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Novo ciclo de prosperidade

euro_dollarPara conduzir nossas vidas de forma satisfatória é importante estarmos bem informados. Diante do atual momento de crise econômica global, ficamos ansiosos por informações corretas e que possam auxiliar em nossa tomada de decisões.

Temos à disposição CNN, Globo, Folha, Estadão, BBC, Al-Jazeera, Reuters, Le Monde, Times, e até TeleSur, entre tantas outras produtoras de notícias, para formarmos nossas opiniões. Todavia, nem sempre as informações são claras e corretas.

O artigo que apresentamos a seguir tem como objetivo permitir um melhor entendimento da crise econômica que atravessa o mundo. Não temos o monopólio da verdade nem do conhecimento. Mas muito diferentemente daquilo que tem sido divulgado pelos grandes meios de comunicação, a origem dos problemas econômicos atuais não é de responsabilidade do setor privado ou da globalização. É culpa exclusiva de governos irresponsáveis e incompetentes!

A solução para a crise também não será determinada pelo socorro trilionário de governos ao sistema financeiro, às montadoras de veículos ou ao setor imobiliário. O mercado terá de adaptar-se ao novo cenário e encontrar a recuperação. Uma recuperação que virá muito em breve, acompanhada de um novo ciclo de grande prosperidade ao redor do mundo!


mm150x187Da origem à solução da crise
por Marcus Mayer*
exclusivo para o Blog | Terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

 

É possível ser otimista em meio a um cenário de grave crise econômica global? A resposta é sim! Isso se pudermos entender o momento atual e enxergar claramente as perspectivas.

Discorrer sobre questões econômicas pode parecer complicado, levando em consideração a terminologia técnica. Tentaremos, porém, apresentar explicações simples e exemplos acessíveis, traduzindo do economês para o português, como diria Joelmir Beting.

Para compreender como se dará a saída da crise, é necessário conhecer muito bem a sua origem. A metáfora mais utilizada para explicá-la é a da bolha – ouvimos falar de bolha imobiliária, bolha especulativa, bolha de consumo etc. Na química, um gás flutua dentro de um líquido e cria essa formação. O que ocorreu na economia foi algo bastante parecido, ou seja, criou-se uma bolha de dinheiro. Ela estourou e o dinheiro se perdeu, tal qual o ar que se espalha na atmosfera ao ser liberado do líquido.

Antes da formação da bolha econômica, um número expressivo de poupadores estava se abastecendo de dinheiro, proveniente de aplicações financeiras. Quando os juros baixaram, decidiram rever seus investimentos e transferiram suas aplicações para o mercado imobiliário. Tanto as instituições de crédito quanto o público em geral, observando o movimento favorável no setor, fizeram a curva da oferta e da demanda crescer sensivelmente. Isso quer dizer: mais crédito foi oferecido e mais pessoas se valeram da oportunidade.

Em microeconomia, sabe-se que quando o setor da construção civil está aquecido, todas as outras áreas serão beneficiadas. Quanto mais pessoas são empregadas, maior é a geração de renda e, consequentemente, maior também é o consumo. Esse se alastra para todos os campos da economia e ultrapassa fronteiras, pois avançam também as importações.

Diante de um cenário de muito consumo, a prosperidade se propaga por todo o mundo e vive-se o chamado ciclo de aquecimento da economia global. Essa é a hora na qual os mais pobres de todo o mundo vislumbram a chance de progredir. 

housing-bubble-girlO extraordinário crescimento global refletiu imensamente sobre os miseráveis. Um número expressivo de povos subsaarianos, asiáticos e latino-americanos conseguiram se afastar da condição de pobreza extrema e foram incluídos entre a massa de consumidores globais.

AMÉRICA LATINA – Como a prosperidade não tem ideologia nem necessita de fronteiras, até Hugo Chávez, da Venezuela, e seu projeto populista foram beneficiados pelo aumento do consumo de petróleo, que permitiu abarrotar o seu cofre. Lula da Silva, no Brasil, pôde inchar a máquina governamental e oferecer cargos públicos aos amigos e apoiadores no Parlamento. Governantes populistas tiveram a chance de distribuir dinheiro sem exigir contrapartida, garantindo reeleições, apesar de escândalos de corrupção.

Um dos aspectos negativos do crescimento econômico global foi a agressão ao meio ambiente. A fartura de dinheiro e o consequente aumento do consumo implicaram aumento na produção de energia, na maior parte das vezes pouco limpa; emissão de gases poluidores na atmosfera; devastação de florestas. Contudo, aumentou a preocupação com o desenvolvimento sustentável e de novas tecnologias.

Em meio à festa do crescimento global, de repente, os juros começaram a subir e toda a alegria acabou.

O leitor deve estar se perguntando, quem foi o idiota que resolveu aumentar os juros? A resposta é simples: governos e poderes estatais incompetentes.

Quando um estado gasta demais e não consegue equilibrar o seu orçamento, ou seja, a arrecadação de impostos é inferior aos seus gastos, precisa pegar dinheiro emprestado. Qualquer pessoa conhecedora de economia doméstica tem plena noção de que não pode gastar mais do que ganha. Às vezes, para adquirir um novo bem, necessita de um financiamento. Não há nada de errado nisso! Contanto que as prestações caibam no orçamento.

No caso de governos irresponsáveis, essa preocupação não existe. Jamais vêem limites, gastam o dinheiro do orçamento, não pagam as dívidas já contraídas e investem em projetos que, em geral, são muito mais de seu interesse próprio que do país e de seu povo.

O estouro do orçamento causa o chamado déficit público. Para financiar a aventura, governos decidem vender papéis, os chamados títulos do tesouro. Como estados gastadores em geral não são merecedores de crédito, para atrair compradores oferecem juros superiores aos praticados pelo mercado, às instituições financeiras e aos especuladores.

bush_warÉ perfeitamente admissível afirmar que o governo de George W. Bush tenha sido o principal responsável pelo estouro da bolha de prosperidade. Para financiar seus projetos de guerra, ultrapassou todos os limites da capacidade de endividamento do estado. Naturalmente, o interesse maior da chamada ‘doutrina Bush’ foi permitir lucros extraordinários à indústria bélica e produtora de petróleo. Não é preciso explicar que foram elas as principais doadoras de fundos para as campanhas eleitorais.

O problema específico da bolha imobiliária começou ainda durante o governo de Bill Clinton. Apesar de George Bush não ter consertado o que a sua gestão herdou de errado, certamente, também não é ele, sozinho, o único responsável pela crise. Mas podia, perfeitamente, tê-la evitado! Nessa hora, aonde estavam os congressistas e os especialistas da grande imprensa, das universidades e do setor privado, que permitiram a construção da catástrofe? Estavam todos se beneficiando com a ilusão do crédito barato.

Exatamente o mesmo pode ser indagado a brasileiros ou venezuelanos, para ficar somente em dois exemplos latino-americanos e de fácil compreensão. Sabe-se claramente que a população desses dois países é beneficiada pelos programas assistencialistas patrocinados por seus governos. O ciclo de prosperidade gerado pelo comércio internacional permitiu até isso.

As chances de Hugo Chávez, vencedor do recente plebiscito que permitirá reeleições sem fim, diminuirão se o preço do barril de petróleo se mantiver baixo. No Brasil, enquanto forem mantidos os programas assistencialistas de Lula da Silva, esse não precisará se preocupar com eventual queda em seus elevados índices de popularidade. Contudo, o que acabou definitivamente foi a orgia com dinheiro público que a Petrossauro já programava, desde a descoberta das reservas de petróleo na camada do pré-sal. Felizmente!

