Posts Tagged Economia
4.607.556.603.169,42%
Posted by Marcus Mayer in Economia on July 1st, 2007
mayer
13 anos de Real
por Joelmir Beting*
O Real completa neste domingo, 1º de julho, 13 anos de vida, paixão e sorte, muita sorte. Sobreviveu a grandes choques externos a traumas internos para fazer a inflação de 4% ao dia virar inflação de 4% ao ano.
O Real veio ao mundo não para fazer o Brasil crescer, mas para não deixar o Brasil morrer. Vai aqui uma comparação espantosa, feita pelo professor Salomão Quadros, da Fundação Getúlio Vargas, a pedido do site: nestes 13 anos de Real, a inflação medida pelo IGP-DI acumula, aqui na ponta, 259%.
É muito! É, mas qual tinha sido a inflação acumulada nos últimos 13 anos antes do Real?
Aí está o tamanho do dragão enjaulado pelo Real: uma inflação de 12 dígitos, ou de 4.607.556.603.169,42%. (Nota do blog: leia-se 4,6 trilhões por cento)
* Joelmir Beting é jornalista e apresentador de telejornal
Dois ótimos projetos
Posted by Marcus Mayer in Meio Ambiente, Política, Tecnologia on June 26th, 2007
Mais duas excelentes notícias para a economia estrearam a semana. Ganham todos os brasileiros: o governo federal decidiu tornar a investir em energia nuclear – a mais limpa e viável fonte de energia; e um banco estatal será privatizado, por iniciativa do governador José Roberto Arruda (DEM), do Distrito Federal. Abaixo seguem as reportagens:
Governador do Distrito Federal defende privatização do BRB
por Tathiana Barbar
para a Folha Online
Em meio às investigações da Operação Aquarela, que desmontou um esquema de desvios de recursos no BRB (Banco de Brasília), o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), defendeu nesta segunda-feira a privatização da instituição.
“O que me preocupa neste momento é a estabilidade do banco, e todos estes episódios reforçam em mim a certeza de que precisa haver mudanças drásticas. Esta reflexão é inevitável a partir dos fatos. Vamos esperar o resultado da auditoria no BRB e discutir com a sociedade. Será que ainda devemos manter um banco estadual público”, questionou Arruda durante almoço-debate do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), no hotel Renaissance, em São Paulo.
Governo aprova construção de Angra 3
por Leonardo Goy
para as Agências Estado e Reuters
Dois fatores favoreceram a aprovação: o preço da energia a ser gerada pela usina e as dificuldades para dar início a projetos de energia hidrelétrica
BRASÍLIA – O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a retomada da construção da usina nuclear de Angra 3, no Estado do Rio de Janeiro.Trata-se de um projeto polêmico que deve custar aproximadamente US$ 3,7 bilhões.
A decisão ainda precisa ser ratificada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já se declarou favorável à opção nuclear para geração eletricidade como fonte auxiliar na matriz energética brasileira, fortemente sustentada nas hidrelétricas.
Mas antes disso, o governo precisa conseguir junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a licença ambiental para a obra.
Pelo menos dois fatores favoreceram a aprovação da obra de Angra pelo governo: o preço da energia a ser gerada pela usina, que já estaria competitivo (na casa dos R$ 140 por megawatt/hora), e as dificuldades para dar início a projetos de energia hidrelétrica, como os das duas usinas do Rio Madeira, em Rondônia.
Abertura: caminho para a prosperidade
Posted by Marcus Mayer in Economia, Relações Internacionais on June 25th, 2007
A semana começou com uma ótima notícia: países emergentes estão acordando para uma realidade muito distinta daquela adotada pelo governo brasileiro. Já está exaustivamente provado que a melhor alternativa para a erradicação da pobreza é a integração comercial.
Em nossa mais recente coluna WEEKLY NEWS, em três blocos de notícias, alertamos para o tema. Citamos o exemplo da Coréia do Sul que, através de maciços investimentos em educação, ciência e tecnologia, conseguiu fazer a transição de uma sociedade agrária para uma rica economia industrial. Através da elevação da competitividade externa, a nação asiática conquistou a riqueza e melhorou a distribuição da renda.
Leia os blocos “Idade Média”, “Na contramão” e “Vergonha” na última coluna WEEKLY NEWS
No Brasil, de contrapartida, os interesses político-partidários e a corrupção falam mais alto. Têm tanta importância que, travestidos de ”defesa dos interesses nacionais”, cooptaram a Índia e conseguiram travar o avanço nas negociações da Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio.
Leia o artigo da BBC Brasil abaixo.
O que está em jogo?
1º.) Alguns grandes empresários – que também são os maiores doadores de campanhas políticas – não desejam a abertura econômica, ou seja, a concorrência externa. Querem aumentar seus lucros e manter os negócios da forma que estão. Que vantagens teriam em vislumbrar as prateleiras do comércio abarrotadas de produtos importados de melhor qualidade e menor preço?
