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	<title>Marcus Mayer's Blog &#187; Sociedade</title>
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		<title>Que prisma é esse?</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 20:48:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Do editor]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Enquanto na física o prisma é definido como um poliedro de seção triangular, que tem a propriedade de decompor a luz branca em espectro de cores, o nosso prisma é dotado de sentido figurado e representa um ponto de vista, um modo de considerar algo. O mundo visto por um prisma liberal, nem sempre, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em><span style="font-size: 16pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd;"><strong><img class="alignleft size-full wp-image-3168" title="Prisma liberal" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/Prisma-liberal.png" alt="Prisma liberal" width="200" height="230" />E</strong></span>nquanto na física o prisma é definido como um poliedro de seção triangular, que tem a propriedade de decompor a luz branca em espectro de cores, o nosso prisma é dotado de sentido figurado e representa um ponto de vista, um modo de considerar algo. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>O mundo visto por um prisma liberal</strong>, nem sempre, é entendido como gostaríamos. E isso é bastante compreensível, sobretudo considerando a conotação errada e negativa que a palavra <strong>liberal</strong> tem recebido. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Associa-se o liberalismo – de forma incorreta – à defesa dos interesses dos mais ricos, das camadas mais privilegiadas da população, dos empresários. Os liberais costumam ser confundidos com conservadores egoístas, com privatistas sem escrúpulos, com inimigos dos pobres. Observa-se essa óptica na América Latina e na Europa. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Nos Estados Unidos, de contrapartida, os liberais são comumente taxados de socialistas, adversários da iniciativa privada. Seus princípios estariam à serviço de incentivadores do aborto, do livre uso de drogas, do casamento entre gays, dos defensores do modelo de economia planificada, estatal.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Achamos que o momento seja pertinente para esclarecer o significado do “nosso” prisma liberal. A eleição do democrata (ou liberal?) Barack Obama, nos Estados Unidos, e o governo popular (ou antiliberal?) de Lula da Silva, no Brasil, costumam confundir o observador comum. Exceto estudiosos de ciências políticas ou sociais, naturalmente, ninguém é obrigado a conhecer as ideologias em detalhes.</span></em><span style="color: #ffffff;">rcus-mayer.com</span></p>
<hr />
<p><span style="color: #ffffff;">space</span></p>
<p><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #ffffff;"><img class="alignleft" title="mm150x187" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/mm150x187.jpg" alt="mm150x187" width="165" height="197" /></span></span></span></strong><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd;">Um convite à liberdade</span></strong><strong><br />
</strong><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999;">por Marcus Mayer</span><br />
<span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999;">exclusivo para o</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma; color: #999999;"><em> Blog</em> | Domingo, 2 de agosto de 2009</span></p>
<p style="text-align: justify;"> <strong><span style="font-size: 16pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd;">S</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">egundo o historiador inglês Eric Hobsbawn, autor de <em>A era dos extremos,</em> o século 20 teria começado com a Grande Guerra, em 1914, e terminado com o colapso da União Soviética em 1991, o último dos grandes impérios a desaparecer.  Para outros, o século foi mais curto: teria começado com a Revolução Comunista em 1917, para terminar com a Queda do Muro de Berlim em 1989. Nesse interregno, a democracia liberal enfrentou adversários de peso, representados pelas figuras de três carniceiros: Stalin, Hitler e Mao Tsé-Tung.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Na América Latina, durante o século passado, convivemos com caudilhos e ditadores. De Vargas e Perón a Pinochet e Fidel, para ficar somente em alguns exemplos mais emblemáticos. No Brasil, tivemos ainda duas décadas de repressão comandadas pelos militares, a partir de 1964.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Com a extinção do mundo bipolar da Guerra Fria, o antigo conflito entre capitalismo e comunismo chegou ao fim. Naturalmente, não nos esquecemos do mundo asiático com suas várias modalidades de autoritarismo confuciano; e não queremos descartar o mais grave problema do mundo islâmico, o qual não consegue separar a religião da política.