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	<title>Marcus Mayer's Blog &#187; Mundo</title>
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		<title>Que prisma é esse?</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 20:48:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Do editor]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[Enquanto na física o prisma é definido como um poliedro de seção triangular, que tem a propriedade de decompor a luz branca em espectro de cores, o nosso prisma é dotado de sentido figurado e representa um ponto de vista, um modo de considerar algo. O mundo visto por um prisma liberal, nem sempre, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em><span style="font-size: 16pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd;"><strong><img class="alignleft size-full wp-image-3168" title="Prisma liberal" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/Prisma-liberal.png" alt="Prisma liberal" width="200" height="230" />E</strong></span>nquanto na física o prisma é definido como um poliedro de seção triangular, que tem a propriedade de decompor a luz branca em espectro de cores, o nosso prisma é dotado de sentido figurado e representa um ponto de vista, um modo de considerar algo. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>O mundo visto por um prisma liberal</strong>, nem sempre, é entendido como gostaríamos. E isso é bastante compreensível, sobretudo considerando a conotação errada e negativa que a palavra <strong>liberal</strong> tem recebido. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Associa-se o liberalismo – de forma incorreta – à defesa dos interesses dos mais ricos, das camadas mais privilegiadas da população, dos empresários. Os liberais costumam ser confundidos com conservadores egoístas, com privatistas sem escrúpulos, com inimigos dos pobres. Observa-se essa óptica na América Latina e na Europa. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Nos Estados Unidos, de contrapartida, os liberais são comumente taxados de socialistas, adversários da iniciativa privada. Seus princípios estariam à serviço de incentivadores do aborto, do livre uso de drogas, do casamento entre gays, dos defensores do modelo de economia planificada, estatal.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Achamos que o momento seja pertinente para esclarecer o significado do “nosso” prisma liberal. A eleição do democrata (ou liberal?) Barack Obama, nos Estados Unidos, e o governo popular (ou antiliberal?) de Lula da Silva, no Brasil, costumam confundir o observador comum. Exceto estudiosos de ciências políticas ou sociais, naturalmente, ninguém é obrigado a conhecer as ideologias em detalhes.</span></em><span style="color: #ffffff;">rcus-mayer.com</span></p>
<hr />
<p><span style="color: #ffffff;">space</span></p>
<p><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #ffffff;"><img class="alignleft" title="mm150x187" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/mm150x187.jpg" alt="mm150x187" width="165" height="197" /></span></span></span></strong><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd;">Um convite à liberdade</span></strong><strong><br />
</strong><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999;">por Marcus Mayer</span><br />
<span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999;">exclusivo para o</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999;"><em> Blog</em> | Domingo, 2 de agosto de 2009</span></p>
<p style="text-align: justify;"> <strong><span style="font-size: 16pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd;">S</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">egundo o historiador inglês Eric Hobsbawn, autor de <em>A era dos extremos,</em> o século 20 teria começado com a Grande Guerra, em 1914, e terminado com o colapso da União Soviética em 1991, o último dos grandes impérios a desaparecer.  Para outros, o século foi mais curto: teria começado com a Revolução Comunista em 1917, para terminar com a Queda do Muro de Berlim em 1989. Nesse interregno, a democracia liberal enfrentou adversários de peso, representados pelas figuras de três carniceiros: Stalin, Hitler e Mao Tsé-Tung.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Na América Latina, durante o século passado, convivemos com caudilhos e ditadores. De Vargas e Perón a Pinochet e Fidel, para ficar somente em alguns exemplos mais emblemáticos. No Brasil, tivemos ainda duas décadas de repressão comandadas pelos militares, a partir de 1964.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Com a extinção do mundo bipolar da Guerra Fria, o antigo conflito entre capitalismo e comunismo chegou ao fim. Naturalmente, não nos esquecemos do mundo asiático com suas várias modalidades de autoritarismo confuciano; e não queremos descartar o mais grave problema do mundo islâmico, o qual não consegue separar a religião da política.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><img class="alignright size-full wp-image-3202" style="border: 0px;" title="Queda do Muro de Berlim, 1989" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/Queda-do-Muro-de-Berlim-1989.jpg" alt="Queda do Muro de Berlim, 1989" width="410" height="300" />Felizmente, a era de extremos &#8211; entre direitas e esquerdas &#8211; está definitivamente encerrada. Já se respiram ares de mais liberdade em torno do globo, apesar dos reconhecidos problemas ainda enfrentados pela humanidade, nesse começo de terceiro milênio da Era Comum.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Mesmo assim, restam ainda alguns saudosistas. São aqueles que insistem na tentativa de reviver teorias políticas ultrapassadas e investem no radicalismo, no belicismo, no choque entre as civilizações – como diria Samuel Huntigton.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Os atentados do 11 de Setembro, nos Estados Unidos, serviram de justificativa para a ascensão da chamada <em>doutrina Bush.</em> Os radicais islâmicos conseguiram aterrorizar o mundo e jogaram combustível no conservadorismo cristão norte-americano e dividiram opiniões na velha Europa. O idealismo multilateral das Nações Unidas, que se esperava vitorioso no final do século 20, foi substituído pelo unilateralismo e pela arrogância do governo republicano de George W. Bush.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Enquanto isso, na América Latina, depois de experiências neoliberais ensaiadas nos anos 1990 – que não conseguiram exterminar a miséria no continente –, o populismo e o autoritarismo retornaram ao poder em diversos cantos, agora sob novo título de <em>socialismo do século 21.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Depois desse brevíssimo giro histórico, gostaríamos de apresentar um pouco da nossa noção de <em>liberdade</em> e <em>liberalismo</em> para o mundo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Primeiramente, desejamos deixar claro que o liberalismo não deve jamais ser confundido com socialismo. E também não deve ser entendido como ideologia a serviço de grupos privilegiados. O liberalismo desse século 21 se opõe, sim, ao populismo e à tirania.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><img class="alignleft size-full wp-image-3209" style="border: 0px;" title="Diagrama Nolan" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/Diagrama-Nolan.jpg" alt="Diagrama Nolan" width="300" height="300" />Para simplificar a compreensão da localização de nosso pensamento no atual espectro ideológico, utilizamos uma vez mais uma adaptação do <em><strong>diagrama de Nolan</strong></em>, na ilustração ao lado. Observe-se que o esquema se divide em cinco campos: no alto o <em>liberal,</em> abaixo o <em>nacional-estatista,</em> à esquerda o <em>social-democrata,</em> à direita o campo <em>conservador,</em> e entre essas quatro tendências, o <em>centro.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">O nosso prisma liberal é pacifista e defensor da conservação do meio ambiente. É multilateralista e plenamente laico. É respeitador da total liberdade de expressão e incentivador da integração econômica dos povos. Por outro lado, não tolera ditaduras, xenofobia, populismo, preconceito, estatismo e fanatismo religioso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">No intuito de permitir uma melhor compreensão destas noções teóricas, propomos a análise de alguns temas frequentes e de grande relevo em nosso cotidiano. A abordagem prática possibilitará um entendimento claro dos valores que nos são caros ao defender uma ideologia. Assim, convidamos o leitor a refletir conosco sobre questões interessantes, que interagem em nossas vidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Comecemos com assuntos bastante polêmicos:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>ABORTO</strong> &#8211; Acreditamos que a decisão não deva ser do estado, mas exclusivamente da mulher. Não estamos de acordo com a proibição, nem desejamos incentivar mulheres que se opõem ao aborto a praticá-lo. No nosso ponto de vista, deveríamos seguir o exemplo dos países mais desenvolvidos e descriminalizar a prática.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em>Mais a respeito de nossa opinião sobre este tópico, pode ser encontrado no artigo </em><a title="A democracia e o estado laico" href="http://marcus-mayer.com/blog/2009/03/08/para-as-mulheres-com-carinho/"><em><strong>A democracia e o estado laico</strong></em></a><em>, publicado no último &#8221;Dia Internacional da Mulher&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>DROGAS</strong> – Distintamente da maioria dos libertários, não acreditamos que o livre uso de drogas esteja incluso no rol dos nobres direitos individuais. No entanto, não consideramos o dependente criminoso. Achamos que o vício deva ser tratado como doença. Na teoria, poderíamos até concordar com o argumento de que cada um é livre para fazer o que desejar com o seu próprio corpo, até mesmo destruí-lo. Receamos, todavia, que as populações mais carentes, principalmente aquelas que se viciam rapidamente no <em>crack</em> pelas ruas das grandes cidades, possam se tornar vítimas do excesso de liberalização. O mesmo se aplica aos jovens endinheirados que, em algumas baladas e raves, se envenenam com drogas sintéticas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong><img class="alignright size-full wp-image-3237" style="border: 0px;" title="beijo" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/beijo.jpg" alt="beijo" width="255" height="369" />CASAMENTO GAY</strong> – Essa é uma questão de âmbito estritamente pessoal e o estado em nada deve se intrometer na orientação sexual do cidadão. Trata-se aqui, da união civil entre pessoas do mesmo sexo. Achamos que homossexuais devem gozar dos mesmos direitos de qualquer outra pessoa. Naturalmente, o liberal não espera incentivar homens a trajar vestidos de noiva nem mulheres a usar terno e gravata. Isso nada tem a ver com o assunto. Também no que concerne à adoção, achamos que todos têm os mesmos direitos e obrigações. Vale ressaltar uma vez mais que nenhum tipo de preconceito combina com o liberalismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>LIBERDADE DE EXPRESSÃO</strong> – A defesa desse valor é dos mais caros ao liberal. Tanto os cidadãos quanto a imprensa devem ter total liberdade para expressarem opiniões. A censura é antidemocrática e serve somente ao autoritarismo. Todavia, estabeleçamos aqui um único limite: a liberdade de expressão não deve jamais ser utilizada para fazer apologia ao crime, ao racismo ou ao preconceito, até mesmo no &#8220;território livre&#8221; da Internet.