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O Brasil no Mundo > Parte 3 <
Posted by Marcus Mayer in Brasil, Economia on May 18th, 2007
O mapa da desigualdade
Parte 3 – COEFICIENTE GINI
Você saberia relacionar as bandeiras abaixo com os seus respectivos países?
A não ser que tenha uma extraordinária memória, seja um expert em geopolítica ou trabalhe na Organização das Nações Unidas, é pouco provável que acerte todas, pois, em sua maioria, essas bandeiras pertencem a países com pouca expressão no âmbito internacional, exceto o último.
Diante da dificuldade, daremos uma dica: todos os países têm algo bastante em comum com o Brasil. Teria ficado mais fácil agora?
As bandeiras pertencem, na ordem, aos seguintes países: Namíbia, Lesotho, Botswana, Sierra Leoa, República Central Africana, Swazilândia, Bolívia, Haiti, Colômbia e Brasil. Você deve estar se perguntando o que têm em comum.
Coeficiente GINI
Em um ranking composto por 180 países, o Brasil é o décimo em “desigualdade de renda”, atrás somente desses que foram citados. Uma boa e outra má notícia: a má é que já fomos os campeões nesse quesito; e a boa é que conseguimos ser vencidos. Certamente, esse é o pior espelho do Brasil. Entre a população, são muitíssimos que têm pouco e pouquíssimos que têm muito. O uso do superlativo é necessário para refletir bem a situação.
A diferença de rendimentos entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres, no Brasil, é de 27,8 vezes, conforme cálculos das Nações Unidas. Se analisados os 10% mais ricos e os 10% mais pobres, essa diferença alcança as 57,8 vezes. Para que se possa compreender melhor essa triste realidade, na Europa Ocidental, a diferença se situa nas 5,04 vezes, em média; e nos EUA, nas 8,4.
Em 1912 o demógrafo italiano Corrado Gini criou um índice para medir a desigualdade social. Esse índice passou a se chamar »coeficiente Gini«. Conforme a tabela acima, coeficiente “0″ representa perfeita igualidade econômica e “100″ perfeita desigualdade. O Brasil apresenta coeficiente 58,0, de acordo com os dados da ONU. Dinamarca (24,7), Japão (24,9) e Suécia (25,0) apresentam os melhores coeficientes. Para visualizar a tabela completa, clique aqui.
Abaixo, reproduzimos um mapa mundial que destaca as diferenças de rendimentos, conforme cálculos do coeficiente Gini, realizados pelas Nações Unidas:
Clique sobre o mapa para visualizá-lo em tamanho ampliado:

Na legenda abaixo o coeficiente Gini varia entre “0″ e “1″, sendo “0″ a igualdade plena e “1″ a desigualdade plena.
Para explicações mais detalhadas, a enciclopédia pública online, Wikipedia, apresenta informações precisas e completas a respeito do coeficiente e dos cálculos necessários para a determinação dos índices. O trabalho está publicado em inglês e é bastante confiável. Clique aqui para acessar.
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Leia também:
O Brasil no Mundo – Parte 1 (PIB)
O Brasil no Mundo – Parte 2 (PPP e Big Mac Index)
O Brasil no Mundo > Parte 2 <
Posted by Marcus Mayer in Brasil, Economia on May 17th, 2007
O verdadeiro valor do nosso dinheiro
Parte 2 – PPP e BIG MAC INDEX
No post anterior (abaixo), publicamos o ranking das maiores economias do mundo em função do Produto, ou seja, a soma de todas as riquezas produzidas em determinado período. Observamos que o Brasil está muito bem ranqueado, como 10ª potência econômica do planeta. Contudo, nossa população não é a décima mais rica. Muito pelo contrário, a renda per capita de US$ 6.220,22 ao ano é tragicamente baixa. Nesse quesito, o Brasil está na 62ª posição (!).
Para melhor expressar a realidade, em função da variação da base de preços, o poder de compra da população dos países é definido por um índice denominado Purchasing-Power Parity (PPP). Distintamente do critério de cálculo do PIB per capita, o PPP leva em consideração a valorização da moeda corrente em relação aos preços praticados no mercado doméstico de cada país.
Tanto uma cesta de produtos quanto um único item podem ser levados em consideração para a definição do índice. Em 1986 a revista The Economist criou o Big Mac Index, um indicador baseado na “paridade do poder de compra” ou PPP em função do preço do sanduíche Big Mac, padronizado na rede mundial de fast-food McDonald’s. Esse índice também é utilizado para medir a valorização ou a depreciação de uma moeda frente à outra.
Observe-se, abaixo, a mais recente tabela divulgada pela The Economist, em março de 2007, tomando por base o preço do Big Mac em 25/3/2006:
Clique sobre a tabela para visualizá-la em tamanho ampliado

PPP per capita
O World Economic Outlook, do Fundo Monetário Internacional também apresenta em suas tabelas de estatísticas um ranking mundial do PPP per capita. A previsão do fundo para 2007 é que o Brasil fique em 72º lugar, entre os 180 países avaliados. Não é difícil de entender o porquê: os preços, conforme visto no exemplo do Big Mac são elevados e os salários são baixos. De acordo com o Dieese, o Salário Mínimo mensal precisaria ser de R$ 1.620,89 para conseguir comprar uma cesta básica.
Clique no link abaixo para ler o restante do artigo e conhecer todos os cálculos necessários para conhecer o PPP.






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