2º.) Latifundiários, que têm uma enorme bancada de representantes no Parlamento e são doares de altíssimas quantias nas campanhas eleitorais, desejam engordar os seus negócios com o comércio mundial. Exportam ‘commodities’ – produtos de baixo valor agregado -, que empregam cada vez menos, graças à mecanização do agronegócio. A única coisa que interessa a eles é a eliminação de barreiras agrícolas à importação, nos Estados Unidos e na União Européia.
O governo, para justificar a sua posição, usa argumentos ultrapassados – mas convincentes para a maioria dos mal-informados – dizendo que a concorrência internacional poderia causar desemprego, através do fechamento de empresas brasileiras e colocar em risco os superávits da balança comercial. Essa posição é muito cômoda. E faz sentido em países que não investem em educação e desenvolvimento de tecnologias, através do incentivo à pesquisa científica.
A intransigência e a defesa desses argumentos da esquerda jurássica explica-se por três razões: 1.) não interessa colocar em risco os negócios dos grandes financiadores de campanhas eleitorais; 2.) investir maciçamente em educação, ciência e tecnologia colocaria em risco programas assistencialistas como o Bolsa Família e vultosos projetos estatais como o PAC; 3.) sobrariam menos recursos para empregar funcionários em cargos de confiança.
Assim, apresentam-se duas opções: confiar nas iniciativas do estado ou na liberdade.

Mesmo sob a ótica liberal o estado tem as suas atribuições, mas jamais a de assumir o lugar de empresário. Projetos assistencialistas só sustentam o populismo – jamais eliminam a pobreza! Para distribuir riqueza, criar uma sociedade de elevados índices educacionais e desenvolver ciência e tecnologia é necessário que se tenha uma economia aberta e próspera. Esse nunca foi o desejo dos governos socialistas e corruptos. A História está aí para quem necessita de provas.
Emergentes propõem abertura maior do que Brasil e Índia na OMC
Um grupo de países em desenvolvimento apresentou nesta segunda-feira à Organização Mundial do Comércio (OMC) uma proposta alternativa que oferece uma abertura de mercado maior do que a defendida pelo Brasil para destravar a Rodada Doha.
O grupo é composto por México, Hong Kong, Tailândia, Peru, Colômbia, Chile, Costa Rica e Cingapura. “Chegou o momento de todos mostrarem a flexibilidade necessária para concluir as negociações no mais tardar até o início de 2008″, afirma o documento.
A nova proposta é vista como uma espécie de racha entre os países emergentes, já que nem todos estariam adotando a mesma posição do Brasil. O texto indica que os países em desenvolvimento poderiam cortar suas tarifas de importação de bens manufaturados em taxas acima da que Brasil e Índia vinham sugerindo.
Nova Déli e Brasília representaram os países em desenvolvimento em uma reunião ministerial na semana passada em Potsdam, na Alemanha. O objetivo do encontro, que também incluiu americanos e europeus, era de tentar desbloquear a Rodada Doha, lançada em 2001 e paralisada desde 2006. Mas sem um acordo, o processo fracassou e agora toda a Rodada poderá entrar em colapso se os 150 países não chegarem a um consenso até o final de julho.
‘Flexibilidade’
O governo brasileiro insiste que aceitaria um coeficiente de corte de no máximo 30. Na prática, isso permitiria um corte de até 50% em suas tarifas de importação. Já os Estados Unidos e a Comissão Européia queriam uma redução das tarifas em pelo menos 58%, o que acabaria afetando setores considerados sensíveis no Mercosul.
Para o novo grupo, o coeficiente de cortes poderia variar entre 17 e 23. Em termos de redução de tarifas, isso significaria um corte de cerca de 55%. “O tempo está acabando, por isso precisamos encorajar nossos membros a mostrar flexibilidade nos próximos dias”, aponta a proposta que agora será avaliada pelos 150 membros da OMC. “Demonstrações de flexibilidade têm sido raras”, conclui o texto apresentado na OMC.
mayer
Procura-se um ‘sarkozy’ brasileiro
Posted by Marcus Mayer in Brasil, Economia, Educação, Política on June 15th, 2007
On cherche un ‘sarkozy’ brésilien
por Marcus Mayer
para a revista World News Press | ed. JUL.2007
A busca por um messias, com projetos mirabolantes, que se apresente como ’salvador da pátria’, não é a solução. Precisamos ter a audácia de enfrentar a letargia que caracteriza o Brasil e conduzi-lo à modernidade.
A alternativa para os problemas brasileiros não é messiânica, mas seria satisfatório, no contexto do regime presidencialista, que se encontrasse alguém com competência para liderar um movimento reformista no Brasil, como o está fazendo Nicolas Sarkozy, na França. Precisa haver coragem para mostrar aos brasileiros que promessas populistas e eleitoreiras só conduzem ao atraso.
