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	<title>Marcus Mayer's Blog &#187; Gini</title>
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		<title>O Brasil no Mundo &gt; Parte 3 </title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2007/05/18/o-brasil-no-mundo-parte-iii/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2007 01:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Gini]]></category>

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		<description><![CDATA[O mapa da desigualdade Parte 3 &#8211; COEFICIENTE GINI   Você saberia relacionar as bandeiras abaixo com os seus respectivos países? A não ser que tenha uma extraordinária memória, seja um expert em geopolítica ou trabalhe na Organização das Nações Unidas, é pouco provável que acerte todas, pois, em sua maioria, essas bandeiras pertencem a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><a title="map_brazil_world.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/map_brazil_world.jpg"><img title="map_brazil_world.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/map_brazil_world.jpg" alt="map_brazil_world.jpg" hspace="10" align="right" /></a><strong><span style="font-size: 13pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O mapa da desigualdade</span></strong><span style="font-size: 120%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">Parte 3 &#8211; COEFICIENTE GINI</span></p>
<p align="left"> </p>
<p align="center"><strong><span style="font-size: 13pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">V</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">ocê saberia relacionar as bandeiras abaixo com os seus respectivos países?</span></strong></p>
<p align="center"><em><a title="gini_flags_01.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/gini_flags_01.jpg"><img title="gini_flags_01.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/gini_flags_01.jpg" alt="gini_flags_01.jpg" width="440" /></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A não ser que tenha uma extraordinária memória, seja um <em>expert </em>em geopolítica ou trabalhe na Organização das Nações Unidas, é pouco provável que acerte todas, pois, em sua maioria, essas bandeiras pertencem a países com pouca expressão no âmbito internacional, exceto o último.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Diante da dificuldade, daremos uma dica: todos os países têm algo bastante em comum com o Brasil. Teria ficado mais fácil agora?<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">As bandeiras pertencem, na ordem, aos seguintes países: Namíbia, Lesotho, Botswana, Sierra Leoa, República Central Africana, Swazilândia, Bolívia, Haiti, Colômbia e Brasil. Você deve estar se perguntando o que têm em comum.<br />
</span></p>
<p><strong><span style="font-size: 13pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">Coeficiente GINI</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span></p>
<p><a title="graph02ginib.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/graph02ginib.jpg"><img title="graph02ginib.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/graph02ginib.jpg" alt="graph02ginib.jpg" hspace="10" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> Em um ranking composto por 180 países, o Brasil é o décimo em &#8220;desigualdade de renda&#8221;, atrás somente desses que foram citados. Uma boa e outra má notícia: a má é que já fomos os campeões nesse quesito; e a boa é que conseguimos ser vencidos. Certamente, esse é o pior espelho do Brasil. Entre a população, são muitíssimos que têm pouco e pouquíssimos que têm muito. O uso do superlativo é necessário para refletir bem a situação.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A diferença de rendimentos entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres, no Brasil, é de 27,8 vezes, conforme cálculos das Nações Unidas. Se analisados os 10% mais ricos e os 10% mais pobres, essa diferença alcança as 57,8 vezes. Para que se possa compreender melhor essa triste realidade, na Europa Ocidental, a diferença se situa nas 5,04 vezes, em média; e nos EUA, nas 8,4.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em 1912 o demógrafo italiano Corrado Gini criou um índice para medir a desigualdade social. Esse índice passou a se chamar »coeficiente Gini«. Conforme a tabela acima, coeficiente &#8220;0&#8243; representa perfeita igualidade econômica e &#8220;100&#8243; perfeita desigualdade. O Brasil apresenta coeficiente 58,0, de acordo com os dados da ONU. Dinamarca (24,7), Japão (24,9) e Suécia (25,0) apresentam os melhores coeficientes. Para visualizar a tabela completa, <a title="List of countries by income equality" href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_income_equality">clique aqui</a>.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Abaixo, reproduzimos um mapa mundial que destaca as diferenças de rendimentos, conforme cálculos do coeficiente Gini, realizados pelas Nações Unidas:<br />
</span></p>
<p align="center"><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">Clique sobre o mapa para visualizá-lo em tamanho ampliado:</span><br />
<a title="map-world_map_gini_coefficient.png" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/map-world_map_gini_coefficient.png"><img style="margin-top: 5px; margin-bottom: 5px;" title="map-world_map_gini_coefficient.png" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/map-world_map_gini_coefficient.png" alt="map-world_map_gini_coefficient.png" vspace="5" width="600" /></a></p>
