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	<title>Marcus Mayer's Blog &#187; BRICs</title>
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		<title>Esperança na América Latina</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jan 2008 21:12:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[BRICs]]></category>

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		<description><![CDATA[Iniciamos nossas atividades em 2008, após um breve perído de ausência, com um excelente artigo e uma interessante recomendação de leitura, dirigida àqueles que nutrem interesse por aprofundar-se nos temas relacionados ao panorama político-econômico da América Latina atual. O livro é: Contos-do-Vigário &#8211; O engano de Washington, a mentira populista e a esperança da América [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a title="contos-do-vigario-andres-oppenheimer.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2008/01/contos-do-vigario-andres-oppenheimer.jpg"><img title="contos-do-vigario-andres-oppenheimer.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2008/01/contos-do-vigario-andres-oppenheimer.jpg" alt="contos-do-vigario-andres-oppenheimer.jpg" hspace="10" vspace="5" align="right" /></a><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Iniciamos nossas atividades em 2008, após um breve perído de ausência, com um excelente artigo e uma interessante recomendação de leitura, dirigida àqueles que nutrem interesse por aprofundar-se nos temas relacionados ao panorama político-econômico da América Latina atual. O livro é: <strong>Contos-do-Vigário &#8211; O engano de Washington, a mentira populista e a esperança da América Latina</strong>, de Andrés Oppenheimer. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">No intuito de oferecer uma visão aproximada do conteúdo da obra, apresentamos abaixo um artigo do autor, originalmente publicado pelo jornal &#8220;Washington Post&#8221;, sob o título <a title="Washington Post" href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2008/01/11/AR2008011101999.html"><strong>Latin America Is Lagging. Someone Tell Its Leaders</strong></a>, no último domingo, 13 de janeiro, e republicado hoje também pelo &#8220;O Estado de S.Paulo&#8221;. Conforme Oppenheimer, o Brasil e os demais países da América Latina poderiam estar em situação muito melhor, entre outras razões, não fosse o populismo de sua classe política. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Andrés Oppenheimer é argentino, naturalizado americano, foi vencedor do prêmio Pulitzer de jornalismo em 1987 e é colunista do &#8220;Miami Herald&#8221; (Latin American editor and foreign affairs columnist). O artigo pode ser lido em inglês, no site do &#8220;Washington Post&#8221;, clicando-se sobre o link inserido no título destacado no parágrafo anterior.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na oportunidade, aproveito para agradecer pelos diversos e-mails enviados durante nossa ausência (respondidos) e pelos tão simpáticos comentários deixados no último post.</span></em></p>
<p align="center"><a title="FNAC" href="http://www.fnac.com.br/product.aspx?idProduct=8501077607&amp;partner=buscape_produto&amp;res=800"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O melhor preço para o livro &#8220;Contos-do-Vigário&#8221; foi encontrado na livraria FNAC (R$29,40), em 27.01.2008.</span></em></a></p>
<hr id="null" /><em></em><a title="linie_445×10.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/linie_445x10.jpg"></a></p>
<p class="MsoNormal" align="left"><a title="andresoppenheimer.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2008/01/andresoppenheimer.jpg"><img title="andresoppenheimer.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2008/01/andresoppenheimer.jpg" alt="andresoppenheimer.jpg" align="left" /></a><strong></strong><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Tahoma; color: #9fb6cd">América Latina está ficando para trás</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><br />
</span></strong><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">por Andrés Oppenheimer*</span><br />
<em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">para o jornal</span><em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><em> Washington Post</em> | Domingo, 13 de janeiro de 2008</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">C</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">omo comentarista de longa data da América Latina, estou acostumado com que discordem de mim, mas quando o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, me rotulou de &#8220;inimigo da revolução&#8221; em rede nacional, fiquei surpreso. Nunca imaginei que Chávez mencionaria meu nome seis vezes num discurso irado, acusando a mim e a outros &#8220;grandes intelectuais&#8221; de minar seus programas esquerdistas.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Também não imaginei que seria demonizado por autoridades aparentemente menos radicais da América Latina e seus amigos no mundo empresarial. Mas a publicação da edição em espanhol de meu novo livro sobre os males da América Latina, Saving the Americas, transformou-me num saco de pancadas de gente de todo o espectro político. Meu pecado foi argumentar que a América Latina está ficando para trás num momento em que a região, rica em commodities, está passando por seu maior surto de crescimento em décadas.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Obviamente, recebi comentários muito mais agradáveis do presidente da Costa Rica, Óscar Arias, vencedor do Prêmio Nobel, e do ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso. O elogio deles, porém, foi ofuscado por aqueles que me acusam de ser estraga-prazeres.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O que provocou a agitação, que acabou ajudando a vender mais de 200 mil exemplares da edição em espanhol? Basicamente, a minha constatação de que a região não consegue ver que está ficando para trás do restante do mundo em desenvolvimento.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Certamente, os governos latino-americanos e as instituições financeiras internacionais têm boas razões para celebrar o momento atual. Segundo a ONU, a economia da região apresenta seu melhor desempenho em 40 anos. Alguns países, como a Venezuela e a Argentina, crescem num ritmo de 9% ao ano.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Uma quantia recorde de US$ 65 bilhões anuais está fluindo para casa em remessas dos migrantes latino-americanos que estão nos EUA e na Europa, proporcionando uma nova fonte de renda para milhões de pobres da região. E os preços estratosféricos do petróleo, da soja, do cobre e de outras commodities impulsionaram o valor total das exportações locais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Não é de surpreender que os líderes latino-americanos estejam exultantes. Segundo Hugo Chávez, seu país não está crescendo apenas economicamente, mas &#8220;social, moral e até espiritualmente&#8221;. O ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner costumava dizer que o mundo inteiro estava maravilhado com a impressionante recuperação econômica argentina. Quando foi presidente do México, Vicente Fox assegurou que o país crescia &#8220;como uma locomotiva&#8221;.