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Obscenidade é a marca

Não bastou a obscenidade da catástrofe aérea. O governo tem mesmo muita munição! Rodrigo Maia fala por nós:

rodrigo-maia.jpg“É estarrecedor e inaceitável que Marco Aurélio Garcia, o assessor mais próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, falte com o respeito ao povo brasileiro e apareça, de público, fazendo gestos obscenos no interior de uma sala da Presidência da República. Todos fomos atingidos pelos gestos desqualificados. Não é mais possível tolerar tanta indignidade. Não é possível que o assessor do presidente Lula se julgue no direito de atingir as famílias e a memória das quase 200 vítimas do vôo 3054 comemorando a hipótese de o Airbus 320 da TAM ter voado com um defeito no reversor da turbina direita. Não há o que comemorar, Marco Aurélio. Tudo que estamos vivendo é lamentável, deplorável e indesculpável. Em vez de ter preocupação com a dor das pessoas, ou manifestar interesse na busca de saídas para o caos aéreo, o governo, lastimavelmente, só se importa com a popularidade do presidente da República. E a Nação, além da dor, convive com o desamparo. Mas não somos obrigados e nem vamos conviver com a obscenidade. Peça desculpas, Marco Aurélio. E reze para que as pessoas tenham, em relação a você, a tolerância e o respeito que você não teve em relação a elas.”

Dep. Rodrigo Maia, Presidente do Democratas (foto)

 

Assista aqui ao vídeo do Jornal da Globo com a matéria sobre o gesto obsceno do petista e o excelente comentário do senador Pedro Simon (PMDB-RS)

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Decência no Democratas

rodrigo-maiaCalheiros tem de pedir licença já
do Blog do Democratas

Em compasso com a sociedade, que exige ética e moralidade na vida pública, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente do Democratas, reuniu a Executiva do Partido e aprovou, por unanimidade, nota oficial solicitando o afastamento imediato do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado Federal.

Leia aqui a íntegra da nota

Nossa opinião: Essa nota oficial do Democratas deveria ter sido emitida há muito tempo, quando estourou o escândalo, mas, enfim, veio. É vergonhoso que no Brasil os ocupantes de cargos públicos envolvidos em corrupção queiram continuar exercendo suas funções, fazendo todos os brasileiros de otários. O partido deveria ter a mesma coragem exigindo a renúncia do presidente Lula da Silva. E já não tarda a hora de o PSDB descer do muro e também escolher um dos lados: da corrupção ou do Brasil?
mayer

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Procura-se um ‘sarkozy’ brasileiro

On cherche un ‘sarkozy’ brésilien
por Marcus Mayer
para a revista World News Press | ed. JUL.2007

A busca por um messias, com projetos mirabolantes, que se apresente como ’salvador da pátria’, não é a solução. Precisamos ter a audácia de enfrentar a letargia que caracteriza o Brasil e conduzi-lo à modernidade.

A alternativa para os problemas brasileiros não é messiânica, mas seria satisfatório, no contexto do regime presidencialista, que se encontrasse alguém com competência para liderar um movimento reformista no Brasil, como o está fazendo Nicolas Sarkozy, na França. Precisa haver coragem para mostrar aos brasileiros que promessas populistas e eleitoreiras só conduzem ao atraso.

Nicolas Sarkozy - FotomontagemO estado assistencialista há muito deixou de ser capaz de introduzir mudanças que pudessem acabar com a pobreza e melhorar de forma substantiva a vida do cidadão. Muito pelo contrário, onde a presença do estado se faz presente observa-se ineficiência, corrupção e fisiologismo. Muitas atividades submetidas à administração estatal poderiam ser substituídas pela iniciativa privada que, certamente, as executaria com maior competência.

