Posts Tagged Barack Obama

Breve giro pelo mundo

aroundInauguramos uma nova coluna apresentando comentários e opinões a cerca de assuntos de interesse global. Resgatamos o formato da antiga coluna WEEKLY NEWS, que foi publicada até 2008, e inserimos algumas alterações que julgamos úteis. Os temas são variados e abordam fatos e notícias recentes, do Brasil e do mundo. Os blocos são de leitura rápida e os respectivos títulos são objetivos, permitindo ao visitante uma fácil localização do conteúdo de seu interesse. A novidade mais relevante são informações geopolíticas e estatísticas constantes abaixo dos blocos. Ao lado das bandeiras dos países constam: nome da capital, população, idioma oficial, posição no ranking do IDH, PIB per capita, nomes dos governantes etc. As estatísticas são atualizadas e têm como fontes, principalmente, o World Economic Outlook (FMI), o World Factbook (CIA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).


 

IRÃ
iran women = menApesar de todos os protestos contra a maior fraude eleitoral dos últimos anos, provavelmente, o mundo não se livrará tão logo de Mahmoud Ahmadinejad. Não há dúvidas de que o Irã possuiria o mesmo direito de fazer uso de tecnologia nuclear para produção de energia, como qualquer outro país civilizado do planeta. Mas isso só seria viável se não fosse controlado por uma ditadura de fanáticos religiosos, os chamados líderes supremos, e por um louco, o presidente Ahmadinejad. Somente uma reforma liberal – que prioritariamente separasse o estado da religião – permitiria ao povo iraniano a inserção do país num mundo civilizado.
IranCapital: Tehran / População: 66,5 milhões / Idioma: farsi ou persa / IDH: 84º / PIB per capita: US$ 12,800 / Chefe de Estado: Ali Khamenei, Líder Supremo (desde jun. 1989) – Chefe de Governo: Mahmoud Ahmadinejad, Presidente (desde ago. 2005).

 

G-8 NA ITÁLIA
A primeira reunião de cúpula do G-8 que teve a participação de Barack Obama, em L’Aquila, na Itália, demonstrou uma radical mudança de atitude por parte do governo americano no que concerne à preocupação com o meio ambiente. Já se pode prever que China, Índia e Brasil deverão assumir o lugar, anteriormente reservado aos Estados Unidos, de maiores opositores em relação aos controles e limites de emissão de agentes poluentes que se pretendem estabelecer nos futuros acordos internacionais.
O G-8 é integrado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia.
ita ITÁLIA – Capital: Roma / População: 58,1 milhões / Idioma: italiano / IDH: 19º / PIB per capita: US$ 31,100 / Chefe de Estado: Presidente Giorgio Napolitano – Chefe de Governo: Primeiro Ministro Silvio Berlusconi (desde mai. 2008).

OBAMA NA ÁFRICA
Barack Obama escolheu Gana como destino de sua primeira viagem, na presidência dos Estados Unidos, à África, por uma razão nobre: é um dos poucos países subsaarianos com “certa” tradição democrática. Durante sua fala, em Accra, capital do país, Obama destacou: “para construir um futuro próspero, a África precisa lançar-se contra a corrupção e a tirania, e assim livrar-se da pobreza e das doenças”. Pode parecer óbvio, mas pratica-se justamente o contrário na maioria dos países do continente. Nenhuma ajuda externa será suficiente enquanto os países africanos forem governados por tiranos corruptos.
GhanaGANA – Capital: Accra / População: 23,8 milhões / Idioma oficial: inglês / IDH: 142º / PIB per capita: US$ 1,500 / Presidente: John Evans Atta Mills (desde jan. 2009).

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GOLPE EM HONDURAS
É extremamente difícil opinar a cerca da atual situação desse pequeno país da América Central. Como defensores da democracia, não nos cabe jamais sustentar um golpe de estado. Por outro lado, também não podemos apoiar o presidente deposto, Manuel Zelaia, que pretendia se perpetuar no poder, contrariando a constituição, o parlamento, o judiciário e o exército. Honduras, ao lado de Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador, Nicarágua e Dominica, integra a ALBA (Alternativa Bolivariana para as Américas) – iniciativa do idiota latino-americano Hugo Chávez.
HondurasCapital: Tegucigalpa / População: 7,8 milhões / IDH: 115º / PIB per capita: US$ 4,400 / – Chefe de Governo: Presidente Mahmoud Ahmadinejad (desde ago. 2005).