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O único problema é que a América Latina está crescendo economicamente quase exclusivamente graças a fatores externos, como a expansão da economia mundial e os altos preços de commodities, não porque tenha colocado a casa em ordem. E esses surtos externos de crescimento não vão durar para sempre.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Qual foi a minha heresia? Enquanto os líderes latino-americanos exibiam seu crescimento, argumentei que essa teoria de que a região está entrando numa nova era de prosperidade não passa de um conto de fadas. Por isso, o título de meu livro em espanhol é Cuentos Chinos e em português, Contos-do-Vigário.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A economia da América Latina tem se expandido num ritmo de 5% nos últimos 5 anos, mas a China cresce 10% há quase 30 anos. Os índices de crescimento da Índia são de 8% há uma década e os da Europa Oriental, de 6%. Na realidade, em comparação com outras partes do mundo em desenvolvimento, a economia da América Latina está ficando para trás.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Se você considerar a redução da pobreza, o contraste é ainda mais gritante. Enquanto na Ásia a parcela da população vivendo na pobreza caiu de 50% em 1970 para 19% hoje, na América Latina, no mesmo período, a redução foi de 43% para 36%, segundo a ONU.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>FALTA DE PRAGMATISMO</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Portanto, eu pergunto: o que é que os asiáticos estão fazendo que os latino-americanos não estão? Para começar, os países asiáticos são guiados pelo pragmatismo e pensam no futuro, enquanto os latino-americanos se norteiam pela ideologia e são obcecados pelo passado.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Pouco depois de chegar a Pequim, numa viagem recente, recebi a informação de que altos funcionários do governo tinham dado boas-vindas a toda a diretoria do McDonald&#8217;s. Poucas semanas antes, enquanto viajava pela América Latina, soube que o governo Chávez tinha orgulhosamente anunciado uma suspensão de três dias nas atividades dos restaurantes McDonald&#8217;s na Venezuela para dar uma lição nas multinacionais. Ironicamente, enquanto a China comunista está fazendo de tudo para atrair investidores estrangeiros, vários países latino-americanos nominalmente capitalistas parecem estar tentando afugentar os investidores.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Mas a tendência mais perturbadora para a América Latina é sua estagnação nas áreas de educação, ciência e tecnologia. Enquanto asiáticos e europeus orientais estão formando uma mão-de-obra cada vez mais qualificada, a maioria dos países latino-americanos não mudou seus ultrapassados sistemas educacionais.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Para minha surpresa, descobri que na China as crianças das escolas públicas começam a ter aulas de inglês na terceira série &#8211; quatro horas por semana. Poucas semanas mais tarde, perguntei ao ministro da Educação do México em que série os alunos de escolas públicas mexicanas começam a estudar inglês. A resposta: na sétima série, duas horas por semana.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Esse fato chocante é apenas um indicador do desafio educacional da América Latina. Entre outros que cito no livro, estão os seguintes:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">1) Muitos latino-americanos acreditam que suas grandes universidades estatais são excelentes, mas na realidade elas são medíocres. Na classificação do jornal londrino The Times das 200 melhores universidades do mundo constam apenas três latino-americanas &#8211; e bem no fim da lista: a Universidade de São Paulo (178º lugar), a Universidade de Campinas (179º lugar) e a Universidade Nacional Autônoma do México (195º lugar). Cerca de uma dezena de universidades da China, Cingapura e Coréia do Sul ocupam lugares bem melhores no ranking.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">2) À medida que o número de alunos asiáticos nas faculdades dos EUA aumenta, o número de latino-americanos cai. A Índia tem 84 mil estudantes em faculdades americanas; a China, 68 mil; a Coréia do Sul, 62 mil. E a porcentagem de alunos asiáticos subiu 5% em 2006. Já o México tem apenas 14 mil alunos nas faculdades americanas. O Brasil tem 7 mil e a Venezuela, 4.500. Além disso, o número de estudantes latino-americanos caiu 0,3% no ano passado.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">3) Enquanto os países asiáticos e do Leste Europeu estão produzindo engenheiros e cientistas em massa, a América Latina produz um grande número de psicólogos, sociólogos e cientistas políticos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">4) No mais recente Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, um teste padronizado que mede a proficiência em leitura, matemática e ciências de adolescentes de 15 anos, as notas dos países latino-americanos ficaram entre as mais baixo do mundo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">5) Segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento, somente 1% de todo o investimento mundial em pesquisa e desenvolvimento é feito na América Latina. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Juntos, os 32 países da região gastam US$ 11 bilhões ao ano em pesquisa e desenvolvimento &#8211; menos que os US$ 12 bilhões gastos só pela Coréia do Sul. Por que tudo isso é importante? Porque numa economia baseada no conhecimento, como a de hoje, não são as matérias-primas que fazem você rico, mas os serviços, o marketing e os cérebros. Meu exemplo favorito: de cada xícara de café plantado na América Latina que os consumidores compram nos EUA, menos de 3% do preço vão para os agricultores da região. Os 97% restantes vão para aqueles que trabalham com engenharia genética, processamento, desenvolvimento da marca e outras atividades baseadas no conhecimento que ajudam a produzir uma xícara de café.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>SINAIS POSITIVOS</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A despeito dessas estatísticas deprimentes, ainda estou otimista em relação à América Latina. Também podem ser percebidas na região várias tendências positivas, como o avanço da democracia e a maior estabilidade política e econômica.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Brasil, México, Chile, Colômbia e Peru, entre outros, estão rompendo com a antiga praga latino-americana das políticas radicais, que resultam em instabilidade, fuga de capitais e pobreza.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Esses e outros países têm apostado na continuidade econômica, que está começando a impulsionar os investimentos internos e estrangeiros. Em vários casos, tal decisão tem sido tomada por uma nova linhagem de governos esquerdistas economicamente responsáveis.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">É verdade que autoridades dos EUA, assim como a maioria de nós na mídia, se concentram em Chávez e em seus aliados na Bolívia, no Equador e na Nicarágua, que ganham as manchetes com suas declarações em favor da revolução socialista. Mas a Venezuela e seus amigos respondem por apenas 8% do Produto Interno Bruto da América Latina. A verdadeira história da região está sendo escrita em outras partes &#8211; e ainda poderá ter um final feliz.</span></p>
