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	<title>Marcus Mayer's Blog &#187; EUA</title>
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		<title>Obama: o começo da história</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 19:28:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<description><![CDATA[Antes que se definissem nas eleições primárias os nomes dos candidatos que concorreriam por cada um dos dois grandes partidos americanos – o Democrata e o Republicano – à sucessão de George W. Bush, apoiamos o lançamento do nome de Al Gore. O ex-vice-presidente no governo de Bill Clinton, Al Gore, foi aquele que venceu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><em><span style="font-size: 16pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd"><strong><img class="size-full wp-image-2804  aligncenter" title="Barack Obama" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/org_believe.jpg" alt="Barack Obama" width="600" height="131" /></strong></span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><em><span style="font-size: 16pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd"><strong>A</strong></span>ntes que se definissem nas eleições primárias os nomes dos candidatos que concorreriam por cada um dos dois grandes partidos americanos – o Democrata e o Republicano – à sucessão de George W. Bush, apoiamos o lançamento do nome de Al Gore. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O ex-vice-presidente no governo de Bill Clinton, Al Gore, foi aquele que venceu as eleições presidenciais nas urnas, em 2000, contra George Bush, mas perdeu a disputa nos tribunais do estado da Flórida, governado na época por Jeff Bush, irmão do candidato republicano. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Gore não entrou na corrida presidencial em 2008. Todavia, apresentaram-se à sucessão em Washington alguns nomes interessantes e de competência reconhecida. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Do lado republicano, Rudolph Giulianni, ex-prefeito de Nova York, e John McCain, senador pelo estado do Arizona. Apesar de pertencerem ao mesmo partido do presidente, esses dois nomes expressavam oposição a diversas políticas do governo Bush.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Entre os democratas, Hillary Clinton e Barack Obama travaram uma disputa acirradíssima durante a campanha pelas eleições primárias, encerrada somente no final do processo de escolha do candidato partidário.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">McCain foi o escolhido pelos republicanos. Contra ele, Obama venceu a eleição presidencial de 2008, pelo Partido Democrata.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">No texto a seguir, apresentamos algumas conclusões que já se podem tirar, após decorridos os primeiros meses do mandato do 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Casa Branca.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em></em><strong></strong></p>
<hr style="width: 640px; color: #ffffff; border: #cccccc 1px solid;" />
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">marcus-mayer.com</span></p>
<p><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #ffffff;"><img class="alignleft size-full wp-image-1175" title="mm150x187" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/mm150x187.jpg" alt="mm150x187" width="165" height="197" /></span></span></span></strong><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O começo de uma nova história</span></strong><strong><br />
</strong><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999">por Marcus Mayer</span><br />
<span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999">exclusivo para o</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999"><em> Blog</em> | Quinta-feira, 16 de abril de 2009</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma"> </span></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 16pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">F</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">riedrich Hegel, um dos grandes filósofos do século 19, foi o precursor de uma teoria denominada “o fim da história”, que caracterizaria um processo de mudança no qual a humanidade atingiria um equilíbrio, representado pela ascensão do liberalismo e da igualdade jurídica. No final do século XX, Francis Fukuyama resgatou a teoria no contexto de sua obra “O fim da história e o último homem” (1992), na qual retrata, de Platão a Nietzsche, passando por Kant e pelo próprio Hegel, os fundamentos de uma teoria na qual o capitalismo e a democracia liberal constituiriam o ápice final de um processo histórico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Para Fukuyama, após a destruição do fascismo e do socialismo, a humanidade teria atingido o ponto culminante de sua evolução com o triunfo da democracia liberal ocidental sobre todos os demais sistemas e ideologias concorrentes. Restariam apenas vestígios de nacionalismos e o fundamentalismo islâmico ficaria restrito a países periféricos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Sob uma outra óptica, Samuel Huntington propôs em sua obra, “O choque de civilizações e a reconstrução da ordem mundial” (1996), em oposição a Fukuyama, uma teoria segundo a qual as identidades culturais e religiosas dos povos se tornariam a principal fonte de conflito no mundo pós-Guerra Fria. Em sua tese,</span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"> afirmava que os grandes conflitos no futuro teriam como eixo principal critérios culturais. Para Huntington, a história não teria terminado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">A eleição de Barack Hussein Obama para a presidência dos Estados Unidos, talvez, represente o início de um novo processo histórico. Preceitos políticos e econômicos, que influenciam toda a sociedade mundial, poderão encontrar novos fundamentos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O primeiro sinal que aponta para o começo de uma “nova história” é a forma pela qual Obama enfrenta a crise econômica. Por maiores que sejam as intervenções governamentais e os aportes de dinheiro público no setor privado, distintamente da estratégia para combater a crise dos anos 1930, o protecionismo de mercado é a arma descartada de antemão. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Durante a recente cúpula do G20, em Londres, democratas americanos, trabalhistas ingleses e liberais, alemães e franceses, representados respectivamente pelos chefes de estado, dos Estados Unidos, Barack Obama, do Reino Unido, Gordon Brown, da França, Nicolas Sarkozy, e da Alemanha, Angela Merkel, concordaram em manter estímulos ao livre comércio. A interferência estatal sobre empresas em dificuldades só deverá ser exercida quando o risco de aprofundamento na crise e o consequente desemprego em massa buscar por esta solução.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><img class="size-full wp-image-2837  aligncenter" title="obama_g20" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/obama_g20.jpg" alt="obama_g20" width="600" height="404" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Internamente, por maior que seja a oposição conservadora ao governo de Obama, republicanos e democratas já não discordam radicalmente, como ocorreu em outros tempos. Principalmente, no que concerne ao grau de liberdade econômica que deve ser oferecido ao mercado. Do lado republicano, reconhecem-se alguns exageros na falta de controles e regulamentações, sobretudo, na área do mercado de capitais. Entre os democratas, não há entusiasmo pela criação de reservas de mercado ou qualquer tipo de estatização de empresas privadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O liberalismo econômico é reconhecido como meio eficaz e justo para o alcance do desenvolvimento social dos povos. O livre comércio, como uma das principais consequências da globalização, permitiu a um número extraordinário de cidadãos, principalmente nos países menos desenvolvidos, ultrapassar a linha da pobreza. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Contudo, a distribuição de riquezas não tem ocorrido de forma equânime. Enquanto pobres conseguiram avançar modesta e lentamente, ricos se tornaram muito mais ricos, num prazo exíguo. Essas são distorções que competem aos governos resolver. Abrir mão de impostos e reduzir barreiras comerciais são as melhores soluções. Acabar com subsídios agrícolas e todo tipo de protecionismo de mercado também permitirá grandes avanços, sobretudo, para que nações pobres tenham acesso aos mercados dos países mais desenvolvidos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">No cenário internacional, sobretudo, no que concerne às relações entre os Estados Unidos e os governos com os quais existem profundas diferenças, como nos casos de Cuba e do Irã, o presidente Obama acena com nítidas mudanças. Naturalmente, a vontade de melhorar o relacionamento entre os países depende da boa vontade das duas partes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Os primeiros sinais para colocar fim ao embargo econômico imposto à ditadura cubana já foram dados. As viagens para a ilha foram totalmente liberadas, tal qual as remessas de dinheiro enviadas por residentes nos Estados Unidos aos seus parentes em Cuba. Até Fidel Castro já se manifestou favorável ao início de conversações. As chances de cubanos reconquistarem a liberdade e seus direitos democráticos tornam a ser reais.  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O caso do Irã é mais difícil. Enquanto os Estados Unidos já não são mais governados por representantes do ultraconservadorismo cristão, o Irã ainda caminha pelos trilhos do fundamentalismo islâmico. Espera-se que as próximas eleições presidenciais iranianas apontem para o abrandamento do regime.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">A estratégia de combate ao terrorismo também mudou de foco. Enquanto o governo anterior desperdiçou recursos de todos os tipos no Iraque, Obama pretende ir atrás de terroristas da Al-Qaeda onde realmente se encontram, ou seja, na divisa entre o Paquistão e o Afeganistão.   </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O conflito palestino-israelense será, certamente, o maior desafio para a Secretária de estado, Hillary Clinton. A vitória dos conservadores em Israel, liderados por Benjamin Netanyahu e a coligação com o partido de Avigdor Lieberman, que sustentará o seu gabinete, é péssimo indicador para a busca pela paz na região.   </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Nesse curto período sob o governo Obama, foi, todavia, no campo das ciências que ocorreu a mais importante mudança interna, com reflexos para toda a humanidade. A lei que impedia o financiamento público para pesquisas com células-tronco embrionárias foi revogada, já nas primeiras semanas do novo governo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Espera-se que, sob a nova administração democrata em Washington, as crianças americanas resgatem o pleno direito de aprender ciências nas escolas e que o ensino de crenças, sejam elas quais forem, fique restrito às instituições religiosas e às igrejas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">A mesma esperança é depositada em relação à atitude americana frente ao problema do aquecimento global. O liberalismo saberá encontrar regras que permitirão dar continuidade ao desenvolvimento econômico, porém, diminuindo os danos que o progresso imprime ao meio ambiente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Depois dos oito desastrosos anos de unilateralismo, imposto pela doutrina Bush na Casa Branca, os Estados Unidos voltam a ser vistos como parceiros confiáveis e por meio de um olhar de admiração, e não de rejeição. O país de Barack Obama resgata o respeito que sempre mereceu.