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	<title>Marcus Mayer's Blog &#187; Meio Ambiente</title>
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		<title>Dia da Terra</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 05:20:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>

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		<description><![CDATA[O Dia da Terra foi criado em 1970, quando o senador democrata Gaylord Nelson (1916-2005), pelo estado de Wisconsin, Estados Unidos, convocou o primeiro protesto americano contra a poluição do Meio Ambiente. A data é festejada todo 22 de abril e, desde 1990, passou a ser celebrada também por outros países. É lamentável que seja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Tahoma; color: #9fb6cd">O </span></strong></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Dia da Terra foi criado em 1970, quando o senador democrata <a title="Wikipedia - Gaylord Nelson" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gaylord_Nelson">Gaylord Nelson</a> (1916-2005), pelo estado de Wisconsin, Estados Unidos, convocou o primeiro protesto americano contra a poluição do Meio Ambiente. A data é festejada todo 22 de abril e, desde 1990, passou a ser celebrada também por outros países. É lamentável que seja tão pouco lembrada no Brasil. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em 29 de junho de 2007, o &#8220;Programa do Jô&#8221;, da TV Globo, foi dedicado integralmente à Amazônia. Os três blocos de entrevistas foram oferecidos aos atores Christiane Torloni, Juca de Oliveira e Victor Fasano, para discorrerem a respeito de uma campanha pela preservação da floresta e da divulgação de um abaixo-assinado que pretendem encaminhar à Presidência da República. Essa campanha continua em 2008 e necessita de permanente divulgação. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Já naquela época, nosso blog aderiu ao manifesto e continua incentivando os seus leitores a fazerem o mesmo. Sugerimos que copiem o banner da iniciativa e o colem em seus respectivos blogs! Incentivamos também a leitura do espetacular(!!!) texto de Juca de Oliveira, publicado abaixo, que permanece muito atual.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Sintam-se, caros leitores, totalmente à vontade para copiarem este post e o colarem, com as devidas adaptações, em seus respectivos blogs. Não aguardo nenhum crédito, pois não o mereço. Estou satisfeito por poder divulgar esta campanha, que é de todos, principalmente neste momento no qual o desmatamento torna a alcançar proporções catastróficas.</span></em><span style="font-weight: bold"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://bp2.blogger.com/_9koWG4Zbb7s/RoYH3NhamuI/AAAAAAAABL0/TONOhKwVwXQ/s1600-h/APS_Christiane.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081757874638199522" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer" src="http://bp2.blogger.com/_9koWG4Zbb7s/RoYH3NhamuI/AAAAAAAABL0/TONOhKwVwXQ/s320/APS_Christiane.jpg" border="0" alt="" /></a><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Quando o ator Juca de Oliveira foi para o Acre no final de 2004 para gravar a minissérie “Mad Maria”, descobriu o Brasil da floresta e tomou consciência da gravidade da situação na região amazônica como um todo, muito além de Rio Branco: &#8220;eram imensas nuvens de fumaça que escondiam a devastação, transformando esse imenso patrimônio ambiental em pastagens e plantios de soja&#8221;, declara o ator. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Durante a realização de outra minissérie, “Amazônia: de Galvez a Chico Mendes”, estreada em janeiro de 2007, quando da revolta dos atores Christiane Torloni e Victor Fassano, ao se defrontarem com a realidade do aniquilamento da selva amazônica, fez-se um clamor para iniciar um movimento de defesa da floresta.</span></em></p>
<p><em></em><em></em></p>
<hr id="null" /><a title="linie_445×10.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/linie_445x10.jpg"></a><br />
<strong></strong><em></em><span style="font-size: 78%">Juca de Oliveira, em <span style="font-style: italic">Mad Maria</span></span><br />
<a href="http://bp1.blogger.com/_9koWG4Zbb7s/RoYIo9hamvI/AAAAAAAABL8/601-RoBxXd0/s1600-h/Juca_de_Oliveira.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081758729336691442" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer" src="http://bp1.blogger.com/_9koWG4Zbb7s/RoYIo9hamvI/AAAAAAAABL8/601-RoBxXd0/s200/Juca_de_Oliveira.jpg" border="0" alt="" /></a><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">Carta aberta de artistas brasileiros sobre a devastação da Amazônia</span></strong><strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Helvetica"><br />
</span></strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Helvetica">por</span><strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Helvetica"><strong> <em>Juca de Oliveira* </em></strong></span></strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Helvetica"><em>(2007)</em></span><strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Helvetica"><strong><em><br />
