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	<title>Marcus Mayer's Blog &#187; Política</title>
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		<title>Que prisma é esse?</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 20:48:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Do editor]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[Enquanto na física o prisma é definido como um poliedro de seção triangular, que tem a propriedade de decompor a luz branca em espectro de cores, o nosso prisma é dotado de sentido figurado e representa um ponto de vista, um modo de considerar algo. O mundo visto por um prisma liberal, nem sempre, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em><span style="font-size: 16pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd;"><strong><img class="alignleft size-full wp-image-3168" title="Prisma liberal" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/Prisma-liberal.png" alt="Prisma liberal" width="200" height="230" />E</strong></span>nquanto na física o prisma é definido como um poliedro de seção triangular, que tem a propriedade de decompor a luz branca em espectro de cores, o nosso prisma é dotado de sentido figurado e representa um ponto de vista, um modo de considerar algo. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>O mundo visto por um prisma liberal</strong>, nem sempre, é entendido como gostaríamos. E isso é bastante compreensível, sobretudo considerando a conotação errada e negativa que a palavra <strong>liberal</strong> tem recebido. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Associa-se o liberalismo – de forma incorreta – à defesa dos interesses dos mais ricos, das camadas mais privilegiadas da população, dos empresários. Os liberais costumam ser confundidos com conservadores egoístas, com privatistas sem escrúpulos, com inimigos dos pobres. Observa-se essa óptica na América Latina e na Europa. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Nos Estados Unidos, de contrapartida, os liberais são comumente taxados de socialistas, adversários da iniciativa privada. Seus princípios estariam à serviço de incentivadores do aborto, do livre uso de drogas, do casamento entre gays, dos defensores do modelo de economia planificada, estatal.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Achamos que o momento seja pertinente para esclarecer o significado do “nosso” prisma liberal. A eleição do democrata (ou liberal?) Barack Obama, nos Estados Unidos, e o governo popular (ou antiliberal?) de Lula da Silva, no Brasil, costumam confundir o observador comum. Exceto estudiosos de ciências políticas ou sociais, naturalmente, ninguém é obrigado a conhecer as ideologias em detalhes.</span></em><span style="color: #ffffff;">rcus-mayer.com</span></p>
<hr />
<p><span style="color: #ffffff;">space</span></p>
<p><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #ffffff;"><img class="alignleft" title="mm150x187" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/mm150x187.jpg" alt="mm150x187" width="165" height="197" /></span></span></span></strong><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd;">Um convite à liberdade</span></strong><strong><br />
</strong><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999;">por Marcus Mayer</span><br />
<span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999;">exclusivo para o</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999;"><em> Blog</em> | Domingo, 2 de agosto de 2009</span></p>
<p style="text-align: justify;"> <strong><span style="font-size: 16pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd;">S</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">egundo o historiador inglês Eric Hobsbawn, autor de <em>A era dos extremos,</em> o século 20 teria começado com a Grande Guerra, em 1914, e terminado com o colapso da União Soviética em 1991, o último dos grandes impérios a desaparecer.  Para outros, o século foi mais curto: teria começado com a Revolução Comunista em 1917, para terminar com a Queda do Muro de Berlim em 1989. Nesse interregno, a democracia liberal enfrentou adversários de peso, representados pelas figuras de três carniceiros: Stalin, Hitler e Mao Tsé-Tung.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Na América Latina, durante o século passado, convivemos com caudilhos e ditadores. De Vargas e Perón a Pinochet e Fidel, para ficar somente em alguns exemplos mais emblemáticos. No Brasil, tivemos ainda duas décadas de repressão comandadas pelos militares, a partir de 1964.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Com a extinção do mundo bipolar da Guerra Fria, o antigo conflito entre capitalismo e comunismo chegou ao fim. Naturalmente, não nos esquecemos do mundo asiático com suas várias modalidades de autoritarismo confuciano; e não queremos descartar o mais grave problema do mundo islâmico, o qual não consegue separar a religião da política.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><img class="alignright size-full wp-image-3202" style="border: 0px;" title="Queda do Muro de Berlim, 1989" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/Queda-do-Muro-de-Berlim-1989.jpg" alt="Queda do Muro de Berlim, 1989" width="410" height="300" />Felizmente, a era de extremos &#8211; entre direitas e esquerdas &#8211; está definitivamente encerrada. Já se respiram ares de mais liberdade em torno do globo, apesar dos reconhecidos problemas ainda enfrentados pela humanidade, nesse começo de terceiro milênio da Era Comum.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Mesmo assim, restam ainda alguns saudosistas. São aqueles que insistem na tentativa de reviver teorias políticas ultrapassadas e investem no radicalismo, no belicismo, no choque entre as civilizações – como diria Samuel Huntigton.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Os atentados do 11 de Setembro, nos Estados Unidos, serviram de justificativa para a ascensão da chamada <em>doutrina Bush.</em> Os radicais islâmicos conseguiram aterrorizar o mundo e jogaram combustível no conservadorismo cristão norte-americano e dividiram opiniões na velha Europa. O idealismo multilateral das Nações Unidas, que se esperava vitorioso no final do século 20, foi substituído pelo unilateralismo e pela arrogância do governo republicano de George W. Bush.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Enquanto isso, na América Latina, depois de experiências neoliberais ensaiadas nos anos 1990 – que não conseguiram exterminar a miséria no continente –, o populismo e o autoritarismo retornaram ao poder em diversos cantos, agora sob novo título de <em>socialismo do século 21.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Depois desse brevíssimo giro histórico, gostaríamos de apresentar um pouco da nossa noção de <em>liberdade</em> e <em>liberalismo</em> para o mundo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Primeiramente, desejamos deixar claro que o liberalismo não deve jamais ser confundido com socialismo. E também não deve ser entendido como ideologia a serviço de grupos privilegiados. O liberalismo desse século 21 se opõe, sim, ao populismo e à tirania.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><img class="alignleft size-full wp-image-3209" style="border: 0px;" title="Diagrama Nolan" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/Diagrama-Nolan.jpg" alt="Diagrama Nolan" width="300" height="300" />Para simplificar a compreensão da localização de nosso pensamento no atual espectro ideológico, utilizamos uma vez mais uma adaptação do <em><strong>diagrama de Nolan</strong></em>, na ilustração ao lado. Observe-se que o esquema se divide em cinco campos: no alto o <em>liberal,</em> abaixo o <em>nacional-estatista,</em> à esquerda o <em>social-democrata,</em> à direita o campo <em>conservador,</em> e entre essas quatro tendências, o <em>centro.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">O nosso prisma liberal é pacifista e defensor da conservação do meio ambiente. É multilateralista e plenamente laico. É respeitador da total liberdade de expressão e incentivador da integração econômica dos povos. Por outro lado, não tolera ditaduras, xenofobia, populismo, preconceito, estatismo e fanatismo religioso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">No intuito de permitir uma melhor compreensão destas noções teóricas, propomos a análise de alguns temas frequentes e de grande relevo em nosso cotidiano. A abordagem prática possibilitará um entendimento claro dos valores que nos são caros ao defender uma ideologia. Assim, convidamos o leitor a refletir conosco sobre questões interessantes, que interagem em nossas vidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Comecemos com assuntos bastante polêmicos:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>ABORTO</strong> &#8211; Acreditamos que a decisão não deva ser do estado, mas exclusivamente da mulher. Não estamos de acordo com a proibição, nem desejamos incentivar mulheres que se opõem ao aborto a praticá-lo. No nosso ponto de vista, deveríamos seguir o exemplo dos países mais desenvolvidos e descriminalizar a prática.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em>Mais a respeito de nossa opinião sobre este tópico, pode ser encontrado no artigo </em><a title="A democracia e o estado laico" href="http://marcus-mayer.com/blog/2009/03/08/para-as-mulheres-com-carinho/"><em><strong>A democracia e o estado laico</strong></em></a><em>, publicado no último &#8221;Dia Internacional da Mulher&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>DROGAS</strong> – Distintamente da maioria dos libertários, não acreditamos que o livre uso de drogas esteja incluso no rol dos nobres direitos individuais. No entanto, não consideramos o dependente criminoso. Achamos que o vício deva ser tratado como doença. Na teoria, poderíamos até concordar com o argumento de que cada um é livre para fazer o que desejar com o seu próprio corpo, até mesmo destruí-lo. Receamos, todavia, que as populações mais carentes, principalmente aquelas que se viciam rapidamente no <em>crack</em> pelas ruas das grandes cidades, possam se tornar vítimas do excesso de liberalização. O mesmo se aplica aos jovens endinheirados que, em algumas baladas e raves, se envenenam com drogas sintéticas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong><img class="alignright size-full wp-image-3237" style="border: 0px;" title="beijo" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/beijo.jpg" alt="beijo" width="255" height="369" />CASAMENTO GAY</strong> – Essa é uma questão de âmbito estritamente pessoal e o estado em nada deve se intrometer na orientação sexual do cidadão. Trata-se aqui, da união civil entre pessoas do mesmo sexo. Achamos que homossexuais devem gozar dos mesmos direitos de qualquer outra pessoa. Naturalmente, o liberal não espera incentivar homens a trajar vestidos de noiva nem mulheres a usar terno e gravata. Isso nada tem a ver com o assunto. Também no que concerne à adoção, achamos que todos têm os mesmos direitos e obrigações. Vale ressaltar uma vez mais que nenhum tipo de preconceito combina com o liberalismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>LIBERDADE DE EXPRESSÃO</strong> – A defesa desse valor é dos mais caros ao liberal. Tanto os cidadãos quanto a imprensa devem ter total liberdade para expressarem opiniões. A censura é antidemocrática e serve somente ao autoritarismo. Todavia, estabeleçamos aqui um único limite: a liberdade de expressão não deve jamais ser utilizada para fazer apologia ao crime, ao racismo ou ao preconceito, até mesmo no &#8220;território livre&#8221; da Internet.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>DEMOCRACIA</strong> – É impossível ao liberal identificar-se com qualquer tipo de ditadura ou tirania, seja de direita, de esquerda ou religiosa. Tal qual a liberdade de expressão, a democracia está entre os valores indissociáveis ao liberalismo. Condenamos o uso de instrumentos democráticos, como o <em>plebiscito</em> e o <em>referendum,</em> para justificar a centralização de poderes que, indubitavelmente, remetem a uma ditadura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>MITOLOGIA</strong> – O liberal garante a liberdade religiosa, mas a separa plenamente do estado. As religiões podem ser ensinadas nas igrejas, mas não como doutrinação em escolas. Além disso, preferimos que símbolos religiosos fiquem distantes das salas de aulas, respeitando-se a diversidade cultural. O mesmo se refere à frequente imposição de religião aos povos silvícolas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>ARMAS DE FOGO</strong> – Nesta questão, nós nos diferenciamos da maioria dos liberais, ou seja, somos uma minoria, que considera o uso de armas de fogo exclusividade do estado. Sob nosso prisma, a segurança dos cidadãos deve ser responsabilidade plena do estado. Não encontramos justificativa para o uso particular, exceto no caso de especialistas, treinados para tal no exercício de suas profissões, e também na prática de esportes. Se quem nos lê não concorda com essa opinião, ao menos aqui, é mais liberal que nós.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>SAÚDE E EDUCAÇÃO</strong> – Ideal seria se todos tivessem a possibilidade de escolher o hospital e a escola mais adequados as suas necessidades e pudessem remunerar os serviços recebidos. Entendemos, contudo, que essa ainda não é a realidade da maioria das pessoas. Assim, reservamos mais uma atribuição ao estado: garantir saúde e educação para as populações que ainda dependam do auxílio estatal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>GARANTIAS TRABALHISTAS</strong> – Na nossa óptica essas garantias deveriam ser estabelecidas exclusivamente em contrato, firmado entre empregado e empresa. A regulamentação pode servir, contudo, àquela faixa de trabalhadores desprotegidos e incapazes de estabelecer garantias que não os tornem reféns dos empregadores. Aqueles que o desejassem, porém, deveriam ter a liberdade de negociar salários, férias, licenças, horas-extras, turnos, bônus, assistência médica etc., como melhor lhes coubesse, sem a interferência estatal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>RENDA MÍNIMA</strong> – Para expor de forma simples o nosso ponto de vista, tomamos o exemplo do programa Bolsa Família, do governo brasileiro. Seria desumano criticar um esforço estatal que oferece, em média, 90 reais mensais a famílias miseráveis. Consideramos, entretanto, imprescindível associar ao programa estatal meios para retirar as populações definitivamente da pobreza. Ninguém deveria se tornar refém de &#8220;esmolas&#8221; de políticos populistas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em>Um ótimo exemplo de iniciativa governamental que deu certo foram os esforços da Coréia do Sul: no intervalo de três décadas, o país transformou radicalmente a sua economia. Por meio de maciços investimentos em educação, ciência e tecnologia, retirou a população da pobreza, transformando a pequena península asiática na 15ª economia mundial, com renda per capita acima de 25 mil dólares.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3256" style="border: 0px;" title="Seul 1961 - atual" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/Seul-1961-atual.jpg" alt="Seul 1961 - atual" width="620" height="436" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>FILANTROPIA</strong> – Alguns liberais ortodoxos consideram a filantropia um convite à preguiça. Não comungamos desse pensamento e vislumbramos a generosidade como alternativa à excessiva presença do estado em algumas áreas. Leve-se em conta o exemplo das melhores universidades americanas, que recebem generosas doações de seus ex-alunos. Esse tipo de caridade permite ao estado economizar recursos públicos e destiná-los, por exemplo para a educação de base.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>IMPOSTOS</strong> – Mesmo os liberais mais acirrados à doutrina sabem que o estado não sobrevive sem arrecadar impostos. Todavia, quanto menor a quantidade de impostos que se pagam ao governo, mais dinâmica se torna a economia. Sobra mais dinheiro em circulação para os cidadãos e para as empresas e seus empregados. Mas para isso, o estado precisa ser enxuto. No nosso ponto de vista, a folha de pagamentos estatal deve servir somente para remunerar atividades nas quais a iniciativa privada não esteja presente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>FUNCIONALISMO PÚBLICO</strong> – Pode ser eficiente e bem remunerado, se em número adequado (extraordinariamente reduzido) e atuando somente nos serviços essenciais. Funcionários públicos devem ter os mesmos direitos e obrigações que empregados do setor privado. Não podem ser cidadãos privilegiados nem de segunda classe.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong><img class="alignleft size-full wp-image-3261" title="lenin" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/lenin.jpg" alt="lenin" width="205" height="162" />BUROCRACIA</strong> – A burocracia é inimiga do liberalismo e do desenvolvimento. Quanto menor a burocracia mais livre é a sociedade e mais eficientemente funciona a economia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>LIVRE CONCORRÊNCIA </strong>– O protecionismo e a reserva de mercado &#8211; não importando se executados por países ricos ou menos desenvolvidos -, é sempre prejudicial para a economia. Liberais não protegem nem privilegiam determinados setores produtivos. Consideram a concorrência extremamente saudável para a elevação da qualidade e para a redução dos preços.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>PRIVATIZAÇÕES</strong> – Naturalmente, para contrastar os argumentos pró e contra as privatizações, preferiríamos elaborar um texto mais detalhado. Afinal, trata-se de uma questão que sofre campanhas difamatórias por parte de estatistas mais radicais. Contudo, para resumir nossa óptica liberal, defendemos a privatização em todas as áreas nas quais a iniciativa privada pode ser mais eficiente que o estado. Isso, naturalmente, não se limita aos setores de telefonia ou de mineração, que já comprovaram enorme sucesso ao redor do mundo, e sobretudo no Brasil, mas pode ser adequada aos portos, aeroportos, presídios, estradas, ferrovias, bancos, estádios esportivos etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>AGÊNCIAS REGULADORAS</strong> – O nome pode assustar os liberais, mas reconhecemos a importância de determinados controles. Além da defesa dos consumidores, é necessário garantir a livre concorrência e evitar a criação de monopólios e cartéis. Porém, essas instituições precisam ser totalmente independentes da influência governamental para que cumpram corretamente o papel que lhes é reservado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>RELAÇÕES INTERNACIONAIS</strong> – Desejamos a plena integração econômica e comercial, como meio de alcançar a paz e a prosperidade entre os povos. Acreditamos nas instituições multilaterais como as Nações Unidas e a Organização Mundial do Comércio. Não identificamos no embargo imposto a países governados por tiranos (p.ex.: Cuba, Coréia do Norte, Irã) meio eficaz de combate à ditadura. Países que mantém relações comerciais tendem a ser mais contidos, até nos mais tumultuados conflitos diplomáticos, exatamente porque mantém relações comerciais (<em>p.ex.:</em> Venezuela e Estados Unidos). O comércio é um meio eficaz para evitar a guerra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em><img class="alignleft size-full wp-image-3307" style="border: 0px;" title="personality mosaic" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/personality-mosaic.jpg" alt="personality mosaic" width="300" height="477" />Certamente, existem muitos outros pontos que poderiam ser considerados, mas acreditamos ter exposto temas de interesse geral que esclarecem bem razoavelmente o <strong>nosso prisma liberal</strong>.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Nossas prioridades na atuação política são sempre dirigidas aos povos mais necessitados – seja do Brasil, seja do mundo. Não importa se é o estado ou a iniciativa privada que atuarão. Cada um tem a sua atribuição. E um não anula a presença ou a responsabilidade do outro. Combatemos, contudo, os excessos. O radicalismo não é saudável, nem se for sob a óptica dos princípios liberais</span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em>Infelizmente, o liberalismo é uma filosofia, algumas vezes, mal entendida e desvirtuada por seus opositores. Esperamos que, no futuro, quando alguém classificar o liberal como reacionário, elitista, preconceituoso ou, unicamente, defensor dos interesses das classes ricas, você, leitor, tenha argumentos para rebater. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em>Lembremo-nos também que existem pessoas boas, bem intencionadas, integrando todas as ideologias democráticas. O nosso prisma é constituído de princípios puramente liberais, mas também de pontos que julgamos positivos em outras linhas de pensamento: a social-democracia, a terceira via, o conservadorismo, o ambientalismo etc. O mesmo não se aplica aos aliados e sectários de ditaduras ou tiranias corruptas e racistas.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em>Àqueles que ainda se debatem radicalmente na defesa de ideologias, seja à direita ou à esquerda, avisamos, simplesmente, que o século 21 já chegou.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Helvetica;"><span style="font-size: x-small;">Na ilustração: Martin Luther King, Mohandas Gandhi, Roberto Campos, Sérgio Vieira de Mello, Mario Vargas Llosa, Alvaro Vargas Llosa, Al Gore, Konrad Adenauer, Ronald Reagan, Margareth Thatcher, Adam Smith, Alexis de Tocqueville, Jean-Jacques Rousseau, Friedrich Hayek e Ludwig von Mises.</span></span></p>
