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	<title>Marcus Mayer's Blog &#187; Roberto Campos</title>
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		<title>O IPEA foi aloprado</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Nov 2007 05:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[IPEA]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Campos]]></category>

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		<description><![CDATA[Anunciamos a nova tragédia protagonizada pelo governo do idiota latino-americano Lula da Silva: o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), uma das mais respeitadas instituições estatais, foi violentado! Abaixo, reproduzimos artigo da cientista-política Lúcia Hipólito, que apresenta um excelente resumo do histórico da instituição e a denúncia de aparelhamento do órgão. Cita a intervenção por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Tahoma; color: #9fb6cd">A</span></strong></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">nunciamos a nova tragédia protagonizada pelo governo do idiota latino-americano Lula da Silva: o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), uma das mais respeitadas instituições estatais, foi violentado!</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Abaixo, reproduzimos artigo da cientista-política Lúcia Hipólito, que apresenta um excelente resumo do histórico da instituição e a denúncia de aparelhamento do órgão. Cita a intervenção por parte de assessores do PRB, partido do senador Bispo Crivella, da Igreja Universal, e de Mangabeira Unger, o ministro extraordinário das &#8220;Alopra&#8221; (Ações de Longo Prazo).<br />
</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Se alguém ainda tinha dúvidas a respeito da intenção do presidente da República de afrontar a democracia, essa medida autoritária e retrógrada é mais uma prova concreta. O total aparelhamento do estado é um &#8216;avanço do retrocesso&#8217;. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A próxima medida que se aguarda desse governo nacional-populista é a mudança de nome do país &#8211; a exemplo do que fez o idiota-mor, Hugo Chávez, na Venezuela -, de República Federativa- para República Socialista do Brasil.</span></em></p>
<hr id="null" /><em></em></p>
<p class="MsoNormal" align="left"><a title="lucia_hipolito.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/lucia_hipolito.jpg"><img title="lucia_hipolito.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/lucia_hipolito.jpg" alt="lucia_hipolito.jpg" align="left" /></a><strong></strong><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">Expurgo e aparelhamento no Ipea</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Tahoma"><br />
</span></strong><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">por Lucia Hippolito *</span><br />
<em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">para CBN e </span><em></em><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><a title="Blog: Lúcia Hipólito" href="http://www.luciahippolito.globolog.com.br/"><em>Blog</em></a> | Sexta-feira, 16 de novembro de 2007</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) foi criado em 1964, já durante a ditadura. Seu idealizador foi o então ministro do Planejamento, Roberto Campos, e seu fundador e primeiro presidente foi o ex-ministro Reis Velloso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A proposta era criar um instituto que pensasse o Brasil a médio e longo prazo, com estudos aplicados à realidade brasileira – saber teórico era com a universidade. Ao longo de seus 43 anos, o Ipea transformou-se na consciência crítica dos governos brasileiros – de todos os governos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Sua produção acadêmica vai desde estudos sobre industrialização, estudos pioneiros sobre agricultura no cerrado brasileiro – a expansão da fronteira agrícola brasileira é resultado desses estudos –, estudos sobre distribuição de renda, pobreza, gastos públicos, previdência.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em seus primeiros anos, o Ipea contou com o trabalho de um dos mais importantes economistas vivos, o prof. Albert Fishlow, que se dedicou aos estudos do II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Mais recentemente, o governo Lula deve a um pesquisador do Ipea, Ricardo Paes de Barros, o maior especialista brasileiro em pobreza e distribuição de renda, a proposta de unificação dos programas sociais do governo, que resultaram no Bolsa-Família – maior sucesso da administração petista.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Fábio Giambiagi, outro importante pesquisador, é responsável pelos estudos mais recentes sobre a Previdência no Brasil e sobre as contas públicas brasileiras.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Além de realizar estudos para o governo, o Ipea formou quadros dos mais importantes para a administração pública brasileira. Por lá passaram Pedro Malan (pesquisador desde 1965), Dorotéia Werneck, Pedro Parente, Régis Bonelli, entre outros.