</em></strong></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">A</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">cabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta.</span></p>
<p style="text-align: center;"><em>Vista aérea de queimada na Amazônia</em><a title="vista_aerea_de_queimada_na_amazonia.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/vista_aerea_de_queimada_na_amazonia.jpg"><img class="aligncenter" title="vista_aerea_de_queimada_na_amazonia.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/vista_aerea_de_queimada_na_amazonia.jpg" alt="vista_aerea_de_queimada_na_amazonia.jpg" width="445" height="334" /></a></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias. Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua. </span></div>
<div><span style="color: white">marcus-mayer.com</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo</span><span style="font-size: 120%; font-family: Tahoma">. </span></div>
<div><span style="color: white">marcus-mayer.com</span></div>
<p> </p>
<div style="text-align: center;"><em>Transformação da Floresta Tropical em Cerrado</em><a title="transformacao-da-floresta-tropical-em-cerrado.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/transformacao-da-floresta-tropical-em-cerrado.jpg"></a></div>
<p style="text-align: center;"><img title="transformacao-da-floresta-tropical-em-cerrado.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/transformacao-da-floresta-tropical-em-cerrado.jpg" alt="transformacao-da-floresta-tropical-em-cerrado.jpg" width="445" height="555" /></p>
<div>
<div><span style="color: white">marcus-mayer.com</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Um país que tem 165.000 km² de área desflorestada, abandonada ou semi-abandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais.</span></div>
<div><span style="color: white">marcus-mayer.com</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê: &#8220;A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais&#8221;.</span></div>
<div><span style="color: white">marcus-mayer.com</span></div>
<div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal a interrupção imediata do desmatamento da Floresta Amazônica. Já! É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história. SOMOS UM POVO DA FLORESTA!</span></div>
<p align="right">* <strong>Juca de Oliveira</strong> <em>é ator</em></p>
<p align="center"><a title="Amazônia para sempre" href="http://www.amazoniaparasempre.com.br/"><img src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/banner_amazonia_para_sempre.jpg" alt="banner_amazonia_para_sempre.jpg" /></a></p>
<p> </p>
<p> </p></div>
</div>
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		<title>Losing Forests to Fuel Cars</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Aug 2007 06:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É uma situação insólita: concordo com as críticas do ditador cubano Fidel Castro e de seu aprendiz venezuelano, Hugo Chávez, ao projeto dos presidentes dos Estados Unidos, George Bush, e do Brasil, Lula da Silva, para produção, em larga escala, de etanol derivado da cana-de-açúcar; todavia, nossa concordância é parcial e decorre de razões distintas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><a title="Assine o Manifesto pela Preservação da Floresta!" href="http://www.amazoniaparasempre.com.br/"><img class="alignleft" style="margin: 5px;" title="banner_amazonia.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/banner_amazonia.jpg" alt="banner_amazonia.jpg" hspace="10" vspace="10" align="right" /></a><em><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">É</span></strong></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> uma situação insólita: concordo com as críticas do ditador cubano Fidel Castro e de seu aprendiz venezuelano, Hugo Chávez, ao projeto dos presidentes dos Estados Unidos, George Bush, e do Brasil, Lula da Silva, para produção, <strong>em larga escala</strong>, de etanol derivado da cana-de-açúcar; todavia, nossa concordância é parcial e decorre de razões distintas daquelas dos autoritários idiotas latino-americanos. Nossa preocupação maior é com o meio-ambiente &#8211; e não com a concorrência que os biocombustíveis podem fazer à produção de petróleo da Venezuela.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Abaixo consta uma matéria muito interessante do jornal americano <strong>The Washington Post</strong>, de sua edição de ontem, que traduzi para o nosso blog, no intuito de destacar a óptica da imprensa estrangeira sobre questões globais importantes que envolvem diretamente o Brasil:</span></em></p>
<hr /><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd"><a title="The Washington Post" href="http://www.washingtonpost.com/?nav=globaltop"><img class="alignleft size-full wp-image-1728" title="The Washington Post" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/the-washington-post.jpg" alt="The Washington Post" width="175" height="158" /></a>Perdendo florestas para abastecer carros</span></strong><strong></strong><br />