A seguir, tentamos relacionar uma série de medidas que resolveriam, no curto prazo, graves problemas enfrentados pelo Brasil:

REFORMA DO EXECUTIVO

O número de ministérios para atender às necessidades do Executivo poderia ser reduzido para algo em torno de dez. Atualmente, são 36! Os ocupantes das pastas, os ministros, deveriam ser personalidades altamente especializadas em suas respectivas áreas. A indicação de políticos para os ministérios gera um dos maiores males ao governo: o fisiologismo.

• Uma reforma administrativa seria necessária para acabar com o aparelhamento do estado e para elevar o nível técnico dos ocupantes das funções. São mais de 26.000 cargos de confiança distribuídos aos apaniguados, no governo atual. Assim como nas empresas privadas procura-se contratar os mais competentes, somente funcionários concursados e de elevado grau de instrução deveriam ser admitidos em funções executivas. Para evitar qualquer tipo de fraude, os concursos deveriam ser fiscalizados por empresas particulares de auditoria.

• A propaganda do governo deveria ser totalmente extinta, transferindo-se os seus recursos para campanhas de caráter exclusivamente educativo.

Esplanada dos Ministérios, BrasíliaA redução da quantidade de ministérios permitiria uma considerável elevação dos salários dos ministros e dos demais funcionários, equiparando-nos com a remuneração oferecida no setor privado. Técnicos de alta competência deixam atualmente de participar da administração pública por causa dessa defasagem salarial. Além disso, elevando-se o perfil do funcionalismo, a endêmica corrupção tenderia a ser consideravelmente reduzida.

PRIVATIZAÇÃO

• Uma das maiores travas para o verdadeiro desenvolvimento do Brasil é a existência dos dinossauros estatais. Não há justificativa para manter sob a égide estatal empresas que executariam melhor as suas funções em benefício do país se estivessem sob controle privado. Os fundos de pensão desses gigantes da ineficiência são antros de corrupção e não oferecem nenhum benefício aos brasileiros que deles não participam. A retomada de um programa de desestatização é uma das mais importantes medidas que um novo presidente poderia adotar.

BACEN E AGÊNCIAS REGULADORAS

• O Banco Central e as agências reguladoras necessitariam de total autonomia. Os mandatos de seus gerentes deveriam ser fixos. A ingerência política nas decisões do Banco Central ou nas agências reguladoras reduz de forma dramática a credibilidade do país e sua capacidade para atrair investimentos. Para conquistar o investment grade o caminho é longo, mas para perdê-lo basta uma simples crise de confiança.

IMPOSTOS E ENCARGOS

• A carga tributária, que gira atualmente em torno de 38%, teria de ser drasticamente reduzida e os impostos cobrados em cascata totalmente eliminados – de preferência – introduzindo-se um tipo de “imposto único”.

Nesse ‘métier’ tributário, alguns argumentariam que isso implicaria redução de receitas, inviabilizando os compromissos de pagamento do governo. Isso não faz sentido, pois a arrecadação, pelo contrário, tenderia para um crescimento constante, como conseqüência da redução de alíquotas. Com uma economia crescente, as empresas venderiam mais, e muitas outras informais optariam pelo ajuste de suas situações. A máxima “se não sonegar não sobrevive” deixaria de ser verdadeira.

• Os encargos trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamentos das empresas também teriam de ser significativamente reduzidos para diminuir a taxa de desemprego. Sem ferir direitos adquiridos, o trabalhador deveria ter a opção de ser admitido através de um contrato de trabalho sem submissão à CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Essa ultrapassada legislação, criada na década dos 1940, contribui espetacularmente para o trabalho informal. A flexibilização das leis trabalhistas e a negociação direta entre empregados e empregadores viabilizaria a criação de inumeráveis postos de trabalho.

fila_inss.jpgPREVIDÊNCIA

• A previdência social teria de ser unificada, integrando os trabalhadores dos setores público e privado, visando a reduzir o seu déficit. As pensões e aposentadorias necessitariam ser limitadas a algo em torno de 20 salários mínimos, equivalentes hoje a R$ 7.600,00, para todos os trabalhadores. O próprio presidente da República, os ministros e os demais políticos deveriam se submeter a essa regra de abrangência universal. Além do teto, o complemento das aposentadorias ficaria sob responsabilidade exclusiva de cada contribuinte, que optaria, num sistema privado de previdência, pelo plano que melhor lhe conviesse.