<p align="right"><em><span style="font-size: 80%; font-family: Helvetica">*Andrés Oppenheimer é colunista do <strong>Miami Herald</strong> e autor do livro &#8220;Saving the Americas: The Dangerous Decline of Latin America and What the U.S. Must Do?&#8221; (No Brasil, Contos-do-Vigário, Editora Record).</span></em></p>
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		<title>Na rabeira dos BRICs</title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2007/08/22/artigo-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Aug 2007 02:36:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[BRICs]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[O calhambeque por Marcus Mayer Exclusivo para o Blog Nossa veemente defesa dos princípios liberais não ocorre por simples apego ideológico. Países como Estônia e Irlanda destacam-se na União Européia pela prosperidade que estão alcançando. A abertura comercial do Chile está servindo de modelo para Colômbia e Peru, conforme destacamos em alguns blocos de notícias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em></em><a title="linie.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/linie.jpg"><br />
</a></p>
<p class="MsoNormal" align="left"><a title="mmayer.JPG" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/mmayer.JPG"><img title="mmayer.JPG" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/mmayer.JPG" alt="mmayer.JPG" align="left" /></a><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O calhambeque</span></strong><strong></strong><strong></strong><br />
<em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><em>por </em><strong>Marcus Mayer</strong></span><br />
<em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">Exclusivo<em> </em>para o Blog</span><strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><strong><em> </em></strong></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">N</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">ossa veemente defesa dos princípios liberais não ocorre por simples apego ideológico. Países como Estônia e Irlanda destacam-se na União Européia pela prosperidade que estão alcançando. A abertura comercial do Chile está servindo de modelo para Colômbia e Peru, conforme destacamos em alguns blocos de notícias das últimas colunas <strong>Weekly News</strong> e no “especial”<strong><em> Colômbia</em></strong>, que extraímos da revista <em>Veja</em>, e publicamos no blog.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">De contrapartida, nossa crítica &#8211; também veemente &#8211; ao governo Lula da Silva fundamenta-se nas mais distintas razões. Além da corrupção endêmica à qual subjugou o País, a gestão da economia e da administração pública condena a Nação a manter um perfil social brutalmente desigual.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O único meio viável para o Brasil deixar de apresentar índices sociais vergonhosos é através de um verdadeiro crescimento econômico, que poderia ser mais rapidamente alcançado através da adoção de práticas liberais: privatizações, acordos comerciais bilaterais, desregulamentação e, principalmente, desoneração do setor produtivo.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A opção do governo, contudo, é pelo aparelhamento do estado. Para bancar o <em>apparatchik </em>petista há necessidade de uma elevada arrecadação de impostos – no primeiro semestre de 2007 houve aumento de 10,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior, registrando-se novo recorde – , que beneficia os “amigos do Planalto”. E quem paga essa elevadíssima conta é, com muita dor, a classe média.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Não há eficiência nos investimentos e a condução do famoso PAC – Plano de Aceleração do Crescimento – parece piada de humor negro, tal a incompetência na aplicação dos recursos. Para calar os eleitores e manter a popularidade do Presidente elevada, trocam-se votos e manifestações de simpatia por “esmolas”: são 45,8 milhões de brasileiros envolvidos com o recebimento de recursos do programa Bolsa Família.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>TURBULÊNCIA INTERNACIONAL</strong><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">&#8220;Planalto já teme freada no crescimento&#8221;. Essa foi a manchete de primeira página do caderno “Economia &amp; Negócios”, de <em>O Estado de S.Paulo</em>, no último domingo. E o texto dizia: <em>“A equipe econômica já avisou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o período de instabilidade provocado pela turbulência internacional que afetou duramente os mercados nas últimas semanas pode ser longo.”</em><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">E continuava: <em>“A grande preocupação do Palácio do Planalto, agora, é com o impacto desse intenso vaivém sobre o crescimento econômico do País, principalmente a partir de 2008. Para este ano, os economistas consideram que a expansão já está consolidada e ficará na casa de 5%. Em caso de uma piora da situação, o governo estuda reduzir o ritmo de liberação de dinheiro para os ministérios.”</em><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><img class="alignleft size-full wp-image-1597" title="latin-finance-186-brics" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/latin-finance-186-brics.jpg" alt="latin-finance-186-brics" width="290" height="378" />Em outro trecho lia-se: <em>“Os mais otimistas acreditam que as economias emergentes – especialmente os gigantes populacionais da Ásia e os chamados BRICs (grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia e China) – passarão a ser os protagonistas do consumo mundial.&#8221;</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Seria isso possível, diante do triste retrato do Brasil, muito bem estampado, na capa da revista <a title="Latin Finance" href="http://www.latinfinance.com/"><em><strong>Latin</strong><strong> Finance</strong></em></a> , sob o título &#8220;Falling Behind&#8221; ?<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Enquanto os demais BRICs estão a bordo de máquinas de Fórmula 1, Lula da Silva, um piloto embriagado pelo poder, pilota um calhambeque, levando para passear sua turma&#8230; Cansei, sim!<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><a title="Article: Falling Behind, from Latin Finance" href="http://marcus-mayer.com/blog/2007/04/10/latin-finance-falling-behind/">O artigo sobre os BRICs, da revista &#8220;Latin Finance&#8221;, pode ser lido em nosso blog, na íntegra, em inglês, clicando-se aqui.</a><br />
</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na seqüência, republicaremos a série “Brasil no Mundo”, para que o leitor possa observar os números da triste realidade brasileira, expressa em números – e que teria saída, não fosse a brutal ineficiência e interferência do estado na economia.</span></em></p>
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		<title>O Brasil no Mundo &gt; Parte I </title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2007/05/16/o-brasil-no-mundo-parte-i/</link>
		<comments>http://marcus-mayer.com/blog/2007/05/16/o-brasil-no-mundo-parte-i/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 May 2007 23:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[BRICs]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[  O tamanho de nossa riqueza Parte 1 &#8211; PIB (Produto Interno Bruto) O Brasil é atualmente a décima maior economia mundial (ver tabela). Essa posição é definida pelo PIB (Produto Interno Bruto), que abrange todos os agregados macroeconômicos e traduz o valor monetário dos bens e serviços (empresas, instituições &#8211; com e sem fins [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"> </p>