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>DEMOCRACIA</strong> – É impossível ao liberal identificar-se com qualquer tipo de ditadura ou tirania, seja de direita, de esquerda ou religiosa. Tal qual a liberdade de expressão, a democracia está entre os valores indissociáveis ao liberalismo. Condenamos o uso de instrumentos democráticos, como o <em>plebiscito</em> e o <em>referendum,</em> para justificar a centralização de poderes que, indubitavelmente, remetem a uma ditadura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>MITOLOGIA</strong> – O liberal garante a liberdade religiosa, mas a separa plenamente do estado. As religiões podem ser ensinadas nas igrejas, mas não como doutrinação em escolas. Além disso, preferimos que símbolos religiosos fiquem distantes das salas de aulas, respeitando-se a diversidade cultural. O mesmo se refere à frequente imposição de religião aos povos silvícolas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>ARMAS DE FOGO</strong> – Nesta questão, nós nos diferenciamos da maioria dos liberais, ou seja, somos uma minoria, que considera o uso de armas de fogo exclusividade do estado. Sob nosso prisma, a segurança dos cidadãos deve ser responsabilidade plena do estado. Não encontramos justificativa para o uso particular, exceto no caso de especialistas, treinados para tal no exercício de suas profissões, e também na prática de esportes. Se quem nos lê não concorda com essa opinião, ao menos aqui, é mais liberal que nós.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>SAÚDE E EDUCAÇÃO</strong> – Ideal seria se todos tivessem a possibilidade de escolher o hospital e a escola mais adequados as suas necessidades e pudessem remunerar os serviços recebidos. Entendemos, contudo, que essa ainda não é a realidade da maioria das pessoas. Assim, reservamos mais uma atribuição ao estado: garantir saúde e educação para as populações que ainda dependam do auxílio estatal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>GARANTIAS TRABALHISTAS</strong> – Na nossa óptica essas garantias deveriam ser estabelecidas exclusivamente em contrato, firmado entre empregado e empresa. A regulamentação pode servir, contudo, àquela faixa de trabalhadores desprotegidos e incapazes de estabelecer garantias que não os tornem reféns dos empregadores. Aqueles que o desejassem, porém, deveriam ter a liberdade de negociar salários, férias, licenças, horas-extras, turnos, bônus, assistência médica etc., como melhor lhes coubesse, sem a interferência estatal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>RENDA MÍNIMA</strong> – Para expor de forma simples o nosso ponto de vista, tomamos o exemplo do programa Bolsa Família, do governo brasileiro. Seria desumano criticar um esforço estatal que oferece, em média, 90 reais mensais a famílias miseráveis. Consideramos, entretanto, imprescindível associar ao programa estatal meios para retirar as populações definitivamente da pobreza. Ninguém deveria se tornar refém de &#8220;esmolas&#8221; de políticos populistas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em>Um ótimo exemplo de iniciativa governamental que deu certo foram os esforços da Coréia do Sul: no intervalo de três décadas, o país transformou radicalmente a sua economia. Por meio de maciços investimentos em educação, ciência e tecnologia, retirou a população da pobreza, transformando a pequena península asiática na 15ª economia mundial, com renda per capita acima de 25 mil dólares.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3256" style="border: 0px;" title="Seul 1961 - atual" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/Seul-1961-atual.jpg" alt="Seul 1961 - atual" width="620" height="436" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>FILANTROPIA</strong> – Alguns liberais ortodoxos consideram a filantropia um convite à preguiça. Não comungamos desse pensamento e vislumbramos a generosidade como alternativa à excessiva presença do estado em algumas áreas. Leve-se em conta o exemplo das melhores universidades americanas, que recebem generosas doações de seus ex-alunos. Esse tipo de caridade permite ao estado economizar recursos públicos e destiná-los, por exemplo para a educação de base.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>IMPOSTOS</strong> – Mesmo os liberais mais acirrados à doutrina sabem que o estado não sobrevive sem arrecadar impostos. Todavia, quanto menor a quantidade de impostos que se pagam ao governo, mais dinâmica se torna a economia. Sobra mais dinheiro em circulação para os cidadãos e para as empresas e seus empregados. Mas para isso, o estado precisa ser enxuto. No nosso ponto de vista, a folha de pagamentos estatal deve servir somente para remunerar atividades nas quais a iniciativa privada não esteja presente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>FUNCIONALISMO PÚBLICO</strong> – Pode ser eficiente e bem remunerado, se em número adequado (extraordinariamente reduzido) e atuando somente nos serviços essenciais. Funcionários públicos devem ter os mesmos direitos e obrigações que empregados do setor privado. Não podem ser cidadãos privilegiados nem de segunda classe.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong><img class="alignleft size-full wp-image-3261" title="lenin" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/lenin.jpg" alt="lenin" width="205" height="162" />BUROCRACIA</strong> – A burocracia é inimiga do liberalismo e do desenvolvimento. Quanto menor a burocracia mais livre é a sociedade e mais eficientemente funciona a economia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>LIVRE CONCORRÊNCIA </strong>– O protecionismo e a reserva de mercado &#8211; não importando se executados por países ricos ou menos desenvolvidos -, é sempre prejudicial para a economia. Liberais não protegem nem privilegiam determinados setores produtivos. Consideram a concorrência extremamente saudável para a elevação da qualidade e para a redução dos preços.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>PRIVATIZAÇÕES</strong> – Naturalmente, para contrastar os argumentos pró e contra as privatizações, preferiríamos elaborar um texto mais detalhado. Afinal, trata-se de uma questão que sofre campanhas difamatórias por parte de estatistas mais radicais. Contudo, para resumir nossa óptica liberal, defendemos a privatização em todas as áreas nas quais a iniciativa privada pode ser mais eficiente que o estado. Isso, naturalmente, não se limita aos setores de telefonia ou de mineração, que já comprovaram enorme sucesso ao redor do mundo, e sobretudo no Brasil, mas pode ser adequada aos portos, aeroportos, presídios, estradas, ferrovias, bancos, estádios esportivos etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>AGÊNCIAS REGULADORAS</strong> – O nome pode assustar os liberais, mas reconhecemos a importância de determinados controles. Além da defesa dos consumidores, é necessário garantir a livre concorrência e evitar a criação de monopólios e cartéis. Porém, essas instituições precisam ser totalmente independentes da influência governamental para que cumpram corretamente o papel que lhes é reservado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>RELAÇÕES INTERNACIONAIS</strong> – Desejamos a plena integração econômica e comercial, como meio de alcançar a paz e a prosperidade entre os povos. Acreditamos nas instituições multilaterais como as Nações Unidas e a Organização Mundial do Comércio. Não identificamos no embargo imposto a países governados por tiranos (p.ex.: Cuba, Coréia do Norte, Irã) meio eficaz de combate à ditadura. Países que mantém relações comerciais tendem a ser mais contidos, até nos mais tumultuados conflitos diplomáticos, exatamente porque mantém relações comerciais (<em>p.ex.:</em> Venezuela e Estados Unidos). O comércio é um meio eficaz para evitar a guerra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em><img class="alignleft size-full wp-image-3307" style="border: 0px;" title="personality mosaic" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/personality-mosaic.jpg" alt="personality mosaic" width="300" height="477" />Certamente, existem muitos outros pontos que poderiam ser considerados, mas acreditamos ter exposto temas de interesse geral que esclarecem bem razoavelmente o <strong>nosso prisma liberal</strong>.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Nossas prioridades na atuação política são sempre dirigidas aos povos mais necessitados – seja do Brasil, seja do mundo. Não importa se é o estado ou a iniciativa privada que atuarão. Cada um tem a sua atribuição. E um não anula a presença ou a responsabilidade do outro. Combatemos, contudo, os excessos. O radicalismo não é saudável, nem se for sob a óptica dos princípios liberais</span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em>Infelizmente, o liberalismo é uma filosofia, algumas vezes, mal entendida e desvirtuada por seus opositores. Esperamos que, no futuro, quando alguém classificar o liberal como reacionário, elitista, preconceituoso ou, unicamente, defensor dos interesses das classes ricas, você, leitor, tenha argumentos para rebater. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em>Lembremo-nos também que existem pessoas boas, bem intencionadas, integrando todas as ideologias democráticas. O nosso prisma é constituído de princípios puramente liberais, mas também de pontos que julgamos positivos em outras linhas de pensamento: a social-democracia, a terceira via, o conservadorismo, o ambientalismo etc. O mesmo não se aplica aos aliados e sectários de ditaduras ou tiranias corruptas e racistas.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em>Àqueles que ainda se debatem radicalmente na defesa de ideologias, seja à direita ou à esquerda, avisamos, simplesmente, que o século 21 já chegou.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Helvetica;"><span style="font-size: x-small;">Na ilustração: Martin Luther King, Mohandas Gandhi, Roberto Campos, Sérgio Vieira de Mello, Mario Vargas Llosa, Alvaro Vargas Llosa, Al Gore, Konrad Adenauer, Ronald Reagan, Margareth Thatcher, Adam Smith, Alexis de Tocqueville, Jean-Jacques Rousseau, Friedrich Hayek e Ludwig von Mises.</span></span></p>
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		<title>Novo ciclo de prosperidade</title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2009/02/24/novo-ciclo-de-prosperidade/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 20:22:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Crise]]></category>

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		<description><![CDATA[Para conduzir nossas vidas de forma satisfatória é importante estarmos bem informados. Diante do atual momento de crise econômica global, ficamos ansiosos por informações corretas e que possam auxiliar em nossa tomada de decisões. Temos à disposição CNN, Globo, Folha, Estadão, BBC, Al-Jazeera, Reuters, Le Monde, Times, e até TeleSur, entre tantas outras produtoras de notícias, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 15pt; font-family: Tahoma; color: #9fb6cd"><strong><em><img class="alignright size-full wp-image-1141" style="border: 0px;" title="euro_dollar" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/euro_dollar.png" alt="euro_dollar" width="194" height="189" />P</em></strong></span><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">ara conduzir nossas vidas de forma satisfatória é importante estarmos bem informados. Diante do atual momento de crise econômica global, ficamos ansiosos por informações corretas e que possam auxiliar em nossa tomada de decisões. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Temos à disposição CNN, Globo, Folha, Estadão, BBC, Al-Jazeera, Reuters, Le Monde, Times, e até TeleSur, entre tantas outras produtoras de notícias, para formarmos nossas opiniões. Todavia, nem sempre as informações são claras e corretas.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O artigo que apresentamos a seguir tem como objetivo permitir um melhor entendimento da crise econômica que atravessa o mundo. Não temos o monopólio da verdade nem do conhecimento. Mas muito diferentemente daquilo que tem sido divulgado pelos grandes meios de comunicação, a origem dos problemas econômicos atuais não é de responsabilidade do setor privado ou da globalização. É culpa exclusiva de governos irresponsáveis e incompetentes!</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">A solução para a crise também não será determinada pelo socorro trilionário de governos ao sistema financeiro, às montadoras de veículos ou ao setor imobiliário. O mercado terá de adaptar-se ao novo cenário e encontrar a recuperação. Uma recuperação que virá muito em breve, acompanhada de um novo ciclo de grande prosperidade ao redor do mundo</span></em><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">!</span></em></p>