COMÉRCIO INTERNACIONAL

• Com o objetivo de incrementar o comércio com outros países e blocos, a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul necessitaria sofrer uma redução para no máximo 6%. Atualmente, ainda há aliquotas de 30% que incidem sobre as importações, caracterizando uma estúpida reserva de mercado. A redução da TEC inseriria definitivamente o Brasil no comércio mundial. As empresas brasileiras teriam condições de introduzir avanços tecnológicos na produção e reduzir seus preços para, conseqüentemente, exportar e empregar mais. Essa medida liberalizante, que permitiria inclusive um maior equilíbrio na balança comercial, influenciaria na melhora da posição brasileira nas rodadas de negociação da OMC (Organização Mundial do Comércio).

CUSTO BRASIL E BUROCRACIA

• Os transportes – ferrovias, rodovias, portos e aeroportos – deveriam ser entregues à iniciativa privada, submetendo-se todas as modalidades a uma única agência reguladora. As estradas esburacadas e perigosas, os elevados custos do transporte rodoviário, a ineficiência dos portos, as crises do setor aéreo e a falta de investimentos no transporte ferroviário são conseqüência da péssima administração estatal.

• Cartórios deveriam ser extintos, sobretudo, para acabar definitivamente com a burocracia e o absurdo instituto da firma reconhecida.

Na ‘república brasileira de bananas’ uma assinatura não vale nada, a não ser que se pague por ela a um dono de cartório!

• Filas em repartições públicas, como em postos da previdência ou hospitais, deveriam ser proibidas por lei. É inadmissível que idosos precisem esperar em filas intermináveis por causa da incompetência de servidores e do descaso da administração. Para solucionar o problema bastaria investir na informatização e na qualificação do pessoal de atendimento. Enquanto o setor se aperfeiçoa, o sistema de hora marcada poderia acabar de forma instantânea com esse martírio.

Em São Paulo, uma lei estabelece multas para os bancos que obriguem seus clientes a esperar mais de 15 minutos na fila. Na véspera ou no dia seguinte a feriados prolongados, esse limite sobe para 25 minutos e em dias de pagamento de funcionários públicos, o tempo máximo na fila é de 30 minutos.

escolapublica.jpgSAÚDE E EDUCAÇÃO

• Para resolver os crônicos problemas nas áreas de saúde e educação, bastaria a adoção de uma estratégia simples: políticos e seus familiares até segundo grau só poderiam fazer uso dos sistemas estatais. Isso quer dizer: filhos de políticos só estudariam em escolas públicas e suas mães só seriam atendidas em hospitais do governo.

Essa não seria uma medida liberalizante, mas necessária para a dramática diminuição das diferenças sociais. Os problemas nesses dois setores básicos – e em situação tão lastimável no Brasil – seriam resolvidos num prazo jamais visto. Dinheiro para isso certamente existe!

SEGURANÇA

• O problema penitenciário seria solucionado com a transferência dos complexos de cadeias para a administração privada. Empresas especializadas ofereceriam trabalho nas prisões, pelo qual os presos receberiam uma justa remuneração. Além disso, os criminosos pagariam através do seu trabalho pelos custos da cadeia. Teriam assim a chance de desenvolverem profissões que os habilitassem à reinserção no mercado de trabalho, depois de cumprida a pena.

Naturalmente, essa não é a plataforma política de nenhum candidato, mas seria salutar que o fosse. Os problemas brasileiros são complexos e muito mais seria necessário para reduzi-los. O que se deseja provar através desse texto e das propostas que se apresentam é que o Brasil tem jeito. Basta coragem e um pouco de audácia para adotar algumas dessas medidas.

