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Estatais: sinônimo de atraso
Posted by Marcus Mayer in Brasil, Economia on June 5th, 2007
O dinossauro perde a sua chance
por Marcus Mayer
Revista World News Press | ed. JUN.2007
“Não é função do governo fazer um pouco melhor, ou um pouco pior, o que os outros podem fazer, e sim o que ninguém pode fazer”.
Lord Keynes
Entre os anos de 1975 e 1984, quando o mundo desenvolvido centrou investimentos maciços na área da informática, compartilhando tecnologias, o Brasil – que ainda vivia sob a ditadura militar nacionalista – submetia-se à insensata política de informática, praticada pela SEI (Secretaria Especial de Informática). A absurda Lei de Informática, de outubro de 1984, foi sacramentada pela “Constituição besteirol” de 1988.

Para jovens que ‘nasceram’ dominando as modernas tecnologias e se alfabetizaram lado a lado do computador, a perplexidade é ainda maior quando descobrem que o Brasil, durante mais de uma década, fechou o seu mercado proibindo investimentos estrangeiros e importações na área de tecnologia de informática. A isso se chamou de reserva de mercado.
Naquela época, as tecnologias existentes já começavam a ser renovadas a cada ano. E nenhum componente fabricado no exterior podia ingressar no País. Hoje a reserva continua existindo através da altíssima taxação. Basta tentar passar pela alfândega com um Notebook, sem declará-lo à receita, para ver no que dará. Antes de chegar a uma loja brasileira, um PC carrega quase 100% em taxas de tributação direta – 18% de Imposto de Importação, 50% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), 9,25% de PIS/Cofins e 18% de ICMS.
IDEOLOGIA – A esquerda, que aplaudia a iniciativa da ditadura – em oposição aos liberais, liderados por nomes como Roberto Campos e José Guilherme Merchior – fazia a festa. Essa irresponsabilidade da legislação autoritária rendeu mais de duas décadas de atraso ao Brasil na área da informática.
E por mais impressionante que possa parecer, em pleno século 21, mesmo depois da Queda do Muro, o nacional-corporativismo esquerdista – um mix de nacionalismo fascista e coletivismo socialista – ainda não saiu de cena no Brasil e em boa parte da América Latina.
O que acontece no Brasil atual é uma repetição da década perdida dos anos 1980. Naquele período o problema maior era a hiperinflação e a carestia. Hoje, o caos provém do aparelhamento do estado e da conseqüente corrupção.
O MUNDO – a economia mundial está, há quase uma década, ininteruptamente em festa. Os asiáticos – China, Filipinas, Malásia, Índia etc. – crescem sem parar. Na União Européia – tanto na zona do euro quanto fora dela – o desemprego recua graças ao índice de confiança (119 pontos), o melhor desde 2001. Os Estados Unidos, com seu PIB de US$ 13,8 trilhões, têm uma economia sólida que reflete nas exportações do resto do planteta e consegue manter o desemprego estável (4,5%). As bolsas ao redor do mundo não param de bater recordes.
E o Brasil? – O País continua batendo recordes também! E o maior deles em arrecadação de impostos. Para o governo esquerdista a altíssima carga tributária – que se caracteriza por uma arrecadação de nível europeu e serviços de padrão sub-saariano – é primordial para bancar o gigantesco cabide de empregos e os 36 ministérios.
É necessária muita arrecadação para pagar os salários dos mais de 26.000 cargos de confiança dos petistas e dos seus amigos. Também é fundamental que os impostos sirvam para que a Previdência possa pagar os benefícios dos servidores públicos (valores estratosféricos, quando comparados aos do setor privado). Além disso, evita-se uma reforma impopular, que se chocaria com os interesses do funcionalismo público e dos sindicatos.
Questão pétrea da esquerda nacionalista é a manutenção da Petrobrás, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e tantos outros dinossauros da administração pública, como empresas estatais – aliás, como ‘patrimônio de todos os brasileiros’.
PRÉ-HISTÓRIA – Como seria possível oferecer cargos de diretoria, altamente remunerados, para gente sem qualificação se não existissem as empresas estatais? Lembremos que a maioria dos petistas foram injustiçados pelas elites que governaram o País, e não tiveram as mesmas chances que essas classes privilegiadas. E os amigos do PT? – Teriam de ficar de fora, pois o número de ministérios (36) é muito pequeno para empregá-los.