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Durante esses 43 anos, a independência intelectual e institucional do Ipea incomodou muitos governos – praticamente todos. Mas nesses 43 anos jamais houve um único caso de censura ou qualquer tipo de interferência do governo no Ipea. Nem mesmo a ditadura interveio nos trabalhos do Instituto.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Entretanto, desde o início do primeiro mandato do presidente Lula, era voz corrente no governo a tentativa de “enquadrar” o Ipea, manifestada principalmente pelo então todo-poderoso chefe da Casa Civil, ex-ministro José Dirceu (réu no STF por formação de quadrilha e corrupção ativa). Mas o Instituto resistiu.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A nomeação de Mangabeira Unger (intelectual respeitado em Harvard) como ministro das Ações de Longo Prazo (Sealopra) atendeu à intenção do governo de “domesticar” o Ipea.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Imediatamente após a nomeação, os técnicos do Instituto receberam a visita de dois emissários do PRB, partido de Mangabeira e dos bispos da Igreja Universal, interessados em saber quantos cargos em comissão havia e qual era o montante de recursos destinados pelo governo ao Ipea.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Não é preciso dizer que os técnicos ficaram de cabelo em pé – jamais tinham passado por semelhante situação. Agora, os piores temores estão se confirmando.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Desde que a nova direção assumiu, trabalhos foram recusados, substituições foram feitas nas diretorias, e acabam de ser afastados quatro dos mais importantes pesquisadores, todos críticos do excesso de gastos do governo federal: Fábio Giambiagi, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende e Regis Bonnelli (este, um dos pioneiros do Instituto, junto com Pedro Malan).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A Diretoria de Estudos Macroecônomicos, a mais importante do Ipea, cujo atual titular é assessor econômico do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), bispo da Igreja Universal, solicitou que os pesquisadores desocupem suas salas.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>Censura e aparelhamento ideológico</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Será desastroso se o governo Lula destruir um dos mais importantes e independentes centros de estudos econômicos do país.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100; font-family: Helvetica">Um governo que se diz de esquerda terá feito um papel que nem a ditadura de direita ousou fazer.</span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica"></p>
<p align="right"><em>* <strong>Lúcia Hipólito</strong> é co-organizadora, com Maria Celina D’Araujo e Ignez Cordeiro de Farias, do livro &#8220;Ipea – 40 anos apontando caminhos&#8221;, publicado pela Editora FGV. </em></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
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		<title>Escândalo na Petrossauro</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2007 02:33:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Petrossauro]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Campos]]></category>

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		<description><![CDATA[Em outubro do ano passado, li um artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, na coluna de Maílson da Nóbrega, sob o título indagativo: “Existe empresa estatal eficiente?”. O articulista, ex-ministro da Fazenda, iniciava a sua argumentação da seguinte forma: “por definição, uma empresa estatal não tem a mesma eficiência que exibiria se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong></strong><strong></strong><strong></strong><a title="gigante_pre-historico.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/gigante_pre-historico.jpg"><img class="alignright" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="gigante_pre-historico.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/gigante_pre-historico.jpg" alt="gigante_pre-historico.jpg" hspace="10" width="300" height="225" align="right" /></a><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">E</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">m outubro do ano passado, li um artigo publicado no jornal <em>O Estado de S. Paulo</em>, na coluna de Maílson da Nóbrega, sob o título indagativo: “Existe empresa estatal eficiente?”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O articulista, ex-ministro da Fazenda, iniciava a sua argumentação da seguinte forma: “por definição, uma empresa estatal não tem a mesma eficiência que exibiria se fosse privada”, e acrescentava, “a sua governança corporativa pode até aproximá-la do padrão de gestão privada, como se vê no mundo desenvolvido, mas isso é muito difícil de acontecer em países como o Brasil”.