Archive for category Do editor
Que prisma é esse?
Posted by Marcus Mayer in Do editor, Filosofia, Liberalismo, Política, Sociologia on August 2nd, 2011
Enquanto na física o prisma é definido como um poliedro de seção triangular, que tem a propriedade de decompor a luz branca em espectro de cores, o nosso prisma é dotado de sentido figurado e representa um ponto de vista, um modo de considerar algo.
O mundo visto por um prisma liberal, nem sempre, é entendido como gostaríamos. E isso é bastante compreensível, sobretudo considerando a conotação errada e negativa que a palavra liberal tem recebido.
Associa-se o liberalismo – de forma incorreta – à defesa dos interesses dos mais ricos, das camadas mais privilegiadas da população, dos empresários. Os liberais costumam ser confundidos com conservadores egoístas, com privatistas sem escrúpulos, com inimigos dos pobres. Observa-se essa óptica na América Latina e na Europa.
Nos Estados Unidos, de contrapartida, os liberais são comumente taxados de socialistas, adversários da iniciativa privada. Seus princípios estariam à serviço de incentivadores do aborto, do livre uso de drogas, do casamento entre gays, dos defensores do modelo de economia planificada, estatal.
Achamos que o momento seja pertinente para esclarecer o significado do “nosso” prisma liberal. A eleição do democrata (ou liberal?) Barack Obama, nos Estados Unidos, e o governo popular (ou antiliberal?) de Lula da Silva, no Brasil, costumam confundir o observador comum. Exceto estudiosos de ciências políticas ou sociais, naturalmente, ninguém é obrigado a conhecer as ideologias em detalhes.rcus-mayer.com
space
Um convite à liberdade
por Marcus Mayer
exclusivo para o Blog | Domingo, 2 de agosto de 2009
Segundo o historiador inglês Eric Hobsbawn, autor de A era dos extremos, o século 20 teria começado com a Grande Guerra, em 1914, e terminado com o colapso da União Soviética em 1991, o último dos grandes impérios a desaparecer. Para outros, o século foi mais curto: teria começado com a Revolução Comunista em 1917, para terminar com a Queda do Muro de Berlim em 1989. Nesse interregno, a democracia liberal enfrentou adversários de peso, representados pelas figuras de três carniceiros: Stalin, Hitler e Mao Tsé-Tung.
Na América Latina, durante o século passado, convivemos com caudilhos e ditadores. De Vargas e Perón a Pinochet e Fidel, para ficar somente em alguns exemplos mais emblemáticos. No Brasil, tivemos ainda duas décadas de repressão comandadas pelos militares, a partir de 1964.
Com a extinção do mundo bipolar da Guerra Fria, o antigo conflito entre capitalismo e comunismo chegou ao fim. Naturalmente, não nos esquecemos do mundo asiático com suas várias modalidades de autoritarismo confuciano; e não queremos descartar o mais grave problema do mundo islâmico, o qual não consegue separar a religião da política.
Felizmente, a era de extremos – entre direitas e esquerdas – está definitivamente encerrada. Já se respiram ares de mais liberdade em torno do globo, apesar dos reconhecidos problemas ainda enfrentados pela humanidade, nesse começo de terceiro milênio da Era Comum.
Mesmo assim, restam ainda alguns saudosistas. São aqueles que insistem na tentativa de reviver teorias políticas ultrapassadas e investem no radicalismo, no belicismo, no choque entre as civilizações – como diria Samuel Huntigton.
Os atentados do 11 de Setembro, nos Estados Unidos, serviram de justificativa para a ascensão da chamada doutrina Bush. Os radicais islâmicos conseguiram aterrorizar o mundo e jogaram combustível no conservadorismo cristão norte-americano e dividiram opiniões na velha Europa. O idealismo multilateral das Nações Unidas, que se esperava vitorioso no final do século 20, foi substituído pelo unilateralismo e pela arrogância do governo republicano de George W. Bush.
Enquanto isso, na América Latina, depois de experiências neoliberais ensaiadas nos anos 1990 – que não conseguiram exterminar a miséria no continente –, o populismo e o autoritarismo retornaram ao poder em diversos cantos, agora sob novo título de socialismo do século 21.
Depois desse brevíssimo giro histórico, gostaríamos de apresentar um pouco da nossa noção de liberdade e liberalismo para o mundo.
Primeiramente, desejamos deixar claro que o liberalismo não deve jamais ser confundido com socialismo. E também não deve ser entendido como ideologia a serviço de grupos privilegiados. O liberalismo desse século 21 se opõe, sim, ao populismo e à tirania.