Não é de estranhar que o Brasil seja um exportador pouco dinâmico. Descontados todos os problemas do custo-país, os superávits são conquistados às custas da exportação de commodities, produtos primários de baixo valor agregado. Enquanto o mundo caminha para o futuro, o dinossauro brasileiro permanece na pré-história do desenvolvimento. Vivemos mais uma década perdida.
A estatal Cobra, fundada em 1974, em plena ditadura militar, ainda existe e não serve para nada além de camuflar apaniguados em sua folha de pagamentos. Gastou dinheiro do contribuinte quando estava sob a proteção da SEI, a Secretaria Especial de Informática, e ainda hoje o pagador contribuinte banca a sua ineficiência através do Banco do Brasil, que incorporou o monstro. A tecnologia desenvolvida pela Cobra é tão “admirável” quanto o é o seu site na Internet.
Confira clicando aqui
E para que se tenha uma idéia do que anda fazendo, inventou um PC básico que custará R$ 1.440,00. Qualquer idiota sabe que com esse valor, descontados os impostos, o governo compraria dois ou mais computadores nos Estados Unidos. Compare-se somente com os avançadíssimos Notebooks populares, com tecnologia wirefire, capacidade de conexão à Internet, que custarão em torno de US$ 200.
Diplomacia medíocre
Posted by Marcus Mayer in Brasil, Relações Internacionais on June 1st, 2007
O desastre da política externa
por Marcus Mayer
Exclusivo para o Blog
Apesar da forma tímida, finalmente, o presidente Lula da Silva defendeu a democracia e a liberdade de expressão, durante cerimônia do 24º Congresso de Radiodifusão, ontem, em Brasília: “Se muitas vezes, depois de uma saraivada de más notícias, eu acho ruim, muito pior seria se não existisse democracia nesse país, para a imprensa dizer o que bem entende, na hora em que bem entende e ser julgada pelo único julgador, os ouvintes, os telespectadores e os leitores”, afirmou o presidente.
Infelizmente, o fechamento da maior e mais antiga rede de televisão da Venezuela, a RCTV, verdadeiro atentado contra a liberdade de expressão, cometido pelo idiota latino-americano Hugo Chaves, não tem sido tratado de forma responsável pelo ministério das Relações Exteriores.
A Venezuela, país-membro do Mercosul desde julho de 2006 – aceitá-la como sócio-pleno já foi uma decisão desastrosa do bloco –, não atende às mínimas exigências do Protocolo de Ushuaia, de 1998, que prevê, já em seu artigo I, o seguinte: “a plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o desenvolvimento dos processos de integração entre os Estados-Partes do presente protocolo”.
A atual gestão do ministério das Relações Exteriores (MRE) é vergonhosa. Basta lembrar a irresponsabilidade cometida em relação ao patrimônio da refinaria da Petrobrás na Bolívia, a desastrosa empreitada de integrar o Brasil ao Conselho de Segurança da ONU, os retrocessos no Mercosul, o enterro da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), as fracassadas negociações na rodada Doha da OMC, o reconhecimento da China como economia de mercado, o descaso para firmar novos acordos bilaterais de comércio com a União Européia e com os Estados Unidos etc. etc.
Além de tudo isso, até agora o Itamaraty não emitiu nenhuma nota oficial condenando a Venezuela, por enterrar a democracia e, provavelmente, não o fará, sob o atual governo. A razão para esse desastre – o maior da história das relações exteriores – encontra explicação na figura esdrúxula do secretário-geral do Itamaraty, o estafeta stalinista, Samuel Pinheiro Guimarães, artífice da política terceiro-mundista brasileira e destruidor da memória do ícone das relações internacionais no Brasil, o “grande” Barão do Rio Branco.
A atuação de Samuel Pinheiro Guimarães, esse personagem abominável, porém, não exime de responsabilidades o chanceler Celso Amorim, o assessor-especial para assuntos internacionais da presidência da República, Marco Aurélio Garcia (defensor de primeira-hora da ditadura comunista de Fidel Castro), e o próprio presidente Lula da Silva, que sempre adularam o idiota Hugo Chaves.