O País poderia se transformar rapidamente em potência, aproveitando o ciclo de crescimento da economia mundial. Lamentavelmente, não existem ’sarkozys’ disponíveis no mercado para serem importados. Sendo assim, que se invente um … made in Brazil.

Durante o mês de maio, quando estávamos engajados na campanha de Nicolas Sarkozy para a presidência da França, nosso amigo e leitor Francisco Guimarães (42) deixou um curto – mas excelente – comentário num post: “Sarkozy para presidente do Brasil”, dizia. Algumas semanas depois, outro leitor, Felipe Maciel (18), se manifestou curioso diante das soluções que poderiam advir para resolver problemas crônicos do Brasil. Após vislumbrar a posição do Brasil no ranking mundial da desigualdade social calculado pela ONU, a sua frustração era nítida. Aproveito a oportunidade para agradecer aos leitores que inspiraram esse artigo.

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A contradição da imprensa

jornais.jpg

Nosso blog procura sempre incentivar o contato com outras colunas de elevada qualidade editorial. Num momento tão triste da história brasileira, quando se observam jornalistas renomados defenderem de forma escancarada um governo corrupto como o de Lula da Silva, surge um pequeno alento: há muita gente talentosa, às vezes ainda sem tanta fama, mas que realiza um extraordinário trabalho jornalístico.

É muito contraditório vislumbrar “jornalistas” aprovarem o desrespeito à liberdade de expressão. Pior ainda é observá-los quietos. Em vez de denunciarem fatos criminosos, fecham os olhos para a corrupção e prestam serviços – que não se sabe a troco de quê (?) – ao governo.

Mino Carta, da revista Carta Capital, está pagando a sua dívida com o governo, que injetou dinheiro na publicação através de anúncios milionários do Executivo e de estatais, em momento no qual estava prestes a fechar a sua redação. Carta, jornalista inteligente, até gostaria de estar oposição, mas não pode trair a confiança do governo que o salvou da falência. Mino Carta também escreve um blog no iG.

Luís Nassif, ex-Folha de S.Paulo, ex-UOL, parece ter esquecido todas as lições de economia e de ética em jornalismo. Sua atuação no jornal da Cultura, ao lado de Salete Lemos, visa única e exclusivamente a elogiar todas – todas (!) – as medidas do governo. Nassif transferiu seu blog para o portal iG.

Paulo Henrique Amorim, da Rede Record, é outro que resolveu aderir de corpo e alma ao governo Lula da Silva. PHA escancarou de vez em seu blog, Conversa Afiada, no portal iG. Faz ótima companhia ao “blig” do chefe da quadrilha dos quarenta ladrões, José Dirceu.

Flávio Gomes, o admirado colunista de automobilismo do site Grande Prêmio, decepcionou os seus leitores com o posicionamento em defesa do autoritarismo. Resolveu escrever um artigo elogiando o idiota latino-americano Hugo Chávez e, pior de tudo, aplaudindo o cerceamento à liberdade de imprensa. Inacreditável… Quem denunciou o fato foi o blogger Ron Groo. Melhor teria sido Gomes limitar-se ao esporte. Sua página, Blig do Gomes, está em acordo com a linha editorial dos outros bloggers do iG.

Leia aqui o artigo e as respostas agressivas e mal-educadas deixadas àqueles que manifestavam contrariedade nos comentários desse blog. No texto há um link para outro jornalista do PT, Bob Fernandes.

SAIBA QUEM É O iG: “O proprietário do iG, detentor de 99,99% de seu capital, é uma empresa com sede no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, chamada Internet Group Cayman Ltd. É necessário transpor um complicado emaranhado de sociedades para se chegar a seus controladores, os grupos GP Investimentos, Andrade Gutierrez Telecomunicações e La Fonte. Em suma: todos os acionistas do iG Cayman são controladores da Telemar”, informa o site Mundo Digital, do UOL.