 

EQUADOR E AS FARC
Se alguém duvidava das estreitas relações entre alguns governos latino-americanos e as FARC, depois da divulgação do vídeo, no qual o comandante da organização, conhecido como Mono Jojoy, aparece confessando ter dado ajuda financeira à campanha eleitoral do presidente do Equador, Rafael Correa, agora não há mais como negar. Mesmo assim, Correa se dirigiu ironicamente à população de seu país como “terrorista internacional financiado pelas FARC”, em pronunciamento transmitido pela televisão, naturalmente negando qualquer vínculo.
Ecuador Capital: Quito / População: 14,6 milhões / Idioma oficial: espanhol / IDH: 72º / PIB per capita: US$ 7,500 / Presidente: Rafael Correa (desde jan. 2007).
  

BRASIL
CPI DA PETROSSAURO

petrossauro-4Como todas as demais Comissões Parlamentares de Inquérito que já ocorreram durante o governo do presidente Lula da Silva, a CPI da Petrossauro certamente acabará em pizza. Aliás, essa aí já começou em pizza desde que foram indicados os seus integrantes. O governo ficou com a presidência e a relatoria. Para a oposição sobraram três vagas. O pavor inicial do governo, portanto, não se justifica. Afinal, numa empresa estatal tão correta e moderna, não haveria mesmo nada que temer …
braCapital: Brasília / População: 191,5 milhões / Idioma oficial: português / IDH: 70º / PIB per capita: US$ 10,100 / Presidente: Luiz Inácio Lula da Silva (desde jan. 2003).

MEIO AMBIENTE
LIXO DO REINO UNIDO

Causa imensa repulsa a exportação de lixo do Reino Unido, seja para o Brasil ou para qualquer outra parte do mundo. Todavia, poderíamos aproveitar a chance para realizar uma proposta de câmbio aos britânicos. Aceitaríamos o lixo doméstico em troca do “excremento brasiliense”, ou seja, contêineres repletos de políticos brasileiros.
gbrCapital: Londres / População: 61,1 milhões / Idioma oficial: inglês / IDH: 21º / PIB per capita: US$ 36,600 / Primeiro Ministro: James Gordon Brown (desde jun. 2007).

Lixo do Reino Unido

ECONOMIA
CRISE MUNDIAL

Não é possível afirmar que a crise global esteja plenamente superada. As economias dos Estados Unidos, da União Europeia e do Japão ainda atravessam dificuldades apesar da recuperação de diversos setores. Mas é possível vislumbrar dias muito melhores em futuro breve. E já há apostas em considerável crescimento econômico mundial em 2010.
EUA + UE + JAPÃO = 62% do PIB nominal mundial (IMF, World Economic Outlook, 2008).

Jenson Button & Jessica MichibataESPORTE
FORMULA 1

Apesar da distancia de mais de 21 pontos que separa o líder do campeonato Jenson Button do 2º colocado, Sebastian Vettel, a atual competição parece ter chances de se equilibrar. Por outro lado, uma vitória de Barrichello – que no início do campeonato parecia bastante provável –, agora será muito mais uma surpresa, caso ainda aconteça. Além de estar em primeiro lugar no capeonato de Fórmula 1, Button parece estar vencendo também a disputa de mais bela namorada, entre os pilotos.
PS. Mariana Becker ou qualquer outra pessoa que tenha contato com Galvão Bueno poderia gentilmente informá-lo de que o líder do campeonato se chama Jenson e não Jayson?!