O estado assistencialista há muito deixou de ser capaz de introduzir mudanças que pudessem acabar com a pobreza e melhorar de forma substantiva a vida do cidadão. Muito pelo contrário, onde a presença do estado se faz presente observa-se ineficiência, corrupção e fisiologismo. Muitas atividades submetidas à administração estatal poderiam ser substituídas pela iniciativa privada que, certamente, as executaria com maior competência.
A seguir, tentamos relacionar uma série de medidas que resolveriam, no curto prazo, graves problemas enfrentados pelo Brasil:
REFORMA DO EXECUTIVO
O número de ministérios para atender às necessidades do Executivo poderia ser reduzido para algo em torno de dez. Atualmente, são 36! Os ocupantes das pastas, os ministros, deveriam ser personalidades altamente especializadas em suas respectivas áreas. A indicação de políticos para os ministérios gera um dos maiores males ao governo: o fisiologismo.
• Uma reforma administrativa seria necessária para acabar com o aparelhamento do estado e para elevar o nível técnico dos ocupantes das funções. São mais de 26.000 cargos de confiança distribuídos aos apaniguados, no governo atual. Assim como nas empresas privadas procura-se contratar os mais competentes, somente funcionários concursados e de elevado grau de instrução deveriam ser admitidos em funções executivas. Para evitar qualquer tipo de fraude, os concursos deveriam ser fiscalizados por empresas particulares de auditoria.
• A propaganda do governo deveria ser totalmente extinta, transferindo-se os seus recursos para campanhas de caráter exclusivamente educativo.
A redução da quantidade de ministérios permitiria uma considerável elevação dos salários dos ministros e dos demais funcionários, equiparando-nos com a remuneração oferecida no setor privado. Técnicos de alta competência deixam atualmente de participar da administração pública por causa dessa defasagem salarial. Além disso, elevando-se o perfil do funcionalismo, a endêmica corrupção tenderia a ser consideravelmente reduzida.
PRIVATIZAÇÃO
• Uma das maiores travas para o verdadeiro desenvolvimento do Brasil é a existência dos dinossauros estatais. Não há justificativa para manter sob a égide estatal empresas que executariam melhor as suas funções em benefício do país se estivessem sob controle privado. Os fundos de pensão desses gigantes da ineficiência são antros de corrupção e não oferecem nenhum benefício aos brasileiros que deles não participam. A retomada de um programa de desestatização é uma das mais importantes medidas que um novo presidente poderia adotar.
BACEN E AGÊNCIAS REGULADORAS
• O Banco Central e as agências reguladoras necessitariam de total autonomia. Os mandatos de seus gerentes deveriam ser fixos. A ingerência política nas decisões do Banco Central ou nas agências reguladoras reduz de forma dramática a credibilidade do país e sua capacidade para atrair investimentos. Para conquistar o investment grade o caminho é longo, mas para perdê-lo basta uma simples crise de confiança.
IMPOSTOS E ENCARGOS
• A carga tributária, que gira atualmente em torno de 38%, teria de ser drasticamente reduzida e os impostos cobrados em cascata totalmente eliminados – de preferência – introduzindo-se um tipo de “imposto único”.
Nesse ‘métier’ tributário, alguns argumentariam que isso implicaria redução de receitas, inviabilizando os compromissos de pagamento do governo. Isso não faz sentido, pois a arrecadação, pelo contrário, tenderia para um crescimento constante, como conseqüência da redução de alíquotas. Com uma economia crescente, as empresas venderiam mais, e muitas outras informais optariam pelo ajuste de suas situações. A máxima “se não sonegar não sobrevive” deixaria de ser verdadeira.
• Os encargos trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamentos das empresas também teriam de ser significativamente reduzidos para diminuir a taxa de desemprego. Sem ferir direitos adquiridos, o trabalhador deveria ter a opção de ser admitido através de um contrato de trabalho sem submissão à CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Essa ultrapassada legislação, criada na década dos 1940, contribui espetacularmente para o trabalho informal. A flexibilização das leis trabalhistas e a negociação direta entre empregados e empregadores viabilizaria a criação de inumeráveis postos de trabalho.
• A previdência social teria de ser unificada, integrando os trabalhadores dos setores público e privado, visando a reduzir o seu déficit. As pensões e aposentadorias necessitariam ser limitadas a algo em torno de 20 salários mínimos, equivalentes hoje a R$ 7.600,00, para todos os trabalhadores. O próprio presidente da República, os ministros e os demais políticos deveriam se submeter a essa regra de abrangência universal. Além do teto, o complemento das aposentadorias ficaria sob responsabilidade exclusiva de cada contribuinte, que optaria, num sistema privado de previdência, pelo plano que melhor lhe conviesse.