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		<title>O Brasil não é &#8220;de todos&#8221;, mas de alguns</title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2010/07/10/3406/</link>
		<comments>http://marcus-mayer.com/blog/2010/07/10/3406/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 03:35:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O artigo abaixo, de Demétrio Magnoli, publicado no jornal &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221;, na quinta-feira, dia 8, é excelente! Merece ser lido não somente pelos leitores ou assinantes do jornal, mas por todos que buscam informação sóbria e inteligente sobre a eleição presidencial no Brasil.    rcus-mayer.com  space   A escolha de Serra por Demétrio Magnoli* para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em><span style="font-size: 16pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd;"><strong><a href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/jose_serra_01.jpg"></a>O </strong></span>artigo abaixo, de Demétrio Magnoli, publicado no jornal &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221;, na quinta-feira, dia 8, é excelente! Merece ser lido não somente pelos leitores ou assinantes do jornal, mas por todos que buscam informação sóbria e inteligente sobre a eleição presidencial no Brasil.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em> <img class="aligncenter" title="jose_serra_01" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/jose_serra_01.jpg" alt="José Serra" width="620" height="465" /> </em></span> <span style="color: #ffffff;">rcus-mayer.com</span> </p>
<hr /><span style="color: #ffffff;">space</span> </p>
<p><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #ffffff;"><strong><a href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/demetrio_magnoli.jpg"><img class="alignleft" title="demetrio_magnoli" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/demetrio_magnoli.jpg" alt="Demétrio Magnoli" width="165" height="197" /></a></strong> </span></span></span></strong><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd;"><a href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/demetrio_magnoli.jpg"></a>A escolha de Serra</span></strong><strong><br />
</strong><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999;">por Demétrio Magnoli*</span><br />
<span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999;">para o jornal </span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999;"><em>O Estado de S. Paulo</em> | Quinta-feira, 8 de julho de 2009</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma;"> </span> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 16pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd;">J</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">osé Serra quase desistiu de disputar a eleição presidencial no fim de janeiro. Haveria motivos para a desistência. O País cresce à taxa de 6% e o consumo explode, sob o influxo do real valorizado e do ingresso de capitais de curto prazo, num cenário de déficit na conta corrente que será sustentado durante o ciclo eleitoral. Dilma Rousseff é a candidata de Lula, do núcleo do setor financeiro, dos maiores grupos empresariais e da elite de neopelegos sindicais. A decisão de seguir em frente revela a coragem política do governador paulista. Contudo, contraditoriamente, sua estratégia de campanha reflete a sagacidade convencional dos marqueteiros, não o compromisso ousado de um estadista que rema contra a maré em circunstâncias excepcionais.</span> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Marqueteiros leem pesquisas como seminaristas leem a Bíblia. Do alto de seu literalismo fetichista, disseram a Serra que confrontar Lula equivale a derrota certa. Então, o governador resolveu comparar sua biografia à da candidata palaciana. Mas Dilma não existe, exceto como metáfora, o que anula a estratégia serrista. &#8220;Vai ficar um vazio nessa cédula e, para que esse vazio seja preenchido, eu mudei de nome e vou colocar Dilma lá na cédula&#8221;, explicou Lula, cuja estratégia não é definida por marqueteiros. O pseudônimo circunstancial de Lula representa uma política, que é o lulismo. A candidatura de Serra só tem sentido se ele diverge dessa política.</span> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">O lulismo não é a política macroeconômica do governo, tomada de empréstimo de FHC, mas uma concepção sobre o Estado. A sua vinheta de propaganda, divulgada com dinheiro público pelo marketing oficial, diz que o Brasil é &#8220;um país de todos&#8221;. Eis a mentira a ser exposta. O Estado lulista é um conglomerado de interesses privados. Nele se acomodam a elite patrimonialista tradicional, a nova elite política petista, grandes empresas associadas aos fundos de pensão, centrais sindicais chapa-branca e movimentos sociais financiados pelo governo.</span> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><a href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/charge-brasil-de-todos1.gif"></a>O Brasil não é &#8220;de todos&#8221;, mas de alguns: as máfias que colonizam o aparelho de Estado por meio de indicações políticas para mais de 600 mil cargos de confiança em todos os níveis de governo. Num &#8220;país de todos&#8221;, a administração pública é conduzida por uma burocracia profissional. O Brasil do lulismo, no qual José Sarney adquiriu o estatuto de &#8220;homem incomum&#8221;, não fará uma reforma do Estado. Estaria Serra disposto a erguer essa bandeira, afrontando o patrimonialismo entranhado em sua própria base política?</span> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">O Brasil não é &#8220;de todos&#8221;, mas de alguns: Eike Batista, o sócio do BNDES, &#8220;o melhor banco de fomento do mundo&#8221;, nas suas palavras, do qual recebeu um presente de R$ 70 milhões numa operação escabrosa no mercado acionário. Também é o país dos controladores da Oi, que erguem um semimonopólio a partir de privilégios concedidos pelo governo, inclusive uma providencial alteração anticompetitiva na Lei Geral de Telecomunicações, e se preparam para formar uma parceria com a Telebrás no sistema de banda larga. O lulismo orienta-se na direção de um capitalismo de Estado no qual o BNDES, as estatais e os fundos de pensão transferem recursos públicos para empresários que orbitam ao redor do poder. Teria Serra a coragem de criticar o modelo em gestação, inscrevendo na sua plataforma a separação entre o interesse público e os interesses privados?</span> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">O Brasil não é &#8220;de todos&#8221;, mas de alguns: a nova burocracia sindical, cuja influência não depende do apoio dos trabalhadores, mas do imposto compulsório de origem varguista, repaginado pelo lulismo. Ousaria Serra defender a adoção da Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), declarando guerra ao neopeleguismo e retomando a palavra de ordem da liberdade sindical que um dia pertenceu ao PT e à CUT?</span> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Num &#8220;país de todos&#8221;, o sigilo bancário e o fiscal só podem ser quebrados por decisão judicial. No Brasil do lulismo, como atestam os casos de Francenildo Costa e Eduardo Jorge Caldas, eles valem menos que as conveniências de um poder inclinado a operar pela chantagem. Num &#8220;país de todos&#8221;, a cidadania é um contrato apoiado no princípio da igualdade perante a lei. No Brasil do lulismo, os indivíduos ganham rótulos raciais oficiais, que regulam o exercício de direitos e traçam fronteiras sociais intransponíveis. Num &#8220;país de todos&#8221;, a política externa subordina-se a valores consagrados na Constituição, como a promoção dos direitos humanos. No Brasil do lulismo, a palavra constitucional verga-se diante de ideologias propensas à celebração de ditaduras enroladas nos trapos de um visceral antiamericanismo. Estaria Serra disposto a falar de democracia, liberdade e igualdade, distinguindo-se do lulismo no campo estratégico dos valores fundamentais?</span> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><a href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/charge-brasil-de-todos1.gif"><img class="alignright" title="charge-brasil-de-todos1" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/charge-brasil-de-todos1.gif" alt="" width="310" height="226" /></a>O lulismo é uma doutrina conservadora que veste uma fantasia de esquerda. Sob Lula, expandiram-se como nunca os programas de transferência direta de renda, que produzem evidentes dividendos eleitorais, mas pouco se fez nas esferas da educação, da saúde e da segurança pública. No país de alguns, os pobres não têm direito a escolas públicas e hospitais de qualidade ou à proteção do Estado diante do crime organizado. Teria Serra o desassombro de deixar ao relento os Eikes Batistas do mundo, comprometendo-se com um ambicioso plano de metas destinado a universalizar os direitos sociais?</span> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Há um subtexto na decisão de Serra de comparar biografias. Ele está dizendo que existe um consenso político básico, cabendo aos eleitores a tarefa de definir o nome do gerente desse consenso nacional. É uma falsa mensagem, que Lula se encarrega de desmascarar todos os dias. Os brasileiros votarão num plebiscito sobre o lulismo. Se Serra não entender isso, perderá as eleições e deixará a cena como um político comum, impróprio para circunstâncias excepcionais. Mas ele ainda tem a oportunidade de escolher o caminho do estadista e perder as eleições falando de política. Nesse caso ? e só nesse! ? pode até mesmo triunfar nas urnas.</span>  </p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-family: Helvetica;"><span style="font-size: x-small;">*Demétrio Magnoli é sociólogo e doutor em geografia humana pela USP. E-Mail: <a href="mailto:DEMETRIO.MAGNOLI@TERRA.COM.BR">demetrio.magnoli@terra.com.br</a>.</span></span></p>
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		<title>Obama: o começo da história</title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2009/04/15/obama-o-comeco-da-historia/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 19:28:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes que se definissem nas eleições primárias os nomes dos candidatos que concorreriam por cada um dos dois grandes partidos americanos – o Democrata e o Republicano – à sucessão de George W. Bush, apoiamos o lançamento do nome de Al Gore. O ex-vice-presidente no governo de Bill Clinton, Al Gore, foi aquele que venceu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><em><span style="font-size: 16pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd"><strong><img class="size-full wp-image-2804  aligncenter" title="Barack Obama" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/org_believe.jpg" alt="Barack Obama" width="600" height="131" /></strong></span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><em><span style="font-size: 16pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd"><strong>A</strong></span>ntes que se definissem nas eleições primárias os nomes dos candidatos que concorreriam por cada um dos dois grandes partidos americanos – o Democrata e o Republicano – à sucessão de George W. Bush, apoiamos o lançamento do nome de Al Gore. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O ex-vice-presidente no governo de Bill Clinton, Al Gore, foi aquele que venceu as eleições presidenciais nas urnas, em 2000, contra George Bush, mas perdeu a disputa nos tribunais do estado da Flórida, governado na época por Jeff Bush, irmão do candidato republicano. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Gore não entrou na corrida presidencial em 2008. Todavia, apresentaram-se à sucessão em Washington alguns nomes interessantes e de competência reconhecida. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Do lado republicano, Rudolph Giulianni, ex-prefeito de Nova York, e John McCain, senador pelo estado do Arizona. Apesar de pertencerem ao mesmo partido do presidente, esses dois nomes expressavam oposição a diversas políticas do governo Bush.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Entre os democratas, Hillary Clinton e Barack Obama travaram uma disputa acirradíssima durante a campanha pelas eleições primárias, encerrada somente no final do processo de escolha do candidato partidário.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">McCain foi o escolhido pelos republicanos. Contra ele, Obama venceu a eleição presidencial de 2008, pelo Partido Democrata.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">No texto a seguir, apresentamos algumas conclusões que já se podem tirar, após decorridos os primeiros meses do mandato do 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Casa Branca.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em></em><strong></strong></p>
<hr style="width: 640px; color: #ffffff; border: #cccccc 1px solid;" />
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">marcus-mayer.com</span></p>
<p><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #ffffff;"><img class="alignleft size-full wp-image-1175" title="mm150x187" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/mm150x187.jpg" alt="mm150x187" width="165" height="197" /></span></span></span></strong><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O começo de uma nova história</span></strong><strong><br />
</strong><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999">por Marcus Mayer</span><br />
<span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999">exclusivo para o</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999"><em> Blog</em> | Quinta-feira, 16 de abril de 2009</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma"> </span></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 16pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">F</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">riedrich Hegel, um dos grandes filósofos do século 19, foi o precursor de uma teoria denominada “o fim da história”, que caracterizaria um processo de mudança no qual a humanidade atingiria um equilíbrio, representado pela ascensão do liberalismo e da igualdade jurídica. No final do século XX, Francis Fukuyama resgatou a teoria no contexto de sua obra “O fim da história e o último homem” (1992), na qual retrata, de Platão a Nietzsche, passando por Kant e pelo próprio Hegel, os fundamentos de uma teoria na qual o capitalismo e a democracia liberal constituiriam o ápice final de um processo histórico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Para Fukuyama, após a destruição do fascismo e do socialismo, a humanidade teria atingido o ponto culminante de sua evolução com o triunfo da democracia liberal ocidental sobre todos os demais sistemas e ideologias concorrentes. Restariam apenas vestígios de nacionalismos e o fundamentalismo islâmico ficaria restrito a países periféricos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Sob uma outra óptica, Samuel Huntington propôs em sua obra, “O choque de civilizações e a reconstrução da ordem mundial” (1996), em oposição a Fukuyama, uma teoria segundo a qual as identidades culturais e religiosas dos povos se tornariam a principal fonte de conflito no mundo pós-Guerra Fria. Em sua tese,</span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"> afirmava que os grandes conflitos no futuro teriam como eixo principal critérios culturais. Para Huntington, a história não teria terminado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">A eleição de Barack Hussein Obama para a presidência dos Estados Unidos, talvez, represente o início de um novo processo histórico. Preceitos políticos e econômicos, que influenciam toda a sociedade mundial, poderão encontrar novos fundamentos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O primeiro sinal que aponta para o começo de uma “nova história” é a forma pela qual Obama enfrenta a crise econômica. Por maiores que sejam as intervenções governamentais e os aportes de dinheiro público no setor privado, distintamente da estratégia para combater a crise dos anos 1930, o protecionismo de mercado é a arma descartada de antemão. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Durante a recente cúpula do G20, em Londres, democratas americanos, trabalhistas ingleses e liberais, alemães e franceses, representados respectivamente pelos chefes de estado, dos Estados Unidos, Barack Obama, do Reino Unido, Gordon Brown, da França, Nicolas Sarkozy, e da Alemanha, Angela Merkel, concordaram em manter estímulos ao livre comércio. A interferência estatal sobre empresas em dificuldades só deverá ser exercida quando o risco de aprofundamento na crise e o consequente desemprego em massa buscar por esta solução.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><img class="size-full wp-image-2837  aligncenter" title="obama_g20" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/obama_g20.jpg" alt="obama_g20" width="600" height="404" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Internamente, por maior que seja a oposição conservadora ao governo de Obama, republicanos e democratas já não discordam radicalmente, como ocorreu em outros tempos. Principalmente, no que concerne ao grau de liberdade econômica que deve ser oferecido ao mercado. Do lado republicano, reconhecem-se alguns exageros na falta de controles e regulamentações, sobretudo, na área do mercado de capitais. Entre os democratas, não há entusiasmo pela criação de reservas de mercado ou qualquer tipo de estatização de empresas privadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O liberalismo econômico é reconhecido como meio eficaz e justo para o alcance do desenvolvimento social dos povos. O livre comércio, como uma das principais consequências da globalização, permitiu a um número extraordinário de cidadãos, principalmente nos países menos desenvolvidos, ultrapassar a linha da pobreza. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Contudo, a distribuição de riquezas não tem ocorrido de forma equânime. Enquanto pobres conseguiram avançar modesta e lentamente, ricos se tornaram muito mais ricos, num prazo exíguo. Essas são distorções que competem aos governos resolver. Abrir mão de impostos e reduzir barreiras comerciais são as melhores soluções. Acabar com subsídios agrícolas e todo tipo de protecionismo de mercado também permitirá grandes avanços, sobretudo, para que nações pobres tenham acesso aos mercados dos países mais desenvolvidos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">No cenário internacional, sobretudo, no que concerne às relações entre os Estados Unidos e os governos com os quais existem profundas diferenças, como nos casos de Cuba e do Irã, o presidente Obama acena com nítidas mudanças. Naturalmente, a vontade de melhorar o relacionamento entre os países depende da boa vontade das duas partes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Os primeiros sinais para colocar fim ao embargo econômico imposto à ditadura cubana já foram dados. As viagens para a ilha foram totalmente liberadas, tal qual as remessas de dinheiro enviadas por residentes nos Estados Unidos aos seus parentes em Cuba. Até Fidel Castro já se manifestou favorável ao início de conversações. As chances de cubanos reconquistarem a liberdade e seus direitos democráticos tornam a ser reais.  