Para simplificar a compreensão da localização de nosso pensamento no atual espectro ideológico, utilizamos uma vez mais uma adaptação do diagrama de Nolan, na ilustração ao lado. Observe-se que o esquema se divide em cinco campos: no alto o liberal, abaixo o nacional-estatista, à esquerda o social-democrata, à direita o campo conservador, e entre essas quatro tendências, o centro.
O nosso prisma liberal é pacifista e defensor da conservação do meio ambiente. É multilateralista e plenamente laico. É respeitador da total liberdade de expressão e incentivador da integração econômica dos povos. Por outro lado, não tolera ditaduras, xenofobia, populismo, preconceito, estatismo e fanatismo religioso.
No intuito de permitir uma melhor compreensão destas noções teóricas, propomos a análise de alguns temas frequentes e de grande relevo em nosso cotidiano. A abordagem prática possibilitará um entendimento claro dos valores que nos são caros ao defender uma ideologia. Assim, convidamos o leitor a refletir conosco sobre questões interessantes, que interagem em nossas vidas.
Comecemos com assuntos bastante polêmicos:
ABORTO – Acreditamos que a decisão não deva ser do estado, mas exclusivamente da mulher. Não estamos de acordo com a proibição, nem desejamos incentivar mulheres que se opõem ao aborto a praticá-lo. No nosso ponto de vista, deveríamos seguir o exemplo dos países mais desenvolvidos e descriminalizar a prática.
Mais a respeito de nossa opinião sobre este tópico, pode ser encontrado no artigo A democracia e o estado laico, publicado no último ”Dia Internacional da Mulher”.
DROGAS – Distintamente da maioria dos libertários, não acreditamos que o livre uso de drogas esteja incluso no rol dos nobres direitos individuais. No entanto, não consideramos o dependente criminoso. Achamos que o vício deva ser tratado como doença. Na teoria, poderíamos até concordar com o argumento de que cada um é livre para fazer o que desejar com o seu próprio corpo, até mesmo destruí-lo. Receamos, todavia, que as populações mais carentes, principalmente aquelas que se viciam rapidamente no crack pelas ruas das grandes cidades, possam se tornar vítimas do excesso de liberalização. O mesmo se aplica aos jovens endinheirados que, em algumas baladas e raves, se envenenam com drogas sintéticas.
CASAMENTO GAY – Essa é uma questão de âmbito estritamente pessoal e o estado em nada deve se intrometer na orientação sexual do cidadão. Trata-se aqui, da união civil entre pessoas do mesmo sexo. Achamos que homossexuais devem gozar dos mesmos direitos de qualquer outra pessoa. Naturalmente, o liberal não espera incentivar homens a trajar vestidos de noiva nem mulheres a usar terno e gravata. Isso nada tem a ver com o assunto. Também no que concerne à adoção, achamos que todos têm os mesmos direitos e obrigações. Vale ressaltar uma vez mais que nenhum tipo de preconceito combina com o liberalismo.
LIBERDADE DE EXPRESSÃO – A defesa desse valor é dos mais caros ao liberal. Tanto os cidadãos quanto a imprensa devem ter total liberdade para expressarem opiniões. A censura é antidemocrática e serve somente ao autoritarismo. Todavia, estabeleçamos aqui um único limite: a liberdade de expressão não deve jamais ser utilizada para fazer apologia ao crime, ao racismo ou ao preconceito, até mesmo no “território livre” da Internet.
DEMOCRACIA – É impossível ao liberal identificar-se com qualquer tipo de ditadura ou tirania, seja de direita, de esquerda ou religiosa. Tal qual a liberdade de expressão, a democracia está entre os valores indissociáveis ao liberalismo. Condenamos o uso de instrumentos democráticos, como o plebiscito e o referendum, para justificar a centralização de poderes que, indubitavelmente, remetem a uma ditadura.
MITOLOGIA – O liberal garante a liberdade religiosa, mas a separa plenamente do estado. As religiões podem ser ensinadas nas igrejas, mas não como doutrinação em escolas. Além disso, preferimos que símbolos religiosos fiquem distantes das salas de aulas, respeitando-se a diversidade cultural. O mesmo se refere à frequente imposição de religião aos povos silvícolas.
ARMAS DE FOGO – Nesta questão, nós nos diferenciamos da maioria dos liberais, ou seja, somos uma minoria, que considera o uso de armas de fogo exclusividade do estado. Sob nosso prisma, a segurança dos cidadãos deve ser responsabilidade plena do estado. Não encontramos justificativa para o uso particular, exceto no caso de especialistas, treinados para tal no exercício de suas profissões, e também na prática de esportes. Se quem nos lê não concorda com essa opinião, ao menos aqui, é mais liberal que nós.
