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	<title>Marcus Mayer's Blog &#187; Africa</title>
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		<title>Os primos de Guiné-Bissau</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 21:33:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>

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		<description><![CDATA[O fenômeno da globalização transformou os cursos de Relações Internacionais (R.I.) numa opção significativamente atrativa para os estudos de graduação e pós-graduação nas melhores universidades brasileiras e ao redor do mundo. A grande procura transformou a carreira numa das mais disputadas da FUVEST, o exame para ingresso na Universidade de São Paulo (USP).  O profissional [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 15pt; color: #9fb6cd; font-family: Helvetica;"><strong><img class="alignleft size-full wp-image-1616" style="border: 0px;" title="Flag of Guinea-Bissau" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/flag-guinea-bissau.jpg" alt="Flag of Guinea-Bissau" width="170" height="99" />O </strong></span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">fenômeno da globalização transformou os cursos de Relações Internacionais (R.I.) numa opção significativamente atrativa para os estudos de graduação e pós-graduação nas melhores universidades brasileiras e ao redor do mundo. A grande procura transformou a carreira numa das mais disputadas da FUVEST, o exame para ingresso na Universidade de São Paulo (USP).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"> </span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">O profissional de R.I., além de aprofundar seus estudos em geografia e história mundial, recebe boa dose de conhecimentos em sociologia, economia, política, direito internacional, filosofia e línguas estrangeiras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"> </span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">O leque que se apresenta no mercado de trabalho também é bastante amplo. Abrange funções em organizações governamentais e não-governamentais, em organismos internacionais como ONU, OMC, blocos regionais (UE, Mercosul, Nafta), na iniciativa privada etc. Permite também uma excelente base de conhecimentos para eventual ingresso na carreira diplomática (esta depende de aprovação no exame do Instituto Rio Branco, vinculado ao Itamaraty).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"> </span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Os profissionais podem, ao sabor do próprio gosto e do trabalho que executam, escolher as especializações. Contudo, assim como o é para os diplomatas, a tarefa de dominar a grande gama  informações sobre os quase 200 países do mundo, é árdua.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"> </span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">&#8220;Quase&#8221; 200 países? Por que não apresentar o número exato? &#8211; Dependendo da fonte de informação esse número é distinto. O Departamento de Estado americano (U.S. Department of State) reconhece 194 países independentes. As Nações Unidas contabilizam 192 membros e mais dois estados independentes (Vaticano e Kosovo). A minha conta monta a 196, pois nela incluo Taiwan e Palestina.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Toda essa introdução visa somente a demonstrar como é extensa a quantidade de informações com as quais lidam os profissionais de R.I., em geral generalistas. Existem, todavia, aqueles especializados em países específicos ou em determinado grupo (OCDE, América Latina, África, Oriente Médio, Extremo Oriente etc.).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Hillary Clinton, atual Secretária de Estado (cargo que corresponde aqui ao de Ministro de Relações Exteriores) do governo de Barack Obama, admirada pelo seu conhecimento a respeito da geografia mundial, também terá de enfrentar o problema. Todavia, tem à disposição, como fonte de dados, todo o Departamento de Estado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>AFRICA</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">No início do ano, divulgamos notícia a respeito da entrada em vigor do acordo ortográfico assinado pelos 8 estados que compõem a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (Portugal, Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, e, Timor Leste). O grupo é integrado por um país europeu, um americano, um asiático e cinco africanos. Exceção feita para Portugal, que integra a União Européia, e para o Brasil, os demais apresentam as piores posições no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e encontram-se entre as nações mais pobres do planeta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><img class="alignleft" title="joao-bernardo-vieira-isabella" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/joao-bernardo-vieira-isabella.jpg" alt="joao-bernardo-vieira-isabella" width="185" height="380" /></span>Ontem fomos surpreendidos com a notícia do assassinato do presidente de Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira. Excetuando-se a barbarie do ato, a notícia não encontra nenhuma grande relevância na comunidade internacional. Isso pode ser constatado facilmente, pois, em seguida ao ocorrido, pouquíssimos sites ou canais de notícias tornaram a abordar as consequencias do fato.