CIDADES
OBRAS EM SÃO PAULO

Um dos maiores problemas de São Paulo são os congestionamentos no trânsito, principalmente nas Marginais Tietê e Pinheiros. Com o andamento das obras do anel rodoviário – que já deveriam estar prontas há mais de 50 anos – e com a finalização das reformas nas Marginais, os paulistanos talvez encontrem maior alívio para a mais catastrófica perda de tempo na vida de um cidadão: ficar parado, diariamente e durante horas, no trânsito. O término das obras nas Marginais foi prometido para o primeiro semestre de 2010. Considerando o fato de haver eleições no próximo ano, é possível acreditar na promessa. A parceria entre o governador José Serra (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM) tem sido bastante satisfatória para o município.
brasão cidade são pauloSão Paulo é a 6ª maior cidade do mundo em habitantes, atrás de Mumbai, Shanghai, Karachi, Nova Delhi e Istanbul. População: 11,2 milhões* / IDH: 0,84 elevado (2000) / PIB per capita: US$ 25,675 (2008) / Prefeito Gilberto Kassab, DEM (desde mar. 2006). * Secretaria Municipal de Planejamento

 

transito_sulamericaPRESTAÇÃO DE SERVIÇO
Por enquanto, a melhor solução para fugir dos engarrafamentos em São Paulo tem sido sintonizar a rádio Sul América Trânsito, imediatamente ao entrar no carro, e escolher o trajeto “menos pior”. A propaganda que estou realizando ao incluir este breve texto no blog é totalmente gratuita - e serve como depoimento de alguém que faz uso diário deste ótimo serviço.  
A frota na cidade de São Paulo atingiu 6,2 milhões de veículos, ou seja, mais de um para cada dois habitantes. A capital paulista registrou 293 km de congestionamento – recorde histórico – no último dia 10 de junho, véspera de feriado religioso.

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Obama: o começo da história

Barack Obama

Antes que se definissem nas eleições primárias os nomes dos candidatos que concorreriam por cada um dos dois grandes partidos americanos – o Democrata e o Republicano – à sucessão de George W. Bush, apoiamos o lançamento do nome de Al Gore.

O ex-vice-presidente no governo de Bill Clinton, Al Gore, foi aquele que venceu as eleições presidenciais nas urnas, em 2000, contra George Bush, mas perdeu a disputa nos tribunais do estado da Flórida, governado na época por Jeff Bush, irmão do candidato republicano.

Gore não entrou na corrida presidencial em 2008. Todavia, apresentaram-se à sucessão em Washington alguns nomes interessantes e de competência reconhecida.

Do lado republicano, Rudolph Giulianni, ex-prefeito de Nova York, e John McCain, senador pelo estado do Arizona. Apesar de pertencerem ao mesmo partido do presidente, esses dois nomes expressavam oposição a diversas políticas do governo Bush.

Entre os democratas, Hillary Clinton e Barack Obama travaram uma disputa acirradíssima durante a campanha pelas eleições primárias, encerrada somente no final do processo de escolha do candidato partidário.

McCain foi o escolhido pelos republicanos. Contra ele, Obama venceu a eleição presidencial de 2008, pelo Partido Democrata.

No texto a seguir, apresentamos algumas conclusões que já se podem tirar, após decorridos os primeiros meses do mandato do 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Casa Branca.


marcus-mayer.com

mm150x187O começo de uma nova história
por Marcus Mayer
exclusivo para o Blog | Quinta-feira, 16 de abril de 2009

 

Friedrich Hegel, um dos grandes filósofos do século 19, foi o precursor de uma teoria denominada “o fim da história”, que caracterizaria um processo de mudança no qual a humanidade atingiria um equilíbrio, representado pela ascensão do liberalismo e da igualdade jurídica. No final do século XX, Francis Fukuyama resgatou a teoria no contexto de sua obra “O fim da história e o último homem” (1992), na qual retrata, de Platão a Nietzsche, passando por Kant e pelo próprio Hegel, os fundamentos de uma teoria na qual o capitalismo e a democracia liberal constituiriam o ápice final de um processo histórico.

Para Fukuyama, após a destruição do fascismo e do socialismo, a humanidade teria atingido o ponto culminante de sua evolução com o triunfo da democracia liberal ocidental sobre todos os demais sistemas e ideologias concorrentes. Restariam apenas vestígios de nacionalismos e o fundamentalismo islâmico ficaria restrito a países periféricos.

