Marcus Mayer - March 23rd, 2009 at 18:10

    Ron Groo :

    Eu li sim novamente e com mais calma os textos Marcus, durante o domingo.
    Mas não tinha nada a acrescentar e nem comentar sobre o post em si.
    Tanto as duas primeiras partes e principalmente, ao enxerto traduzido. Quem sou eu pra discordar ou acrescentar algo lá a não ser dar minha opinião pessoal e, principalmente, afastada. Já que nunca fui a India.
    Por isto meu primeiro coment pareceu tão distante e corrido do tema.
    Valeu! Professor Marcus.

    Caro Ron, você me deixa envergonhado diante de uma situação dessas! hehehehe

    Não existem palavras para agradecer por todos os espetaculares comentários que você deixou nesta página durante esses quase dois anos. Não importou jamais se você concordou ou não com o conteúdo do post. O importante sempre foi ter a honra por merecer algumas de suas linhas!

    Um segundo comentário, como tréplica para um mesmo post é uma honra ainda maior, pela qual só tenho a agradecer.

    Essa questão de “não ter nada a acrescentar e nem comentar” não tem nada a ver com o seu perfil! Na resposta deixada ao comentário de Fábio Mayer eu também destaco o fato de pouco conhecer da Índia.

    Há uma frase de Ralph Waldo Emerson, que me acompanha pela vida: “Todo homem é superior a mim em algo e é nesse particular que aprendo com ele”.

    Não seria exatamente num artigo no qual tanto abordo o preconceito e ainda para o qual ofereço uma introdução que destaca os “que sabem tudo”, que dispensaria uma crítica.

    Ron Groo, só tenho sempre a aprender com você. Quem me trata tão carinhosamente por professor, sir, lord é quem verdadeiramente merece todos esses títulos.

    Uma vez mais, obrigado por toda essa sua paciência e atenção. E perdoe se alguma vez não me fiz entender.

    Forte abraço.

  7. #7 by Ricardo Rayol - March 24th, 2009 at 13:42

    Sou um ogro. No quesito prepotência concordo que neo-intelectuais, no caso adotei a sigla PIMBAs do genial Adolar Gangorra, são o supra-sumo. Como nunca me lembro quais os PIMBAs em que meto o sarrafo, e já encontrei alguns aqui na blogosfera antagonicamente falando, não posso relatar nenhum caso peculiar, o que é uma pena. Não sou alheio ao debate, mas certos blogueiros que encontrei me deram nos nervos e os mandei, solenemente, toamr no olho que o sol não alumeia.

    Mas cá entre nós, um cara gostar de Paulo Coelho, o maior embusteiro esotérico vivo da humanidade, é de lascar.

  8. #8 by Marcus Mayer - March 25th, 2009 at 16:10

    Ricardo Rayol :

    Sou um ogro. No quesito prepotência concordo que neo-intelectuais, no caso adotei a sigla PIMBAs do genial Adolar Gangorra, são o supra-sumo. Como nunca me lembro quais os PIMBAs em que meto o sarrafo, e já encontrei alguns aqui na blogosfera antagonicamente falando, não posso relatar nenhum caso peculiar, o que é uma pena. Não sou alheio ao debate, mas certos blogueiros que encontrei me deram nos nervos e os mandei, solenemente, toamr no olho que o sol não alumeia.

    Mas cá entre nós, um cara gostar de Paulo Coelho, o maior embusteiro esotérico vivo da humanidade, é de lascar.

    Caro Rayol:

    Devagar, começo a conhecer todos os personagens e seus respectivos fantásticos apodos. Admiro esse talento para inserir humor na “comédia da vida pública”. E só tenho a agradecer pelo comentário, o qual conferiu mais substância ao conteúdo do post.

    Ah, mas essa frase inicial “sou um ogro”, já a vi antes. Heheheheh A sua vaga na próxima versão do “Manhattan Connection” está garantida, Ricardo! Não lhe faltam méritos.

    Paulo Coelho foi mais uma isca, sim. Estava aguardando uma chance para oferecer explicação.