SAÚDE E EDUCAÇÃO – Ideal seria se todos tivessem a possibilidade de escolher o hospital e a escola mais adequados as suas necessidades e pudessem remunerar os serviços recebidos. Entendemos, contudo, que essa ainda não é a realidade da maioria das pessoas. Assim, reservamos mais uma atribuição ao estado: garantir saúde e educação para as populações que ainda dependam do auxílio estatal.
GARANTIAS TRABALHISTAS – Na nossa óptica essas garantias deveriam ser estabelecidas exclusivamente em contrato, firmado entre empregado e empresa. A regulamentação pode servir, contudo, àquela faixa de trabalhadores desprotegidos e incapazes de estabelecer garantias que não os tornem reféns dos empregadores. Aqueles que o desejassem, porém, deveriam ter a liberdade de negociar salários, férias, licenças, horas-extras, turnos, bônus, assistência médica etc., como melhor lhes coubesse, sem a interferência estatal.
RENDA MÍNIMA – Para expor de forma simples o nosso ponto de vista, tomamos o exemplo do programa Bolsa Família, do governo brasileiro. Seria desumano criticar um esforço estatal que oferece, em média, 90 reais mensais a famílias miseráveis. Consideramos, entretanto, imprescindível associar ao programa estatal meios para retirar as populações definitivamente da pobreza. Ninguém deveria se tornar refém de “esmolas” de políticos populistas.
Um ótimo exemplo de iniciativa governamental que deu certo foram os esforços da Coréia do Sul: no intervalo de três décadas, o país transformou radicalmente a sua economia. Por meio de maciços investimentos em educação, ciência e tecnologia, retirou a população da pobreza, transformando a pequena península asiática na 15ª economia mundial, com renda per capita acima de 25 mil dólares.

FILANTROPIA – Alguns liberais ortodoxos consideram a filantropia um convite à preguiça. Não comungamos desse pensamento e vislumbramos a generosidade como alternativa à excessiva presença do estado em algumas áreas. Leve-se em conta o exemplo das melhores universidades americanas, que recebem generosas doações de seus ex-alunos. Esse tipo de caridade permite ao estado economizar recursos públicos e destiná-los, por exemplo para a educação de base.
IMPOSTOS – Mesmo os liberais mais acirrados à doutrina sabem que o estado não sobrevive sem arrecadar impostos. Todavia, quanto menor a quantidade de impostos que se pagam ao governo, mais dinâmica se torna a economia. Sobra mais dinheiro em circulação para os cidadãos e para as empresas e seus empregados. Mas para isso, o estado precisa ser enxuto. No nosso ponto de vista, a folha de pagamentos estatal deve servir somente para remunerar atividades nas quais a iniciativa privada não esteja presente.
FUNCIONALISMO PÚBLICO – Pode ser eficiente e bem remunerado, se em número adequado (extraordinariamente reduzido) e atuando somente nos serviços essenciais. Funcionários públicos devem ter os mesmos direitos e obrigações que empregados do setor privado. Não podem ser cidadãos privilegiados nem de segunda classe.
BUROCRACIA – A burocracia é inimiga do liberalismo e do desenvolvimento. Quanto menor a burocracia mais livre é a sociedade e mais eficientemente funciona a economia.
LIVRE CONCORRÊNCIA – O protecionismo e a reserva de mercado – não importando se executados por países ricos ou menos desenvolvidos -, é sempre prejudicial para a economia. Liberais não protegem nem privilegiam determinados setores produtivos. Consideram a concorrência extremamente saudável para a elevação da qualidade e para a redução dos preços.
PRIVATIZAÇÕES – Naturalmente, para contrastar os argumentos pró e contra as privatizações, preferiríamos elaborar um texto mais detalhado. Afinal, trata-se de uma questão que sofre campanhas difamatórias por parte de estatistas mais radicais. Contudo, para resumir nossa óptica liberal, defendemos a privatização em todas as áreas nas quais a iniciativa privada pode ser mais eficiente que o estado. Isso, naturalmente, não se limita aos setores de telefonia ou de mineração, que já comprovaram enorme sucesso ao redor do mundo, e sobretudo no Brasil, mas pode ser adequada aos portos, aeroportos, presídios, estradas, ferrovias, bancos, estádios esportivos etc.
AGÊNCIAS REGULADORAS – O nome pode assustar os liberais, mas reconhecemos a importância de determinados controles. Além da defesa dos consumidores, é necessário garantir a livre concorrência e evitar a criação de monopólios e cartéis. Porém, essas instituições precisam ser totalmente independentes da influência governamental para que cumpram corretamente o papel que lhes é reservado.