<p><span style="font-size: 80%; font-family: Helvetica">Na legenda abaixo o coeficiente Gini varia entre &#8220;0&#8243; e &#8220;1&#8243;, sendo &#8220;0&#8243; a igualdade plena e &#8220;1&#8243; a desigualdade plena.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><img class="alignleft size-full wp-image-2015" title="Legenda Coeficiente Gini" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/05/map-world_map_gini_coefficient-1.png" alt="Legenda Coeficiente Gini" width="180" height="223" /> Para explicações mais detalhadas, a enciclopédia pública online, Wikipedia, apresenta informações precisas e completas a respeito do coeficiente e dos cálculos necessários para a determinação dos índices. O trabalho está publicado em inglês e é bastante confiável. <a title="Gini coefficient" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gini_coefficient">Clique aqui</a> para acessar.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica;"><span style="color: #ffffff;">&#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica;"><span style="color: #808080;">Leia também:</span></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica;"><span style="color: #808080;">O Brasil no Mundo &#8211; Parte 1 (PIB)</span></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="color: #808080;"><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica;">O Brasil no Mundo &#8211; Parte 2 (PPP e Big Mac Index)</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica;"> </span></span></p>
<p align="center"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Brasil no Mundo  &gt; Parte 2 </title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2007/05/17/o-brasil-no-mundo-parte-ii/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2007 00:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Gini]]></category>

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		<description><![CDATA[O verdadeiro valor do nosso dinheiro Parte 2 &#8211; PPP e BIG MAC INDEX No post anterior (abaixo), publicamos o ranking das maiores economias do mundo em função do Produto, ou seja, a soma de todas as riquezas produzidas em determinado período. Observamos que o Brasil está muito bem ranqueado, como 10ª potência econômica do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><a title="map_brazil_world.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/map_brazil_world.jpg"><img class="alignright" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Map Brazil World" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/map_brazil_world.jpg" alt="map_brazil_world.jpg" hspace="10" align="right" /></a><strong><span style="font-size: 13pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O verdadeiro valor do nosso dinheiro</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">Parte 2 &#8211; PPP e BIG MAC INDEX</span><br />
<em><strong></strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="font-size: 13pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">N</span></strong></em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em>o </em><em>post anterior (abaixo), publicamos o ranking das maiores economias do mundo em função do <strong>Produto</strong>, ou seja, a soma de todas as riquezas produzidas em determinado período. Observamos que o Brasil está muito bem ranqueado, como 10ª potência econômica do planeta. Contudo, nossa população <strong>não</strong> é a décima mais rica. Muito pelo contrário, a renda per capita de US$ 6.220,22 ao ano é tragicamente baixa. Nesse quesito, <strong>o Brasil está na 62ª posição (!).</strong></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Para melhor expressar a realidade, em função da variação da base de preços, o poder de compra da população dos países é definido por um índice denominado <strong>Purchasing-Power Parity </strong>(PPP). Distintamente do critério de cálculo do PIB per capita, o PPP leva em consideração a valorização da moeda corrente em relação aos preços praticados no mercado doméstico de cada país.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="bigmac.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/bigmac.jpg"><img title="bigmac.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/bigmac.jpg" alt="bigmac.jpg" vspace="3" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> Tanto uma cesta de produtos quanto um único item podem ser levados em consideração para a definição do índice. Em 1986 a revista<em> The Economist</em> criou o <strong>Big Mac Index</strong>, um indicador baseado na “paridade do poder de compra” ou PPP em função do preço do sanduíche <em>Big Mac</em>, padronizado na rede mundial de fast-food <em>McDonald’s</em>. Esse índice também é utilizado para medir a valorização ou a depreciação de uma moeda frente à outra.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Observe-se, abaixo, a mais recente tabela divulgada pela <em>The Economist</em>, em março de 2007, tomando por base o preço do <em>Big Mac</em> em 25/3/2006:<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica; color: #999999">Clique sobre a tabela para visualizá-la em tamanho ampliado</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><a title="graph05-bigmac_-index.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/graph05-bigmac_-index.jpg"><img title="graph05-bigmac_-index.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/graph05-bigmac_-index.jpg" alt="graph05-bigmac_-index.jpg" vspace="10" width="435" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span></p>
