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logo_africaday08.jpgHoje, 25 de maio, é o dia da África, mas pouquíssimos brasileiros - incluindo aqueles que descendem do Continente africano - sabem disso. É lamentável que haja tanta hipocrisia, no segundo país do mundo em população negra (atrás somente da Nigéria).

Discutimos cotas raciais nas universidades, falamos da diminuição dos preconceitos, o governo tem até um Ministério da Igualdade Racial, mas nada de concreto é realizado para estimular uma verdadeira integração cultural com os povos que tiveram seus antepassados escravizados no Brasil.

Acredito estar oferecendo minha pequena contribuição em benefício desse registro. Além de divulgar a data, estou aprendendo swahili*, como é conhecido o idioma da costa oriental (falado por aproximadamente 30 milhões de pessoas) e que pretende tornar-se uma língua pan-africana - em detrimento do inglês e do francês, as línguas dos colonizadores, e que já são oficiais na maior parte dos países africanos. Nos próximos dias publicaremos um artigo em homenagem às comemorações da “Semana da África”.
*a forma correta para se referir ao idioma é kiswahili

Duas edições atrás, a revista Veja (que foi às bancas no dia 10) publicou um teste sob o nome ‘politicômetro’, visando situar o leitor no espectro político-ideológico. Em seu editorial informou ter se inspirado numa iniciativa americana, mas sem citar a fonte. Os leitores mais assíduos de nosso blog, porém, sabem que a autoria é de David Nolan e que o formato do teste foi ligeiramente modificado.

No intuito de nos anteciparmos em relação à revista, republicamos a nossa tradução do “World’s Smallest Political Quiz”, no dia 5. Mantivemos o formato original, permitindo um resultado claro àqueles que se submetessem ao teste. (clique aqui para conferir)

Na semana atual, Veja também confirma o que afirmávamos há um ano, aqui mesmo, no que concerne ao Brasil e a sua caracteristica dúbia de manter um pé no mundo desenvolvido e outro no atraso. Os detalhes constam do texto abaixo. Desejamos uma ótima semana aos nossos visitantes!
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Mosquito vence avião
por Marcus Mayer
exclusivo para o blog

Aproximadamente 12 meses atrás, publicamos neste espaço uma série de receitas que acreditávamos urgentes e apropriadas para inserir o Brasil, definitivamente, no rol dos países desenvolvidos (clique aqui para ver o post) . Este não é nenhum grande mérito próprio – apesar dos positivos comentários recebidos na época –, pois os temas são correntes durante uma corrida de táxi ou à mesa de um bar.

Como matéria de capa, a revista Veja desta semana oferece como solução para os problemas do atraso brasileiro, num ótimo texto, uma receita com os mesmos ingredientes e semelhante modo de preparo ao que tínhamos apresentado. Utiliza-se, todavia, de uma terminologia sensivelmente ultrapassada no jargão das Relações Internacionais: ‘primeiro’ e ‘terceiro’ mundos.

Essas referências foram perfeitamente válidas durante o contexto da Guerra Fria, designando os países capitalistas alinhados aos Estados Unidos (primeiro mundo), os ex-socialistas sob influência da antiga União Soviética (segundo mundo) e os não-alinhados (terceiro mundo). A classificação atual, no sentido de qualificar o seu grau de desenvolvimento, agrupa os países do mundo em ‘ricos’, ‘emergentes’ e ‘pobres’. Brasil, Rússia, Índia e China, os chamados BRICs, estão entre os principais emergentes.

CONTRASTE – Com efeito, o Brasil, cujo grau de desenvolvimento permanece como um dos mais desiguais do planeta, apresenta em alguns setores nítidas características de país rico, concomitantemente aos bolsões de extrema pobreza e aos típicos problemas das nações mais miseráveis. Veja destaca muito bem essa idiossincrasia, ao ilustrar sua matéria com um modelo da EMBRAER, exemplo de elevadíssimo grau de tecnologia, e um Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

abertura-comercial.jpgConfirmando o que já dizíamos em nosso artigo de junho de 2007, o País necessita urgentemente de maior abertura econômica (observe a tabela comparativa ao lado). Precisa também diminuir drasticamente o tamanho do estado – o aparelhamento da máquina pública é um dos maiores malefícios ao desenvolvimento, aprofundados pelo atual governo petista. Deve retomar as privatizações, investir maciçamente em ciência e tecnologia, preservar o meio ambiente e extirpar a corrupção.

Infelizmente, o que executa o governo de Lula da Silva é justamente o contrário.

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WEEKLY NEWS
CHEIRINHO DE MUZZARELLA
A CPI dos cartões corporativos foi transformada em CPI do dossiê. Registre-se que somos plenamente favoráveis à transparência dos gastos sempre: tanto do governo anterior como do atual. Todavia, a ‘minúscula’ oposição está totalmente desnorteada diante da blindagem que a tropa de choque do governo ofereceu aos gastos do atual presidente da República e de seus familiares. O governo mais corrupto da história brasileira poderá comemorar mais uma vitória, ao sabor de uma pizza, paga preferencialmente sob o sigilo do cartão de crédito.

CPMF, O RETORNO
O governo e sua base aliada preparam mais um episódio de terror para os brasileiros: o retorno do pior imposto em cascata. O DEM e o PSDB estão unidos na luta contra a iniciativa. “Se esse absurdo prosseguir na Casa, temos que fazer uma avaliação de sanidade no Congresso. O único caminho seria recorrer ao STF”, afirma o líder do DEM na Câmara, Antônio Carlos Magalhães Neto (BA). “Isso é um desrespeito ao Senado. O Congresso disse não à CPMF no ano passado; qualquer subterfúgio é um desrespeito a nós. Acho que temos que mobilizar a sociedade contra isso”, afirma o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).

marulanda.jpgINTERNACIONAL
ADEUS SOLITÁRIO
Com a morte do líder e fundador das FARC, Manuel Marulanda, o Tirofijo, aumentam as chances de Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, exterminar o terrorismo praticado por essa organização de extrema-esquerda. Porém, alguns integrantes e aliados do governo brasileiro, como Marco Aurélio Garcia (assessor especial da Presidência), José Dirceu, Frei Beto (ideólogo da Teologia da Libertação) e Samuel Pinheiro Guimarães (secretário-geral do Itamaraty), devem estar profundamente entristecidos pela falta de consideração do comando das FARC, que não os convidou para chorarem sobre o caixão do “estimado companheiro”.