RELAÇÕES INTERNACIONAIS – Desejamos a plena integração econômica e comercial, como meio de alcançar a paz e a prosperidade entre os povos. Acreditamos nas instituições multilaterais como as Nações Unidas e a Organização Mundial do Comércio. Não identificamos no embargo imposto a países governados por tiranos (p.ex.: Cuba, Coréia do Norte, Irã) meio eficaz de combate à ditadura. Países que mantém relações comerciais tendem a ser mais contidos, até nos mais tumultuados conflitos diplomáticos, exatamente porque mantém relações comerciais (p.ex.: Venezuela e Estados Unidos). O comércio é um meio eficaz para evitar a guerra.
Certamente, existem muitos outros pontos que poderiam ser considerados, mas acreditamos ter exposto temas de interesse geral que esclarecem bem razoavelmente o nosso prisma liberal.
Nossas prioridades na atuação política são sempre dirigidas aos povos mais necessitados – seja do Brasil, seja do mundo. Não importa se é o estado ou a iniciativa privada que atuarão. Cada um tem a sua atribuição. E um não anula a presença ou a responsabilidade do outro. Combatemos, contudo, os excessos. O radicalismo não é saudável, nem se for sob a óptica dos princípios liberais.
Infelizmente, o liberalismo é uma filosofia, algumas vezes, mal entendida e desvirtuada por seus opositores. Esperamos que, no futuro, quando alguém classificar o liberal como reacionário, elitista, preconceituoso ou, unicamente, defensor dos interesses das classes ricas, você, leitor, tenha argumentos para rebater.
Lembremo-nos também que existem pessoas boas, bem intencionadas, integrando todas as ideologias democráticas. O nosso prisma é constituído de princípios puramente liberais, mas também de pontos que julgamos positivos em outras linhas de pensamento: a social-democracia, a terceira via, o conservadorismo, o ambientalismo etc. O mesmo não se aplica aos aliados e sectários de ditaduras ou tiranias corruptas e racistas.
Àqueles que ainda se debatem radicalmente na defesa de ideologias, seja à direita ou à esquerda, avisamos, simplesmente, que o século 21 já chegou.
Na ilustração: Martin Luther King, Mohandas Gandhi, Roberto Campos, Sérgio Vieira de Mello, Mario Vargas Llosa, Alvaro Vargas Llosa, Al Gore, Konrad Adenauer, Ronald Reagan, Margareth Thatcher, Adam Smith, Alexis de Tocqueville, Jean-Jacques Rousseau, Friedrich Hayek e Ludwig von Mises.
Conversa com bloggers
Posted by Marcus Mayer in América Latina, Do editor, Liberalismo, Sociedade on April 2nd, 2009
Esta página acaba de completar dois anos na Internet. No primeiro comentário conferido, um amigo da USP, médico psiquiatra, registrava votos de “vida longa” ao blog. Permanecemos viventes. Para comemorar o aniversário, iniciei a redação de um post que abordaria temas sobre a conjuntura brasileira e mundial. No último instante, mudei de idéia. Ainda aguardo pelo resultado da reunião do G20 em Londres. Assim, decidi por uma breve conversa com bloggers, além de destacar um tema que está em discussão no STF, a liberdade de imprensa.
mayer
Naturalmente, você já observou que a sidebar dos blogs contém uma lista de páginas afins. Então, nesta nossa conversa, dou partida com uma pergunta: você procura conhecer esses links?
Ontem, navegava pela página de Alvaro Vargas Llosa, do Independent Institut (link que mantenho desde o início), para conhecer o seu ponto de vista em relação às últimas medidas de Barack Obama. Explorando as conexões da página original, acabei por ancorar num texto a respeito da blogger cubana, Yoani Sánchez, na página de Andrés Durán, da República Dominicana.
Você talvez já tenha ouvido falar dela: Yoani foi vencedora, no ano passado, do prêmio Ortega y Gasset, que lhe rendeu 15 mil euros. Os posts de seu blog chegam a registrar em média entre 100 e 150 mil leitores. Ela escreve de Havana, a capital de Cuba, enfrentando a censura da ditadura dos irmãos Castro.
Não pretendo me alongar nos detalhes sobre sua trajetória, para não estragar a surpresa contida no interessante texto de Durán, que consta traduzido, abaixo.