E aonde está a saída para a crise? Quais são as perspectivas?

Depois do estouro das bolhas, os agentes econômicos estão vivendo novamente a realidade. Deixaram de se iludir com o dinheiro fácil e estão se adequando ao novo cenário imposto pelos tempos de crise. Os índices de crescimento retornarão aos patamares seguros, que avançam desde os tempos do final da 2ª Guerra Mundial.

Observe-se no gráfico abaixo a extraordinária oscilação para cima da linha que indica o crescimento do mercado imobiliário nos EUA, entre 1997 (final do governo Clinton) e 2006 (governo Bush), caracterizando claramente o excesso de atividade e a consequente formação da bolha. Na verdade, não há crise no setor. O que existe é o retorno ao patamar original de crescimento, que foi interrompido em 1997 (linha verde). 

 Clique para ampliar:

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O gráfico acima foi elaborado pelo economista Robert J. Shiller, da Universidade de Yale, e retrata a expansão do mercado imobiliário nos EUA desde 1890. The New York Times, “Irrational Exuberance”, 2006, by Robert J. Shiller.

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RETOMADA DO CRESCIMENTO – Depois desse período, que não durará mais muito tempo, o crescimento voltará a todo vapor. O mundo globalizado vem se preparando para a auto-imunização, desde os tempos da Crise Tequila (México), seguida pela dos Tigres Asiáticos, da Rússia, da Turquia, da Argentina. Quando um dos atores do palco da globalização tem problemas, é certo que contagiará os demais.

Nos Estados Unidos, Barack Obama colherá os frutos da volta do crescimento muito em breve. O início de seu mantado, como previsto, será complicado. Mas será necessária também muita cautela na concessão de créditos públicos. Os trilhões que a Casa Branca recebeu autorização do Congresso para injetar na economia não poderão ser usados para bancar a incompetência de bancos, de especuladores ou de acionistas das montadoras de automóveis.

Uma das melhores alternativas para gerar consumo e fazer girar dinheiro na economia é por meio da redução de impostos. E os orçamentos governamentais terão de se equilibrar por meio da redução dos gastos estatais.

Talvez ex-compradores de automóveis das “três grandes” optem por comprar um Toyota no futuro.  Não há problema em trocar de marca. Com o aumento da demanda, uma nova montadora terá de construir novas fábricas e concessionárias onde antes existia uma outra da GM, da Chrysler ou da Ford. Os empregados mudarão de patrão e os consumidores, com dinheiro no bolso, jamais deixarão de comprar.

É importante lembrar que quando um governo é chamado para socorrer uma instituição privada atingida pela crise, está prestigiando a incompetência de seus gerentes com dinheiro do povo, que paga a conta por meio de impostos. Isso poderia ter sido evitado, mas foram os próprios eleitores que escolheram seus governantes.

Levante a mão quem gosta de pagar imposto!


*Marcus Mayer é especialista em Relações Internacionais e editor do blog

 

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Weekly News

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WEEKLY NEWS
CHEIRINHO DE MUZZARELLA
A CPI dos cartões corporativos foi transformada em CPI do dossiê. Registre-se que somos plenamente favoráveis à transparência dos gastos sempre: tanto do governo anterior como do atual. Todavia, a ‘minúscula’ oposição está totalmente desnorteada diante da blindagem que a tropa de choque do governo ofereceu aos gastos do atual presidente da República e de seus familiares. O governo mais corrupto da história brasileira poderá comemorar mais uma vitória, ao sabor de uma pizza, paga preferencialmente sob o sigilo do cartão de crédito.

CPMF, O RETORNO
O governo e sua base aliada preparam mais um episódio de terror para os brasileiros: o retorno do pior imposto em cascata. O DEM e o PSDB estão unidos na luta contra a iniciativa. “Se esse absurdo prosseguir na Casa, temos que fazer uma avaliação de sanidade no Congresso. O único caminho seria recorrer ao STF”, afirma o líder do DEM na Câmara, Antônio Carlos Magalhães Neto (BA). “Isso é um desrespeito ao Senado. O Congresso disse não à CPMF no ano passado; qualquer subterfúgio é um desrespeito a nós. Acho que temos que mobilizar a sociedade contra isso”, afirma o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).

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ADEUS SOLITÁRIO
Com a morte do líder e fundador das FARC, Manuel Marulanda, o Tirofijo, aumentam as chances de Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, exterminar o terrorismo praticado por essa organização de extrema-esquerda. Porém, alguns integrantes e aliados do governo brasileiro, como Marco Aurélio Garcia (assessor especial da Presidência), José Dirceu, Frei Beto (ideólogo da Teologia da Libertação) e Samuel Pinheiro Guimarães (secretário-geral do Itamaraty), devem estar profundamente entristecidos pela falta de consideração do comando das FARC, que não os convidou para chorarem sobre o caixão do “estimado companheiro”.

FORO DOS IDIOTAS
Álvaro Uribe não caiu no “conto-do-vigário” que os colegas ‘muy amigos’ pretendiam lhe aplicar, por meio da criação de um conselho de segurança conjunto, sob os auspícios da UNASUL – mais uma daquelas organizações internacionais do subcontinente que servem de palco para os perfeitos idiotas latino-americanos discursarem. A proposta de entregar a segurança da América do Sul a um grupo integrado por Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e Lula da Silva – os simpatizantes das FARC – seria o mesmo que confiar o controle da penitenciária a Fernandinho Beiramar e a Marcola, os ex-chefes do narcotráfico!

SOCIEDADE
AME E DÊ VEXAME
O escritor e terapeuta Roberto Freire, morto na última sexta-feira, aos 81 anos, deixou um valioso legado, registrado em suas obras, visando o respeito à liberdade nas inter-relações pessoais e amorosas. Atribuo a ausência de machismo e menor autoritarismo nas minhas próprias relações a alguns ensinamentos recebidos desse escritor. Obrigado, Roberto!

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AZZURRA FELICE
Extraído do UOL Esporte: “A seleção italiana de futebol iniciou com animação os treinamentos para a Eurocopa em Coverciano, região central da Itália. Durante as atividades deste domingo, duas mulheres trajando biquínis invadiram o gramado e correram em diração aos jogadores. Muito embora os italianos estivessem se divertindo com a inusitada ‘invasão’, alguns seguranças do local tiveram que retirá-las à força. O treino da Itália seguiu normalmente depois do incidente.”

(Foto: Reuters)

FRASE

“Eu te amo porque não preciso de ti, tu me amas porque não precisas de mim; somos um para o outro, deliciosamente, desnecessários.

Roberto Freire, escritor e terapeuta

 

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República Socialista do Brasil

Censura, desrespeito aos direitos humanos, corrupção, xenofobia, aparelhamento do estado. Isso, para não citar outras atrocidades. Este é o retrato da república democrática de Lula da Silva. A cegueira epidêmica que atingiu as pessoas da obra de ficção de José Saramago é a pura realidade brasileira. Enquanto denunciamos e manifestamos nossa perplexidade diante dos fatos, o País aplaude o perfeito idiota-latino americano e o Parlamento discute a possibilidade de aprovar um terceiro mandato para ele.

