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	<title>Marcus Mayer's Blog &#187; El Idiota</title>
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		<title>República Socialista do Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Nov 2007 23:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Weekly News]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[El Idiota]]></category>

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		<description><![CDATA[Censura, desrespeito aos direitos humanos, corrupção, xenofobia, aparelhamento do estado. Isso, para não citar outras atrocidades. Este é o retrato da república democrática de Lula da Silva. A cegueira epidêmica que atingiu as pessoas da obra de ficção de José Saramago é a pura realidade brasileira. Enquanto denunciamos e manifestamos nossa perplexidade diante dos fatos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">C</span></strong></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">ensura, desrespeito aos direitos humanos, corrupção, xenofobia, aparelhamento do estado. Isso, para não citar outras atrocidades. Este é o retrato da república democrática de Lula da Silva. A cegueira epidêmica que atingiu as pessoas da obra de ficção de José Saramago é a pura realidade brasileira. Enquanto denunciamos e manifestamos nossa perplexidade diante dos fatos, o País aplaude o perfeito idiota-latino americano e o Parlamento discute a possibilidade de aprovar um terceiro mandato para ele. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Abaixo do editoral, publicamos nossa tradicional coluna WEEKLY NEWS. </span></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Aproveitamos para agradecer por todos os recentes comentários e pelas visitas. De acordo com o <strong>Site Meter</strong> (confira-se no final de cada página), ultrapassamos a marca dos 10.000 visitantes, nesse curto período de existência de nosso blog.</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><span style="color: #ffffff;">&#8230;<br />
</span></span></em><em></em></p>
<hr id="null" /><em></em></p>
<p class="MsoNormal" align="left"><a href="http://bp2.blogger.com/_9koWG4Zbb7s/Rl918rYXxmI/AAAAAAAAA1Y/pMKFfv2RDBw/s1600-h/Marcus+Mayer.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070901390740014690" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer" src="http://bp2.blogger.com/_9koWG4Zbb7s/Rl918rYXxmI/AAAAAAAAA1Y/pMKFfv2RDBw/s200/Marcus+Mayer.JPG" border="0" alt="" /></a><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Tahoma; color: #9fb6cd">O Brasil do &#8216;democrata&#8217; Lula da Silva</span></strong><strong></strong><br />
<em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica; color: #999999"><em>por </em>Marcus Mayer</span><br />
<em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica; color: #999999"><em>exclusivo para </em>o blog</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"> </span><em></em></p>
<p class="MsoNormal" align="center"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>“Não acredito em democracia, mas em liberdade individual”.</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right" align="right"><em><span style="font-size: 90%; font-family: Tahoma">Milton Friedman</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">D</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">esde a restauração democrática, o Brasil não atravessa um momento tão tenebroso como o atual. O mais grave é que a grande maioria da população não tem a mínima noção do que realmente ocorre na República.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em 1991, o Senado Federal cassou o mandato de Fernando Collor de Mello, o primeiro presidente eleito pelo voto direto depois de encerrado o ciclo militar. No ano seguinte, a Câmara dos Deputados expulsou de suas hostes um bando de deputados corruptos, envolvidos no chamado escândalo dos “anões do orçamento”. Imaginou-se então que o Brasil estivesse mesmo “sendo passado a limpo” – na época, esse era um dos famosos bordões do jornalista Boris Casoy.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A realização de eleições diretas em todos os níveis, a concessão de anistia aos políticos cassados pelo regime militar, o pluripartidarismo e o fim da censura aos órgãos de comunicação foram conquistas importantes para a consolidação da democracia brasileira. Também na economia, durante a história recente, ocorreram avanços extraordinários. A reserva de mercado na área da informática foi enterrada, a abertura permitiu ao País a sua inserção no comércio mundial, alguns dinossauros estatais foram privatizados e a hiperinflação foi debelada.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Com a eleição do ex-líder sindical Luis Inácio Lula da Silva à Presidência, pelo Partido dos Trabalhadores, em 2002, festejou-se a alternância no poder. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso soube conduzir espetacularmente a transição de governo, sem mágoas ou rancores pela derrota do então candidato oficial, José Serra. A torcida de todos, vitoriosos e derrotados, era por um Brasil menos desigual. Os discursos do novo presidente, que tinha como principal meta de seu governo erradicar a fome e a pobreza, entusiasmaram o País.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Os partidos derrotados na eleição de 2002, e que conseqüentemente se tornaram oposição, ofereceram crédito ao novo governante e apoiaram as reformas que começavam a ser apresentadas. O apoio foi grande, pois até na área econômica observava-se a manutenção dos principais preceitos do governo anterior, que tinha conseguido controlar a inflação e o déficit público.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, enfrentou dificuldade maior em seu próprio partido, que entre os de oposição, para aplicar o que parecia ser uma responsável gestão da economia. Alguns radicais, da extrema-esquerda do partido do governo, se viram obrigados a fundar uma nova agremiação, o PSOL. Um grupo menos ortodoxo, apesar da vermelhidão de sua ideologia, entretanto, permaneceu, pois o exercício do poder e a escalada social que este lhes proporcionou estava acima de qualquer filosofia.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">De uma hora para a outra o governo mostrou sua verdadeira cara. O crédito oferecido pela oposição ao governo foi vertiginosamente extrapolado. A gigantesca incompetência dos incontáveis ministérios, a vasta dimensão da corrupção – jamais observada no país -, o escandaloso aparelhamento do estado, o total desrespeito às instituições democráticas, o explícito fisiologismo dos partidos da base de apoio ao governo e, sobretudo, a mais absurda política externa praticada na história do Itamaraty, apresentaram-se como verdadeiras catástrofes nacionais. Enquanto o mundo aproveitava um ciclo de enorme crescimento econômico e diminuição das diferenças sociais, o País fazia sua opção pelo “avanço do retrocesso”.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A recondução de Lula da Silva ao cargo, na eleição de 2006, se deu exclusivamente como resultado da política assistencialista. Os miseráveis </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">– </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">tristes desaventurados que não tem acesso à informação nem discernimento suficiente para entender o que significam as iniciativas populistas -, foram escancaradamente enganados. Em troca de favores governamentais, órgãos de imprensa, empresários incompetentes e uma multidão de &#8216;cegos políticos&#8217; ofereceram apoio à reeleição do maior energúmeno que o País já teve na Presidência.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Com efeito, o Brasil perde mais uma década de sua história. Vislumbra o atraso em todos os setores imagináveis e inimagináveis. A receita de Lula da Silva é a repetição do nacional-populismo, tão repudiado nas democracias modernas &#8211; sobretudo, na Europa pós-guerra -, mas altamente eficiente em países de maioria mal-alfabetizada &#8211; como o próprio presidente &#8211; e irresponsável. Note-se que não somente os menos letrados apóiam este governo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O perfeito idiota latino-americano está fazendo a sua festa: inspira-se em práticas autoritárias, xenófobas e estatistas. Por meio do populismo assistencialista e do fisiologismo, oferecendo cargos e vantagens aos seus seguidores, Lula da Silva garante apoio popular e parlamentar. O empresariado incompetente – que tem na concorrência estrangeira seu grande inimigo -, os bancos, os sindicatos, as organizações não-governamentais corruptas, todos esses aplaudem o poderoso chefão. E boa parte da grande imprensa, corrompida pela troca de favores, cala-se, no intuito de defender os seus próprios interesses.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Que tal perguntar ao sábio povo brasileiro, por meio de um plebiscito “a la idiota latino-americano”, se não deseja um terceiro mandato para o presidente? O &#8220;sim&#8221; venceria com larga folga. Assim, talvez um dia poderíamos nos tornar uma Venezuela ou, quem sabe, uma Bolívia. Viva o país das maravílhas do grande democrata Lula da Silva!</span><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> </span></em><em></em><br />
<a title="linie.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/linie.jpg"></a><em></em></p>
<hr id="null" /><em></em></p>
<p class="MsoNormal" align="left"> <span style="color: #ffffff;">&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" align="left"><a title="weekly_news_neu.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/weekly_news_neu.jpg"><img src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/weekly_news_neu.jpg" alt="weekly_news_neu.jpg" /></a><strong></strong><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: white">WEEKLY NEWS </span><br />
<strong></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>JÔ INVESTIGADO POR PRECONCEITO</strong><br />