    Particularmente, considero mais grave a crítica inconsistente que o próprio conteúdo da obra. A leitura de best-sellers, sejam eles nacionais ou importados, pode não ser uma incursão pela intelectualidade. Certamente, não o é.

    Todavia, num país no qual a capacidade de compreensão de textos é tão, mas tão catastroficamente ruim entre os estudantes (e esse fenômeno permanece durante a vida adulta e profissional), o simples ato de exercitar a leitura já é um enorme diferencial.

    O meio acadêmico discorda de minha tese. Acredita que incentivar a leitura de um texto machadiano ou rosiano estimule a intelectualidade. Considero tal prática inócua. Surte os mesmos efeitos que o oferecimento de um texto grego a um leitor latino. E isso ainda pode causar aversão à leitura.

    Minha crítica é dirigida somente aos bloggers e àqueles que têm por hábito afirmar o seguinte: “nós devemos se preocupar com quem lê Paulo Coelho por causa que é um iscritor que só pensa em ganhá dinhero”.

    A esses recomendaria, de todo coração, começar pela “Turma da Mônica”.

    Forte abraço.

  9. #9 by Lili - March 25th, 2009 at 19:59

    Marcus, obrigada pelos ótimos comentários! Aproveitei para revisitar seu blog, fazia tempo que não entrava. Tá mto bacana! Mas tenho que falar: mais bacana que o banner que ganhei, não tem! Obrigada!! :-)

  10. #10 by Marcus Mayer - March 25th, 2009 at 22:50

    Lili :

    Marcus, obrigada pelos ótimos comentários! Aproveitei para revisitar seu blog, fazia tempo que não entrava. Tá mto bacana! Mas tenho que falar: mais bacana que o banner que ganhei, não tem! Obrigada!! :-)

    Querida Liliane:

    Fiquei muito feliz e honrado por sua visita, sobretudo, pelo registro do comentário! Acredito que também aconteça com você: tenho uma porção de amigos que lêem o blog e até falam pessoalmente comigo sobre o conteúdo dos artigos, porém jamais registram um comentário.

    Nós, que “brincamos” de escrever, sempre aguardamos um feedback, por mais breve ou crítico que seja, não é?!

    Agora sim, faz todo o sentido apresentar um banner desse seu novo blog por aqui. O “Algo do Mundo” é muito inteligente, e dirigido a um público diferente daquele outro. Já o relacionei entre as leituras de Feeds e terei prazer por acompanhá-lo.

    Lili, venha sempre e registre seus comentários mesmo que discorde plenamente do conteúdo do post ou do artigo. O seu e-mail já está liberado e não precisará mais de autorização prévia antes de publicar uma opinião.

    Abraços.

  11. #11 by Lúcio Lopes - March 26th, 2009 at 00:34

    Caro Marcus. Belíssimo texto (Primeira parte do POST), me diverti a valer! Ri muito!
    Só vou ter de discordar quando os neo-intelectualóides juntam Flamengo ao Corinthians. Flamengo é um atestado de inteligência e bom gosto a qq cidadão. Rsssss
    Mesmo sem ser um intelectual, confesso que tenho um baita preconceito. É contra petralhas, especialmente os racistas radicais do governo Lula. Por exemplo, a Matilde ultra-racista, então ministra do Anti-racismo.

    Comentando a segunda parte. Eu sabia muito pouco sobre a Índia, e seu artigo, Marcus, está deveras sensacional sobre todos os aspectos. Parabéns.

    Terceira Parte: Que eu saiba, a ditadura subsidiou a TV Globo para o Roberto Marinho, que na ocasião era apenas testa-de-ferro de um milionário norte-americano que explorava a produção de alumínio no Brasil (esqueci o nome do gajo). Por isso mesmo a Globo foi porta-voz fiel da ditadura durante seus 21 anos. Os intelectuais de fato estavam na Emissora, mas sempre lendo na cartilha do Marinho. Questão de sobrevivência.
    Marcus, a fertilidade no Brasil caiu muito com o advento da TV, mas isto aconteceu no mundo inteiro, você não concorda?