<p align="left"><a title="map_brazil_world.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/map_brazil_world.jpg"><img class="alignright" title="Mapa Brasil Mundo" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/map_brazil_world.jpg" alt="map_brazil_world.jpg" hspace="10" width="115" height="59" align="right" /></a><strong><span style="font-size: 13pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O tamanho de nossa riqueza</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">Parte 1 &#8211; PIB (Produto Interno Bruto)</span><br />
<em><strong></strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 13pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> Brasil é atualmente a décima maior economia mundial (ver tabela). Essa posição é definida pelo PIB (Produto Interno Bruto), que abrange todos os agregados macroeconômicos e traduz o valor monetário dos bens e serviços (empresas, instituições &#8211; com e sem fins lucrativos -, profissionais liberais etc.) produzidos na economia, durante um determinado período de tempo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Conforme artigo da revista britânica <em>The Economist</em></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">, &#8220;Land of promise&#8221;, </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">traduzido neste blog, o PIB do Brasil teve, nos últimos anos, um crescimento (3,7%, em 2006) muito menor que os demais “BRICs” (qualificação criada pelo banco de investimento Goldman Sachs) –, Rússia, Índia e China. Graças ao Haiti, o país mais pobre das Américas, e 135º no ranking mundial do PIB, o Brasil não ficou em último lugar no quesito crescimento.</span></p>
<p><a title="Tradução do artigo " href="http://marcus-mayer.com/blog/2007/04/13/the-economist-land-of-promise/">Clique aqui para acessar o artigo da revista <strong><em>The Economist</em></strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="graph03gdp.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/graph03gdp.jpg"><img title="graph03gdp.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/graph03gdp.jpg" alt="graph03gdp.jpg" vspace="4" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">No início dos anos 1990, a China (4ª potência econômica, atrás dos Estados Unidos, Japão e Alemanha) ultrapassou, pela última vez, o Brasil – quando o país ainda era a 9ª maior economia do globo. Nos anos recentes, a pior posição ocupada pelo Brasil foi a 13ª, em 2004.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A melhora no ranking deve-se à valorização do real frente ao dólar, considerando-se o cálculo do PIB pela cotação, em dólares, da moeda corrente (Gross domestic product &#8211; GDP, current prices, U.S. dollars).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Segundo estimativas do Fundo Montenário Internacional, a Rússia (outro BRIC) ultrapassará o Brasil, em 2008. Não tardará muito para que a Índia, a Coréia do Sul, o México e a Austrália façam o mesmo, conduzindo a economia brasileira para a 15ª posição (e última dos BRICs) entre as maiores economias.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Nos próximos dias abordaremos a posição do Brasil no ranking do PPP (Purchasing Power Parity), que determina o poder de compra da população; do índice GINI, que mede a desigualdade social; e do IDH, que avalia a qualidade de vida.</span></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>The Economist: Land of promise</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2007 18:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[BRICs]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[A respeitada revista britânica The Economist, em sua edição de 12 de abril, traz uma reportagem especial sobre o Brasil, com o título Land of promise, que segue &#8211; por mim traduzida &#8211; abaixo. A matéria é muito interessante e abrangente. Leve-se em consideração a percepção que o exterior tem do Brasil no momento atual. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A respeitada revista britânica <strong>The Economist</strong>, em sua edição de 12 de abril, traz uma reportagem especial sobre o Brasil, com o título Land of promise, que segue &#8211; por mim traduzida &#8211; abaixo. A matéria é muito interessante e abrangente. Leve-se em consideração a percepção que o exterior tem do Brasil no momento atual. Vale muito a pena dedicar algum tempo para ler a íntegra do texto. (Clique sobre o logo da revista para ler a matéria em inglês)</span></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> </span></em></p>
<hr />
<p class="MsoNormal" align="left"><a title="logo_the_economist.gif" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/logo_the_economist.gif"><img title="logo_the_economist.gif" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/logo_the_economist.gif" alt="logo_the_economist.gif" align="left" /></a><span style="font-size: 7pt; font-family: Tahoma;"><span style="color: #000000;">ANÁLISE: BRASIL</span></span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><br />
</span><strong><span style="font-size: 13pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">Terra da promessa</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><br />
</span></strong><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">The Economist | 12 de abril de 2007</span><br />
<em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">Tradução: </span></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">Marcus Mayer</span></p>
<div style="text-align: center;"><em><strong>O Brasil é grande, democrático, estável e rico em recursos.</strong></em></div>
<div style="text-align: center;"><em><strong>Então, por que não está muito melhor?</strong></em></div>
<div style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #ffffff;">&#8230;</span></em></strong></div>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">N</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">a costa direita do largo canal que constitui o porto de Santos, o maior do Brasil, o Orange Wave aguarda uma carga de suco de laranja com destino a New Jersey. O North King, de origem panamenha, está sendo carregado da soja cultivada em algum lugar entre o sul temperado do Brasil e as savanas do centro-oeste. Além disso, impressionantes filas de carros aguardam pelo seu navio. Os terminais de carga, antes de propriedade do estado, expõem agora a heráldica corporativa: os logotipos de COSAN, produtor de etanol e açúcar; Bunge, comerciante de comida global; e America’s Dow Chemical. No ano passado, Santos quebrou o seu recorde de exportação de café &#8211; a commodity que fez nascer o porto, no século 19 &#8211; registrado anteriormente em 1909.</span></p>