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O caso do Irã é mais difícil. Enquanto os Estados Unidos já não são mais governados por representantes do ultraconservadorismo cristão, o Irã ainda caminha pelos trilhos do fundamentalismo islâmico. Espera-se que as próximas eleições presidenciais iranianas apontem para o abrandamento do regime.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">A estratégia de combate ao terrorismo também mudou de foco. Enquanto o governo anterior desperdiçou recursos de todos os tipos no Iraque, Obama pretende ir atrás de terroristas da Al-Qaeda onde realmente se encontram, ou seja, na divisa entre o Paquistão e o Afeganistão.   </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O conflito palestino-israelense será, certamente, o maior desafio para a Secretária de estado, Hillary Clinton. A vitória dos conservadores em Israel, liderados por Benjamin Netanyahu e a coligação com o partido de Avigdor Lieberman, que sustentará o seu gabinete, é péssimo indicador para a busca pela paz na região.   </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Nesse curto período sob o governo Obama, foi, todavia, no campo das ciências que ocorreu a mais importante mudança interna, com reflexos para toda a humanidade. A lei que impedia o financiamento público para pesquisas com células-tronco embrionárias foi revogada, já nas primeiras semanas do novo governo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Espera-se que, sob a nova administração democrata em Washington, as crianças americanas resgatem o pleno direito de aprender ciências nas escolas e que o ensino de crenças, sejam elas quais forem, fique restrito às instituições religiosas e às igrejas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">A mesma esperança é depositada em relação à atitude americana frente ao problema do aquecimento global. O liberalismo saberá encontrar regras que permitirão dar continuidade ao desenvolvimento econômico, porém, diminuindo os danos que o progresso imprime ao meio ambiente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Depois dos oito desastrosos anos de unilateralismo, imposto pela doutrina Bush na Casa Branca, os Estados Unidos voltam a ser vistos como parceiros confiáveis e por meio de um olhar de admiração, e não de rejeição. O país de Barack Obama resgata o respeito que sempre mereceu.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Os valores democráticos e liberais tornam a servir de exemplo para a humanidade, respeitando-se as culturas e as religiões de outros povos. A preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável retornam à pauta, com mais força que antes. Começa uma nova história.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><img class="size-full wp-image-2825 aligncenter" title="Clash of Civilizations" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/clash-of-civilizations.png" alt="Clash of Civilizations" width="600" height="422" /></span></p>
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		<title>O menor teste político do mundo</title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2008/11/12/o-menor-teste-politico-do-mundo/</link>
		<comments>http://marcus-mayer.com/blog/2008/11/12/o-menor-teste-politico-do-mundo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 05:04:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Como você se classifica politicamente? para descobrir, responda a essa adaptação do famoso   World&#8217;s Smallest Political Quiz (O menor teste político do mundo) Durante anos, a ideologia política foi representada por uma escolha entre a esquerda, a direita e o centro. Cada vez mais especialistas consideram essa visão demasiado estreita, pois exclui milhões de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="surprised-girl.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/10/surprised-girl.jpg"><img title="surprised-girl.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/10/surprised-girl.jpg" alt="surprised-girl.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>Como você se classifica politicamente?</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica;"><em><br />
para descobrir, responda a essa adaptação do famoso</em></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica;"><em> </em></span></p>
<div><strong> </strong></div>
<p align="center"><strong><span style="font-size: 140%; color: #9fb6cd; font-family: Helvetica;">World&#8217;s Smallest Political Quiz</span></strong><br />
(O menor teste político do mundo)</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Durante anos, a ideologia política foi representada por uma escolha entre a esquerda, a direita e o centro. Cada vez mais especialistas consideram essa visão demasiado estreita, pois exclui milhões de pessoas. O diagrama do teste apresenta uma representação muito mais exata do espectro político. Ele mede tendências que não são absolutas. O resultado, todavia, indica a ideologia com a qual você mais se identifica e o quanto você concorda e discorda de outras filosofias políticas. Poderá ter também uma grande surpresa!</span></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica;"><strong>INSTRUÇÕES:</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma;"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica;">Para cada questão, escolha entre <strong>C</strong> para Concordo,<strong> T</strong> para Talvez (ou não sei), e <strong>D</strong> se você Discorda</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma;">.</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica;"><br />
</span><span style="font-size: 8pt; color: #999999; font-family: Helvetica;">C: 20 pontos / T: 10 pontos / D: zero</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center"><strong> </strong><a title="teste-ideologias.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/10/teste-ideologias.jpg"><img src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/10/teste-ideologias.jpg" alt="teste-ideologias.jpg" /></a><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="diagrama-de-nolan.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/10/diagrama-de-nolan.jpg"><img style="border: 0px;" title="diagrama-de-nolan.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/10/diagrama-de-nolan.jpg" alt="diagrama-de-nolan.jpg" align="right" /></a><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong> LOCALIZE-SE NO DIAGRAMA AO LADO</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica;"><br />
</span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Some os pontos separadamente. Para as questões de ordem <em>pessoal </em>marque a sua posição na pista da esquerda. Para as questões de ordem <em>econômica</em> localize-se na pista da direita. Siga os quadradinhos até a intersecção e encontre a sua posição no diagrama. As distintas áreas mostrarão o grupo político no qual você melhor se enquadra.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong><em>O QUE SIGNIFICA O SEU RESULTADO NO DIAGRAMA?</em></strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 120%; color: #C68E17; font-family: Helvetica;">Liberais</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Tahoma;"><br />
</span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Apóiam uma grande gama de liberdades; entre elas, a liberdade de escolha nas matérias de ordem pessoal e nas relações econômicas. Acreditam que a única verdadeira obrigação do estado é a proteção contra a coerção e a violência. Valorizam as responsabilidades individuais e toleram a diversidade econômica e social.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 120%; color: #C68E17; font-family: Helvetica;">Social-Democratas</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Tahoma;"><br />
</span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Abraçam a liberdade de escolha nas questões pessoais, mas apóiam a centralização das decisões econômicas. Desejam que o governo dê ajuda aos necessitados em nome da justiça social. Toleram a diversidade social, mas lutam pelo que chamam de “igualdade econômica”</span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 120%; color: #C68E17; font-family: Helvetica;">Conservadores</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><br />
</span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">São a favor da liberdade de escolha nas questões econômicas, mas defendem padrões oficiais nas matérias de ordem pessoal. Tendem a apoiar o livre mercado, mas freqüentemente desejam que o estado defenda a comunidade naquilo que vêem como ameaça à moralidade ou à estrutura da família tradicional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 120%; color: #C68E17; font-family: Helvetica;">Centristas</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><br />
Favorecem a intervenção seletiva do estado e enfatizam o que comumente descrevem como “solução prática” para dirimir problemas correntes. Tendem a manter um pensamento aberto em questões políticas. Muitos centristas atribuem ao governo a responsabilidade de impor limites às liberdades excessivas</span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 120%; color: #C68E17; font-family: Helvetica;">Nacional-Estatistas</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Tahoma;"><br />
</span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Defendem uma maior responsabilidade estatal no controle da economia, dos indivíduos e da sociedade. Apóiam um planejamento centralizado, e freqüentemente questionam a liberdade de escolha nas questões individuais. Na parte inferior do diagrama, os autoritários de esquerda são usualmente chamados de <em>socialistas</em>, enquanto que os autoritários de direita são chamados de <em>fascistas.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica;"><strong>NOTA DO EDITOR</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica;"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma;">O teste acima faz jus ao seu nome &#8211; é realmente muito breve -, mas o consideramos muito objetivo e relativamente preciso. <em>Registre, se possível, no espaço reservado aos comentários, a sua opinião.</em> As terminologias utilizadas são adequadas ao Brasil.</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica;"> A &#8220;Terceira Via&#8221; localiza-se próxima à intersecção entre o liberalismo, a social-democracia e o centro.</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica;"> Nos Estados Unidos, os liberais são chamados de &#8220;libertários&#8221; <em>(libertarians)</em>, enquanto os social-democratas também são conhecidos como &#8220;liberais de esquerda&#8221; <em>(left-liberals).</em> </span></p>
<p><em>CREDIT: The “World’s Smallest Political Quiz” is adapted from an original idea by David Nolan. Web: <a title="Advocates for self-government" href="http://www.theadvocates.org/quiz.html">http://www.theadvocates.org/quiz.html</a><br />
</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center" align="center"><em> </em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Politicômetro</title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2008/05/23/politicometro/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 May 2008 02:28:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Na edição 2060, de 19 de maio de 2008, a revista Veja publicou um teste sob o nome ‘politicômetro’, visando situar o leitor no espectro político-ideológico. Em seu editorial informou ter se inspirado numa iniciativa americana, porém, sem citar a fonte. Os leitores mais assíduos de nosso blog, todavia, sabem que a autoria é de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd"><strong><em><img class="alignright size-full wp-image-3119" style="border: 0px;" title="veja_ed2060_1452008" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2008/05/veja_ed2060_14520081.gif" alt="veja_ed2060_1452008" width="115" height="133" />N</em></strong></span><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">a edição 2060, de 19 de maio de 2008, a revista <strong>Veja</strong> publicou um teste sob o nome ‘politicômetro’, visando situar o leitor no espectro político-ideológico. Em seu editorial informou ter se inspirado numa iniciativa americana, porém, sem citar a fonte. Os leitores mais assíduos de nosso blog, todavia, sabem que a autoria é de David Nolan e que o formato do teste foi ligeiramente modificado. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">No intuito de nos anteciparmos em relação à revista, republicamos a nossa tradução do “World’s Smallest Political Quiz”, no dia 5. Mantivemos o formato original, permitindo um resultado claro àqueles que se submetessem ao teste. (<a title="The world's smallest polical quiz" href="http://marcus-mayer.com/blog/2008/11/12/o-menor-teste-politico-do-mundo/">clique aqui para conferir</a>)</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Na semana atual, <strong>Veja</strong> também confirma o que afirmávamos há um ano, aqui mesmo, no que concerne ao Brasil e a sua caracteristica dúbia de manter um pé no mundo desenvolvido e outro no atraso. Os detalhes constam do texto “Mosquito vence avião”, que publicamos abaixo. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Desejamos uma ótima semana aos nossos visitantes!</span></em></p>
<hr id="null" /><em> </em><a title="linie_445×10.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/linie_445x10.jpg"></a></p>
<p class="MsoNormal" align="left"><a title="andresoppenheimer.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2008/01/andresoppenheimer.jpg"><span style="font-size: 14pt; font-family: Tahoma; color: #9fb6cd"><strong><em><img class="alignleft size-full wp-image-733" title="marcusmayer.JPG" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/marcusmayer.JPG" alt="marcusmayer.JPG" width="110" height="120" /></em></strong></span></a><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Tahoma; color: #9fb6cd">Mosquito vence avião</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><br />
</span></strong><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">por Marcus Mayer*</span><br />
<span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">exclusivo para o </span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><em>Blog</em> | Sexta-feira, 23 de maio de 2008</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">A</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">proximadamente 12 meses atrás, publicamos neste espaço uma série de receitas que acreditávamos urgentes e apropriadas para inserir o Brasil, definitivamente, no rol dos países desenvolvidos (<a title="Procurs-se um 'sarkozi' brasileiro" href="http://marcus-mayer.com/blog/2007/06/15/on-cherche-un-sarkozy-bresilien/">clique aqui para ver o post</a>) . Este não é nenhum grande mérito próprio – apesar dos positivos comentários recebidos na época –, pois os temas são correntes durante uma corrida de táxi ou à mesa de um bar. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Como matéria de capa, a revista <strong>Veja</strong> desta semana oferece como solução para os problemas do atraso brasileiro, num ótimo texto, uma receita com os mesmos ingredientes e semelhante modo de preparo ao que tínhamos apresentado. Utiliza-se, todavia, de uma terminologia sensivelmente ultrapassada no jargão das Relações Internacionais: ‘primeiro’ e ‘terceiro’ mundos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Essas referências foram perfeitamente válidas durante o contexto da Guerra Fria, designando os países capitalistas alinhados aos Estados Unidos (primeiro mundo), os ex-socialistas sob influência da antiga União Soviética (segundo mundo) e os não-alinhados (terceiro mundo). A classificação atual, no sentido de qualificar o seu grau de desenvolvimento, agrupa os países do mundo em ‘ricos’, ‘emergentes’ e ‘pobres’. Brasil, Rússia, Índia e China, os chamados BRICs, estão entre os principais emergentes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><strong><img class="alignright size-full wp-image-3117" style="border: 0px;" title="abertura-comercial-brasil" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2008/05/abertura-comercial-brasil.jpg" alt="abertura-comercial-brasil" width="162" height="251" />CONTRASTE</strong> – Com efeito, o Brasil, cujo grau de desenvolvimento permanece como um dos mais desiguais do planeta, apresenta em alguns setores nítidas características de país rico, concomitantemente aos bolsões de extrema pobreza e aos típicos problemas das nações mais miseráveis. <strong>Veja</strong> destaca muito bem essa idiossincrasia, ao ilustrar sua matéria com um modelo da EMBRAER, exemplo de elevadíssimo grau de tecnologia, e um Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Confirmando o que já dizíamos em nosso artigo de junho de 2007, o País necessita urgentemente de maior abertura econômica (observe a tabela comparativa ao lado). Precisa também diminuir drasticamente o tamanho do estado – o aparelhamento da máquina pública é um dos maiores malefícios ao desenvolvimento, aprofundados pelo atual governo petista. Deve retomar as privatizações, investir maciçamente em ciência e tecnologia, preservar o meio ambiente e extirpar a corrupção. </span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Infelizmente, o que executa o governo de Lula da Silva é justamente o contrário</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">.</span></p>
<p align="right"><em><span style="font-size: 80%; font-family: Helvetica">* Marcus Mayer é especialista em Relações Internacionais e editor do blog</span></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>República Socialista do Brasil</title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2007/11/26/editorial-weekly-news-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Nov 2007 23:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Weekly News]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[El Idiota]]></category>

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		<description><![CDATA[Censura, desrespeito aos direitos humanos, corrupção, xenofobia, aparelhamento do estado. Isso, para não citar outras atrocidades. Este é o retrato da república democrática de Lula da Silva. A cegueira epidêmica que atingiu as pessoas da obra de ficção de José Saramago é a pura realidade brasileira. Enquanto denunciamos e manifestamos nossa perplexidade diante dos fatos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">C</span></strong></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">ensura, desrespeito aos direitos humanos, corrupção, xenofobia, aparelhamento do estado. Isso, para não citar outras atrocidades. Este é o retrato da república democrática de Lula da Silva. A cegueira epidêmica que atingiu as pessoas da obra de ficção de José Saramago é a pura realidade brasileira. Enquanto denunciamos e manifestamos nossa perplexidade diante dos fatos, o País aplaude o perfeito idiota-latino americano e o Parlamento discute a possibilidade de aprovar um terceiro mandato para ele. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Abaixo do editoral, publicamos nossa tradicional coluna WEEKLY NEWS. </span></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Aproveitamos para agradecer por todos os recentes comentários e pelas visitas. De acordo com o <strong>Site Meter</strong> (confira-se no final de cada página), ultrapassamos a marca dos 10.000 visitantes, nesse curto período de existência de nosso blog.</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><span style="color: #ffffff;">&#8230;<br />
</span></span></em><em></em></p>
<hr id="null" /><em></em></p>