<p style="text-align: justify;">
<hr id="null" /></p>
<p><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Tahoma; color: #9fb6cd"><span style="font-size: 15pt; font-family: Tahoma; color: #9fb6cd"><img class="alignleft" title="mm150x187" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/mm150x187.jpg" alt="mm150x187" width="165" height="197" /></span>Da origem à solução da crise</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><br />
</span></strong><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">por Marcus Mayer*</span><br />
<span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">exclusivo para o</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><em> Blog</em> | Terça-feira, 24 de fevereiro de 2009</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">É</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"> possível ser otimista em meio a um cenário de grave crise econômica global? A resposta é sim! Isso se pudermos entender o momento atual e enxergar claramente as perspectivas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Discorrer sobre questões econômicas pode parecer complicado, levando em consideração a terminologia técnica. Tentaremos, porém, apresentar explicações simples e exemplos acessíveis, traduzindo do economês para o português, como diria Joelmir Beting.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Para compreender como se dará a saída da crise, é necessário conhecer muito bem a sua origem. A metáfora mais utilizada para explicá-la é a da bolha – ouvimos falar de bolha imobiliária, bolha especulativa, bolha de consumo etc. Na química, um gás flutua dentro de um líquido e cria essa formação. O que ocorreu na economia foi algo bastante parecido, ou seja, criou-se uma bolha de dinheiro. Ela estourou e o dinheiro se perdeu, tal qual o ar que se espalha na atmosfera ao ser liberado do líquido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Antes da formação da bolha econômica, um número expressivo de poupadores estava se abastecendo de dinheiro, proveniente de aplicações financeiras. Quando os juros baixaram, decidiram rever seus investimentos e transferiram suas aplicações para o mercado imobiliário. Tanto as instituições de crédito quanto o público em geral, observando o movimento favorável no setor, fizeram a curva da oferta e da demanda crescer sensivelmente. Isso quer dizer: mais crédito foi oferecido e mais pessoas se valeram da oportunidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Em microeconomia, sabe-se que quando o setor da construção civil está aquecido, todas as outras áreas serão beneficiadas. Quanto mais pessoas são empregadas, maior é a geração de renda e, consequentemente, maior também é o consumo. Esse se alastra para todos os campos da economia e ultrapassa fronteiras, pois avançam também as importações. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Diante de um cenário de muito consumo, a prosperidade se propaga por todo o mundo e vive-se o chamado ciclo de aquecimento da economia global. Essa é a hora na qual os mais pobres de todo o mundo vislumbram a chance de progredir.  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><img class="alignright size-full wp-image-1185" style="border: 0px;" title="housing-bubble-girl" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/housing-bubble-girl.jpg" alt="housing-bubble-girl" width="265" height="259" />O extraordinário crescimento global refletiu imensamente sobre os miseráveis. Um número expressivo de povos subsaarianos, asiáticos e latino-americanos conseguiram se afastar da condição de pobreza extrema e foram incluídos entre a massa de consumidores globais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><strong>AMÉRICA LATINA</strong> &#8211; Como a prosperidade não tem ideologia nem necessita de fronteiras, até Hugo Chávez, da Venezuela, e seu projeto populista foram beneficiados pelo aumento do consumo de petróleo, que permitiu abarrotar o seu cofre. Lula da Silva, no Brasil, pôde inchar a máquina governamental e oferecer cargos públicos aos amigos e apoiadores no Parlamento. Governantes populistas tiveram a chance de distribuir dinheiro sem exigir contrapartida, garantindo reeleições, apesar de escândalos de corrupção.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Um dos aspectos negativos do crescimento econômico global foi a agressão ao meio ambiente. A fartura de dinheiro e o consequente aumento do consumo implicaram aumento na produção de energia, na maior parte das vezes pouco limpa; emissão de gases poluidores na atmosfera; devastação de florestas. Contudo, aumentou a preocupação com o desenvolvimento sustentável e de novas tecnologias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Em meio à festa do crescimento global, de repente, os juros começaram a subir e toda a alegria acabou.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O leitor deve estar se perguntando, quem foi o idiota que resolveu aumentar os juros? A resposta é simples: governos e poderes estatais incompetentes. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Quando um estado gasta demais e não consegue equilibrar o seu orçamento, ou seja, a arrecadação de impostos é inferior aos seus gastos, precisa pegar dinheiro emprestado. Qualquer pessoa conhecedora de economia doméstica tem plena noção de que não pode gastar mais do que ganha. Às vezes, para adquirir um novo bem, necessita de um financiamento. Não há nada de errado nisso! Contanto que as prestações caibam no orçamento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">No caso de governos irresponsáveis, essa preocupação não existe. Jamais vêem limites, gastam o dinheiro do orçamento, não pagam as dívidas já contraídas e investem em projetos que, em geral, são muito mais de seu interesse próprio que do país e de seu povo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O estouro do orçamento causa o chamado déficit público. Para financiar a aventura, governos decidem vender papéis, os chamados títulos do tesouro. Como estados gastadores em geral não são merecedores de crédito, para atrair compradores oferecem juros superiores aos praticados pelo mercado, às instituições financeiras e aos especuladores. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><img class="alignleft size-full wp-image-1194" style="border: 0px;" title="bush_war" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/bush_war.jpg" alt="bush_war" width="175" height="210" />É perfeitamente admissível afirmar que o governo de George W. Bush tenha sido o principal responsável pelo estouro da bolha de prosperidade. Para financiar seus projetos de guerra, ultrapassou todos os limites da capacidade de endividamento do estado. Naturalmente, o interesse maior da chamada &#8216;doutrina Bush&#8217; foi permitir lucros extraordinários à indústria bélica e produtora de petróleo. Não é preciso explicar que foram elas as principais doadoras de fundos para as campanhas eleitorais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O problema específico da bolha imobiliária começou ainda durante o governo de Bill Clinton. Apesar de George Bush não ter consertado o que a sua gestão herdou de errado, certamente, também não é ele, sozinho, o único responsável pela crise. Mas podia, perfeitamente, tê-la evitado! Nessa hora, aonde estavam os congressistas e os especialistas da grande imprensa, das universidades e do setor privado, que permitiram a construção da catástrofe? Estavam todos se beneficiando com a ilusão do crédito barato.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Exatamente o mesmo pode ser indagado a brasileiros ou venezuelanos, para ficar somente em dois exemplos latino-americanos e de fácil compreensão. Sabe-se claramente que a população desses dois países é beneficiada pelos programas assistencialistas patrocinados por seus governos. O ciclo de prosperidade gerado pelo comércio internacional permitiu até isso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">As chances de Hugo Chávez, vencedor do recente plebiscito que permitirá reeleições sem fim, diminuirão se o preço do barril de petróleo se mantiver baixo. No Brasil, enquanto forem mantidos os programas assistencialistas de Lula da Silva, esse não precisará se preocupar com eventual queda em seus elevados índices de popularidade. Contudo, o que acabou definitivamente foi a orgia com dinheiro público que a Petrossauro já programava, desde a descoberta das reservas de petróleo na camada do pré-sal. Felizmente!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">E aonde está a saída para a crise? Quais são as perspectivas?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Depois do estouro das bolhas, os agentes econômicos estão vivendo novamente a realidade. Deixaram de se iludir com o dinheiro fácil e estão se adequando ao novo cenário imposto pelos tempos de crise. Os índices de crescimento retornarão aos patamares seguros, que avançam desde os tempos do final da 2ª Guerra Mundial.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Observe-se no gráfico abaixo a extraordinária oscilação para cima da linha que indica o crescimento do mercado imobiliário nos EUA, entre 1997 (final do governo Clinton) e 2006 (governo Bush), caracterizando claramente o excesso de atividade e a consequente formação da bolha. Na verdade, não há crise no setor. O que existe é o retorno ao patamar original de crescimento, que foi interrompido em 1997 (linha verde). </span></p>
<p style="text-align: justify;"> <span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><span style="font-size: 80%; font-family: Helvetica"><em><span style="font-size: xx-small;">Clique para ampliar:</span></em></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><span style="font-size: 80%; font-family: Helvetica"><em><span style="font-size: xx-small;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><span style="font-size: 80%; font-family: Helvetica"><a href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/housing_bubble.jpg"><img class="size-full wp-image-1162   aligncenter" title="housing_bubble" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/housing_bubble.jpg" alt="housing_bubble" width="600" height="350" /></a></span></span></strong></span></span></em></span></span></p>
<div>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><span style="font-size: 80%; font-family: Helvetica"><em><span style="font-size: xx-small;">O gráfico acima foi elaborado pelo economista Robert J. Shiller, da Universidade de Yale, e retrata a expansão do mercado imobiliário nos EUA desde 1890. <strong>The New York Times</strong>, &#8220;Irrational Exuberance&#8221;, 2006, by Robert J. Shiller.</span></em></span></span></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><span style="font-size: 80%; font-family: Helvetica"><em><span style="font-size: xx-small;"><span style="color: #ffffff;">space</span></span></em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><strong>RETOMADA DO CRESCIMENTO</strong> &#8211; Depois desse período, que não durará mais muito tempo, o crescimento voltará a todo vapor. O mundo globalizado vem se preparando para a auto-imunização, desde os tempos da Crise Tequila (México), seguida pela dos Tigres Asiáticos, da Rússia, da Turquia, da Argentina. Quando um dos atores do palco da globalização tem problemas, é certo que contagiará os demais.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Nos Estados Unidos, Barack Obama colherá os frutos da volta do crescimento muito em breve. O início de seu mantado, como previsto, será complicado. Mas será necessária também muita cautela na concessão de créditos públicos. Os trilhões que a Casa Branca recebeu autorização do Congresso para injetar na economia não poderão ser usados para bancar a incompetência de bancos, de especuladores ou de acionistas das montadoras de automóveis.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Uma das melhores alternativas para gerar consumo e fazer girar dinheiro na economia é por meio da redução de impostos. E os orçamentos governamentais terão de se equilibrar por meio da redução dos gastos estatais.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Talvez ex-compradores de automóveis das “três grandes” optem por comprar um Toyota no futuro.  Não há problema em trocar de marca. Com o aumento da demanda, uma nova montadora terá de construir novas fábricas e concessionárias onde antes existia uma outra da GM, da Chrysler ou da Ford. Os empregados mudarão de patrão e os consumidores, com dinheiro no bolso, jamais deixarão de comprar.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">É importante lembrar que quando um governo é chamado para socorrer uma instituição privada atingida pela crise, está prestigiando a incompetência de seus gerentes com dinheiro do povo, que paga a conta por meio de impostos. Isso poderia ter sido evitado, mas foram os próprios eleitores que escolheram seus governantes.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Levante a mão quem gosta de pagar imposto!</span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><br />
