Rio 2016: uma chance espetacular e um grande desafio


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A escolha da Cidade Maravilhosa como sede das Olimpíadas em 2016 é demonstração de grande crédito – não somente do Comitê Olímpico Internacional (COI), mas também da comunidade global – depositado no Rio de Janeiro e no Brasil. Estou extremamente satisfeito com a fantástica chance que se apresenta para o País e seu povo.

Antes de discorrer sobre as razões que tanto nos alegraram nos últimos dias, vale destacar que em cada uma das quatro cidades que se qualificaram como candidatas finalistas do COI – Chicago, Madrid, Rio e Tóquio -, observaram-se, todavia, em maior ou menor número, duas ‘torcidas’ respeitáveis: uma a favor e outra contra a escolha, para sediar os Jogos. Em Chicago, moradores criaram até um site, Chicagoans for Rio 2016 (já fora do ar), para manifestar desagrado com a candidatura americana.

Aqui não chegamos tão longe, mas na véspera da cerimônia do COI em Copenhagen, lia-se no blog do conceituado comentarista esportivo Juca Kfouri que o seu voto, caso fosse eleitor do comitê, seria em favor de Madrid. Mais do que desejar a vitória de Madrid, Juca estava torcendo primeiramente contra o Rio de Janeiro, conforme registrado em diversos de seus textos. Em enquete disponibilizada na mesma página, o resultado apontava para uma maioria de leitores simpáticos à escolha de Chicago (35%) e, se somados todos os votos contrários ao Rio, 74% preferiam as rivais.

Outro bom exemplo é o do colega blogger Fábio Mayer: há longa data, Fábio tem escrito artigos, sempre muito bem fundamentados, com severas críticas à realização de megaeventos esportivos no Brasil. Apresentou-se contrário à escolha da cidade carioca como sede olímpica e tem lamentado profundamente as consequências dos Jogos Pan-americanos de 2007. Também tem criticado a realização em 2014 da Copa do Mundo de Futebol, principalmente em função do dinheiro público que será destinado às reformas dos estádios.

Essa também é a opinião de Hilário Franco Júnior, pesquisador da USP sobre a historia social do esporte, que concedeu uma ótima entrevista ao caderno Aliás, do jornal O Estado de S.Paulo (ed. 4/OUT/09). Em sua avaliação, “o Brasil tem uma série de problemas mais importantes a resolver antes de tratar de uma questão esportiva”.

Àqueles que leem o nosso artigo, sugiro um exercício dialético: quando dispuserem de um tempinho extra, não deixem de visitar os links até aqui sugeridos, que contêm pontos de vista diferentes do nosso. Aqui, neste blog, serão sempre contagiados por um extraordinário entusiasmo a favor da realização de grandes eventos. Consideramos, entretanto, muito importante conhecer os obstáculos e desafios que se apresentam.

logo_brasil2014Entendemos que o Rio de Janeiro está diante de uma oportunidade histórica única. E esse é um momento muito raro, no qual estamos plenamente de acordo com o opinião expressada pelo presidente Lula da Silva: sim, nós podemos! Podemos realizar os Jogos Olímpicos, assim como a Copa do Mundo. O argumento de que há áreas mais importantes para o investimento de dinheiro público, como saúde ou educação, não nos convence. Muito pelo contrário, acreditamos que os problemas de saúde, educação, transporte, criminalidade, infraestrutura, meio ambiente etc. serão resolvidos mais facilmente com o megainvestimento exigido pelos eventos esportivos. Somos da opinão de que devemos combater a corrupção e a má administração dos eventos – jamais a chance de sediar as competições.

O orçamento inicial previsto para os Jogos, de R$ 28,8 bilhões, certamente será ultrapassado. Isso não quer dizer que as obras de infraestrutura devam ser superfaturadas. Além disso, centenas de milhares de empregos (a mais) serão criados nos próximos anos, só em função desses grandes acontecimentos esportivos.