FORO DOS IDIOTAS
Álvaro Uribe não caiu no “conto-do-vigário” que os colegas ‘muy amigos’ pretendiam lhe aplicar, por meio da criação de um conselho de segurança conjunto, sob os auspícios da UNASUL – mais uma daquelas organizações internacionais do subcontinente que servem de palco para os perfeitos idiotas latino-americanos discursarem. A proposta de entregar a segurança da América do Sul a um grupo integrado por Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e Lula da Silva – os simpatizantes das FARC – seria o mesmo que confiar o controle da penitenciária a Fernandinho Beiramar e a Marcola, os ex-chefes do narcotráfico!

SOCIEDADE
AME E DÊ VEXAME
O escritor e terapeuta Roberto Freire, morto na última sexta-feira, aos 81 anos, deixou um valioso legado, registrado em suas obras, visando o respeito à liberdade nas inter-relações pessoais e amorosas. Atribuo a ausência de machismo e menor autoritarismo nas minhas próprias relações a alguns ensinamentos recebidos desse escritor. Obrigado, Roberto!

ESPORTE
biquini1.jpgAZZURRA FELICE
Extraído do UOL Esporte: “A seleção italiana de futebol iniciou com animação os treinamentos para a Eurocopa em Coverciano, região central da Itália. Durante as atividades deste domingo, duas mulheres trajando biquínis invadiram o gramado e correram em diração aos jogadores. Muito embora os italianos estivessem se divertindo com a inusitada ‘invasão’, alguns seguranças do local tiveram que retirá-las à força. O treino da Itália seguiu normalmente depois do incidente.” (Foto: Reuters)

FRASE

Eu te amo porque não preciso de ti, tu me amas porque não precisas de mim; somos um para o outro, deliciosamente, desnecessários.

Roberto Freire, escritor e terapeuta

A Vale foi vendida a preço de banana?

Brasil, Economia, Mundo Corporativo, Privatização No Comments »

logo_oesp.gifDiante da grande demanda pelo assunto “privatização da Cia. Vale do Rio Doce”, publicamos abaixo o artigo de Paulo Renato de Souza, para “O Estado de S.Paulo”, de onde retiramos as informações constantes da coluna WEEKLY NEWS, acima. O artigo responde claramente à indagação a respeito do preço pelo qual a companhia foi vendida.
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prsouza.jpgVale privada, Petrobrás estatal
por Paulo Renato de Souza*
para o jornal “O Estado de S.Paulo | 23 de setembro de 2007

O Partido dos Trabalhadores e alguns dos chamados “movimentos sociais” lançaram uma campanha pela reestatização da Companhia Vale do Rio Doce disfarçada sob a forma de um plebiscito. O presidente Lula, como de costume, tirou o corpo fora, informando ao País que a iniciativa não era para valer, ou seja, trata-se de mera “brincadeirinha política”.

Entretanto, esta é uma boa oportunidade para responder com seriedade a três questões cruciais em relação ao processo de privatização da Vale:

check_black.gifComo empresa estatal, a Vale teria tido nestes últimos dez anos o espetacular desempenho que teve como privada?

check_black.gifComo empresa estatal, a Vale teria proporcionado ao Estado brasileiro os mesmos benefícios que proporcionou como privada?

check_black.gifFinalmente, à época da privatização, seu preço foi justo?

Para responder a estas questões devemos analisar a evolução da própria empresa antes e depois da privatização e também compará-la com a da Petrobrás, empresa de porte semelhante que permaneceu em mãos do Estado.

No período em que foi estatal, de 1943 a 1997, a Vale produziu em média 35 milhões de toneladas por ano, passando a 165 milhões depois da privatização. As exportações se multiplicaram quase 5 vezes, em valores monetários comparáveis. Os dividendos pagos à União triplicaram e os impostos pagos aumentaram 22 vezes. No dia da privatização, a Vale empregava 15 mil funcionários; hoje são mais de 55 mil empregos diretos.

Nos dez anos que vão desde a privatização da empresa, a receita da Vale cresceu 7,5 vezes e a da Petrobrás, 4,5 vezes; o emprego multiplicou-se por 3,5 vezes na Vale e por 1,5 na Petrobrás, isso tudo apesar de o preço do petróleo ter crescido mais que o do minério de ferro. Entretanto, nenhum desses números se justificaria se o governo tivesse dilapidado o patrimônio público, vendendo a Vale por um preço menor do que seu valor real.

O valor de mercado de uma empresa reflete a percepção dos investidores sobre sua rentabilidade futura, ou seja, o retorno financeiro do investimento. Isso significa que o valor de suas ações sintetiza as percepções em relação às possibilidades futuras de ampliação das receitas, de realização de novos investimentos lucrativos, de produção eficiente e de controle de custos. No dia de sua privatização, em 6 de maio de 1997, a Vale foi valorizada em US$ 10,4 bilhões. Quatro anos depois, no dia do chamado “descruzamento das ações”, em 15 de março de 2001, realizado para resolver problemas societários que afetavam a governança da empresa, seu valor era menor: US$ 9,2 bilhões. Nesse período, o preço de seu principal produto, o minério de ferro, se manteve rigorosamente estável. Ou seja, o valor da Vale em 1997 se manteve por quatro anos numa ordem de grandeza que correspondia efetivamente às percepções do mercado de então. O Estado brasileiro, portanto, obteve então um preço justo pela empresa.

Hoje, a Vale tem um valor de mercado de US$ 137 bilhões. Diriam que o preço do minério de ferro explica essa evolução. De fato, o preço do seu principal produto teve um expressivo crescimento desde 2001, multiplicando-se por 2,8 vezes. Não explica, porém, a multiplicação do capital da Vale em quase 15 vezes no mesmo período. Além disso, a Vale deixou de ser a sétima mineradora do mundo para se tornar a segunda. Essa valorização se deve à estratégia de crescimento da companhia adotada desde 2001 e à gestão eficiente, coisas que são induzidas por seu caráter privado.

No dia da privatização da Vale, a Petrobrás tinha um valor de mercado de US$ 22 bilhões. Hoje, seu valor é de US$ 146 bilhões. O preço do petróleo, porém, aumentou mais que o do minério de ferro nesse período: 4,3 vezes. Fazendo uma simples correlação com a evolução dos preços de seus principais produtos, e supondo que a Petrobrás nesse período tivesse tido políticas semelhantes às da Vale em gestão e investimentos, seu capital poderia ter sido multiplicado por 20 vezes, e não apenas por 7. Ou seja, a Petrobrás poderia chegar a valer hoje mais de US$ 400 bilhões com uma estratégia de gestão privada! Obviamente, esse é apenas um exercício simplificado para ilustrar o que poderia acontecer com práticas de gestão que enfatizassem o controle de custos, uma política de vendas mais agressiva e investimentos feitos com critérios econômicos, e não políticos.