Sob uma outra óptica, Samuel Huntington propôs em sua obra, “O choque de civilizações e a reconstrução da ordem mundial” (1996), em oposição a Fukuyama, uma teoria segundo a qual as identidades culturais e religiosas dos povos se tornariam a principal fonte de conflito no mundo pós-Guerra Fria. Em sua tese, afirmava que os grandes conflitos no futuro teriam como eixo principal critérios culturais. Para Huntington, a história não teria terminado.

A eleição de Barack Hussein Obama para a presidência dos Estados Unidos, talvez, represente o início de um novo processo histórico. Preceitos políticos e econômicos, que influenciam toda a sociedade mundial, poderão encontrar novos fundamentos.

O primeiro sinal que aponta para o começo de uma “nova história” é a forma pela qual Obama enfrenta a crise econômica. Por maiores que sejam as intervenções governamentais e os aportes de dinheiro público no setor privado, distintamente da estratégia para combater a crise dos anos 1930, o protecionismo de mercado é a arma descartada de antemão.

Durante a recente cúpula do G20, em Londres, democratas americanos, trabalhistas ingleses e liberais, alemães e franceses, representados respectivamente pelos chefes de estado, dos Estados Unidos, Barack Obama, do Reino Unido, Gordon Brown, da França, Nicolas Sarkozy, e da Alemanha, Angela Merkel, concordaram em manter estímulos ao livre comércio. A interferência estatal sobre empresas em dificuldades só deverá ser exercida quando o risco de aprofundamento na crise e o consequente desemprego em massa buscar por esta solução.

obama_g20

Internamente, por maior que seja a oposição conservadora ao governo de Obama, republicanos e democratas já não discordam radicalmente, como ocorreu em outros tempos. Principalmente, no que concerne ao grau de liberdade econômica que deve ser oferecido ao mercado. Do lado republicano, reconhecem-se alguns exageros na falta de controles e regulamentações, sobretudo, na área do mercado de capitais. Entre os democratas, não há entusiasmo pela criação de reservas de mercado ou qualquer tipo de estatização de empresas privadas.

O liberalismo econômico é reconhecido como meio eficaz e justo para o alcance do desenvolvimento social dos povos. O livre comércio, como uma das principais consequências da globalização, permitiu a um número extraordinário de cidadãos, principalmente nos países menos desenvolvidos, ultrapassar a linha da pobreza.

Contudo, a distribuição de riquezas não tem ocorrido de forma equânime. Enquanto pobres conseguiram avançar modesta e lentamente, ricos se tornaram muito mais ricos, num prazo exíguo. Essas são distorções que competem aos governos resolver. Abrir mão de impostos e reduzir barreiras comerciais são as melhores soluções. Acabar com subsídios agrícolas e todo tipo de protecionismo de mercado também permitirá grandes avanços, sobretudo, para que nações pobres tenham acesso aos mercados dos países mais desenvolvidos.

No cenário internacional, sobretudo, no que concerne às relações entre os Estados Unidos e os governos com os quais existem profundas diferenças, como nos casos de Cuba e do Irã, o presidente Obama acena com nítidas mudanças. Naturalmente, a vontade de melhorar o relacionamento entre os países depende da boa vontade das duas partes.

Os primeiros sinais para colocar fim ao embargo econômico imposto à ditadura cubana já foram dados. As viagens para a ilha foram totalmente liberadas, tal qual as remessas de dinheiro enviadas por residentes nos Estados Unidos aos seus parentes em Cuba. Até Fidel Castro já se manifestou favorável ao início de conversações. As chances de cubanos reconquistarem a liberdade e seus direitos democráticos tornam a ser reais. 

O caso do Irã é mais difícil. Enquanto os Estados Unidos já não são mais governados por representantes do ultraconservadorismo cristão, o Irã ainda caminha pelos trilhos do fundamentalismo islâmico. Espera-se que as próximas eleições presidenciais iranianas apontem para o abrandamento do regime.

A estratégia de combate ao terrorismo também mudou de foco. Enquanto o governo anterior desperdiçou recursos de todos os tipos no Iraque, Obama pretende ir atrás de terroristas da Al-Qaeda onde realmente se encontram, ou seja, na divisa entre o Paquistão e o Afeganistão.  