<em><span style="font-size: 80%; font-family: Helvetica">*<strong>Marcus Mayer</strong> é especialista em Relações Internacionais e editor do blog</span></em></span></span></p>
<p> </p></div>
]]></content:encoded>
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		<title>O retorno do multilateralismo</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 19:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
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		<description><![CDATA[O mundo será diferente a partir de hoje. Com a posse do primeiro presidente americano de origem africana, Barack Hussein Obama, as esperanças por um mundo melhor encontram mais chances de se transformarem em realidade.  A Queda do Muro de Berlim, no final do século passado, abriu caminho para o multilateralismo. A derrota de Al Gore em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-918" title="obama" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/01/obama.jpg" alt="obama" width="435" height="181" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 150%; color: #9fb6cd; font-family: Tahoma;">O</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"> mundo será diferente a partir de hoje. Com a posse do primeiro presidente americano de origem africana, <strong>Barack Hussein Obama</strong>, as esperanças por um mundo melhor encontram mais chances de se transformarem em realidade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">A Queda do Muro de Berlim, no final do século passado, abriu caminho para o multilateralismo. A derrota de Al Gore em 1999 e os atentados do 11 de Setembro imprimiram à humanidade um período nebuloso, durante os oito anos do governo de George W. Bush. O unilateralismo americano colocou as Nações Unidas em segundo plano e a imagem internacional do país chegou ao fundo do poço.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Tahoma;">Não só os Estados Unidos, mas o mundo todo viveu hoje um grande dia. A famosa frase de Martin Luther King, &#8220;I have a dream&#8221;, deixou de representar uma utopia para descrever a realidade do presente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Tahoma;"><span style="color: #ffffff;">&#8230;</span></span></p>
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		<title>Futuro promissor da administração Obama</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 03:08:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
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		<description><![CDATA[Excelente foi a escolha da senadora Hillary Clinton como Secretária de Estado para o futuro governo de Barack Obama. Durante a campanha eleitoral, sempre acreditei muito mais na soma do que na divisão das qualidades dos dois candidatos do Partido Democrata, como ideal para os Estados Unidos e o mundo. Naturalmente, a regra do jogo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a title="angel.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2008/12/obama-hillary.jpg"><img class="alignright" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; border: 0px;" title="angel.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2008/12/obama-hillary.jpg" alt="obama-hillary.jpg" vspace="5" align="right" /></a><strong><span style="font-size: 150%; color: #9fb6cd; font-family: Helvetica;">E</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">xcelente foi a escolha da senadora Hillary Clinton como Secretária de Estado para o futuro governo de Barack Obama. Durante a campanha eleitoral, sempre acreditei muito mais na soma do que na divisão das qualidades dos dois candidatos do Partido Democrata, como ideal para os Estados Unidos e o mundo. Naturalmente, a regra do jogo não permite votar em dois candidatos, implicando sempre a escolha de um ou de outro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Diante da decisão, Mr. Obama demonstra mais uma grandeza: sua isenção de rancores. Muito mais para os expectadores que para os próprios protagonistas da disputa, os embates travados durante a campanha eleitoral foram contundentes. Transferem-se, todavia, para um remanso do passado recente, que deverá logo ser esquecido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Apresenta-se assim, hoje, a chance de vislumbrar ocupando os dois cargos mais importantes do governo americano, os personagens que protagonizaram campanhas que clamaram por mudanças. Elas já estão acontecendo: a primeira, é constatar que um descendente direto de negros quenianos ocupará a Casa Branca; e agora, ao seu lado, sua ex-adversária eleitoral – que poderia ter se tornado a primeira mulher a governar os Estados Unidos –, no segundo cargo mais importante de sua administração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Cheguei a acreditar na indicação de Hillary Clinton para a vaga de candidata a vice na chapa do Partido Democrata, antes da escolha de Joe Biden. Mas não podia imaginar que a ela estaria reservada uma missão de importância prática muito superior. O cargo de vice-Presidente teria soado como prêmio de consolação, enquanto o cargo de Secretaria de Estado significa uma participação muito mais estreita na administração Barack Obama.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>Change, yes we can!</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>May Day</title>
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		<pubDate>Thu, 01 May 2008 06:42:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[A origem do 1º de maio, como “Dia do Trabalho”, remonta o ano de 1886, na industrializada Chicago, Illinois, nos Estados Unidos. Nessa data, iniciou-se um movimento de trabalhadores, organizado pela American Federation of Labour (Federação Americana do Trabalho) que foi às ruas reivindicar a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 150%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">A</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"> origem do 1º de maio, como “Dia do Trabalho”, remonta o ano de 1886, na industrializada Chicago, Illinois, nos Estados Unidos. Nessa data, iniciou-se um movimento de trabalhadores, organizado pela <em>American Federation of Labour</em> (Federação Americana do Trabalho) que foi às ruas reivindicar a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="1may.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/1may.jpg"><img class="alignleft" style="border: 0px;" title="1may.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/1may.jpg" alt="1may.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">No dia 4 de maio, na Haymarket Square, uma bomba foi lançada, pelos manifestantes sobre a guarda que tentava controlar o movimento, matando o policial Mathias J. Degan. Pouco tempo depois, os policiais ingressaram num conflito com os manifestantes, resultando na morte de quatro grevistas e num elevado número de oficiais e de civis feridos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Em lembrança aos que morreram no movimento de Chicago, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida em Paris (1889), criou o “Dia Mundial do Trabalho”, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Nos Estados Unidos, celebra-se o <strong>Labor Day</strong> na primeira segunda-feira de setembro e o <strong>May Day</strong>, 1º de maio, foi transformado oficialmente no <strong>Loyalty Day</strong> (Dia da Lealdade), comemorando-se a associação entre <em>loyalty </em>and <em>freedom</em> (lealdade e liberdade).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">No Brasil, a data é comemorada desde 1895; porém, em 1925 o feriado tornou-se oficial, por decreto do presidente Artur Bernardes. Está na hora de o Brasil e o mundo também se unirem pela lealdade e pela liberdade.<br />
</span></p>
<div>
<p align="center"><em>1º de maio de 1974, Revolução dos Cravos, Portugal:</em><br />
<a title="primeiromaio.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/primeiromaio.jpg"><img title="primeiromaio.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/primeiromaio.jpg" alt="primeiromaio.jpg" vspace="3" /></a></p>
</div>
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		<title>Uma análise sóbria sobre o Iraque atual</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Nov 2007 05:58:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Vargas Llosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das críticas mais constantes que se ouve a respeito da intervenção americana no Iraque refere-se ao tipo regime que se pretende impor a um povo que não tem qualquer vínculo ou tradição com a democracia ocidental, principalmente, a americana. O ódio aos Estados Unidos, alimentado pela doutrina Bush, tem caracterizado a maioria dos textos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Prospect: Mission accomplished, by Bartle Blum" href="http://www.prospect-magazine.co.uk/article_details.php?id=9804"><img title="prospect.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/prospect.jpg" alt="prospect.jpg" hspace="10" vspace="5" align="right" /></a><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Uma das críticas mais constantes que se ouve a respeito da intervenção americana no Iraque refere-se ao tipo regime que se pretende impor a um povo que não tem qualquer vínculo ou tradição com a democracia ocidental, principalmente, a americana. O ódio aos Estados Unidos, alimentado pela doutrina Bush, tem caracterizado a maioria dos textos que se vêem publicados na imprensa latino-americana e européia. </span></em></p>
<p><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Por essa razão, a leitura do artigo de Mario Vargas Llosa, que é um resumo &#8211; como ele próprio afirma &#8211; de um ensaio de Bartle Bull, publicado na revista britânica <strong>Prospect</strong> -, é um alento àqueles que desejam informação isenta de demagogia e</span></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> propaganda.</span></em></p>
<p><a title="Prospect: Mission accomplished, by Bartle Blum" href="http://www.prospect-magazine.co.uk/article_details.php?id=9804"><em>Caso haja interesse de aprofundamento no assunto, clique aqui para ler o ensaio original, da revista Prospect, sob o título &#8216;Mission accomplished&#8217;, de Bartle Bloom, em inglês.</em></a></p>
<hr id="null" /><a title="vargas-llosa.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/vargas-llosa.jpg"><img title="vargas-llosa.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/vargas-llosa.jpg" alt="vargas-llosa.jpg" vspace="3" align="left" /></a><strong></strong><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">Terroristas se dão mal no Iraque</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><br />
</span></strong><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">por Mario Vargas Llosa</span><br />