Uma segunda questão que gostaria de incluir em nossa conversa refere-se à tecnologia. Antes de adquirir meu monitor atual, tinha um modelo de 17”. Foi substituído por um de LCD 22” widescreen (1680×1050 pixels), que qualifico como espetacular. Todavia, quando o instalei e visitei meu blog, percebi que a página estava ultrapassada. As fontes, o banner superior, tudo estava muito reduzido. Outros blogs, que antes não cabiam na tela, passaram a ser muito melhor visualizados. Foi quando resolvi trocar o layout. Aproveito o gancho para perguntar: qual é o tipo do seu monitor e que navegador de Internet você usa em seu computador? Você também estranha a diversidade na qualidade do layout dos blogs – alguns com colunas principais muito estreitas e outros extremamente largos?
Nos últimos dias, instalei o recém lançado Internet Explorer 8. Tive uma boa surpresa: o navegador amplia automaticamente a dimensão de algumas páginas. Curiosamente, por meio dessa ferramenta do IE8, fiquei sabendo que a tecnologia deste blog já está novamente ultrapassada.
Não sei se você notou, mas na parte superior da página, à direita, há um recurso que permite ampliar o tamanho das fontes, conferindo maior conforto à leitura. Você utiliza a ferramenta? Eu me habituei a usá-la, não somente na minha, mas em outras páginas que também oferecem o recurso. Interrompa um pouco a leitura e faça o teste.
A comodidade sempre foi uma de minhas prioridades. Prefiro carros confortáveis aos esportivos, mesmo que estes últimos tenham melhor desempenho. Isso também vale para as viagens aéreas. Upgrades na classe executiva sempre fizeram a minha festa. Assim, para navegar calmamente e ler os textos em seus detalhes, a ferramenta que adapta o tamanho das fontes acaba sendo bastante útil para ampliar o prazer da leitura.
Retornando àquela questão inicial, sobre as sugestões de blogs, decidi pela substituição de seus títulos por mini-banners. O que você achou da iniciativa? Se você é o editor de algum deles e não gostou do design, sinta-se à vontade para reclamar.
Permita-me uma breve apresentação de alguns links:
Vou começar pelos blogs do jornalismo profissional, que não exigem nenhuma descrição mais detalhada, pois são conhecidos e reconhecidos em seus trabalhos: Sônia Racy, Lúcia Hippolito, Josias de Souza, Ricardo Noblat são excelentes fontes jornalísticas. Nesse grupo, destacaria o blog de Carlos Alberto Sardenberg, no G1. Estou lendo o seu livro, “Neoliberal, não. Liberal”. Clique na imagem ao lado para ler a resenha e o primeiro capitulo da obra. Certamente, você não se arrependerá!
Como fã da Fórmula 1, tenho duas recomendações interessantes: os blogs de Alessandra Alves, comentarista da Band AM/FM, e de Felipe Maciel, um jovem muito talentoso. Alessandra inclui a graça feminina em seus posts; Felipe escreve diariamente, inclusive durante o recesso das temporadas de F1, sobre tudo o que realmente interessa aos apreciadores do esporte, com notícias de bastidores e opiniões sempre muito coerentes.
E como bom liberal, envolvido nos assuntos de interesse global que tratam da conservação do meio ambiente, tenho acompanhado a ótima coluna de Andréa Vialli, jornalista do Estadão.
No campo das questões nacionais, gostaria de oferecer destaque a mais alguns editores independentes, ou seja, sem vínculo jornalístico profissional:
Neste grupo está um jovem advogado de Curitiba, Fábio Mayer (apesar da coincidência no nome, não somos parentes). No blog que leva seu nome – e admiro isso -, Fábio sabe expor os fatos que interessam ao nosso cotidiano político, com muita consistência argumentativa. Nas entrelinhas de seus textos, não esconde um certo apreço pelo presidente da República, Lula da Silva. Mas é, sobretudo, um fervoroso crítico da corrupção.
Ricardo Rayol é editor do blog “Jus Indignatus”. Seus textos são breves e expostos no formato de pequenos blocos, de leitura agradável e dinâmica. É um “Diogo Mainardi sem censura”. Já disse a ele que mereceria uma cadeira no programa Manhattan Connection, da GNT. Rayol conta em seu blog com a assessoria de alguns personagens imperdíveis: o repórter e analista político Glênio Gangorra, o mago esotérico mais oportunista da atualidade, Heitor Caolho, o especialista em moda Hugo Toso, entre outros, sensacionais!
Outro blog político que costumo visitar é o “Saí-Verde, Saí-Tucano, Tem-Tem” (título curioso!), de Gonçalves. Nesta página você encontrará um verdadeiro opositor ao governo atual, e sem papas no teclado. Falando em oposição, incluí na lista um banner do blog Democratas. Não é somente propaganda partidária que se encontra por lá, mas um meio de acompanhar a atividade política e parlamentar daqueles em quem votamos. Todavia, muito melhor que com palavras, as charges e cartoons de Sponholz expressam com talento e humor, a realidade política brasileira. Não posso deixar de fora desse grupo o jovem e intelectualizado “libertário”, Rodrigo Constantino, membro dos institutos Liberal e Millenium. Seus artigos são primorosos.