<p align="center"><a title="porto.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/porto.jpg"><img src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/porto.jpg" alt="porto.jpg" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A ‘majestade Vitoriana’ de navios ancorados não permite desconfiar dos problemas que o transporte de carga enfrenta no caminho para e de Santos, responsável por 27% do comércio internacional do Brasil. No caso da soja os problemas começam no campo, onde o armazenamento deficiente força cultivadores a despachá-la diretamente ao porto, apesar do preço. Em seguida, enfrenta uma viagem acidentada em estradas esburacadas &#8211; 80% da carga chega a Santos em caminhões e não por estrada de ferro. A privatização e o melhor gerenciamento dos terminais conduziu a uma maior eficiência do porto, mas os navios ainda precisam aguardar em alto mar antes de adentrar o canal, que é 2m mais raso do que o recomendável. Os órgãos estatais reguladores para o meio ambiente estão retendo a permissão para aprofundá-lo. Os custos do transporte consomem quase 13% do PIB brasileiro, cinco pontos percentuais acima dos Estados Unidos, segundo Paulo Fleury da COPPEAD, uma escola de negócios do Rio de Janeiro. Essa é somente uma pequena parte da carga à qual os businessmen se referem desesperadamente como custo Brasil.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A larga capacidade de produção e a frustração se somam no Brasil nesses dias. O país explode em mercadorias cobiçadas pelas economias crescentes da Ásia &#8211; da soja ao minério. Nenhum outro país está mais bem qualificado para atender às demandas do entusiasmo global por biocombustíveis. Ainda assim, o Brasil recusa-se a crescer de acordo com as expectativas de sua população de 188 milhões. Desde o fim do “milagre econômico” dos anos 1960 e 70, quando o país foi o segundo a apresentar o mais rápido crescimento do mundo entre as grandes economias, o Brasil estagnou (ver diagrama 1). Durante os últimos quatro anos, enquanto o conjunto de países em desenvolvimento cresceu em média 7.3%, o Brasil estancou em 3.3%.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="3csu099.gif" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/3csu099.gif"><img title="3csu099.gif" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/3csu099.gif" alt="3csu099.gif" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em 2003 o banco de investimento Goldman Sachs qualificou o Brasil, ao lado da Rússia, da Índia e da China, como um dos quatro “BRICs” &#8211; países em desenvolvimento que compartilhariam o domínio da economia mundial antes de 2050. O Brasil teve um crescimento muito menor que os demais, levando alguns brasileiros a indagarem se o “B” seria excluído do grupo. A Coréia do Sul ultrapassou o Brasil em renda per capita nos anos 1980; pode não demorar muito para que a China e a Índia façam o mesmo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Os brasileiros também têm problemas “não-econômicos” com os quais se preocuparem. Em sua primeira oportunidade no poder, o Partido dos Trabalhadores (PT) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – de quem se aguardava o combate contra a corrupção – orquestrou um esquema arcaico de suborno de congressistas em troca de votos, conhecido como “mensalão” (pagamento de mesada). O Congresso que encerrou sua legislatura de quatro anos em dezembro é largamente apontado como “o pior da história”. No ano passado as duas maiores cidades do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro, foram aterrorizadas por bandos que atuam do interior do sistema prisional. A educação, possivelmente o pior defeito do Brasil, em vez de melhorar, tem piorado. Desde o ano passado, quando ocorreu o choque no ar entre um avião de passageiros e um jato executivo, as viagens aéreas se tornaram um tormento. O Brasil está “desmoronando em partes”, lamentou-se Lya Luft, colunista de Veja, a maior revista de notícias, no ano passado.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>Qual é o problema?</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A maioria dos brasileiros parece não ter noção. O presidente Lula ganhou a eleição de outubro passado de forma estrondosa, basicamente em virtude do assistencialismo aos pobres. A qualidade de vida está sendo melhorada, graças em parte às esmolas do governo federal. A desigualdade de renda, da qual o Brasil sofre mais do que a maioria dos países começou, finalmente, a encolher-se.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O mesmo é verdadeiro no que concerne à inflação, mantida às custas de altas taxas de juros. A introdução do real como moeda brasileira em 1994 encerrou décadas de alta inflação. Muitos observadores temeram que Lula a reacendesse quando foi eleito presidente pela primeira vez em 2002. O seu PT fez oposição ao Plano Real e as taxas de risco país dispararam com a perspectiva de eleição de Lula. Mas ele compreendeu que a inflação afetava mais os pobres. Desafiando os seus companheiros, entrincheirou a estabilidade, fielmente apoiada no tripé da política de seu predecessor e inimigo político, Fernando Henrique Cardoso: superávit primário elevado para reduzir a dívida em relação ao PIB, taxa de câmbio flutuante e metas de inflação.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Auxiliado pelo entusiasmo global por produtos brasileiros e pela estabilidade financeira, a dupla Cardoso-Lula conquistou um milagre econômico de tipo diferente. A inflação, no ano passado, foi de somente 3%, abaixo da meta de 4.5% estabelecida pelo Banco Central. Os mercados esperam que ela permaneça abaixo da meta neste ano. As taxas de juros reais estão em seu nível mais baixo desde 2001. O risco de uma crise externa interferir na economia doméstica &#8211; o que muitas vezes ocorreu durante os anos de 1990 &#8211; diminuiu. As exportações e o superávit da balança comercial dispararam (ver o diagrama 2), empurrando as reservas de divisas acima dos 100 bilhões de dólares. Quando o Brasil ficou independente em 1822 a Grã-Bretanha insistiu que ele assumisse as dívidas da coroa portuguesa. Agora o governo do Brasil é um credor internacional. A conquista de um rating de investment grade é, provavelmente, só uma questão de tempo. Quando Lula terminar o seu segundo mandato em 2010 o Brasil terá gozado “de 16 anos de estabilidade e predição”, diz Mailson da Nóbrega, um ex-ministro da Fazenda que agora dirige a consultoria Tendências. Este é um importante e muitas vezes subestimado desconto sobre o “custo Brasil”.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="4csu096.gif" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/4csu096.gif"><img class="alignleft" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="4csu096.gif" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/4csu096.gif" alt="4csu096.gif" hspace="10" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">De algum modo o Brasil é o mais estável dos BRICs. Diferentemente da China e da Rússia ele é uma democracia genuína; e diferentemente da Índia ele não tem nenhum conflito sério com os seus vizinhos. Ele é o único BRIC que não dispõe de uma bomba atômica. O “Índice de Liberdade Econômica” elaborado pela Fundação Heritage, e que inclui fatores como a proteção aos direitos de propriedade e livre comércio, classifica o Brasil como economia “moderadamente aberta”, acima dos outro BRICs, em grande parte “fechados”. Uma das razões principais para que o crescimento do Brasil tenha sido mais lento do que o da China e o da Índia é que o país é mais rico e mais urbanizado.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">As expectativas futuras persistem causando descontentamento porque o Brasil está sempre em um campo de batalha entre o avanço e a inércia. Desde a independência, que foi proclamada pelo filho do rei português, o Brasil foi fazendo remendo sobre remendo para modernizar-se em vez de livrar-se de velhos padrões e recomeçar definitivamente do novo. A constituição de 1988, que solidificou a democracia depois de 20 anos de ditadura militar, não aboliu a cultura da “cordialidade”, que em política significa primazia de gentilezas pessoais em contraste com o respeito às regras. “As liberdades e os direitos eleitorais estão consolidados”, diz o antigo presidente Cardoso, “mas falta cidadania, em relação ao respeito à lei. A democracia significa isto, também”.