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Os valores democráticos e liberais tornam a servir de exemplo para a humanidade, respeitando-se as culturas e as religiões de outros povos. A preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável retornam à pauta, com mais força que antes. Começa uma nova história.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><img class="size-full wp-image-2825 aligncenter" title="Clash of Civilizations" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/clash-of-civilizations.png" alt="Clash of Civilizations" width="600" height="422" /></span></p>
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		<title>O retorno do multilateralismo</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 19:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O mundo será diferente a partir de hoje. Com a posse do primeiro presidente americano de origem africana, Barack Hussein Obama, as esperanças por um mundo melhor encontram mais chances de se transformarem em realidade.  A Queda do Muro de Berlim, no final do século passado, abriu caminho para o multilateralismo. A derrota de Al Gore em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-918" title="obama" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/01/obama.jpg" alt="obama" width="435" height="181" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 150%; color: #9fb6cd; font-family: Tahoma;">O</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"> mundo será diferente a partir de hoje. Com a posse do primeiro presidente americano de origem africana, <strong>Barack Hussein Obama</strong>, as esperanças por um mundo melhor encontram mais chances de se transformarem em realidade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">A Queda do Muro de Berlim, no final do século passado, abriu caminho para o multilateralismo. A derrota de Al Gore em 1999 e os atentados do 11 de Setembro imprimiram à humanidade um período nebuloso, durante os oito anos do governo de George W. Bush. O unilateralismo americano colocou as Nações Unidas em segundo plano e a imagem internacional do país chegou ao fundo do poço.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Tahoma;">Não só os Estados Unidos, mas o mundo todo viveu hoje um grande dia. A famosa frase de Martin Luther King, &#8220;I have a dream&#8221;, deixou de representar uma utopia para descrever a realidade do presente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Tahoma;"><span style="color: #ffffff;">&#8230;</span></span></p>
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		<title>Futuro promissor da administração Obama</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 03:08:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Excelente foi a escolha da senadora Hillary Clinton como Secretária de Estado para o futuro governo de Barack Obama. Durante a campanha eleitoral, sempre acreditei muito mais na soma do que na divisão das qualidades dos dois candidatos do Partido Democrata, como ideal para os Estados Unidos e o mundo. Naturalmente, a regra do jogo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a title="angel.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2008/12/obama-hillary.jpg"><img class="alignright" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; border: 0px;" title="angel.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2008/12/obama-hillary.jpg" alt="obama-hillary.jpg" vspace="5" align="right" /></a><strong><span style="font-size: 150%; color: #9fb6cd; font-family: Helvetica;">E</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">xcelente foi a escolha da senadora Hillary Clinton como Secretária de Estado para o futuro governo de Barack Obama. Durante a campanha eleitoral, sempre acreditei muito mais na soma do que na divisão das qualidades dos dois candidatos do Partido Democrata, como ideal para os Estados Unidos e o mundo. Naturalmente, a regra do jogo não permite votar em dois candidatos, implicando sempre a escolha de um ou de outro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Diante da decisão, Mr. Obama demonstra mais uma grandeza: sua isenção de rancores. Muito mais para os expectadores que para os próprios protagonistas da disputa, os embates travados durante a campanha eleitoral foram contundentes. Transferem-se, todavia, para um remanso do passado recente, que deverá logo ser esquecido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Apresenta-se assim, hoje, a chance de vislumbrar ocupando os dois cargos mais importantes do governo americano, os personagens que protagonizaram campanhas que clamaram por mudanças. Elas já estão acontecendo: a primeira, é constatar que um descendente direto de negros quenianos ocupará a Casa Branca; e agora, ao seu lado, sua ex-adversária eleitoral – que poderia ter se tornado a primeira mulher a governar os Estados Unidos –, no segundo cargo mais importante de sua administração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Cheguei a acreditar na indicação de Hillary Clinton para a vaga de candidata a vice na chapa do Partido Democrata, antes da escolha de Joe Biden. Mas não podia imaginar que a ela estaria reservada uma missão de importância prática muito superior. O cargo de vice-Presidente teria soado como prêmio de consolação, enquanto o cargo de Secretaria de Estado significa uma participação muito mais estreita na administração Barack Obama.