Como empresas estatais, a contribuição da Vale e da Petrobrás, criadas por Getúlio Vargas, tiveram um papel central no desenvolvimento do País. Seus investimentos mais arrojados possivelmente não teriam sido feitos, não fora seu caráter estatal de então. Entretanto, cumprido seu papel estatal, a hora da privatização da Vale chegou e o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso teve a coragem de fazê-la há dez anos. É possível que a mesma receita não se aplique à Petrobrás e que ela deva permanecer em mãos do Estado, inclusive por razões estratégicas.

Os dados que apresentei demonstram duas coisas: o desempenho superior da Vale privada em relação ao período estatal em todos os indicadores econômicos e sociais e seu melhor desempenho econômico em relação à Petrobrás desde a privatização. Em outras palavras, o governo, o PT e os “movimentos sociais” prestariam melhor serviço ao País se passassem a cobrar melhores políticas e resultados da gestão da Petrobrás, em vez de lançarem a idéia esdrúxula da reestatização da Vale. Afinal, a Petrobrás pertence a todos os brasileiros e a gestão estatal está dilapidando nosso patrimônio ao não alcançar uma valorização compatível com a bonança de seu mercado nos últimos anos.

* Paulo Renato de Souza, deputado federal por São Paulo, foi ministro da Educação no governo FHC, reitor da Unicamp e secretário de Educação no governo Montoro.
E-mail: dep.paulorenatosouza@camara.gov.br

A principal razão para o atraso brasileiro

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dino_flintstone.jpgBrasil: 101º no ranking da liberdade econômica

Enquanto uma parte do mundo avança, num extraordinário ciclo de prosperidade - conquistado graças à liberalização econômica-, o Brasil patinha, sob um manto de ideologia estatizante e xenófoba.

A receita é simples: quanto maior o grau de liberdade econômica, maior também será a prosperidade. E essa não é uma simples teoria baseada em modelos econômicos. É resultado de experiências bem sucedidas, adotadas por países que muito recentemente ainda se caracterizavam por suas sociedades agrárias, pelo atraso no desenvolvimento de tecnologias e por níveis de renda per capita extremamente baixos.

Em vez de espelhar-se nos exemplos da Coréia do Sul, da Irlanda, da Estônia, do Chile ou da Colômbia, o atual governo brasileiro, embriagado pelas teses da esquerda jurássica, prefere inspirar-se nas experiências da economia planificada dos países que se localizavam na parte oriental da Cortina de Ferro, no século passado.

No 3º Congresso do Partido dos Trabalhadores, os políticos que integram a legenda apoiaram o projeto de reestatização de uma das maiores e mais lucrativas empresas brasileiras: a Vale do Rio Doce. Certamente, o desejo desses tipos pré-históricos é fazer companhia a Mianmar (ex-Birmânia) ou à Venezuela, do idiota latino-americano Hugo Cháves.

A pesquisa divulgada pelo “Fraser Institute“, do Canadá, demonstra claramente, através do seu “ranking da liberdade econômica”, o contraste entre o desenvolvimento e o atraso. Aquele é conquistado pelo liberalismo, enquanto este - o preferido pela ideologia do presidente Lula da Silva e pelo PT -, pretende fortificar o estado através de recordes de arrecadação de impostos, aparelhamento do estado, protecionismo comercial, intervenção, regulamentação, estatização e xenofobia.

Leia-se, abaixo, o artigo publicado no site da BBC Brasil:
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the_fraser_institute.gifRanking da liberdade econômica
da BBC Brasil

Brasil cai e fica em 101º em ranking de liberdade econômica

O Brasil ficou em 101º lugar num ranking que mede o grau de liberdade econômica em 141 países, dividindo a colocação com países como Haiti, Etiópia, Sri Lanka e Paquistão. O relatório anual, compilado pelo Fraser Institute, do Canadá, se baseou em dados de 2005, considerando quatro aspectos para avaliar os países: a liberdade pessoal de escolha, o intercâmbio voluntário, a liberdade para competir e a segurança da propriedade privada.

A partir destes conceitos, 42 componentes são usados para se chegar ao índice final. A nota mais baixa do Brasil foi no indicador de regulamentação do crédito, do trabalho e dos negócios: 4,3, numa escala de zero a dez. A nota final do país foi 6, um pouco acima da obtida em 2004. Mesmo assim, o Brasil caiu da 85ª posição para a 101ª.

MENOS BARREIRAS E IMPOSTOS

Para conseguir um alto índice de liberdade econômica, os países precisam promover um ambiente financeiro estável, em que a propriedade privada é protegida, respeitar contratos, reduzir barreiras ao comércio nacional e internacional e manter os impostos baixos.

graph09liberty.jpg No topo do ranking estão Hong Kong, Cingapura, Nova Zelândia, Suíça e Estados Unidos, enquanto o Zimbábue ocupa o último lugar da lista, precedido por Mianmar, República Democrática do Congo e Angola.

Entre economias emergentes, a China ficou em 86º lugar, a Índia em 69º, a Rússia em 112º. Na América Latina, o México ficou na 44ª posição e a Argentina, na 124ª.

Mianmar (140º) e Venezuela (135º) são os únicos países não-africanos entre os dez piores colocados.
Os países que tiveram uma melhoria mais evidente no índice de liberdade econômica, com uma alta de pelo menos três pontos desde 1980, foram Hungria, Peru, Uganda, Gana e Israel.

Conheça mais detalhes do ranking no link abaixo (em inglês)
International Rankings

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A última perversidade do governo brasileiro

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Opinião
Exclusivo para o Blog

taxready.jpgJá não bastasse a absurda carga tributária do Brasil, agora o governo quer enviar ao Serasa - órgão responsável pela elaboração de listas negras de devedores - o nome daqueles que não estiverem em dia com o pagamento de impostos. À primeira vista, a medida parece ser justa e legal. Mas não é uma coisa nem outra, como já atestaram tributaristas - entre eles, Ives Gandra Martins. A proposta é, simplesmente, mais uma perversidade do governo esquerdizante do presidente Lula da Silva.