Abaixo do editoral, publicamos nossa tradicional coluna WEEKLY NEWS. Aproveitamos para agradecer por todos os recentes comentários e pelas visitas. De acordo com o Site Meter (confira-se no final de cada página), ultrapassamos a marca dos 10.000 visitantes, nesse curto período de existência de nosso blog.



O Brasil do ‘democrata’ Lula da Silva
por Marcus Mayer
exclusivo para o blog

“Não acredito em democracia, mas em liberdade individual”.

Milton Friedman

Desde a restauração democrática, o Brasil não atravessa um momento tão tenebroso como o atual. O mais grave é que a grande maioria da população não tem a mínima noção do que realmente ocorre na República.

Em 1991, o Senado Federal cassou o mandato de Fernando Collor de Mello, o primeiro presidente eleito pelo voto direto depois de encerrado o ciclo militar. No ano seguinte, a Câmara dos Deputados expulsou de suas hostes um bando de deputados corruptos, envolvidos no chamado escândalo dos “anões do orçamento”. Imaginou-se então que o Brasil estivesse mesmo “sendo passado a limpo” – na época, esse era um dos famosos bordões do jornalista Boris Casoy.

A realização de eleições diretas em todos os níveis, a concessão de anistia aos políticos cassados pelo regime militar, o pluripartidarismo e o fim da censura aos órgãos de comunicação foram conquistas importantes para a consolidação da democracia brasileira. Também na economia, durante a história recente, ocorreram avanços extraordinários. A reserva de mercado na área da informática foi enterrada, a abertura permitiu ao País a sua inserção no comércio mundial, alguns dinossauros estatais foram privatizados e a hiperinflação foi debelada.

Com a eleição do ex-líder sindical Luis Inácio Lula da Silva à Presidência, pelo Partido dos Trabalhadores, em 2002, festejou-se a alternância no poder. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso soube conduzir espetacularmente a transição de governo, sem mágoas ou rancores pela derrota do então candidato oficial, José Serra. A torcida de todos, vitoriosos e derrotados, era por um Brasil menos desigual. Os discursos do novo presidente, que tinha como principal meta de seu governo erradicar a fome e a pobreza, entusiasmaram o País.

Os partidos derrotados na eleição de 2002, e que conseqüentemente se tornaram oposição, ofereceram crédito ao novo governante e apoiaram as reformas que começavam a ser apresentadas. O apoio foi grande, pois até na área econômica observava-se a manutenção dos principais preceitos do governo anterior, que tinha conseguido controlar a inflação e o déficit público.

O ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, enfrentou dificuldade maior em seu próprio partido, que entre os de oposição, para aplicar o que parecia ser uma responsável gestão da economia. Alguns radicais, da extrema-esquerda do partido do governo, se viram obrigados a fundar uma nova agremiação, o PSOL. Um grupo menos ortodoxo, apesar da vermelhidão de sua ideologia, entretanto, permaneceu, pois o exercício do poder e a escalada social que este lhes proporcionou estava acima de qualquer filosofia.

De uma hora para a outra o governo mostrou sua verdadeira cara. O crédito oferecido pela oposição ao governo foi vertiginosamente extrapolado. A gigantesca incompetência dos incontáveis ministérios, a vasta dimensão da corrupção – jamais observada no país -, o escandaloso aparelhamento do estado, o total desrespeito às instituições democráticas, o explícito fisiologismo dos partidos da base de apoio ao governo e, sobretudo, a mais absurda política externa praticada na história do Itamaraty, apresentaram-se como verdadeiras catástrofes nacionais. Enquanto o mundo aproveitava um ciclo de enorme crescimento econômico e diminuição das diferenças sociais, o País fazia sua opção pelo “avanço do retrocesso”.

A recondução de Lula da Silva ao cargo, na eleição de 2006, se deu exclusivamente como resultado da política assistencialista. Os miseráveis tristes desaventurados que não tem acesso à informação nem discernimento suficiente para entender o que significam as iniciativas populistas -, foram escancaradamente enganados. Em troca de favores governamentais, órgãos de imprensa, empresários incompetentes e uma multidão de ‘cegos políticos’ ofereceram apoio à reeleição do maior energúmeno que o País já teve na Presidência.

Com efeito, o Brasil perde mais uma década de sua história. Vislumbra o atraso em todos os setores imagináveis e inimagináveis. A receita de Lula da Silva é a repetição do nacional-populismo, tão repudiado nas democracias modernas – sobretudo, na Europa pós-guerra -, mas altamente eficiente em países de maioria mal-alfabetizada – como o próprio presidente – e irresponsável. Note-se que não somente os menos letrados apóiam este governo.

O perfeito idiota latino-americano está fazendo a sua festa: inspira-se em práticas autoritárias, xenófobas e estatistas. Por meio do populismo assistencialista e do fisiologismo, oferecendo cargos e vantagens aos seus seguidores, Lula da Silva garante apoio popular e parlamentar. O empresariado incompetente – que tem na concorrência estrangeira seu grande inimigo -, os bancos, os sindicatos, as organizações não-governamentais corruptas, todos esses aplaudem o poderoso chefão. E boa parte da grande imprensa, corrompida pela troca de favores, cala-se, no intuito de defender os seus próprios interesses.

Que tal perguntar ao sábio povo brasileiro, por meio de um plebiscito “a la idiota latino-americano”, se não deseja um terceiro mandato para o presidente? O “sim” venceria com larga folga. Assim, talvez um dia poderíamos nos tornar uma Venezuela ou, quem sabe, uma Bolívia. Viva o país das maravílhas do grande democrata Lula da Silva!


 

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WEEKLY NEWS
JÔ INVESTIGADO POR PRECONCEITO
jo-soares-credito-eduardo-knapp-folha-imagem.jpg É absurda a investigação do Ministério Público Federal ao programa de Jô Soares. Segundo a procuradoria, houve denúncias sobre uma entrevista que abordava a questão de mulheres submetidas à cirurgia no clitóris na África e que comentários do apresentador podem ter manifestado preconceito em relação a hábitos e costumes culturais daquele continente. Será que o Ministério Público não encontra ocupação mais útil que a defesa de práticas bárbaras? Não seria melhor atentar para a barbaridade que ocorreu no estado do Pará, e afastar a inconseqüente governadora de seu posto?

FORA ANA JÚLIA
Em primeira-mão, nossa colega blogger Letícia Coelho (clique sobre o nome para acessar o blog) noticiou o escândalo do encarceramento da menina de 15 anos, com 20 homens (ou 30?), em uma prisão no Pará. A governadora Ana Júlia Carepa, do PT, deveria ser responsabilizada criminalmente e renunciar imediatamente. Sua cara-de-pau causa perplexidade ao admitir ser comum prender mulheres em celas masculinas, em seu estado. A governadora não se utilizou nem do tradicional “eu não sabia de nada”, tão comum entre os seus correligionários, para justificar o seu descaso diante da barbaridade. A marginalidade no PT já está tão banalizada que esqueceram de pedir a sua renúncia (!!!).

fhcportugues.jpgNOSTALGIA
O ex-presidente Cardoso pode não ter deixado saudades – sobretudo, de seu segundo mandato, quando freou as reformas liberalizantes na economia. Entretanto, no que concerne ao desprezo de Lula da Silva em relação à importância da educação formal, as suas declarações recentes foram espetaculares. Disse querer “brasileiros educados, e não liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria”. Grande, Fernando Henrique!