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>Change, yes we can!</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Al Gore &#8211; Brazil</title>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2007 00:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<description><![CDATA[  Al Gore será candidato à presidência dos Estados Unidos em 2008? Por todos os lugares em que passa, essa é a pergunta mais repetida. A sua habitual resposta é de que não tem intenção de concorrer. Mas também não tem intenção de não concorrer. Um grande número de pessoas está convencido de que Gore [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a title="al-goreorg.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/al-goreorg.jpg"><img class="aligncenter" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/al-goreorg.jpg" alt="al-goreorg.jpg" /></a></p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">A</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">l Gore será candidato à presidência dos Estados Unidos em 2008? Por todos os lugares em que passa, essa é a pergunta mais repetida. A sua habitual resposta é de que não tem intenção de concorrer. Mas também não tem intenção de não concorrer. Um grande número de pessoas está convencido de que Gore pode ser persuadido a candidatar-se. Por isso, ingressamos, oficialmente, em uma campanha popular com o objetivo de estimulá-lo a lançar sua candidatura. O movimento chama-se: <strong>Al Gore &#8211; The 2008 Grassroots Draft Campaign.</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Entre 1993 e 2001, Al Gore foi vice-presidente dos Estados Unidos, durante a administração de Bill Clinton, do Partido Democrata. Em 2000 concorreu à presidência e, apesar de ter tido mais votos populares, perdeu a eleição para George Bush, no Colégio Eleitoral.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em 2006, Gore lançou <em>An Inconvenient Truth</em>, um filme sobre o aquecimento global, que ganhou o Oscar de melhor documentário em 2007. Conjuntamente com o presidente da Virgin, Richard Branson, lançou um concurso que pagará US$ 25 milhões para o cientista que apresentar o melhor projeto para diminuir as emissões de dióxido de carbono na atmosfera. Como ativista ecológico, Gore escreveu dois livros: “A Terra em Balanço: Ecologia e o Espírito Humano”, editado pela Augustus, em 2003 e “Uma Verdade Inconveniente”, pela editora Manole, em 2006.<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><a title="Al Gore.org" href="http://www.algore.org/"><span style="font-size: 90%; font-family: Tahoma">Visite o site da campanha popular clicando aqui e ingresse na comunidade <strong>“Al Gore &#8211; Brazil”,</strong> que criamos para marcar a presença do Brasil nos assuntos de interesse global</span></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>24 horas e a sucessão americana</title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2007/05/17/24-horas/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2007 06:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O agente Jack Bauer, o presidente Palmer, dos Estados Unidos, e o pessoal da CTU são personagens que se tornaram famosos mundo afora. Se você não tem idéia do que estou falando, pergunte a um colega, pois, facilmente, ficará a par. O seriado “24 horas”, da FOX, é um dos melhores entretenimentos televisivos dos últimos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a title="24-jack-bauer.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/24-jack-bauer.jpg"><img title="24-jack-bauer.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/24-jack-bauer.jpg" alt="24-jack-bauer.jpg" align="left" /></a><strong><span style="font-size: 130%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> agente Jack Bauer, o presidente Palmer, dos Estados Unidos, e o pessoal da CTU são personagens que se tornaram famosos mundo afora. Se você não tem idéia do que estou falando, pergunte a um colega, pois, facilmente, ficará a par. O seriado “24 horas”, da FOX, é um dos melhores entretenimentos televisivos dos últimos anos, encontra-se em sua 6ª temporada e promete mais duas.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>Giuliani defende a tortura em debate</strong> &#8211; No segundo debate entre os dez pré-candidatos republicanos, transmitido pela Fox News, a pergunta que está sendo chamada de &#8220;Questão 24&#8243;, em referência à serie de TV, criou uma grande polêmica. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Indagado se autorizaria o uso de tortura de um suspeito caso soubesse que isso pararia um ataque nuclear, o senador John McCain (Arizona), segundo lugar na pesquisa entre os pré-candidatos republicanos, disse um sonoro “não”. Instado a responder a mesma pergunta, o ex-prefeito de NY Rudolph Giuliani, o primeiro colocado, não titubeou: Ele daria autorização para que fosse usado “qualquer método que eu pudesse pensar” para extrair a informação. Não apóia a tortura, disse, mas reafirmou que autorizaria “qualquer método”.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">E você, o que pensa a respeito? </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A minha opinião é a seguinte:</span></em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em> Defender a tortura seria intolerável. Mas responder à questão, como o fez Giuliani, de forma honesta, é muito admirável! Além disso, a situação extrema apresentada pelo interpelante foi no sentido de “impedir um hipotético ataque nuclear”. A dimensão da tragédia de um ataque, mormente, seria muito maior do que o apelo para uma prática abominável como a tortura &#8211; com a qual Giuliani também deixou claro não concordar.