</span><a title="jo-soares-credito-eduardo-knapp-folha-imagem.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/jo-soares-credito-eduardo-knapp-folha-imagem.jpg"><img title="jo-soares-credito-eduardo-knapp-folha-imagem.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/jo-soares-credito-eduardo-knapp-folha-imagem.jpg" alt="jo-soares-credito-eduardo-knapp-folha-imagem.jpg" hspace="10" vspace="3" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> É absurda a investigação do Ministério Público Federal ao programa de Jô Soares. Segundo a procuradoria, houve denúncias sobre uma entrevista que abordava a questão de mulheres submetidas à cirurgia no clitóris na África e que comentários do apresentador podem ter manifestado preconceito em relação a hábitos e costumes culturais daquele continente. Será que o Ministério Público não encontra ocupação mais útil que a defesa de práticas bárbaras? Não seria melhor atentar para a barbaridade que ocorreu no estado do Pará, e afastar a inconseqüente governadora de seu posto? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>FORA ANA JÚLIA</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em primeira-mão, nossa colega blogger <a title="Letícia Coelho" href="http://www.leticialocoelho.blogspot.com/">Letícia Coelho </a>(clique sobre o nome para acessar o blog) noticiou o escândalo do encarceramento da menina de 15 anos, com 20 homens (ou 30?), em uma prisão no Pará. A governadora Ana Júlia Carepa, do PT, deveria ser responsabilizada criminalmente e renunciar imediatamente. Sua cara-de-pau causa perplexidade ao admitir ser comum prender mulheres em celas masculinas, em seu estado. A governadora não se utilizou nem do tradicional “eu não sabia de nada”, tão comum entre os seus correligionários, para justificar o seu descaso diante da barbaridade. A marginalidade no PT já está tão banalizada que esqueceram de pedir a sua renúncia (!!!). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="fhcportugues.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/fhcportugues.jpg"><img title="fhcportugues.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/fhcportugues.jpg" alt="fhcportugues.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>NOSTALGIA</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O ex-presidente Cardoso pode não ter deixado saudades – sobretudo, de seu segundo mandato, quando freou as reformas liberalizantes na economia. Entretanto, no que concerne ao desprezo de Lula da Silva em relação à importância da educação formal, as suas declarações recentes foram espetaculares. Disse querer “brasileiros educados, e não liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria”. Grande, Fernando Henrique!</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>ELE DE NOVO &#8211; 1</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Sob o título “DNA do expurgo no IPEA”, Ancelmo Góis, do jornal <em>O Globo</em>, denunciou em seu blog as origens do escândalo no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada: “Se alguém tinha ainda a mais pálida ilusão sobre o que está acontecendo no IPEA, é só ler o comentário do ex-ministro e consultor de empresas José Dirceu, hoje, em seu blog. Dirceu deixou as dez digitais impressas no local do crime.&#8221;</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>ELE DE NOVO – 2</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><a title="dirceu.jpeg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/dirceu.jpeg"><img title="dirceu.jpeg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/dirceu.jpeg" alt="dirceu.jpeg" hspace="10" vspace="3" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Do blog de José Dirceu: <em>“Os vazamentos de informações, as pesquisas de encomenda, combinadas com a mídia, e a oposição aberta às decisões de política econômica e social do governo são consideradas pela mídia como autonomia de pensamento e a troca dos pesquisadores como arbitrariedade, agora tudo respaldado por importantes entidades representativas dos economistas do Brasil. Lamento que essas entidades nunca tenham criticado o pensamento único que dominou o IPEA e outras instituições, para não falar da PUC do Rio, templo do neoliberalismo e do consenso de Washington e das privatizações, e agora adotam essa postura&#8221;.</em> (Reproduzido no blog de Ancelmo Góis e, agora, aqui, para que os nossos leitores conheçam ainda mais os inimigos da República) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>CARA DO GOVERNO</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
“José Múcio, o novo ministro das Relações Institucionais, é o exemplo do político brasileiro oportunista e comprometido apenas com os seus interesses de ocasião. Já presidiu o antigo PFL, de onde pulou para o PSDB e, daí, para o PTB, onde está agora. O novo ministro é a cara deste governo e merecia ter sido descoberto por Lula há mais tempo”. Por Ronaldo Gomes Ferraz, do Rio de Janeiro, para o Painel do Leitor da <em>Folha de S.Paulo</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>CONTÁGIO</strong></span><span style="font-size: 120%; font-family: Tahoma"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O apreço que se poderia ter pelo ministro da Educação, Paulo Haddad, foi totalmente esvaído. Sugerimos que ele torne a estudar, principalmente as estatísticas que traçam o perfil das escolas públicas dos países europeus – cujo modelo deveria servir ao Brasil. Ao comentar o resultado do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), afirmou que “as escolas públicas serão sempre piores”. Essa não é a realidade, nem mesmo do Brasil de algumas décadas atrás, quando as escolas públicas eram centros de excelência. Paulo Haddad é mais um a ser contagiado pela incompetência. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>PENA DE MORTE</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><a title="fila-hospital.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/fila-hospital.jpg"><img title="fila-hospital.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/fila-hospital.jpg" alt="fila-hospital.jpg" hspace="10" vspace="5" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">É tentadora a proposta do senador Cristóvam Buarque (PDT-DF), de obrigar políticos eleitos a matricular seus filhos em escolas públicas. Apesar do respeito que nutrimos pelo digníssimo senador, o projeto não pode ser levado a sério, pois fere radicalmente o princípio das liberdades individuais. Mas bem que seria excitante conviver sob uma lei que obrigasse mães e filhos dos políticos a se tratarem somente em hospitais públicos de suas respectivas regiões. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>ANIMAL PERIGOSÍSSIMO</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
O perfeito idiota latino-americano Hugo Chávez, agradeceu ao seu querido colega Lula da Silva, pela aprovação, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), do ingresso da Venezuela no Mercosul. Especial agradecimento também foi dirigido a uma das mais repugnantes figuras do governo, o secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães. O presidente da República, um semi-analfabeto, já fez os seus estragos no País, mas um intelectual do tipo de Guimarães, defensor do pensamento da extrema-esquerda mais radical e ultrapassada, é ainda mais pernicioso para a democracia brasileira</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="alvaro-uribe.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/alvaro-uribe.jpg"><img title="alvaro-uribe.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/alvaro-uribe.jpg" alt="alvaro-uribe.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">INTERNACIONAL</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Extremamente sóbria foi a decisão do presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, de dispensar definitivamente o idiota Chávez das negociações com as FARC (Forças Revolucionárias da Colômbia). Com isso, o governo Uribe retoma a linha-dura, que se mostrou bastante eficiente, contra a guerrilha. Bogotá, antes uma das cidades mais perigosas do mundo, hoje é um reduto de paz, e serve de exemplo às cidades brasileiras dominadas pelo tráfico de drogas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>¿POR QUE NO TE CALLAS?</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A presidente do Chile, Michelle Bachelet, também tem grandes reservas contra o idiota Hugo Chávez. Desagrada à chilena o fato de o aspirante a ditador haver reclamado do tema da 17ª Cúpula Ibero-Americana – coesão social – e de ter expressado seu apoio ao outro idiota latino-americano Evo Morales, na contenda entre o Chile e a Bolívia, por uma saída do último para o mar, por território chileno.</span></p>
<p style="text-align: center;"><a title="charge-sponholz.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/charge-sponholz.jpg"><img class="aligncenter" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/charge-sponholz.jpg" alt="charge-sponholz.jpg" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>DO WIDSENJA*, JAROSLAW</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
A ordem democrática, lentamente, torna a ser estabelecida na Polônia. Desde o fim do comunismo, o país não tinha um governo tão esdrúxulo como o dos irmãos Lech e Jaroslaw Kaczynski, respectivamente, atual presidente e ex-primeiro ministro. Com a queda de Jaroslaw, o liberal Donald Tusk assumiu o cargo de premiê. Pretende retomar as privatizações, cortar impostos e conduzir a Polônia à “adoção rápida” do euro. Além disso, já anunciou que as tropas polonesas deixarão o Iraque em 2008.<br />
</span><em><strong>* do vidsênia </strong>- pronuncía-se assim &#8211; significa <strong>adeus</strong> em polonês</em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>IMPERDÍVEL &#8211; 1</strong></span><span style="font-size: 120%; font-family: Tahoma"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O jornal <em>O Estado de S.Paulo</em> publicou um excelente editorial no último domingo, denunciando as atrocidades do governo, sob o título &#8220;Entre aloprados e pajés&#8221;, revelando detalhes importantes referentes ao aparelhamento do IPEA. Sugerimos a leitura do texto, que publicamos abaixo deste post</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="especial-amazonia.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/especial-amazonia.jpg"><img title="especial-amazonia.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/especial-amazonia.jpg" alt="especial-amazonia.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">MEIO AMBIENTE</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>IMPERDÍVEL &#8211; 2</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na mesma edição, o <em>Estadão </em>presenteou os seus leitores com uma revista que traz a reportagem especial, <strong>Amazônia</strong>. O texto está disponível, no portal <em>Estadão.com</em>, sob o link <a title="Especiais OESP: Amazônia" href="http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais.action?produto=Estad%C3%A3o">Especiais</a> (clique para acessar). Atente-se para o trecho: &#8220;Cana na Amazônia? Sim, e em grande quantidade. A região já produz 20 milhões de toneladas de cana por ano. A indústria sucroalcooleira, que assumiu a tarefa mundial de curar o planeta do &#8216;vício do petróleo&#8217; avança rumo norte, ameaçando estimular o desmatamento até mesmo no Amazonas.