Estadio do Morumbi - Copa 2014Por ocasião da Copa do Mundo, as cidades-sede, além de receberem estádios modernos – com assentos, estacionamentos e banheiros adequados -, serão recompensadas com obras de infraestrutura urbana e nacional (ampliação de aeroportos, transporte coletivo, saneamento etc.). Até o projeto do TAV (Trem de Alta Velocidade) parece que sairá mesmo do papel – apesar de o prazo inicial de entrega da obra (2015) ultrapassar a data da Copa. De acordo com os planos do governador de São Paulo, José Serra, e do prefeito paulistano, Gilberto Kassab, o município deverá ter 100% do esgoto tratado até 2014. Somente “esse detalhe” já seria uma vitória extraordinária da metrópole, em termos de saúde pública.

No caso dos Jogos Olímpicos, esses apresentarão reflexo mais acentuado sobre a cidade do Rio de Janeiro e seu entorno. Mesmo assim, contribuirão imensamente com o crescimento econômico brasileiro como um todo. Os investimentos, tanto públicos quanto privados, gerarão centenas de milhares de empregos. O país atrairá turistas e divisas. O comércio e os serviços (sobretudo o setor hoteleiro e de cruzeiros marítimos) serão estimulados. O Rio de Janeiro e o Brasil serão palco das atenções por parte de bilhões de espectadores do mundo todo, durante quase um mês. Será um marketing extraordinário para a Cidade Maravilhosa e os para os brasileiros. 

A despoluição da Baía de Guanabara e da Lagoa Rodrigo de Freitas (prometida desde o Pan) será uma enorme vitória do meio ambiente. A ampliação da rede de metrô e a construção de corredores exclusivos para ônibus contribuirão com o ordenamento do transporte coletivo e com a diminuição dos engarrafamentos. A revitalização da região portuária da cidade permitirá aos cariocas e aos turistas que aportam no Rio, finalmente, vislumbrar uma bela paisagem urbana (as obras programadas inspiram-se no exemplo de Barcelona). Tudo isso será aproveitado, muito além do período de realização dos Jogos. 

Lagoa Rodrigo de Freitas

Também são esperados avanços na desregulamentação administrativa, buscando viabilizar grandes investimentos estrangeiros diretos, como a construção de novos complexos hoteleiros. Grandes grupos estrangeiros poderão investir no Brasil, a partir da reformulação dos trâmites burocráticos para a concessão de licensas ambientais. Isso refletirá também em outras regiões brasileiras, que têm o turismo como maior fomentador econômico.  

O desenvolvimento esperado para os próximos anos permitirá avançar na política de combate à criminalidade – um dos mais sérios problemas brasileiros (e não somente dos cariocas e fluminenses). Certamente, não podemos esquecer que as Olimpíadas serão um grande incentivo ao desenvolvimento do esporte nacional. O Brasil acaba de conquistar a chance de se tornar também uma grande potência esportiva.

Sem embargo, depois de tantos argumentos favoráveis, não podemos ser cegos e deixar de observar os imensos desafios que se apresentam. O maior de todos é o combate à corrupção. Muito dinheiro público está em jogo; e se os responsáveis por todas as obras e investimentos públicos não forem devidamente fiscalizados, certamente, muitos grandes projetos serão perdidos. E haverá então uma festa exclusiva de políticos e empreiteiros desonestos.

rio_2016_girlSugerimos àqueles que ainda são céticos em relação à Rio 2016 (e também à Copa do Mundo de 2014), que se oponham radicalmente à corrupção. Que ajudem a fiscalizar o destino dos recursos públicos. Se Seul (1988), Sydney (2000), Pequim (2008) realizaram com competência os seus Jogos, por que o Rio de Janeiro não poderia fazê-lo também? Por que estaria a África do Sul preparada para receber os benefícios de uma Copa e o Brasil não? Façamos como Fábio Mayer, que em seu blog denuncia o abandono do complexo esportivo de Deodoro ou do parque aquático Maria Lenk – dois legados dos Jogos Pan-americanos de 2007 -, mas não tenhamos tanto complexo de inferioridade!

Lembremo-nos de que a renda per capita PPP (por poder de compra) brasileira (US$10,466) é quase o dobro da chinesa (US$5,970) e superior à da África do Sul (US$10,136)*.