<em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">para</span><em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"> </span></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><em>O Estado de S.Paulo</em> | Domingo, 11 de novembro de 2007</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">A</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">lguém se atreveria a afirmar, hoje, contra a impressão generalizada, que a intervenção militar no Iraque, em vez de um fracasso catastrófico, vai cumprindo seus objetivos e já alcançou um ponto de não retorno? Bartle Bull, especialista inglês no Oriente Médio, no último número de <em>Prospect</em>, a prestigiosa revista londrina dirigida por David Goodhart, publica um ensaio defendendo essa tese, intitulado “Missão cumprida”. Seus argumentos são polêmicos, mas nada propagandísticos, nem demagógicos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Bull deixa de lado a questão de se foi errônea ou acertada a decisão de intervir no Iraque &#8211; algo que os historiadores decidirão no futuro &#8211; e limita-se a cotejar a situação atual do país e a que reinava quase quatro anos e meio atrás, quando Estados Unidos, Grã-Bretanha e um grupo de países aliados decidiram acabar com a ditadura de Saddam Hussein. Ele sustenta que, hoje em dia, as forças da coalizão se encontram no Iraque com a anuência de um governo democraticamente eleito e com um mandato que a ONU vem renovando a cada ano desde maio de 2003, a última vez em agosto passado.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">No seu entendimento, as metas estratégicas da intervenção foram alcançadas. O Iraque não se desintegrou e sua unidade territorial e política parece agora mais firme do que outrora, pois o sistema descentralizado em marcha conta até com o apoio dos curdos, cuja vocação separatista diminuiu de maneira radical. Em vez de uma ditadura, o país é uma democracia na qual, em todas as eleições realizadas, a participação popular foi enorme, superior à que caracteriza as sociedades abertas do Ocidente, de modo que seu governo tem uma legitimidade jurídica e política indiscutível. O país já se deu uma Constituição que garante uma independência institucional e liberdades públicas que nem o Iraque nem nenhum de seus vizinhos conheceram em sua história.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Não eclodiu uma guerra civil e o Irã não ocupou o Iraque nem tutela sua vida política. O país deixou de ser um perigo para a paz mundial e, embora muito lentamente, vai se convertendo na primeira sociedade árabe com eleições livres, liberdade de imprensa, partidos políticos diversos e direitos civis reconhecidos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A violência, é claro, continua causando sofrimentos terríveis. Mas, embora seja obscena a comparação, o número de mortos dessa guerra e do terrorismo resultante &#8211; os cálculos variam de 80 mil a 200 mil &#8211; está longe de alcançar o 1,5 milhão de mortos resultante das guerras, genocídios e repressões do regime baathista de Saddam Hussein. A imensa maioria dessas mortes foi obra das matanças cegas e indiscriminadas contra a população civil cometidas pelos terroristas estrangeiros da Al-Qaeda ou os de organizações sunitas e xiitas que guerreavam entre si e procuravam neutralizar a população civil pelo pânico.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Embora esse gênero de violência provavelmente se prolongue ainda por muito tempo &#8211; o número de fanáticos capazes de voar em pedaços com um caminhão ou carro carregado de explosivos parece nunca acabar -, ele perdeu toda significação política e, hoje, converteu-se em um problema puramente local e policial. Foi diminuindo aos poucos, e o fato decisivo contra ele foi o distanciamento e a ruptura crescentes entre a Al-Qaeda e a população sunita. Essa aliança aliança foi esfriando à medida que os dirigentes sunitas se convenciam de que, ao contrário do que acreditavam no início, as tropas americanas e britânicas só abandonarão o país quando o governo iraquiano estiver em condições de assegurar a ordem e a paz. Convenciam-se, em outras palavras, de que o Iraque não será um segundo Vietnã.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Bartle Bull assinala que a aliança entre a Al-Qaeda e outras seitas terroristas fundamentalistas (todas mais ou menos identificadas com um wahabismo radical) empenhadas em ressuscitar a pureza de costumes e a ortodoxia doutrinária “do tempo do Profeta”, de um lado, e os sunitas do Baath (um partido inspirado no nacional-socialismo de Hitler, não se deve esquecer) ansiosos para restaurar os privilégios de que gozavam no tempo de Saddam Hussein estava condenada à divisão.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O mal-estar cresceu quando os fanáticos wahabistas estrangeiros, em sua fúria puritana, começaram a impor sua rígida moral nas zonas por eles dominadas, proibindo o cigarro, assassinando os vendedores de álcool e os xeques das tribos, além de casar jovens à força com os “emires” do grupo denominado “Estado Islâmico do Iraque”.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A ruptura se consumou quando os sunitas compreenderam que podiam encontrar uma forma de acomodação e convivência no novo Iraque onde a maioria xiita &#8211; três vezes mais numerosa que a minoria sunita &#8211; terá as rédeas do poder.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Bull assinala que a nova política pragmática dos sunitas tornou possível, por exemplo, a notável transformação da Província de Anbar, durante bom tempo uma cidadela da resistência e do terrorismo, e agora a mais pacífica de todo o país. Nas 18 províncias iraquianas, a violência se reduziu a níveis mínimos ou desapareceu na metade delas.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Esse processo deve se acelerar à medida que a população sunita sentir, nos fatos, que sua sobrevivência não está ameaçada no Iraque dominado pelos xiitas e que sua presença, tanto nas instituições como na vida econômica, política e social, está assegurada.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Um passo nessa direção, diz Bull, foi o acordo de princípio entre xiitas, sunitas e curdos sobre a delicada questão da distribuição do faturamento com o petróleo, que deverá ser confirmado em breve com a aprovação de uma lei avalizada pelos Estados Unidos, pela União Européia e pelas Nações Unidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Bull destaca alguns marcos nesse desenvolvimento. Um deles foi a batalha entre sunitas e xiitas desencadeada com a destruição, por aqueles, da mesquita de Samarra. Foi o momento em que parecia inevitável uma guerra civil generalizada. Mas os sunitas, cedendo ao realismo, recuaram quando se viram derrotados. A partir daí, eles começaram, no início discretamente e agora de maneira explícita, a pactuar com os Estados Unidos e o governo de Nuri al-Maliki.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Um dos efeitos desses acordos foi o número crescente de sunitas incorporados ao Exército e às forças policiais iraquianas nos últimos meses. Nas últimas semanas, foram 5 mil.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>EMPREGO</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Ao mesmo tempo, num gesto de reciprocidade, o governo iraquiano deu emprego no serviço público a outros 7 mil sunitas e reconheceu o direito a vencimentos plenos de todos os ex-oficiais e soldados baathistas reformados, com exceção dos 1.500 vinculados a crimes e torturas &#8211; a maioria dos quais, ademais, já está presa, morta ou fugiu para a Síria, a Jordânia e a Arábia Saudita.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Esse é um resumo muito sucinto do ensaio de Bartle Bull. Minha impressão é que, embora possa parecer demasiadamente otimista e ainda não ressalte suficientemente, entre suas considerações, as seqüelas trágicas que certamente terá para a reconstrução do Iraque e a normalização de sua vida social a hemorragia atroz de vidas humanas e bens causada pelo terror, assim como a fuga para o estrangeiro de seus melhores quadros, executivos e profissionais, as perspectivas que o analista britânico assinala para o futuro do Iraque são provavelmente exatas, embora os prazos talvez sejam mais dilatados do que ele acredita.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Somente o ódio tão amplo aos Estados Unidos explica o consenso, entre comentaristas e políticos ocidentais e terceiro-mundistas, de que, assim como no Vietnã, as tropas americanas acabarão partido às pressas, expulsas do Iraque pelos “resistentes” e pela repulsa da opinião pública internacional. Por sangrenta e dolorosa que seja a situação no local, o certo é que agora no Iraque não são os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, mas sim os bandos terroristas que estão levando a pior.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A última contra-ofensiva dirigida pelo general americano David Petraeus obteve maior sucesso que o esperado e, até agora, não houve o menor retrocesso. E está claro que se iludiam os que achavam que, com um triunfo democrata nas próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos, viria a debandada. Hillary Clinton e Rudolph Giuliani, os dois prováveis candidatos, deixaram bem claro que, a esse respeito, sua posição é semelhante: a retirada das tropas será feita na medida em que o governo iraquiano esteja em condições de substituí-las tanto na batalha contra o terror como na manutenção da ordem pública.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Sendo assim, eu também penso que os enormes sacrifícios do povo iraquiano nesses últimos quatro anos e meio não terão sido em vão.</span> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>A principal razão para o atraso brasileiro</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Sep 2007 00:03:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[Brasil: 101º no ranking da liberdade econômica Enquanto uma parte do mundo avança, num extraordinário ciclo de prosperidade &#8211; conquistado graças à liberalização econômica-, o Brasil patinha, sob um manto de ideologia estatizante e xenófoba. A receita é simples: quanto maior o grau de liberdade econômica, maior também será a prosperidade. E essa não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1531" title="dino_flintstones" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/dino_flintstones.jpg" alt="dino_flintstones" width="150" height="271" /><strong><span style="font-size: 13pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">Brasil: 101º no ranking da liberdade econômica</span></strong><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong><em><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">E</span></strong></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">nquanto uma parte do mundo avança, num extraordinário ciclo de prosperidade &#8211; conquistado graças à liberalização econômica-, o Brasil patinha, sob um manto de ideologia estatizante e xenófoba.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A receita é simples: quanto maior o grau de liberdade econômica, maior também será a prosperidade. E essa não é uma simples teoria baseada em modelos econômicos. É resultado de experiências bem sucedidas, adotadas por países que muito recentemente ainda se caracterizavam por suas sociedades agrárias, pelo atraso no desenvolvimento de tecnologias e por níveis de renda per capita extremamente baixos. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em vez de espelhar-se nos exemplos da Coréia do Sul, da Irlanda, da Estônia, do Chile ou da Colômbia, o atual governo brasileiro, embriagado pelas teses da esquerda jurássica, prefere inspirar-se nas experiências da economia planificada dos países que se localizavam na parte oriental da Cortina de Ferro, no século passado. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">No 3º Congresso do Partido dos Trabalhadores, os políticos que integram a legenda apoiaram o projeto de reestatização de uma das maiores e mais lucrativas empresas brasileiras: a Vale do Rio Doce. Certamente, o desejo desses tipos pré-históricos é fazer companhia a Mianmar (ex-Birmânia) ou à Venezuela, do idiota latino-americano Hugo Cháves.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A pesquisa divulgada pelo &#8220;<a href="http://www.fraserinstitute.ca/">Fraser Institute</a>&#8220;, do Canadá, demonstra claramente, através do seu &#8220;ranking da liberdade econômica&#8221;, o contraste entre o desenvolvimento e o atraso. Aquele é conquistado pelo liberalismo, enquanto este &#8211; o preferido pela ideologia do presidente Lula da Silva e pelo PT -, pretende fortificar o estado através de recordes de arrecadação de impostos, aparelhamento do estado, protecionismo comercial, intervenção, regulamentação, estatização e xenofobia.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Leia-se, abaixo, o artigo publicado no site da BBC Brasil:</span></em></p>