&#8221; Recorde-se que o projeto é defendido pelos presidentes Lula da Silva, do Brasil, e George Bush, dos Estados Unidos. Alguém ainda desconfia da perniciosidade da empreitada?<span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="especial-amazonia.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/especial-amazonia.jpg"></a><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">SOCIEDADE</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong><a title="flavia_alessandra.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/flavia_alessandra.jpg"><img title="flavia_alessandra.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/flavia_alessandra.jpg" alt="flavia_alessandra.jpg" hspace="10" vspace="3" align="right" /></a>ABOMINÁVEL CENSURA</strong></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na Todos os dias a figura nefasta do idiota Lula da Silva e de seu bando invade as salas de televisão das famílias brasileiras que acompanham os noticiários. Todavia, a pudica Justiça dos patrulheiros e saudosos da censura parece ter mais medo de mulher bonita. Agora essa Justiça do governo petista quer mudar a classificação da novela “Duas Caras”, da tevê Globo, por causa de um show do personagem de Flávia Alessandra, na trama. Eu não acompanho a novela, mas se soubesse teria até assistido à cena. Quem não gosta, que mude de canal, oras! </span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">FRASE</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" align="center"><strong><span style="font-size: 120%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">&#8220;</span></strong><strong><span style="font-size: 120%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O Brasil precisa ser liderado por quem fala bom português</span></strong><strong><span style="font-size: 120%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">.&#8221;</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right" align="right"><strong><em></em></strong><em><strong>Fernando Henrique Cardoso</strong>, ex-presidente da República </em><strong><em></em></strong><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center" align="center"><em></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>El regreso del &#8216;idiota latinoamericano&#8217;</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 03:48:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[El Idiota]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Vargas Llosa]]></category>

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		<description><![CDATA[WEEKLY NEWS A volta do idiota por Mario Vargas Llosa para LA NACION &#124; Tradução: O Estado de S.Paulo Há dez anos surgiu o &#8220;Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano&#8220;, no qual Plinio Apuleyo Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Álvaro Vargas Llosa arremetiam com tanto humor quanto ferocidade contra os lugares-comuns, o dogmatismo ideológico e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><a title="weekly_news_neu.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/weekly_news_neu.jpg"></a></p>
<p><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica; color: white">WEEKLY NEWS<span> </span></span><br />
<strong></strong><a title="a-volta-do-idiota-latino-americano.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/a-volta-do-idiota-latino-americano.jpg"></a></p>
<p class="MsoNormal" align="left"><a title="vargas-llosa.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/vargas-llosa.jpg"><img title="vargas-llosa.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/vargas-llosa.jpg" alt="vargas-llosa.jpg" vspace="3" align="left" /></a><strong></strong><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">A volta do idiota</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><br />
</span></strong><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">por Mario Vargas Llosa</span><br />
<em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">para</span><em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"> </span></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">LA NACION | Tradução: <em>O Estado de S.Paulo</em></span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">H</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">á dez anos surgiu o &#8220;<strong>Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano</strong>&#8220;, no qual <em>Plinio Apuleyo Mendoza</em>, <em>Carlos Alberto Montaner</em> e <em>Álvaro Vargas Llosa</em> arremetiam com tanto humor quanto ferocidade contra os lugares-comuns, o dogmatismo ideológico e a cegueira política por trás do atraso da América Latina. O livro, que golpeava sem misericórdia, mas com sólidos argumentos e provas efetivas, a incapacidade quase genética da direita obstinada e da esquerda boba de aceitar uma evidência histórica &#8211; a de que o verdadeiro progresso é indissociável de uma aliança indestrutível entre duas liberdades, a política e a econômica, ou, em outras palavras, entre democracia e mercado -, teve um sucesso inesperado. Além de atingir um vasto público, provocou saudáveis polêmicas e as diatribes inevitáveis num continente &#8216;idiotizado&#8217; pela pregação ideológica terceiro-mundista, em todas as suas aberrantes variações, do nacionalismo, do estatismo e do populismo até &#8211; como não &#8211; o ódio aos Estados Unidos e ao &#8216;neoliberalismo&#8217;.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Uma década depois, os três autores voltam a sacar das espadas e investir contra os exércitos de &#8216;idiotas&#8217; que ultimamente, de um extremo a outro do continente latino-americano, em vez de diminuir, parecem reproduzir-se com a rapidez dos coelhos e baratas, animais de fecundidade proverbial. O humor está sempre presente, assim como a pugnacidade e a defesa em alto e bom som, sem o menor complexo de inferioridade, dessas idéias liberais que, nas atuais circunstâncias, parecem particularmente impopulares no referido continente.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Mas é realmente assim? As melhores páginas de <strong>El Regreso del Idiota </strong>dedicam-se a demarcar as fronteiras entre o que os autores do livro chamam de &#8216;esquerda vegetariana&#8217;, com a qual quase simpatizam, e &#8216;esquerda carnívora&#8217;, que detestam. A primeira é representada pelos socialistas chilenos &#8211; Ricardo Lagos e Michelle Bachelet -, pelo brasileiro Lula da Silva, pelo uruguaio Tabaré Vásquez, pelo peruano Alan García e aparentemente &#8211; quem diria! &#8211; pelo nicaragüense Ortega, que agora abraça e comunga freqüentemente com seu velho arquiinimigo, o cardeal Obando y Bravo. Esta esquerda já deixou de ser socialista na prática e é hoje a mais firme defensora do capitalismo &#8211; mercados livres e empresa privada -, embora seus líderes, em seus discursos, ainda rendam homenagem à velha retórica e, da boca para fora, reverenciem Fidel Castro e o comandante Chávez. Esta esquerda parece ter entendido que as velhas receitas do socialismo jurássico &#8211; ditadura política e economia estatizada &#8211; só continuariam afundando seus países no atraso e na miséria. E felizmente resignou-se à democracia e ao mercado.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><a title="a-volta-do-idiota-latino-americano.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/a-volta-do-idiota-latino-americano.jpg"><img title="a-volta-do-idiota-latino-americano.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/a-volta-do-idiota-latino-americano.jpg" alt="a-volta-do-idiota-latino-americano.jpg" hspace="10" vspace="5" align="right" /></a>Já a &#8216;esquerda carnívora&#8217;, que há alguns anos parecia uma antiqualha em vias de extinção que não sobreviveria ao mais longevo ditador da história da América Latina &#8211; Fidel Castro -, renasceu das cinzas com o &#8216;idiota&#8217; que é a estrela do livro, o comandante Hugo Chávez. Num capítulo muito proveitoso, os autores radiografam Chávez em seu entorno privado e público, com suas desmesuras e palhaçadas, seu delírio messiânico e seu anacronismo, assim como a astuta estratégia totalitária que governa sua política. Discípulo e instrumento de Chávez, o boliviano Evo Morales representa, dentro da &#8216;esquerda carnívora&#8217;, a subespécie &#8216;indigenista&#8217;, que, pretendendo subverter cinco séculos de racismo &#8216;branco&#8217;, prega um racismo quíchua e aimará &#8211; idiotice que, embora careça totalmente de solvência conceitual em países como Bolívia, Peru, Equador, Guatemala e México, pois em todas essas sociedades o grosso da população já é mestiça e tanto os índios quanto os brancos &#8216;puros&#8217; são minorias, causa grande furor entre os &#8216;idiotas&#8217; europeus e americanos, sempre sensíveis a qualquer estereótipo relacionado à América Latina. Embora na &#8216;esquerda carnívora&#8217; por enquanto figurem, de modo inequívoco, três trogloditas &#8211; Fidel, Chávez e Morales -, El Regreso del Idiota analisa com sutileza o caso do estreante presidente Correa, do Equador, tecnocrata grandiloqüente que poderá engordar suas fileiras. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Os personagens inclassificáveis da lista são o presidente argentino Kirchner e sua bela esposa (e talvez sucessora), a senadora Cristina Fernández, mestres do camaleonismo político, pois podem passar de &#8216;vegetarianos&#8217; a &#8216;carnívoros&#8217; e vice-versa em questão de dias ou mesmo horas, embaralhando todos os esquemas racionais possíveis (como fez o peronismo ao longo de sua história).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Uma novidade em <strong>El Regreso del Idiota</strong> em relação ao livro anterior é que agora o fenômeno da idiotice é examinado pelos autores não só na América Latina, mas também nos Estados Unidos e na Europa, onde, como demonstram estas páginas com exemplos que às vezes produzem gargalhadas, às vezes lágrimas, a idiotice ideológica também é representada por encarnações robustas e epônimas. Os exemplos foram bem escolhidos: a lista é encabeçada pelo inefável Ignacio Ramonet, diretor de Le Monde Diplomatique, tribuna insuperável de toda a espécie no velho continente, e autor do mais dócil e servil livro sobre Fidel Castro &#8211; façanha difícil, diga-se de passagem! Ramonet tem a companhia de Noam Chomsky, caso flagrante de esquizofrenia intelectual, que é inspirado e até genial quando limita-se à lingüística transformacional e um &#8216;idiota&#8217; irredimível quando desata a falar de política. A Mãe Pátria espanhola é representada pelo dramaturgo Alfonso Sastre e suas toscas distinções entre o terrorismo bom e o terrorismo ruim; e os prêmios Nobel, por Harold Pinter, autor de densos dramas experimentais raramente inteligíveis, ao alcance apenas de públicos arquiburgueses e exóticos, e demagogo inapresentável quando vocifera contra a cultura democrática.