<span style="font-size: 90%; font-family: Tahoma; color: #999999"><a title="Send an e-mail to Sabrina Valle" href="http://www.online-translator.com/url/tran_url.asp?lang=de&amp;direction=ep&amp;template=General&amp;transliterate=&amp;autotranslate=on&amp;url=http://projects.washingtonpost.com/staff/email/sabrina+valle/"></a><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">por </span></span><a title="Send an e-mail to Sabrina Valle" href="http://www.online-translator.com/url/tran_url.asp?lang=de&amp;direction=ep&amp;template=General&amp;transliterate=&amp;autotranslate=on&amp;url=http://projects.washingtonpost.com/staff/email/sabrina+valle/"><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma;"><span style="color: #5674a9;">Sabrina Valle</span></span></a><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">| Tradução: Marcus Mayer</span><span style="font-size: 90%; font-family: Tahoma; color: #999999"><a title="Send an e-mail to Sabrina Valle" href="http://www.online-translator.com/url/tran_url.asp?lang=de&amp;direction=ep&amp;template=General&amp;transliterate=&amp;autotranslate=on&amp;url=http://projects.washingtonpost.com/staff/email/sabrina+valle/"></a><br />
</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">para o The Washington Post | Terça-feira, 31 de julho de 2007 &#8211; página D01</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center"><strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><em>Cana-de-açúcar de etanol ameaça savana arborizada do Brasil</em></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong><span style="font-size: large; color: #9fb6cd;">O</span></strong>nças pintadas, araras azuis e tatus gigantes vagam pela paisagem inconstante do Cerrado brasileiro, um vasto planalto onde as temperaturas variam entre congelantes e extremamente elevadas, onde se alternam pastos com arbustos e florestas, e onde se encontra a mais rica variedade da flora de todas as savanas do mundo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Tudo isso poderá acabar em breve. Durante as últimas quatro décadas, mais da metade do Cerrado foi transformada pela usurpação de fazendeiros de gado e agricultores de soja. E agora outra demanda está corroendo rapidamente a paisagem: a cana-de-açúcar, matéria-prima do etanol brasileiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><a title="brasil-cerrado-e-amazonia-420-x-418.gif" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/brasil-cerrado-e-amazonia-420-x-418.gif"><img class="aligncenter" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/brasil-cerrado-e-amazonia-420-x-418.gif" alt="brasil-cerrado-e-amazonia-420-x-418.gif" /></a><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999" lang="EN-US">  SOURCE: Conservation International of Brazil and World Wildlife Fund | By Renee Rigdon, The Washington Post &#8211; July 31, 2007</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">&#8220;O desflorestamento do Cerrado está acontecendo em ritmo mais avançado do que no Amazonas,&#8221; diz John Buchanan, diretor sênior da <a href="http://www.online-translator.com/url/tran_url.asp?lang=de&amp;direction=ep&amp;template=General&amp;transliterate=&amp;autotranslate=on&amp;url=http://www.washingtonpost.com/ac2/related/topic/Conservation+International+Foundation%3Ftid=informline"><em>Conservation International</em></a>. Se as taxas de desflorestamento continuarem, toda a vegetação restante do cerrado poderá ser perdida antes do ano 2030. Seria uma enorme perda de biodiversidade.&#8221;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">As raízes desta transformação encontram-se na demanda mundial por etanol, recentemente estimulado pelo Senado americano, que prevê o uso de 36 bilhões de galões de etanol antes de 2022 &#8211; mais de seis vezes a capacidade das 115 refinarias de etanol dos Estados Unidos. O presidente Bush, que propôs um aumento semelhante, visitou o Brasil em março, e negociou um acordo para promover a produção de etanol na América Latina e no Caribe.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Companhias americanas e – inclusive George Soros e gigantes do agronegócio, <em>Archer Daniels Midland</em> e <em>Cargill</em> &#8211; estão apostando no território brasileiro, esperando cada vez maior crescimento na área de biocombustíveis. &#8220;Já houve uma corrida pelo etanol brasileiro e os anúncios do presidente Bush deram mais credibilidade ao processo&#8221;, disse Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura do Brasil, que criou a <em>Comissão Interamericana do Etanol</em> com o ex-governador da Flórida, Jeb Bush, em dezembro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O governo brasileiro e as grandes companhias de <em>agribusiness</em> afirmam que a expansão das plantações de soja e de cana-de-açúcar não significa, necessariamente, a devastação do cerrado, que apresenta aproximadamente 160.000 espécies de animais e de plantas &#8211; muitas ameaçadas pela extinção. Eles dizem plantar em solo improdutivo e pastagens, onde o gado melhorou a qualidade do solo e da produtividade. Mas os grupos ambientais argumentam que, como a soja e a cana-de-açúcar deslocam gado e colheitas menos lucrativas, os fazendeiros estão se movendo para mais adiante, para áreas não devastadas do Cerrado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">&#8220;Há fazendeiros que substituem o gado pela cana-de-açúcar na área de São Paulo, por exemplo, e o deslocam para o estado da Bahia, ambos no Cerrado. Assim qual é o ponto?