<hr />
<p class="MsoNormal" align="left"><a title="The Fraser Institute" href="http://www.fraserinstitute.ca/"><img title="the_fraser_institute.gif" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/the_fraser_institute.gif" alt="the_fraser_institute.gif" align="left" /></a><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">Ranking da liberdade econômica</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><br />
</span></strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma">da </span><strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><strong><em>BBC Brasil </em></strong></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;"><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Helvetica">Brasil cai e fica em 101º em ranking de liberdade econômica</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> Brasil ficou em 101º lugar num ranking que mede o grau de liberdade econômica em 141 países, dividindo a colocação com países como Haiti, Etiópia, Sri Lanka e Paquistão. O relatório anual, compilado pelo <em>Fraser Institute</em>, do Canadá, se baseou em dados de 2005, considerando quatro aspectos para avaliar os países: a liberdade pessoal de escolha, o intercâmbio voluntário, a liberdade para competir e a segurança da propriedade privada.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A partir destes conceitos, 42 componentes são usados para se chegar ao índice final. A nota mais baixa do Brasil foi no indicador de regulamentação do crédito, do trabalho e dos negócios: 4,3, numa escala de zero a dez. A nota final do país foi 6, um pouco acima da obtida em 2004. Mesmo assim, o Brasil caiu da 85ª posição para a 101ª.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">MENOS BARREIRAS E IMPOSTOS</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Para conseguir um alto índice de liberdade econômica, os países precisam promover um ambiente financeiro estável, em que a propriedade privada é protegida, respeitar contratos, reduzir barreiras ao comércio nacional e internacional e manter os impostos baixos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="graph09liberty.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/graph09liberty.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1537" title="graph-liberty" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/graph-liberty.jpg" alt="graph-liberty" width="230" height="216" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> No topo do ranking estão Hong Kong, Cingapura, Nova Zelândia, Suíça e Estados Unidos, enquanto o Zimbábue ocupa o último lugar da lista, precedido por Mianmar, República Democrática do Congo e Angola.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Entre economias emergentes, a China ficou em 86º lugar, a Índia em 69º, a Rússia em 112º. Na América Latina, o México ficou na 44ª posição e a Argentina, na 124ª.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Mianmar (140º) e Venezuela (135º) são os únicos países não-africanos entre os dez piores colocados.<br />
Os países que tiveram uma melhoria mais evidente no índice de liberdade econômica, com uma alta de pelo menos três pontos desde 1980, foram Hungria, Peru, Uganda, Gana e Israel.</span></p>
<p>Conheça mais detalhes do ranking no link &#8220;read the rest of this entry&#8221; abaixo <em>(em inglês)<br />
</em><strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">International Rankings</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-484"></span><br />
<span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">In this year’s main index, Hong Kong retains the highest rating for economic freedom, 8.9 out of 10. The other top scorers are: Singapore (8.8), New Zealand (8.5), Switzerland (8.3), Canada (8.1), United Kingdom (8.1), United States (8.1), Estonia (8.0), Australia (7.9), and Ireland (7.9).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">The rankings and scores of other large economies are Germany, 18 (7.6); Japan, 22 (7.5); Mexico, 44 (7.1); France, 52 (7.0); Italy, 52 (7.0); India, 69 (6.6); China, 86 (6.3); Brazil, 101 (6.0); and Russia, 112 (5.8).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">The majority of nations ranked near the bottom are African and all the nations in the bottom 10 are African, with the exceptions of Venezuela and Myanmar. They are: Zimbabwe (2.9), Myanmar (3.8), the Democratic Republic of the Congo (4.0), Angola (4.2), the Republic of the Congo (4.3), Central Africa Republic (4.6), Venezuela (4.9), Burundi (5.0), Chad (5.1), Togo (5.1) and Niger (5.1). Botswana’s ranking, tied for 39th with a score of 7.2, is the best among sub-Saharan African nations.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Five nations increased their score by more than three points since 1980: Hungary (3.0), Peru (3.0), Uganda (3.2), Ghana (3.6), and Israel (3.7). Only three nations decreased their score by more than one point: Zimbabwe (-1.7), Venezuela (-1.7) and Myanmar (-1.3). Other nations that saw reductions are: Nepal (-0.7), Bahrain (-0.3), Hong Kong (-0.2), Malaysia (-0.2), the Republic of Congo (-0.2), and Haiti (-0.1).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">This year 11 additional countries have been added to the index. These countries are Angola (4.2, 138th), Bosnia and Herzegovina (6.1, 97th), Burkina Faso (5.5, 122nd), Ethiopia (6.0, 101st), Kazakhstan (7.3, 32nd), Kyrgyz Republic (6.8, 60th), Lesotho (6.8, 60th), Mauritania (6.5, 76th), Moldova (6.5, 76th), Montenegro (6.8, 60th), and Serbia (5.6, 119th).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">“Weakness in the rule of law and property rights is particularly pronounced in sub-Saharan Africa, in the Middle East, and for several nations that were part of the former Soviet bloc although some of these nations have shown improvement,” said James Gwartney, lead author of the report and a Professor of Economics at Florida State University.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">“Many Latin American and Southeast Asian nations also score poorly for rule of law and property rights. The nations that rank poorly in this category also tend to score poorly in the trade and regulation categories, even though several have reasonably sized governments and sound money.”<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>Global Spread of Economic Freedom</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">The 2007 edition of the Economic Freedom of the World report also includes new research from Russell Sobel, economics professor at West Virginia University, and Peter Leeson, professor in the study of capitalism at George Mason University, showing how economic freedom spreads between countries.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Sobel and Leeson note that historically, many foreign policy decisions have been based on the notion that economic reforms in a few key nations would substantially improve the economies of other countries throughout the region – the so-called “domino effect.”<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">The authors conclude that while economic freedom changes in one country have only a modest impact on neighbouring countries, when multiple neighbours experience simultaneous changes in economic freedom, the impact is much greater. Broad regional changes in freedom can and do have significant impacts on surrounding countries. By liberalizing trade with foreign nations, economically free countries can exert a positive, if modest, impact on economic freedom in less free nations.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">This research indicates that free-trade agreements allowing a number of nations to simultaneously coordinate trade liberalization could have a sizeable influence on spreading economic freedom to economically repressed regions of the world, Sobel and Leeson said.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em><strong>About the Economic Freedom Index</strong></em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em>Economic Freedom of the World measures the degree to which the policies and institutions of countries are supportive of economic freedom.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em>This year’s publication ranks 141 nations for 2005, the most recent year for which data are available. The report also updates data in earlier reports in instances where data have been revised. The annual report is published in conjunction with the Economic Freedom Network, a group of independent research and educational institutes in over 70 nations.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">For more information on the Economic Freedom Network, data sets, and previous Economic Freedom of the World reports, visit:</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><a title="The Economic Freedom of the World Project" href="http://www.freetheworld.com/">www.freetheworld.com</a></span></p>
<p style="text-align: justify;">The Fraser Institute is an independent research and educational organization based in Canada. Its mission is to measure, study, and communicate the impact of competitive markets and government intervention on the welfare of individuals. To protect the Institute’s independence, it does not accept grants from governments or contracts for research.</p>
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		<title>Na rabeira dos BRICs</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Aug 2007 02:36:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[BRICs]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[O calhambeque por Marcus Mayer Exclusivo para o Blog Nossa veemente defesa dos princípios liberais não ocorre por simples apego ideológico. Países como Estônia e Irlanda destacam-se na União Européia pela prosperidade que estão alcançando. A abertura comercial do Chile está servindo de modelo para Colômbia e Peru, conforme destacamos em alguns blocos de notícias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em></em><a title="linie.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/07/linie.jpg"><br />
</a></p>
<p class="MsoNormal" align="left"><a title="mmayer.JPG" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/mmayer.JPG"><img title="mmayer.JPG" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/mmayer.JPG" alt="mmayer.JPG" align="left" /></a><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O calhambeque</span></strong><strong></strong><strong></strong><br />
<em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><em>por </em><strong>Marcus Mayer</strong></span><br />