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">No último capítulo, <strong>El Regreso del Idiota</strong> propõe uma pequena biblioteca para que as pessoas se desidiotizem e alcancem a lucidez política. A seleção é bastante heterogênea, pois inclui desde clássicos do pensamento liberal, como O Caminho da Servidão, de Hayek, A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, de Popper, e A Ação Humana, de Von Mises, até romances como O Zero e o Infinito, de Koestler, e os grandes volumes narrativos de Ayn Rand A Nascente e Quem é John Galt? (a meu ver, teria sido preferível incluir qualquer um dos ensaios ou panfletos de Ayn Rand, cujo individualismo incandescente superava o liberalismo e beirava o anarquismo, em vez de seus romances, que, como toda literatura edificante e de propaganda, são ilegíveis). Por outro lado, não há nada a declarar contra a presença de Gary Becker, Jean François Revel, Milton Friedman e Carlos Rangel, o único autor de língua hispânica da seleção, cujo fantasma deve sofrer o indizível com o que acontece em sua terra, uma Venezuela que ele já não reconheceria.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Apesar do bom humor, da insolência revigorante e da atitude positiva dos autores diante dos ventos ruins que correm pela América Latina, é impossível não perceber, nas páginas deste livro, um ar de desmoralização. Não é por menos. Pois o certo é que, apesar dos casos de modernização bem-sucedida assinalados &#8211; o já conhecido do Chile e o promissor de El Salvador, sobre o qual o livro oferece dados muito interessantes, assim como os triunfos eleitorais de Álvaro Uribe na Colômbia, Alan García no Peru e Felipe Calderón no México, que foram claras derrotas para o &#8216;idiota&#8217; em questão -, o certo é que, em boa parte da América Latina, há um claro retrocesso da democracia liberal e um retorno do populismo, inclusive em sua variante mais cavernal: a do estatismo e do coletivismo comunistas.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Esta é a angustiante conclusão implícita neste livro febril e combativo: na América Latina, pelo menos, existe uma certa forma de idiotice ideológica que parece irredutível. Pode-se derrotá-la em batalhas, mas não na guerra, porque, como a hidra mitológica, ela reproduz seus tentáculos de novo e de novo, imunizada contra os ensinamentos e desmentidos da História, cega, surda e impermeável a tudo que não seja sua própria escuridão.<br />
</span></p>
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		<title>Dick Vigarista e o cínico Muttley</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jul 2007 17:40:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[Os leitores mais jovens desse blog talvez não se recordem do desenho animado “Máquinas Voadoras”, (Dastardly &#38; Muttley and Their Flying Machines/1969/Cor/EUA), dos estúdios de Hanna &#38; Barbera. O desenho mostrava as aventuras da ‘Esquadrilha Abutre’, chefiada por Dick Vigarista, ‘o líder mais incapaz de toda a história da aviação’. A esquadrilha tinha como objetivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><a title="mutley.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/mutley.jpg"><img title="mutley.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/mutley.jpg" alt="mutley.jpg" hspace="5" align="left" /></a><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">s leitores mais jovens desse blog talvez não se recordem do desenho animado “<a title="Sobre o desenho " href="http://retrotv.uol.com.br/maquinasvoadoras/index2.html" target="_blank">Máquinas Voadoras</a>”, (<em>Dastardly &amp; Muttley and Their Flying Machines</em>/1969/Cor/EUA), dos estúdios de <em>Hanna &amp; Barbera</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O desenho mostrava as aventuras da ‘Esquadrilha Abutre’, chefiada por Dick Vigarista, ‘o líder mais incapaz de toda a história da aviação’. A esquadrilha tinha como objetivo capturar um pombo-correio, Doodle, que cruzava os céus levando malotes com missões secretas (sabe-se lá de onde). O braço direito de Dick era Muttley, um cãozinho louco por medalhas e com aquela risada cínica que marcou época. A cada nova tentativa de sucesso, Muttley rangia os dentes e pedia: &#8220;Medalha, medalha, medalha&#8221;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O momento político atual não está para piadas, mas o “show de humilhação” realizado pelo Comando da Aeronáutica e patrocinado pelo governo, para conferir <strong>medalhas</strong> aos vigaristas da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), ontem, em Brasília, foi um verdadeiro escárnio. No blog <a title="Blog Notícias do Planalto" href="http://zepaulojrbsb.blogspot.com/" target="_blank">Notícias do Planalto</a>, o articulista Costa Jr. publicou um artigo sob o título “Um governo de escarnecedores”, e dá detalhes do evento. Tem toda a razão!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A ‘Esquadrilha Abutre’, dessa vez composta pela corja do governo Lula da Silva, conseguiu ser muito mais maldosa que a do Dick Vigarista. Naturalmente, não desejo denegrir a imagem do simpático Muttley. Que prazer macabro tem essa gente do governo ao desrespeitar as famílias que acabam de perder seus entes queridos no terrível acidente aéreo? Que cinismo, escárnio e afronta desse bando de petistas! Aonde chegamos?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica;"><span style="color: #ffffff;">&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><a title="impeachment1.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/impeachment1.jpg"><img class="aligncenter" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/impeachment1.jpg" alt="impeachment1.jpg" /></a><br />
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		<title>Retrato da América Latina</title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2007/05/27/el-regreso-del-idiota-parte-i/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 May 2007 07:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[O texto a seguir é um ensaio de Alvaro Vargas Llosa, B.S.C. em História Internacional pela London School of Economics, Diretor do Centro para Prosperidade Global do &#8220;Indepent Institute&#8221;, publicado na revista &#8220;Veja&#8221; de 9/5/2007. O autor é filho do renomado escritor peruano Mario Vargas Llosa. Com efeito, a razão para a publicação do artigo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em>O texto a seguir é um ensaio de Alvaro Vargas Llosa, B.S.C. em História Internacional pela London School of Economics, Diretor do Centro para Prosperidade Global do &#8220;Indepent Institute&#8221;, publicado na revista &#8220;Veja&#8221; de 9/5/2007. O autor é filho do renomado escritor peruano Mario Vargas Llosa.</em><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em>Com efeito, a razão para a publicação do artigo é o fechamento da rede privada de televisão RCTV da Venezuela &#8211; medida autoritária do presidente Hugo Cháves, um &#8220;perfeito idiota latino-americano&#8221;. Apesar da extensão do texto, o ensaio é de altíssima qualidade e permitirá ao leitor compreender o retrocesso que vive parte da América Latina, com seus governantes autoritários, representantes da esquerda populista. Boa leitur</em></span><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">a!</span></em></p>
<hr />
<p class="MsoNormal" align="left"><a title="alvaro_vargas_llosa.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/alvaro_vargas_llosa.jpg"><img title="alvaro_vargas_llosa.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/alvaro_vargas_llosa.jpg" alt="alvaro_vargas_llosa.jpg" align="left" /></a><strong><span style="font-size: 13pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O retorno do idiota</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><br />
</span></strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma">por</span><strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><strong> <em>Alvaro Vargas Llosa* </em></strong></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 13pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">D</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">urante o século XX, os líderes populistas da América Latina levantaram bandeiras marxistas, praguejaram contra o imperialismo e prometeram tirar seus povos da pobreza. Sem exceção, todas essas políticas e ideologias fracassaram, o que levou ao recuo dos homens fortes. Agora, uma nova geração de revolucionários tenta ressuscitar os métodos ineficazes de seus antecessores.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na reunião de Los Panchos: Chávez, Morales e o cubano Carlos Lage são expoentes da esquerda ainda presa à mentalidade da Guerra Fria. Outra esquerda, que governa no Chile e no Brasil, tenta evitar os erros do passado.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><a title="manual_do_perfeito_idiota.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/manual_do_perfeito_idiota.jpg"><img title="manual_do_perfeito_idiota.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/manual_do_perfeito_idiota.jpg" alt="manual_do_perfeito_idiota.jpg" hspace="10" vspace="5" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Dez anos atrás, o colombiano Plinio Apuleyo Mendoza, o cubano Carlos Alberto Montaner e eu escrevemos o <strong>&#8220;Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano&#8221;</strong>, livro que criticava os líderes políticos e formadores de opinião que, apesar de todas as provas em contrário, se apegam a mitos políticos mal concebidos. A espécie &#8220;Idiota&#8221;, dizíamos então, era responsável pelo subdesenvolvimento da América Latina. Tais crenças – revolução, nacionalismo econômico, ódio aos Estados Unidos, fé no governo como agente da justiça social, paixão pelo regime do homem forte em lugar do regime da lei – tinham origem, em nossa opinião, no complexo de inferioridade. No fim dos anos 1990, parecia que os idiotas estavam finalmente em retirada. Mas o recuo durou pouco. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Hoje, a espécie retornou na forma de chefes de estado populistas empenhados em aplicar as mesmas políticas fracassadas no passado. Em todo o mundo, há formadores de opinião prontos a lhes dar credibilidade e simpatizantes ansiosos por conceder vida nova a idéias que pareciam extintas.