Por que incluí todas essas descrições na conversa? Não sei se esta também é a sua impressão, mas a quantidade de blogs brasileiros realmente bons é muito escassa (refiro-me aos não-profissionais), sobretudo no métier político, econômico e internacional. Você concorda com essa opinião? Se puder, sugira algum blog que considere realmente interessante e inteligente.
Mas um ainda está faltando. É o blog do amigo Ron Groo. O tema principal de sua página é a Fórmula 1. Todavia, a característica marcante deste blogger de primeira é o humor e a irreverência, na melhor acepção da palavra. É preciso conhecê-lo para entender o seu estilo simples, porém, extremamente perspicaz ao analisar o cotidiano, e, muito divertido nos contos de sua autoria, publicados no blog.
Para terminar o bate-papo, gostaria de pedir mais um auxílio. Refere-se novamente ao do layout desta página. Você acha que eu deveria incluir ou retirar alguma ferramenta ou informação da coluna direita do blog? E seria adequado alterar o tamanho da fonte (Helvetica) dos textos? Sinta-se a vontade para criticar ou sugerir mudanças que sirvam para aprimorar.
Agora, não desista e continue a leitura pelo artigo de Andrés Durán, que segue. Garanto que valerá a pena.
Tenha um ótimo dia ou uma ótima noite!
NOTA IMPORTANTE: Nem todos os editores de blogs que constam de minha lista de links ou dos mini-banners foram citados neste texto. Estou certo de encontrar oportunidades futuras para destacar seus esforços.
REPÚBLICA DOMINICANA
Blog de Yoani Sánchez sobrevive sem Internet
Por Andrés Durán | Blog Bono Cimarrón
Pensamiento Crítico | Santo Domingo
Traduzido e adaptado por Marcus Mayer
Em março de 2008, ofereci destaque ao blog de Yoani Sánchez, Generación Y, por causa da admiração e do respeito que inspira. Esta é, provavelmente, a mídia alternativa mais importante de Cuba. O blog é “made in Cuba” e apresenta até 5 ou 6 mil comentários em alguns de seus posts – o que reflete algo entre 100 e 150 mil leitores.
Precisamente em 7 de maio de 2008, Yoani recebeu o Prêmio Ortega y Gasset de jornalismo digital, com uma gratificação de 15 mil euros. Isso é muito dinheiro, sobretudo, em se tratando de uma cubana, residente em Havana.
O evento causou tal repercussão em Cuba, que até Fidel Castro referiu-se à Yoani no prefácio de uma nova edição do livro “Fidel, Bolívia e algo mais …”. Todavia, a invejável audiência, o dinheiro e as referências diretas de Fidel não são o mais importante a sustentar Yoani, esse fenômeno da comunicação.
O mais extraordinário é que consiga se sobrepôr com um sucesso sem precedentes contra a propaganda governamental, a burocracia do autoritarismo e a intolerância. O domínio desdecuba.com, onde é hospedado o seu blog, está bloqueado na maioria dos servidores ISP do seu país. Ainda assim, ela consegue atualizá-lo e divulgá-lo de forma eficaz.
Seus posts são enviados via eMail para outra pessoa, com privilégios de administrador do site, para atualizar o seu blog. Por sua vez, essa pessoa lhe envia as centenas de comentários deixados pelos leitores.
A distribuição do conteúdo do blog – suponho que seja feita de forma clandestina –, ocorre por meio da gravação em CD (veja foto) que vai de mão em mão, ou seja, por uma rede de cidadãos que andam pelas ruas de La Habana e outras províncias, e não pela rede que constitui a Internet.
À margem de admirar qualquer aspecto positivo do processo revolucionário cubano, os princípios da democracia e da liberdade de expressão são inegociáveis.
Sou muito sensível em relação à situação de Yoani, pois observo em seu caso uma estreita relação com a situação dos meios de comunicação na República Dominicana. Aqui a coerção é um tanto mais sutil. Falando claramente, acontece por meio da autocensura imposta pela publicidade governamental, pelo aliciamento político na linha editorial, pela troca de favores, todas razões espúrias, que fazem o jogo da propaganda governamental. Além de rentável, este é um caminho fácil para a apropriação de dinheiro do erário.
Apesar disso, nós que moramos aqui na República Dominicana, vivemos uma situação menos dramática que em Cuba, graças a uma parcela de profissionais de emissoras de radio que mantém a ética jornalistica acima de tudo, e, principalmente, por poder dispor da Internet.