&#8221; pergunta Ricardo Machado, autor de um estudo sobre “o Cerrado para a Conservação Internacional”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A cana-de-açúcar e a soja desempenham um papel crucial na agricultura do Brasil, um dos setores mais dinâmicos da economia do país. E ambos estão sob pressão para expandir-se, em conseqüência do <em>boom</em> do etanol. Ela é considerada por ambientalistas como uma melhor opção do que o grão para produzir o etanol. Etanol de cana-de-açúcar custa metade do preço para produzir e o processo é cinco vezes mais eficiente no uso de combustíveis fósseis.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Estimuladas pela perspectiva de produção de etanol da cana-de-açúcar, muitas empresas dos Estados Unidos estão tentando conquistar investidores europeus e asiáticos. A companhia na qual Soros está investindo, a <em>Adecoagro</em>, transformou-se num dos maiores investidores no etanol brasileiro, planejando gastar 1 bilhão de dólares para construir três fábricas durante os próximos cinco anos. A <em>Goldman Sachs</em> e o <em>Grupo Carlyle</em> também estão atrás de novos investimentos em etanol no Brasil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span id="more-266"></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Além do mais, como o uso de etanol extraído de grãos cresce nos Estados Unidos, a elevação de preços está influenciando agricultores de soja americanos a substituir suas plantações de cereais. Como os Estados Unidos, maiores produtores de soja do mundo, estão diminuindo as plantações, os compradores olham para o Brasil, segundo produtor mundial, incentivando-no a estender a sua produção. A soja brasileira registra níveis recordes de produção e prevê-se um aumento de outros 4,5% neste ano, segundo a <em>Abiove</em>, uma associação da indústria. &#8220;Há uma dupla pressão no Brasil,&#8221; diz Buchanan. &#8220;A pressão direta por estender a produção da cana-de-açúcar e a pressão indireta por estender o plantio de soja, como conseqüência da redução da produção americana”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O setor do agronegócio e o governo brasileiro dizem que há quase 350.000 milhas quadradas de terra disponíveis para a expansão agrícola no Cerrado. O governo diz que mais de 115.000 milhas quadradas de pastagens de gado podem ser usadas &#8211; isto representa terra suficiente para mais que duplicar a produção de soja, aumentar em cinco vezes a produção de cana-de-açúcar e, no mínimo, aumentar em 10 vezes a de etanol.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">&#8220;O Brasil é o único país com vasta disponibilidade de terra para a expansão imediata da agricultura sustentável. Se os Estados Unidos correrem atrás do etanol e os preços da soja tenderem a subir, a demanda será preenchida pelo Brasil,&#8221; diz Carlo Lovatelli, Diretor para Assuntos Corporativos da <em>Bunge</em>, um dos maiores negociantes de soja no Brasil, com sede em White Plains, em Nova York. Lovatelli, que representa companhias responsáveis por 93% de toda a soja comercializada no Brasil, disse que se a procura se intensificar, a produção brasileira poderá dobrar em aproximadamente três ou quatro anos. E a região alvo já foi escolhida: &#8220;o Cerrado é perfeito para a agricultura e será usado &#8211; não há nenhuma dúvida a esse respeito&#8221;, diz Lovatelli.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Mas Frank Guggenheim, diretor executivo do <em>Greenpeace Brasil</em>, afirma que a vantagem brasileira facilmente poderá se transformar numa desvantagem: &#8220;O Brasil estará em uma situação especial, por causa do vasto montante de terra disponível, se souber usá-la de modo prudente”, diz Guggenheim. &#8220;Mas se o país desejar somente estender a fronteira agrícola, causando devastação, será um desastre.&#8221;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O Brasil já é o cenário do desflorestamento mais extenso no mundo e foi o responsável por 42% das perdas florestais líquidas do planeta, entre 2000 e 2005, segundo um relatório da FAO, <em>Food and Agriculture</em> <em>Organization</em>, um braço das Nações Unidas. As organizações não-governamentais dizem que 7 milhões de hectares da Amazônia foram ocupados durante os últimos cinco anos por agricultores de soja, com a ajuda de companhias multinacionais como a <em>Cargill</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Enfrentado a pressão dos seus clientes, a <em>Cargill</em> reuniu outros negociadores com grupos de advocacia e estabeleceu uma moratória, sob a qual nenhum grão de soja seria comprado de áreas devastadas da Amazônia durante dois anos, começando em 24 de julho de 2006. Embora a moratória termine no próximo ano, não será interrompida até que os grupos de advocacia constatem que a situação voltou ao que era antes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O Cerrado, todavia, não tem o mesmo destaque que o Amazonas e, portanto, o reflexo do impacto ambiental da expansão do negócio de cana-de-açúcar na savana é muito menor entre a comunidade internacional.