Para que se conheçam um pouco melhor os horrores que caracterizam o dinossauro do Itamaraty, expoente brasileiro do idiota latino-americano, em seu livro, “Desafios Brasileiros na Era dos Gigantes”, Samuel Pinheiro Guimarães (foto) critica o país por ter assinado o “Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares”, em 1995, pede a retomada de investimentos em armamentos e maiores gastos no setor militar para garantir maior desenvolvimento. Somente com essas ‘qualidades’, Samuel Pinheiro já se credenciaria para ser chanceler na Coréia do Norte, em Cuba ou no Irã – jamais no Brasil!
Em fevereiro, quando de sua demissão do posto de embaixador do Brasil em Washington, Roberto Abdenur, um dos mais experientes diplomatas dos quadros do Itamaraty, criticou de forma contundente a política externa e a doutrinação ideológica em curso no MRE, em entrevista à revista Veja.
Perguntado como a doutrinação se manifesta no ministério, Roberto Abdenur respondeu o seguinte: “Há um sentimento generalizado de que os diplomatas hoje são promovidos de acordo com sua afinidade política e ideológica, e não por competência. Eu vi funcionários de competência indiscutível ser passados para trás porque não são alinhados. Há intolerância à pluralidade de opinião.
O Itamaraty sempre teve um prestígio singular na diplomacia internacional pela continuidade da política externa, pelo equilíbrio, pela excelência de seus quadros e pelo apartidarismo. O Itamaraty precisa resgatar o profissionalismo a salvo de posturas ideológicas, de atitudes intolerantes e de identificação partidária com a força política dominante no momento”. A imposição ideológica, conforme Abdenur, é fato inédito: “nunca, nem na ditadura militar”, foram suas palavras na entrevista.
Samuel Pinheiro é ridicularizado pelos seus pares. Chegou ao cúmulo de impor a leitura de obras preconceituosas, marxistas e ultrapassadas aos representantes do Itamaraty. A leitura era parte de um cursinho de duas semanas ao qual submetia todos os diplomatas a serem transferidos de posto.
O viés ideológico das aulas, apelidadas no Itamaraty de “Escolinha do Professor Samuel”, era inequívoco. Um dos livros traz um prefácio no qual o próprio Samuel Pinheiro ofende os Estados Unidos e trata de forma preconceituosa a ALCA.
Responsável por promoções, transferências e pela formulação da política externa do governo petista, o perfeito idiota do MRE professa ideário inútil e ultrapassado do fim do século 19. Odeia a globalização, é contrário à abertura econômica, acredita no “imperialismo ianque” e adota como método de trabalho ampulheta e papel-carbono.
O embaixador Abdenur deixou claro, em sua entrevista à Veja, considerar “uma coisa vexatória” o fato de diplomatas de categoria serem “forçados a certas leituras quando entram ou saem de Brasília”. Assim, também, o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer, chanceler durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, endossa nossas observações. Disse concordar com todas as críticas feitas pelo ex-embaixador Roberto Abdenur ao modo como o governo conduz a política externa: “partilho inteiramente de suas impressões”, disse Lafer. “Coisas como essa indicação de livros a serem lidos, por diplomatas de ótima formação, são simplesmente vexatórias. O que Abdenur quer ressaltar é uma certa lavagem cerebral. Uma coisa muito ruim, que resulta numa diplomacia de qualidade discutível”.
A repercussão da entrevista de Abdenur à revista Veja alcançou, no mínimo, um objetivo. O ministro Celso Amorim manifestou publicamente a intenção de modificar o sistema de leitura obrigatória de livros, imposta desde o início de 2004, pelo vice-chanceler Samuel Pinheiro.
Os adjetivos utilizados para ‘qualificar’ o secretário-geral do Itamaraty são ‘amenos’, quando confrontados com alguns outros, expressos por diplomatas com quem tive contato recente. Nenhum, porém, pelo fato do exercício das funções realizar-se em embaixadas no exterior, soube precisar se a medida de acabar com a absurda “Escolinha” fora colocada em prática. Do jeito como as decisões no MRE têm sido tomadas durante o governo Lula da Silva, não seria de estranhar se o vexame imposto aos diplomatas continuasse, na surdina.