Em último caso, se os escritórios oficiais goebbelianos (ou stalinistas: nota do tradutor) interferirem em tudo, até no ar que respiramos, ainda existirá a irredutível alternativa de criar uma rede de cidadãos, como o fez Yoani em Havana.
O bloqueio ao domínio desdecuba.com implicou a greve de fome empreendida em 2006 pelo jornalista Guillermo Fariñas (El Coco), diretor da agência de notícias independente Cubanacan Press. Este ativista político, contrário ao regime cubano, exigiu do governo o mesmo direito que é concedido aos privilegiados pelo regime, de poder ter acesso à Internet em sua casa. “Se meu destino é ser um mártir da liberdade de expressão e conexão à Internet, morrerei tranqüilo”, afirmava Fariñas na época.
Espero que a administração de Raúl Castro seja o início da restauração da liberdade e do respeito aos direitos humanos, sem os quais não adiantam avanços educacionais, culturais, esportivos ou de saúde pública para o povo cubano. Que permita o estabelecimento de um sistema democrático, totalmente independente de interesses externos e da antiga oligarquia que convivia com o regime de Fulgêncio Batista.
Clique aqui para visitar o blog Generación Y, de Yoani Sánchez
Happy New Year!
Posted by Marcus Mayer in Do editor on December 27th, 2008
Desejamos aos nossos leitores e visitantes um excelente 2009!
Aproveitamos para agradecer àqueles que sempre nos acompanharam mesmo durante os últimos meses, nos quais não pudemos manter uma boa regularidade de publicações. Muito obrigado, pelos sempre atenciosos comentários!

Como é tradicional em nossa cultura, ao encerrar um ano, traçamos novos planos para o futuro. Nem sempre conseguimos cumpri-los. Uma das técnicas mais eficazes para que uma meta seja atingida é registrá-la por escrito.
Assim, aqui o fazemos em público: esperamos imprimir em 2009 um novo ritmo ao blog. Temos em vista torná-lo um espaço de publicações semanais – ou, ao menos, mensais. Isso elevará a qualidade dos posts, além de permitir aos visitantes um melhor agendamento para as visitas.
Pretendemos adotar essa mesma regularidade em nossa navegação pelos blogs dos colegas. A retribuição de comentários também precisa ser planejada. Afinal, essa é a maior recompensa para todos nós que gostamos de escrever voluntariamente. O feedback é o nosso combustível.
Que 2009 seja melhor para todos!
Do editor
Posted by Marcus Mayer in Do editor on June 2nd, 2008
Blog Day
Posted by Marcus Mayer in Do editor, Sociedade on August 31st, 2007
Registre-se aqui o agradecimento e o reconhecimento a todos aqueles que nos visitam e, através de simpáticos e inteligentes comentários, prestigiam nosso blog.
Hoje, a tarefa nesse terceiro Blog Day é indicar cinco blogs preferidos, acrescentando um breve comentário aos nominados e orientá-los, para que assim também o façam. Sugere-se oferecer um link para a página do “Blog Day” (clique-se na imagem), de onde podem ser copiados novos banners. A regra principal (lamentável) é o limite de cinco. Portanto, nossa lista dos “top five” vai para:
Minuto Político: um blog com as mais importantes notícias do dia, sempre comentadas pelo excelente jornalista Lúcio Lopes;
Contatos Imediatos: página muito bem escrita por Patrícia M., dos Estados Unidos, que, com muita personalidade, apresenta sua visão a respeito de temas sempre interessantes e variados;
Pata Irada: Silvana é a gauchinha “irada”, responsável por esse blog que não se conforma com a corrupção do governo Lula da Silva, e está sempre muito antenada aos fatos do momento;
BligGroo: Ron Groo, o articulista desse espaço, é um dos mais simpáticos, talentosos e populares bloggers do momento – deve estar na lista dos “5+” de todos que o conhecem!
Blog F-1: deseja ficar a par do que acontece no mundo da Fórmula 1? Então esqueça o Globo, a Folha, o Estadão, o Gomes, o Reginaldo Leme … Felipe Maciel é “o blogger” da F1! Coincidentemente, em nosso post de ontem, manifestamos nossa deferência.
Clique-se sobre o nome dos blogs para acessá-los. Merecem uma visita e um comentário!
Painel
Posted by Marcus Mayer in Do editor on August 27th, 2007
Nesta segunda-feira, a partir das 20 horas
Um painel atual de notícias sobre política, economia, mundo, sociedade, etc.