Compare-se a situação com aquela que ocorre no meio privado. Quando alguém realiza uma compra e não paga por aquilo que adquiriu, nada mais justo e legal que se inclua o nome do devedor numa lista negra, impedindo-no de contrair novas dívidas e protegendo credores. No momento de uma compra, estabelece-se um contrato, diante do qual o comprador se compromete a pagar ao vendedor pela aquisição. De contrapartida, o vendedor é obrigado a fornecer o produto ou o serviço ofertado ao comprador.

Na hipótese do imposto nada é comprado nem vendido. O que se imagina como justo é o pagamento universal de impostos que cidadãos pagariam ao tesouro público para receberem, como contrapartida, serviços e obras.

Pergunta-se, aqui, se alguém sabe como é gerido, pelo governo, o dinheiro, pago pelo contribuinte, através dos impostos. Em algumas ocasiões a aplicação do dinheiro é bastante visível, sobretudo, quando um governo realiza obras e presta bons serviços.

Não é absolutamente o caso do Brasil. Serviços públicos imprescindíveis como os da saúde, da educação e da segurança são extremamente precários, salvo algumas raríssimas exceções. Obras públicas como a manutenção de estradas, construção de ferrovias, habitações ou prédios públicos ocorrem em proporção muito inferior à necessidade do país.

Pagam-se impostos porque, como diz o próprio nome, eles são impostos ao cidadão. Ninguém o faz por livre e espontânea vontade.

Especialistas já demonstraram que quanto menor são as alíquotas, maior é o universo abrangido pela cobrança e, o que seria mais importante para o arrecadador, o volume também é maior. Diante de uma política tributária perversa, o governo brasileiro age inversamente. As alíquotas são elevadas, incidem de forma perniciosa sobre a produção e os preços, e, o que é pior, não há nenhum retorno visível.

Trabalha-se, no Brasil, quase cinco meses ao ano, exclusivamente, para pagar impostos ao governo. Esperar-se-ia um retorno espetacular de todo esse esforço. Contudo, o que se pode observar é exatamente o contrário. Boa parte de toda a arrecadação é desviada para pagar pela corrupção e pelo aparelhamento do estado. A arrecadação é européia, mas o retorno é sub-saariano.

perversidade.jpgNão é necessário explicar o que é a corrupção. Todavia, poucos se dão conta da gravidade perversa do aparelhamento do estado. No atual governo já são mais de 25.000 pessoas contratadas para cargos de confiança. Quando nos referimos, em outros artigos e notícias, aos “amigos do presidente”, tratamos exatamente desses apaniguados que recebem, em troca do apoio político, empregos pagos por todos os contribuintes. A quase totalidade desses cargos e funções é dispensável. Isso, sem falar nos dinossauros estatais e seus milionários fundos de pensão. Desse tema tratamos, em detalhes, no artigo “Escândalo na Petrossauro”, de 15/04/2007. Confira-se clicando aqui

Quanto menor é o estado e mais baixos são os impostos, maiores são as chances para o desenvolvimento de um país. Mas o que o governo do presidente Lula da Silva realiza é exatamente o contrário. O que produz está aí: crescimento pífio, catastrófica distribuição da riqueza e um quarto da população - de miseráveis - dependentes de programas assistencialistas como o “Bolsa-família”.

E agora, os burocratas petistas ainda resolvem inventar mais essa: colocar na lista negra aqueles que, por circunstância ou não, deixaram de pagar algum imposto. O primeiro que deveria ir para uma lista negra é o próprio governo, cujos serviços e obras, financiados por impostos de “todos” os brasileiros, são - quase sempre - de péssima qualidade.

‘Losing Forests to Fuel Cars’

Brasil, Economia, Meio Ambiente, Tecnologia 3 Comments »

banner_amazonia.jpgÉ uma situação insólita: concordo com as críticas do ditador cubano Fidel Castro e de seu aprendiz venezuelano, Hugo Cháves, ao projeto dos presidentes dos Estados Unidos, George Bush, e do Brasil, Lula da Silva, para produção, em larga escala, de etanol derivado da cana-de-açúcar; todavia, nossa concordância é parcial e decorre de razões distintas daquelas dos autoritários idiotas latino-americanos. Nossa preocupação maior é com o meio-ambiente - e não com a concorrência que os biocombustíveis podem fazer à produção de petróleo da Venezuela.

Abaixo consta uma matéria muito interessante do jornal americano The Washington Post, de sua edição de ontem, que traduzi para o nosso blog, no intuito de destacar a óptica da imprensa estrangeira sobre questões globais importantes que envolvem diretamente o Brasil:

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Perdendo florestas para abastecer carros

por Sabrina Valle| Tradução: Marcus Mayer
para o The Washington Post | Terça-feira, 31 de julho de 2007 - página D01

Cana-de-açúcar de etanol ameaça savana arborizada do Brasil

Onças pintadas, araras azuis e tatus gigantescos vagam pela paisagem inconstante do Cerrado brasileiro, um vasto planalto onde as temperaturas variam entre congelantes e extremamente elevadas, onde se alternam pastos com arbustos e florestas, e onde se encontra a mais rica variedade da flora de todas as savanas do mundo.

Tudo isso poderá acabar em breve. Durante as últimas quatro décadas, mais da metade do Cerrado foi transformada pela usurpação de fazendeiros de gado e agricultores de soja. E agora outra demanda está corroendo rapidamente a paisagem: a cana-de-açúcar, matéria-prima do etanol brasileiro.

brasil-cerrado-e-amazonia-420-x-418.gif  SOURCE: Conservation International of Brazil and World Wildlife Fund | By Renee Rigdon, The Washington Post - July 31, 2007

“O desflorestamento do Cerrado está acontecendo em ritmo mais avançado do que no Amazonas,” diz John Buchanan, diretor sênior da Conservation International. Se as taxas de desflorestamento continuarem, toda a vegetação restante do cerrado poderá ser perdida antes do ano 2030. Seria uma enorme perda de biodiversidade.”

As raízes desta transformação encontram-se na demanda mundial por etanol, recentemente estimulado pelo Senado americano, que prevê o uso de 36 bilhões de galões de etanol antes de 2022 - mais de seis vezes a capacidade das 115 refinarias de etanol dos Estados Unidos. O presidente Bush, que propôs um aumento semelhante, visitou o Brasil em março, e negociou um acordo para promover a produção de etanol na América Latina e no Caribe.