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><img class="alignright size-full wp-image-3202" style="border: 0px;" title="Queda do Muro de Berlim, 1989" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/Queda-do-Muro-de-Berlim-1989.jpg" alt="Queda do Muro de Berlim, 1989" width="410" height="300" />Felizmente, a era de extremos &#8211; entre direitas e esquerdas &#8211; está definitivamente encerrada. Já se respiram ares de mais liberdade em torno do globo, apesar dos reconhecidos problemas ainda enfrentados pela humanidade, nesse começo de terceiro milênio da Era Comum.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Mesmo assim, restam ainda alguns saudosistas. São aqueles que insistem na tentativa de reviver teorias políticas ultrapassadas e investem no radicalismo, no belicismo, no choque entre as civilizações – como diria Samuel Huntigton.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Os atentados do 11 de Setembro, nos Estados Unidos, serviram de justificativa para a ascensão da chamada <em>doutrina Bush.</em> Os radicais islâmicos conseguiram aterrorizar o mundo e jogaram combustível no conservadorismo cristão norte-americano e dividiram opiniões na velha Europa. O idealismo multilateral das Nações Unidas, que se esperava vitorioso no final do século 20, foi substituído pelo unilateralismo e pela arrogância do governo republicano de George W. Bush.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Enquanto isso, na América Latina, depois de experiências neoliberais ensaiadas nos anos 1990 – que não conseguiram exterminar a miséria no continente –, o populismo e o autoritarismo retornaram ao poder em diversos cantos, agora sob novo título de <em>socialismo do século 21.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Depois desse brevíssimo giro histórico, gostaríamos de apresentar um pouco da nossa noção de <em>liberdade</em> e <em>liberalismo</em> para o mundo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Primeiramente, desejamos deixar claro que o liberalismo não deve jamais ser confundido com socialismo. E também não deve ser entendido como ideologia a serviço de grupos privilegiados. O liberalismo desse século 21 se opõe, sim, ao populismo e à tirania.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><img class="alignleft size-full wp-image-3209" style="border: 0px;" title="Diagrama Nolan" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/Diagrama-Nolan.jpg" alt="Diagrama Nolan" width="300" height="300" />Para simplificar a compreensão da localização de nosso pensamento no atual espectro ideológico, utilizamos uma vez mais uma adaptação do <em><strong>diagrama de Nolan</strong></em>, na ilustração ao lado. Observe-se que o esquema se divide em cinco campos: no alto o <em>liberal,</em> abaixo o <em>nacional-estatista,</em> à esquerda o <em>social-democrata,</em> à direita o campo <em>conservador,</em> e entre essas quatro tendências, o <em>centro.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">O nosso prisma liberal é pacifista e defensor da conservação do meio ambiente. É multilateralista e plenamente laico. É respeitador da total liberdade de expressão e incentivador da integração econômica dos povos. Por outro lado, não tolera ditaduras, xenofobia, populismo, preconceito, estatismo e fanatismo religioso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">No intuito de permitir uma melhor compreensão destas noções teóricas, propomos a análise de alguns temas frequentes e de grande relevo em nosso cotidiano. A abordagem prática possibilitará um entendimento claro dos valores que nos são caros ao defender uma ideologia. Assim, convidamos o leitor a refletir conosco sobre questões interessantes, que interagem em nossas vidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Comecemos com assuntos bastante polêmicos:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>ABORTO</strong> &#8211; Acreditamos que a decisão não deva ser do estado, mas exclusivamente da mulher. Não estamos de acordo com a proibição, nem desejamos incentivar mulheres que se opõem ao aborto a praticá-lo. No nosso ponto de vista, deveríamos seguir o exemplo dos países mais desenvolvidos e descriminalizar a prática.