<em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">Exclusivo<em> </em>para o Blog</span><strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><strong><em> </em></strong></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">N</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">ossa veemente defesa dos princípios liberais não ocorre por simples apego ideológico. Países como Estônia e Irlanda destacam-se na União Européia pela prosperidade que estão alcançando. A abertura comercial do Chile está servindo de modelo para Colômbia e Peru, conforme destacamos em alguns blocos de notícias das últimas colunas <strong>Weekly News</strong> e no “especial”<strong><em> Colômbia</em></strong>, que extraímos da revista <em>Veja</em>, e publicamos no blog.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">De contrapartida, nossa crítica &#8211; também veemente &#8211; ao governo Lula da Silva fundamenta-se nas mais distintas razões. Além da corrupção endêmica à qual subjugou o País, a gestão da economia e da administração pública condena a Nação a manter um perfil social brutalmente desigual.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O único meio viável para o Brasil deixar de apresentar índices sociais vergonhosos é através de um verdadeiro crescimento econômico, que poderia ser mais rapidamente alcançado através da adoção de práticas liberais: privatizações, acordos comerciais bilaterais, desregulamentação e, principalmente, desoneração do setor produtivo.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A opção do governo, contudo, é pelo aparelhamento do estado. Para bancar o <em>apparatchik </em>petista há necessidade de uma elevada arrecadação de impostos – no primeiro semestre de 2007 houve aumento de 10,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior, registrando-se novo recorde – , que beneficia os “amigos do Planalto”. E quem paga essa elevadíssima conta é, com muita dor, a classe média.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Não há eficiência nos investimentos e a condução do famoso PAC – Plano de Aceleração do Crescimento – parece piada de humor negro, tal a incompetência na aplicação dos recursos. Para calar os eleitores e manter a popularidade do Presidente elevada, trocam-se votos e manifestações de simpatia por “esmolas”: são 45,8 milhões de brasileiros envolvidos com o recebimento de recursos do programa Bolsa Família.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>TURBULÊNCIA INTERNACIONAL</strong><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">&#8220;Planalto já teme freada no crescimento&#8221;. Essa foi a manchete de primeira página do caderno “Economia &amp; Negócios”, de <em>O Estado de S.Paulo</em>, no último domingo. E o texto dizia: <em>“A equipe econômica já avisou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o período de instabilidade provocado pela turbulência internacional que afetou duramente os mercados nas últimas semanas pode ser longo.”</em><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">E continuava: <em>“A grande preocupação do Palácio do Planalto, agora, é com o impacto desse intenso vaivém sobre o crescimento econômico do País, principalmente a partir de 2008. Para este ano, os economistas consideram que a expansão já está consolidada e ficará na casa de 5%. Em caso de uma piora da situação, o governo estuda reduzir o ritmo de liberação de dinheiro para os ministérios.”</em><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><img class="alignleft size-full wp-image-1597" title="latin-finance-186-brics" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/latin-finance-186-brics.jpg" alt="latin-finance-186-brics" width="290" height="378" />Em outro trecho lia-se: <em>“Os mais otimistas acreditam que as economias emergentes – especialmente os gigantes populacionais da Ásia e os chamados BRICs (grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia e China) – passarão a ser os protagonistas do consumo mundial.&#8221;</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Seria isso possível, diante do triste retrato do Brasil, muito bem estampado, na capa da revista <a title="Latin Finance" href="http://www.latinfinance.com/"><em><strong>Latin</strong><strong> Finance</strong></em></a> , sob o título &#8220;Falling Behind&#8221; ?<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Enquanto os demais BRICs estão a bordo de máquinas de Fórmula 1, Lula da Silva, um piloto embriagado pelo poder, pilota um calhambeque, levando para passear sua turma&#8230; Cansei, sim!<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><a title="Article: Falling Behind, from Latin Finance" href="http://marcus-mayer.com/blog/2007/04/10/latin-finance-falling-behind/">O artigo sobre os BRICs, da revista &#8220;Latin Finance&#8221;, pode ser lido em nosso blog, na íntegra, em inglês, clicando-se aqui.</a><br />
</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Na seqüência, republicaremos a série “Brasil no Mundo”, para que o leitor possa observar os números da triste realidade brasileira, expressa em números – e que teria saída, não fosse a brutal ineficiência e interferência do estado na economia.</span></em></p>
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		<title>O papel dos Estados Unidos</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Aug 2007 21:13:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[George Bush]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Nye]]></category>
		<category><![CDATA[Multilateralismo]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Estados Unidos, através de seu poder hegemônico, desempenham um papel nem sempre muito apreciado pelo resto do mundo. Durante os últimos anos do governo Bush, a imagem negativa da grande potência econômica e bélica atingiu o pior patamar. Contudo, outras linhas de pensamento, principalmente aquelas que divergem da doutrina Bush, encontram espaço e estão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><a title="bush_cheney_rumsfeld1.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/bush_cheney_rumsfeld1.jpg"><img class="alignleft" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="George Bush, Dick Cheney and Donald Rumsfeld1.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/bush_cheney_rumsfeld1.jpg" alt="George Bush, Dick Cheney and Donald Rumsfeld1.jpg" hspace="5" align="right" /></a><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Os Estados Unidos, através de seu poder hegemônico, desempenham um papel nem sempre muito apreciado pelo resto do mundo. Durante os últimos anos do governo Bush, a imagem negativa da grande potência econômica e bélica atingiu o pior patamar. Contudo, outras linhas de pensamento, principalmente aquelas que divergem da doutrina Bush, encontram espaço e estão próximas de assumir o poder novamente.</span> </em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Para começar a tratar desse assunto, traduzi um artigo de <strong>Josef Nye*</strong>, um dos expoentes do “multilateralismo” nas relações internacionais. A publicação pertence ao <strong>Belfer Center for Science and International Affairs</strong> da <strong>John F. Kennedy School of Government</strong> da <strong>Harvard University</strong>, e foi escrita para o diário tailandês, “Bangkok Post”, de 25 de março de 2006, mas que permanece totalmente atual.</span></em></p>
<hr />
<p class="MsoNormal"><a title="joseph-nye.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/joseph-nye.jpg"><img title="joseph-nye.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/joseph-nye.jpg" alt="joseph-nye.jpg" align="left" /></a><strong><span style="font-size: 150%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd"> Realismo Progressivo</span></strong><strong></strong><br />
<span style="font-size: 90%; font-family: Tahoma; color: #999999"><a title="Send an e-mail to Sabrina Valle" href="http://www.online-translator.com/url/tran_url.asp?lang=de&amp;direction=ep&amp;template=General&amp;transliterate=&amp;autotranslate=on&amp;url=http://projects.washingtonpost.com/staff/email/sabrina+valle/"></a></span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><em>por</em> <strong>Joseph Nye*</strong></span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">| Tradução: Marcus Mayer</span><span style="font-size: 90%; font-family: Tahoma; color: #999999"><a title="Send an e-mail to Sabrina Valle" href="http://www.online-translator.com/url/tran_url.asp?lang=de&amp;direction=ep&amp;template=General&amp;transliterate=&amp;autotranslate=on&amp;url=http://projects.washingtonpost.com/staff/email/sabrina+valle/"></a><br />
</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><em>para o </em> <a title="Bangkok Post" href="http://www.bangkokpost.net/">Bangkok Post</a><a title="Bangkok Post" href="http://www.bangkokpost.net/"> </a>| Sábado, 25 de março de 2006</span></p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 150%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">A</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">s ambições desenfreadas dos</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> neoconservadores e nacionalistas, assertivos na primeira administração de Presidente George W. Bush, produziram uma política externa semelhante a um carro com acelerador, mas sem freio. Foi conduzido para fora da estrada. Mas como a América deve usar o seu poder sem precedentes, e que papel devem desempenhar os valores? Os realistas previnem contra o uso de valores para a determinação da política, mas democracia e direitos humanos foram parte inerente da política externa americana durante dois séculos. O Partido Democrata pode resolver este problema, seguindo sugestão de Robert Wright e de outros que seguem o realismo progressivo. O que está contido numa política externa de realismo progressivo?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Começaria com a compreensão da força e dos limites do poderio americano. Os Estados Unidos são a única superpotência, mas preponderância não significa império ou hegemonia. A América pode influenciar, mas não controlar outras partes do mundo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O poder sempre depende do contexto, e o contexto da política mundial, hoje, assemelha-se a um jogo de xadrez tridimensional. No plano mais elevado está o poderio militar, que é unipolar; no nível intermediário, de relações econômicas, o mundo é multipolar; e no plano inferior, das relações transnacionais, que compreendem questões como alterações climáticas, drogas ilegais, gripe aviária e terrorismo, o poder é distribuído de maneira caótica.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><a title="us_force_in_irak1.jpeg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/us_force_in_irak1.jpeg"><img title="us_force_in_irak1.jpeg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/us_force_in_irak1.jpeg" alt="us_force_in_irak1.jpeg" hspace="5" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O poderio militar é uma pequena parte da solução para responder a essas novas ameaças do plano inferior das relações internacionais. Há necessidade de cooperação entre governos e de instituições internacionais. Mesmo no plano mais elevado (onde os Estados Unidos representam quase a metade dos gastos mundiais em defesa), o militarismo exerce supremacia no espaço aéreo, marítimo e espacial, mas é limitado em sua capacidade de controlar habitantes nacionalistas em áreas ocupadas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Uma política realista progressiva também realçaria a importância do desenvolvimento de uma grande estratégia integrada que combinasse o pesado poderio militar com um poder atrativo a suave, do tipo que venceu a Guerra Fria. A América tem de usar o poder mais duro contra terroristas, mas não pode esperar vencer essa batalha, a menos que conquiste os corações e as mentes dos moderados. O abuso no uso do poder duro (como em Abu Ghraib ou Haditha) só produz novos terroristas recrutas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Atualmente, os Estados Unidos não têm nenhuma estratégia integrada que combine <em>hard power</em> (poder duro) com o <em>soft power</em> (poder suave). Muitos instrumentos oficiais de “poder suave” — diplomacia pública, transmissões televisivas e produções cinematográficas, programas de intercâmbio, de assistência ao desenvolvimento, ajuda em situações de catástrofes, contatos militares — se espalham no governo, mas não há nenhuma política estratégica, muito menos um orçamento comum, que tente integrar e combiná-los com o poder duro, em uma estratégia de segurança nacional coerente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><a title="palestina_demo_against_bush1.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/palestina_demo_against_bush1.jpg"><img title="palestina_demo_against_bush1.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/palestina_demo_against_bush1.jpg" alt="palestina_demo_against_bush1.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Os Estados Unidos gastam, grosso modo, em torno de 500 vezes mais em militarismo do que em transmissão televisivas, produções cinematográficas e intercâmbios. Esta é a proporção correta? E como o governo deve relacionar-se com os geradores não-oficiais de “poder suave” — tudo, de Hollywood e Harvard à Fundação Bill &amp; Melinda Gates — que emanam da sociedade civil?