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Kassab em São Paulo e Gabeira no Rio

Meu título de eleitor ainda está registrado na 17ª zona eleitoral do Leblon, no Rio de Janeiro, onde vivi por quase duas décadas. Os últimos tempos, porém, tenho passado em São Paulo, minha cidade natal. Aqui, acompanhei as gestões de mais de uma dezena de prefeitos paulistanos – desde a época em que ainda eram nomeados pelo governador. No Rio de Janeiro, presenciei a falência da cidade, durante a gestão de Saturnino Braga (quando da primeira eleição direta), e a vi renascer com César Maia, em 1993.

Hoje, externo minhas preferências diante do quadro eleitoral que se apresenta nas duas cidades. Comecemos pelo Rio. Estou com Gabeira! Apesar de seu passado político torpe – atuou como guerrilheiro da extrema-esquerda e apoiou Lula da Silva em diversos momentos da história recente – tornou-se um ícone em defesa da moralidade na política e da liberdade nas relações econômicas. Além disso, é um tradicional defensor da conservação do meio ambiente.

Em São Paulo apoio o prefeito Gilberto Kassab por duas razões: 1.) realiza uma ótima gestão em parceria com o PSDB, partido esse extremamente bem representado pela atuação de Andrea Matarazzo, secretário de coordenação das subprefeituras; 2.) participa de um projeto político, ao lado do governador José Serra, que visa a defenestrar a turma do perfeito idiota Lula da Silva do Palácio do Planalto.

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Michael Bloomberg: um ótimo exemplo

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O prefeito da cidade de Nova York, Michael Bloomberg (foto), trabalha a 1 dólar por ano, vive na sua própria casa e doou 144 milhões de dólares no ano passado a mais de 800 organizações da cidade. O antigo analista de Wall Street criou um serviço de notícias digno de bilhões de dólares. Isto o ajudou a apoiar esforços nas áreas de saúde pública, artes, instituições educativas e serviços sociais na cidade.

Fonte e crédito para a foto: Business Weekmichael_bloomberg


lucas_mendes.jpg Presidente Bloomberg?
por Lucas Mendes *
para a BBC Brasil

Como é bom ser governado por um líder que faz, não rouba nem deixa roubar, vai de metrô para o trabalho, não diz besteira nem o politicamente correto, não decide com base em pesquisa, não puxa o saco nem deixa puxar o dele, não é político e nem mesmo tem base partidária.

Michael Blooomberg agora nem tem partido. Esta semana deu uma banana para os republicanos. Ele é meu sexto prefeito em Nova York e continuaria votando nele o resto da vida. Infelizmente a lei não permite mais um mandato.

Com exceção de Koch, os prefeitos anteriores quase enterraram esta cidade. Giulliani leva a fama de salvar Nova York do crime na década de noventa e do desespero depois do 11 de setembro. Ele merece crédito pela liderança nos quatros meses finais do mandato, depois dos ataques às torres, mas quando deixou o cargo Nova York estava de novo à beira de outra crise financeira, endividada, desempregada e racialmente tensa.

Bloomberg se elegeu graças a seus bilhões, mas herdou um pepino sem um dia de experiência em administração pública e suas primeiras decisões, naquela época, foram controvertidas e impopulares. Proibiu cigarros em bares e restaurantes e aumentou o imposto predial em 18%. Seu índice de aprovação caiu de quase 70% para 20%, e o fim de sua jovem carreira política estava à vista.

Ele não só deu a volta por cima como já devolveu boa parte dos impostos, a cidade está com dinheiro de sobra nos cofres e com crédito AA na praça. Bem munido para brigar com a indústria de alimentos e contra a obesidade, Bloomberg baniu gordura trans dos restaurantes.

Tornou-se o inimigo público número 1 da indústria de armas por causa de seus processos contra vendedores que não cumprem as leis e pela criação de uma associação de mais de duzentos prefeitos para aprovar leis anti-armas impassáveis em Washington.

Seu projeto da Nova York verde é um dos mais radicais do mundo e, contrariando fórmulas financeiras conservadoras, criou o maior plano habitacional do país para a população de baixa renda. Seus 165 mil apartamentos dariam para abrigar a população inteira de Atlanta.