COMÉRCIO INTERNACIONAL
• Com o objetivo de incrementar o comércio com outros países e blocos, a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul necessitaria sofrer uma redução para no máximo 6%. Atualmente, ainda há aliquotas de 30% que incidem sobre as importações, caracterizando uma estúpida reserva de mercado. A redução da TEC inseriria definitivamente o Brasil no comércio mundial. As empresas brasileiras teriam condições de introduzir avanços tecnológicos na produção e reduzir seus preços para, conseqüentemente, exportar e empregar mais. Essa medida liberalizante, que permitiria inclusive um maior equilíbrio na balança comercial, influenciaria na melhora da posição brasileira nas rodadas de negociação da OMC (Organização Mundial do Comércio).
CUSTO BRASIL E BUROCRACIA
• Os transportes – ferrovias, rodovias, portos e aeroportos – deveriam ser entregues à iniciativa privada, submetendo-se todas as modalidades a uma única agência reguladora. As estradas esburacadas e perigosas, os elevados custos do transporte rodoviário, a ineficiência dos portos, as crises do setor aéreo e a falta de investimentos no transporte ferroviário são conseqüência da péssima administração estatal.
• Cartórios deveriam ser extintos, sobretudo, para acabar definitivamente com a burocracia e o absurdo instituto da firma reconhecida.
Na ‘república brasileira de bananas’ uma assinatura não vale nada, a não ser que se pague por ela a um dono de cartório!
• Filas em repartições públicas, como em postos da previdência ou hospitais, deveriam ser proibidas por lei. É inadmissível que idosos precisem esperar em filas intermináveis por causa da incompetência de servidores e do descaso da administração. Para solucionar o problema bastaria investir na informatização e na qualificação do pessoal de atendimento. Enquanto o setor se aperfeiçoa, o sistema de hora marcada poderia acabar de forma instantânea com esse martírio.
Em São Paulo, uma lei estabelece multas para os bancos que obriguem seus clientes a esperar mais de 15 minutos na fila. Na véspera ou no dia seguinte a feriados prolongados, esse limite sobe para 25 minutos e em dias de pagamento de funcionários públicos, o tempo máximo na fila é de 30 minutos.
• Para resolver os crônicos problemas nas áreas de saúde e educação, bastaria a adoção de uma estratégia simples: políticos e seus familiares até segundo grau só poderiam fazer uso dos sistemas estatais. Isso quer dizer: filhos de políticos só estudariam em escolas públicas e suas mães só seriam atendidas em hospitais do governo.
Essa não seria uma medida liberalizante, mas necessária para a dramática diminuição das diferenças sociais. Os problemas nesses dois setores básicos – e em situação tão lastimável no Brasil – seriam resolvidos num prazo jamais visto. Dinheiro para isso certamente existe!
SEGURANÇA
• O problema penitenciário seria solucionado com a transferência dos complexos de cadeias para a administração privada. Empresas especializadas ofereceriam trabalho nas prisões, pelo qual os presos receberiam uma justa remuneração. Além disso, os criminosos pagariam através do seu trabalho pelos custos da cadeia. Teriam assim a chance de desenvolverem profissões que os habilitassem à reinserção no mercado de trabalho, depois de cumprida a pena.
Naturalmente, essa não é a plataforma política de nenhum candidato, mas seria salutar que o fosse. Os problemas brasileiros são complexos e muito mais seria necessário para reduzi-los. O que se deseja provar através desse texto e das propostas que se apresentam é que o Brasil tem jeito. Basta coragem e um pouco de audácia para adotar algumas dessas medidas.
O País poderia se transformar rapidamente em potência, aproveitando o ciclo de crescimento da economia mundial. Lamentavelmente, não existem ’sarkozys’ disponíveis no mercado para serem importados. Sendo assim, que se invente um … made in Brazil.
Durante o mês de maio, quando estávamos engajados na campanha de Nicolas Sarkozy para a presidência da França, nosso amigo e leitor Francisco Guimarães (42) deixou um curto – mas excelente – comentário num post: “Sarkozy para presidente do Brasil”, dizia. Algumas semanas depois, outro leitor, Felipe Maciel (18), se manifestou curioso diante das soluções que poderiam advir para resolver problemas crônicos do Brasil. Após vislumbrar a posição do Brasil no ranking mundial da desigualdade social calculado pela ONU, a sua frustração era nítida. Aproveito a oportunidade para agradecer aos leitores que inspiraram esse artigo.
Estatais: sinônimo de atraso
Posted by Marcus Mayer in Brasil, Economia on June 5th, 2007
O dinossauro perde a sua chance
por Marcus Mayer
Revista World News Press | ed. JUN.2007
“Não é função do governo fazer um pouco melhor, ou um pouco pior, o que os outros podem fazer, e sim o que ninguém pode fazer”.
Lord Keynes
Entre os anos de 1975 e 1984, quando o mundo desenvolvido centrou investimentos maciços na área da informática, compartilhando tecnologias, o Brasil – que ainda vivia sob a ditadura militar nacionalista – submetia-se à insensata política de informática, praticada pela SEI (Secretaria Especial de Informática). A absurda Lei de Informática, de outubro de 1984, foi sacramentada pela “Constituição besteirol” de 1988.