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Por causa da inexorável passagem do tempo, os jovens idiotas latino-americanos preferem as baladas pop de Shakira aos mambos do cubano Pérez Prado e não cantam mais hinos da esquerda, como A Internacional e Hasta Siempre, Comandante. Mas eles ainda são os mesmos descendentes de migrantes rurais, de classe média e profundamente ressentidos com a vida fútil dos ricos que vêem nas revistas de fofocas, folheadas discretamente nas bancas. Universidades públicas fornecem a eles uma visão classista da sociedade, baseada na idéia de que a riqueza precisa ser tomada das mãos daqueles que a roubaram.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Para esses jovens idiotas, a situação atual da América Latina é resultado do colonialismo espanhol e português, seguido do imperialismo dos Estados Unidos. Essas crenças básicas fornecem uma válvula de segurança para suas queixas contra uma sociedade que oferece pouca mobilidade social. Freud poderia dizer que eles têm o ego fraco, incapaz de fazer a mediação entre seus instintos e a sua idéia de moralidade. Em lugar disso, suprimem o conceito de que a ação predatória e a vingança são erradas e racionalizam a própria agressividade com noções elementares do marxismo.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Os idiotas latino-americanos tradicionalmente se identificam com os caudilhos, figuras autoritárias quase sobrenaturais que têm dominado a política da região, vociferando contra a influência estrangeira e as instituições republicanas. Dois líderes, particularmente, inspiram o Idiota de hoje: os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Evo Morales, da Bolívia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Chávez é visto como o perfeito sucessor do cubano Fidel Castro (a quem o Idiota também admira): ele chegou ao poder pelas urnas, o que o libera da necessidade de justificar a luta armada, e tem petróleo em abundância, o que significa que pode bancar suas promessas sociais. O Idiota também credita a Chávez a mais progressista de todas as políticas – ter colocado as Forças Armadas, paradigma do regime oligárquico, para trabalhar em programas sociais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">De sua parte, o boliviano Evo Morales tem um apelo indigenista. Para o Idiota, o antigo plantador de coca é a reencarnação de Tupac Katari, um rebelde aimará do século XVIII que, antes de ser executado pelas autoridades coloniais espanholas, profetizou: &#8220;Eu voltarei e serei milhões&#8221;. O Idiota acredita em Morales quando ele alega falar pelas massas indígenas, do sul do México aos Andes, que buscam reparação pela exploração sofrida em 300 anos de domínio colonial e outros 200 anos de oligarquia republicana.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica; color: #999999">Para ler a continuação deste excelente artigo, clique no link abaixo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span id="more-75"></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A visão de mundo do Idiota, vez por outra, encontra eco entre intelectuais ilustres na Europa e nos Estados Unidos. Esses pontificadores aliviam o peso na consciência apoiando causas exóticas em países em desenvolvimento. Suas opiniões atraem fãs entre os jovens do Primeiro Mundo, para os quais a fobia da globalização oferece a perfeita oportunidade de encontrar satisfação espiritual na lamentação populista do Idiota latino-americano contra o perverso Ocidente.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Não há nada de original no fato de intelectuais do Primeiro Mundo projetarem suas utopias sobre a América Latina. Cristóvão Colombo chegou por acaso à América em um tempo em que as idéias utópicas da Renascença estavam em voga. Desde o início, os conquistadores descreveram as terras encontradas como nada menos que paradisíacas. O mito do bom selvagem – a idéia de que os nativos do Novo Mundo tinham uma bondade imaculada, não manchada pelas maldades da civilização – impregnou a mente européia. A tendência de usar a América como uma válvula de escape para a frustração com os insuportáveis conforto e abundância da civilização ocidental continuou por séculos. Pelos anos 1960 e 1970, quando a América Latina estava repleta de organizações terroristas marxistas, esses grupos violentos encontraram apoio maciço na Europa e nos Estados Unidos entre pessoas que nunca teriam aceitado um regime totalitário no estilo de Fidel Castro em seu próprio país.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O atual ressurgimento do Idiota latino-americano precipitou o retorno de seus correspondentes: os idiotas paternalistas europeus e americanos. Mais uma vez, importantes acadêmicos e escritores estão projetando seu idealismo, sua consciência cheia de culpa ou as queixas contra sua própria sociedade no cenário latino-americano, emprestando seu nome a abomináveis causas populistas. Ganhadores do Nobel, incluindo o dramaturgo inglês Harold Pinter, o escritor português José Saramago e o economista americano Joseph Stiglitz, lingüistas americanos como Noam Chomsky e sociólogos como James Petras, jornalistas europeus como Ignacio Ramonet e alguns de veículos como Le Nouvel Observateur, na França, Die Zeit, na Alemanha, e Washington Post, nos Estados Unidos, estão mais uma vez propagando absurdos que moldam as opiniões de milhões de leitores e santificam o Idiota latino-americano. Esse lapso intelectual seria praticamente inócuo se não tivesse conseqüências. Mas, pelo fato de legitimar um tipo de governo que está no âmago do subdesenvolvimento econômico e político da América Latina, esse lapso se constitui numa forma de traição intelectual.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>UM AMOR ESTRANGEIRO</strong><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O exemplo mais notável da simbiose entre alguns intelectuais ocidentais e os caudilhos latino-americanos é a relação amorosa entre os idiotas americanos e europeus e Hugo Chávez. O líder venezuelano, apesar das tendências nacionalistas, não hesita em citar estrangeiros em seus pronunciamentos para fortalecer suas opiniões. Basta ver o discurso de Chávez na ONU, no ano passado, no qual exaltou o livro de Chomsky Hegemonia ou Sobrevivência: a Busca da América pelo Domínio Global. Do mesmo modo, em apresentações no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Chomsky apontou a Venezuela como um exemplo para o mundo em desenvolvimento, elogiando políticas sociais bem-sucedidas nas áreas de educação e assistência médica, que teriam resgatado a dignidade dos venezuelanos. Ele também expressou admiração pelo fato de &#8220;a Venezuela ter desafiado com sucesso os Estados Unidos, um país que não gosta de desafios, menos ainda quando são bem-sucedidos&#8221;.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na realidade, os programas sociais da Venezuela têm se tornado, com a ajuda dos serviços de inteligência cubanos, veículos para cooptar e criar dependência social do governo. Além disso, sua eficácia é suspeita. O Centro de Documentação e Análise Social da Federação Venezuelana de Professores, instituto de pesquisas do sindicato da categoria, relatou que 80% dos domicílios venezuelanos tinham dificuldades em cobrir as despesas com comida em 2006 – a mesma proporção de quando Chávez chegou ao poder, em 1999, e quando o preço do barril de petróleo era um terço do atual. Quanto à dignidade das pessoas, a verdade é que, desde que Chávez se tornou presidente, ocorrem 10.000 homicídios por ano na Venezuela, dando ao país a maior taxa de assassinatos per capita do mundo.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Outra nação pela qual alguns formadores de opinião americanos têm uma queda é Cuba. Em 2003, o regime de Fidel Castro executou três jovens que haviam seqüestrado um barco e tentado escapar da ilha. Fidel também mandou 75 ativistas democratas para a prisão por terem emprestado livros proibidos. Como resposta, James Petras, há anos professor de sociologia da State University of New York, em Binghamton, escreveu um artigo intitulado &#8220;A responsabilidade dos intelectuais: Cuba, os Estados Unidos e direitos humanos&#8221;. Em seu texto, que foi reproduzido por várias publicações esquerdistas em todo o mundo, defendeu Havana argumentando que as vítimas estavam a serviço do governo americano.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Conhecido simpatizante de Fidel, Ignacio Ramonet, editor do Le Monde Diplomatique, jornal francês que advoga qualquer causa sem graça que tenha origem no Terceiro Mundo, sustenta que a globalização tornou a América Latina mais pobre. A verdade é que a pobreza foi modestamente reduzida nos últimos cinco anos. A globalização gera tanta receita aos governos latino-americanos com a venda de commodities e com os impostos pagos pelos investidores estrangeiros que eles têm distribuído subsídios aos mais pobres – o que dificilmente é uma solução para a pobreza a longo prazo.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Com duas décadas de atraso, Harold Pinter fez uma avaliação espantosa do governo sandinista em seu discurso de aceitação do Nobel em 2005. Acreditando talvez que uma defesa dos populistas do passado poderia ajudar os populistas de hoje, ele disse que os sandinistas tinham &#8220;aberto o caminho para estabelecer uma sociedade estável, decente e pluralista&#8221; e que não havia &#8220;registro de tortura&#8221; ou de &#8220;brutalidade militar oficial ou sistemática&#8221; sob o governo de Daniel Ortega, nos anos 80. Alguém pode se perguntar, então, por que os sandinistas foram apeados do poder pelo povo da Nicarágua nas eleições de 1990. Ou por que os eleitores os mantiveram fora do poder durante quase duas décadas – até Ortega se transformar num travesti político, declarando-se defensor da economia de mercado. Quanto à negação das atrocidades sandinistas, Pinter faria bem em lembrar o massacre dos índios misquitos, em 1981, na costa atlântica da Nicarágua. Sob a fachada de uma campanha de alfabetização, os sandinistas, com a ajuda de militares cubanos, tentaram doutrinar os misquitos com a ideologia marxista. Os índios recusaram-se a aceitar o controle sandinista.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Acusando-os de apoiar os grupos de oposição baseados em Honduras, os homens de Ortega mataram cinqüenta índios, prenderam centenas e reassentaram à força outros tantos. O ganhador do Nobel deveria lembrar também que seu herói Ortega se tornou um capitalista milionário graças à distribuição dos ativos do governo e de propriedades confiscadas, que os líderes sandinistas repartiram entre si após a derrota nas eleições de 1990.