Agora em setembro vai começar sua versão do bolsa-família inspirado no modelo mexicano Oportunidades. Com dinheiro da iniciativa privada, inclusive do próprio bolso, 2.500 famílias vão receber US$ 5 mil por ano se cumprirem metas como filhos estudiosos, pais mais envolvidos nas decisões nas escolas, check-up médico, emprego em tempo integral. O progresso destas 2.500 famílias vai ser comparado com o de outras 2.500, em iguais condições de pobreza. Se o sucesso dos bolsistas for comprovadamente superior, o projeto se tornará público.

Presidente Bloomberg? Infelizmente jamais. Como ele mesmo diz, quem votaria num judeu baixinho, bilionário, com um divórcio nas costas e reputação de liberal? – Muita gente. Não para se eleger presidente, mas o suficiente para destruir as chances de Hillary Clinton ou de qualquer democrata em 2008, como Ralph Nader destruiu as de Al Gore em 2000 e Ross Perot as do Bush pai em 1992.

Meu querido prefeito, pelo amor de Deus….

* Lucas Mendes é jornalista e apresentador de televisão. Em 1993 criou o programa Manhattan Connection, para o GNT, da Globosat, onde continua até hoje como apresentador e editor executivo. Escreve colunas periódicas para a BBC.

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Cidade Maravilhosa por R$ 45 mil

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policiafederal.jpgO “passeio” de Fernandinho Beira-Mar, hoje, ao Rio de Janeiro, segundo reportagem do Jornal do Brasil, teria custado R$ 45 mil, conforme estimou a Federação Nacional dos Policiais Federais, aos cofres públicos. Além dos governantes, será que algum contribuinte concorda com essa destinação do dinheiro de seus impostos? – Eu, não!

Por isso, considero como solução definitiva para o problema penitenciário, no Brasil, sua total privatização. Como seria satisfatório vislumbrar os ‘lalaus’, ‘delúbios’ e ‘beira-mares’ quebrando pedras ou costurando uniformes escolares em um presídio particular, onde renderiam lucro para a sociedade. Lembremo-nos que além da ressocialização e da remuneração à qual teriam direito os presos, as ‘empresas-penitenciárias’ ainda pagariam impostos. Mas tudo isso já é sonhar muito…

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A difícil tarefa de administrar São Paulo

Prefeito Gilberto Kassab (DEM-SP)Em diversos artigos elogiei iniciativas do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), na foto ao lado, mormente a “Lei Cidade Limpa”, que visa a acabar com a poluição visual no município de São Paulo. Em nossa recente coluna WEEKLY NEWS dedicamos dois blocos a projetos da Prefeitura. O primeiro destacou o incentivo fiscal oferecido às empresas que se instalarem na região da Nova Luz, antiga “cracolândia”, no centro antigo da cidade. O outro bloco foi dedicado ao plano do secretário de Subprefeituras, Andrea Matarazzo, de revitalizar a região do Parque Dom Pedro.

Estação Júlio PrestesCertamente, todo paulistano ou morador da capital paulista sabe reconhecer a importância desses projetos. A degradação do centro da metrópole foi catastrófico. Durou muitas décadas e nada era feito para mudar a situação.

Felizmente, a situação parece começar a ser revertida. Destaque-se a espetacular reforma que sofreu a antiga Estação Júlio Prestes, transformada na Sala São Paulo, um dos mais espetaculares salões de concertos do país. Também as restaurações da Estação da Luz, que hoje comporta o Museu da Língua Portuguesa e do Mercado Municipal que se transformou em ponto turístico da capital. Sugiro uma visita ao ótimo site CentroSP, onde estão muito bem descritos e fotografados diversos projetos interessantes de reurbanização.

A revitalização do centro antigo teve início na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT-SP), que já foi merecedora de comentário elogioso em nosso blog, quando abordamos a reforma realizada na Av. Nove de Julho – com novas calçadas e um decente corredor de ônibus. Lamente-se o ridículo outdoor do deputado estadual Campos Machado (PTB), na foto abaixo, que desadorna terrivelmente a fachada de seu escritório e a paisagem da bonita avenida.