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Neste mês, o ministro da Agricultura brasileiro, Reinhold Stephanes, anunciou novas medidas para evitar a devastação proveniente de plantações de cana-de-açúcar. Mas alguns grupos dizem que a execução só seria eficaz com grandes investimentos em meios de mapeamento e supervisão da terra, o que o governo brasileiro não consegue executar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Os investimentos em etanol continuam crescendo. A indústria de açúcar estima que 17 bilhões de dólares serão investidos até 2012, em 86 novas usinas de cana-de-açúcar, somando-se às 330 usinas existentes no Brasil atualmente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Por enquanto, o impacto da sede dos Estados Unidos pelo etanol brasileiro foi amortecido pelo subsídio “51-cents-por-galão”, pago a produtores de etanol, proveniente de grãos americanos e pela tarifa “54-cents-por-galão”, sobre o etanol importado. O Senado estendeu a tarifa até 2009, embora Bush assinasse um acordo para promover a produção de biocombustíveis em conjunto com o Brasil. Apesar disso, dos 680 milhões de galões de etanol consumidos, os Estados Unidos importaram no ano passado aproximadamente 500 milhões de galões do Brasil, o maior exportador do mundo. &#8220;A tarifa não foi um fator de eliminação quando, no ano passado, tivemos o óleo de US$78 por barril em uma base segura”, diz Roger K. Conway, diretor do <em>Agriculture Department’s Office of Energy Policy and</em> <em>New Uses</em>. &#8220;Certamente, ocorrerão mais importações do Brasil. Dependerá dos preços da energia”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A companhia de Soros, no Brasil, está apostando que os Estados Unidos terão de aumentar importações de etanol e que um calendário da redução gradual da tarifa poderá ser estabelecido a partir de 2010.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">&#8220;Se os Estados Unidos baixarem as tarifas, a demanda por etanol ultrapassará as alturas e a pressão sobre o meio-ambiente será enorme”, afirmou o ex-ministro de Ciência e Tecnologia, José Goldemberg, em um seminário sobre o etanol brasileiro, em Washington, no mês passado.</span></p>
<p class="MsoNormal"><a title="TWP: Losing Forests to Fuel Cars" href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/07/30/AR2007073001484.html?hpid=topnews" target="_blank"><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma">Leia-se o artigo </span></a><strong><a title="TWP: Losing Forests to Fuel Cars" href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/07/30/AR2007073001484.html?hpid=topnews" target="_blank"><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma">em inglês</span></a></strong><a title="TWP: Losing Forests to Fuel Cars" href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/07/30/AR2007073001484.html?hpid=topnews" target="_blank"><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"> no site do <em>The Washington Post</em></span></a></p>
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		<title>Pela conservação da floresta</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jun 2007 06:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>

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		<description><![CDATA[O &#8220;Programa do Jô&#8221;, exibido pela TV Globo, na madrugada dessa sexta-feira para sábado, foi dedicado à Amazônia. Os três blocos de entrevistas foram oferecidos aos atores Christiane Torloni, Juca de Oliveira e Victor Fasano, para discorrerem a respeito de uma campanha pela preservação da floresta e da divulgação de abaixo-assinado que pretendem encaminhar à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd"><strong>O</strong></span> &#8220;Programa do Jô&#8221;, exibido pela TV Globo, na madrugada dessa sexta-feira para sábado, foi dedicado à Amazônia. Os três blocos de entrevistas foram oferecidos aos atores Christiane Torloni, Juca de Oliveira e Victor Fasano, para discorrerem a respeito de uma campanha pela preservação da floresta e da divulgação de abaixo-assinado que pretendem encaminhar à Presidência da República.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Nosso blog aderiu ao manifesto e deseja incentivar os seus leitores a fazerem o mesmo. Sugerimos que copiem o banner da iniciativa e o colem em seus respectivos blogs! Incentivamos também a leitura do espetacular texto de Juca de Oliveira, publicado abaixo.</span></em><span style="font-weight: bold"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://bp2.blogger.com/_9koWG4Zbb7s/RoYH3NhamuI/AAAAAAAABL0/TONOhKwVwXQ/s1600-h/APS_Christiane.