Para jovens que ‘nasceram’ dominando as modernas tecnologias e se alfabetizaram lado a lado do computador, a perplexidade é ainda maior quando descobrem que o Brasil, durante mais de uma década, fechou o seu mercado proibindo investimentos estrangeiros e importações na área de tecnologia de informática. A isso se chamou de reserva de mercado.
Naquela época, as tecnologias existentes já começavam a ser renovadas a cada ano. E nenhum componente fabricado no exterior podia ingressar no País. Hoje a reserva continua existindo através da altíssima taxação. Basta tentar passar pela alfândega com um Notebook, sem declará-lo à receita, para ver no que dará. Antes de chegar a uma loja brasileira, um PC carrega quase 100% em taxas de tributação direta – 18% de Imposto de Importação, 50% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), 9,25% de PIS/Cofins e 18% de ICMS.
IDEOLOGIA – A esquerda, que aplaudia a iniciativa da ditadura – em oposição aos liberais, liderados por nomes como Roberto Campos e José Guilherme Merchior – fazia a festa. Essa irresponsabilidade da legislação autoritária rendeu mais de duas décadas de atraso ao Brasil na área da informática.
E por mais impressionante que possa parecer, em pleno século 21, mesmo depois da Queda do Muro, o nacional-corporativismo esquerdista – um mix de nacionalismo fascista e coletivismo socialista – ainda não saiu de cena no Brasil e em boa parte da América Latina.
O que acontece no Brasil atual é uma repetição da década perdida dos anos 1980. Naquele período o problema maior era a hiperinflação e a carestia. Hoje, o caos provém do aparelhamento do estado e da conseqüente corrupção.
O MUNDO – a economia mundial está, há quase uma década, ininteruptamente em festa. Os asiáticos – China, Filipinas, Malásia, Índia etc. – crescem sem parar. Na União Européia – tanto na zona do euro quanto fora dela – o desemprego recua graças ao índice de confiança (119 pontos), o melhor desde 2001. Os Estados Unidos, com seu PIB de US$ 13,8 trilhões, têm uma economia sólida que reflete nas exportações do resto do planteta e consegue manter o desemprego estável (4,5%). As bolsas ao redor do mundo não param de bater recordes.
E o Brasil? – O País continua batendo recordes também! E o maior deles em arrecadação de impostos. Para o governo esquerdista a altíssima carga tributária – que se caracteriza por uma arrecadação de nível europeu e serviços de padrão sub-saariano – é primordial para bancar o gigantesco cabide de empregos e os 36 ministérios.
É necessária muita arrecadação para pagar os salários dos mais de 26.000 cargos de confiança dos petistas e dos seus amigos. Também é fundamental que os impostos sirvam para que a Previdência possa pagar os benefícios dos servidores públicos (valores estratosféricos, quando comparados aos do setor privado). Além disso, evita-se uma reforma impopular, que se chocaria com os interesses do funcionalismo público e dos sindicatos.
Questão pétrea da esquerda nacionalista é a manutenção da Petrobrás, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e tantos outros dinossauros da administração pública, como empresas estatais – aliás, como ‘patrimônio de todos os brasileiros’.
PRÉ-HISTÓRIA – Como seria possível oferecer cargos de diretoria, altamente remunerados, para gente sem qualificação se não existissem as empresas estatais? Lembremos que a maioria dos petistas foram injustiçados pelas elites que governaram o País, e não tiveram as mesmas chances que essas classes privilegiadas. E os amigos do PT? – Teriam de ficar de fora, pois o número de ministérios (36) é muito pequeno para empregá-los.
Não é de estranhar que o Brasil seja um exportador pouco dinâmico. Descontados todos os problemas do custo-país, os superávits são conquistados às custas da exportação de commodities, produtos primários de baixo valor agregado. Enquanto o mundo caminha para o futuro, o dinossauro brasileiro permanece na pré-história do desenvolvimento. Vivemos mais uma década perdida.
A estatal Cobra, fundada em 1974, em plena ditadura militar, ainda existe e não serve para nada além de camuflar apaniguados em sua folha de pagamentos. Gastou dinheiro do contribuinte quando estava sob a proteção da SEI, a Secretaria Especial de Informática, e ainda hoje o pagador contribuinte banca a sua ineficiência através do Banco do Brasil, que incorporou o monstro. A tecnologia desenvolvida pela Cobra é tão “admirável” quanto o é o seu site na Internet.
Confira clicando aqui
E para que se tenha uma idéia do que anda fazendo, inventou um PC básico que custará R$ 1.440,00. Qualquer idiota sabe que com esse valor, descontados os impostos, o governo compraria dois ou mais computadores nos Estados Unidos. Compare-se somente com os avançadíssimos Notebooks populares, com tecnologia wirefire, capacidade de conexão à Internet, que custarão em torno de US$ 200.