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Quem lê o post talvez se sinta desestimulado em prosseguir, dada a irrelevância da notícia. Pedimos, contudo, que continue a leitura, pois logo atingiremos o objetivo do texto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Guiné-Bissau precisa da solidariedade dos brasileiros! Primeiramente, porque seu povo é extremamente sofrido, considerando-se sua história – da colonização portuguesa aos dias recentes, nos quais atravessou guerra civil e sofreu golpes de estado. O seu povo enfrenta todos os mais graves problemas originados na pobreza: elevada taxa de mortalidade infantil (102/1000), analfabetismo (57,6%) e infectados pelo vírus HIV (10%). Guiné-Bissau, de acordo com o <a title="Guinea Bissau" href="https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/pu.html">CIA World Factbook</a>, está entre os cinco países mais pobres do mundo; sua renda é de somente US$600 (PPP – Purchasing Power Parity). A politica e a economia do país estão infectadas pelo tráfico internacional de drogas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">O segundo fator pelo qual Guiné-Bissau requer solidariedade é a provável existência de primos – por mais remotos que sejam – de boa parcela de brasileiros, que encontra suas raízes entre os escravos negros que para cá foram trazidos à força durante a colonização.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Historiadores e geógrafos classificam a origem dos escravos africanos entre bantos e sudaneses. O primeiro grupo corresponde aos originários, principalmente, do Congo, de Angola e de Moçambique. Os chamados sudaneses, grupo ao qual os povos de Guiné-Bissau podem pertencer sob esta classificação, foram trazidos, principalmente, de territórios que correspondem atualmente à Nigéria, à Costa do Marfim e a Benin, região também conhecida como ”Costa do Escravo”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Enquanto os bantos foram vendidos (que barbaridade!) em maior número para os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco, os sudaneses ingressaram no Brasil, majoritariamente, pela Bahia. Hoje, seus descendentes habitam e se misturam por todo o território brasileiro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Ao realizar pesquisa na Internet, fiquei impressionado com o fato de encontrar tão poucas informações sobre Guiné-Bissau. O site oficial do governo parece nem existir. A maior parte das informações que possuo estão nos sites de estatísticas, atlas e livros de geografia. Todavia, tenho uma fonte fidedigna para prestar o testemunho do dia-a-dia do país e de seu povo. É meu colega de curso, <strong>Justino Có</strong>, na faculdade de Filosofia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><img class="alignright size-full wp-image-3042" style="border: 0px;" title="guine-bissau-pictures" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/guine-bissau-pictures.jpg" alt="guine-bissau-pictures" width="365" height="348" />Na USP, tenho a oportunidade de conversar com Justino sobre qualquer assunto e, primacialmente, a respeito de Guiné-Bissau. Sua trajetória pessoal é das mais admiráveis e estou certo que, depois de anos de estudos universitários no Brasil, quando retornar, contribuirá para o desenvolvimento e para a redução da pobreza em seu país. Detalhe interessante dessa história, e que precisa ser lembrado, é que conversamos em português!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Nós brasileiros, temos condições de fazer muito mais que quaisquer outras nacionalidades, para contribuir com Guiné-Bissau e com os demais países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa na África e, até mesmo, no Timor Leste.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Do governo do Brasil, que gosta de afirmar que tem uma diplomacia a qual privilegia as relações com países do continente africano, não podemos esperar nada. O Itamaraty, em toda a sua história, jamais foi conduzido por um time tão incompetente em relações exteriores, como durante o governo atual. Porém, das organizações não-governamentais, das empresas, das escolas, e principalmente dos cidadãos brasileiros, que têm 42,8%* de sua população constituída por descendentes de africanos, conforme dados do IBGE, devemos aguardar muito!