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><img class="alignleft size-full wp-image-2373" title="Candidatos do Partido Republicano" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/05/debate_candidatos_republicanos.jpg" alt="Candidatos do Partido Republicano" width="320" height="258" />Hoje, ao ler comentários e respostas deixadas no blog de Sérgio Dávila, que também divulgou a notícia, observei um extremado repúdio por parte dos leitores, não em relação à tortura ou a um ataque nuclear perpetrado por terroristas, mas aos Estados Unidos. Certamente, esse será o maior legado que deixará o presidente George W. Bush: um anti-americanismo de gigantesca proporção.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Lembremo-nos porém, que o segundo mandato de George Bush chegará ao fim no dia 20 de janeiro de 2009. Espero que o ex-vice presidente Al Gore, defensor do multilateralismo e da preservação do meio ambiente, dispute a indicação do Partido Democrata e vença a eleição. Talvez, a imagem americana melhore e sirva de bom exemplo para o resto do mundo, dada a sua inquestionável posição como potência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Os Estados Unidos seriam mais simpáticos ao mundo se tivessem um presidente David Palmer, como em 24 horas.</span></p>
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		<title>Lula e Bush: casamento de incompetentes</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Apr 2007 01:51:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[George Bush]]></category>

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		<description><![CDATA[Observar a foto abaixo nos leva a refletir a respeito do destino ao qual esses dois presidentes conduzem seus respectivos países, e no caso do americano, também o mundo. Uma aliança entre essas duas personalidades, certamente, não é nada promissora. Como dar crédito a dois presidentes com biografia recente tão negativa? Felizmente, as constituições do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 13pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">bservar a foto abaixo nos leva a refletir a respeito do destino ao qual esses dois presidentes conduzem seus respectivos países, e no caso do americano, também o mundo. Uma aliança entre essas duas personalidades, certamente, não é nada promissora. Como dar crédito a dois presidentes com biografia recente tão negativa? Felizmente, as constituições do Brasil e dos EUA, através do instituto da reeleição, só permitem uma recondução seguida ao cargo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><a title="lula_bush.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/lula_bush.jpg"><img class="aligncenter" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/lula_bush.jpg" alt="lula_bush.jpg" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A guerra do Iraque ofereceu demonstrações suficientes de como os interesses pessoais e corporativos estão muito acima dos interesses globais e além do controle das Nações Unidas. Os EUA estavam à beira de uma profunda recessão econômica às vésperas da invasão do Iraque. O crescimento do setor bélico foi tão significativo no período, que afastou qualquer sombra de crise. Além disso, a indústria do petróleo, no Texas, da qual a família Bush é grande acionista, teve ganhos nunca antes contabilizados na história. Até o projeto populista do venezuelano Hugo Chaves colheu frutos provenientes da escalada dos preços do barril de petróleo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Lula da Silva, no Brasil, conseguiu patrocinar o período de maior corrupção e aparelhamento do estado visto na história brasileira. Isso sem mencionar o retrocesso em todas as áreas da administração pública: educação, saúde, transportes, segurança &#8211; tudo está muito pior sob a administração petista. Alguns poderiam defender a estabilidade econômica como conquista, mas, certamente, as diferenças sociais poderiam ter diminuído, não fossem os projetos populistas patrocinados pelo governo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Enquanto são desenvolvidas tecnologias para substituição do petróleo como fonte de energia &#8211; a exemplo da utilização do hidrogênio e da energia nuclear &#8211; os presidentes Bush e Lula tratam de incentivar a produção de etanol, extraído da cana-de-açúcar, para mover parte da frota americana de veículos. O projeto pode até ter algum mérito, mas a um custo muito elevado: a expansão da fronteira agrícola que avança sobre as áreas florestais. Os maiores beneficiários da iniciativa serão alguns poucos latifundiários e usineiros que, certamente, já reservaram comissões, pelo lobby executado pelo próprio presidente da República, para financiamento de campanhas eleitorais futuras do Partido dos Trabalhadores e outros da base aliada.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O que se pode aguardar de positivo da estada de Lula da Silva em Camp David é alguma discussão em torno da redução de subsídios e outras formas de protecionismo, que tanto o Brasil quanto os EUA adotam em larga escala, para proteger setores da economia. Em todo caso, a foto de Lula da Silva com George Bush consegue ser “menos pior” do que as que vemos com maior freqüência com o brasileiro ao lado do venezuelano Hugo Chaves. </span></p>
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