Companhias americanas e – inclusive George Soros e gigantes do agronegócio, Archer Daniels Midland e Cargill - estão apostando no território brasileiro, esperando cada vez maior crescimento na área de biocombustíveis. “Já houve uma corrida pelo etanol brasileiro e os anúncios do presidente Bush deram mais credibilidade ao processo”, disse Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura do Brasil, que criou a Comissão Interamericana do Etanol com o ex-governador da Flórida, Jeb Bush, em dezembro.

O governo brasileiro e as grandes companhias de agribusiness afirmam que a expansão das plantações de soja e de cana-de-açúcar não significa, necessariamente, a devastação do cerrado, que apresenta aproximadamente 160.000 espécies de animais e de plantas - muitas ameaçadas pela extinção. Eles dizem plantar em solo improdutivo e pastagens, onde o gado melhorou a qualidade do solo e da produtividade. Mas os grupos ambientais argumentam que, como a soja e a cana-de-açúcar deslocam gado e colheitas menos lucrativas, os fazendeiros estão se movendo para mais adiante, para áreas não devastadas do Cerrado.

“Há fazendeiros que substituem o gado pela cana-de-açúcar na área de São Paulo, por exemplo, e o deslocam para o estado da Bahia, ambos no Cerrado. Assim qual é o ponto?” pergunta Ricardo Machado, autor de um estudo sobre “o Cerrado para a Conservação Internacional”.

A cana-de-açúcar e a soja desempenham um papel crucial na agricultura do Brasil, um dos setores mais dinâmicos da economia do país. E ambos estão sob pressão para expandir-se, em conseqüência do boom do etanol. Ela é considerada por ambientalistas como uma melhor opção do que o grão para produzir o etanol. Etanol de cana-de-açúcar custa metade do preço para produzir e o processo é cinco vezes mais eficiente no uso de combustíveis fósseis.

Estimuladas pela perspectiva de produção de etanol da cana-de-açúcar, muitas empresas dos Estados Unidos estão tentando conquistar investidores europeus e asiáticos. A companhia na qual Soros está investindo, a Adecoagro, transformou-se num dos maiores investidores no etanol brasileiro, planejando gastar 1 bilhão de dólares para construir três fábricas durante os próximos cinco anos. A Goldman Sachs e o Grupo Carlyle também estão atrás de novos investimentos em etanol no Brasil.

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Ensaio

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A difusão da propriedade
por Marcus Mayer
para a revista World News Press | ed. AGO.2007

“Não é função do governo fazer um pouco melhor, ou um pouco pior, o que os outros podem fazer, e sim o que ninguém pode fazer”.

Lord Keynes

Pedro o Grande, czar da Rússia, foi um dos precursores mais pitorescos da privatização. Passando por Kazan, a caminho do Mar Cáspio, visitou duas fábricas de tecido, uma estatal e outra privada. Esta, limpa e operando a plena carga, e a outra com trabalhadores bêbados e teares quebrados. O autocrata simplesmente doou a fábrica estatal ao empresário privado, antecipando-se em quase três séculos ao programa de privatizações de Mrs. Thatcher, no Reino Unido.

Muitas críticas sem fundamentos se propagaram a respeito das privatizações iniciadas por Collor de Mello e concluídas por Fernando H. Cardoso. Diz-se, de forma leviana, que estatais foram vendidas a “preço de banana” ou trocadas por “moedas podres”, para amortizar a dívida pública. Além disso, é comum ouvir-se a pergunta de “onde foi parar o dinheiro oriundo da venda das estatais?”.

Entenda-se que a privatização é essencial à modernização do estado, sobretudo, para que este possa cumprir suas funções básicas na área social. Com efeito, a demanda por montantes de recursos e a rápida evolução tecnológica reclamam velocidade decisória inatingível nas estatais. Tomem-se os exemplos da Embraer, das siderúrgicas e das prestadoras de serviços em telefonia.

Na contestação político-eleitoral das privatizações, no Brasil, os dois argumentos mais freqüentes são precisamente os menos relevantes: o nível de preço mínimo fixado pelo governo e o caráter “estratégico” das empresas. No sistema de leilões pouco importa o preço mínimo arbitrado pela autoridade: se erra para baixo, haverá ágio; e se erra para cima, não haverá compradores.

Na província de British Columbia, no Canadá, num processo de privatização doaram-se cinco ações de uma holding a cada habitante e, a um preço simbólico, foram postas à venda até 5 mil ações por indivíduo. Pode parecer um paradoxo, mas as privatizações são uma forma liberal de realizar o sonho socialista de “difusão” da propriedade.

Sobre a segunda contestação, do “caráter estratégico’ das estatais, é importante esclarecer que não existem “empresas estratégicas” – o que há são “atividades estratégicas”. Esse valor não depende da natureza pública ou privada do acionista. Depende da eficiência da operação. O maior estímulo à eficiência vem da competição. Preservá-la ou estimulá-la é uma das funções das entidades regulatórias como a Anatel, a ANP ou a Aneel.

As agências regulatórias podem cassar concessões ou impor multas, coisas improváveis em relação às estatais. Ademais, os bens de empresas privadas não são imunes à penhora ou à execução quando processadas por perdas e danos. Empresas privadas não dependem de verbas orçamentárias nem de autoridades monetárias para decidir acelerar investimentos.

Por fim, a satisfação do consumidor é mais importante para a empresa privada, que depende do lucro para subsistir, do que para a empresa pública, cujos déficits costumam ser cobertos pelo governo – diga-se, de passagem, com o dinheiro dos contribuintes.

4.607.556.603.169,42%

Economia 5 Comments »

mayer
13 anos de Real
por Joelmir Beting*

O Real completa neste domingo, 1º de julho, 13 anos de vida, paixão e sorte, muita sorte. Sobreviveu a grandes choques externos a traumas internos para fazer a inflação de 4% ao dia virar inflação de 4% ao ano.

O Real veio ao mundo não para fazer o Brasil crescer, mas para não deixar o Brasil morrer. Vai aqui uma comparação espantosa, feita pelo professor Salomão Quadros, da Fundação Getúlio Vargas, a pedido do site: nestes 13 anos de Real, a inflação medida pelo IGP-DI acumula, aqui na ponta, 259%.

É muito! É, mas qual tinha sido a inflação acumulada nos últimos 13 anos antes do Real?