<p class="MsoNormal" align="left"><a href="http://bp2.blogger.com/_9koWG4Zbb7s/Rl918rYXxmI/AAAAAAAAA1Y/pMKFfv2RDBw/s1600-h/Marcus+Mayer.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070901390740014690" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer" src="http://bp2.blogger.com/_9koWG4Zbb7s/Rl918rYXxmI/AAAAAAAAA1Y/pMKFfv2RDBw/s200/Marcus+Mayer.JPG" border="0" alt="" /></a><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Tahoma; color: #9fb6cd">O Brasil do &#8216;democrata&#8217; Lula da Silva</span></strong><strong></strong><br />
<em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica; color: #999999"><em>por </em>Marcus Mayer</span><br />
<em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica; color: #999999"><em>exclusivo para </em>o blog</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"> </span><em></em></p>
<p class="MsoNormal" align="center"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>“Não acredito em democracia, mas em liberdade individual”.</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right" align="right"><em><span style="font-size: 90%; font-family: Tahoma">Milton Friedman</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">D</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">esde a restauração democrática, o Brasil não atravessa um momento tão tenebroso como o atual. O mais grave é que a grande maioria da população não tem a mínima noção do que realmente ocorre na República.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em 1991, o Senado Federal cassou o mandato de Fernando Collor de Mello, o primeiro presidente eleito pelo voto direto depois de encerrado o ciclo militar. No ano seguinte, a Câmara dos Deputados expulsou de suas hostes um bando de deputados corruptos, envolvidos no chamado escândalo dos “anões do orçamento”. Imaginou-se então que o Brasil estivesse mesmo “sendo passado a limpo” – na época, esse era um dos famosos bordões do jornalista Boris Casoy.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A realização de eleições diretas em todos os níveis, a concessão de anistia aos políticos cassados pelo regime militar, o pluripartidarismo e o fim da censura aos órgãos de comunicação foram conquistas importantes para a consolidação da democracia brasileira. Também na economia, durante a história recente, ocorreram avanços extraordinários. A reserva de mercado na área da informática foi enterrada, a abertura permitiu ao País a sua inserção no comércio mundial, alguns dinossauros estatais foram privatizados e a hiperinflação foi debelada.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Com a eleição do ex-líder sindical Luis Inácio Lula da Silva à Presidência, pelo Partido dos Trabalhadores, em 2002, festejou-se a alternância no poder. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso soube conduzir espetacularmente a transição de governo, sem mágoas ou rancores pela derrota do então candidato oficial, José Serra. A torcida de todos, vitoriosos e derrotados, era por um Brasil menos desigual. Os discursos do novo presidente, que tinha como principal meta de seu governo erradicar a fome e a pobreza, entusiasmaram o País.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Os partidos derrotados na eleição de 2002, e que conseqüentemente se tornaram oposição, ofereceram crédito ao novo governante e apoiaram as reformas que começavam a ser apresentadas. O apoio foi grande, pois até na área econômica observava-se a manutenção dos principais preceitos do governo anterior, que tinha conseguido controlar a inflação e o déficit público.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, enfrentou dificuldade maior em seu próprio partido, que entre os de oposição, para aplicar o que parecia ser uma responsável gestão da economia. Alguns radicais, da extrema-esquerda do partido do governo, se viram obrigados a fundar uma nova agremiação, o PSOL. Um grupo menos ortodoxo, apesar da vermelhidão de sua ideologia, entretanto, permaneceu, pois o exercício do poder e a escalada social que este lhes proporcionou estava acima de qualquer filosofia.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">De uma hora para a outra o governo mostrou sua verdadeira cara. O crédito oferecido pela oposição ao governo foi vertiginosamente extrapolado. A gigantesca incompetência dos incontáveis ministérios, a vasta dimensão da corrupção – jamais observada no país -, o escandaloso aparelhamento do estado, o total desrespeito às instituições democráticas, o explícito fisiologismo dos partidos da base de apoio ao governo e, sobretudo, a mais absurda política externa praticada na história do Itamaraty, apresentaram-se como verdadeiras catástrofes nacionais. Enquanto o mundo aproveitava um ciclo de enorme crescimento econômico e diminuição das diferenças sociais, o País fazia sua opção pelo “avanço do retrocesso”.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A recondução de Lula da Silva ao cargo, na eleição de 2006, se deu exclusivamente como resultado da política assistencialista. Os miseráveis </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">– </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">tristes desaventurados que não tem acesso à informação nem discernimento suficiente para entender o que significam as iniciativas populistas -, foram escancaradamente enganados. Em troca de favores governamentais, órgãos de imprensa, empresários incompetentes e uma multidão de &#8216;cegos políticos&#8217; ofereceram apoio à reeleição do maior energúmeno que o País já teve na Presidência.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Com efeito, o Brasil perde mais uma década de sua história. Vislumbra o atraso em todos os setores imagináveis e inimagináveis. A receita de Lula da Silva é a repetição do nacional-populismo, tão repudiado nas democracias modernas &#8211; sobretudo, na Europa pós-guerra -, mas altamente eficiente em países de maioria mal-alfabetizada &#8211; como o próprio presidente &#8211; e irresponsável. Note-se que não somente os menos letrados apóiam este governo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O perfeito idiota latino-americano está fazendo a sua festa: inspira-se em práticas autoritárias, xenófobas e estatistas. Por meio do populismo assistencialista e do fisiologismo, oferecendo cargos e vantagens aos seus seguidores, Lula da Silva garante apoio popular e parlamentar. O empresariado incompetente – que tem na concorrência estrangeira seu grande inimigo -, os bancos, os sindicatos, as organizações não-governamentais corruptas, todos esses aplaudem o poderoso chefão. E boa parte da grande imprensa, corrompida pela troca de favores, cala-se, no intuito de defender os seus próprios interesses.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Que tal perguntar ao sábio povo brasileiro, por meio de um plebiscito “a la idiota latino-americano”, se não deseja um terceiro mandato para o presidente? O &#8220;sim&#8221; venceria com larga folga. Assim, talvez um dia poderíamos nos tornar uma Venezuela ou, quem sabe, uma Bolívia. Viva o país das maravílhas do grande democrata Lula da Silva!</span><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> </span></em><em></em><br />
<a title="linie.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/linie.jpg"></a><em></em></p>
<hr id="null" /><em></em></p>
<p class="MsoNormal" align="left"> <span style="color: #ffffff;">&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" align="left"><a title="weekly_news_neu.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/weekly_news_neu.jpg"><img src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/weekly_news_neu.jpg" alt="weekly_news_neu.jpg" /></a><strong></strong><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: white">WEEKLY NEWS </span><br />
<strong></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>JÔ INVESTIGADO POR PRECONCEITO</strong><br />
</span><a title="jo-soares-credito-eduardo-knapp-folha-imagem.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/jo-soares-credito-eduardo-knapp-folha-imagem.jpg"><img title="jo-soares-credito-eduardo-knapp-folha-imagem.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/jo-soares-credito-eduardo-knapp-folha-imagem.jpg" alt="jo-soares-credito-eduardo-knapp-folha-imagem.jpg" hspace="10" vspace="3" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> É absurda a investigação do Ministério Público Federal ao programa de Jô Soares. Segundo a procuradoria, houve denúncias sobre uma entrevista que abordava a questão de mulheres submetidas à cirurgia no clitóris na África e que comentários do apresentador podem ter manifestado preconceito em relação a hábitos e costumes culturais daquele continente. Será que o Ministério Público não encontra ocupação mais útil que a defesa de práticas bárbaras? Não seria melhor atentar para a barbaridade que ocorreu no estado do Pará, e afastar a inconseqüente governadora de seu posto? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>FORA ANA JÚLIA</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em primeira-mão, nossa colega blogger <a title="Letícia Coelho" href="http://www.leticialocoelho.blogspot.com/">Letícia Coelho </a>(clique sobre o nome para acessar o blog) noticiou o escândalo do encarceramento da menina de 15 anos, com 20 homens (ou 30?), em uma prisão no Pará. A governadora Ana Júlia Carepa, do PT, deveria ser responsabilizada criminalmente e renunciar imediatamente. Sua cara-de-pau causa perplexidade ao admitir ser comum prender mulheres em celas masculinas, em seu estado. A governadora não se utilizou nem do tradicional “eu não sabia de nada”, tão comum entre os seus correligionários, para justificar o seu descaso diante da barbaridade. A marginalidade no PT já está tão banalizada que esqueceram de pedir a sua renúncia (!!!). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="fhcportugues.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/fhcportugues.jpg"><img title="fhcportugues.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/fhcportugues.jpg" alt="fhcportugues.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>NOSTALGIA</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O ex-presidente Cardoso pode não ter deixado saudades – sobretudo, de seu segundo mandato, quando freou as reformas liberalizantes na economia. Entretanto, no que concerne ao desprezo de Lula da Silva em relação à importância da educação formal, as suas declarações recentes foram espetaculares. Disse querer “brasileiros educados, e não liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria”. Grande, Fernando Henrique!</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>ELE DE NOVO &#8211; 1</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Sob o título “DNA do expurgo no IPEA”, Ancelmo Góis, do jornal <em>O Globo</em>, denunciou em seu blog as origens do escândalo no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada: “Se alguém tinha ainda a mais pálida ilusão sobre o que está acontecendo no IPEA, é só ler o comentário do ex-ministro e consultor de empresas José Dirceu, hoje, em seu blog. Dirceu deixou as dez digitais impressas no local do crime.&#8221;</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>ELE DE NOVO – 2</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><a title="dirceu.jpeg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/dirceu.jpeg"><img title="dirceu.jpeg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/dirceu.jpeg" alt="dirceu.jpeg" hspace="10" vspace="3" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Do blog de José Dirceu: <em>“Os vazamentos de informações, as pesquisas de encomenda, combinadas com a mídia, e a oposição aberta às decisões de política econômica e social do governo são consideradas pela mídia como autonomia de pensamento e a troca dos pesquisadores como arbitrariedade, agora tudo respaldado por importantes entidades representativas dos economistas do Brasil. Lamento que essas entidades nunca tenham criticado o pensamento único que dominou o IPEA e outras instituições, para não falar da PUC do Rio, templo do neoliberalismo e do consenso de Washington e das privatizações, e agora adotam essa postura&#8221;.</em> (Reproduzido no blog de Ancelmo Góis e, agora, aqui, para que os nossos leitores conheçam ainda mais os inimigos da República) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>CARA DO GOVERNO</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
“José Múcio, o novo ministro das Relações Institucionais, é o exemplo do político brasileiro oportunista e comprometido apenas com os seus interesses de ocasião. Já presidiu o antigo PFL, de onde pulou para o PSDB e, daí, para o PTB, onde está agora. O novo ministro é a cara deste governo e merecia ter sido descoberto por Lula há mais tempo”. Por Ronaldo Gomes Ferraz, do Rio de Janeiro, para o Painel do Leitor da <em>Folha de S.Paulo</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>CONTÁGIO</strong></span><span style="font-size: 120%; font-family: Tahoma"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O apreço que se poderia ter pelo ministro da Educação, Paulo Haddad, foi totalmente esvaído. Sugerimos que ele torne a estudar, principalmente as estatísticas que traçam o perfil das escolas públicas dos países europeus – cujo modelo deveria servir ao Brasil. Ao comentar o resultado do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), afirmou que “as escolas públicas serão sempre piores”. Essa não é a realidade, nem mesmo do Brasil de algumas décadas atrás, quando as escolas públicas eram centros de excelência. Paulo Haddad é mais um a ser contagiado pela incompetência. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>PENA DE MORTE</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><a title="fila-hospital.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/fila-hospital.jpg"><img title="fila-hospital.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/fila-hospital.jpg" alt="fila-hospital.jpg" hspace="10" vspace="5" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">É tentadora a proposta do senador Cristóvam Buarque (PDT-DF), de obrigar políticos eleitos a matricular seus filhos em escolas públicas. Apesar do respeito que nutrimos pelo digníssimo senador, o projeto não pode ser levado a sério, pois fere radicalmente o princípio das liberdades individuais. Mas bem que seria excitante conviver sob uma lei que obrigasse mães e filhos dos políticos a se tratarem somente em hospitais públicos de suas respectivas regiões. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>ANIMAL PERIGOSÍSSIMO</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
O perfeito idiota latino-americano Hugo Chávez, agradeceu ao seu querido colega Lula da Silva, pela aprovação, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), do ingresso da Venezuela no Mercosul. Especial agradecimento também foi dirigido a uma das mais repugnantes figuras do governo, o secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães. O presidente da República, um semi-analfabeto, já fez os seus estragos no País, mas um intelectual do tipo de Guimarães, defensor do pensamento da extrema-esquerda mais radical e ultrapassada, é ainda mais pernicioso para a democracia brasileira</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="alvaro-uribe.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/alvaro-uribe.jpg"><img title="alvaro-uribe.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/alvaro-uribe.jpg" alt="alvaro-uribe.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">INTERNACIONAL</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Extremamente sóbria foi a decisão do presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, de dispensar definitivamente o idiota Chávez das negociações com as FARC (Forças Revolucionárias da Colômbia). Com isso, o governo Uribe retoma a linha-dura, que se mostrou bastante eficiente, contra a guerrilha. Bogotá, antes uma das cidades mais perigosas do mundo, hoje é um reduto de paz, e serve de exemplo às cidades brasileiras dominadas pelo tráfico de drogas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>¿POR QUE NO TE CALLAS?</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A presidente do Chile, Michelle Bachelet, também tem grandes reservas contra o idiota Hugo Chávez. Desagrada à chilena o fato de o aspirante a ditador haver reclamado do tema da 17ª Cúpula Ibero-Americana – coesão social – e de ter expressado seu apoio ao outro idiota latino-americano Evo Morales, na contenda entre o Chile e a Bolívia, por uma saída do último para o mar, por território chileno.</span></p>
<p style="text-align: center;"><a title="charge-sponholz.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/charge-sponholz.jpg"><img class="aligncenter" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/charge-sponholz.jpg" alt="charge-sponholz.jpg" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>DO WIDSENJA*, JAROSLAW</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
A ordem democrática, lentamente, torna a ser estabelecida na Polônia. Desde o fim do comunismo, o país não tinha um governo tão esdrúxulo como o dos irmãos Lech e Jaroslaw Kaczynski, respectivamente, atual presidente e ex-primeiro ministro. Com a queda de Jaroslaw, o liberal Donald Tusk assumiu o cargo de premiê. Pretende retomar as privatizações, cortar impostos e conduzir a Polônia à “adoção rápida” do euro. Além disso, já anunciou que as tropas polonesas deixarão o Iraque em 2008.<br />
</span><em><strong>* do vidsênia </strong>- pronuncía-se assim &#8211; significa <strong>adeus</strong> em polonês</em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>IMPERDÍVEL &#8211; 1</strong></span><span style="font-size: 120%; font-family: Tahoma"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O jornal <em>O Estado de S.Paulo</em> publicou um excelente editorial no último domingo, denunciando as atrocidades do governo, sob o título &#8220;Entre aloprados e pajés&#8221;, revelando detalhes importantes referentes ao aparelhamento do IPEA. Sugerimos a leitura do texto, que publicamos abaixo deste post</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="especial-amazonia.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/especial-amazonia.jpg"><img title="especial-amazonia.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/especial-amazonia.jpg" alt="especial-amazonia.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">MEIO AMBIENTE</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>IMPERDÍVEL &#8211; 2</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na mesma edição, o <em>Estadão </em>presenteou os seus leitores com uma revista que traz a reportagem especial, <strong>Amazônia</strong>. O texto está disponível, no portal <em>Estadão.com</em>, sob o link <a title="Especiais OESP: Amazônia" href="http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais.action?produto=Estad%C3%A3o">Especiais</a> (clique para acessar). Atente-se para o trecho: &#8220;Cana na Amazônia? Sim, e em grande quantidade. A região já produz 20 milhões de toneladas de cana por ano. A indústria sucroalcooleira, que assumiu a tarefa mundial de curar o planeta do &#8216;vício do petróleo&#8217; avança rumo norte, ameaçando estimular o desmatamento até mesmo no Amazonas.&#8221; Recorde-se que o projeto é defendido pelos presidentes Lula da Silva, do Brasil, e George Bush, dos Estados Unidos. Alguém ainda desconfia da perniciosidade da empreitada?<span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="especial-amazonia.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/especial-amazonia.jpg"></a><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">SOCIEDADE</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong><a title="flavia_alessandra.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/flavia_alessandra.jpg"><img title="flavia_alessandra.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/flavia_alessandra.jpg" alt="flavia_alessandra.jpg" hspace="10" vspace="3" align="right" /></a>ABOMINÁVEL CENSURA</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na Todos os dias a figura nefasta do idiota Lula da Silva e de seu bando invade as salas de televisão das famílias brasileiras que acompanham os noticiários. Todavia, a pudica Justiça dos patrulheiros e saudosos da censura parece ter mais medo de mulher bonita. Agora essa Justiça do governo petista quer mudar a classificação da novela “Duas Caras”, da tevê Globo, por causa de um show do personagem de Flávia Alessandra, na trama. Eu não acompanho a novela, mas se soubesse teria até assistido à cena. Quem não gosta, que mude de canal, oras! </span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">FRASE</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" align="center"><strong><span style="font-size: 120%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">&#8220;</span></strong><strong><span style="font-size: 120%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O Brasil precisa ser liderado por quem fala bom português</span></strong><strong><span style="font-size: 120%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">.&#8221;</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right" align="right"><strong><em></em></strong><em><strong>Fernando Henrique Cardoso</strong>, ex-presidente da República </em><strong><em></em></strong><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center" align="center"><em></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O IPEA foi aloprado</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Nov 2007 05:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[IPEA]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Campos]]></category>