FOTO: A reformada av. Nove de Julho e a excrescência do dep. Campos Machado

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DENÚNCIA – Depois de enumerados destaques positivos das obras da municipalidade, nosso leitor Gabriel Souza (23), estudante do curso de Letras da USP, solicitou que analisássemos um fato recente, nem tão saudável, ocorrido na administração do atual prefeito. Referia-se à matéria publicada no jornal Folha de S.Paulo, do dia 08/5/2007, sob o título “Kassab se omite, e benesse a vereador vai virar lei em SP”. Abaixo destaco um trecho da matéria, para que se possa entender o que aconteceu:

”O prefeito Gilberto Kassab se omitiu e com isso garantiu ontem a aprovação do projeto que amplia os benefícios dos vereadores de São Paulo. Kassab não sancionou nem vetou ontem o projeto de lei, de autoria da Mesa da Câmara. Ontem venceram os 15 dias úteis previstos no artigo 43 da Lei Orgânica do Município para que o prefeito se manifestasse – o projeto chegou à prefeitura no dia 13 de abril. (…) Com sua omissão, uma hipótese prevista no parágrafo 3º do artigo 43 da Lei Orgânica do Município, ele evita um atrito com os parlamentares e tenta fugir de mais um desgaste com a opinião pública.”

mercado-municipal.jpgNOSSA OPINIÃO: Infelizmente, qualquer que fosse o prefeito a mesma decisão seria tomada. Vetando o projeto, seria deflagrada uma indisposição entre os poderes Legislativo (Câmara) e Executivo (Prefeitura). A única solução que encontra essa situação vergonhosa é através das urnas. Cabe ao eleitor o veto. Está faltando mais ação por parte de ONGs como a Transparência Brasil e da própria sociedade civil como um todo, no sentido de se manifestar de forma contundente contra projetos tão vergonhosos quanto esse, do vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR). A própria imprensa deveria dar maior destaque ao tema e denunciar o que, particularmente, considero mais um escândalo com uso inadequado do dinheiro dos impostos.

Leia-se abaixo o restante da matéria da Folha, enumerando a falta de escrúpulos desse outro bando de canalhas da Câmara Municipal de São Paulo:

“O projeto foi uma promessa de campanha do vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR) para ganhar a presidência da Casa no fim do ano passado. Os vereadores terão, a partir de agora, uma verba de até R$ 12,5 mil para pagar as despesas de seus gabinetes. Hoje, os parlamentares têm direito de usar cotas de serviços fornecidos pela Câmara, como cópias de documentos, correios e gasolina para o carro oficial que, no total, somam cerca de R$ 10 mil por mês para cada vereador. (…) Os vereadores têm salários de R$ 7.155 por mês e contam com até 18 assessores – que agora poderão trabalhar fora da Câmara, nas bases eleitorais dos parlamentares – com salários de até R$ 6.700. Além disso, os servidores poderão, por exemplo, ganhar R$ 1.200 extras para assessorar, em seu próprio horário de trabalho, as comissões da Casa. O projeto também abre margem para que funcionários de carreira recuperem uma parte dos ganhos retirados em 2003, quando uma reforma administrativa cortou benefícios em cascata que levavam a supersalários de até R$ 48 mil.

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Trogloditas na universidade

Na última quinta-feira, conforme noticiou a Folha Online (leia o artigo), “estudantes” da USP invadiram a reitoria da universidade e destruíram móveis e portas. As aspas para a palavra estudantes são propositais pois, em realidade, trata-se de trogloditas que desconhecem a civilidade.

che-t-shirt.jpgQuem visitar o campus da universidade não vai se surpreender ao topar com uma grande massa de estudantes que adotam uma moda ultrapassada à la Che Guevara, com cabelos e barbas mal aparados e em trajes – diria – duvidosos. Camisetas estampando o rosto do idiota latino-americano Hugo Chaves ou do ditador cubano Fidel Castro não são raras. Mas fiquei surpreso, outro dia, ao ver uma garota usando uma blusa com a inscrição Hò Chí-Minh – nome do ditador comunista do Vietnã –, e, pouco adiante, um rapaz com um t-shirt vermelho com a inscrição “CCCP” – que significa URSS, no alfabeto cirílico. Quem sabe, um dia desses, encontro algum troglodita trajando uma camiseta com o nome de Pol Pot*.