Aí está o tamanho do dragão enjaulado pelo Real: uma inflação de 12 dígitos, ou de 4.607.556.603.169,42%. (Nota do blog: leia-se 4,6 trilhões por cento)

* Joelmir Beting é jornalista e apresentador de telejornal

Procura-se um ’sarkozy’ brasileiro

Brasil, Economia, Educação, Política 11 Comments »

On cherche un ’sarkozy’ brésilien
por Marcus Mayer
para a revista World News Press | ed. JUL.2007

A busca por um messias, com projetos mirabolantes, que se apresente como ’salvador da pátria’, não é a solução. Precisamos ter a audácia de enfrentar a letargia que caracteriza o Brasil e conduzi-lo à modernidade.

A alternativa para os problemas brasileiros não é messiânica, mas seria satisfatório, no contexto do regime presidencialista, que se encontrasse alguém com competência para liderar um movimento reformista no Brasil, como o está fazendo Nicolas Sarkozy, na França. Precisa haver coragem para mostrar aos brasileiros que promessas populistas e eleitoreiras só conduzem ao atraso.

sarkozybresilien.jpgO estado assistencialista há muito deixou de ser capaz de introduzir mudanças que pudessem acabar com a pobreza e melhorar de forma substantiva a vida do cidadão. Muito pelo contrário, onde a presença do estado se faz presente observa-se ineficiência, corrupção e fisiologismo. Muitas atividades submetidas à administração estatal poderiam ser substituídas pela iniciativa privada que, certamente, as executaria com maior competência.
Fotomontagem: Sarkozy com faixa presidencial

A seguir, tentamos relacionar uma série de medidas que resolveriam, no curto prazo, graves problemas enfrentados pelo Brasil:

REFORMA DO EXECUTIVO

O número de ministérios para atender às necessidades do Executivo poderia ser reduzido para algo em torno de dez. Atualmente, são 36! Os ocupantes das pastas, os ministros, deveriam ser personalidades altamente especializadas em suas respectivas áreas. A indicação de políticos para os ministérios gera um dos maiores males ao governo: o fisiologismo.

esplanada.jpg• Uma reforma administrativa seria necessária para acabar com o aparelhamento do estado e para elevar o nível técnico dos ocupantes das funções. São mais de 26.000 cargos de confiança distribuídos aos apaniguados, no governo atual. Assim como nas empresas privadas procura-se contratar os mais competentes, somente funcionários concursados e de elevado grau de instrução deveriam ser admitidos em funções executivas. Para evitar qualquer tipo de fraude, os concursos deveriam ser fiscalizados por empresas particulares de auditoria.

• A propaganda do governo deveria ser totalmente extinta, transferindo-se os seus recursos para campanhas de caráter exclusivamente educativo.

A redução da quantidade de ministérios permitiria uma considerável elevação dos salários dos ministros e dos demais funcionários, equiparando-nos com a remuneração oferecida no setor privado. Técnicos de alta competência deixam atualmente de participar da administração pública por causa dessa defasagem salarial. Além disso, elevando-se o perfil do funcionalismo, a endêmica corrupção tenderia a ser consideravelmente reduzida.

PRIVATIZAÇÃO

• Uma das maiores travas para o verdadeiro desenvolvimento do Brasil é a existência dos dinossauros estatais. Não há justificativa para manter sob a égide estatal empresas que executariam melhor as suas funções em benefício do país se estivessem sob controle privado. Os fundos de pensão desses gigantes da ineficiência são antros de corrupção e não oferecem nenhum benefício aos brasileiros que deles não participam. A retomada de um programa de desestatização é uma das mais importantes medidas que um novo presidente poderia adotar.

BACEN E AGÊNCIAS REGULADORAS

• O Banco Central e as agências reguladoras necessitariam de total autonomia. Os mandatos de seus gerentes deveriam ser fixos. A ingerência política nas decisões do Banco Central ou nas agências reguladoras reduz de forma dramática a credibilidade do país e sua capacidade para atrair investimentos. Para conquistar o investment grade o caminho é longo, mas para perdê-lo basta uma simples crise de confiança.

IMPOSTOS E ENCARGOS

• A carga tributária, que gira atualmente em torno de 38%, teria de ser drasticamente reduzida e os impostos cobrados em cascata totalmente eliminados - de preferência - introduzindo-se um tipo de “imposto único”.

Nesse ‘métier’ tributário, alguns argumentariam que isso implicaria redução de receitas, inviabilizando os compromissos de pagamento do governo. Isso não faz sentido, pois a arrecadação, pelo contrário, tenderia para um crescimento constante, como conseqüência da redução de alíquotas. Com uma economia crescente, as empresas venderiam mais, e muitas outras informais optariam pelo ajuste de suas situações. A máxima “se não sonegar não sobrevive” deixaria de ser verdadeira.

• Os encargos trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamentos das empresas também teriam de ser significativamente reduzidos para diminuir a taxa de desemprego. Sem ferir direitos adquiridos, o trabalhador deveria ter a opção de ser admitido através de um contrato de trabalho sem submissão à CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Essa ultrapassada legislação, criada na década dos 1940, contribui espetacularmente para o trabalho informal. A flexibilização das leis trabalhistas e a negociação direta entre empregados e empregadores viabilizaria a criação de inumeráveis postos de trabalho.

fila_inss.jpgPREVIDÊNCIA

• A previdência social teria de ser unificada, integrando os trabalhadores dos setores público e privado, visando a reduzir o seu déficit. As pensões e aposentadorias necessitariam ser limitadas a algo em torno de 20 salários mínimos, equivalentes hoje a R$ 7.600,00, para todos os trabalhadores. O próprio presidente da República, os ministros e os demais políticos deveriam se submeter a essa regra de abrangência universal. Além do teto, o complemento das aposentadorias ficaria sob responsabilidade exclusiva de cada contribuinte, que optaria, num sistema privado de previdência, pelo plano que melhor lhe conviesse.

COMÉRCIO INTERNACIONAL

• Com o objetivo de incrementar o comércio com outros países e blocos, a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul necessitaria sofrer uma redução para no máximo 6%. Atualmente, ainda há aliquotas de 30% que incidem sobre as importações, caracterizando uma estúpida reserva de mercado. A redução da TEC inseriria definitivamente o Brasil no comércio mundial. As empresas brasileiras teriam condições de introduzir avanços tecnológicos na produção e reduzir seus preços para, conseqüentemente, exportar e empregar mais. Essa medida liberalizante, que permitiria inclusive um maior equilíbrio na balança comercial, influenciaria na melhora da posição brasileira nas rodadas de negociação da OMC (Organização Mundial do Comércio).