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O entusiasmo com o populismo latino-americano se estende a jornalistas dos principais veículos de comunicação. Tome como exemplo algumas matérias escritas por Juan Forero, do Washington Post. Ele é mais equilibrado e informado do que os luminares mencionados acima, mas, de vez em quando, revela um estranho entusiasmo pelo populismo do tipo que está varrendo a região. Em um artigo recente sobre a generosidade estrangeira de Chávez, ele e seu colega Peter S. Goodman criaram uma imagem positiva da forma como Chávez ajuda alguns países a se desfazer da rigidez imposta por agências multilaterais quando emprestam dinheiro para essas nações poderem quitar suas dívidas. Defensores dessa política foram citados favoravelmente e nenhuma menção foi feita ao fato de que o dinheiro do petróleo da Venezuela pertence ao povo venezuelano, e não a governos estrangeiros ou entidades alinhadas com Chávez, ou que esses subsídios têm limitações políticas. É o que se vê no ataque do presidente da Argentina, Néstor Kirchner, aos Estados Unidos e na louvação a Chávez, respostas evidentes à promessa feita por Chávez de comprar novos bônus da dívida argentina.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>O PROBLEMA COM O POPULISMO</strong><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Observadores estrangeiros estão deixando de compreender um ponto essencial: o populismo latino-americano nada tem a ver com justiça social. No início, no século XIX, era uma reação ao estado oligárquico na forma de movimentos de massa liderados por caudilhos, cujo mantra era culpar as nações ricas pela má situação da América Latina. Esses movimentos baseavam sua legitimidade no voluntarismo, no protecionismo e na maciça redistribuição de riqueza. O resultado, por todo o século XX, foram governos inchados, burocracias sufocantes, subserviência das instituições judiciais à autoridade política e economias parasitárias.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Populistas têm características básicas comuns: o voluntarismo do caudilho como um substituto da lei, a impugnação da oligarquia e sua substituição por outro tipo de oligarquia, a denúncia do imperialismo (com o inimigo sempre sendo os Estados Unidos), a projeção da luta de classes entre os ricos e os pobres para o terreno das relações internacionais, a idolatria do estado como uma força redentora dos pobres, o autoritarismo sob a aparência de segurança de estado e clientelismo, uma forma de paternalismo pela qual os empregos públicos – em oposição à geração de riqueza – são os canais de mobilidade social e uma forma de manter o voto cativo nas eleições. O legado dessas políticas é claro: quase metade da população da América Latina é pobre, com mais de um em cada cinco vivendo com 2 dólares ou menos por dia. E entre 1 milhão e 2 milhões de migrantes procurando os Estados Unidos e a Europa a cada ano em busca de uma vida melhor.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Mesmo na América Latina parte da esquerda está fazendo a transição, afastando-se da Idiotice – semelhante ao tipo de transição mental que a esquerda européia, da Espanha à Escandinávia, fez décadas atrás, quando, de má vontade, abraçou a democracia liberal e a economia de mercado. Na América Latina, pode-se falar em uma &#8220;esquerda vegetariana&#8221; e uma &#8220;esquerda carnívora&#8221;. A esquerda vegetariana é representada por líderes como o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, e o presidente costa-riquenho, Oscar Arias. Apesar da retórica carnívora ocasional, esses líderes têm evitado os erros da antiga esquerda, como uma barulhenta confrontação com o mundo desenvolvido e a devassidão monetária e fiscal. Eles se adaptaram à conformidade social-democrata e relutam em fazer grandes reformas, mas apresentam um passo positivo no esforço para modernizar a esquerda.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em contrapartida, a esquerda &#8220;carnívora&#8221; é representada por Fidel Castro, Hugo Chávez, Evo Morales e pelo presidente do Equador, Rafael Correa. Eles se prendem a uma visão marxista da sociedade e a uma mentalidade da Guerra Fria que separa o Norte do Sul e buscam explorar as tensões étnicas, particularmente na região andina. A sorte inesperada com o petróleo obtida por Hugo Chávez está financiando boa parte dessa empreitada. A gastronomia de Néstor Kirchner, da Argentina, é ambígua. Ele está situado em algum ponto entre os carnívoros e os vegetarianos. Desvalorizou a moeda, instituiu controles de preços e nacionalizou ou criou empresas estatais nos principais setores da economia. Mas tem evitado excessos revolucionários e pagou a dívida argentina com o Fundo Monetário Internacional (FMI), ainda que com a ajuda do crédito venezuelano. A posição ambígua de Kirchner tem ajudado Chávez, que preencheu o vácuo de poder no Mercosul para projetar sua influência na região.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Estranhamente, muitos europeus e americanos &#8220;vegetarianos&#8221; apóiam os &#8220;carnívoros&#8221; da América Latina. Um exemplo é Joseph Stiglitz, que tem defendido os programas de nacionalização na Bolívia de Morales e na Venezuela de Chávez. Numa entrevista para a rádio Caracol, da Colômbia, Stiglitz disse que as nacionalizações não deveriam causar apreensão porque &#8220;empresas públicas podem ser muito bem-sucedidas, como é o caso do sistema de pensões da Seguridade Social nos Estados Unidos&#8221;. Stiglitz, porém, não defendeu a nacionalização das principais empresas privadas ou de capital aberto de seu país e parece ignorar que, do México para baixo, nacionalizações estão no centro das desastrosas experiências populistas do passado.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Stiglitz também ignora o fato de que na América Latina não há uma separação real entre as instituições do estado e o governo. Empresas estatais rapidamente se tornam canais para patronato político e corrupção. A principal empresa de telecomunicações da Venezuela tem sido uma história de sucesso desde que foi privatizada, no início dos anos 1990. O mercado de telecomunicações experimentou um crescimento de 25% nos últimos três anos. Em contrapartida, a gigante estatal de petróleo tem visto sua receita cair sistematicamente. A Venezuela produz hoje quase 1 milhão de barris de petróleo menos do que produzia nos primeiros anos desta década. No México, onde o petróleo também está nas mãos do governo, o projeto Cantarell, que representa quase dois terços da produção nacional, vai perder metade de seu rendimento nos próximos dois anos por causa da baixa capitalização.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">É realmente importante o fato de que os intelectuais americanos e europeus matam sua sede pelo exótico promovendo idiotas latino-americanos? A resposta inequívoca é sim. Uma luta cultural está sendo deflagrada na América Latina – entre aqueles que querem colocar a região no firmamento global e vê-la emergir como um importante colaborador para a cultura ocidental, à qual seu destino está associado há cinco séculos, e aqueles que não conseguem aceitar essa idéia e resistem. Apesar de a América Latina ter experimentado algum progresso nos últimos anos, essa tensão está impedindo seu desenvolvimento em comparação com outras regiões do mundo – como o Leste Asiático, a Península Ibérica ou a Europa Central – que, há pouco tempo, eram exemplos de atraso. Nas últimas três décadas, a média de crescimento anual do PIB da América Latina foi de 2,8% – contra 5,5% do Sudeste Asiático e a média mundial de 3,6%.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Esse fraco desempenho explica por que quase 45% da população ainda está na pobreza e por que, depois de um quarto de século de regime democrático, pesquisas feitas na região revelam uma profunda insatisfação com instituições democráticas e partidos tradicionais. Enquanto o Idiota latino-americano não for relegado aos arquivos históricos – algo difícil de acontecer enquanto tantos espíritos condescendentes no mundo desenvolvido continuarem a lhe dar apoio –, isso não vai mudar.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>Ganhadores do Nobel também podem ser idiotas</strong><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O vencedor do Prêmio Nobel ganha uma viagem de graça à Escandinávia, uma medalha de ouro, algum dinheiro e, sobretudo, uma porta para a imortalidade intelectual. Tornar-se um Nobel, contudo, não deixa ninguém imune à estupidez, especialmente quando se trata da América Latina.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>HAROLD PINTER</strong>, Nobel de Literatura de 2005<br />
FRASE IGNÓBIL: &#8220;Os Estados Unidos finalmente derrubaram o governo sandinista (&#8230;) Os cassinos voltaram ao país. Saúde e educação gratuitas acabaram. As grandes empresas voltaram com ímpeto&#8221; – Discurso de aceitação do Nobel, em Estocolmo<br />
A REALIDADE: Harold, odeio lhe dar a má notícia, mas a verdade é que foram os eleitores nicaragüenses, e não o governo americano, que tiraram os sandinistas do poder.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>JOSEPH STIGLITZ</strong>, Nobel de Economia de 2001<br />
FRASE IGNÓBIL: &#8220;O Chile teve muito sucesso nos últimos quinze anos&#8230; [O país] introduziu controles de capital. Privatizou apenas parte de suas minas de cobre, e as minas privatizadas não tiveram um desempenho melhor do que as minas estatais, sendo que os lucros das minas privatizadas foram enviados para o exterior, enquanto os lucros das minas estatais puderam ser investidos nos esforços de desenvolvimento da nação&#8221; – International Herald Tribune, 14 de fevereiro de 2007<br />
A REALIDADE: Se as políticas que Stiglitz cita – controle de capital, nacionalização de minas e intervenção estatal na alocação dos lucros gerados pela exportação de commodities – explicam o sucesso do Chile, por que nenhum dos outros paises latino-americanos que implementaram tais políticas teve a mesma prosperidade?<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>GÜNTER GRASS</strong>, Nobel de Literatura de 1999<br />
FRASE IGNÓBIL: &#8220;Os cubanos provavelmente não notaram a ausência de direitos liberais&#8230; [porque eles ganharam] &#8230; auto-respeito depois da revolução&#8221; – Dissent, outono de 1993<br />