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		<description><![CDATA[Anunciamos a nova tragédia protagonizada pelo governo do idiota latino-americano Lula da Silva: o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), uma das mais respeitadas instituições estatais, foi violentado! Abaixo, reproduzimos artigo da cientista-política Lúcia Hipólito, que apresenta um excelente resumo do histórico da instituição e a denúncia de aparelhamento do órgão. Cita a intervenção por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Tahoma; color: #9fb6cd">A</span></strong></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">nunciamos a nova tragédia protagonizada pelo governo do idiota latino-americano Lula da Silva: o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), uma das mais respeitadas instituições estatais, foi violentado!</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Abaixo, reproduzimos artigo da cientista-política Lúcia Hipólito, que apresenta um excelente resumo do histórico da instituição e a denúncia de aparelhamento do órgão. Cita a intervenção por parte de assessores do PRB, partido do senador Bispo Crivella, da Igreja Universal, e de Mangabeira Unger, o ministro extraordinário das &#8220;Alopra&#8221; (Ações de Longo Prazo).<br />
</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Se alguém ainda tinha dúvidas a respeito da intenção do presidente da República de afrontar a democracia, essa medida autoritária e retrógrada é mais uma prova concreta. O total aparelhamento do estado é um &#8216;avanço do retrocesso&#8217;. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A próxima medida que se aguarda desse governo nacional-populista é a mudança de nome do país &#8211; a exemplo do que fez o idiota-mor, Hugo Chávez, na Venezuela -, de República Federativa- para República Socialista do Brasil.</span></em></p>
<hr id="null" /><em></em></p>
<p class="MsoNormal" align="left"><a title="lucia_hipolito.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/lucia_hipolito.jpg"><img title="lucia_hipolito.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/lucia_hipolito.jpg" alt="lucia_hipolito.jpg" align="left" /></a><strong></strong><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">Expurgo e aparelhamento no Ipea</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><br />
</span></strong><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">por Lucia Hippolito *</span><br />
<em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">para CBN e </span><em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><a title="Blog: Lúcia Hipólito" href="http://www.luciahippolito.globolog.com.br/"><em>Blog</em></a> | Sexta-feira, 16 de novembro de 2007</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) foi criado em 1964, já durante a ditadura. Seu idealizador foi o então ministro do Planejamento, Roberto Campos, e seu fundador e primeiro presidente foi o ex-ministro Reis Velloso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A proposta era criar um instituto que pensasse o Brasil a médio e longo prazo, com estudos aplicados à realidade brasileira – saber teórico era com a universidade. Ao longo de seus 43 anos, o Ipea transformou-se na consciência crítica dos governos brasileiros – de todos os governos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Sua produção acadêmica vai desde estudos sobre industrialização, estudos pioneiros sobre agricultura no cerrado brasileiro – a expansão da fronteira agrícola brasileira é resultado desses estudos –, estudos sobre distribuição de renda, pobreza, gastos públicos, previdência.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em seus primeiros anos, o Ipea contou com o trabalho de um dos mais importantes economistas vivos, o prof. Albert Fishlow, que se dedicou aos estudos do II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Mais recentemente, o governo Lula deve a um pesquisador do Ipea, Ricardo Paes de Barros, o maior especialista brasileiro em pobreza e distribuição de renda, a proposta de unificação dos programas sociais do governo, que resultaram no Bolsa-Família – maior sucesso da administração petista.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Fábio Giambiagi, outro importante pesquisador, é responsável pelos estudos mais recentes sobre a Previdência no Brasil e sobre as contas públicas brasileiras.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Além de realizar estudos para o governo, o Ipea formou quadros dos mais importantes para a administração pública brasileira. Por lá passaram Pedro Malan (pesquisador desde 1965), Dorotéia Werneck, Pedro Parente, Régis Bonelli, entre outros.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Durante esses 43 anos, a independência intelectual e institucional do Ipea incomodou muitos governos – praticamente todos. Mas nesses 43 anos jamais houve um único caso de censura ou qualquer tipo de interferência do governo no Ipea. Nem mesmo a ditadura interveio nos trabalhos do Instituto.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Entretanto, desde o início do primeiro mandato do presidente Lula, era voz corrente no governo a tentativa de “enquadrar” o Ipea, manifestada principalmente pelo então todo-poderoso chefe da Casa Civil, ex-ministro José Dirceu (réu no STF por formação de quadrilha e corrupção ativa). Mas o Instituto resistiu.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A nomeação de Mangabeira Unger (intelectual respeitado em Harvard) como ministro das Ações de Longo Prazo (Sealopra) atendeu à intenção do governo de “domesticar” o Ipea.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Imediatamente após a nomeação, os técnicos do Instituto receberam a visita de dois emissários do PRB, partido de Mangabeira e dos bispos da Igreja Universal, interessados em saber quantos cargos em comissão havia e qual era o montante de recursos destinados pelo governo ao Ipea.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Não é preciso dizer que os técnicos ficaram de cabelo em pé – jamais tinham passado por semelhante situação. Agora, os piores temores estão se confirmando.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Desde que a nova direção assumiu, trabalhos foram recusados, substituições foram feitas nas diretorias, e acabam de ser afastados quatro dos mais importantes pesquisadores, todos críticos do excesso de gastos do governo federal: Fábio Giambiagi, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende e Regis Bonnelli (este, um dos pioneiros do Instituto, junto com Pedro Malan).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A Diretoria de Estudos Macroecônomicos, a mais importante do Ipea, cujo atual titular é assessor econômico do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), bispo da Igreja Universal, solicitou que os pesquisadores desocupem suas salas.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>Censura e aparelhamento ideológico</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Será desastroso se o governo Lula destruir um dos mais importantes e independentes centros de estudos econômicos do país.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100; font-family: Helvetica">Um governo que se diz de esquerda terá feito um papel que nem a ditadura de direita ousou fazer.</span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica"></p>
<p align="right"><em>* <strong>Lúcia Hipólito</strong> é co-organizadora, com Maria Celina D’Araujo e Ignez Cordeiro de Farias, do livro &#8220;Ipea – 40 anos apontando caminhos&#8221;, publicado pela Editora FGV. </em></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Weekly News</title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2007/11/12/editorial-weekly-news/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2007 05:13:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Weekly News]]></category>

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		<description><![CDATA[WEEKLY NEWS CONTROLE DA INFORMAÇÃO A tevê pública idealizada pelo governo de Lula da Silva por si só é um absurdo. Pior é o detalhe para o qual pouco se deu atenção: o governo espera que o Conselho Curador da rede de televisão seja integrado por 20 pessoas, todas nomeadas pelo presidente da República. Goebbels, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em></em></p>
<p><em></em></p>
<p class="MsoNormal" align="left"><a title="weekly_news_neu.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/weekly_news_neu.jpg"><img src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/weekly_news_neu.jpg" alt="weekly_news_neu.jpg" /></a><strong></strong><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica; color: white">WEEKLY NEWS </span><br />
<strong></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>CONTROLE DA INFORMAÇÃO</strong><br />
A tevê pública idealizada pelo governo de Lula da Silva por si só é um absurdo. Pior é o detalhe para o qual pouco se deu atenção: o governo espera que o Conselho Curador da rede de televisão seja integrado por 20 pessoas, todas nomeadas pelo presidente da República. Goebbels, o chefe da propaganda nazista de Adolf Hitler, perfeitamente subscreveria a tese. Isso é típico da inclinação autoritária e populista da administração federal. O Congresso Nacional tem agora a responsabilidade de rejeitar a medida e enquadrar a indicação dos diretores nos mesmos moldes das agências reguladoras</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>TRIPÓLIO</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A OceanAir terá a grande chance de romper o duopólio TAM-Gol ao assumir as operações de fretamento da BRA. Além do excelente trânsito junto ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, o presidente da OceanAir, German Eframovich, investirá US$ 2 bilhões na empresa, com a compra de 30 aviões da Airbus, A320, com entrega já prevista entre 2008 e 2012. Enquanto isso ..</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">.</span></p>
<p><a title="oceanair_f100_curitiba.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/oceanair_f100_curitiba.jpg"><img src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/oceanair_f100_curitiba.jpg" alt="oceanair_f100_curitiba.jpg" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A melhor alternativa para solucionar o problema da elevada demanda por passagens aéreas no mercado nacional é a abertura do setor para empresas mundiais. O fim da reserva de mercado permitiria a redução do preço das tarifas e uma melhora extraordinária na prestação dos serviços das companhias aéreas nacionais, atualmente, atuando sob um privilegiadíssimo regime de duopólio</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">.</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>EXEMPLO COLOMBIANO</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Há muito o Rio de Janeiro não tinha um secretário de Segurança tão ativo quanto o gaúcho José Mariano Beltrame. O governador Sérgio Cabral (PMDB) &#8211; depois de conhecer os métodos utilizados pelo presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, que conseguiu transformar Bogotá numa cidade segura -, aguarda agora apoio do ministro da Defesa para utilizar, de forma permanente, as Forças Armadas na manutenção da segurança da Cidade Maravilhosa</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">. Lula da Silva e o PT são contra, pois têm receio de que a iniciativa possa dar certo e resolver o problema da segurança pública no Rio. Daria muito prestígio para o governador e para o ministro, os dois do PMDB.</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">INTERNACIONAL</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><a title="democratdonkey.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/democratdonkey.jpg"><img title="democratdonkey.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/democratdonkey.jpg" alt="democratdonkey.jpg" hspace="5" vspace="5" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>LIBERALISMO TAMBÉM NA ECONOMIA</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O Partido Democrata dos Estados Unidos caminha cada vez mais para a Terceira Via e o liberalismo, reconhecendo a abertura econômica como pilar do desenvolvimento, em detrimento da tradicional defesa da reserva de mercado e dos subsídios ao mercado interno. O Parlamento americano, constituído por maioria Democrata, aprovou o Tratado de Livre Comércio (TLC) com o Peru</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="peru_map.gif" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/peru_map.gif"><img title="peru_map.gif" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/peru_map.gif" alt="peru_map.gif" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>ESTRELA LATINO-AMERICANA</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
Para o Banco Mundial, o Peru será a estrela econômica da América Latina nos próximos 20 anos. Além de seguir o exemplo de outros países latino-americanos que assinaram Tratados de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos, as demais razões para o otimismo são as seguintes: 1.) há seis anos a economia cresce 6% ao ano; 2.) o índice de pobreza caiu de 54% em 2001 para 44% em 2007; 3.) a inflação está em 2,8%, uma das mais baixas da região; 4.) as exportações crescem, em média, 24% ao ano desde 2001, com destaque para os setores não tradicionais, como produtos agrícolas e têxteis; 5.) os investimentos estrangeiros diretos saltaram de US$ 810 milhões em 2000 para US$ 3,5 bilhões em 2006.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>INSTABILIDADE NO PAQUISTÃO</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, impediu protesto contra o estado de emergência decretado dia 3 e pôs a ex-primeira ministra Benazir Bhutto em prisão domiciliar. Os Estados Unidos pressionaram e ela foi libertada. Musharraf disse, no domingo, esperar que as eleições parlamentares se realizem antes de 9 de janeiro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>¿POR QUÉ NO TE CALLAS?</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><a title="don_juan_carlos-y-chavez.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/don_juan_carlos-y-chavez.jpg"><img title="don_juan_carlos-y-chavez.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/don_juan_carlos-y-chavez.jpg" alt="don_juan_carlos-y-chavez.jpg" hspace="10" vspace="5" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O idiota latino-americano Hugo Chávez, conseguiu tirar o Rei Don Juan Carlos do sério. Enquanto José Luis Rodríguez Zapatero, presidente do governo da Espanha fazia sua intervenção na Seção Plenária da XVII Cúpula Ibero-americana, o presidente venezuelano tratava de interrompê-lo, insistindo em desqualificar o ex-presidente José María Aznar, a quem voltou a chamar de &#8220;fascista&#8221;. Ao ver que Chávez não se calava, o Rei, visivelmente enojado, apontando-lhe a mão, instou Chávez com a frase espetacular: &#8220;¿Por qué no te callas?&#8221;. Em seguida, levantou-se e abandou a reunião. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>SOBRIEDADE DE LLOSA</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
Nos próximos dias reproduziremos em nosso blog o artigo &#8220;Terroristas se dão mal no Iraque&#8221;, de Mario Vargas Llosa, publicado na edição de domingo de <em>O Estado de S.Paulo</em>. O texto é extremamente sóbrio e foge da tradição tendenciosa de apoio explícito ou crítica ao governo Bush. Não percam!<br />
</span></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">FRASE DO ANO</span></strong> </p>
<p class="MsoNormal" align="center"><strong><span style="font-size: 180%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">¿Por qué no te callas?</span></strong><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right" align="right"><strong><em></em></strong><em><strong>Don Juan Carlos</strong>, rei da Espanha </em><strong><em></em></strong><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center" align="center"><em></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Partidos políticos e ideologias &#8211; última parte</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 02:51:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[Encerrando a série de ensaios que resume a história dos partidos políticos e suas respectivas ideologias &#8211; nas diversas partes do mundo e em distintas épocas -, apresentamos o texto Entre o passado e o futuro. A narrativa apresenta o contexto político da América Latina nos dias atuais, destacando a atuação de alguns líderes regionais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a title="mapa_america-latina.PNG" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/mapa_america-latina.PNG"><img class="alignleft" title="mapa_america-latina.PNG" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/mapa_america-latina.PNG" alt="mapa_america-latina.PNG" align="right" /></a><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Encerrando a série de ensaios que resume a história dos partidos políticos e suas respectivas ideologias &#8211; nas diversas partes do mundo e em distintas épocas -, apresentamos o texto <strong>Entre o passado e o futuro</strong>. A narrativa apresenta o contexto político da <strong>América Latina</strong> nos dias atuais, destacando a atuação de alguns líderes regionais e o espectro partidário do subcontinente. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Para melhor compreensão do assunto, recomendamos primeiramente a leitura das partes anteriores da seqüência: 1.) <a title="Partidos políticos e ideologias - 1ª parte" href="http://marcus-mayer.com/blog/2007/09/10/partidos-politicos-e-ideologias/"><strong>Nuances da política</strong></a> e 2.) <strong><a title="Partidos políticos e ideologias - 2ª parte" href="http://marcus-mayer.com/blog/2007/09/14/partidos-politicos-e-ideologias-2%c2%aa-parte/">Os herdeiros da Convenção</a></strong> &#8211; publicados respectivamente nos dias e 10 e 14 de setembro. &#8220;Entre o passado e o futuro&#8221; oferece duas opções: de um lado, o nacional-estatismo e, de outro, o liberalismo, sob diversas nuances. Incita-se o leitor a classificar, a seu critério, as opções que se apresentam entre o passado e o futuro do pensamento político. </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><a title="mapa_america-latina.PNG" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/mapa_america-latina.PNG"><img class="size-full wp-image-1488 aligncenter" title="soviet-girl" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/soviet-girl.jpg" alt="soviet-girl" width="401" height="568" /></a><em></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Esperamos, através dos ensaios,</span></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> ter colaborado para responder às questões anteriormente apresentadas a respeito do quê significam (ou significaram) as expressões &#8220;direita&#8221; e &#8220;esquerda&#8221;, no espectro político-partidário. Ao leitor, munido de dados históricos e do relato de resultados originados na aplicação prática das diferentes teorias ideológicas, oferece-se a possibilidade de responder à pergunta primacial que originou este estudo: seria a esquerda jurássica ou progressista? E a moça da foto acima &#8211; estaria ela dentro ou fora da moda?</span></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> </span></em></p>