Sejamos todos favoráveis à realização da Copa e das Olimpíadas no Brasil! E também combativos diante dos maus políticos e dos maus administradores! Afinal, quem pagará a conta somos nós, contribuintes, que desejamos sempre o melhor retorno dos impostos que recolhemos.

* Dados referentes a 2008, Fundo Monetário Internacional

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  1. #1 by Fábio Mayer - October 5th, 2009 at 12:46

    Como bom democrata eu sei aceitar as derrotas. Razão pela qual, mesmo contra a Copa 2014 e a Rio 2016, ainda assim, como brasileiro e cioso do uso o dinheiro público, eu torço e farei tudo o que estiver ao meu alcance para que tais eventos sejam um sucesso.

    Até porque, se forem um fracasso, a conta será ainda mais salgada para se pagar.

    EU torço sinceramente, que a esplendorosa Rio de Janeiro ganhe mobiliários urbanos modernos, contenha sua violência e ganhe muito em rede hoteleira e mobilidade urbana. E como ecologista que sou, rezo a Deus que a Baía de Guanabara e a Lagoa Rodrigo de Freitas sejam despolúidas, que o favelamento da cidade seja reduzido e combativo e que os cariocas possa experimentar o viço de uma cidade novamente bela a representar o Brasil aos olhos do mundo.

    Mas só alerto para os colossais desafios disso:

    Pegando apenas o caso da Baía da Guanabara. Um dos maiores fatores de poluição dela é a invasão irregular dos mangues, feita por gente instruída a tanto por políticos de raia miúda e especuladores imobiliários, que farão TUDO ao seu alcance para impedir a empreitada e se duvidar muito, apelando para a guerrilha armada dos exércitos de traficantes.

    É apenas um exemplo… quantos outros haverão no Rio?

    Desejo sorte ao Rio, como sempre a desejo ao Brasil. Mas os desafios não podem ser vistos apenas sob o ponto de vista de benesses econômicas, há aqui, um componente político muito maior e mais poderoso que em qualquer outra cidade que já tenha sediado os jogos.

  2. #2 by Ron Groo - October 5th, 2009 at 14:39

    Me perdoe a linguagem, mas Juca Kfouri é uma besta. É bairrista e torcedor antes de ser jornalista. E se eu rezo pela cartilha de Nelson Rodrigues que diz que os que não assumem seus times são uns covardes, também acho que é necessário separar uma coisa de outra.

    Não torço contra o Rio, tenho amigos maravilhosos que moram lá. E se tanta gente boa mora por lá é sinal de que a cidade não é ruim e hostil.
    É violenta? Sim, mas São Paulo que tanto amo também é. Cridite-se isto a ausência do estado onde deveria atuar e a onipresença do mesmo onde deveria ficar quieto e fingir que não existe.
    Você meu caro Marcus, sabe do que falo.

    Minha birra com o projeto da copa e o olímpico fica por conta de uma pequena coisa que insiste em nos acompanhar por séculos.
    A falta de compromisso dos homens públicos com ética, honestidade e transparencia.
    Orçou-se em $25 bilhões, mas corto meus culhões fora se não superar – e muito – esta cifra em superfaturamento. Sem contar os elefantes branco que sobrarão ao fim do evento e que nunca mais serão utilizados, tais como o enorme centro de tiro, velódromo e outras coisinhas às quais nossos atletas das modalidades não usam, pois vão treinar fora do país…

    Outra coisa que me incomoda muito é a necessidade quase endêmica que o brasileiro tem de passar para trás seus semelhantes.
    Vou te dar um exemplo: os taxisitas daqui, e do Rio, não param o taximetro quando se “perdem”. E não se furtam em tirar qualquer trocado a mais dos turistas.

    Fico feliz com o evento sim, mas com os dois pés atrás com as enormes reticencias que ficam sempre pendendo nas frases dos homens que vão tocar estes projetos à frente.

    Grande abraço Marcus.

  3. #3 by Mário Machado - October 6th, 2009 at 13:06

    É uma ótima oportunidade para que de costa pra parede com um dead line se façam as coisas que têm que ser feitas.

    Como defendo se há ladrões entres os políticos é por que assim permitimos ao votar neles, ou não ficar atento a quem nós elegemos.