O conflito palestino-israelense será, certamente, o maior desafio para a Secretária de estado, Hillary Clinton. A vitória dos conservadores em Israel, liderados por Benjamin Netanyahu e a coligação com o partido de Avigdor Lieberman, que sustentará o seu gabinete, é péssimo indicador para a busca pela paz na região.  

Nesse curto período sob o governo Obama, foi, todavia, no campo das ciências que ocorreu a mais importante mudança interna, com reflexos para toda a humanidade. A lei que impedia o financiamento público para pesquisas com células-tronco embrionárias foi revogada, já nas primeiras semanas do novo governo.

Espera-se que, sob a nova administração democrata em Washington, as crianças americanas resgatem o pleno direito de aprender ciências nas escolas e que o ensino de crenças, sejam elas quais forem, fique restrito às instituições religiosas e às igrejas.

A mesma esperança é depositada em relação à atitude americana frente ao problema do aquecimento global. O liberalismo saberá encontrar regras que permitirão dar continuidade ao desenvolvimento econômico, porém, diminuindo os danos que o progresso imprime ao meio ambiente.

Depois dos oito desastrosos anos de unilateralismo, imposto pela doutrina Bush na Casa Branca, os Estados Unidos voltam a ser vistos como parceiros confiáveis e por meio de um olhar de admiração, e não de rejeição. O país de Barack Obama resgata o respeito que sempre mereceu.

Os valores democráticos e liberais tornam a servir de exemplo para a humanidade, respeitando-se as culturas e as religiões de outros povos. A preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável retornam à pauta, com mais força que antes. Começa uma nova história.

Clash of Civilizations

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O retorno do multilateralismo

obama

O mundo será diferente a partir de hoje. Com a posse do primeiro presidente americano de origem africana, Barack Hussein Obama, as esperanças por um mundo melhor encontram mais chances de se transformarem em realidade. 

A Queda do Muro de Berlim, no final do século passado, abriu caminho para o multilateralismo. A derrota de Al Gore em 1999 e os atentados do 11 de Setembro imprimiram à humanidade um período nebuloso, durante os oito anos do governo de George W. Bush. O unilateralismo americano colocou as Nações Unidas em segundo plano e a imagem internacional do país chegou ao fundo do poço.

Não só os Estados Unidos, mas o mundo todo viveu hoje um grande dia. A famosa frase de Martin Luther King, “I have a dream”, deixou de representar uma utopia para descrever a realidade do presente.

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Futuro promissor da administração Obama

obama-hillary.jpgExcelente foi a escolha da senadora Hillary Clinton como Secretária de Estado para o futuro governo de Barack Obama. Durante a campanha eleitoral, sempre acreditei muito mais na soma do que na divisão das qualidades dos dois candidatos do Partido Democrata, como ideal para os Estados Unidos e o mundo. Naturalmente, a regra do jogo não permite votar em dois candidatos, implicando sempre a escolha de um ou de outro.

Diante da decisão, Mr. Obama demonstra mais uma grandeza: sua isenção de rancores. Muito mais para os expectadores que para os próprios protagonistas da disputa, os embates travados durante a campanha eleitoral foram contundentes. Transferem-se, todavia, para um remanso do passado recente, que deverá logo ser esquecido.

Apresenta-se assim, hoje, a chance de vislumbrar ocupando os dois cargos mais importantes do governo americano, os personagens que protagonizaram campanhas que clamaram por mudanças. Elas já estão acontecendo: a primeira, é constatar que um descendente direto de negros quenianos ocupará a Casa Branca; e agora, ao seu lado, sua ex-adversária eleitoral – que poderia ter se tornado a primeira mulher a governar os Estados Unidos –, no segundo cargo mais importante de sua administração.

Cheguei a acreditar na indicação de Hillary Clinton para a vaga de candidata a vice na chapa do Partido Democrata, antes da escolha de Joe Biden. Mas não podia imaginar que a ela estaria reservada uma missão de importância prática muito superior. O cargo de vice-Presidente teria soado como prêmio de consolação, enquanto o cargo de Secretaria de Estado significa uma participação muito mais estreita na administração Barack Obama.

Change, yes we can!

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