<hr id="null" /> </p>
<p><em></em></p>
<p class="MsoNormal" align="left"><a title="mmayer.JPG" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/mmayer.JPG"><img title="mmayer.JPG" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/mmayer.JPG" alt="mmayer.JPG" align="left" /></a><strong></strong><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">Entre o passado e o futuro</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Helvetica"><br />
</span></strong><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica; color: #999999"><em>por</em> Marcus Mayer</span><br />
<em><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica; color: #999999">Exclusivo para o blog</span></em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">D</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">esde que ficaram independentes de suas metrópoles ibéricas – Espanha e Portugal –, os países da América Latina ensaiam alcançar a prosperidade econômica e, conseqüentemente, a riqueza de seus povos. Entretanto, o baixo alfabetismo, as elevadas taxas de natalidade, a industrialização tardia e, sobretudo, a política que privilegiou a ascensão de caudilhos e de ditaduras &#8211; populistas e militares &#8211; barraram o desenvolvimento regional.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>PROSPERIDADE</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Esse panorama lastimável registra, contudo, duas exceções históricas, na Argentina e no Uruguai. No início do século 20 a Argentina¹ era um dos países mais ricos do mundo. Nessa mesma época, o Uruguai² era apelidado de Suíça da América, graças aos elevados índices de desenvolvimento de sua pequena, mas próspera economia.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="nestor-kirchner.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/nestor-kirchner.jpg"><img title="nestor-kirchner.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/nestor-kirchner.jpg" alt="nestor-kirchner.jpg" hspace="10" vspace="3" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Atualmente, a Argentina é governada por Néstor Kirchner, um peronista, que tornou a estatizar empresas e a congelar preços para controlar a inflação, após experiências liberalizantes praticadas durante governos anteriores. Como Perón, que depois de sua morte foi sucedido por sua segunda esposa María Estella (a Isabelita), Kirchner deseja tornar sua mulher, Cristina Fernández de Kirchner, por meio do <em>Partido</em> <em>Justicialista (PJ),</em> a sua sucessora.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Despontam como os mais fortes líderes da oposição ao peronismo, e com perfil liberal, o atual prefeito de Buenos Aires, Maurício Macri, do partido <em>Compromíso por el Cambio (CPC)</em> e o ex-ministro da Economia Ricardo López Murphy, do partido <em>Recrear para el Crecimiento</em>. Os chefes das duas legendas liberais, firmaram uma aliança política e criaram a <em>Propuesta Republicana (PRO Recrear).</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A cena política do Uruguai, entre 1830 e 2004, foi dividida entre o <em>Partido Colorado </em>(composto por social-democratas a liberais) e o <em>Partido Nacional</em> (ou <em>Blanco,</em> de ideologia conservadora e nacionalista). Pela primeira vez, desde 2005, o país é governado por um socialista. Tabaré Vazquez, o atual presidente uruguaio, foi eleito por uma coalizão de esquerda, a <em>Frente Amplio.</em> As mais impactantes medidas de sua administração foram, até o momento, a valorização do estado e uma reforma tributária que introduziu um progressivo aumento de impostos, implantando o <em>IRPF</em> <em>(Impuesto a la Renta de las Personas Físicas),</em> no sentido de permitir uma maior atuação </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">estatal.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>EMERGENTES</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="idiotas-latino-americanos.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/idiotas-latino-americanos.jpg"><img title="idiotas-latino-americanos.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/idiotas-latino-americanos.jpg" alt="idiotas-latino-americanos.jpg" hspace="10" vspace="3" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O contexto político latino-americano atual aponta para algumas turbulências, mas a globalização da economia mundial favorece a região. Brasil e México são atores que ganharam importância nesse cenário e classificam-se como &#8220;economias emergentes&#8221;. O produto bruto dos dois países gira em torno de um trilhão de dólares e a relevância internacional dessas duas economias latino-americanas aumenta proporcionalmente as suas participações no comércio mundial.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">No Brasil, a expectativa diante da primeira eleição de Luis Inácio Lula da Silva, à presidência da República, em 2002, por uma coligação de partidos políticos que em suas trajetórias defenderam idéias socialistas e marxistas, gerou uma grave crise de confiança nos mercados. A manutenção da política econômica do governo anterior, contudo, acalmou os investidores e a comunidade internacional, incluindo governos e organismos de crédito.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="felipe_calderon.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/felipe_calderon.jpg"><img title="felipe_calderon.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/felipe_calderon.jpg" alt="felipe_calderon.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A última eleição presidencial no México colocou frente a frente duas correntes políticas bastante antagônicas: de um lado, o candidato governista, Felipe Calderón, do <em>PAN (Partido Acción Nacional),</em> de perfil conservador em questões sociais e liberal na área econômica; e de outro, Manuel López Obrador, do <em>PRD</em> <em>(Partido de la Revolución Democrática),</em> com ideologia política de esquerda. Durante a campanha, Obrador recebeu efusivo apoio do populista venezuelano, Hugo Chávez.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Do atual governo mexicano não se aguardam grandes mudanças em relação ao do antecessor, Vicente Fox. Católico, Felipe Calderón se opõe ao aborto, à eutanasia, aos métodos anticoncepcionais e à união civil entre homossexuais.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Todavia, Calderón afirma que <em>“o desafio do país não se situa entre a batalha ideológica travada entre esquerda e a direita política, mas entre uma escolha <strong>entre o passado e o futuro</strong>”.</em> Na sua interpretação, o passado significa a nacionalização, a expropriação, o controle estatal da economia, e o autoritarismo, enquanto futuro representaria o contrário: privatização, liberalização, controle de mercado da economia, e liberdade política.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>SOCIALISMO DO SÉCULO 21</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O tenente-coronel Hugo Chávez chegou à presidência da República Bolivariana da Venezuela &#8211; nome com o qual rebatizou o país -, em 1999, com 56% de votos. De lá para cá tem se empenhado em levar o seu país e outros do continente, com a ajuda dos petrodólares, ao mesmo caminho de Cuba. O lema de Chávez é <em>“quien no está conmigo está contra mí, y paga las consecuencias”.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="chavez_castro_morales.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/chavez_castro_morales.jpg"><img title="chavez_castro_morales.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/chavez_castro_morales.jpg" alt="chavez_castro_morales.jpg" hspace="10" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Pensando desta forma, através de uma Assembléia Constituinte, na qual 120 de um total de 131 deputados constituintes lhe eram favoráveis, transformou as leis do país para permitir-lhe a centralização do poder. Estendeu o mandato presidencial de cinco para seis anos e, através de um novo plebiscito, espera receber o apoio da população para um projeto que permita a reeleição ilimitada para o cargo de presidente.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A ideologia política de Hugo Chávez é um <em>mix</em> de marxismo, nacionalismo, messianismo e populismo. Todos esse “-ismos” traduzem os ideais do “socialismo do século 21”, daquele que se tornou o melhor aprendiz do ditador cubano Fidel Castro. Na mesma via política caminham o líder cocalero Evo Morales, presidente da Bolívia e o intelectual Rafael Correa, presidente do Equador.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>TIGRES LATINO-AMERICANOS</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Colômbia e Chile são os dois países mais integrados à economia mundial na América Latina. Já na década dos 1980, o Chile apresentava um superávit nas contas públicas e a Colômbia tinha o menor déficit entre as economias da região. A liberalização da economia chilena, iniciada durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) &#8211; talvez uma das únicas boas heranças dos anos de exceção -, permanece implicando uma constante melhora nas condições de saúde, educação e renda da população.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Michele Bachelet, presidente do Chile desde 2006, eleita pela <em>Concertación </em>- uma coligação de partidos que reúne socialistas e democratas-cristãos -, mantém a economia do país plenamente aberta ao comércio mundial</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> (veja o tópico &#8220;América Latina&#8221; no artigo <a title="Partidos políticos e ideologias - 2ª parte" href="http://marcus-mayer.com/blog/2007/09/14/partidos-politicos-e-ideologias-2%c2%aa-parte/"><strong>Os herdeiros da Convenção</strong></a>, na segunda parte de &#8220;Partidos políticos e ideologias&#8221;)</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">. Uma das mais importantes medidas, desse período inicial do governo Bachelet na área social, foi a concessão da gratuidade dos serviços de saúde a todos os chilenos maiores de 60 anos. Apesar de não adotar oficialmente o rótulo de Terceira Via, a prática os governos chilenos da <em>Concertación</em>, de centro-esquerda, têm se caracterizado por seguir o típico receituário dessa filosofia política.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="alvaro-uribe.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/alvaro-uribe.jpg"><img title="alvaro-uribe.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/alvaro-uribe.jpg" alt="alvaro-uribe.jpg" hspace="10" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Seguindo o bem-sucedido exemplo chileno, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, eleito em 2002 e reeleito em 2006, pelo <em>Partido Liberal</em>, realiza uma política que tem como meta principal a inserção da Colômbia ao rol das economias mais integradas ao comércio mundial e mais abertas ao investimento estrangeiro da região (leia o artigo <strong>Colômbia</strong>, da revista <em>Veja</em>, publicado na íntegra neste blog). O crescimento econômico do país andino nos últimos cinco anos (4,5%) foi superior à média da América Latina (3,7%). Com apoio dos Estados Unidos, o presidente Uribe tem conquistado grandes avanços no combate às <em>FARC (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia),</em> </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">grupo terrorista de inspiração marxista</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Oferecer o título de &#8220;tigres&#8221; latino-americanos ao Chile e à Colômbia pode parecer exagerado, mas em comparação aos demais países da região, o desenvolvimento desses países tem sido muito expressivo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">No Peru, Alan García, eleito em 2006 pela <em>APRA -</em> <em>Alianza Popular Revolucionaria Americana</em> &#8211; realiza uma administração muito diferente daquela de quando governou o país pela primeira vez (1985-1990). O seu primeiro mandato precedeu a Queda do Muro de Berlim e a experiência de estatizar a economia peruana resultou numa profunda crise e conseqüente empobrecimento da população. Depois de uma disputa eleitoral acirrada com o líder populista Ollanta Humala, do <em>Partido Nacionalista Peruano </em>– aliado de Hugo Chávez e de Evo Morales &#8211; Alan García se rendeu à liberdade econômica e espera integrar o futuro “clube de tigres latino-americanos”.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Entre os países da América Latina que merecem destaque em função do desenvolvimento econômico e social encontra-se também a Costa Rica. Governada desde 2006 por Óscar Arias, do <em>Partido de Liberación Nacional,</em> o país encontra-se às vésperas de um <em>referendum </em>popular para aprovação de um Tratado de Livre-Comércio (TLC) com os Estados Unidos. Durante o seu primeiro mandato (1996-1990) Óscar Arias privilegiou a abertura comercial e as privatizações. O pequeno país do istmo americano pode gabar-se, atualmente, por apresentar um sistema de saúde e de educação similar ao de muitos países desenvolvidos.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>NACIONAL-ESTATISMO</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="lula_da_silva.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/lula_da_silva.jpg"><img title="lula_da_silva.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/lula_da_silva.jpg" alt="lula_da_silva.jpg" hspace="10" vspace="3" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A coligação de legendas de esquerda, liderada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que conduziu Luis Inácio Lula da Silva à presidência do Brasil em 2002, gerou grande expectativa em relação à condução da economia do País. Para a surpresa de todos os públicos – tanto interno quanto externo, e inclusive de dentro de seu próprio partido -, o presidente brasileiro deu continuidade a diversas políticas de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Conseqüentemente, o Brasil conquistou uma maior credibilidade internacional e está próximo de obter o <em>investment grade</em>, uma classificação oferecida por agências de avaliação de risco aos países com baixa possibilidade de calote (significa que o investimento no Brasil seria seguro e que não haveria risco para os investidores). O controle da inflação </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">–</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> executado por uma rígida política monetária,</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">sustentada por elevadas taxas de juros -, uma tímida reforma previdenciária – que eliminou alguns privilégios do funcionalismo público -, o regime de metas de superávit primário (dívida pública menos juros) e o não rompimento do governo com instituições de crédito internacional </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">– </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial -, ofereceram ao País esse reconhecimento internacional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Todavia, essas medidas </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">–</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> muitas de caráter conservador -, incentivaram a criação de uma dissidência na extrema-esquerda do PT, que resultou na fundação de um novo partido político de orientação marxista, o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="bolsa_familia.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/bolsa_familia.jpg"><img title="bolsa_familia.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/bolsa_familia.jpg" alt="bolsa_familia.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O principal programa de cunho social do governo brasileiro, o Bolsa-Família</span><span style="font-size: 120%; font-family: Tahoma"> </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">– </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">que destina à população mais pobre uma renda mensal -, </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">também é herança do governo anterior. Diversos programas assistenciais já existentes foram aglutinados e o universo de beneficiários foi amplamente alargado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">As semelhanças com o antecessor, todavia, cessam nesses dois pontos: na política monetária e nos programas assistenciais. A elevada popularidade do presidente Lula da Silva é diretamente proporcional ao número de beneficiários do programa Bolsa-Família. A oposição acusa o governo de utilizar o assistencialismo em troca de apoio e votos, à semelhança da política praticada pelo líder venezuelano Hugo Chávez. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">No contexto econômico, sob o governo de Lula da Silva, as privatizações foram interrompidas e a centralização estatal ganhou força. O principal partido de sustentação ao governo, o PT, defende até mesmo a reestatização de empresas privatizadas em administrações anteriores.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Enquanto o governo social-democrata de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">) – </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">sobretudo durante o seu primeiro mandato -, inclinou-se para a Terceira Via, a administração petista adota uma ideologia nacional-estatista com um viés demasiado populista. Uma das principais características do governo Lula da Silva é o aparelhamento e o fortalecimento do poder estatal, abrangendo ministérios, agências reguladoras e empresas estatais. Para bancar esse estado forte e dispendioso a arrecadação de impostos tem batido recordes consecutivos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Os partidários do governo vislumbram esse modelo como sendo o melhor para diminuir o abismo existente entre ricos e pobres, no Brasil. A elevada tributação garantiria, sob a optica da esquerda que governa o País, uma mais justa divisão da riqueza. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O protecionismo comercial, originado na elevada taxação sobre produtos importados – inclusive intra-Mercosul -, privilegia extraordinariamente a indústria nacional, que apresenta um modesto, mas permanente, crescimento. As altas de juros – praticadas para controlar a inflação – têm permitido, durante o governo petista, elevados lucros ao setor bancário. A estratégia agroexportadora, principal responsável pelos superávits da balança comercial, têm incentivado a criação de novas frentes de produção agrícola e pecuária, ultrapassando inclusive as fronteiras florestais do Brasil.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A base de apoio ao atual governo brasileiro é formada por partidos de esquerda e fisiológicos – sendo esses últimos aqueles que se alinham, independentemente de ideologias, mas em troca de cargos. Sindicatos de trabalhadores dos setores público e privado, centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CGT, CONTAG), movimentos revolucionários (MST, MLST, MTL, CPT), setores progressistas da Igreja Católica (Teologia da Libertação, Pastorais) e igrejas neopentecostais também expressam amplo apoio ao governo de Lula da Silva³.</span></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na oposição encontram-se as legendas de ideologia social-democrata e liberal de um lado e de extrema-esquerda de outro. No primeiro grupo reúnem-se o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), o PPS (Partido Popular Socialista) e o DEM (Democratas). A oposição à esquerda do governo é representada pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), que abriga tendências marxistas, trotskistas e eurocomunistas.</span></p>
<p style="text-align: center;"><a title="espectro-politico-brasil.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/espectro-politico-brasil.jpg"><img class="aligncenter" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/espectro-politico-brasil.jpg" alt="espectro-politico-brasil.jpg" /></a></p>