O MELHOR DO MINISTRO
Graças a uma íntima amizade com o presidente Lula da Silva, Guido Mantega conquistou um bom emprego no primeiro escalão do governo, como ministro da Fazenda. A sua gestão tem sido ridicularizada pelo meio empresarial e por economistas, principalmente, por suas opiniões e declarações descabidas sobre economia. De contrapartida, no âmbito doméstico, não se lhe deve atribuir a mesma incompetência como na sinecura do Ministério. Sua linda filha, Marina Mantega (foto), enfeita com esplendor a atual edição da revista VIP, da editora Abril. “Finalmente, um político faz uma coisa boa”, tem sido o comentário mais freqüente.
Clique aqui para ler a entrevista de Marina Mantega e assistir ao seu vídeo na VIP Online
Editorial
Posted by Marcus Mayer in Do editor on April 27th, 2007
Na próxima segunda-feira, dia 30, completaremos um mês de atividade. Nesse curto espaço de tempo, entre anônimos e conhecidos, a maior recompensa que obtivemos foi o comentário crítico. De acordo com o dicionário Houaiss, em sua primeira acepção, ‘crítica’ significa: “segundo a tradição, arte e habilidade de julgar a obra de um autor”.
Durante esse mês publicamos artigos que abordaram temas do cotidiano e procuramos estimular o debate. Divulgamos avanços científicos e curiosidades, tratamos da questão da descriminalização do aborto, discorremos sobre o meio ambiente, analisamos aspectos da legislação e tecemos comentários sobre assuntos relativos à administração pública. Criticamos o “apagão aéreo” e defendemos a lei “Cidade Limpa” (de São Paulo). Religião e filosofia também ocuparam espaço para reflexão.
Divulgamos charges de artistas famosos e oferecemos links para artigos publicados em periódicos eletrônicos. Realizamos a tradução de textos inéditos em língua portuguesa – de revistas e de livros estrangeiros. Aos domingos, apresentamos a coluna “WEEKLY NEWS”, no intuito de permitir ao leitor inteirar-se, de forma resumida, de acontecimentos do Brasil e do mundo. Arriscamos até um pouco de nonsense poético.
Alguns amigos que visitaram o blog fizeram comentários elogiosos – em sua maioria, pessoalmente ou via e-mail. Felizmente, não houve ainda nenhum protesto mais acintoso quanto à apresentação ou ao conteúdo dos nossos textos. Assim mesmo, resolvemos aprimorar um pouco nosso layout e estabelecer algumas condutas. Como toda publicação, desejamos conquistar um público fiel de leitores.
Temos a absoluta convicção de que não será possível agradar sempre. Com efeito, esperamos, no mínimo, poder informar e incentivar o debate. Como professor, afirmo categoricamente: jamais aprendi mais do que com meus próprios alunos. Essa não é uma frase de efeito – revela a realidade e reconhece a importância dos interlocutores. Vale sempre lembrar o aforismo de Ralph Waldo Emerson: “Todo homem que encontro é superior a mim em algo; e nesse particular, aprendo com ele”.
Essa é a primeira vez que o titulo de um post é destacado em letras maiúsculas, pois trata de estabelecer um diálogo direto com o leitor. Um editorial expressa o ponto de vista de um redator-chefe ou de uma empresa jornalística. Assim, desejamos dar uma satisfação a respeito de nossas metas. Realizamos aqui, somente, um breve exercício de comunicação, mas a partir do momento no qual nosso trabalho se torna público, assumimos também responsabilidades.
Anunciamos, em destaque, uma ideologia democrata-liberal. Nossa oposição ao estatismo e às teses de esquerda “pré-Queda do Muro de Berlim” é clara. Isso, porém, não significa a exclusão automática da parcela de leitores que comungue nos ideais ‘socializantes’, e que coadune identidade com a justiça social e com a diminuição do abismo que separa ricos e pobres, no Brasil e no mundo. Respeitamos boas intenções, contanto que os meios sejam sempre lícitos.
Ao aventurarmo-nos pela seara do jornalismo, escrevendo artigos e expressando opiniões, expomo-nos ao julgamento crítico. Na segunda acepção da palavra, o Houaiss define ‘crítica’ como “um exame racional, indiferente a preconceitos, convenções ou dogmas, tendo em vista algum juízo de valor”. É exatamente isso que esperamos de nossos caros leitores.
Assumimos compromisso com a atualização permanente, com a veracidade das informações e com a precisão dos dados divulgados. Somente quando não for possível publicar texto de nossa própria autoria, indicaremos matérias relevantes disponíveis na rede, através da sugestão de links.
Aproveitamos para reiterar convite para o envio de artigos e informações que julguem relevantes, enquadrados nos objetivos desse blog, que teremos a honra de publicar.
Boas leituras!







Recent Comments