ELE DE NOVO – 1
Sob o título “DNA do expurgo no IPEA”, Ancelmo Góis, do jornal O Globo, denunciou em seu blog as origens do escândalo no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada: “Se alguém tinha ainda a mais pálida ilusão sobre o que está acontecendo no IPEA, é só ler o comentário do ex-ministro e consultor de empresas José Dirceu, hoje, em seu blog. Dirceu deixou as dez digitais impressas no local do crime.”

ELE DE NOVO – 2
dirceu.jpegDo blog de José Dirceu: “Os vazamentos de informações, as pesquisas de encomenda, combinadas com a mídia, e a oposição aberta às decisões de política econômica e social do governo são consideradas pela mídia como autonomia de pensamento e a troca dos pesquisadores como arbitrariedade, agora tudo respaldado por importantes entidades representativas dos economistas do Brasil. Lamento que essas entidades nunca tenham criticado o pensamento único que dominou o IPEA e outras instituições, para não falar da PUC do Rio, templo do neoliberalismo e do consenso de Washington e das privatizações, e agora adotam essa postura”. (Reproduzido no blog de Ancelmo Góis e, agora, aqui, para que os nossos leitores conheçam ainda mais os inimigos da República)

CARA DO GOVERNO
“José Múcio, o novo ministro das Relações Institucionais, é o exemplo do político brasileiro oportunista e comprometido apenas com os seus interesses de ocasião. Já presidiu o antigo PFL, de onde pulou para o PSDB e, daí, para o PTB, onde está agora. O novo ministro é a cara deste governo e merecia ter sido descoberto por Lula há mais tempo”. Por Ronaldo Gomes Ferraz, do Rio de Janeiro, para o Painel do Leitor da Folha de S.Paulo.

CONTÁGIO
O apreço que se poderia ter pelo ministro da Educação, Paulo Haddad, foi totalmente esvaído. Sugerimos que ele torne a estudar, principalmente as estatísticas que traçam o perfil das escolas públicas dos países europeus – cujo modelo deveria servir ao Brasil. Ao comentar o resultado do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), afirmou que “as escolas públicas serão sempre piores”. Essa não é a realidade, nem mesmo do Brasil de algumas décadas atrás, quando as escolas públicas eram centros de excelência. Paulo Haddad é mais um a ser contagiado pela incompetência.

PENA DE MORTE
fila-hospital.jpgÉ tentadora a proposta do senador Cristóvam Buarque (PDT-DF), de obrigar políticos eleitos a matricular seus filhos em escolas públicas. Apesar do respeito que nutrimos pelo digníssimo senador, o projeto não pode ser levado a sério, pois fere radicalmente o princípio das liberdades individuais. Mas bem que seria excitante conviver sob uma lei que obrigasse mães e filhos dos políticos a se tratarem somente em hospitais públicos de suas respectivas regiões.

ANIMAL PERIGOSÍSSIMO
O perfeito idiota latino-americano Hugo Chávez, agradeceu ao seu querido colega Lula da Silva, pela aprovação, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), do ingresso da Venezuela no Mercosul. Especial agradecimento também foi dirigido a uma das mais repugnantes figuras do governo, o secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães. O presidente da República, um semi-analfabeto, já fez os seus estragos no País, mas um intelectual do tipo de Guimarães, defensor do pensamento da extrema-esquerda mais radical e ultrapassada, é ainda mais pernicioso para a democracia brasileira
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DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA
Extremamente sóbria foi a decisão do presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, de dispensar definitivamente o idiota Chávez das negociações com as FARC (Forças Revolucionárias da Colômbia). Com isso, o governo Uribe retoma a linha-dura, que se mostrou bastante eficiente, contra a guerrilha. Bogotá, antes uma das cidades mais perigosas do mundo, hoje é um reduto de paz, e serve de exemplo às cidades brasileiras dominadas pelo tráfico de drogas.

¿POR QUE NO TE CALLAS?
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, também tem grandes reservas contra o idiota Hugo Chávez. Desagrada à chilena o fato de o aspirante a ditador haver reclamado do tema da 17ª Cúpula Ibero-Americana – coesão social – e de ter expressado seu apoio ao outro idiota latino-americano Evo Morales, na contenda entre o Chile e a Bolívia, por uma saída do último para o mar, por território chileno.

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DO WIDSENJA*, JAROSLAW
A ordem democrática, lentamente, torna a ser estabelecida na Polônia. Desde o fim do comunismo, o país não tinha um governo tão esdrúxulo como o dos irmãos Lech e Jaroslaw Kaczynski, respectivamente, atual presidente e ex-primeiro ministro. Com a queda de Jaroslaw, o liberal Donald Tusk assumiu o cargo de premiê. Pretende retomar as privatizações, cortar impostos e conduzir a Polônia à “adoção rápida” do euro. Além disso, já anunciou que as tropas polonesas deixarão o Iraque em 2008.
* do vidsênia - pronuncía-se assim – significa adeus em polonês

IMPERDÍVEL – 1
O jornal O Estado de S.Paulo publicou um excelente editorial no último domingo, denunciando as atrocidades do governo, sob o título “Entre aloprados e pajés”, revelando detalhes importantes referentes ao aparelhamento do IPEA. Sugerimos a leitura do texto, que publicamos abaixo deste post.

especial-amazonia.jpgMEIO AMBIENTE
IMPERDÍVEL – 2
Na mesma edição, o Estadão presenteou os seus leitores com uma revista que traz a reportagem especial, Amazônia. O texto está disponível, no portal Estadão.com, sob o link Especiais (clique para acessar). Atente-se para o trecho: “Cana na Amazônia? Sim, e em grande quantidade. A região já produz 20 milhões de toneladas de cana por ano. A indústria sucroalcooleira, que assumiu a tarefa mundial de curar o planeta do ‘vício do petróleo’ avança rumo norte, ameaçando estimular o desmatamento até mesmo no Amazonas.” Recorde-se que o projeto é defendido pelos presidentes Lula da Silva, do Brasil, e George Bush, dos Estados Unidos. Alguém ainda desconfia da perniciosidade da empreitada?

SOCIEDADE
flavia_alessandra.jpgABOMINÁVEL CENSURA
Na Todos os dias a figura nefasta do idiota Lula da Silva e de seu bando invade as salas de televisão das famílias brasileiras que acompanham os noticiários. Todavia, a pudica Justiça dos patrulheiros e saudosos da censura parece ter mais medo de mulher bonita. Agora essa Justiça do governo petista quer mudar a classificação da novela “Duas Caras”, da tevê Globo, por causa de um show do personagem de Flávia Alessandra, na trama. Eu não acompanho a novela, mas se soubesse teria até assistido à cena. Quem não gosta, que mude de canal, oras!

 

 

FRASE

O Brasil precisa ser liderado por quem fala bom português.”

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República

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Editorial de “O Estado de S.Paulo”

aspas2.gifEntre aloprados e pajés


estado_ex_librisOs saudosos da inflação podem preparar-se para festejar. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece estar a um passo de abandonar os últimos e precários compromissos com a seriedade fiscal e com a estabilidade de preços. Os defensores da gastança, da irresponsabilidade financeira e da tolerância à inflação ganham espaço em Brasília e intensificam a pressão contra o Banco Central (BC). As escandalosas mudanças no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com expurgo dos pesquisadores não-alinhados, são parte desse processo. Isto não é ilação. A conexão entre os fatos é reconhecida por fontes do governo e até celebrada na vergonhosa moção de apoio à perseguição divulgada pelo Sindicato dos Economistas e pelo Conselho Regional de Economia do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo o manifesto, “os quatro economistas desligados do Ipea jamais se colocaram firmemente contra o conservadorismo alienante do Banco Central”. Deixando de lado o besteirol, tão bem expresso em linguagem de boletim de centro acadêmico dos anos 50, vale a pena assinalar o sentido policialesco da mensagem: a direção do Ipea tem mesmo é de afastar funcionário não-alinhado. E por que não adotar a mesma política no Ministério da Fazenda, ou, por falar nisso, também no Ministério da Educação e nas universidades federais?