<p align="left"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>PPP per capita</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O <strong>World Economic Outlook</strong>, do <em>Fundo Monetário</em> <em>Internacional </em>também apresenta em suas tabelas de estatísticas um ranking mundial do PPP per capita. A previsão do fundo para 2007 é que o Brasil fique em 72º lugar, entre os 180 países avaliados. Não é difícil de entender o porquê: os preços, conforme visto no exemplo do <em>Big Mac</em> são elevados e os salários são baixos. De acordo com o <em>Dieese</em>, o Salário Mínimo mensal precisaria ser de R$ 1.620,89 para conseguir comprar uma cesta básica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em>Clique no link abaixo para ler o restante do artigo e conhecer todos os cálculos necessários para conhecer o PPP.</em></span><span style="font-size: 120%; font-family: Tahoma"><br />
</span></p>
<p align="left"><span id="more-74"></span><strong><span style="font-size: 13pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">Como interpretar a tabela e calcular o PPP:</span></strong><strong></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Dividindo-se o preço do produto na moeda local pela cotação do câmbio, chega-se ao do preço do sanduíche em dólares. No caso brasileiro:<br />
</span></p>
<p align="center"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>Preço em moeda local / câmbio = preço em dólar</strong><br />
R$ 6,40 / R$ 2,0354 = US$ 3.1443<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Observe-se, inicialmente, que o sanduíche é US$ 0.04 (quatro cents) mais caro que nos EUA. O preço no Brasil também é mais elevado que em todos os países emergentes. Perde somente para a Suíça (onde custa US$ 5,22), a Suécia, os países da Zona do euro, a Nova Zelândia e o Canadá.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A etapa seguinte é o cálculo do Purchasing-Power Price (preço em função do poder de compra), obtido através da divisão do preço do sanduíche na moeda local pelo preço em dólares.<br />
</span></p>
<p align="center"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>Preço em dólar / preço nos EUA = PPP</strong><br />
R$ 6,40 / US$ 3.10 = 2,06<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O índice encontrado na etapa anterior servirá agora para identificar eventual discrepância na taxa de câmbio doméstica. Será possível observar o percentual de valorização ou desvalorização em relação ao dólar, levando-se em consideração os preços praticados no país (no caso da nossa análise, o preço do sanduíche Big Mac). A equação a ser utilizada é a seguinte:<br />
</span></p>
<p align="center"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>[(PPP – taxa de câmbio) / taxa de câmbio] x 100 =<em> Valorização</em></strong><br />
[(2,06 – 2,0354) / 2,0354] x 100 = 1,2%<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">No cálculo do exemplo brasileiro, observa-se uma valorização excessiva de 1,2% do valor do real em relação ao valor do dólar, tomando-se por base, exclusivamente, o PPP do sanduíche <em>Big Mac</em>. O inverso ocorre na China (-56%), que conserva o yuan dramaticamente desvalorizado em relação ao dólar, com o objetivo de atender a sua política de exportações. Imagine-se que a China resolvesse exportar sanduíches <em>Big Mac</em>, certamente, nenhuma outra filial da rede conseguiria sobreviver a essa concorrência.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A revista <em>The Economist </em>criou o <strong>Big Mac Index</strong>, do qual é possível tirar diversas conclusões através da análise do perfil econômico da população dos distintos países que, com seus respectivos salários e suas moedas nacionais, consomem o produto em questão. Em uma economia uniforme, na qual as diferenças de renda não são elevadas, o índice é bastante preciso. No Brasil, país no qual a disparidade na distribuição de renda é dramática, naturalmente, o índice é mais sensível entre os &#8220;abastados&#8221; clientes da rede de fast-food.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em><strong>Nota:</strong> Recorde-se o período no qual 1 real valia 1 dólar. Nesta época morava em Genebra, uma das cidades mais caras do mundo. Lembro-me, porém, que muitos dos preços praticados no Brasil, quando convertidos em francos suíços (SFr) eram mais elevados do que na própria Suíça. Naturalmente, a moeda brasileira estava excessivamente valorizada. A não-flutuação do câmbio, como explica o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, serviu como âncora para a estabilização de preços e, por conseqüência, para contenção da inflação.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em>Hoje, exportadores queixam-se do câmbio com certa razão. Todavia, o problema maior não está na valorização do real frente ao dólar, mas na brutal carga tributária que incide sobre a produção. No primeiro quadrimestre de 2007 o governo bateu mais um recorde de arrecadação de impostos: R$ 300 bilhões. Mas esse é um tema para outros artigos.</em></span></p>
<p align="left"> </p>
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