A REALIDADE: Como Günter se sentiria se trocasse seus direitos liberais burgueses, incluindo o direito de publicar livros, por um pouquinho da dignidade cubana?<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>RIGOBERTA MENCHU</strong>, Nobel da Paz de 1992<br />
FRASE IGNÓBIL: &#8220;Para pessoas comuns como eu, não há diferença entre testemunho, biografia e autobiografia&#8230; eu era uma sobrevivente (&#8230;) que tinha de convencer o mundo a olhar para as atrocidades cometidas em minha terra natal&#8221; – Entrevista coletiva na sede da ONU, em 1999<br />
A REALIDADE: Rigoberta defendia-se das acusações de ter inventado partes de sua autobiografia para exagerar seu papel de vítima. Por que mentir se havia tantas histórias terríveis para contar?</span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica; color: #999999">* <strong>Alvaro Vargas Llosa</strong>, autor, junto com o colombiano Plinio Apuleyo Mendoza e o cubano Carlos Alberto Montaner, do livro &#8220;Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano&#8221;, é diretor do Centro para a Prosperidade Global do Instituto Independente, em Washington. O texto foi reproduzido com permissão do Foreign Policy nº 160 (maio/junho 2007) pela revista VEJA – www.foreignpolicy.com. Copyright 2007, Carnegie Endowment for Internacional Peace.</span></em></p>
</blockquote>
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		<title>SEALOPRA</title>
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		<pubDate>Sat, 05 May 2007 20:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Combinou perfeitamente, com a circunstância e com o personagem, a alcunha da nova Secretaria de Ações de Longo Prazo, ocupada pelo 36º ministro do governo, Roberto Mangabeira Unger (foto), que registrou por escrito, em artigo na Folha de S.Paulo, que o governo Lula da Silva é o mais corrupto da história. De acordo com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a title="lula-e-unger.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/lula-e-unger.jpg"><img class="alignleft" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="lula-e-unger.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/lula-e-unger.jpg" alt="lula-e-unger.jpg" hspace="10" align="right" /></a><strong><span style="font-size: 140%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">C</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">ombinou perfeitamente, com a circunstância e com o personagem, a alcunha da nova Secretaria de Ações de Longo Prazo, ocupada pelo 36º ministro do governo, Roberto Mangabeira Unger (foto), que registrou por escrito, em artigo na <em>Folha de S.Paulo</em>, que o governo Lula da Silva é o mais corrupto da história.</span></p>
<p><em>De acordo com o dicionário Houaiss, <strong>aloprar</strong> significa &#8220;ficar maluco, endoidecer&#8221;.</em></p>
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		<title>Trogloditas na universidade</title>
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		<pubDate>Sat, 05 May 2007 20:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<description><![CDATA[Na última quinta-feira, conforme noticiou a Folha Online (leia o artigo), “estudantes” da USP invadiram a reitoria da universidade e destruíram móveis e portas. As aspas para a palavra estudantes são propositais pois, em realidade, trata-se de trogloditas que desconhecem a civilidade. Quem visitar o campus da universidade não vai se surpreender ao topar com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 140%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">N</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">a última quinta-feira, conforme noticiou a <em>Folha Online </em>(<a title="Folha Online" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u19489.shtml">leia o artigo</a>), “estudantes” da USP invadiram a reitoria da universidade e destruíram móveis e portas. As aspas para a palavra estudantes são propositais pois, em realidade, trata-se de trogloditas que desconhecem a civilidade.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="che-t-shirt.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/che-t-shirt.jpg"><img class="alignleft" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="che-t-shirt.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/che-t-shirt.jpg" alt="che-t-shirt.jpg" hspace="10" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Quem visitar o campus da universidade não vai se surpreender ao topar com uma grande massa de estudantes que adotam uma moda ultrapassada à la Che Guevara, com cabelos e barbas mal aparados e em trajes &#8211; diria &#8211; duvidosos. Camisetas estampando o rosto do idiota latino-americano Hugo Chaves ou do ditador cubano Fidel Castro não são raras. Mas fiquei surpreso, outro dia, ao ver uma garota usando uma blusa com a inscrição Hò Chí-Minh – nome do ditador comunista do Vietnã –, e, pouco adiante, um rapaz com um t-shirt vermelho com a inscrição “CCCP” – que significa URSS, no alfabeto cirílico. Quem sabe, um dia desses, encontro algum troglodita trajando uma camiseta com o nome de Pol Pot*.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Naturalmente, há muito romantismo e idealismo juvenil na cabeça desses estudantes. A maior parte, quando ingressar no mercado de trabalho – e tiver real noção do que foi o comunismo no século passado -, refletirá a respeito da estupidez de um dia. Uns poucos, porém, principalmente aqueles que não forem muito bem sucedidos em suas vidas profissionais, talvez continuem achando que a “saída pela esquerda” seja o melhor caminho para amenizar as dificuldades impostas pelo “malvado mundo da globalização” e militarão em algum MST, PT ou PSOL.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Como estudante da universidade, depois desses comentários, corro risco de ser repudiado por parte daqueles que se identificarem com os perfis descritos acima. Poderei ser estigmatizado como mais um “porco capitalista”.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Minha intenção, contudo, não é ingressar numa batalha ideológica, mas chamar a atenção para a possibilidade democrática que todos têm de expressar-se, seja através das inscrições nas camisetas, seja através da moda – por mais duvidosa que seja. O que não é possível tolerar são manifestações animalescas, com quebra-quebras violentos, tais como ocorreram na reitoria.<br />
</span></p>
<blockquote><p><a title="pol-pot.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/pol-pot.jpg"><img title="pol-pot.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/pol-pot.jpg" alt="pol-pot.jpg" hspace="10" align="right" /></a><em><strong>* Pol Pot,</strong> líder do Khmer Vermelho, movimento comunista do Cambodja, exterminou entre 1,7 e 2,0 milhões de pessoas (quase ¼ da população de seu país), entre 1975 e 1979. Em números proporcionais, Pol Pot foi responsável pelo maior genocídio da história. As vítimas eram espancadas até a morte ou sufocadas com sacos plásticos para poupar balas de artilharia.</em></p>
<p><em>Dados do <a title="United Human Rights Council" href="http://www.unitedhumanrights.org/">United Human Rights Council </a></em></p></blockquote>
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		<title>El regreso del Idiota</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2007 02:15:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[El Idiota]]></category>
		<category><![CDATA[Vargas Llosa]]></category>

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		<description><![CDATA[El regreso del idiota por Mario Vargas Llosa para LA NACION &#124; Sábado 24 de febrero de 2007 Hace diez años apareció el Manual del Perfecto Idiota Latinoamericano, en el que Plinio Apuleyo Mendoza, Carlos Alberto Montaner y Alvaro Vargas Llosa arremetían con tanto humor como ferocidad contra los lugares comunes, el dogmatismo ideológico y [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em></em><a title="logolnchico.gif" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/logolnchico.gif"><img src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/logolnchico.gif" alt="logolnchico.gif" /></a><br />
<em></em></p>
<p><em></em></p>
<p class="MsoNormal" align="left"><a title="vargas-llosa.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/vargas-llosa.jpg"><img title="vargas-llosa.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/vargas-llosa.jpg" alt="vargas-llosa.jpg" vspace="3" align="left" /></a><strong></strong><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">El regreso del idiota</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><br />
</span></strong><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><em>por</em> Mario Vargas Llosa</span><br />
<em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">para </span></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">LA NACION | Sábado 24 de febrero de 2007</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">H</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">ace diez años apareció el <strong>Manual del Perfecto Idiota Latinoamericano</strong>, en el que <em>Plinio Apuleyo Mendoza</em>, <em>Carlos Alberto Montaner</em> y <em>Alvaro Vargas Llosa</em> arremetían con tanto humor como ferocidad contra los lugares comunes, el dogmatismo ideológico y la ceguera política que están detrás del atraso de América latina.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">El libro, que golpeaba sin misericordia, pero con sólidos argumentos y pruebas al canto, la incapacidad casi genética de la derecha cerril y la izquierda boba para aceptar una evidencia histórica -que el verdadero progreso es inseparable de una alianza irrompible de dos libertades, la política y la económica, en otras palabras, de democracia y mercado-, tuvo un éxito inesperado. Además de llegar a un vasto público, provocó saludables polémicas y las inevitables diatribas en un continente &#8220;idiotizado&#8221; por la prédica ideológica tercermundista, en todas sus aberrantes variaciones, desde el nacionalismo, el estatismo y el populismo hasta, cómo no, el odio a Estados Unidos y al &#8220;neoliberalismo&#8221;.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Una década después, los tres autores vuelven ahora a sacar las espadas y a cargar contra los ejércitos de &#8220;idiotas&#8221; que, quién lo duda, en estos últimos tiempos, de un confín al otro del continente latinoamericano, en vez de disminuir parecen reproducirse a la velocidad de los conejos y cucarachas, animales de fecundidad proverbial. El humor está siempre allí, así como la pugnacidad y la defensa a voz en cuello, sin el menor complejo de inferioridad, de esas ideas liberales que, en las circunstancias actuales, parecen particularmente impopulares en el continente de marras.