Em termos econômicos, a direção da mudança também é clara. A nova política, segundo fontes do governo citadas em reportagem publicada sexta-feira no Estado, abandona a pauta de reformas defendidas pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e seu plano de ajuste fiscal de longo prazo com redução de gastos correntes. A ordem, agora, é definir estratégias de desenvolvimento – mas o que significa esta palavra?

Desenvolvimento e crescimento econômico, já se sabe, envolvem maior intervenção estatal, mais contratações e mais gastos públicos, segundo a concepção do novo presidente do Ipea, Márcio Pochmann. É preciso não só empregar mais gente – de preferência, gente alinhada -, mas também ampliar o controle da economia pelo Estado, com intervenção, por exemplo, na produção de etanol.

Nesse “novo cenário”, o ajuste das contas públicas deve ser “mais gradual”, segundo assessor do Ministério da Fazenda citado na reportagem de sexta-feira. “Mais gradual” quer dizer, na prática, nenhum ajuste, pois a política hoje adotada pelo Ministério da Fazenda já é insuficiente para garantir, num prazo razoável, a arrumação das finanças do governo. Ou, em português mais corrente, é hora de avançar com menos timidez pelo caminho da gastança. É esta a mensagem real escondida sob o disfarce da linguagem.

Gastança pode ser qualquer coisa politicamente rentável para o governo e para sua tropa de aloprados. Não se trata apenas de investir em projetos de infra-estrutura e em outras iniciativas úteis ao desenvolvimento econômico e social. Por mera incompetência, o governo tem sido incapaz de realizar os gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as obras do Projeto Piloto de Investimento. A mesma incompetência é evidente no planejamento e na execução das políticas necessárias à segurança energética. Pode faltar gás no próximo verão, já admitiu uma autoridade, se a chuva for insuficiente e for preciso acionar as termoelétricas. Para manter as luzes acesas, o governo deixará desabastecida uma importante parcela dos consumidores de gás.

Nenhum desses problemas é conjuntural. Todos demonstram a incapacidade governamental de cuidar de questões estratégicas e até de executar o orçamento do ano. A solução, naturalmente, é contratar mais companheiros, aumentar a gastança e, se possível, mudar a diretoria do Banco Central e relaxar a política monetária, para ver se “um pouco mais de inflação” pode resultar em mais crescimento econômico. Quando os problemas se agravarem, o jeito será retomar o controle de preços e – por que não? – dar um calote na dívida pública. O presidente Lula poderá jogar no lixo os melhores feitos de seu primeiro mandato e dar razão, com alguns anos de atraso, a quem temia sua ascensão ao governo. Não há mágica em economia, disse o presidente muitas vezes. Ele deve provar, agora, se realmente acredita nisso ou se entregará o governo ao domínio dos pajés.”

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo, 25.NOV.2007

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O IPEA foi aloprado

Anunciamos a nova tragédia protagonizada pelo governo do idiota latino-americano Lula da Silva: o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), uma das mais respeitadas instituições estatais, foi violentado!

Abaixo, reproduzimos artigo da cientista-política Lúcia Hipólito, que apresenta um excelente resumo do histórico da instituição e a denúncia de aparelhamento do órgão. Cita a intervenção por parte de assessores do PRB, partido do senador Bispo Crivella, da Igreja Universal, e de Mangabeira Unger, o ministro extraordinário das “Alopra” (Ações de Longo Prazo).

Se alguém ainda tinha dúvidas a respeito da intenção do presidente da República de afrontar a democracia, essa medida autoritária e retrógrada é mais uma prova concreta. O total aparelhamento do estado é um ‘avanço do retrocesso’.

A próxima medida que se aguarda desse governo nacional-populista é a mudança de nome do país – a exemplo do que fez o idiota-mor, Hugo Chávez, na Venezuela -, de República Federativa- para República Socialista do Brasil.


lucia_hipolito.jpgExpurgo e aparelhamento no Ipea
por Lucia Hippolito *
para CBN e Blog | Sexta-feira, 16 de novembro de 2007

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) foi criado em 1964, já durante a ditadura. Seu idealizador foi o então ministro do Planejamento, Roberto Campos, e seu fundador e primeiro presidente foi o ex-ministro Reis Velloso.

A proposta era criar um instituto que pensasse o Brasil a médio e longo prazo, com estudos aplicados à realidade brasileira – saber teórico era com a universidade. Ao longo de seus 43 anos, o Ipea transformou-se na consciência crítica dos governos brasileiros – de todos os governos.

Sua produção acadêmica vai desde estudos sobre industrialização, estudos pioneiros sobre agricultura no cerrado brasileiro – a expansão da fronteira agrícola brasileira é resultado desses estudos –, estudos sobre distribuição de renda, pobreza, gastos públicos, previdência.

Em seus primeiros anos, o Ipea contou com o trabalho de um dos mais importantes economistas vivos, o prof. Albert Fishlow, que se dedicou aos estudos do II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento).

Mais recentemente, o governo Lula deve a um pesquisador do Ipea, Ricardo Paes de Barros, o maior especialista brasileiro em pobreza e distribuição de renda, a proposta de unificação dos programas sociais do governo, que resultaram no Bolsa-Família – maior sucesso da administração petista.

Fábio Giambiagi, outro importante pesquisador, é responsável pelos estudos mais recentes sobre a Previdência no Brasil e sobre as contas públicas brasileiras.

Além de realizar estudos para o governo, o Ipea formou quadros dos mais importantes para a administração pública brasileira. Por lá passaram Pedro Malan (pesquisador desde 1965), Dorotéia Werneck, Pedro Parente, Régis Bonelli, entre outros.

Durante esses 43 anos, a independência intelectual e institucional do Ipea incomodou muitos governos – praticamente todos. Mas nesses 43 anos jamais houve um único caso de censura ou qualquer tipo de interferência do governo no Ipea. Nem mesmo a ditadura interveio nos trabalhos do Instituto.

Entretanto, desde o início do primeiro mandato do presidente Lula, era voz corrente no governo a tentativa de “enquadrar” o Ipea, manifestada principalmente pelo então todo-poderoso chefe da Casa Civil, ex-ministro José Dirceu (réu no STF por formação de quadrilha e corrupção ativa). Mas o Instituto resistiu.

A nomeação de Mangabeira Unger (intelectual respeitado em Harvard) como ministro das Ações de Longo Prazo (Sealopra) atendeu à intenção do governo de “domesticar” o Ipea.

Imediatamente após a nomeação, os técnicos do Instituto receberam a visita de dois emissários do PRB, partido de Mangabeira e dos bispos da Igreja Universal, interessados em saber quantos cargos em comissão havia e qual era o montante de recursos destinados pelo governo ao Ipea.

Não é preciso dizer que os técnicos ficaram de cabelo em pé – jamais tinham passado por semelhante situação. Agora, os piores temores estão se confirmando.