…
Um Brasil que poucos conhecem
Posted by Marcus Mayer in Educação on May 26th, 2007
O Brasil é um país de dimensões tão vastas que é quase impossível conhecer todas as suas idiossincrasias. Minha amiga de longa data, a educadora Gláucia Melasso, diretora do Movimento de Educação de Base, relata no artigo abaixo uma insólita experiência pela qual passou numa reserva indígena.
A constatação da miséria encontrada é mais um triste capítulo história da desigualdade social que reina no Brasil. Todavia, o texto expressa claramente o trabalho árduo de educadores que ousam aventurar-se por regiões pobres que ainda necessitam de muitos esforços governamentais e privados para erradicar o analfabetismo:
Uma aventura com os Xacriabás
por Gláucia Melasso*
No dia 08 de setembro é comemorado o Dia Internacional da Alfabetização. Entretanto, o MEB (Movimento de Educação de Base), organização que dirijo, só foi se dar conta do significado da data quando o dia quase anunciava seu fim. A nossa equipe pedagógica encontrava-se acampada na Reserva Indígena dos Xacriabás, fazendo visitas a turmas de alfabetização de jovens e adultos, entrevistas e fotografias da realidade local e algumas reuniões com alfabetizadores e supervisores atuantes. Passamos, então, a fazer o relato de nossa experiência nos dias 07 e 08 de setembro:
“Guernica”, de Pablo Picasso, 1937

7 de setembro, 12h30
Crianças e animais correndo pela terra seca e vermelha, sem vegetação, homens e mulheres vestindo calças jeans e camisetas bastante rotas e chinelos de plástico, pequenas construções de alvenaria, alguns barracos, uma pequena escola e duas mercearias, passavam a impressão de que estávamos chegando em mais uma zona pobre de periferia urbana e nunca em uma Reserva Indígena.
O meio-dia quente e poeirento na sede da Reserva lembrava Guernica de Picasso. Não que o ambiente fosse hostil a ponto de lembrar uma guerra, mas a associação com tristeza, desolação e falta de perspectivas deixava a impressão do dia seguinte de um campo de batalha.
Leia a continuação do artigo clicando no link abaixo:
* Gláucia Melasso, educadora, é diretora do Movimento de Educação de Base e atua como assessora de Planejamento e Rel. Institucionais.
Contrastes
Posted by Marcus Mayer in Brasil, Mundo, Política on May 23rd, 2007
Brasil: … e o Silas ‘rondou’ a baiana
E não poderia ser diferente. O escritor Mario Prata definiu a expressão como ‘enfezar-se’ ou ‘dar um escândalo público’. Assim aconteceu com o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau.
Que falta de vergonha: queria continuar no cargo depois de ser apontado como beneficiário do esquema de fraude em licitações. Conforme noticiado no site Folha Online, o escândalo começou a respingar em Rondeau quando a PF prendeu, durante a Operação Navalha, Ivo Almeida Costa, que era assessor especial de seu gabinete.
Suíça: Uma história exemplar
O parágrafo que acabo de escrever acima, acicatou minha memória para um fato ocorrido na época em que ainda morava em Genebra. Comprei um exemplar da revista quinzenal de política e economia, L’Hebdo, uma espécie de Veja da Suíça francesa. Logo ao folhá-la estranhei a quantidade de páginas (aprox. 30 – quase metade da edição) dedicadas a um único deputado nacional. Ao começar a ler a matéria descobri tratar-se de uma espécie de “direito de resposta”.
Não mais me lembro do nome do parlamentar, mas recordo perfeitamente alguns detalhes do conteúdo da publicação, que muito chamaram a minha atenção. A revista esclarecia ter cometido um grave engano ao divulgar o envolvimento do deputado em um eventual caso de corrupção – até na Suíça acontecem dessas coisas(!). Logo que seu nome fora envolvido no caso, o parlamentar afastou-se da função, como é praxe.
O caso foi levado à Justiça e o deputado reassumiu o cargo após sua absolvição. Alguns poderiam desconfiar que a justiça de lá falhara, mas não foi esse o acontecido. A própria revista reconheceu o erro, desculpou-se publicamente, e o parlamentar teve o direito de expor a defesa, narrando sua história no dobro de páginas que continham as anteriores acusações.