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081757874638199522" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer" src="http://bp2.blogger.com/_9koWG4Zbb7s/RoYH3NhamuI/AAAAAAAABL0/TONOhKwVwXQ/s320/APS_Christiane.jpg" border="0" alt="" /></a><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Quando o ator Juca de Oliveira foi para o Acre no final de 2004 para gravar a minissérie “Mad Maria”, descobriu o Brasil da floresta e tomou consciência da gravidade da situação na região amazônica como um todo, muito além de Rio Branco: &#8220;eram imensas nuvens de fumaça que escondiam a devastação, transformando esse imenso patrimônio ambiental em pastagens e plantios de soja&#8221;, declara o ator. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Durante a realização de outra minissérie, “Amazônia: de Galvez a Chico Mendes”, estreada em janeiro de 2007, quando a revolta dos atores Christiane Torloni e Victor Fassano, ao se defrontarem com a realidade do aniquilamento da selva amazônica, fez-se um clamor para iniciar um movimento de defesa da floresta.</span></em><em></em></p>
<hr id="null" /><strong></strong><em></em><span style="font-size: 78%">Juca de Oliveira, em <span style="font-style: italic">Mad Maria</span></span><br />
<a href="http://bp1.blogger.com/_9koWG4Zbb7s/RoYIo9hamvI/AAAAAAAABL8/601-RoBxXd0/s1600-h/Juca_de_Oliveira.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081758729336691442" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer" src="http://bp1.blogger.com/_9koWG4Zbb7s/RoYIo9hamvI/AAAAAAAABL8/601-RoBxXd0/s200/Juca_de_Oliveira.jpg" border="0" alt="" /></a><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">Carta aberta de artistas brasileiros sobre a devastação da Amazônia</span></strong><strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Helvetica"><br />
</span></strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Helvetica">por</span><strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Helvetica"><strong> <em>Juca de Oliveira* </em></strong></span></strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Helvetica"><em>(2007)</em></span><strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Helvetica"><strong><em><br />
</em></strong></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">A</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">cabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta.</span></p>
<p style="text-align: center;"><em>Vista aérea de queimada na Amazônia</em><a title="vista_aerea_de_queimada_na_amazonia.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/vista_aerea_de_queimada_na_amazonia.jpg"><img class="alignnone" title="vista_aerea_de_queimada_na_amazonia.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/vista_aerea_de_queimada_na_amazonia.jpg" alt="vista_aerea_de_queimada_na_amazonia.jpg" width="445" height="334" /></a></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias. Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua. </span></div>
<div><span style="color: white">marcus-mayer.com</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo</span><span style="font-size: 120%; font-family: Tahoma">. </span></div>
<div><span style="color: white">marcus-mayer.com</span></div>
<div style="text-align: center;"><em>Transformação da Floresta Tropical em Cerrado</em><a title="transformacao-da-floresta-tropical-em-cerrado.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/transformacao-da-floresta-tropical-em-cerrado.jpg"></a></div>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="transformacao-da-floresta-tropical-em-cerrado.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/transformacao-da-floresta-tropical-em-cerrado.jpg" alt="transformacao-da-floresta-tropical-em-cerrado.jpg" width="445" height="555" /></p>
<div>
<div><span style="color: white">marcus-mayer.com</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Um país que tem 165.000 km² de área desflorestada, abandonada ou semi-abandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais.</span></div>
<div><span style="color: white">marcus-mayer.com</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê: &#8220;A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais&#8221;.</span></div>
<div><span style="color: white">marcus-mayer.com</span></div>
<div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal a interrupção imediata do desmatamento da Floresta Amazônica. Já! É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história. SOMOS UM POVO DA FLORESTA!</span></div>
<p align="right">* <strong>Juca de Oliveira</strong> <em>é ator</em></p>
<p align="center"><a title="Amazônia para sempre" href="http://www.amazoniaparasempre.com.br/"><img src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/banner_amazonia_para_sempre.jpg" alt="banner_amazonia_para_sempre.jpg" /></a></p>
</div>
</div>
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		<title>Al Gore &#8211; Brazil</title>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2007 00:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Al Gore]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>