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Uma política realista progressiva deve promover a defesa da vida, a liberdade e a busca da felicidade, resguardada na tradição americana. Uma estratégia tão grande teria quatro pilares de sustentação: (1) segurança que provém dos Estados Unidos e de seus aliados; (2) manutenção de uma economia doméstica e internacional forte; (3) prevenção de desastres ambientais (como pandemias e desastres globais); e (4) encorajamento da democracia liberal e de direitos humanos, dentro e, onde for factível, fora de casa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Isto não significa valores americanos impostos pela força. A promoção da democracia é mais bem realizada através da atração do que pela coerção, e demanda tempo e paciência. Os Estados Unidos seriam sábios ao estimular o desenvolvimento gradual da democracia, mas de uma maneira que aceite a realidade da diversidade cultural.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Uma estratégia tão grande se concentraria em quatro ameaças principais. Provavelmente, o maior perigo seria a associação do terrorismo com as armas nucleares. A prevenção disto necessita políticas de combate ao terrorismo e a promoção da não-proliferação – a melhor proteção contra armas nucleares -, estabilidade no Oriente Médio, bem como maior atenção a estados desamparados.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O segundo principal desafio seria a escalada de uma Ásia hegemônica e hostil enquanto, gradualmente, recupera sua parte nos 3/5 da economia mundial e que, gradativamente, vem se coadunando com os seus 3/5 da população do mundo. Isto necessita de uma política que integre a China, como depositária responsável do dinheiro das apostas globais, evitando qualquer possibilidade de hostilidade, ao manter relações estreitas com o Japão, a Índia e outros países na região.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A terceira maior ameaça seria uma depressão econômica provocada por uma crise financeira ou por algum problema que interrompesse o acesso global aos fluxos de petróleo do Golfo Pérsico, onde estão localizadas 2/3 das reservas mundiais. Para isto são necessárias políticas que, gradualmente, reduzam a dependência do petróleo, ao mesmo tempo em que a economia americana não pode se isolar dos mercados energéticos globais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><a title="charge-rumsfeld.jpeg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/charge-rumsfeld.jpeg"><img title="charge-rumsfeld.jpeg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/charge-rumsfeld.jpeg" alt="charge-rumsfeld.jpeg" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A quarta grande ameaça é o esgotamento ecológico, como pandemias e alterações climáticas. Isto necessitaria de políticas de consumo de energia racionais bem como maior cooperação com instituições internacionais, como a Organização Mundial de Saúde (OMS).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Uma política de realismo progressivo deve zelar pelo aperfeiçoamento, no longo prazo, da ordem mundial e assumir suas responsabilidades no cenário internacional, com o objetivo de criar uma sociedade de valores globais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">No século 19, a Grã-Bretanha expandiu os seus interesses nacionais para promover a livre navegação, a economia internacional aberta e a estabilidade no equilíbrio de poder europeu. Tais bens comuns ajudaram a Grã-Bretanha e beneficiaram outros países também.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Os Estados Unidos, que agora ocupam o lugar da Grã-Bretanha, devem desempenhar um papel semelhante, promovendo as nações e uma economia internacional aberta (através dos mares, do espaço e da Internet), mediando disputas internacionais antes que se intensifiquem, e estimular o desenvolvimento de regras e instituições internacionais. Como a globalização estenderá capacidades técnicas, e a tecnologia de informação permitirá a mais larga participação em comunicações globais, a hegemonia americana diminuirá, o mais tardar, neste século.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O realismo progressivo requer que a América se prepare para o futuro, estabelecendo seus interesses nacionais através de um caminho que beneficie a todos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right" align="right"><em></em><strong><em><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><a title="Joseph Nye" href="http://bcsia.ksg.harvard.edu/person.cfm?program=CORE&amp;item_id=3"></a></span></em></strong><em></em>* <strong><a title="Belfer Center - Joseph Nye" href="http://bcsia.ksg.harvard.edu/person.cfm?program=CORE&amp;item_id=3"><em>Joseph Nye</em></a> </strong><em>is university distinguished service professor at Harvard and Sultan of Oman professor of international relations at the Kennedy School</em><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center" align="center"><em></em><br />
<em></em><span style="font-size: 80%; font-family: Tahoma; color: #999999">O artigo acima foi publicado originalmente no dia 4 de maio de 2007. Atendendo pedido de leitores, o texto foi republicado.</span></p>
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		<title>Michael Bloomberg: um ótimo exemplo</title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2007/06/22/michael-bloomberg-um-otimo-exemplo/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 07:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[O prefeito da cidade de Nova York, Michael Bloomberg (foto), trabalha a 1 dólar por ano, vive na sua própria casa e doou 144 milhões de dólares no ano passado a mais de 800 organizações da cidade. O antigo analista de Wall Street criou um serviço de notícias digno de bilhões de dólares. Isto o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><a title="logo_press_business_week.gif" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/logo_press_business_week.gif"><img src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/logo_press_business_week.gif" alt="logo_press_business_week.gif" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O prefeito da cidade de Nova York, Michael Bloomberg (foto), trabalha a 1 dólar por ano, vive na sua própria casa e doou 144 milhões de dólares no ano passado a mais de 800 organizações da cidade. O antigo analista de Wall Street criou um serviço de notícias digno de bilhões de dólares. Isto o ajudou a apoiar esforços nas áreas de saúde pública, artes, instituições educativas e serviços sociais na cidade.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">Fonte e crédito para a foto: Business Week<img class="aligncenter size-full wp-image-1893" title="michael_bloomberg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/06/michael_bloomberg.jpg" alt="michael_bloomberg" /></span></span></p>
<hr />
<p class="MsoNormal"><a title="lucas_mendes.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/lucas_mendes.jpg"><img title="lucas_mendes.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/lucas_mendes.jpg" alt="lucas_mendes.jpg" hspace="10" align="left" /></a><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd"> Presidente Bloomberg?</span></strong><strong></strong><br />
<span style="font-size: 90%; font-family: Tahoma; color: #999999"><a title="Send an e-mail to Sabrina Valle" href="http://www.online-translator.com/url/tran_url.asp?lang=de&amp;direction=ep&amp;template=General&amp;transliterate=&amp;autotranslate=on&amp;url=http://projects.washingtonpost.com/staff/email/sabrina+valle/"></a></span><a title="Send an e-mail to Sabrina Valle" href="http://www.online-translator.com/url/tran_url.asp?lang=de&amp;direction=ep&amp;template=General&amp;transliterate=&amp;autotranslate=on&amp;url=http://projects.washingtonpost.com/staff/email/sabrina+valle/"></a><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><em>por</em> <strong>Lucas Mendes *</strong></span><span style="font-size: 90%; font-family: Tahoma; color: #999999"><a title="Send an e-mail to Sabrina Valle" href="http://www.online-translator.com/url/tran_url.asp?lang=de&amp;direction=ep&amp;template=General&amp;transliterate=&amp;autotranslate=on&amp;url=http://projects.washingtonpost.com/staff/email/sabrina+valle/"></a><br />
</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><em>para a </em>BBC Brasil</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Como é bom ser governado por um líder que faz, não rouba nem deixa roubar, vai de metrô para o trabalho, não diz besteira nem o politicamente correto, não decide com base em pesquisa, não puxa o saco nem deixa puxar o dele, não é político e nem mesmo tem base partidária.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Michael Blooomberg agora nem tem partido. Esta semana deu uma banana para os republicanos. Ele é meu sexto prefeito em Nova York e continuaria votando nele o resto da vida. Infelizmente a lei não permite mais um mandato.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Com exceção de Koch, os prefeitos anteriores quase enterraram esta cidade. Giulliani leva a fama de salvar Nova York do crime na década de noventa e do desespero depois do 11 de setembro. Ele merece crédito pela liderança nos quatros meses finais do mandato, depois dos ataques às torres, mas quando deixou o cargo Nova York estava de novo à beira de outra crise financeira, endividada, desempregada e racialmente tensa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Bloomberg se elegeu graças a seus bilhões, mas herdou um pepino sem um dia de experiência em administração pública e suas primeiras decisões, naquela época, foram controvertidas e impopulares. Proibiu cigarros em bares e restaurantes e aumentou o imposto predial em 18%. Seu índice de aprovação caiu de quase 70% para 20%, e o fim de sua jovem carreira política estava à vista.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Ele não só deu a volta por cima como já devolveu boa parte dos impostos, a cidade está com dinheiro de sobra nos cofres e com crédito AA na praça. Bem munido para brigar com a indústria de alimentos e contra a obesidade, Bloomberg baniu gordura trans dos restaurantes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Tornou-se o inimigo público número 1 da indústria de armas por causa de seus processos contra vendedores que não cumprem as leis e pela criação de uma associação de mais de duzentos prefeitos para aprovar leis anti-armas impassáveis em Washington.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Seu projeto da Nova York verde é um dos mais radicais do mundo e, contrariando fórmulas financeiras conservadoras, criou o maior plano habitacional do país para a população de baixa renda. Seus 165 mil apartamentos dariam para abrigar a população inteira de Atlanta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Agora em setembro vai começar sua versão do bolsa-família inspirado no modelo mexicano Oportunidades. Com dinheiro da iniciativa privada, inclusive do próprio bolso, 2.500 famílias vão receber US$ 5 mil por ano se cumprirem metas como filhos estudiosos, pais mais envolvidos nas decisões nas escolas, check-up médico, emprego em tempo integral. O progresso destas 2.500 famílias vai ser comparado com o de outras 2.500, em iguais condições de pobreza. Se o sucesso dos bolsistas for comprovadamente superior, o projeto se tornará público.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Presidente Bloomberg? Infelizmente jamais. Como ele mesmo diz, quem votaria num judeu baixinho, bilionário, com um divórcio nas costas e reputação de liberal? &#8211; Muita gente. Não para se eleger presidente, mas o suficiente para destruir as chances de Hillary Clinton ou de qualquer democrata em 2008, como Ralph Nader destruiu as de Al Gore em 2000 e Ross Perot as do Bush pai em 1992.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Meu querido prefeito, pelo amor de Deus….</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">* <strong>Lucas Mendes</strong> é jornalista e apresentador de televisão. Em 1993 criou o programa Manhattan Connection, para o GNT, da Globosat, onde continua até hoje como apresentador e editor executivo. Escreve colunas periódicas para a BBC.</span></span></p>
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