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>Muito, demais</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A constituição criou direitos em demasia – de estabilidade de servidores públicos, de permitir que governos estaduais criem taxas sobre receitas, de excessivos privilégios aos cidadãos, à transferências do governo – que o Brasil mal pode executar. Esses direitos ajudam a explicar porque as taxas de juros reais permanecem entre as mais altas do mundo, porque o investimento público em estradas, portos e outras áreas da infra-estrutura é lento, e porque a carga tributária é de um Welfare State europeu rico e não de uma economia jovem em desenvolvimento.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Conseqüentemente, o Brasil permanece no meio de uma metamorfose lenta na sua economia, na sua sociedade e no seu sistema de governo. “O Brasil contemporâneo é um híbrido entre duas modalidades: um desigual e hierárquico, outro universal e igualitário”, argumenta Jacqueline Muniz, antropóloga do Rio de Janeiro. O legalismo rígido convive com a ilegalidade exuberante, e um setor privado vibrante coexiste com um estado esclerosado. O presidente Lula, que se apresentou como uma alternativa aos oligarcas antiquados, agora governa com a sua ajuda. Poucos desses modernizadores não são manchados pelo seu passado.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Embora o progresso seja lento, as instituições do Brasil estão bastante firmes agora para deixá-lo razoavelmente seguro. O Goldman Sachs recentemente reafirmou a posição BRIC do país. O crescimento econômico pode superar os 4% neste ano. Quando as estimativas de crescimento do PIB foram revistas em março, o Brasil descobriu que ficou mais rico e menos endividado do que imaginava. Ele ainda pode fazer melhor. Mas isto necessitaria de mais discernimento de Lula, tão importante como a sua conversão à inflação baixa: que o obstáculo principal para progredir é o próprio estado.</span></p>
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		<title>Latin Finance: Falling Behind</title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2007/04/10/latin-finance-falling-behind/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2007 03:56:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[BRICs]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[Falling Behind April 2007 Brazil is the only sub-investment grade BRIC country. It risks falling even further behind if the government neglects urgent fiscal reforms required to power economic growth. Brazil has basked in the glory of its association with Russia, India and China, the fast growing emerging economies that join it in the BRIC [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: 130%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd"><a title="Latin Finance" href="http://www.latinfinance.com/"><img class="alignright size-full wp-image-2089" title="latin-finance-logo" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/04/latin-finance-logo.gif" alt="latin-finance-logo" width="170" height="56" /></a>Falling Behind</span><br />
</strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Helvetica">April 2007</span><strong></strong><strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Helvetica"><strong><em> </em></strong></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;"><strong><span style="font-size: 130%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">B</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">razil is the only sub-investment grade BRIC country. It risks falling even further behind if the government neglects urgent fiscal reforms required to power economic growth.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Brazil has basked in the glory of its association with Russia, India and China, the fast growing emerging economies that join it in the BRIC bloc. But by many measures it is falling far behind. When Goldman Sachs coined the phrase BRIC in 2003, the idea was that they could outstrip the G6 economies by 2050, both financially and politically. But as other BRICs take off, Brazil is looking increasingly like a low-tech laggard that cannot grow itself out of a debt overhang.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><img class="alignleft size-full wp-image-2087" title="Latin Finance - Falling Behind" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/04/latin-finance-falling-behind.jpg" alt="Latin Finance - Falling Behind" width="290" height="378" /> &#8221;Brazil has been riding the wave of global growth and a great world environment,&#8221; says Edgardo Sternberg, emerging markets debt strategist at Loomis Sayles, which manages $88 billion in equity and debt assets worldwide. &#8220;Beyond that, little has been done. When that environment disappears, I want to see how well Brazil does.&#8221;<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">The country is coasting on the commodity rally and its private sector is thriving despite one of the most hostile environments in the world. But Brazil risks squandering a unique opportunity to become a world player if the Lula administration fails to match impressive first term fiscal prudence with equally ambitious fiscal reform and investment in infrastructure and education.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">&#8220;Macroeconomic and financial instability have been reduced in a very significant and structural way, but the conditions for growth to accelerate to a new plateau have not been created,&#8221; says Alberto Ramos, senior Latin America economist at Goldman Sachs.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Ramos flags increased public spending through social transfer projects as a drag on Brazil&#8217;s projected 3.5% growth for 2007. China, India and Russia should register 9.8%, 8% and 7% economic growth in 2007, according to Goldman. Brazil has averaged just 2.6% growth since 2000, compared to 9.56% for China, 6.65% for India and 6.77% for Russia, Goldman data shows. And even though Brazil has the third largest economy by GDP, it has the second highest ratio of debt to GDP of the BRIC countries, the bulk of which is short-dated, keeping it at the junk rating.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><span id="more-368"></span><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Ramos sees slackening fiscal austerity and an uptick in public spending as cause for concern. &#8220;What [Brazil is] doing is reducing the primary surplus, which is quite a dangerous gamble for a country that still has a debt to GDP ratio of 70%. [Brazil] should be more aggressive in reducing the debt load at this stage by saving more of the revenue windfall over the next two to three years,&#8221; says Ramos.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">By contrast, Mauro Leos, Brazil sovereign analyst at Moody&#8217;s says, &#8220;China and Russia&#8217;s debt ratios have plunged radically.&#8221; According to Moody&#8217;s, Russia&#8217;s debt to GDP fell from a peak of 72.5% of GDP in 2000 to just 10.9% last year. Russia, which defaulted on its domestic debt in 1998, has been using oil exports to retire debt. China&#8217;s debt to GDP ratio has declined more modestly to 17.9% from a high of 21.1% in 1998.