O Brasil no Mundo > Parte 3 <
Posted by Marcus Mayer in Brasil, Economia on May 18th, 2007
O mapa da desigualdade
Parte 3 – COEFICIENTE GINI
Você saberia relacionar as bandeiras abaixo com os seus respectivos países?
A não ser que tenha uma extraordinária memória, seja um expert em geopolítica ou trabalhe na Organização das Nações Unidas, é pouco provável que acerte todas, pois, em sua maioria, essas bandeiras pertencem a países com pouca expressão no âmbito internacional, exceto o último.
Diante da dificuldade, daremos uma dica: todos os países têm algo bastante em comum com o Brasil. Teria ficado mais fácil agora?
As bandeiras pertencem, na ordem, aos seguintes países: Namíbia, Lesotho, Botswana, Sierra Leoa, República Central Africana, Swazilândia, Bolívia, Haiti, Colômbia e Brasil. Você deve estar se perguntando o que têm em comum.
Coeficiente GINI
Em um ranking composto por 180 países, o Brasil é o décimo em “desigualdade de renda”, atrás somente desses que foram citados. Uma boa e outra má notícia: a má é que já fomos os campeões nesse quesito; e a boa é que conseguimos ser vencidos. Certamente, esse é o pior espelho do Brasil. Entre a população, são muitíssimos que têm pouco e pouquíssimos que têm muito. O uso do superlativo é necessário para refletir bem a situação.
A diferença de rendimentos entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres, no Brasil, é de 27,8 vezes, conforme cálculos das Nações Unidas. Se analisados os 10% mais ricos e os 10% mais pobres, essa diferença alcança as 57,8 vezes. Para que se possa compreender melhor essa triste realidade, na Europa Ocidental, a diferença se situa nas 5,04 vezes, em média; e nos EUA, nas 8,4.
Em 1912 o demógrafo italiano Corrado Gini criou um índice para medir a desigualdade social. Esse índice passou a se chamar »coeficiente Gini«. Conforme a tabela acima, coeficiente “0″ representa perfeita igualidade econômica e “100″ perfeita desigualdade. O Brasil apresenta coeficiente 58,0, de acordo com os dados da ONU. Dinamarca (24,7), Japão (24,9) e Suécia (25,0) apresentam os melhores coeficientes. Para visualizar a tabela completa, clique aqui.
Abaixo, reproduzimos um mapa mundial que destaca as diferenças de rendimentos, conforme cálculos do coeficiente Gini, realizados pelas Nações Unidas:
Clique sobre o mapa para visualizá-lo em tamanho ampliado:

Na legenda abaixo o coeficiente Gini varia entre “0″ e “1″, sendo “0″ a igualdade plena e “1″ a desigualdade plena.
Para explicações mais detalhadas, a enciclopédia pública online, Wikipedia, apresenta informações precisas e completas a respeito do coeficiente e dos cálculos necessários para a determinação dos índices. O trabalho está publicado em inglês e é bastante confiável. Clique aqui para acessar.
…
Leia também:
O Brasil no Mundo – Parte 1 (PIB)
O Brasil no Mundo – Parte 2 (PPP e Big Mac Index)
O Brasil no Mundo > Parte 2 <
Posted by Marcus Mayer in Brasil, Economia on May 17th, 2007
O verdadeiro valor do nosso dinheiro
Parte 2 – PPP e BIG MAC INDEX
No post anterior (abaixo), publicamos o ranking das maiores economias do mundo em função do Produto, ou seja, a soma de todas as riquezas produzidas em determinado período. Observamos que o Brasil está muito bem ranqueado, como 10ª potência econômica do planeta. Contudo, nossa população não é a décima mais rica. Muito pelo contrário, a renda per capita de US$ 6.220,22 ao ano é tragicamente baixa. Nesse quesito, o Brasil está na 62ª posição (!).
Para melhor expressar a realidade, em função da variação da base de preços, o poder de compra da população dos países é definido por um índice denominado Purchasing-Power Parity (PPP). Distintamente do critério de cálculo do PIB per capita, o PPP leva em consideração a valorização da moeda corrente em relação aos preços praticados no mercado doméstico de cada país.
Tanto uma cesta de produtos quanto um único item podem ser levados em consideração para a definição do índice. Em 1986 a revista The Economist criou o Big Mac Index, um indicador baseado na “paridade do poder de compra” ou PPP em função do preço do sanduíche Big Mac, padronizado na rede mundial de fast-food McDonald’s. Esse índice também é utilizado para medir a valorização ou a depreciação de uma moeda frente à outra.