CUSTO BRASIL E BUROCRACIA

• Os transportes - ferrovias, rodovias, portos e aeroportos - deveriam ser entregues à iniciativa privada, submetendo-se todas as modalidades a uma única agência reguladora. As estradas esburacadas e perigosas, os elevados custos do transporte rodoviário, a ineficiência dos portos, as crises do setor aéreo e a falta de investimentos no transporte ferroviário são conseqüência da péssima administração estatal.

• Cartórios deveriam ser extintos, sobretudo, para acabar definitivamente com a burocracia e o absurdo instituto da firma reconhecida.

Na ‘república brasileira de bananas’ uma assinatura não vale nada, a não ser que se pague por ela a um dono de cartório!

• Filas em repartições públicas, como em postos da previdência ou hospitais, deveriam ser proibidas por lei. É inadmissível que idosos precisem esperar em filas intermináveis por causa da incompetência de servidores e do descaso da administração. Para solucionar o problema bastaria investir na informatização e na qualificação do pessoal de atendimento. Enquanto o setor se aperfeiçoa, o sistema de hora marcada poderia acabar de forma instantânea com esse martírio.

Em São Paulo, uma lei estabelece multas para os bancos que obriguem seus clientes a esperar mais de 15 minutos na fila. Na véspera ou no dia seguinte a feriados prolongados, esse limite sobe para 25 minutos e em dias de pagamento de funcionários públicos, o tempo máximo na fila é de 30 minutos.

escolapublica.jpgSAÚDE E EDUCAÇÃO

• Para resolver os crônicos problemas nas áreas de saúde e educação, bastaria a adoção de uma estratégia simples: políticos e seus familiares até segundo grau só poderiam fazer uso dos sistemas estatais. Isso quer dizer: filhos de políticos só estudariam em escolas públicas e suas mães só seriam atendidas em hospitais do governo.

Essa não seria uma medida liberalizante, mas necessária para a dramática diminuição das diferenças sociais. Os problemas nesses dois setores básicos - e em situação tão lastimável no Brasil - seriam resolvidos num prazo jamais visto. Dinheiro para isso certamente existe!

SEGURANÇA

• O problema penitenciário seria solucionado com a transferência dos complexos de cadeias para a administração privada. Empresas especializadas ofereceriam trabalho nas prisões, pelo qual os presos receberiam uma justa remuneração. Além disso, os criminosos pagariam através do seu trabalho pelos custos da cadeia. Teriam assim a chance de desenvolverem profissões que os habilitassem à reinserção no mercado de trabalho, depois de cumprida a pena.

Naturalmente, essa não é a plataforma política de nenhum candidato, mas seria salutar que o fosse. Os problemas brasileiros são complexos e muito mais seria necessário para reduzi-los. O que se deseja provar através desse texto e das propostas que se apresentam é que o Brasil tem jeito. Basta coragem e um pouco de audácia para adotar algumas dessas medidas.

O País poderia se transformar rapidamente em potência, aproveitando o ciclo de crescimento da economia mundial. Lamentavelmente, não existem ’sarkozys’ disponíveis no mercado para serem importados. Sendo assim, que se invente um … made in Brazil.

Durante o mês de maio, quando estávamos engajados na campanha de Nicolas Sarkozy para a presidência da França, nosso amigo e leitor Francisco Guimarães (42) deixou um curto - mas excelente - comentário num post: “Sarkozy para presidente do Brasil”, dizia. Algumas semanas depois, outro leitor, Felipe Maciel (18), se manifestou curioso diante das soluções que poderiam advir para resolver problemas crônicos do Brasil. Após vislumbrar a posição do Brasil no ranking mundial da desigualdade social calculado pela ONU, a sua frustração era nítida. Aproveito a oportunidade para agradecer aos leitores que inspiraram esse artigo.

Artigo: Estatais

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O dinossauro perde a sua chance
por Marcus Mayer
Revista World News Press | ed. JUN.2007

“Não é função do governo fazer um pouco melhor, ou um pouco pior, o que os outros podem fazer, e sim o que ninguém pode fazer”.

Lord Keynes

Entre os anos de 1975 e 1984, quando o mundo desenvolvido centrou investimentos maciços na área da informática, compartilhando tecnologias, o Brasil – que ainda vivia sob a ditadura militar nacionalista – submetia-se à insensata política de informática, praticada pela SEI (Secretaria Especial de Informática). A absurda Lei de Informática, de outubro de 1984, foi sacramentada pela “Constituição besteirol” de 1988.

FOTO: National Museum of Natural History, New York
dinosaur_museum_natural_history.jpg

Para jovens que ‘nasceram’ dominando as modernas tecnologias e se alfabetizaram lado a lado do computador, a perplexidade é ainda maior quando descobrem que o Brasil, durante mais de uma década, fechou o seu mercado proibindo investimentos estrangeiros e importações na área de tecnologia de informática. A isso se chamou de reserva de mercado.

Naquela época, as tecnologias existentes já começavam a ser renovadas a cada ano. E nenhum componente fabricado no exterior podia ingressar no País. Hoje a reserva continua existindo através da altíssima taxação. Basta tentar passar pela alfândega com um Notebook, sem declará-lo à receita, para ver no que dará. Antes de chegar a uma loja brasileira, um PC carrega quase 100% em taxas de tributação direta - 18% de Imposto de Importação, 50% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), 9,25% de PIS/Cofins e 18% de ICMS.

roberto_campos.jpgRoberto Campos
(1917-2001)

IDEOLOGIA - A esquerda, que aplaudia a iniciativa da ditadura – em oposição aos liberais, liderados por nomes como Roberto Campos e José Guilherme Merchior – fazia a festa. Essa irresponsabilidade da legislação autoritária rendeu mais de duas décadas de atraso ao Brasil na área da informática.

E por mais impressionante que possa parecer, em pleno século 21, mesmo depois da Queda do Muro, o nacional-corporativismo esquerdista – um mix de nacionalismo fascista e coletivismo socialista – ainda não saiu de cena no Brasil e em boa parte da América Latina.

O que acontece no Brasil atual é uma repetição da década perdida dos anos 1980. Naquele período o problema maior era a hiperinflação e a carestia. Hoje, o caos provém do aparelhamento do estado e da conseqüente corrupção.