A tropa do portal iG

BAND - RECORDAs tevês também estão infestadas por jornalistas que desrespeitam a imparcialidade. A Record, do ‘bispo’ Edir Macedo, ‘proprietário’ do PRB (Partido Republicano Brasileiro), legenda do vice-Presidente José Alencar, demitiu Boris Casoy pelas suas denúncias contra a ladroagem e contra o governo. A Bandeirantes é sócia de Fábio Luís Lula da Silva, o ‘Lulinha’, filho do presidente da República. O diretor de jornalismo da emissora, Fernando Mitre, não esconde seu grande amor pelo governo e todos os seus 36 ministros.

TV GloboA Rede Globo também está bastante satisfeita. O ministro das Organizações Globo, aliás, das Comunicações, Hélio Costa, aprovou o sistema de tevê digital escolhido pela emissora. Além disso, recorde-se de todo o empenho do BNDES para auxiliá-la em suas endividadas empresas de tevê a cabo. Felizmente, a rede ainda permite a William Waak, a Alexandre Garcia ou a Arnaldo Jabor falarem, de vez em quando. Afinal, ela não pode se dar ao luxo da desmoralização, pois tem mais a perder do que as suas concorrentes.Tornando àquilo que nos referíamos no início do post, alguns blogs de notícias fornecem muito boa informação. O respeito à liberdade de expressão deveria ser o valor mais caro a qualquer representante da imprensa.

luciolopes.jpgO jornalista Lúcio Lopes (foto), editor do blog Minuto Político, apresenta uma coluna repleta de boas informações a respeito do que se passa no Planalto Central, e tem denunciado, através das notícias publicadas, todas as mazelas do governo e dos políticos. Para quem deseja ficar atualizado sobre o que acontece na politica nacional, num formato de clipping eletrônico, o Minuto Político é uma opção excelente, e que recomendo aos nossos leitores.

Por intermédio do blog de Lúcio Lopes conheci outros espaços de elevado nível editorial, como o da economista Adriana Vandoni, Prosa & Política, de onde o artigo a seguir foi extraído. Boas leituras.


giuliosanmartini.jpgO Presidente não é sério
por Giulio Sanmartini*

O marechal Humberto Castello Branco que foi o primeiro presidente do regime militar, ficou sabendo que seu irmão, chefe em uma grande repartição pública, havia recebido como presente de seus funcionários um automóvel. Mandou chamá-lo e explicou que um fato como aquele era intolerável e não podia acontecer. O irmão disse que não tinha problema, pois ao invés de gravatas, os seus funcionários haviam feito uma coleta e dado o carro, mas que ele devolveria o veículo, ao que Castello retrucou: – Parece que você não está entendo, você já não tem mais o cargo porque já assinei tua demissão, o que estou pensando é como posso mandar te prender.

Pois é, consta que o irmão de Lula, Genivaldo Vavá, está muito mais enrolado do que parecia no início, segundo a Polícia Federal ele estaria recebendo algo com R$ 3 mil do ex-deputado estadual do Paraná Nilton Cezar Servo, acusado de comandar uma organização criminosa para a exploração de caça-níqueis. Há ainda uma gravação de Servo, falando ao telefone com um terceiro e queixando-se que Vavá estava querendo receber mais que o combinado.

* Giulio Sanmartini é jornalista e historiador, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro. Trabalhou com o filólogo Antônio Houaiss e é editor do blog Prosa & Política 

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Contrastes

Brasil: … e o Silas ‘rondou’ a baiana

silasrondeau.jpgE não poderia ser diferente. O escritor Mario Prata definiu a expressão como ‘enfezar-se’ ou ‘dar um escândalo público’. Assim aconteceu com o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau.

Que falta de vergonha: queria continuar no cargo depois de ser apontado como beneficiário do esquema de fraude em licitações. Conforme noticiado no site Folha Online, o escândalo começou a respingar em Rondeau quando a PF prendeu, durante a Operação Navalha, Ivo Almeida Costa, que era assessor especial de seu gabinete.