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Pero ¿es realmente así? Las mejores páginas de <strong>El Regreso del Idiota</strong> están dedicadas a deslindar las fronteras entre lo que los autores del libro llaman la &#8220;izquierda vegetariana&#8221;, con la que casi simpatizan, y la &#8220;izquierda carnívora&#8221;, a la que detestan. Representan a la primera los socialistas chilenos -Ricardo Lagos y Michelle Bachelet-, el brasileño Lula da Silva, el uruguayo Tabaré Vázquez, el peruano Alan García y hasta parecería -¡quién lo hubiera dicho!- el nicaragüense Ortega, que ahora se abraza con, y comulga con frecuencia de manos de su viejo archienemigo, el cardenal Obando.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Esta izquierda ya dejó de ser socialista en la práctica y es, en estos momentos, la más firme defensora del capitalismo -mercados libres y empresa privada- aunque sus líderes, en sus discursos, rindan todavía pleitesía a la vieja retórica y de la boca para afuera homenajeen a Fidel Castro y al comandante Chávez.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Esta izquierda parece haber entendido que las viejas recetas del socialismo jurásico -dictadura política y economía estatizada- sólo podían seguir hundiendo a sus países en el atraso y la miseria. Y, felizmente, se han resignado a la democracia y al mercado.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">La &#8220;izquierda carnívora&#8221;, en cambio, que, hace algunos años, parecía una antigualla en vías de extinción que no sobreviviría al más longevo dictador de la historia de América latina -Fidel Castro-, ha renacido de sus cenizas con el &#8220;idiota&#8221; estrella de este libro, el comandante Hugo Chávez, a quien, en un capítulo que no tiene desperdicio, los autores radiografían en su entorno privado y público con su desmesura y sus payasadas, su delirio mesiánico y su anacronismo, así como la astuta estrategia totalitaria que gobierna su política.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Discípulo e instrumento suyo, el boliviano Evo Morales, representa, dentro de la &#8220;izquierda carnívora&#8221;, la subespecie &#8220;indigenista&#8221;, que, pretendiendo subvertir cinco siglos de racismo &#8220;blanco&#8221;, predica un racismo quechua y aymara, idiotez que, aunque en países como Bolivia, Perú, Ecuador, Guatemala y México carezca por completo de solvencia conceptual, pues en todas esas sociedades el grueso de la población es ya mestiza y tanto los indios como los blancos &#8220;puros&#8221; son minorías, entre los &#8220;idiotas&#8221; europeos y norteamericanos, siempre sensibles a cualquier estereotipo relacionado con América latina, ha causado excitado furor.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Aunque en la &#8220;izquierda carnívora&#8221;, por ahora, sólo figuran, de manera inequívoca, tres trogloditas &#8211; Castro, Chávez y Morales &#8211; en El regreso del idiota se analiza con sutileza el caso del flamante presidente Correa, de Ecuador, grandilocuente tecnócrata, quien podría venir a engordar sus huestes.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Los personajes inclasificables de esta nomenclatura son el presidente argentino, Kirchner, y su guapa esposa, la senadora Cristina Fernández (y acaso sucesora), maestros del camaleonismo político, pues pueden pasar de &#8220;vegetarianos&#8221; a &#8220;carnívoros&#8221; y viceversa en cuestión de días y a veces de horas, embrollando todos los esquemas racionales posibles (como ha hecho el peronismo a lo largo de su historia).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Una novedad en El regreso del idiota sobre el libro anterior es que ahora el fenómeno de la idiotez no lo auscultan los autores sólo en América latina; también en Estados Unidos y en Europa, donde, como demuestran estas páginas con ejemplos que producen a veces carcajadas y a veces llanto, la idiotez ideológica tiene también robustas y epónimas encarnaciones. Los ejemplos están bien escogidos: encabeza el palmarés el inefable Ignacio Ramonet, director de Le Monde Diplomatique , tribuna insuperable de toda la especie en el Viejo Continente y autor del más obsecuente y servil libro sobre Fidel Castro -¡y vaya que era difícil lograrlo!-, y lo escolta Noam Chomsky, caso flagrante de esquizofrenia intelectual, que es inspirado y hasta genial cuando se confina en la lingüística transformacional y un &#8220;idiota&#8221; irredimible cuando desbarra sobre política.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">La Madre Patria está representada por el dramaturgo Alfonso Sastre y sus churriguerescas distinciones entre el terrorismo bueno y el terrorismo malo, y los premios Nobel por Harold Pinter, autor de espesos dramas experimentales raramente comprensibles y sólo al alcance de públicos archiburgueses y exquisitos, y demagogo impresentable cuando vocifera contra la cultura democrática.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">En el capítulo final, El regreso del idiota propone una pequeña biblioteca para desidiotizarse y alcanzar la lucidez política. La selección es bastante heterogénea pues figuran en ella desde clásicos del pensamiento liberal, como Camino de servidumbre , de Hayek, La sociedad abierta y sus enemigos, de Popper, y La acción humana, de von Mises, hasta novelas como El cero y el infinito, de Koestler, y los mamotretos narrativos de Ayn Rand - El manantial y La rebelión de Atlas . (A mi juicio, hubiera sido preferible incluir cualquiera de los ensayos o panfletos de Ayn Rand, cuyo incandescente individualismo desbordaba el liberalismo y tocaba el anarquismo, en vez de sus novelas que, como toda literatura edificante y propagandística, son ilegibles.)<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Nada que objetar, en cambio, a la presencia en esta lista de Gary Becker, Jean François Revel, Milton Friedman y (el único hispano hablante de la selección) Carlos Rangel, cuyo fantasma debe sufrir lo indecible con lo que está ocurriendo en su tierra, una Venezuela que ya no reconocería.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Pese a su buen humor, a su refrescante insolencia y a la buena cara que sus autores se empeñan en poner ante los malos vientos que corren por América latina, es imposible no advertir en las páginas de este libro un hálito de desmoralización. No es para menos. Porque lo cierto es que, a pesar de los casos exitosos de modernización que señala -el ya conocido de Chile y el promisorio de El Salvador, sobre el que aporta datos muy interesantes, así como los triunfos electorales de Uribe en Colombia, de Alan García en Perú y de Calderón en México, que fueron claras derrotas para el &#8220;idiota&#8221; en cuestión- lo cierto es que en buena parte de América latina hay un claro retroceso de la democracia liberal y un retorno del populismo, incluso en su variante más cavernaria: la del estatismo y colectivismo comunistas.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Esa es la angustiosa conclusión que subyace a este libro afiebrado y batallador: en América latina, al menos, hay una cierta forma de idiotez ideológica que parece irreductible. Se le puede ganar batallas pero no la guerra, porque, como la hidra mitológica, sus tentáculos se reproducen una y otra vez, inmunizada contra las enseñanzas y desmentidos de la historia, ciega, sorda e impenetrable a todo lo que no sea su propia tiniebla.</span></p>
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		<title>O regresso do idiota</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Mar 2007 02:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[El Idiota]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8216;El regreso del idiota&#8217; Recomendação de Leitura No próximo dia 15 de abril será lançado para toda América Latina “El Regreso del Idiota”, o terceiro livro conjunto de Plinio Apuleyo Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Álvaro Vargas Llosa. Já se passaram dez anos desde que o “Manual do Perfeito Idiota Latino-americano” foi publicado e muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" align="left"><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Tahoma; color: #9fb6cd">&#8216;El regreso del idiota&#8217;</span></strong><strong></strong><strong></strong><br />
<em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><strong></strong></span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">Recomendação de Leitura</span><strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><strong><em> </em></strong></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="manual_perfeito_idiota.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/manual_perfeito_idiota.jpg"><img title="manual_perfeito_idiota.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/manual_perfeito_idiota.jpg" alt="manual_perfeito_idiota.jpg" hspace="10" align="right" /></a><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">N</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">o próximo dia 15 de abril será lançado para toda América Latina <strong>“El Regreso del Idiota”</strong>, o terceiro livro conjunto de Plinio Apuleyo Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Álvaro Vargas Llosa.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Já se passaram dez anos desde que o “<a title="Livraria Saraiva" href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=389342&amp;ID=C95FB84E7D7031E1437320759">Manual do Perfeito Idiota Latino-americano</a>” foi publicado e muito se sucedeu na região desde então. As tímidas reformas econômicas implementadas na década de 1990 não produziram os resultados esperados e a esquerda populista e estatizante, que os autores davam como extinta no primeiro livro, ressurgiu com grande valentia.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Mario Vargas Llosa nos oferece uma boa idéia do que será o “Regresso do Idiota” em artigo publicado no jornal “La Nación”, da Argentina.<br />
</span><a title="La Nacion: El regreso del idiota" href="http://www.lanacion.com.ar/Archivo/nota.asp?nota_id=886169"><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">Clique aqui para ler o artigo de Vargas Llosa</span></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Esta é uma leitura obrigatória para todos os tipos de personagens com que lidamos no dia-a-dia &#8211; descritos no livro &#8211; seja no campus universitário, em uma conversa de bar ou qualquer outro momento de debate político e econômico.</span></p>
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