Desde que a nova direção assumiu, trabalhos foram recusados, substituições foram feitas nas diretorias, e acabam de ser afastados quatro dos mais importantes pesquisadores, todos críticos do excesso de gastos do governo federal: Fábio Giambiagi, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende e Regis Bonnelli (este, um dos pioneiros do Instituto, junto com Pedro Malan).

A Diretoria de Estudos Macroecônomicos, a mais importante do Ipea, cujo atual titular é assessor econômico do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), bispo da Igreja Universal, solicitou que os pesquisadores desocupem suas salas.

Censura e aparelhamento ideológico

Será desastroso se o governo Lula destruir um dos mais importantes e independentes centros de estudos econômicos do país.

Um governo que se diz de esquerda terá feito um papel que nem a ditadura de direita ousou fazer.

* Lúcia Hipólito é co-organizadora, com Maria Celina D’Araujo e Ignez Cordeiro de Farias, do livro “Ipea – 40 anos apontando caminhos”, publicado pela Editora FGV.

 

 

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A Vale foi vendida a preço de banana?

logo_oesp.gifDiante da grande demanda pelo assunto “privatização da Cia. Vale do Rio Doce”, publicamos abaixo o artigo de Paulo Renato de Souza, para “O Estado de S.Paulo”, de onde retiramos as informações constantes da coluna WEEKLY NEWS, acima. O artigo responde claramente à indagação a respeito do preço pelo qual a companhia foi vendida.


prsouza.jpgVale privada, Petrobrás estatal
por Paulo Renato de Souza*
para o jornal “O Estado de S.Paulo | 23 de setembro de 2007

O Partido dos Trabalhadores e alguns dos chamados “movimentos sociais” lançaram uma campanha pela reestatização da Companhia Vale do Rio Doce disfarçada sob a forma de um plebiscito. O presidente Lula, como de costume, tirou o corpo fora, informando ao País que a iniciativa não era para valer, ou seja, trata-se de mera “brincadeirinha política”.

Entretanto, esta é uma boa oportunidade para responder com seriedade a três questões cruciais em relação ao processo de privatização da Vale:

check_black.gifComo empresa estatal, a Vale teria tido nestes últimos dez anos o espetacular desempenho que teve como privada?

check_black.gifComo empresa estatal, a Vale teria proporcionado ao Estado brasileiro os mesmos benefícios que proporcionou como privada?

check_black.gifFinalmente, à época da privatização, seu preço foi justo?

Para responder a estas questões devemos analisar a evolução da própria empresa antes e depois da privatização e também compará-la com a da Petrobrás, empresa de porte semelhante que permaneceu em mãos do Estado.

No período em que foi estatal, de 1943 a 1997, a Vale produziu em média 35 milhões de toneladas por ano, passando a 165 milhões depois da privatização. As exportações se multiplicaram quase 5 vezes, em valores monetários comparáveis. Os dividendos pagos à União triplicaram e os impostos pagos aumentaram 22 vezes. No dia da privatização, a Vale empregava 15 mil funcionários; hoje são mais de 55 mil empregos diretos.

Nos dez anos que vão desde a privatização da empresa, a receita da Vale cresceu 7,5 vezes e a da Petrobrás, 4,5 vezes; o emprego multiplicou-se por 3,5 vezes na Vale e por 1,5 na Petrobrás, isso tudo apesar de o preço do petróleo ter crescido mais que o do minério de ferro. Entretanto, nenhum desses números se justificaria se o governo tivesse dilapidado o patrimônio público, vendendo a Vale por um preço menor do que seu valor real.

O valor de mercado de uma empresa reflete a percepção dos investidores sobre sua rentabilidade futura, ou seja, o retorno financeiro do investimento. Isso significa que o valor de suas ações sintetiza as percepções em relação às possibilidades futuras de ampliação das receitas, de realização de novos investimentos lucrativos, de produção eficiente e de controle de custos. No dia de sua privatização, em 6 de maio de 1997, a Vale foi valorizada em US$ 10,4 bilhões. Quatro anos depois, no dia do chamado “descruzamento das ações”, em 15 de março de 2001, realizado para resolver problemas societários que afetavam a governança da empresa, seu valor era menor: US$ 9,2 bilhões. Nesse período, o preço de seu principal produto, o minério de ferro, se manteve rigorosamente estável. Ou seja, o valor da Vale em 1997 se manteve por quatro anos numa ordem de grandeza que correspondia efetivamente às percepções do mercado de então. O Estado brasileiro, portanto, obteve então um preço justo pela empresa.

Hoje, a Vale tem um valor de mercado de US$ 137 bilhões. Diriam que o preço do minério de ferro explica essa evolução. De fato, o preço do seu principal produto teve um expressivo crescimento desde 2001, multiplicando-se por 2,8 vezes. Não explica, porém, a multiplicação do capital da Vale em quase 15 vezes no mesmo período. Além disso, a Vale deixou de ser a sétima mineradora do mundo para se tornar a segunda. Essa valorização se deve à estratégia de crescimento da companhia adotada desde 2001 e à gestão eficiente, coisas que são induzidas por seu caráter privado.

No dia da privatização da Vale, a Petrobrás tinha um valor de mercado de US$ 22 bilhões. Hoje, seu valor é de US$ 146 bilhões. O preço do petróleo, porém, aumentou mais que o do minério de ferro nesse período: 4,3 vezes. Fazendo uma simples correlação com a evolução dos preços de seus principais produtos, e supondo que a Petrobrás nesse período tivesse tido políticas semelhantes às da Vale em gestão e investimentos, seu capital poderia ter sido multiplicado por 20 vezes, e não apenas por 7. Ou seja, a Petrobrás poderia chegar a valer hoje mais de US$ 400 bilhões com uma estratégia de gestão privada! Obviamente, esse é apenas um exercício simplificado para ilustrar o que poderia acontecer com práticas de gestão que enfatizassem o controle de custos, uma política de vendas mais agressiva e investimentos feitos com critérios econômicos, e não políticos.

Como empresas estatais, a contribuição da Vale e da Petrobrás, criadas por Getúlio Vargas, tiveram um papel central no desenvolvimento do País. Seus investimentos mais arrojados possivelmente não teriam sido feitos, não fora seu caráter estatal de então. Entretanto, cumprido seu papel estatal, a hora da privatização da Vale chegou e o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso teve a coragem de fazê-la há dez anos. É possível que a mesma receita não se aplique à Petrobrás e que ela deva permanecer em mãos do Estado, inclusive por razões estratégicas.

Os dados que apresentei demonstram duas coisas: o desempenho superior da Vale privada em relação ao período estatal em todos os indicadores econômicos e sociais e seu melhor desempenho econômico em relação à Petrobrás desde a privatização. Em outras palavras, o governo, o PT e os “movimentos sociais” prestariam melhor serviço ao País se passassem a cobrar melhores políticas e resultados da gestão da Petrobrás, em vez de lançarem a idéia esdrúxula da reestatização da Vale. Afinal, a Petrobrás pertence a todos os brasileiros e a gestão estatal está dilapidando nosso patrimônio ao não alcançar uma valorização compatível com a bonança de seu mercado nos últimos anos.

* Paulo Renato de Souza, deputado federal por São Paulo, foi ministro da Educação no governo FHC, reitor da Unicamp e secretário de Educação no governo Montoro.
E-mail: dep.paulorenatosouza@camara.gov.br


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A principal razão para o atraso brasileiro

dino_flintstonesBrasil: 101º no ranking da liberdade econômica

Enquanto uma parte do mundo avança, num extraordinário ciclo de prosperidade – conquistado graças à liberalização econômica-, o Brasil patinha, sob um manto de ideologia estatizante e xenófoba.