Suíça: Uma história exemplar

L'HebdoO parágrafo que acabo de escrever acima, acicatou minha memória para um fato ocorrido na época em que ainda morava em Genebra. Comprei um exemplar da revista quinzenal de política e economia, L’Hebdo, uma espécie de Veja da Suíça francesa. Logo ao folhá-la estranhei a quantidade de páginas (aprox. 30 – quase metade da edição) dedicadas a um único deputado nacional. Ao começar a ler a matéria descobri tratar-se de uma espécie de “direito de resposta”.

Não mais me lembro do nome do parlamentar, mas recordo perfeitamente alguns detalhes do conteúdo da publicação, que muito chamaram a minha atenção. A revista esclarecia ter cometido um grave engano ao divulgar o envolvimento do deputado em um eventual caso de corrupção – até na Suíça acontecem dessas coisas(!). Logo que seu nome fora envolvido no caso, o parlamentar afastou-se da função, como é praxe.

O caso foi levado à Justiça e o deputado reassumiu o cargo após sua absolvição. Alguns poderiam desconfiar que a justiça de lá falhara, mas não foi esse o acontecido. A própria revista reconheceu o erro, desculpou-se publicamente, e o parlamentar teve o direito de expor a defesa, narrando sua história no dobro de páginas que continham as anteriores acusações.

boriscasoy_foto.JPGO que concluo dessa história, em comparação ao que acontece no Brasil, é que o afastamento do cargo é algo natural e óbvio, quando do envolvimento de um servidor público em escândalo de corrupção. Aqui é muito comum apelar para a famosa “suposição de inocência até que se prove o contrário”. Isso é uma vergonha(!), como diria o jornalista Boris Casoy (foto). Na política, essa prerrogativa só estimula o festival de caras-de-pau.

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Resta algo positivo do governo Lula da Silva?

lula_celebra_vitoria.jpgSim – é verdade! Existem aspectos positivos no governo Lula da Silva, mesmo quando observados sob uma ótica liberal. Hoje procuraremos falar somente de coisas boas.

Fernando Collor foi o presidente da abertura econômica: atraiu investimento estrangeiro e permitiu a modernização do parque industrial; também foi o responsável pelo início do processo de desestatização. Fernando Henrique Cardoso, através do Plano Real, conseguiu controlar a hiperinflação, deu continuidade ao processo de privatizações e melhorou substancialmente a imagem do Brasil no exterior.

AS VIRTUDES
Lula da Silva talvez conquiste para o Brasil o “investment grade”, um rating que reflete o risco país, antes do final de seu mandato, em 2010. Essa classificação é utilizada por investidores estrangeiros, para decidir por países que valham aplicações, refletindo o risco de não honrarem o pagamento de seus títulos. Quanto melhor é a avaliação, maior é a capacidade de atrair investimentos. O Brasil está a um degrau da faixa de grau de investimento. No último dia 10, a agência de classificação de risco Fitch elevou a nota atribuída ao Brasil de “BB” para “BB+”. (Veja o ranking da Fitch)

O segundo destaque positivo do governo Lula da Silva tem sido a atuação da Polícia Federal. Lamentavelmente, não há garantias de que todos os bandidos – entre eles políticos, desembargadores, juízes, delegados, policiais –, funcionários públicos de todos os escalões, que têm sido pegos cometendo crimes, sejam condenados. Mas a PF está fazendo a sua parte, encaminhando os marginais para a alçada da Justiça.

policia_federal.jpg Hoje foi divulgada a Operação Navalha, que desarticulou uma suposta quadrilha que fraudava licitações públicas para a realização de obras, com a prisão de 46 pessoas, entre elas o ex-governador José Reinaldo Tavares (MA), o filho do ex-governador João Alves Filho (SE), dois sobrinhos do governador Jackson Lago (MA), prefeitos, um deputado distrital, um funcionário do Planejamento e um assessor do ministro Silas Rondeau (Minas e Energia).

policia_federal_logo.gif Para que se tenha uma melhor idéia a respeito das várias operações da Polícia Federal nos últimos anos, segue abaixo uma lista com os seus nomes e as respectivas ações:

- Têmis e Hurricane: venda de sentenças judiciais favoráveis aos jogos ilegais
- Sanguessuga: compra superfaturada de ambulâncias com dinheiro público
- Hidra: combate ao contrabando
- Anaconda: venda de sentenças judiciais
- Águia e Planador: tráfico internacional de drogas
- Zaqueu: corrupção nas delegacias do trabalho
- Matusalém e Zumbi: fraudes no INSS
- Lince: extração ilegal de diamantes
- Lince 2: adulteração de combustíveis e roubo de carga
- Farol da Colina: remessa ilegal de dinheiro para o exterior
- Soro: falsificação de leite em pó
- Sucuri e Trânsito livre: facilitação de contrabando
- Pandora: extorsão de empresários
- Vampiro: fraude em licitação de hemoderivados
- Isaías: extração ilegal de madeira

Fonte: revista Veja

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SEALOPRA

lula-e-unger.jpgCombinou perfeitamente, com a circunstância e com o personagem, a alcunha da nova Secretaria de Ações de Longo Prazo, ocupada pelo 36º ministro do governo, Roberto Mangabeira Unger (foto), que registrou por escrito, em artigo na Folha de S.Paulo, que o governo Lula da Silva é o mais corrupto da história.

De acordo com o dicionário Houaiss, aloprar significa “ficar maluco, endoidecer”.

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Bom pra otário

lula_demagogia.jpgFicou claro: a quebra da patente do remédio Efavirenz, do laboratório Merck, nada mais é do que uma enorme »cafajestada demagógica« do governo Lula da Silva.

Ontem publicamos, em primeira mão, notícia divulgada pela Agência Reuters, informando que o governo quebraria a patente do remédio que serve para o tratamento de portadores do vírus da AIDS.

Já desconfiávamos que esta poderia ser mais uma medida duvidosa, diante da pretensa “bondade” do governo. O que se descobriu é que o laboratório Merck Sharp & Dohme já tinha oferecido desconto de 30% sobre o preço do medicamento, estando aberto a uma negociação mais minuciosa. A empresa não obteve resposta do ministério da Saúde para a sua oferta (leia nota oficial abaixo). Optou-se, de forma unilateral, por adquirir um genérico indiano pela metade do preço.

A intenção do presidente, portanto, é clara: não se deseja fazer nenhuma economia ou beneficiar os sofridos doentes. Deseja-se, única e exclusivamente, enganar uma vez mais “os otários”.


mercksharpdohme.jpg

COMUNICADO OFICIAL (Clique no link abaixo para ler a íntegra do comunicado)

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Moralização no Parlamento

Congresso NacionalOs partidos PSDB, DEM, PPS e PDT vão tentar reaver o mandato de 24 deputados que trocaram de partido depois de se elegerem em outubro passado. Essa decisão ocorre em função da decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que entendeu que o mandato pertence ao partido ou à coligação e não ao candidato eleito. A medida estabelece a chamada fidelidade partidária para os cargos obtidos nas eleições proporcionais (deputados estaduais, federais e vereadores) e tem por objetivo impedir a troca de partidos políticos.

O aspecto mais positivo dessa notícia é que a maioria dos partidos já avisou que não aceitará os deputados de volta, caso queiram retornar às suas legendas de origem para evitar a perda do mandato. Se não forem aceitos, perderão as vagas para os suplentes.

O presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE), disse que o partido quer de volta apenas os mandatos – e não os parlamentares que deixaram a legenda. “Não quero de volta nem com troco”, afirmou. Segundo ele, a decisão do TSE “moraliza o Congresso Nacional” e acrescentou que essa interpretação seria um belo golpe na estratégia do Palácio do Planalto de cooptar parlamentares para a base aliada. “Nos últimos meses, ficou explícita a oferta de cargos para mudanças de partido. Isso envergonha a classe política. É preciso dar um basta nisso”, afirmou.

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