O que concluo dessa história, em comparação ao que acontece no Brasil, é que o afastamento do cargo é algo natural e óbvio, quando do envolvimento de um servidor público em escândalo de corrupção. Aqui é muito comum apelar para a famosa “suposição de inocência até que se prove o contrário”. Isso é uma vergonha(!), como diria o jornalista Boris Casoy (foto). Na política, essa prerrogativa só estimula o festival de caras-de-pau.
Resta algo positivo do governo Lula da Silva?
Posted by Marcus Mayer in Brasil, Política on May 18th, 2007
Sim – é verdade! Existem aspectos positivos no governo Lula da Silva, mesmo quando observados sob uma ótica liberal. Hoje procuraremos falar somente de coisas boas.
Fernando Collor foi o presidente da abertura econômica: atraiu investimento estrangeiro e permitiu a modernização do parque industrial; também foi o responsável pelo início do processo de desestatização. Fernando Henrique Cardoso, através do Plano Real, conseguiu controlar a hiperinflação, deu continuidade ao processo de privatizações e melhorou substancialmente a imagem do Brasil no exterior.
AS VIRTUDES
Lula da Silva talvez conquiste para o Brasil o “investment grade”, um rating que reflete o risco país, antes do final de seu mandato, em 2010. Essa classificação é utilizada por investidores estrangeiros, para decidir por países que valham aplicações, refletindo o risco de não honrarem o pagamento de seus títulos. Quanto melhor é a avaliação, maior é a capacidade de atrair investimentos. O Brasil está a um degrau da faixa de grau de investimento. No último dia 10, a agência de classificação de risco Fitch elevou a nota atribuída ao Brasil de “BB” para “BB+”. (Veja o ranking da Fitch)
O segundo destaque positivo do governo Lula da Silva tem sido a atuação da Polícia Federal. Lamentavelmente, não há garantias de que todos os bandidos – entre eles políticos, desembargadores, juízes, delegados, policiais –, funcionários públicos de todos os escalões, que têm sido pegos cometendo crimes, sejam condenados. Mas a PF está fazendo a sua parte, encaminhando os marginais para a alçada da Justiça.
Hoje foi divulgada a Operação Navalha, que desarticulou uma suposta quadrilha que fraudava licitações públicas para a realização de obras, com a prisão de 46 pessoas, entre elas o ex-governador José Reinaldo Tavares (MA), o filho do ex-governador João Alves Filho (SE), dois sobrinhos do governador Jackson Lago (MA), prefeitos, um deputado distrital, um funcionário do Planejamento e um assessor do ministro Silas Rondeau (Minas e Energia).
Para que se tenha uma melhor idéia a respeito das várias operações da Polícia Federal nos últimos anos, segue abaixo uma lista com os seus nomes e as respectivas ações:
- Têmis e Hurricane: venda de sentenças judiciais favoráveis aos jogos ilegais
- Sanguessuga: compra superfaturada de ambulâncias com dinheiro público
- Hidra: combate ao contrabando
- Anaconda: venda de sentenças judiciais
- Águia e Planador: tráfico internacional de drogas
- Zaqueu: corrupção nas delegacias do trabalho
- Matusalém e Zumbi: fraudes no INSS
- Lince: extração ilegal de diamantes
- Lince 2: adulteração de combustíveis e roubo de carga
- Farol da Colina: remessa ilegal de dinheiro para o exterior
- Soro: falsificação de leite em pó
- Sucuri e Trânsito livre: facilitação de contrabando
- Pandora: extorsão de empresários
- Vampiro: fraude em licitação de hemoderivados
- Isaías: extração ilegal de madeira
Fonte: revista Veja
O Brasil no Mundo > Parte 2 <
Posted by Marcus Mayer in Brasil, Economia on May 17th, 2007
O verdadeiro valor do nosso dinheiro
Parte 2 – PPP e BIG MAC INDEX
No post anterior (abaixo), publicamos o ranking das maiores economias do mundo em função do Produto, ou seja, a soma de todas as riquezas produzidas em determinado período. Observamos que o Brasil está muito bem ranqueado, como 10ª potência econômica do planeta. Contudo, nossa população não é a décima mais rica. Muito pelo contrário, a renda per capita de US$ 6.220,22 ao ano é tragicamente baixa. Nesse quesito, o Brasil está na 62ª posição (!).