A receita é simples: quanto maior o grau de liberdade econômica, maior também será a prosperidade. E essa não é uma simples teoria baseada em modelos econômicos. É resultado de experiências bem sucedidas, adotadas por países que muito recentemente ainda se caracterizavam por suas sociedades agrárias, pelo atraso no desenvolvimento de tecnologias e por níveis de renda per capita extremamente baixos.

Em vez de espelhar-se nos exemplos da Coréia do Sul, da Irlanda, da Estônia, do Chile ou da Colômbia, o atual governo brasileiro, embriagado pelas teses da esquerda jurássica, prefere inspirar-se nas experiências da economia planificada dos países que se localizavam na parte oriental da Cortina de Ferro, no século passado.

No 3º Congresso do Partido dos Trabalhadores, os políticos que integram a legenda apoiaram o projeto de reestatização de uma das maiores e mais lucrativas empresas brasileiras: a Vale do Rio Doce. Certamente, o desejo desses tipos pré-históricos é fazer companhia a Mianmar (ex-Birmânia) ou à Venezuela, do idiota latino-americano Hugo Cháves.

A pesquisa divulgada pelo “Fraser Institute“, do Canadá, demonstra claramente, através do seu “ranking da liberdade econômica”, o contraste entre o desenvolvimento e o atraso. Aquele é conquistado pelo liberalismo, enquanto este – o preferido pela ideologia do presidente Lula da Silva e pelo PT -, pretende fortificar o estado através de recordes de arrecadação de impostos, aparelhamento do estado, protecionismo comercial, intervenção, regulamentação, estatização e xenofobia.

Leia-se, abaixo, o artigo publicado no site da BBC Brasil:


the_fraser_institute.gifRanking da liberdade econômica
da BBC Brasil

Brasil cai e fica em 101º em ranking de liberdade econômica

O Brasil ficou em 101º lugar num ranking que mede o grau de liberdade econômica em 141 países, dividindo a colocação com países como Haiti, Etiópia, Sri Lanka e Paquistão. O relatório anual, compilado pelo Fraser Institute, do Canadá, se baseou em dados de 2005, considerando quatro aspectos para avaliar os países: a liberdade pessoal de escolha, o intercâmbio voluntário, a liberdade para competir e a segurança da propriedade privada.

A partir destes conceitos, 42 componentes são usados para se chegar ao índice final. A nota mais baixa do Brasil foi no indicador de regulamentação do crédito, do trabalho e dos negócios: 4,3, numa escala de zero a dez. A nota final do país foi 6, um pouco acima da obtida em 2004. Mesmo assim, o Brasil caiu da 85ª posição para a 101ª.

MENOS BARREIRAS E IMPOSTOS

Para conseguir um alto índice de liberdade econômica, os países precisam promover um ambiente financeiro estável, em que a propriedade privada é protegida, respeitar contratos, reduzir barreiras ao comércio nacional e internacional e manter os impostos baixos.

graph-liberty No topo do ranking estão Hong Kong, Cingapura, Nova Zelândia, Suíça e Estados Unidos, enquanto o Zimbábue ocupa o último lugar da lista, precedido por Mianmar, República Democrática do Congo e Angola.

Entre economias emergentes, a China ficou em 86º lugar, a Índia em 69º, a Rússia em 112º. Na América Latina, o México ficou na 44ª posição e a Argentina, na 124ª.

Mianmar (140º) e Venezuela (135º) são os únicos países não-africanos entre os dez piores colocados.
Os países que tiveram uma melhoria mais evidente no índice de liberdade econômica, com uma alta de pelo menos três pontos desde 1980, foram Hungria, Peru, Uganda, Gana e Israel.

Conheça mais detalhes do ranking no link “read the rest of this entry” abaixo (em inglês)
International Rankings

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A última perversidade do governo brasileiro

Opinião
Exclusivo para o Blog

impostosJá não bastasse a absurda carga tributária do Brasil, agora o governo quer enviar ao Serasa – órgão responsável pela elaboração de listas negras de devedores – o nome daqueles que não estiverem em dia com o pagamento de impostos. À primeira vista, a medida parece ser justa e legal. Mas não é uma coisa nem outra, como já atestaram tributaristas – entre eles, Ives Gandra Martins. A proposta é, simplesmente, mais uma perversidade do governo esquerdizante do presidente Lula da Silva.

Compare-se a situação com aquela que ocorre no meio privado. Quando alguém realiza uma compra e não paga por aquilo que adquiriu, nada mais justo e legal que se inclua o nome do devedor numa lista negra, impedindo-no de contrair novas dívidas e protegendo credores. No momento de uma compra, estabelece-se um contrato, diante do qual o comprador se compromete a pagar ao vendedor pela aquisição. De contrapartida, o vendedor é obrigado a fornecer o produto ou o serviço ofertado ao comprador.

Na hipótese do imposto nada é comprado nem vendido. O que se imagina como justo é o pagamento universal de impostos que cidadãos pagariam ao tesouro público para receberem, como contrapartida, serviços e obras.

Pergunta-se, aqui, se alguém sabe como é gerido, pelo governo, o dinheiro, pago pelo contribuinte, através dos impostos. Em algumas ocasiões a aplicação do dinheiro é bastante visível, sobretudo, quando um governo realiza obras e presta bons serviços.

Não é absolutamente o caso do Brasil. Serviços públicos imprescindíveis como os da saúde, da educação e da segurança são extremamente precários, salvo algumas raríssimas exceções. Obras públicas como a manutenção de estradas, construção de ferrovias, habitações ou prédios públicos ocorrem em proporção muito inferior à necessidade do país.

Pagam-se impostos porque, como diz o próprio nome, eles são impostos ao cidadão. Ninguém o faz por livre e espontânea vontade.

Especialistas já demonstraram que quanto menor são as alíquotas, maior é o universo abrangido pela cobrança e, o que seria mais importante para o arrecadador, o volume também é maior. Diante de uma política tributária perversa, o governo brasileiro age inversamente. As alíquotas são elevadas, incidem de forma perniciosa sobre a produção e os preços, e, o que é pior, não há nenhum retorno visível.

Trabalha-se, no Brasil, quase cinco meses ao ano, exclusivamente, para pagar impostos ao governo. Esperar-se-ia um retorno espetacular de todo esse esforço. Contudo, o que se pode observar é exatamente o contrário. Boa parte de toda a arrecadação é desviada para pagar pela corrupção e pelo aparelhamento do estado. A arrecadação é européia, mas o retorno é sub-saariano.

perversidade.jpgNão é necessário explicar o que é a corrupção. Todavia, poucos se dão conta da gravidade perversa do aparelhamento do estado. No atual governo já são mais de 25.000 pessoas contratadas para cargos de confiança. Quando nos referimos, em outros artigos e notícias, aos “amigos do presidente”, tratamos exatamente desses apaniguados que recebem, em troca do apoio político, empregos pagos por todos os contribuintes. A quase totalidade desses cargos e funções é dispensável. Isso, sem falar nos dinossauros estatais e seus milionários fundos de pensão. Desse tema tratamos, em detalhes, no artigo “Escândalo na Petrossauro”, de 15/04/2007. Confira-se clicando aqui

Quanto menor é o estado e mais baixos são os impostos, maiores são as chances para o desenvolvimento de um país. Mas o que o governo do presidente Lula da Silva realiza é exatamente o contrário. O que produz está aí: crescimento pífio, catastrófica distribuição da riqueza e um quarto da população – de miseráveis – dependentes de programas assistencialistas como o “Bolsa-família”.