    Ando sem muito tempo, por isso parei com o Minuto Político, mas estou voltando a ser seu leitor. Um grande abraço, Lúcio Lopes.

  12. #12 by Magui - March 26th, 2009 at 01:19

    O preconceito na India é insuportável. Os párias sequer têm direito de ter casa própria e vivem em barracos insalubres. Há um moviemnto dentro do governo para que possam financiar suas casas o que vem acontecendo devagar. O corpo dos párias é jogado na rua e uma escavadeira passa pegando os cadaveres que depois são queimados na beira do Ganges, uma fedentina de dar naúsea. Tenho horror daquela sujeira, daquela multidão andando pelas ruas fedendo todas. Ninguém consegue ficar lá mais de uma semana.

  13. #13 by Marcus Mayer - March 26th, 2009 at 03:17

    Lúcio Lopes :

    Caro Marcus. Belíssimo texto (Primeira parte do POST), me diverti a valer! Ri muito!
    Só vou ter de discordar quando os neo-intelectualóides juntam Flamengo ao Corinthians. Flamengo é um atestado de inteligência e bom gosto a qq cidadão. Rsssss
    Mesmo sem ser um intelectual, confesso que tenho um baita preconceito. É contra petralhas, especialmente os racistas radicais do governo Lula. Por exemplo, a Matilde ultra-racista, então ministra do Anti-racismo.

    Comentando a segunda parte. Eu sabia muito pouco sobre a Índia, e seu artigo, Marcus, está deveras sensacional sobre todos os aspectos. Parabéns.

    Terceira Parte: Que eu saiba, a ditadura subsidiou a TV Globo para o Roberto Marinho, que na ocasião era apenas testa-de-ferro de um milionário norte-americano que explorava a produção de alumínio no Brasil (esqueci o nome do gajo). Por isso mesmo a Globo foi porta-voz fiel da ditadura durante seus 21 anos. Os intelectuais de fato estavam na Emissora, mas sempre lendo na cartilha do Marinho. Questão de sobrevivência.
    Marcus, a fertilidade no Brasil caiu muito com o advento da TV, mas isto aconteceu no mundo inteiro, você não concorda?

    Ando sem muito tempo, por isso parei com o Minuto Político, mas estou voltando a ser seu leitor. Um grande abraço, Lúcio Lopes.

    Caríssimo Lúcio:

    Que excelente surpresa! Fiquei muito contente com a visita.

    Lamento pela parada do “Minuto Político”, mas entendo a exaustão. O meu ritmo de postagens também diminuiu – hoje escrevo com intervalos maiores. Por isso, o conteúdo deixou de dar ênfase para o noticiário e foi substituído por textos de maior “durabilidade”. Permito-me dedicar maior atenção aos visitantes e aos seus respectivos comentários.

    Lúcio, este espaço está aberto para você. Se sentir vontade de escrever um artigo, terei prazer por publicá-lo, ao lado de sua assinatura e foto.

    Muito obrigado, pelos seus comentários. O texto é fruto de uma breve pesquisa. Eu também desconhecia essa realidade. Estava curioso para saber o quanto havia de ficção e verdade nas questões-chave retratadas na novela de Glória Perez.

    Entendi o seu humor em relação ao preconceito, mas você está totalmente isento disso nas questões que se referem aos “petralhas”. Definiria essa atitude como aversão muito justificável. E isso eu também tenho, sobretudo, aversão a baratas e ladrões.

    Sobre a questão da fertilidade, concordo plenamente que ela tenha diminuído com o advento da televisão no mundo inteiro. O artigo da Economist destaca não somente a TV mas, especificamente as novelas da Globo. Por isso, associei o tema ao preconceito em relação aos “produtos” populares que, como neste caso, podem fazer um bem tremendo.

    Na resposta ao comentário do colega Ricardo Rayol, destaquei a influência positiva que poderiam ter até as leituras que, em geral, a nossa classe um pouco mais letrada condena.

    Na história da TV brasileira, dos Diários Associados de Chateubriand, da Globo dos Marinho, do SBT de Silvio Santos, da atual Record do Bispo, infelizmente, acredito que sempre tenham existido interesses obscuros em jogo. Esse seria um ótimo tema para debate futuro.