Para melhor expressar a realidade, em função da variação da base de preços, o poder de compra da população dos países é definido por um índice denominado Purchasing-Power Parity (PPP). Distintamente do critério de cálculo do PIB per capita, o PPP leva em consideração a valorização da moeda corrente em relação aos preços praticados no mercado doméstico de cada país.
Tanto uma cesta de produtos quanto um único item podem ser levados em consideração para a definição do índice. Em 1986 a revista The Economist criou o Big Mac Index, um indicador baseado na “paridade do poder de compra” ou PPP em função do preço do sanduíche Big Mac, padronizado na rede mundial de fast-food McDonald’s. Esse índice também é utilizado para medir a valorização ou a depreciação de uma moeda frente à outra.
Observe-se, abaixo, a mais recente tabela divulgada pela The Economist, em março de 2007, tomando por base o preço do Big Mac em 25/3/2006:
Clique sobre a tabela para visualizá-la em tamanho ampliado

PPP per capita
O World Economic Outlook, do Fundo Monetário Internacional também apresenta em suas tabelas de estatísticas um ranking mundial do PPP per capita. A previsão do fundo para 2007 é que o Brasil fique em 72º lugar, entre os 180 países avaliados. Não é difícil de entender o porquê: os preços, conforme visto no exemplo do Big Mac são elevados e os salários são baixos. De acordo com o Dieese, o Salário Mínimo mensal precisaria ser de R$ 1.620,89 para conseguir comprar uma cesta básica.
Clique no link abaixo para ler o restante do artigo e conhecer todos os cálculos necessários para conhecer o PPP.
O Brasil no Mundo > Parte I <
Posted by Marcus Mayer in Brasil, BRICs, Economia on May 16th, 2007
O tamanho de nossa riqueza
Parte 1 – PIB (Produto Interno Bruto)
O Brasil é atualmente a décima maior economia mundial (ver tabela). Essa posição é definida pelo PIB (Produto Interno Bruto), que abrange todos os agregados macroeconômicos e traduz o valor monetário dos bens e serviços (empresas, instituições – com e sem fins lucrativos -, profissionais liberais etc.) produzidos na economia, durante um determinado período de tempo.
Conforme artigo da revista britânica The Economist, “Land of promise”, traduzido neste blog, o PIB do Brasil teve, nos últimos anos, um crescimento (3,7%, em 2006) muito menor que os demais “BRICs” (qualificação criada pelo banco de investimento Goldman Sachs) –, Rússia, Índia e China. Graças ao Haiti, o país mais pobre das Américas, e 135º no ranking mundial do PIB, o Brasil não ficou em último lugar no quesito crescimento.
Clique aqui para acessar o artigo da revista The Economist
No início dos anos 1990, a China (4ª potência econômica, atrás dos Estados Unidos, Japão e Alemanha) ultrapassou, pela última vez, o Brasil – quando o país ainda era a 9ª maior economia do globo. Nos anos recentes, a pior posição ocupada pelo Brasil foi a 13ª, em 2004.
A melhora no ranking deve-se à valorização do real frente ao dólar, considerando-se o cálculo do PIB pela cotação, em dólares, da moeda corrente (Gross domestic product – GDP, current prices, U.S. dollars).
Segundo estimativas do Fundo Montenário Internacional, a Rússia (outro BRIC) ultrapassará o Brasil, em 2008. Não tardará muito para que a Índia, a Coréia do Sul, o México e a Austrália façam o mesmo, conduzindo a economia brasileira para a 15ª posição (e última dos BRICs) entre as maiores economias.
Nos próximos dias abordaremos a posição do Brasil no ranking do PPP (Purchasing Power Parity), que determina o poder de compra da população; do índice GINI, que mede a desigualdade social; e do IDH, que avalia a qualidade de vida.
SEALOPRA
Posted by Marcus Mayer in Política on May 5th, 2007
Combinou perfeitamente, com a circunstância e com o personagem, a alcunha da nova Secretaria de Ações de Longo Prazo, ocupada pelo 36º ministro do governo, Roberto Mangabeira Unger (foto), que registrou por escrito, em artigo na Folha de S.Paulo, que o governo Lula da Silva é o mais corrupto da história.