Observe-se, abaixo, a mais recente tabela divulgada pela The Economist, em março de 2007, tomando por base o preço do Big Mac em 25/3/2006:
Clique sobre a tabela para visualizá-la em tamanho ampliado

PPP per capita
O World Economic Outlook, do Fundo Monetário Internacional também apresenta em suas tabelas de estatísticas um ranking mundial do PPP per capita. A previsão do fundo para 2007 é que o Brasil fique em 72º lugar, entre os 180 países avaliados. Não é difícil de entender o porquê: os preços, conforme visto no exemplo do Big Mac são elevados e os salários são baixos. De acordo com o Dieese, o Salário Mínimo mensal precisaria ser de R$ 1.620,89 para conseguir comprar uma cesta básica.
Clique no link abaixo para ler o restante do artigo e conhecer todos os cálculos necessários para conhecer o PPP.
O Brasil no Mundo > Parte I <
Posted by Marcus Mayer in Brasil, BRICs, Economia on May 16th, 2007
O tamanho de nossa riqueza
Parte 1 – PIB (Produto Interno Bruto)
O Brasil é atualmente a décima maior economia mundial (ver tabela). Essa posição é definida pelo PIB (Produto Interno Bruto), que abrange todos os agregados macroeconômicos e traduz o valor monetário dos bens e serviços (empresas, instituições – com e sem fins lucrativos -, profissionais liberais etc.) produzidos na economia, durante um determinado período de tempo.
Conforme artigo da revista britânica The Economist, “Land of promise”, traduzido neste blog, o PIB do Brasil teve, nos últimos anos, um crescimento (3,7%, em 2006) muito menor que os demais “BRICs” (qualificação criada pelo banco de investimento Goldman Sachs) –, Rússia, Índia e China. Graças ao Haiti, o país mais pobre das Américas, e 135º no ranking mundial do PIB, o Brasil não ficou em último lugar no quesito crescimento.
Clique aqui para acessar o artigo da revista The Economist
No início dos anos 1990, a China (4ª potência econômica, atrás dos Estados Unidos, Japão e Alemanha) ultrapassou, pela última vez, o Brasil – quando o país ainda era a 9ª maior economia do globo. Nos anos recentes, a pior posição ocupada pelo Brasil foi a 13ª, em 2004.
A melhora no ranking deve-se à valorização do real frente ao dólar, considerando-se o cálculo do PIB pela cotação, em dólares, da moeda corrente (Gross domestic product – GDP, current prices, U.S. dollars).
Segundo estimativas do Fundo Montenário Internacional, a Rússia (outro BRIC) ultrapassará o Brasil, em 2008. Não tardará muito para que a Índia, a Coréia do Sul, o México e a Austrália façam o mesmo, conduzindo a economia brasileira para a 15ª posição (e última dos BRICs) entre as maiores economias.
Nos próximos dias abordaremos a posição do Brasil no ranking do PPP (Purchasing Power Parity), que determina o poder de compra da população; do índice GINI, que mede a desigualdade social; e do IDH, que avalia a qualidade de vida.
Petrossauro: o monstro estatal
Posted by Marcus Mayer in Economia, Privatização on May 13th, 2007

A paleozóica gigante estatal Petrobrás conseguiu realizar mais uma grande proeza. Numa época de expansão da economia global, apresentou uma redução de 38% no lucro do primeiro trimestre de 2007, em relação ao mesmo período do ano passado. As principais razões para o péssimo resultado foram, entre outras, a queda nos preços do petróleo, a valorização da moeda nacional e a elevação de “custos operacionais”.
A verdade é que a Petrossauro está iniciando um processo de auto-sucateamento. A irresponsável administração do fundo de pensão de seus funcionários, o Petros, recebeu da estatal um escandaloso aporte de R$ 6 bilhões, conforme denunciado nesse blog, no dia 14 de abril. Hoje é possível observar as conseqüências (ou inconseqüências) dessa medida, que é proveniente da irresponsabilidade do governo e da administração corporativista da estatal e do fundo de pensão. Leia o artigo clicando aqui
A partir disso tudo, cabe a pergunta: o que a Petrossauro proporcionou de bom, durante a sua existência como estatal, na vida dos brasileiros? – A não ser que se tenha um vínculo empregatício ou corporativo com a empresa, dificilmente será possível encontrar uma resposta positiva para a indagação. Muito pelo contrário, para os contribuintes, ela só dá despesas e prejuízos. Sim! – prejuízos. Os investimentos que recebe do governo (ressalte-se que o governo é financiado pelos impostos pagos pelos contribuintes) poderiam, muito melhor, ser revertidos para áreas carentes como educação, saúde, saneamento ou transportes, em vez de financiar a estrutura do dinossauro.
O tabu da privatização precisa ser derrubado urgentemente. O argumento contrário mais utilizado pela direita nacionalista ou pela esquerda estatista é de que o patrimônio da Petrossauro pertence a todos os brasileiros. Essa é uma falácia. Se alguém precisar de dinheiro e quiser desfazer-se da parte que lhe pertence não poderá fazê-lo. Os únicos verdadeiros donos da estatal são o governo e seus acionistas em bolsa.