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em><span style="color: #999999;">* o percentual corresponde à soma daqueles que se incluem entre “pretos” e “pardos” (terminologia oficial) nas pesquisas do órgão; todavia, o número de descendentes de negros (”esbranquiçados” pela miscigenação, mas que apresentam mais de 10% de contribuição subsaariana no DNA) é consideravelmente maior, e corresponde a 86% da população brasileira, de acordo com estudos de <a title="Estudos Avançados - Sérgio Pena e Maria Cátira Bortolini" href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142004000100004&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=en">especialistas</a>.</span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 80%; font-family: Helvetica;"><em><span style="color: #ffffff;">RECOMENDAÇÃO DE LEITURA </span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica;"><img class="alignleft" title="muito-longe-de-casa" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/muito-longe-de-casa.jpg" alt="muito-longe-de-casa" width="120" height="185" />Àqueles que se interessam pela África, recomendo a leitura de um ótimo livro, sob o título <strong><a title="Muito longe de casa - Pesquisa de preço" href="http://compare.buscape.com.br/muito-longe-de-casa-ishmael-beah-8500021217.html">Muito longe de casa &#8211; Memórias de um menino-soldado</a></strong>, de <strong>Ishmael Beah</strong>, nascido em Serra Leoa. O relato é autobiográfico. Descreve a matança de sua etnia por rebeldes e seu aliciamento como &#8221;menino-soldado&#8221; durante a guerra civil, aos 12 anos de idade. O mais importante da obra é poder constatar a importância de ações humanitárias que acabaram oferecendo um final surpreendente à trajetória.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica;"><em>Aproveito para deixar registrado aqui no blog um especial agradecimento, a minha querida amiga <strong>Débora Bomventi</strong>, da Universidade de São Paulo, que me presenteou com este livro.</em></span></p>
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		<title>Africa Day</title>
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		<pubDate>Mon, 26 May 2008 02:22:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
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		<category><![CDATA[África]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, 25 de maio, é o dia da África, mas pouquíssimos brasileiros &#8211; incluindo aqueles que descendem do Continente africano &#8211; sabem disso. É lamentável que haja tanta hipocrisia, no segundo país do mundo em população negra (atrás somente da Nigéria). Discutimos cotas raciais nas universidades, falamos da diminuição dos preconceitos, o governo tem até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a title="angel.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2008/12/obama-hillary.jpg"></a><strong><span style="font-size: 150%; color: #9fb6cd; font-family: Helvetica;"><img class="alignright size-full wp-image-854" style="border: 0px;" title="logo_africaday08.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2008/05/logo_africaday08.jpg" alt="logo_africaday08.jpg" width="270" height="138" />H</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">oje, 25 de maio, é o dia da África, mas pouquíssimos brasileiros &#8211; incluindo aqueles que descendem do Continente africano &#8211; sabem disso. É lamentável que haja tanta hipocrisia, no segundo país do mundo em população negra (atrás somente da Nigéria). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Discutimos cotas raciais nas universidades, falamos da diminuição dos preconceitos, o governo tem até um Ministério da Igualdade Racial, mas nada de concreto é realizado para estimular uma verdadeira integração cultural com os povos que tiveram seus antepassados escravizados no Brasil.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Acredito estar oferecendo minha pequena contribuição em benefício desse registro, por meio da divulgação da data. Em futuro próximo, publicaremos um artigo em homenagem às comemorações da &#8220;Semana da África&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Uma curiosidade sobre este editor: estou aprendendo <strong>swahili</strong>*, como é conhecido o idioma da Costa Oriental (falado por aproximadamente 30 milhões de pessoas) e que pretende tornar-se uma língua pan-africana &#8211; em detrimento do inglês e do francês, as línguas dos colonizadores, e que já são oficiais na maior parte dos países africanos.</span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em>* uma outra forma para se referir ao idioma é <strong>kiswahili</strong></em></span></p>
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