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em>Mais a respeito de nossa opinião sobre este tópico, pode ser encontrado no artigo </em><a title="A democracia e o estado laico" href="http://marcus-mayer.com/blog/2009/03/08/para-as-mulheres-com-carinho/"><em><strong>A democracia e o estado laico</strong></em></a><em>, publicado no último &#8221;Dia Internacional da Mulher&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>DROGAS</strong> – Distintamente da maioria dos libertários, não acreditamos que o livre uso de drogas esteja incluso no rol dos nobres direitos individuais. No entanto, não consideramos o dependente criminoso. Achamos que o vício deva ser tratado como doença. Na teoria, poderíamos até concordar com o argumento de que cada um é livre para fazer o que desejar com o seu próprio corpo, até mesmo destruí-lo. Receamos, todavia, que as populações mais carentes, principalmente aquelas que se viciam rapidamente no <em>crack</em> pelas ruas das grandes cidades, possam se tornar vítimas do excesso de liberalização. O mesmo se aplica aos jovens endinheirados que, em algumas baladas e raves, se envenenam com drogas sintéticas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong><img class="alignright size-full wp-image-3237" style="border: 0px;" title="beijo" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/beijo.jpg" alt="beijo" width="255" height="369" />CASAMENTO GAY</strong> – Essa é uma questão de âmbito estritamente pessoal e o estado em nada deve se intrometer na orientação sexual do cidadão. Trata-se aqui, da união civil entre pessoas do mesmo sexo. Achamos que homossexuais devem gozar dos mesmos direitos de qualquer outra pessoa. Naturalmente, o liberal não espera incentivar homens a trajar vestidos de noiva nem mulheres a usar terno e gravata. Isso nada tem a ver com o assunto. Também no que concerne à adoção, achamos que todos têm os mesmos direitos e obrigações. Vale ressaltar uma vez mais que nenhum tipo de preconceito combina com o liberalismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>LIBERDADE DE EXPRESSÃO</strong> – A defesa desse valor é dos mais caros ao liberal. Tanto os cidadãos quanto a imprensa devem ter total liberdade para expressarem opiniões. A censura é antidemocrática e serve somente ao autoritarismo. Todavia, estabeleçamos aqui um único limite: a liberdade de expressão não deve jamais ser utilizada para fazer apologia ao crime, ao racismo ou ao preconceito, até mesmo no &#8220;território livre&#8221; da Internet.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>DEMOCRACIA</strong> – É impossível ao liberal identificar-se com qualquer tipo de ditadura ou tirania, seja de direita, de esquerda ou religiosa. Tal qual a liberdade de expressão, a democracia está entre os valores indissociáveis ao liberalismo. Condenamos o uso de instrumentos democráticos, como o <em>plebiscito</em> e o <em>referendum,</em> para justificar a centralização de poderes que, indubitavelmente, remetem a uma ditadura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>MITOLOGIA</strong> – O liberal garante a liberdade religiosa, mas a separa plenamente do estado. As religiões podem ser ensinadas nas igrejas, mas não como doutrinação em escolas. Além disso, preferimos que símbolos religiosos fiquem distantes das salas de aulas, respeitando-se a diversidade cultural. O mesmo se refere à frequente imposição de religião aos povos silvícolas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>ARMAS DE FOGO</strong> – Nesta questão, nós nos diferenciamos da maioria dos liberais, ou seja, somos uma minoria, que considera o uso de armas de fogo exclusividade do estado. Sob nosso prisma, a segurança dos cidadãos deve ser responsabilidade plena do estado. Não encontramos justificativa para o uso particular, exceto no caso de especialistas, treinados para tal no exercício de suas profissões, e também na prática de esportes. Se quem nos lê não concorda com essa opinião, ao menos aqui, é mais liberal que nós.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>SAÚDE E EDUCAÇÃO</strong> – Ideal seria se todos tivessem a possibilidade de escolher o hospital e a escola mais adequados as suas necessidades e pudessem remunerar os serviços recebidos. Entendemos, contudo, que essa ainda não é a realidade da maioria das pessoas. Assim, reservamos mais uma atribuição ao estado: garantir saúde e educação para as populações que ainda dependam do auxílio estatal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>GARANTIAS TRABALHISTAS</strong> – Na nossa óptica essas garantias deveriam ser estabelecidas exclusivamente em contrato, firmado entre empregado e empresa. A regulamentação pode servir, contudo, àquela faixa de trabalhadores desprotegidos e incapazes de estabelecer garantias que não os tornem reféns dos empregadores. Aqueles que o desejassem, porém, deveriam ter a liberdade de negociar salários, férias, licenças, horas-extras, turnos, bônus, assistência médica etc., como melhor lhes coubesse, sem a interferência estatal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>RENDA MÍNIMA</strong> – Para expor de forma simples o nosso ponto de vista, tomamos o exemplo do programa Bolsa Família, do governo brasileiro. Seria desumano criticar um esforço estatal que oferece, em média, 90 reais mensais a famílias miseráveis. Consideramos, entretanto, imprescindível associar ao programa estatal meios para retirar as populações definitivamente da pobreza. Ninguém deveria se tornar refém de &#8220;esmolas&#8221; de políticos populistas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em>Um ótimo exemplo de iniciativa governamental que deu certo foram os esforços da Coréia do Sul: no intervalo de três décadas, o país transformou radicalmente a sua economia. Por meio de maciços investimentos em educação, ciência e tecnologia, retirou a população da pobreza, transformando a pequena península asiática na 15ª economia mundial, com renda per capita acima de 25 mil dólares.