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">&#8220;The debt numbers are so powerful [in Russia and China] that we feel even though there are other problems with the credits, such as weak institutions and lack of transparency, those indicators are so strong that the credit risk is similar to an investment grade country,&#8221; Leos adds.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Interestingly, India has an even higher debt load than Brazil, at 92.3% of GDP. But Lisa Schineller, Standard &amp; Poor&#8217;s Latin America sovereign analyst, says India&#8217;s debt profile is stronger than Brazil&#8217;s. &#8220;India&#8217;s fiscal position is not crowding out private investment and growth. Its level of taxation is half that of Brazil and its debt profile is stronger: The average tenor of fixed-rate bonds issued by the government over the last several years is 14 years.&#8221; Schineller adds, &#8220;Brazil&#8217;s history of default and macroeconomic volatility contribute to extremely high real interest rates. This is not the case in India, where local capital markets intermediate domestic savings of some 30% of GDP. The incremental pace of fiscal reform in Brazil has a higher opportunity cost than it does in India.&#8221;<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Even with the impressive efforts Brazil has made to improve debt dynamics, Leos notes that most of the changes were in external debt, leaving domestic liabilities short dated, floating, and inflation linked. Fitch Ratings notes that roughly a third of Brazil&#8217;s domestic debt needs to be rolled each year, and a large share is either floating or inflation indexed. &#8220;The risk is Brazil gets stuck where it is,&#8221; says Leos.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>Outsized Returns</strong><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Dedicated emerging market investors are not overly concerned about Brazil&#8217;s debt overhang. That is because they are still getting compensated handsomely by the highest interest rates in the world, and liquidity is decent. The Brazil component of the EMBI Global returned 2.2% for the first two months of 2007, compared to 0.66% for Turkey, another Double B rated credit, and 1.49% for Latin America, 1.03% for Emerging Europe. By contrast, Chinese sovereign debt returned 1.87% and Russia yielded the lowest of the BRICs countries, at 1.01%.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Edwin Gutierrez, emerging markets fixed income portfolio manager at Aberdeen Asset Management, with $3 billion in assets, has roughly 22% of his portfolio in BRICs. Brazil gets the highest allocation, at around 14.5%, mainly in external sovereign debt. &#8220;We don&#8217;t have to move down the curve in Brazil because we are being paid 12% in government debt, whereas in Russia we have to be in corporates because sovereign yields are so low,&#8221; says the investor.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Gutierrez expects to stay invested in Brazil for the foreseeable future because he doubts it will reach investment grade in 2007. If Brazil makes high grade, it can access a much larger and deeper pool of investors who cannot buy junk. Gutierrez sees Brazil&#8217;s debt stock as still too short in duration and too heavily reliant on floating rate and inflation-linked instruments. &#8220;It is a vulnerability. For Brazil to have a meaningful swing, that composition has to change. It has to improve and it will take time.&#8221;<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Philip Suttle, global head of emerging markets research at Barclays Capital, describes Brazil&#8217;s efforts to reduce its external debt burden as &#8220;very impressive&#8221;. But he says Brazil is right to transition to growth gradually while sustaining a balance in the rest of the economy.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">George Estes, portfolio manager at GMO with $5 billion invested in emerging market debt, is less patient. He has $1.6 billion in the BRICs, with $1 billion of it in Brazil. Estes, who describes his fund as actively managed, is focused on the long end of Brazil&#8217;s external curve for the higher yield. Yet he is skeptical that Brazil will reach investment grade in 2007. &#8220;Brazil has grown much more slowly than the other countries and I don&#8217;t see that changing until they lower their tax burden from 38% of GDP. It is going to be a weight on growth that will prevent them from growing out from under their debt.&#8221;<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Loomis Sayles&#8217; Sternberg doubts that the second Lula administration has the political capital or will to embrace fiscal reforms. &#8220;It seems this administration is struggling with internal politics, juggling the needs of the country and the limitations of what the different party constituents will allow. That is not a good environment for doing any of the reforms required.&#8221;<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Sternberg adds that sound macroeconomic policy, which has tamed inflation and brought down interest rates, has done little to unleash economic growth. &#8220;We have seen rates come down from 19.75% to 12.75%, which is substantial and should have helped and didn&#8217;t do anything for growth. The trouble is the country taxes far too much.&#8221;<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>Productivity Crisis</strong><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Companies like mining giant CVRD have invested billion in infrastructure to get their goods to market. But the bulk of the private sector must struggle with an ageing system that suffers from chronic underinvestment. The World Bank estimates that Brazil must invest a minimum of 3.2% of GDP per year up to 2010 to revitalize its infrastructure. It would need to spend up to 9% of GDP to bring it in line with current coverage in Korea. &#8220;While ambitious, this effort, which would add more than four percentage points to the Brazil&#8217;s GDP growth, is not unrealistic. Similar increases were achieved by Indonesia, Korea, and Malaysia from the late 1970s to the late 1990s,&#8221; notes Paulo Correa, author of a recent World Bank report on Brazilian infrastructure.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Lula&#8217;s second administration put forward the so-called PAC initiative to stimulate growth through infrastructure spending. Brazil spent an average of 21% of GDP between 1995 and 2005 compared to 36% in China and 26% in India. Christian Stracke, head of emerging markets strategy at CreditSights, says almost all economic growth in Brazil since the early 1980s can be attributed to increases in the economically active population, not to investment in the stock of physical or human capital.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">The public sector relies too much on a distorting tax system with a series of cascading taxes such as a financial transaction tax, a social security levy on companies that charges firms at every step of production, says Goldman&#8217;s Ramos. Some corporate taxes, for example, tax revenues rather than profits, making it very difficult for new companies to grow.