De acordo com o dicionário Houaiss, aloprar significa “ficar maluco, endoidecer”.
Bom pra otário
Posted by Marcus Mayer in Política on May 4th, 2007
Ficou claro: a quebra da patente do remédio Efavirenz, do laboratório Merck, nada mais é do que uma enorme »cafajestada demagógica« do governo Lula da Silva.
Ontem publicamos, em primeira mão, notícia divulgada pela Agência Reuters, informando que o governo quebraria a patente do remédio que serve para o tratamento de portadores do vírus da AIDS.
Já desconfiávamos que esta poderia ser mais uma medida duvidosa, diante da pretensa “bondade” do governo. O que se descobriu é que o laboratório Merck Sharp & Dohme já tinha oferecido desconto de 30% sobre o preço do medicamento, estando aberto a uma negociação mais minuciosa. A empresa não obteve resposta do ministério da Saúde para a sua oferta (leia nota oficial abaixo). Optou-se, de forma unilateral, por adquirir um genérico indiano pela metade do preço.
A intenção do presidente, portanto, é clara: não se deseja fazer nenhuma economia ou beneficiar os sofridos doentes. Deseja-se, única e exclusivamente, enganar uma vez mais “os otários”.
COMUNICADO OFICIAL (Clique no link abaixo para ler a íntegra do comunicado)
Lula e Bush: casamento de incompetentes
Posted by Marcus Mayer in Brasil, Relações Internacionais on April 1st, 2007
Observar a foto abaixo nos leva a refletir a respeito do destino ao qual esses dois presidentes conduzem seus respectivos países, e no caso do americano, também o mundo. Uma aliança entre essas duas personalidades, certamente, não é nada promissora. Como dar crédito a dois presidentes com biografia recente tão negativa? Felizmente, as constituições do Brasil e dos EUA, através do instituto da reeleição, só permitem uma recondução seguida ao cargo.
A guerra do Iraque ofereceu demonstrações suficientes de como os interesses pessoais e corporativos estão muito acima dos interesses globais e além do controle das Nações Unidas. Os EUA estavam à beira de uma profunda recessão econômica às vésperas da invasão do Iraque. O crescimento do setor bélico foi tão significativo no período, que afastou qualquer sombra de crise. Além disso, a indústria do petróleo, no Texas, da qual a família Bush é grande acionista, teve ganhos nunca antes contabilizados na história. Até o projeto populista do venezuelano Hugo Chaves colheu frutos provenientes da escalada dos preços do barril de petróleo.
Lula da Silva, no Brasil, conseguiu patrocinar o período de maior corrupção e aparelhamento do estado visto na história brasileira. Isso sem mencionar o retrocesso em todas as áreas da administração pública: educação, saúde, transportes, segurança – tudo está muito pior sob a administração petista. Alguns poderiam defender a estabilidade econômica como conquista, mas, certamente, as diferenças sociais poderiam ter diminuído, não fossem os projetos populistas patrocinados pelo governo.
Enquanto são desenvolvidas tecnologias para substituição do petróleo como fonte de energia – a exemplo da utilização do hidrogênio e da energia nuclear – os presidentes Bush e Lula tratam de incentivar a produção de etanol, extraído da cana-de-açúcar, para mover parte da frota americana de veículos. O projeto pode até ter algum mérito, mas a um custo muito elevado: a expansão da fronteira agrícola que avança sobre as áreas florestais. Os maiores beneficiários da iniciativa serão alguns poucos latifundiários e usineiros que, certamente, já reservaram comissões, pelo lobby executado pelo próprio presidente da República, para financiamento de campanhas eleitorais futuras do Partido dos Trabalhadores e outros da base aliada.
O que se pode aguardar de positivo da estada de Lula da Silva em Camp David é alguma discussão em torno da redução de subsídios e outras formas de protecionismo, que tanto o Brasil quanto os EUA adotam em larga escala, para proteger setores da economia. Em todo caso, a foto de Lula da Silva com George Bush consegue ser “menos pior” do que as que vemos com maior freqüência com o brasileiro ao lado do venezuelano Hugo Chaves.







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