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		<description><![CDATA[  Al Gore será candidato à presidência dos Estados Unidos em 2008? Por todos os lugares em que passa, essa é a pergunta mais repetida. A sua habitual resposta é de que não tem intenção de concorrer. Mas também não tem intenção de não concorrer. Um grande número de pessoas está convencido de que Gore [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a title="al-goreorg.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/al-goreorg.jpg"><img class="aligncenter" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/al-goreorg.jpg" alt="al-goreorg.jpg" /></a></p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">A</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">l Gore será candidato à presidência dos Estados Unidos em 2008? Por todos os lugares em que passa, essa é a pergunta mais repetida. A sua habitual resposta é de que não tem intenção de concorrer. Mas também não tem intenção de não concorrer. Um grande número de pessoas está convencido de que Gore pode ser persuadido a candidatar-se. Por isso, ingressamos, oficialmente, em uma campanha popular com o objetivo de estimulá-lo a lançar sua candidatura. O movimento chama-se: <strong>Al Gore &#8211; The 2008 Grassroots Draft Campaign.</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Entre 1993 e 2001, Al Gore foi vice-presidente dos Estados Unidos, durante a administração de Bill Clinton, do Partido Democrata. Em 2000 concorreu à presidência e, apesar de ter tido mais votos populares, perdeu a eleição para George Bush, no Colégio Eleitoral.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em 2006, Gore lançou <em>An Inconvenient Truth</em>, um filme sobre o aquecimento global, que ganhou o Oscar de melhor documentário em 2007. Conjuntamente com o presidente da Virgin, Richard Branson, lançou um concurso que pagará US$ 25 milhões para o cientista que apresentar o melhor projeto para diminuir as emissões de dióxido de carbono na atmosfera. Como ativista ecológico, Gore escreveu dois livros: “A Terra em Balanço: Ecologia e o Espírito Humano”, editado pela Augustus, em 2003 e “Uma Verdade Inconveniente”, pela editora Manole, em 2006.<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><a title="Al Gore.org" href="http://www.algore.org/"><span style="font-size: 90%; font-family: Tahoma">Visite o site da campanha popular clicando aqui e ingresse na comunidade <strong>“Al Gore &#8211; Brazil”,</strong> que criamos para marcar a presença do Brasil nos assuntos de interesse global</span></a></p>
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		<title>Amazônia 2080</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Apr 2007 03:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>

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		<description><![CDATA[Painel da ONU admite fim de grande parte da Amazônia até 2080 Daniel Gallas DE SÃO PAULO A segunda parte do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), que será lançada nesta sexta-feira em Bruxelas, fará referência a novos modelos de previsão de clima que indicam, no pior dos cenários, o desaparecimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="logo-bbc-brasil.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/logo-bbc-brasil.jpg"><img src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/logo-bbc-brasil.jpg" alt="logo-bbc-brasil.jpg" /></a><strong></strong><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" align="left"><strong><span style="font-size: 120%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">Painel da ONU admite fim de grande parte da Amazônia até 2080</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><br />
</span></strong><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">Daniel Gallas</span><br />
<em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica; color: #999999">DE SÃO PAULO</span></p>
<p class="MsoNormal" align="left"><em><span style="font-size: 100%"><strong>A segunda parte do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), que será lançada nesta sexta-feira em Bruxelas, fará referência a novos modelos de previsão de clima que indicam, no pior dos cenários, o desaparecimento de grande parte da Floresta Amazônica até 2080 devido ao aquecimento global.</strong></span> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 13pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd"><img class="alignleft size-full wp-image-2069" title="Foto de Satélite: Amazônas" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/04/amazonia-2080.jpg" alt="Foto de Satélite: Amazônas" width="203" height="152" />O</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> IPCC é uma entidade que reúne os principais especialistas do mundo para discutir as mudanças climáticas no planeta. Eles produzem relatórios especiais que tentam formar um consenso sobre as questões mais importantes e polêmicas no tema do aquecimento global.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O capítulo sobre América Latina, que será divulgado na sexta-feira, incorpora a produção científica mais relevante produzida na área desde 2001, data do último relatório do IPCC.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>&#8216;Sem desmatamento&#8217;</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Desde 2001, houve avanços nos modelos de previsão de clima, que ajudam a entender o impacto das mudanças climáticas na Amazônia.<br />