Naturalmente, há muito romantismo e idealismo juvenil na cabeça desses estudantes. A maior parte, quando ingressar no mercado de trabalho – e tiver real noção do que foi o comunismo no século passado -, refletirá a respeito da estupidez de um dia. Uns poucos, porém, principalmente aqueles que não forem muito bem sucedidos em suas vidas profissionais, talvez continuem achando que a “saída pela esquerda” seja o melhor caminho para amenizar as dificuldades impostas pelo “malvado mundo da globalização” e militarão em algum MST, PT ou PSOL.

Como estudante da universidade, depois desses comentários, corro risco de ser repudiado por parte daqueles que se identificarem com os perfis descritos acima. Poderei ser estigmatizado como mais um “porco capitalista”.

Minha intenção, contudo, não é ingressar numa batalha ideológica, mas chamar a atenção para a possibilidade democrática que todos têm de expressar-se, seja através das inscrições nas camisetas, seja através da moda – por mais duvidosa que seja. O que não é possível tolerar são manifestações animalescas, com quebra-quebras violentos, tais como ocorreram na reitoria.

pol-pot.jpg* Pol Pot, líder do Khmer Vermelho, movimento comunista do Cambodja, exterminou entre 1,7 e 2,0 milhões de pessoas (quase ¼ da população de seu país), entre 1975 e 1979. Em números proporcionais, Pol Pot foi responsável pelo maior genocídio da história. As vítimas eram espancadas até a morte ou sufocadas com sacos plásticos para poupar balas de artilharia.

Dados do United Human Rights Council

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O outdoor mais ridículo da cidade

Enquanto o prefeito Gilberto Kassab (DEM), trabalha para transformar São Paulo numa cidade mais bonita, livre da poluição visual, o deputado estadual Campos Machado (PTB) insiste em manter diante de seu escritório político, na avenida Nove de Julho, duas placas formidáveis com o seu nome e a sua foto, na qual aparece usando uma ‘belíssima’ peruca.
(aprecie a foto abaixo)

O deputado “porcalhão” recebeu 246.247 votos, tornando-se o mais votado para a Assembléia Legislativa de São Paulo na última eleição. Entre os seus inúmeros projetos de lei, ‘de grande relevância’ para os cidadãos e para o estado, diversos dão nome a viadutos e trevos de rodovias, um declara de utilidade pública um centro espírita, e outro institui o ‘Dia do Maquinista’.

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Confira, clicando aqui, como esse deputado é “útil” para a cidade e para o estado, no site da AL!

NOTA: O trabalho do conspícuo deputado é de tão elevada relevância para o povo do estado de São Paulo, que o link fornecido acima foi alterado pela Assembléia Legislativa. Os demais colegas deputados devem ter se sentido muito enciumados. E graças a “Lei Cidade Limpa” o outdoor foi, finalmente, retirado depois de muitas denúncias de nosso blog!

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Frase da semana

“Só existem dois tipos de brasileiros: os que amam o Rio e os que não conhecem o Rio.

Aécio Neves, governador de Minas Gerais, para a coluna de Ancelmo Góis, em O Globo

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Pelos corredores de trânsito

Depois de alguns dias distante do trânsito infernal da cidade durante os feriados da Semana Santa, tornei a percorrer em meu velho e confortável companheiro Peugeot o trajeto que separa a Universidade de São Paulo, no Butantã, e minha residência, no bairro do Tremembé, ao pé da Serra da Cantareira, na zona norte de São Paulo.

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No intuito de fugir dos congestionamentos das Marginais, prefiro cruzar a cidade, quase em linha reta, passando pela av. Santos Dumont, totalmente reformada durante as últimas administrações de Jânio Quadros e Paulo Maluf, e seguir pela avenida Nove de Julho que, depois das obras da ex-prefeita Marta Suplicy, teve o fluxo de automóveis particulares e de coletivos melhorado de forma extraordinária. O túnel Max Feffer, sob a avenida Faria Lima, também agilizou o acesso à Ponte Cidade Jardim, que conduz ao Jockey Club e ao Estádio do Morumbi.