<hr id="null" /><span style="font-size: x-small; color: #999999; font-family: Helvetica;">NOTAS</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: x-small; color: #999999; font-family: Helvetica;">¹ Integrada à globalização liberal do final do século 19, a Argentina colheu os frutos do processo, apresentando um desenvolvimento econômico e social elevado. O crescimento foi estimulado por investimentos estrangeiros, pelo comércio internacional e pela chegada de milhões de europeus. Em 1930 a vida civil, próspera e pacífica até então, foi tragicamente alterada pela crise mundial e por um golpe militar. Com a chegada de Juan Domingo Perón à presidência, em 1946, empresas de comércio exterior, bancos, estradas de ferro, companhias de gás e telefone foram nacionalizadas. Num primeiro momento, as medidas do peronismo elevaram a participação dos trabalhadores na renda nacional e a legislação social contribuiu para a popularidade do líder populista. O carisma de Evita Perón, sua primeira esposa, foi um excepcional elo entre Perón e os trabalhadores, e influiu na conquista do voto feminino. A secularização do estado criaram conflitos com a Igreja Católica e o afastamento dos militares facilitaram a sua derrubad em 1955. Perón chegou uma segunda vez ao poder em 1973, com 62% dos votos. Após a sua morte, assumiu em seu lugar a segunda esposa, María Estella Martínez de Perón (Isabelita), deposta por uma junta militar comandada pelo general Jorge Videla.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: x-small; color: #999999; font-family: Helvetica;">² A elevada produtividade da pecuária extensiva gerava um excedente tal que, sem tocar na estrutura do latifúndio, o estado organizou serviços sociais e educacionais paralelamente à proteção da indústria uruguaia nascente e voltada para o consumo interno. O país se urbanizou rapidamente, o comércio e os serviços cresceram de forma significativa, com o estado como principal empregador. Este podia se dar a este luxo graças a um elevado excedente do comércio exterior, conquistado, principalmente, pela exportação de carnes e seus derivados. A igreja e o estado foram separados e o divórcio legalizado. O aborto chegou a ser legalizado e, entre 1933 e 1935, contribuiu para o controle da natalidade. Tornou a ser proibido como resultado de negociações com setores católicos. Em meados da década de 1950, o progresso foi estancado. Todavia, o Uruguai apresenta uma taxa de 97% de alfabetismo e ocupa a 3ª melhor posição entre os países da América Latina no IDH (atrás de Argentina e Chile).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: x-small; color: #999999; font-family: Helvetica;">³ CUT: Central Única dos Trabalhadores; CGT: Central Geral dos Trabalhadores; CONTAG: Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura; CPT: Comissão Pastoral da Terra; MST: Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra; MLST: Movimento de Libertação dos Sem Terra; MTL: Movimento Terra Trabalho e Liberdade.</span></p>
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		<title>Partidos políticos e ideologias &#8211; 2ª parte</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Sep 2007 07:33:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Na continuação ao artigo &#8220;As nuances da política&#8221;, publicado no dia 10 de setembro, que relatou o primeiro momento da história dos partidos políticos e as suas respectivas ideologias, apresentamos abaixo o estudo &#8220;Os herdeiros da Convenção&#8221;. Na primeira parte, expusemos &#8216;as origens&#8217;, no período da &#8220;Convenção&#8221;, durante a Revolução Francesa, e do &#8220;Reform Act&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na continuação ao artigo &#8220;<strong>As nuances da política&#8221;, </strong>publicado no dia 10 de setembro, que relatou o primeiro momento da história dos partidos políticos e as suas respectivas ideologias, </span></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">apresentamos abaixo o estudo &#8220;<strong>Os herdeiros da Convenção&#8221;</strong>.</span></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na primeira parte, expusemos &#8216;as origens&#8217;, no período da &#8220;Convenção&#8221;, durante a Revolução Francesa, e do &#8220;Reform Act&#8221; (1832), na Inglaterra. Atravessamos a fase da globalização do final do século 19, a acenção dos partidos extremistas &#8211; comunistas e fascistas -, no seculo 20, o sistema de forças bipolar da Guerra Fria e encerramos diante do Portal de Brandenburgo, em 1989, quando da Queda do Muro de Berlim. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em &#8220;Os herdeiros da Convenção&#8221;,</span></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> </span></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">analisamos a transição vivida pelo mundo, no período localizado entre o final dos anos 1990, quando colapso do comunismo, e a virada do milênio. O ensaio descreve um primeiro período no qual as esquerdas políticas se aproximaram do centro, através da chamada &#8220;Terceira Via&#8221; e, num segundo momento, a configuração do sistema de forças unipolar, representado pela hegemonia dos Estados Unidos e a doutrina Bush, depois dos ataques do &#8220;11 de setembro&#8221;. </span></em></p>
<p> </p>
<hr /><a title="mmayer.JPG" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/mmayer.JPG"><img title="mmayer.JPG" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/mmayer.JPG" alt="mmayer.JPG" align="left" /></a><strong></strong><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">Os herdeiros da Convenção</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><br />
</span></strong><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><em>por</em> Marcus Mayer</span><br />
<em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">Exclusivo para o blog</span></em><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma"><br />
</span><strong></strong></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O </span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">século 20 vislumbrou a vitória da democracia sobre o totalitarismo. Em 1917, ano marcado pela revolução russa, iniciou-se a era da ditadura do proletariado que, em nome da justiça social, promoveu o maior morticínio da história humana. Em 1989, o mundo assistiu ao colapso do socialismo, seguido da dissolução do último império remanescente, o império soviético.<br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Nos primeiros tempos após a dissolução da União Soviética (1991), os partidos políticos, de países democráticos, que se alinhavam ao pensamento marxista tiveram de enfrentar uma súbita orfandade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O PCI, Partido Comunista da Itália &#8211; que em seu programa destacava o “objetivo de combater o estado burguês, abolir o capitalismo e realizar o comunismo através da revolução e da ditadura do proletariado” -, no seu 10º Congresso, em fevereiro de 1991, transformou-se no Partido Democrático da Esquerda <em>(Partito Democratico della Sinistra, PDS)</em>.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="colapso_comunismo.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/colapso_comunismo.jpg"><img class="alignleft" style="margin: 3px 10px;" title="colapso_comunismo.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/colapso_comunismo.jpg" alt="colapso_comunismo.jpg" hspace="10" vspace="3" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O exemplo italiano foi seguido por diversos partidos comunistas e revolucionários do globo. Apesar de um coeficiente eleitoral muito reduzido, no Brasil, o PCB (Partido Comunista Brasileiro), sob o comando de seu líder, Roberto Freire, transformou-se no Partido Popular Socialista (PPS), em 1992. A mudança não foi somente no nome: ocorreu o rompimento com conceitos de revolução social e foram abraçadas idéias da social-democracia e da chamada “nova esquerda”. Os ideais partidários, afastaram-se, definitivamente, do modelo soviético.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>A GRANDE TRANSIÇÃO</strong><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na Alemanha, durante os primeiros anos da década dos 1990, Helmut Kohl, que governava sustentado pela coalizão CDU/CSU-FDP (democratas-cristãos e liberais). Transformou-se no <em>Kanzler der Einheit</em> (chanceler da unidade) &#8211; em alusão à reunificação alemã. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Como um dos grandes “arquitetos” da União Européia, Helmut Kohl enfrentou o elevado custo da reunificação das duas Alemanhas durante seus últimos anos à frente da chancelaria. O déficit público crescente (alimentado pelo <em>welfare state</em>) e as elevadas taxas de desemprego (19,3% no antigo lado oriental, em 1998) encerraram a sua longa passagem, de 14 anos, pela chefia do governo da Alemanha. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="atomausstieg.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/atomausstieg.jpg"><img title="atomausstieg.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/atomausstieg.jpg" alt="atomausstieg.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Gerhard Schröder, líder da social-democracia alemã, entre 1998 e 2005, governou sob uma coalizão com os &#8220;verdes&#8221; <em>(SPD-Die Grünen)</em>. Como condição para compor o gabinete, os ecologistas exigiram incluir no programa de governo a desativação de todas as usinas nucleares em território alemão, num prazo de 32 anos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na vizinha França, quem atravessou a fase do desmantelamento do comunismo soviético foi o presidente socialista François Mitterrand. No exercício de seu primeiro mandato (1981-1988), experimentou duas situações bastante distintas: começou governando com maioria na Assembléia, ao lado dos comunistas, e teve Pierre Mauroy no cargo de primeiro-ministro. Esse período foi marcado pela nacionalização dos 36 maiores bancos franceses (incluindo o <em>Paribas</em> e o <em>Suez) </em>e de grandes grupos industriais <em>(CGE, PUK, Rhône-Poulenc, Saint-Gobain, Thomson).</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Após dramática derrota do PS, nas eleições legislativas de 1986, para a coalizão de direita (UDF-RPR), Mitterrand teve de formar um governo de ‘coabitação’, com Jacques Chirac no cargo de primeiro-ministro. As nacionalizações executadas pelo gabinete anterior foram revertidas através de um programa de privatizações. Ao presidente socialista sobrou a tarefa de consolidar, ao lado de Helmut Kohl &#8211; através do aprofundamentos das relações franco-germânicas -, as instituições da União Européia, preparando-na para o euro e Maastricht.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em 1995, o próprio Jacques Chirac chegou ao Élysée, através do RPR <em>(Rassemblement pour la République)</em>, pondo um fim na trajetória socialista iniciada por François Mitterrand. Apesar de representar a direita francesa, os anos de Jacques Chirac na presidência não apresentaram nenhuma mudança mais nítida nas relações sócio-econômicas do país, diante do <em>welfare state</em> e do sindicalismo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="felipe-gonzalez-1986.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/felipe-gonzalez-1986.jpg"><img title="felipe-gonzalez-1986.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/felipe-gonzalez-1986.jpg" alt="felipe-gonzalez-1986.jpg" vspace="3" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A Espanha também viveu o paradoxo entre a adoção de práticas socialistas e liberais sob o governo de Felipe González (1982-1996). Terceiro presidente do Governo (cargo equivalente ao de primeiro-ministro), desde a restauração da democracia na Espanha, González tornou-se ícone da esquerda européia, a partir do PSOE <em>(Partido Socialista Obrebro Español).</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em 1985, a Espanha ingressou na Comunidade Econômica Européia e deu um grande salto de desenvolvimento. Contudo, o maior desafio da administração foi a fracassada batalha pela redução do mais alto índice de desemprego da Europa. González assumiu o primeiro mandato (1982) com uma taxa de desemprego de 24%. Quando deixou o governo o percentual ainda era de 22%.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Apesar de a Espanha ter abandonado seu secular atraso, classificando-se entre os países mais dinâmicos, em termos econômicos e de costumes, no meio europeu, o final do governo de Felipe González foi marcado por escândalos de corrupção no gabinete ministerial e pelo envolvimento de membros do governo em ações de terrorismo de estado¹.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em 1996, José María Aznar foi conduzido ao cargo de presidente do Governo espanhol, depois da vitória do PP (Partido Popular), de centro-direita. Sob sua administração, a Espanha conheceu a maior projeção internacional de sua história. O taxa de desemprego (22%), herdada do governo anterior, foi reduzida para 9%. </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Uma reforma administrativa radical diminuiu drasticamente o número de funcionários públicos, e a</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> política de “déficit zero” adaptou o país às exigências do Tratado de Maastricht (adesão da Espanha ao euro).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="thatcher.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/thatcher.jpg"><img title="thatcher.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/thatcher.jpg" alt="thatcher.jpg" hspace="10" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Entre 1979 e 1990, o Reino Unido foi governado por Margareth Thatcher, a “Dama de Ferro”. Através de reformas liberais radicais, reduziu extraordinariamente a interferência do estado na economia. Adotou um amplo programa de privatizações, reduziu impostos, incentivou a integração comercial e executou reformas administrativas e fiscais. Essas medidas se transformaram na receita liberal para impulsionar o crescimento econômico, reduzir o desemprego e ampliar a distribuição da riqueza.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">John Major, no cargo de primeiro-ministro britânico, entre 1990 e 1997, deu continuidade à política-econômica liberal de sua antecessora e estreitou as relações do Reino Unido com a União Européia. Após 18 anos do Partido Conservador (Tory) à frente do governo, os britânicos deram vitória aos trabalhistas em 1997, conduzindo Tony Blair ao cargo de primeiro-ministro.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="terceira-via.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/terceira-via.jpg"><img title="terceira-via.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/terceira-via.jpg" alt="terceira-via.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Rompendo radicalmente com a tradição trabalhista, Blair apresentou &#8220;o modelo para o século 21&#8243;, segundo o princípio &#8220;trabalho para os que podem trabalhar e assistência para os que não podem trabalhar&#8221;. Influenciado pelo pensamento do sociólogo Anthony Giddens, Tony Blair adotou a <strong>Terceira Via</strong> como filosofia de seu governo. Sem abandonar as causas sociais, o novo trabalhismo britânico reconheceu nas práticas liberais &#8211; desregulamentação, descentralização e menor carga de impostos-, o melhor caminho para o desenvolvimento econômico e social. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A Terceira Via foi abraçada pelos contemporâneos de Tony Blair, os presidentes Bill Clinton, dos Estados Unidos, Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, e pelo chanceler Gerhard Schröder, da Alemanha.<br />
</span></p>
<p><strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">AMÉRICA</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">George Bush sênior, do Partido Republicano, foi o 41º presidente dos Estados Unidos, entre 1989 e 1993. O acontecimento mais marcante de sua passagem pela presidência foi a primeira Guerra do Golfo. Os Estados Unidos expulsaram o ditador Saddam Hussein do Kuwait, país vizinho que havia sido invadido pelo Iraque. Apesar da vitória americana e do apoio internacional, Bush amargou derrota para Bill Clinton em sua tentativa de ser reconduzido à Casa Branca. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="clinton-gore-1996.jpeg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/clinton-gore-1996.jpeg"><img title="clinton-gore-1996.jpeg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/clinton-gore-1996.jpeg" alt="clinton-gore-1996.jpeg" hspace="10" vspace="3" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Eleito pela primeira vez em novembro de 1992 e reeleito em 1996, pelo Partido Democrata, Clinton cumpriu seus dois mandatos sob a tranqüilidade que lhe ofereceu a condição de potência hegemônica. Adepto da “Terceira Via”, o presidente americano incentivou o multilateralismo nas relações internacionais e desenvolveu o projeto de criação de uma área de livre-comércio para o Hemisfério, a ALCA.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A sucessão de Bill Clinton, com a derrota do então vice-presidente Al Gore no Colégio Eleitoral – apesar da maioria de votos obtidos nas urnas -, conduziu à Casa Branca o republicano George Walker Bush, em 2001</span><span style="font-size: 120%; font-family: Tahoma">.<br />
</span></p>