O MUNDO – a economia mundial está, há quase uma década, ininteruptamente em festa. Os asiáticos – China, Filipinas, Malásia, Índia etc. – crescem sem parar. Na União Européia – tanto na zona do euro quanto fora dela – o desemprego recua graças ao índice de confiança (119 pontos), o melhor desde 2001. Os Estados Unidos, com seu PIB de US$ 13,8 trilhões, têm uma economia sólida que reflete nas exportações do resto do planteta e consegue manter o desemprego estável (4,5%). As bolsas ao redor do mundo não param de bater recordes.

moedaimposto.jpgE o Brasil? – O País continua batendo recordes também! E o maior deles em arrecadação de impostos. Para o governo esquerdista a altíssima carga tributária – que se caracteriza por uma arrecadação de nível europeu e serviços de padrão sub-saariano – é primordial para bancar o gigantesco cabide de empregos e os 36 ministérios.

É necessária muita arrecadação para pagar os salários dos mais de 26.000 cargos de confiança dos petistas e dos seus amigos. Também é fundamental que os impostos sirvam para que a Previdência possa pagar os benefícios dos servidores públicos (valores estratosféricos, quando comparados aos do setor privado). Além disso, evita-se uma reforma impopular, que se chocaria com os interesses do funcionalismo público e dos sindicatos.

logo_dinossauros.jpgQuestão pétrea da esquerda nacionalista é a manutenção da Petrobrás, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e tantos outros dinossauros da administração pública, como empresas estatais – aliás, como ‘patrimônio de todos os brasileiros’.

PRÉ-HISTÓRIA - Como seria possível oferecer cargos de diretoria, altamente remunerados, para gente sem qualificação se não existissem as empresas estatais? Lembremos que a maioria dos petistas foram injustiçados pelas elites que governaram o País, e não tiveram as mesmas chances que essas classes privilegiadas. E os amigos do PT? - Teriam de ficar de fora, pois o número de ministérios (36) é muito pequeno para empregá-los.

Não é de estranhar que o Brasil seja um exportador pouco dinâmico. Descontados todos os problemas do custo-país, os superávits são conquistados às custas da exportação de commodities, produtos primários de baixo valor agregado. Enquanto o mundo caminha para o futuro, o dinossauro brasileiro permanece na pré-história do desenvolvimento. Vivemos mais uma década perdida.

logo_cobra.gifA estatal Cobra, fundada em 1974, em plena ditadura militar, ainda existe e não serve para nada além de camuflar apaniguados em sua folha de pagamentos. Gastou dinheiro do contribuinte quando estava sob a proteção da SEI, a Secretaria Especial de Informática, e ainda hoje o pagador contribuinte banca a sua ineficiência através do Banco do Brasil, que incorporou o monstro. A tecnologia desenvolvida pela Cobra é tão “admirável” quanto o é o seu site na Internet.
Confira clicando aqui

computadorcobra210.jpgE para que se tenha uma idéia do que anda fazendo, inventou um PC básico que custará R$ 1.440,00. Qualquer idiota sabe que com esse valor, descontados os impostos, o governo compraria dois ou mais computadores nos Estados Unidos. Compare-se somente com os avançadíssimos Notebooks populares, com tecnologia wirefire, capacidade de conexão à Internet, que custarão em torno de US$ 200.

Na ilustração, um computador Cobra 210

O Brasil no Mundo > Parte 3 <

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map_brazil_world.jpgO mapa da desigualdade
Parte 3 - COEFICIENTE GINI

 

Você saberia relacionar as bandeiras abaixo com os seus respectivos países?

gini_flags_01.jpg

A não ser que tenha uma extraordinária memória, seja um expert em geopolítica ou trabalhe na Organização das Nações Unidas, é pouco provável que acerte todas, pois, em sua maioria, essas bandeiras pertencem a países com pouca expressão no âmbito internacional, exceto o último.

Diante da dificuldade, daremos uma dica: todos os países têm algo bastante em comum com o Brasil. Teria ficado mais fácil agora?

As bandeiras pertencem, na ordem, aos seguintes países: Namíbia, Lesotho, Botswana, Sierra Leoa, República Central Africana, Swazilândia, Bolívia, Haiti, Colômbia e Brasil. Você deve estar se perguntando o que têm em comum.

Coeficiente GINI

graph02ginib.jpg Em um ranking composto por 180 países, o Brasil é o décimo em “desigualdade de renda”, atrás somente desses que foram citados. Uma boa e outra má notícia: a má é que já fomos os campeões nesse quesito; e a boa é que conseguimos ser vencidos. Certamente, esse é o pior espelho do Brasil. Entre a população, são muitíssimos que têm pouco e pouquíssimos que têm muito. O uso do superlativo é necessário para refletir bem a situação.

A diferença de rendimentos entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres, no Brasil, é de 27,8 vezes, conforme cálculos das Nações Unidas. Se analisados os 10% mais ricos e os 10% mais pobres, essa diferença alcança as 57,8 vezes. Para que se possa compreender melhor essa triste realidade, na Europa Ocidental, a diferença se situa nas 5,04 vezes, em média; e nos EUA, nas 8,4.

Em 1912 o demógrafo italiano Corrado Gini criou um índice para medir a desigualdade social. Esse índice passou a se chamar »coeficiente Gini«. Conforme a tabela acima, coeficiente “0″ representa perfeita igualidade econômica e “100″ perfeita desigualdade. O Brasil apresenta coeficiente 58,0, de acordo com os dados da ONU. Dinamarca (24,7), Japão (24,9) e Suécia (25,0) apresentam os melhores coeficientes. Para visualizar a tabela completa, clique aqui.

Abaixo, reproduzimos um mapa mundial que destaca as diferenças de rendimentos, conforme cálculos do coeficiente Gini, realizados pelas Nações Unidas:

Clique sobre o mapa para visualizá-lo em tamanho ampliado:
map-world_map_gini_coefficient.png

Na legenda abaixo o coeficiente Gini varia entre “0″ e “1″, sendo “0″ a igualdade plena e “1″ a desigualdade plena.

map-world_map_gini_coefficient-1.png Para explicações mais detalhadas, a enciclopédia pública online, Wikipedia, apresenta informações precisas e completas a respeito do coeficiente e dos cálculos necessários para a determinação dos índices. O trabalho está publicado em inglês e é bastante confiável. Clique aqui para acessar.

Leia também:
O Brasil no Mundo - Parte 1 (PIB)
O Brasil no Mundo - Parte 2 (PPP e Big Mac Index)