Recordo perfeitamente a época em que as obras de Dona Marta foram realizadas, pouco antes das últimas eleições municipais, quando percorrer os principais corredores norte-sul da cidade tinha se tornado um verdadeiro caos.

Apesar dos benefícios que as reformas nessas vias propiciaram ao cidadão e ao motorista, com a construção de túneis e a reurbanização de avenidas e corredores de ônibus, o retorno eleitoral não foi suficiente para reeleger a prefeita. Os transtornos causados pelas obras, que precisavam ser entregues antes da eleição, foram tantos que não houve tempo suficiente para que a administração obtivesse o reconhecimento pelas benfeitorias urbanas.

logo-cidade-limpaHoje tive uma grata surpresa. Além de observar uma cidade mais limpa da poluição visual, trafegar pelas ruas já está se tornando um pouco mais fácil. Em meu trajeto para casa, considerado o horário, optei pelas Marginais. O asfalto novo e a sinalização horizontal, para não dizer que estão perfeitos, encontram-se em muito melhores condições que há poucos meses. Consegui fazer todo o trajeto que separa as pontes Cidade Jardim (na Marginal Pinheiros) e a ponte das Bandeiras (na Marginal Tietê) sem cair em nenhum buraco!

Em vez de retornar diretamente para casa, resolvi aproveitar a tranqüilidade das noites de segunda-feira – sobretudo depois de um feriado prolongado – para deliciar-me, com uma excelente pizza e algumas taças de vinho Malbec, na Pizzaria Margherita, na rua Haddock Lobo, no bairro de Cerqueira Cézar.

Por razões que não preciso comentar neste espaço, meu trajeto seguinte, de volta para casa, atravessou o túnel do Anhangabaú, no qual máquinas trabalhavam para melhorar o asfalto. Ao chegar à avenida Dr. Zuquim, que há algumas semanas também se encontrava em obras de recapeamento, atravessei a onda verde dos sinais inteligentes – funcionando (!) – sem precisar parar nos cruzamentos (apesar da atenção necessária) e rodei por um asfalto novo em folha.

A razão de relatar tudo isso é a seguinte: não estamos em ano de eleição e podemos vislumbrar a prefeitura trabalhando. Naturalmente, essa constatação deveria ser permanente, mas o que estamos acostumados a vislumbrar são “obras de perfumaria” sendo executadas com o único e exclusivo propósito de angariar dividendos eleitorais. Dessa vez, parece que há mais responsabilidade e seriedade no que concerne à manutenção das vias públicas, que há tanto tempo mereciam atenção.

Também foi ótimo escutar, em entrevista à rádio CBN, o secretário municipal de Transportes, Frederico Bussinger, afirmar que a verba destinada a sua Secretaria foi triplicada neste ano e que o equipamento eletrônico que faz com que os sinais de trânsito se tornem “inteligentes” – adotando ondas verdes e alterando o tempo em que permanecem abertos ou fechados, conforme o fluxo de veículos nos distintos horários -, sofrerá manutenção.

Este blog já ofereceu o espaço de um artigo para elogiar a “Lei Cidade Limpa” do prefeito Gilberto Kassab, do Democratas. Hoje, em vez de tratar de algum aspecto negativo da administração ou apontar um problema que enfrenta o cidadão, preferi destacar algo que pode existir de positivo, também, na administração pública. Continue assim prefeito!

 

 

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Por uma cidade mais bonita

Gilberto KassabDesde domingo, 1º de abril, entrou definitivamente em vigor a “Lei Cidade Limpa”, do prefeito Gilberto Kassab (foto), do Democratas, na cidade de São Paulo. Para os outdoors a lei já valia desde o fim do ano passado, mas várias empresas ainda mantêm placas por força de liminares.

Os chamados anúncios indicativos, que são os letreiros dos estabelecimentos de comércio e de serviços terão de atender a um padrão limitado pela lei. Imóveis com medida de frente de 10 a 100 metros poderão ter letreiros de no máximo 4m², enquanto os totens não poderão ter mais de 5m de altura.

Este blog apoia a iniciativa do prefeito e a “Lei Cidade Limpa”, pois deseja uma São Paulo mais bonita. Nosso viés liberal não se coaduna com a desordem e a poluição visual de que a cidade era vítima. Parabéns, prefeito!

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