    Como disse jocosamente o Reinaldo Azevedo se a roubalheira voltar a limitar-se a 10% já teremos ganho…

  4. #4 by Marcus Mayer - October 7th, 2009 at 17:48

    Fábio Mayer :

    Como bom democrata eu sei aceitar as derrotas. Razão pela qual, mesmo contra a Copa 2014 e a Rio 2016, ainda assim, como brasileiro e cioso do uso o dinheiro público, eu torço e farei tudo o que estiver ao meu alcance para que tais eventos sejam um sucesso.

    Até porque, se forem um fracasso, a conta será ainda mais salgada para se pagar.

    EU torço sinceramente, que a esplendorosa Rio de Janeiro ganhe mobiliários urbanos modernos, contenha sua violência e ganhe muito em rede hoteleira e mobilidade urbana. E como ecologista que sou, rezo a Deus que a Baía de Guanabara e a Lagoa Rodrigo de Freitas sejam despolúidas, que o favelamento da cidade seja reduzido e combativo e que os cariocas possa experimentar o viço de uma cidade novamente bela a representar o Brasil aos olhos do mundo.

    Mas só alerto para os colossais desafios disso:

    Pegando apenas o caso da Baía da Guanabara. Um dos maiores fatores de poluição dela é a invasão irregular dos mangues, feita por gente instruída a tanto por políticos de raia miúda e especuladores imobiliários, que farão TUDO ao seu alcance para impedir a empreitada e se duvidar muito, apelando para a guerrilha armada dos exércitos de traficantes.

    É apenas um exemplo… quantos outros haverão no Rio?

    Desejo sorte ao Rio, como sempre a desejo ao Brasil. Mas os desafios não podem ser vistos apenas sob o ponto de vista de benesses econômicas, há aqui, um componente político muito maior e mais poderoso que em qualquer outra cidade que já tenha sediado os jogos.

    Caro Fábio:

    Não acho que você tenha sido derrotado. Muito pelo contrário, o seu posicionamento sempre foi sustentado pelo combate ao mal uso do dinheiro público. Os nossos verdadeiros adversários são os corruptos e mal administradores. Ninguém ainda os venceu.

    Muitas vezes durante minha vida, Fábio, precisei rever conceitos. Ao ler o texto mais recente em seu blog e o comentário deixado aqui, observo que você já fez a revisão, como esperado, para uma melhor compreensão das oportunidades que se apresentam ao Brasil e ao seu povo.

    A chance oferecida ao Rio de Janeiro não partiu de uma disputa entre países desgraçados e políticos corruptos. Foi uma disputa de projetos extremamente competentes.

    Todavia, destaque-se aqui “projetos”.

    Conhecedores da nossa realidade, é muito natural ficarmos céticos diante de promessas faraônicas de governantes brasileiros. Tenha a absoluta certeza de que também permaneço apreensivo e desconfiado em relação a tudo o que está sendo prometido.

    Fábio, comecei a escrever o artigo logo depois do anúncio da cerimônia em Copenhagen. Nos dias que se seguiram, acompanhei a repercussão na mídia e já disponho de alguns dados mais para ficarmos ainda mais esperançosos.

    O presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, em entrevista ao Jornal das 10, na Globo News, deu algumas dicas sobre como será feito o controle do dinheiro. Parece que haverá mais transparência e fiscalização – muito diferente do ocorrido quando do Pan.

    No que concerne às obras, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, falou em 100 bilhões de reais em investimentos (públicos e privados) previstos para os próximos cinco anos, para a cidade-sede dos Jogos. Conforme já havia previsto (e registrado no texto), aqueles 28,8 bilhões do orçamento inicial serão largamente ultrapassados.

    Durante o período que nos separa dos eventos, tenha a certeza de que estarei com você, procurando fiscalizar e denunciar irregularidades, quando existirem.

    Muito grato, pelo seu excelente comentário!

    Abraços.

  5. #5 by Marcus Mayer - October 7th, 2009 at 18:29

    Ron Groo :

    Me perdoe a linguagem, mas Juca Kfouri é uma besta. É bairrista e torcedor antes de ser jornalista. E se eu rezo pela cartilha de Nelson Rodrigues que diz que os que não assumem seus times são uns covardes, também acho que é necessário separar uma coisa de outra.