<p><strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">REDEMOCRATIZAÇÃO</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Descendo pelo mapa do Continente, a América Latina viveu um período de redemocratização em diversos países durante a década dos 1980. No Brasil, o presidente José Sarney exerceu seu mandato como ‘presidente da transição’. Foi indicado por um Colégio Eleitoral formado pelo Parlamento, como vice-presidente na chapa de Tancredo Neves, apoiada pelo PMDB e pela Frente Liberal (dissidência do PDS, partido de sustentação ao governo militar e sucessor da ARENA).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="collor-juan-carlos.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/collor-juan-carlos.jpg"><img title="collor-juan-carlos.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/collor-juan-carlos.jpg" alt="collor-juan-carlos.jpg" vspace="3" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">As primeiras eleições diretas no Brasil ocorreram, todavia, somente em 1989, e conduziram Fernando Collor de Mello ao Palácio do Planalto. Collor implementou medidas liberalizantes na economia – abertura do mercado para investimentos estrangeiros, modernização do parque industrial, reforma administrativa e iníciou do processo de privatização de grandes empresas estatais -, malgrado tenha experimentado um plano heterodoxo para contenção da hiperinflação. Sem gozar de apoio da maioria no Parlamento, o seu mandato foi abreviado por um processo de <em>impeachment</em>, originado na malversação de recursos da campanha eleitoral.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Durante o governo de Itamar Franco &#8211; que chegou ao Planalto em decorrência do impedimento imposto a Fernando Collor -, foi dado prosseguimento ao programa de privatizações em curso. Nomeado para o ministério da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso implantou o Plano Real que, depois de diversas tentativas heterodoxas de contenção da inflação, conseguiu manter os preços através da adoção de uma âncora cambial (URV). O Plano Real foi severamente criticado pelos líderes oposicionistas Leonel Brizola, do PDT, e Luis Inácio Lula da Silva, do PT. Durante o período de Ciro Gomes no ministério da Fazenda, as taxas de importação foram reduzidas, como medida preventiva diante da tentativa de elevação desmesurada de preços ensaiada por setores conservadores da indústria nacional.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="fhc_clinton.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/fhc_clinton.jpg"><img title="fhc_clinton.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/fhc_clinton.jpg" alt="fhc_clinton.jpg" hspace="10" vspace="3" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Com o sucesso do Plano Real, Fernando Henrique Cardoso foi eleito e reeleito para a presidência da República nas eleições de 1994 e 1998, pela coligação PSDB-PFL. Durante o primeiro mandato, o presidente Cardoso prosseguiu com reformas liberalizantes da economia, através das privatizações, iniciadas nos governos anteriores. Na política externa, elevou o conceito do País diante da comunidade internacional, tornando o Brasil um interlocutor de relevância nas cúpulas mundiais.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Após receber continuadas críticas, inclusive de aliados à esquerda no espectro político nacional &#8211; que o chamavam, pejorativamente, de “neoliberal” -, Fernando Henrique Cardoso marcou o segundo mandato através da maior valorização das instituições estatais, sobretudo, na área fiscal &#8211; através da elevação de de impostos &#8211; e brecou o programa de privatizações. Enfrentou diversas crises internacionais que interferiram negativamente na economia doméstica, causando uma uma brutal desvalorização da moeda. O segundo mandato do presidente Cardoso também foi marcado por uma grave crise no setor energético.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="carlos-menem-y-domingo-cavallo.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/carlos-menem-y-domingo-cavallo.jpg"><img class="alignright" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="carlos-menem-y-domingo-cavallo.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/carlos-menem-y-domingo-cavallo.jpg" alt="carlos-menem-y-domingo-cavallo.jpg" hspace="10" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na Argentina, em 1983, foi eleito Raúl Alfonsin, pela UCR (União Cívica Radical), após um ciclo militar que durou dez anos. Cinco meses antes do encerramento de seu mandato, renunciou em decorrência de grave crise hiperinflacionária. Seu sucessor, o justicialista Carlos Saúl Menem, que governou entre 1989 e 1999, empreendeu reformas liberalizantes na economia. O governo Menem foi marcado pelas privatizações de canais televisivos e das maiores empresas nacionais que estavam sob controle do estado, entre elas, a Yacimientos Petrolíferos Fiscales y Gas del Estado. Desregulou a economia e estabeleceu a liberdade de preços. Durante a gestão de Domingo Cavallo no ministério da Economia, criou a <em>Ley de Convertibilidad</em> &#8211; um peso um dólar &#8211; cuja aplicação se prolongou até a crise de 2001/2002.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">No Paraguai, em 1989 encerrou-se o longo ciclo de 35 anos da ditadura de Alfredo Strössner no poder, com a eleição de Andrés Rodríguez. Na Bolívia, em 1982 Siles Zuazo fez a transição do país para a democracia. Em 1984, o líder Colorado, Julio María Sanguinetti ganhou a presidência do Uruguai. Implementou reformas econômicas e consolidou a democracia depois dos anos nos quais o país esteve dominado pela repressão militar.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A redemocratização no Chile ocorreu depois de um plebiscito popular, em 1988, que perguntava ao povo se desejava ou não a continuidade do governo de Augusto Pinochet (1973-1990). Com uma apertada vitória do “não” à consulta (54,6%), em 1989, elegeu-se para o período conhecido como “de transição” Patrício Aylwin, pela coligação entre democratas-cristãos, progressistas e socialistas, chamada de <em>Concertación de Partidos por la Democracia</em>.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="ricardo-lagos.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/ricardo-lagos.jpg"><img title="ricardo-lagos.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/ricardo-lagos.jpg" alt="ricardo-lagos.jpg" vspace="3" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A <em>Concertación</em> venceu todas as eleições seguintes: em 1994, com o democrata-cristão Eduardo Frei e, em 2000, com o socialista Ricardo Lagos². Apesar de integrar a ala esquerda da coligação partidária, Lagos ampliou a política econômica liberal herdada do governo Pinochet &#8211; mantida pelos governos que o antecederam. Lagos aprofundou o sistema de concessões ao setor privado para a realização de obras públicas (equivalente chileno às PPP – Parcerias Público-Privadas -, brasileiras) e assinou tratados de livre comércio com os Estados Unidos, União Européia, China e Coréia do Sul.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Após 12 anos de governo militar, em 1981, Belaúnde Terry elegeu-se presidente, retornando ao cargo que já tinha exercido durante a década dos 1960, no Peru. Em 1985, passou a presidência ao seu sucessor, Alan García (1985 e 1990), que levou a APRA³ , <em>Alianza Popular Revolucionaria Americana</em> &#8211; uma organização de inspiração socialista &#8211; pela primeira vez ao poder. A política econômica de García foi caracterizada pela estatização de bancos, moratória da dívida e emissão de moeda para investimento estatal. O resultado da empreitada foi mergulhar o país em uma grave crise.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="alberto_fujimori.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/alberto_fujimori.jpg"><img title="alberto_fujimori.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/alberto_fujimori.jpg" alt="alberto_fujimori.jpg" hspace="10" vspace="3" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em 1990, com a chegada de Alberto Fujimori à presidência, o Peru iniciou uma grande batalha contra a corrupção, eliminou as guerrilhas – Sendero Luminoso (maoísta) e Tupac Amarú (marxista) -, e implementou reformas liberais. Com o sucesso das empreitadas, Fujimori foi reconduzido ao cargo em 1995. Ao tentar um terceiro governo, teve de renunciar quatro meses após a sua posse, devido a escândalos de corrupção, que o levaram a fugir do país. O governo de Alejandro Toledo (2001-2006) se caracterizou pelo retorno à estabilidade política, tendo permitido um razoável crescimento econômico através da manutenção de práticas econômicas liberais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="vicente-fox.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/vicente-fox.jpg"><img title="vicente-fox.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/vicente-fox.jpg" alt="vicente-fox.jpg" vspace="2" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O chamado “milagre econômico mexicano” ou <em>desarollo estabilizador</em> ocorreu entre 1958 e 1970, quando o modelo de substituição de importações não mais se adequava às necessidades do país. No período, contudo, também ocorreram protestos e pedidos por liberdade e direitos civis. Somente no ano 2000, o México viveu pela primeira vez, depois de 71 anos, a alternância política quando uma aliança do <em>Partido Acción Nacional </em>e <em>Verde Ecologista </em>derrotou o PRI <em>(Partido Revolucionario Institucional)</em>, conduzindo Vicente Fox, com uma plataforma liberal, à presidência.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na Nicarágua foram realizadas as primeiras eleições democráticas pluripartidárias em 1990, elegendo à presidência Violeta Chamorro, através da UNO, <em>Unión Nacional Opositora, </em>formada por 14 partidos – 4 conservadores, 7 centristas-liberais e 3 esquerdistas -, substituindo Daniel Ortega, líder marxista da FSLN <em>(Frente Sandinista de Libertación Nacional), </em>no poder desde 1979.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>TERCEIRO MILÊNIO</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em>Depois de percorrer as diversas fases da <strong>história das ideologias políticas</strong> e de suas representações partidárias, pode-se melhor compreender o panorama político mundial dos dias atuais.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Depois de uma apertadíssima vitória nas eleições gerais da Alemanha, em 2005, na qual os democratas-cristãos (CDU/CSU) obtiveram 35,2% das preferências contra 34,2% dos social-democratas (SPD), a chanceler Angela Merkel governa atualmente sob a chamada “grande coalizão”, que reúne os dois partidos tradicionalmente opostos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="angela_merkel.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/angela_merkel.jpg"><img title="angela_merkel.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/angela_merkel.jpg" alt="angela_merkel.jpg" vspace="2" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Os votos dos partidos CDU/CSU e FDP (democrata-liberais) somados não permitiu a formação de maioria necessária no<em> Bundestag</em> (parlamento alemão) para que se estabelecesse a tradicional coalizão de centro-direita. Além disso, a soma dos percentuais de votos conferidos aos social-democratas e aos verdes (que sustentaram o governo de Gerhard Schröder) foi superior. Para formar um gabinete, tentou-se ainda uma coalizão que reuniria democratas-cristãos, liberais e verdes (apelidada “Jamaica”, dada a semelhança entre o colorido da bandeira do país caribenho e as cores dos partidos alemães envolvidos). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Após um longo período de negociações, apelidado de “Rodada dos Elefantes” (por se tratar dos dois grandes partidos), montou-se o gabinete formado pela centro-direita e pela centro-esquerda alemãs, elevando Angela Merkel (CDU) ao posto de chanceler e Franz Münterfering (SPD) ao de vice.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Os acordos firmados entre essas duas correntes partidárias &#8211; envolvendo as políticas interna, externa, fiscal e trabalhista -, refletem a extraordinária aproximação entre os pensamentos políticos que, em outras épocas, pareciam inconciliáveis.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O Reino Unido experimenta &#8211; após dez anos de governo Blair e da instituição da Terceira Via -, uma forte aproximação das práticas políticas, à semelhança do que ocorre atualmente na Alemanha. Não chega a formar nenhuma &#8220;grande coalizão&#8221;, mas a direita (Tory Party) e a esquerda (Labour Party) assemelham-se na forma de lidar com a administração pública e conduzir a economia. Gordon Brown, que chegou a <em>10 Downing Street</em> em junho de 2007, não repete, contudo, o alinhamento pleno aos Estados Unidos nas questões da política externa &#8211; concernentes ao Oriente Médio e ao Iraque -, como o fez o seu antecessor. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="nicolas-sarkozy.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/nicolas-sarkozy.jpg"><img title="nicolas-sarkozy.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/nicolas-sarkozy.jpg" alt="nicolas-sarkozy.jpg" hspace="10" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na França, onde o <em>welfare state,</em> o sindicalismo e a burocracia ainda exercem larga influência nas relações sócio-econômicas do país, uma &#8220;nova direita&#8221;, voltada para a conciliação entre o liberalismo econômico e as questões sociais, encontra espaço com Nicolas Sarkozy à frente do Élisée, desde maio de 2007. A principal razão pela derrota dos socialistas nas últimas eleições é creditada a uma não atualização do programa da esquerda, no sentido da mordenização do estado francês. Durante os debates eleitorais, a candidata Ségolène Royal indicava que seu eventual governo ampliaria o déficit público e a interferência do estado na economia. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A três dias das eleições gerais de 2004 na Espanha, ocorreram os atentados terroristas que ficaram conhecidos como 11-M, nos quais morreram 191 pessoas. Os ataques foram atribuídos, pelo primeiro-ministro José María Aznar, do PP (Partido Popular), com toda a convicção, ao ETA &#8211; o grupo separatista basco. Descobriu-se, contudo, que foram promovidos por terroristas islâmicos, como protesto pela presença de tropas espanholas no Iraque.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O grave equívoco de Aznar e o seu posicionamento favorável à invasão do Iraque pelos Estados Unidos deram a vitória ao candidato do PSOE, José Luis Rodríguez Zapatero. Uma das primeiras medidas de Zapatero, conforme compromisso de campanha, foi a retirada das tropas espanholas do Iraque. Aprovou a lei que permite a união civil entre homossexuais e tem privilegiado políticas sociais. Seguindo a linha atual da social-democracia européia, assimilou práticas econômicas liberais como a defesa de superávit nas contas públicas.</span></p>
<p style="text-align: center;"><a title="01_sec21.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/01_sec21.jpg"><img class="aligncenter" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/01_sec21.jpg" alt="01_sec21.jpg" /></a></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>DOUTRINA BUSH</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Distintamente do fenômeno de aproximação entre esquerdas e direitas políticas na Europa, o governo de George Bush (Partido Republicano), nos Estados Unidos, assumiu um caráter demasiado conservador, tanto no âmbito social quanto em questões de abrangência econômica.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="george-w-bush.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/george-w-bush.jpg"><img title="george-w-bush.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/george-w-bush.jpg" alt="george-w-bush.jpg" hspace="10" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Bush privilegia intensamente o pensamento religioso cristão. Defende o ensino do criacionismo (em oposição ao darwinismo) nas escolas públicas, proíbe a manipulação de células-tronco humanas na pesquisa científica, é contrário à união civil de pessoas do mesmo sexo e condena radicalmente o direito ao aborto.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Nas relações internacionais os Estados Unidos adotam a chamada <em>Doctrine Bush</em>, que reúne princípios e métodos para &#8220;proteger&#8221; os EUA depois dos atentados do 11 de setembro de 2001. A doutrina Bush visa a consolidar a hegemonia americana no mundo e perpetuá-la indefinidamente.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Durante a era Reagan (1981-1989), o planeta ainda vivia sob a ameaça de transformar a Guerra Fria em guerra <em>de facto</em>. Os Estados Unidos, como potência ocidental, e &#8220;protetora&#8221; do mundo democrático, estabeleciam o contraponto ao sistema soviético.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O governo republicano de George Bush defende teses que partem do pressuposto de que a &#8220;única&#8221; superpotência global (sistema de forças <strong>unipolar</strong>), teria hoje o papel de proteger o mundo &#8220;civilizado&#8221; dos terroristas, que planejam ataques &#8220;iminentes&#8221; com armas de destruição em massa.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Atribui-se ao ex-assessor da Casa Branca, Karl Rove, ao vice-presidente, Dick Cheney, ao ex-secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, à secretária de Estado, Condoleezza Rice e ao ex-subsecretário de Defesa, Paul Wolfowitz, a qualidade de principais estrategistas da Doutrina Bush.</span></p>
<p><a title="doctrine-bush-rove-rice-cheney-rumsfeld-wolfowitz.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/doctrine-bush-rove-rice-cheney-rumsfeld-wolfowitz.jpg"><img src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/doctrine-bush-rove-rice-cheney-rumsfeld-wolfowitz.jpg" alt="doctrine-bush-rove-rice-cheney-rumsfeld-wolfowitz.jpg" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A globalização liberal, o multilateralismo nas relações internacionais, a integração econômica das Américas (através da Alca), a importância das Nações Unidas, organismos e convenções multilaterais (OMC, &#8216;Protocolo de Kyoto sobre Mudanças Climáticas&#8217;, &#8216;Conferência da ONU Contra o Racismo&#8217;) e a política de paz no Oriente Médio, foram colocados em segundo plano sob a administração Bush. Essa política, todavia, começou a mostrar sinais de enfraquecimento com a saída de Rumsfeld, Wolfowitz e, mais recentemente, de Karl Rove do governo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Até no próprio Partido Republicano, diversos candidatos</span>¹¹ <span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">à sucessão presidencial em 2008 já manifestam o desejo de romper com a Doutrina Bush e retomar os ideais liberais e multilateralistas, que estavam em curso desde o governo de Bill Clinton.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>AMÉRICA LATINA</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na última década do século 20, após a restauração democrática, muitos países latino-americanos experimentaram a aplicação de teses liberais. Nações que praticavam reserva de mercado abriram-se para o comércio internacional. Empresas estatais foram vendidas para o setor privado, inclusive com a participação do capital estrangeiro. Parques industriais foram modernizados e barreiras alfandegárias foram reduzidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Apesar dos muitos avanços, o enorme abismo que separa ricos e pobres diminuiu aquém das expectativas. Isso permitiu que novos governantes fossem eleitos sob plataformas nacionalistas, fazendo ressurgir o modelo dos combalidos regimes militares e das experiências socialistas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="esquerda-latino-americana.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/esquerda-latino-americana.jpg"><img title="esquerda-latino-americana.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/esquerda-latino-americana.jpg" alt="esquerda-latino-americana.jpg" vspace="4" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> A radicalização acabou ganhando corpo e colocou em um dos lados da contenda ideológica o líder venezuelano Hugo Cháves; e de outro, o modelo de economia liberal chileno. No meio dessa oposição de valores, destaca-se o brasileiro Luis Inácio Lula da Silva.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Leia a continuação desse tópico, &#8220;América Latina&#8221; em &#8220;<strong>Partidos Políticos e Ideologias &#8211; ÚLTIMA PARTE&#8221;</strong>. Faremos uma detalhada análise dos cenários latino-americano e brasileiro atuais. Esperamos publicar o texto que encerrará a série na próxima semana.</span></em></p>
<hr /> </p>
<div><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><br />
NOTAS</span></div>
<p><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"></p>
<p style="text-align: justify;">¹ Os Grupos Antiterroristas de Libertação (GAL) foram agrupações que praticaram o terrorismo de estado durante a década dos 1980. Foram criados e dirigidos por altos funcionários do ministério do Interior da Espanha, então dirigido pelo governo do PSOE do presidente Felipe González.</p>
<p style="text-align: justify;">² Ricardo Lagos foi nomeado durante o governo de Eduardo Frei como integrante do Comitê de Doze Membros Distintos da Internacional Socialista, onde divide com personalidades com Felipe González e Gro Harlem Brundtland a tarefa de elaborar propostas para a renovação do pensamento social-democrata para o século XXI.</p>
<p style="text-align: justify;">³ O programa da APRA, nas suas origens, visava a criação de uma &#8220;Frente Única Latino-americana&#8221;, conforme designio de seu fundador, Haya de la Torre, e continha cinco preceitos basicos: 1. ação contra o &#8216;imperialismo&#8217;; 2. unidade política da América Latina; 3. nacionalização das terras e das indústrias; 4. internacionalização do Canal de Panamá; 5. solidariedade com todos os povos e classes oprimidos do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">¹¹ Os potenciais candidatos à sucessão de George Bush, pelo Partido Republicano, são: o senador pelo Arizona John McCain; o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani; o vice-presidente Dick Cheney; o ex-senador pelo Tennessee e veterano ator de Hollywood Fred Thompson; a secretária de Estado Condoleezza Rice; e o ex-governador de Massachusetts, o mórmon Mitt Romney. Do lado Democrata, despontam a senadora por Nova York Hillary Clinton; o senador por Illinois Barack Obama; e o governador do Novo México Bill Richardson. Ao deixar o Partido Republicano, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, abriu caminho para sair como candidato independente nas eleições, apesar de suas negativas.</p>
<p> </p>
<p></span></p>
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