    Seja sempre muito bem-vindo!

  14. #14 by Marcus Mayer - March 26th, 2009 at 15:19

    Magui :

    O preconceito na India é insuportável. Os párias sequer têm direito de ter casa própria e vivem em barracos insalubres. Há um movimento dentro do governo para que possam financiar suas casas o que vem acontecendo devagar. O corpo dos parias é jogado na rua e uma escavadeira passa pegando os cadaveres que depois são queimados na beira do Ganges, uma fedentina de dar naúsea. Tenho horror daquela sujeira, daquela multidão andando pelas ruas fedendo todas. Ninguém consegue ficar lá mais de uma semana.

    Cara Magui:

    Estava aguardando por um comentário como o seu. Eu ainda não viajei pela Índia, mas espero ter a chance de fazê-lo algum dia.

    Esse seu testemunho, tão lamentável a respeito da situação de lá, reforça o intuito do post. Queria mesmo destacar a precariedade da situação. O mundo de Marajás, retratado por Glória Perez, caracteriza somente o topo da pirâmide social, que, conforme mostram os números e depoimentos disponíveis, deve ter uma base extremamente larga.

    Muito obrigado, por sua visita e pelas informações prestadas! Volte sempre!

  15. #15 by josé - August 16th, 2009 at 02:36

    Gostei do artigo, e penso que a novela cumpre função social msotrando tais assuntos. Mas o excesso de humor, típico do brasileiro, tira a seriedade de qualquer assunto. A família Opash beira à criminalidade, e como tal deveria ser mostrada, não como simpáticos indianos, onde o preconceito é algo meio “inevitável”.

  16. #16 by Marcus Mayer - August 17th, 2009 at 17:10

    josé :

    Gostei do artigo, e penso que a novela cumpre função social msotrando tais assuntos. Mas o excesso de humor, típico do brasileiro, tira a seriedade de qualquer assunto. A família Opash beira à criminalidade, e como tal deveria ser mostrada, não como simpáticos indianos, onde o preconceito é algo meio “inevitável”.

    Caro José, concordo plenamente com você. O único porém, o qual devemos observar, é que se trata de puro entretenimento. Uma abordagem mais séria e realista poderia ser encontrada nos canais Discovery ou National Geographic.

    Muito obrigado pelo seu comentário. Retorne sempre!

    Abraços.

  17. #17 by bebeto_maya - October 18th, 2009 at 23:55

    Uma consideração sobre como a Globo lida com estes preconceitos é importante, porque ela sempre pinta as minorias como coitadinhos, incapazes de fazer mal a quem quer que seja, mal representados e sem qualquer poder, não importa que grupos GLBT e racialistas tenham acesso automático ao gabinete do presidente Lula. Pra Globo e os iluminados, são “sempre coitadinhos”…

    Enquanto isto, no ocidente, onde homossexuais e minorias raciais têm mais direitos que em qualquer lugar no mundo, recaí a pecha de malditos fascínoras racistas e homofóbicos. Isso sim é vergonhoso, porque se chamam o ocidente de tudo isso, é simplesmente porque nos deixamos criticar enquanto os indianos e mulçumanos, não.

    Nosso mundo, com todos os preconceitos, ainda é muito mais civilizado que o deles,veja que mesmo quem discorda do homossexualismo não concorda, pelos menos na maioria das vezes, com um tratamento desumano direcionado a esta minoria. Enquanto no Irã, os coitados são mortos e vivem escondidos.

    Sim, está na hora de acabar com o preconceito, mas está na hora das pessoas arcarem com suas responsabilidades também. Luta de Classes é apenas uma forma chique de marxismo cultural.

  18. #18 by Marcus Mayer - June 5th, 2010 at 20:26

    Obrigado por sua visita e pelo seu comentário, Bebeto Maya.

    Felizmente, temos a vantagem de viver numa democracia. No Irã, sob os aiatolás, certamente, nem o seu comentário, nem o meu texto poderiam ser publicados.

    Abraços.

    Marcus

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