E agora, os burocratas petistas ainda resolvem inventar mais essa: colocar na lista negra aqueles que, por circunstância ou não, deixaram de pagar algum imposto. O primeiro que deveria ir para uma lista negra é o próprio governo, cujos serviços e obras, financiados por impostos de “todos” os brasileiros, são – quase sempre – de péssima qualidade.

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Na rabeira dos BRICs


mmayer.JPGO calhambeque
por Marcus Mayer
Exclusivo para o Blog

Nossa veemente defesa dos princípios liberais não ocorre por simples apego ideológico. Países como Estônia e Irlanda destacam-se na União Européia pela prosperidade que estão alcançando. A abertura comercial do Chile está servindo de modelo para Colômbia e Peru, conforme destacamos em alguns blocos de notícias das últimas colunas Weekly News e no “especial” Colômbia, que extraímos da revista Veja, e publicamos no blog.

De contrapartida, nossa crítica – também veemente – ao governo Lula da Silva fundamenta-se nas mais distintas razões. Além da corrupção endêmica à qual subjugou o País, a gestão da economia e da administração pública condena a Nação a manter um perfil social brutalmente desigual.

O único meio viável para o Brasil deixar de apresentar índices sociais vergonhosos é através de um verdadeiro crescimento econômico, que poderia ser mais rapidamente alcançado através da adoção de práticas liberais: privatizações, acordos comerciais bilaterais, desregulamentação e, principalmente, desoneração do setor produtivo.

A opção do governo, contudo, é pelo aparelhamento do estado. Para bancar o apparatchik petista há necessidade de uma elevada arrecadação de impostos – no primeiro semestre de 2007 houve aumento de 10,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior, registrando-se novo recorde – , que beneficia os “amigos do Planalto”. E quem paga essa elevadíssima conta é, com muita dor, a classe média.

Não há eficiência nos investimentos e a condução do famoso PAC – Plano de Aceleração do Crescimento – parece piada de humor negro, tal a incompetência na aplicação dos recursos. Para calar os eleitores e manter a popularidade do Presidente elevada, trocam-se votos e manifestações de simpatia por “esmolas”: são 45,8 milhões de brasileiros envolvidos com o recebimento de recursos do programa Bolsa Família.

TURBULÊNCIA INTERNACIONAL

“Planalto já teme freada no crescimento”. Essa foi a manchete de primeira página do caderno “Economia & Negócios”, de O Estado de S.Paulo, no último domingo. E o texto dizia: “A equipe econômica já avisou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o período de instabilidade provocado pela turbulência internacional que afetou duramente os mercados nas últimas semanas pode ser longo.”

E continuava: “A grande preocupação do Palácio do Planalto, agora, é com o impacto desse intenso vaivém sobre o crescimento econômico do País, principalmente a partir de 2008. Para este ano, os economistas consideram que a expansão já está consolidada e ficará na casa de 5%. Em caso de uma piora da situação, o governo estuda reduzir o ritmo de liberação de dinheiro para os ministérios.”

latin-finance-186-bricsEm outro trecho lia-se: “Os mais otimistas acreditam que as economias emergentes – especialmente os gigantes populacionais da Ásia e os chamados BRICs (grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia e China) – passarão a ser os protagonistas do consumo mundial.”

Seria isso possível, diante do triste retrato do Brasil, muito bem estampado, na capa da revista Latin Finance , sob o título “Falling Behind” ?

Enquanto os demais BRICs estão a bordo de máquinas de Fórmula 1, Lula da Silva, um piloto embriagado pelo poder, pilota um calhambeque, levando para passear sua turma… Cansei, sim!

O artigo sobre os BRICs, da revista “Latin Finance”, pode ser lido em nosso blog, na íntegra, em inglês, clicando-se aqui.

Na seqüência, republicaremos a série “Brasil no Mundo”, para que o leitor possa observar os números da triste realidade brasileira, expressa em números – e que teria saída, não fosse a brutal ineficiência e interferência do estado na economia.

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Privatizar é melhor!

A difusão da propriedade
por Marcus Mayer
para a revista World News Press | ed. AGO.2007

“Não é função do governo fazer um pouco melhor, ou um pouco pior, o que os outros podem fazer, e sim o que ninguém pode fazer”.

Lord John Maynard Keynes

Pedro o Grande, czar da Rússia, foi um dos precursores mais pitorescos da privatização. Passando por Kazan, a caminho do Mar Cáspio, visitou duas fábricas de tecido, uma estatal e outra privada. Esta, limpa e operando a plena carga, e a outra com trabalhadores bêbados e teares quebrados. O autocrata simplesmente doou a fábrica estatal ao empresário privado, antecipando-se em quase três séculos ao programa de privatizações de Mrs. Thatcher, no Reino Unido.

Muitas críticas sem fundamentos se propagaram a respeito das privatizações iniciadas por Collor de Mello e concluídas por Fernando H. Cardoso. Diz-se, de forma leviana, que estatais foram vendidas a “preço de banana” ou trocadas por “moedas podres”, para amortizar a dívida pública. Além disso, é comum ouvir-se a pergunta de “onde foi parar o dinheiro oriundo da venda das estatais?”.

Entenda-se que a privatização é essencial à modernização do estado, sobretudo, para que este possa cumprir suas funções básicas na área social. Com efeito, a demanda por montantes de recursos e a rápida evolução tecnológica reclamam velocidade decisória inatingível nas estatais. Tomem-se os exemplos da Embraer, das siderúrgicas e das prestadoras de serviços em telefonia.

Na contestação político-eleitoral das privatizações, no Brasil, os dois argumentos mais freqüentes são precisamente os menos relevantes: o nível de preço mínimo fixado pelo governo e o caráter “estratégico” das empresas. No sistema de leilões pouco importa o preço mínimo arbitrado pela autoridade: se erra para baixo, haverá ágio; e se erra para cima, não haverá compradores.

Na província de British Columbia, no Canadá, num processo de privatização doaram-se cinco ações de uma holding a cada habitante e, a um preço simbólico, foram postas à venda até 5 mil ações por indivíduo. Pode parecer um paradoxo, mas as privatizações são uma forma liberal de realizar o sonho socialista de “difusão” da propriedade.

Sobre a segunda contestação, do “caráter estratégico’ das estatais, é importante esclarecer que não existem “empresas estratégicas” – o que há são “atividades estratégicas”. Esse valor não depende da natureza pública ou privada do acionista. Depende da eficiência da operação. O maior estímulo à eficiência vem da competição. Preservá-la ou estimulá-la é uma das funções das entidades regulatórias como a Anatel, a ANP ou a Aneel.

As agências regulatórias podem cassar concessões ou impor multas, coisas improváveis em relação às estatais. Ademais, os bens de empresas privadas não são imunes à penhora ou à execução quando processadas por perdas e danos. Empresas privadas não dependem de verbas orçamentárias nem de autoridades monetárias para decidir acelerar investimentos.

Por fim, a satisfação do consumidor é mais importante para a empresa privada, que depende do lucro para subsistir, do que para a empresa pública, cujos déficits costumam ser cobertos pelo governo – diga-se, de passagem, com o dinheiro dos contribuintes.

 

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