O artigo de hoje não abordará a crise que envolve a estatal e a Bolívia. Contudo, vale lembrar que a filial boliviana da Petrossauro responde por 24% da arrecadação de impostos, 18% do Produto Interno Bruto total e 20% dos investimentos estrangeiros diretos da Bolívia. Além disso, seus investimentos somaram, entre 1994 e 2005, US$ 1,5 bilhão (US$ 1 bilhão de forma direta, e o restante por meio de seus sócios). E a atitude do governo brasileiro diante da apropriação das suas instalações pelo idiota latino-americano Evo Morales continua sendo, simplesmente, ridícula.
No limiar da inépcia e da esperteza
Posted by Marcus Mayer in Brasil, Carga Tributária on April 26th, 2007
A perniciosidade dos impostos
Uma grande ingenuidade seria achar que a equipe econômica do atual governo fosse burra. Inteligente também não é, certamente. O melhor adjetivo para essa gente ‘esperta’, na acepção menos virtuosa da palavra.
A mais recente – e absurda – medida do ministério da Fazenda foi elevar a tarifa de importação de têxteis e de calçados, de 20% para 35%. A justificativa do ministro Guido Mantega é a proteção que se pretenderia dar à indústria nacional. O ministro e os seus asseclas, certamente, consideram os brasileiros ‘verdadeiros otários’(!), diante de suas explicações.
Não nutrimos simpatias pela administração estatizante do presidente Lula da Silva e, muito menos, pela elevada carga tributária do Brasil: arrecadação de padrão europeu e aplicação dos impostos nos moldes subsaarianos. O aumento na alíquota de qualquer imposto sempre causa enorme repulsa. Recorde após recorde arrecadatório, “jamais na história deste país” – como adora dizer o presidente -, os contribuintes pagaram mais impostos em um mês de março. “Somente no Imposto de Importação houve um crescimento real de 26,9%, decorrente da elevação do valor em dólar dos produtos comprados no exterior”, conforme publicado, no dia 16, na Folha de S.Paulo.
Percebendo isso, o governo resolveu elevar ainda mais as já absurdas taxas, ciente de que as importações continuarão crescendo. Quem pagará por isso serão os consumidores, que vislumbrarão uma fatia maior da renda sendo transferida para o cofre da receita. O que adianta elevar o preço dos produtos importados se o preço dos nacionais continuará sendo mais elevado? – De forma ingênua, poder-se-ia pensar, o governo não tivesse avaliado a sua medida de forma adequada. Mas não é nada disso!
Em um ano e meio, 50 indústrias de calçados gaúchas fecharam. A única forma viável para “salvar” a empresa nacional é dando-lhe condições para que possa concorrer em igualdade de condições com a indústria global. Para isso, só existe um caminho: aquele que conduz para a diminuição da elevadíssima carga tributária, incidente sobre a produção e sobre a folha salarial.
A redução de impostos beneficiaria milhares de trabalhadores dos setores têxtil e de calçados, bem como as empresas e os milhões de consumidores. Todos precisamos de roupas e sapatos. Pagando menos taxas, o ganho da indústria seria mais elevado. Como conseqüência natural, mais trabalhadores seriam empregados e, em resposta à redução de preços, o consumo aumentaria. A própria concorrência estrangeira beneficiaria o consumidor e a indústria, não permitindo que a redução tributária implicasse somente um aumento nos lucros dos empresários: os preços teriam de ser reduzidos e a qualidade dos produtos elevada. Isso é denominado “ganho de produtividade”.
Para incrementar as exportações, prejudicadas pela desvalorização do dólar – que reduziu os ganhos em real -, bastaria reduzir alíquotas de impostos que incidem sobre a folha de pagamentos. Enquanto que a média dos custos patronais nos países chamados Tigres Asiáticos é de 11%, no Brasil a despesa de contratação de um empregado ultrapassa os 100% do salário nominal.
Mesmo o governo poderia ser beneficiado com a redução de alíquotas e a extinção de tributos. De acordo com o economista Marcos Cintra Cavalcanti, defensor do projeto do Imposto Único, em 2003, o estado de São Paulo diminuiu de 25% para 12% a alíquota do ICMS do álcool combustível e obteve um resultado surpreendente. A arrecadação do setor cresceu, de imediato, 7%. O Fisco paulista conseguiu atingir em cheio o seu principal alvo: a sonegação, até então alimentada pela alta alíquota do imposto.
Sob o manto da esperteza, pois alguns ingênuos ainda permanecerão achando que a elevação de taxas protegeria a indústria nacional da concorrência estrangeira, esse governo continuará enganando a população. Afinal, é preciso ter bastante dinheiro em caixa para pagar os funcionários que ocupam os mais de 24.000 cargos comissionados no governo federal. E quanto maior é a burocracia, mais fácil se torna a manutenção da corrupção. Nossa capacidade de discernimento tem sido gravemente subestimada.








Recent Comments