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Although India, China and India share large informal sectors, they have much less burdensome public sectors and their biggest advantage is the openness of their economies. &#8220;Brazil has misgivings about opening decisively to trade, it is still a closed economy. By comparison, China and India endorse more of a free trade platform with the rest of the world,&#8221; claims Ramos.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Underinvestment in education is also holding the country back. &#8220;Unusually low spending on education should be far more of a concern for investors and policy makers than it is, as Brazil ranks extremely low amount its Latin American peers, not to mention its peers in Eastern Europe and East Asia,&#8221; says Stracke. Admittedly, the previous administration of Henrique Cardoso invested heavily in education, reducing Brazil&#8217;s illiteracy rate and raising enrolment in schools, but the effects of that will take a generation to be felt, says Goldman&#8217;s Ramos.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>Surviving Against the Odds</strong><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A handful of Brazilian companies has shown it can more than thrive in the cut and thrust of the global economy. Siobhan Morden, Latin American local markets strategist at ABN AMRO, says successive 2006 rate cuts have still not taken full effect and should feed into higher economic growth for Brazil as private sector companies tap the local markets for financing.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Matthew Hickman, portfolio manager at Credit Suisse Asset Management, which has $4.9 billion in emerging market equities and $450 million in Latin America, believes Brazil&#8217;s macroeconomic stability, &#8220;will allow real interest rates to come down, a financial system to mature. Penetration of credit allows companies to plan in the longer term.&#8221;<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Caio Auriemo, chairman of Brazilian diagnostic imaging firm Diagnósticos da América SA (DASA), which went public in 2004, says macroeconomic stability should not be underestimated. Between 1974 and 1998 he relied on rolling over 30-day high interest loans from local banks to finance growth. In 1998, a private equity firm took a stake in DASA and groomed it to tap financial markets. That pushed the client base to 50,000 clients a week from 1,500.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">DASA wants to become the leading provider of diagnostic imaging services in Latin America and like many companies in Brazil, hopes to benefit from domestic consumption. DASA imports diagnostic imaging equipment from Japan and the US. Previous Brazilian administrations have done much to nurture the medical sector and Brazil has become a leader in generic drugs.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">&#8220;We have very good medical schools in Brazil connected with external universities. The government invested a lot in healthcare and our industry is lucky to have this momentum,&#8221; says Auriemo. However, he admits financial support for investment in research and development is lacking. &#8220;In Brazil we don&#8217;t have enough support for research and development, so we decided to be the suppliers of the doctors. We don&#8217;t try to have patents on technology.&#8221;<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Brazil excels in aerospace and agriculture. Embraer, which was founded in 1969 as a state-owned company and privatized in 1994, is a source of national pride. It has become one of the largest aircraft manufacturers in the world in commercial, defense, and executive aviation, with a market capitalization of around $8.3 billion.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">And Brazil is the world&#8217;s largest producer of green coffee, orange juice and sugar, with a 2005 market share of 36%, 60% and 20% respectively. It is the world&#8217;s second largest producer of ethanol, with a total output of 16 billion liters in 2005. China is the world&#8217;s third largest ethanol producer, with 8% market share, followed by India with a nearly 4% stake.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Oil-dependent countries, especially in Asia, have announced official programs to increase the use of biofuels. Brazil recently revived a 1975 National Ethanol Program (&#8220;Pro-álcool&#8221;), developed as an alternative to oil in the aftermath of the first oil crisis. After a decade of glory, in 1989, the program collapsed because of a severe shortage of ethanol locally. The first hybrid car that could run either by gasoline and/or ethanol was launched in 2003 and, since then, demand has increased significantly. During the first nine months of 2006, flex-fuel cars accounted for 80% of new car sales in Brazil. Investment in the sugar industry is surging as a result.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>Relative Maturity</strong><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Suttle says Brazil&#8217;s financial system and domestic capital markets are more mature and robust than those of Russia, India and China. &#8220;Brazil has a very strong banking system and a real equity market with first world practices. China is the wild east. In China, there is a dual system with a new economy that has many first world standards and practices and then there is the state owned system with its legacy problem.&#8221; One Brazilian hedge fund manager, who buys Brazilian and Chinese stocks, describes China&#8217;s fledgling equity market as &#8220;a black box&#8221;. By contrast, Brazil has the most progressive corporate governance principles in Latin America, he says.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Hickman says &#8220;China may be growing at a great rate but it is a far less well balanced economy with an undeveloped financial system compared to Brazil. That would give me concern over the longer term.&#8221; Barclays Suttle commends Brazil for being &#8220;much more willing to let markets work&#8221; and highlights the free-floating currency. &#8220;The government played a role in the whole dollar adjustment story, and that is in a major contrast with the other three countries that are running close to fixed exchange rate policies,&#8221; adds Suttle.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">What is needed now is more vision on the fiscal reform side, claims Ramos. &#8220;The administration has been shy in investing political capital to get these reforms approved. They don&#8217;t think they need to approve a social security reform and they have been very timid at pushing for labor reform. That is a problem when you don&#8217;t see any advances in the fiscal area.&#8221;<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">It will probably take another crisis in Latin America to shake governments out of their complacency. In the past, Brazilian politicians have only taken action when things have been dramatically bad. It remains to be seen whether the second Lula administration has what it takes to bring Brazil up to speed with other large emerging markets. LF<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>Latin American Financial Publications Inc.</strong><br />
<a href="http://www.latinfinance.com/">www.latinfinance.com</a></span></em></p>
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