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Para fugir um pouco das questões teóricas e verificar o empírico, tome-se, por exemplo, o último grande descalabro promovido pela Petrobrás &#8211; ou <strong>&#8220;Petrossauro&#8221;</strong>, como a tratava o saudoso embaixador e ex-ministro da Fazenda <strong>Roberto Campos</strong> (foto abaixo): a estatal realizará, conforme publicado na <em>Folha de S.Paulo</em> (ed. 1º/03/ 2007, pág. B10), um aporte de R$ 6 bilhões para zerar o déficit do &#8220;Petros&#8221;, o fundo de pensão dos funcionários da empresa, com dinheiro público, ou seja, que pertence a todos os brasileiros. Pergunto: o que nós, contribuintes, temos com isso?<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="roberto_campos.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/roberto_campos.jpg"><img title="roberto_campos.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/roberto_campos.jpg" alt="roberto_campos.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Nada de tão escandaloso aconteceria se a Petrossauro fosse uma empresa privada como a Vale do Rio Doce, a Embraer, o Bradesco, a Volkswagen, ou qualquer outra, submetida às normas do mercado. Enquanto os ex-empregados da Varig sofrem com a perda de suas pensões e aposentadorias complementares, causada por má gestão do falido fundo de pensão &#8220;Aerus&#8221; – destaque-se que a razão da falência foi uma administração nos moldes de empresa estatal – os empregados da Petrossauro dormem tranqüilos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Continuo indagando: é justo que o dinheiro de nossos impostos seja destinado ao financiamento da aposentadoria de milhares de funcionários de empresas estatais?<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Os fundos de pensão e os dinossauros estatais, típicos antros de corrupção, têm as suas respectivas diretorias substituídas a cada troca de governo. Isso gera onerosas mudanças administrativas. As contas de publicidade são enormes e jamais somos perguntados se concordamos em pagar por elas. Aliás, quem aprova os gastos e investimentos desses animais pré-históricos da administração pública são os digníssimos congressistas. Assim, é natural que boa parte dos recursos desapareçam em “valeriodutos”e outros esquemas de corrupção.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A contrapartida aos malefícios do estatismo é a privatização. Destaquem-se somente os exemplos da Vale do Rio Doce e da Embraer, para não falar do salto de eficiência que ocorreu no setor de telefonia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Vale relembrar o que deixou registrado o ex-ministro Maílson da Nóbrega: “dizer que uma empresa estatal pode ser eficiente como uma empresa privada é um disparate”.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #b9a045;"><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma;">MEMÓRIA CURTA</span><strong></strong><strong></strong><strong></strong><br />
<em></em></span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><strong></strong></span><strong></strong><span style="color: #888888;"><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: Tahoma;">Rombo &#8216;escandaloso&#8217; nos fundos de pensão</span></strong><strong></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="fundos_de_pensao.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/fundos_de_pensao.jpg"><img class="alignright" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="fundos_de_pensao.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/fundos_de_pensao.jpg" alt="fundos_de_pensao.jpg" hspace="10" width="212" height="242" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Os 13 fundos de pensão que foram investigados pela extinta CPMI dos Correios tiveram prejuízos, entre 2000 e 2005, de cerca de R$ 730 milhões em operações realizadas no mercado de derivativos da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&amp;F). </span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">(ver tabela)</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">O mais atingido foi o Prece (da Companhia de Água e Esgotos do Rio de Janeiro), com perdas que chegavam a R$ 309 milhões. Os dados fizeram parte do parecer que, na época, foi apresentado pelo sub-relator de Fundos de Pensão da Comissão, deputado ACM Neto (DEM-BA).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Para encerrar, registre-se a pergunta: os diretores desses “fundos de corrupção” ainda estão soltos? Ou seria melhor reformular a pergunta e questionar se algum desses administradores irresponsáveis, eventualmente, corre algum risco de ser responsabilizado criminalmente pela má gestão dos recursos dos funcionários? &#8211; Não precisamos quebrar a cabeça para responder.</span></p>
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