    Não torço contra o Rio, tenho amigos maravilhosos que moram lá. E se tanta gente boa mora por lá é sinal de que a cidade não é ruim e hostil.
    É violenta? Sim, mas São Paulo que tanto amo também é. Cridite-se isto a ausência do estado onde deveria atuar e a onipresença do mesmo onde deveria ficar quieto e fingir que não existe.
    Você meu caro Marcus, sabe do que falo.

    Minha birra com o projeto da copa e o olímpico fica por conta de uma pequena coisa que insiste em nos acompanhar por séculos.
    A falta de compromisso dos homens públicos com ética, honestidade e transparencia.
    Orçou-se em $25 bilhões, mas corto meus culhões fora se não superar – e muito – esta cifra em superfaturamento. Sem contar os elefantes branco que sobrarão ao fim do evento e que nunca mais serão utilizados, tais como o enorme centro de tiro, velódromo e outras coisinhas às quais nossos atletas das modalidades não usam, pois vão treinar fora do país…

    Outra coisa que me incomoda muito é a necessidade quase endêmica que o brasileiro tem de passar para trás seus semelhantes.
    Vou te dar um exemplo: os taxisitas daqui, e do Rio, não param o taximetro quando se “perdem”. E não se furtam em tirar qualquer trocado a mais dos turistas.

    Fico feliz com o evento sim, mas com os dois pés atrás com as enormes reticencias que ficam sempre pendendo nas frases dos homens que vão tocar estes projetos à frente.

    Grande abraço Marcus.

    Caro Ron:

    As suas observações sempre permitem a identificação “nítida” e “objetiva” dos fatos. Você tem a capacidade de expressar claramente uma opinião inteligente em relação aos acontecimentos – ocorram eles no Brasil ou no mundo.

    Você citou “ética”, “transparência” e “honestidade” – valores que nos são tão caros, como aqueles que esperamos “há séculos”, por parte dos homens públicos, da classe dirigente. É exatamente esta a questão que nos deixa céticos quando ao pleno êxito do imenso projeto olímpico que se apresentou.

    Ron, num único parágrafo, você resumiu perfeitamente a origem do grave problema da criminalidade na Cidade Maravilhosa: a péssima percepção das responsabilidades e a atuação do estado. Tenho a esperança, entretanto, de que as coisas terão maior chance de melhora com os Jogos. A perda sofriada pelo Rio, desde que deixou de ser capital, talvez seja compensada agora.

    Certamente, concordo com você no que concerne à “conceituada besta”. Procurei destacar exatamente o oposto daquilo que defendi na continuação do texto, utilizando Juca Kfouri somente como exemplo. Eu o escuto na CBN e acompanho muitos de seus textos pelo UOL. Mas não é o meu favorito, esteja seguro disso. Todavia, a besta diverte… não acha?

    Meu amigo, aproveito para desculpar-me pela ausência durante as últimas semanas em seu blog. Estou adotando um ritmo lento e espaçado até mesmo aqui, neste meu espaço. Prefiro assim a parar completamente; e também oferecer atenção aos comentadores.

    Um forte abraço.

  6. #6 by Marcus Mayer - October 8th, 2009 at 16:53

    Mário Machado :

    É uma ótima oportunidade para que de costa pra parede com um dead line se façam as coisas que têm que ser feitas.

    Como defendo se há ladrões entres os políticos é por que assim permitimos ao votar neles, ou não ficar atento a quem nós elegemos.

    Como disse jocosamente o Reinaldo Azevedo se a roubalheira voltar a limitar-se a 10% já teremos ganho…

    Caro Mário Machado:

    Os nossos grandes adversários olímpicos, realmente, são a corrupção e a incompetência estatal. Depois deles, vencer as potências esportivas será uma enorme diversão.

    Observo que a oposição que poderia haver em relação aos Jogos se limita, quase que exclusivamente, aos maus administradores. E você tem razão ao afirmar que temos de dividir a responsabilidade, pois somos nós próprios os responsáveis por elegê-los.

    Muito obrigado, pela visita e pelo registro do comentário.

    Abraços.

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