&#8220;Um deles, o do Hadley Centre, é catastrófico, pois mostra a Floresta Amazônica desaparecendo até o ano 2080. Esse é um dos modelos que é discutido no IPCC&#8221;, disse à BBC Brasil o professor Philip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Especialista em Floresta Amazônica, ele foi um dos editores que revisou as informações do relatório do IPCC sobre a região. Segundo ele, estudos recentes têm mostrado que o aquecimento da água do Oceano Pacífico e fenômenos meteorológicos como o El Niño são cada vez mais freqüentes desde a década de 1970. &#8220;No segundo relatório (do IPCC, divulgado em 1995), fica bem claro que o El Niño aumentou em freqüência, desde 1976.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Mas o IPCC não havia opinado sobre por que isso aumentou, embora vários trabalhos publicados indicassem que seja devido ao efeito estufa&#8221;, diz Fearnside. &#8220;Agora esse último relatório é um avanço, indicando que a continuação do aquecimento global leva a esse aquecimento na água.&#8221;<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Segundo o professor, os fenômenos do tipo do El Niño &#8220;enlouquecem o clima&#8221;, provocando secas em diversas partes do mundo. A Floresta Amazônica estaria entre os locais mais afetados, com recorrentes secas no alto do rio Negro. &#8220;A mudança climática pode alterar o regime de chuvas, afetando as florestas. Com o tempo, a floresta seria eliminada sem ser desmatada, simplesmente por causa do clima. No seu lugar, haveria um tipo de savana, como o cerrado brasileiro.&#8221;<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O professor adverte que se o modelo do Hadley Centre estiver correto sobre o impacto das mudanças climáticas na Floresta Amazônica, o Brasil seria um dos países mais prejudicados com o aquecimento global.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O painel do IPCC não traz recomendações para os governos. Ele apenas fornece informações para a adoção de políticas mundiais. O relatório que será divulgado em Bruxelas nesta sexta-feira é o quarto produzido pelos especialistas desde 1990. O documento – que está sendo lançado em quatro partes ao longo deste ano – traz informações detalhadas sobre diversas implicações das mudanças climáticas em todas as regiões do planeta.</span></p>
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		<title>Mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Apr 2007 03:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[ONU prepara alerta sobre aumento de fome e doenças Márcia Bizzotto DE BRUXELAS A segunda parte do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU), que será divulgada nesta sexta-feira em Bruxelas, deve afirmar que o mundo sofrerá com mais fome e doenças em decorrência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="logo-bbc-brasil.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/logo-bbc-brasil.jpg"><img src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/logo-bbc-brasil.jpg" alt="logo-bbc-brasil.jpg" /></a><strong></strong><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" align="left"><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">ONU prepara alerta sobre aumento de fome e doenças</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><br />
</span></strong><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">Márcia Bizzotto</span><br />
<em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">DE BRUXELAS</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A segunda parte do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU), que será divulgada nesta sexta-feira em Bruxelas, deve afirmar que o mundo sofrerá com mais fome e doenças em decorrência das alterações no clima.</span> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 13pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> documento abordará as conseqüências que as mudanças climáticas terão nos próximos anos sobre o ecossistema, a economia e a saúde dos seres humanos, e até que ponto as medidas tomadas pelo homem podem reduzir esse impacto.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Cientistas de todo o mundo estão reunidos esta semana em Bruxelas para aprovar o texto final, elaborado com base na análise de 28 mil dados proporcionados por 75 estudos realizados pela equipe do IPCC.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Também serão avaliadas 1,5 mil propostas governamentais que têm como objetivo mitigar os efeitos das mudanças climáticas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="BBC Brasil" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/04/070402_ipcc_novorelatoriorg.shtml">Leia o artigo completo e o especial da BBC Brasil sobre mudanças climáticas </a></p>
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