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3256" style="border: 0px;" title="Seul 1961 - atual" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/Seul-1961-atual.jpg" alt="Seul 1961 - atual" width="620" height="436" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>FILANTROPIA</strong> – Alguns liberais ortodoxos consideram a filantropia um convite à preguiça. Não comungamos desse pensamento e vislumbramos a generosidade como alternativa à excessiva presença do estado em algumas áreas. Leve-se em conta o exemplo das melhores universidades americanas, que recebem generosas doações de seus ex-alunos. Esse tipo de caridade permite ao estado economizar recursos públicos e destiná-los, por exemplo para a educação de base.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>IMPOSTOS</strong> – Mesmo os liberais mais acirrados à doutrina sabem que o estado não sobrevive sem arrecadar impostos. Todavia, quanto menor a quantidade de impostos que se pagam ao governo, mais dinâmica se torna a economia. Sobra mais dinheiro em circulação para os cidadãos e para as empresas e seus empregados. Mas para isso, o estado precisa ser enxuto. No nosso ponto de vista, a folha de pagamentos estatal deve servir somente para remunerar atividades nas quais a iniciativa privada não esteja presente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>FUNCIONALISMO PÚBLICO</strong> – Pode ser eficiente e bem remunerado, se em número adequado (extraordinariamente reduzido) e atuando somente nos serviços essenciais. Funcionários públicos devem ter os mesmos direitos e obrigações que empregados do setor privado. Não podem ser cidadãos privilegiados nem de segunda classe.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong><img class="alignleft size-full wp-image-3261" title="lenin" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/lenin.jpg" alt="lenin" width="205" height="162" />BUROCRACIA</strong> – A burocracia é inimiga do liberalismo e do desenvolvimento. Quanto menor a burocracia mais livre é a sociedade e mais eficientemente funciona a economia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>LIVRE CONCORRÊNCIA </strong>– O protecionismo e a reserva de mercado &#8211; não importando se executados por países ricos ou menos desenvolvidos -, é sempre prejudicial para a economia. Liberais não protegem nem privilegiam determinados setores produtivos. Consideram a concorrência extremamente saudável para a elevação da qualidade e para a redução dos preços.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>PRIVATIZAÇÕES</strong> – Naturalmente, para contrastar os argumentos pró e contra as privatizações, preferiríamos elaborar um texto mais detalhado. Afinal, trata-se de uma questão que sofre campanhas difamatórias por parte de estatistas mais radicais. Contudo, para resumir nossa óptica liberal, defendemos a privatização em todas as áreas nas quais a iniciativa privada pode ser mais eficiente que o estado. Isso, naturalmente, não se limita aos setores de telefonia ou de mineração, que já comprovaram enorme sucesso ao redor do mundo, e sobretudo no Brasil, mas pode ser adequada aos portos, aeroportos, presídios, estradas, ferrovias, bancos, estádios esportivos etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>AGÊNCIAS REGULADORAS</strong> – O nome pode assustar os liberais, mas reconhecemos a importância de determinados controles. Além da defesa dos consumidores, é necessário garantir a livre concorrência e evitar a criação de monopólios e cartéis. Porém, essas instituições precisam ser totalmente independentes da influência governamental para que cumpram corretamente o papel que lhes é reservado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><strong>RELAÇÕES INTERNACIONAIS</strong> – Desejamos a plena integração econômica e comercial, como meio de alcançar a paz e a prosperidade entre os povos. Acreditamos nas instituições multilaterais como as Nações Unidas e a Organização Mundial do Comércio. Não identificamos no embargo imposto a países governados por tiranos (p.ex.: Cuba, Coréia do Norte, Irã) meio eficaz de combate à ditadura. Países que mantém relações comerciais tendem a ser mais contidos, até nos mais tumultuados conflitos diplomáticos, exatamente porque mantém relações comerciais (<em>p.ex.:</em> Venezuela e Estados Unidos). O comércio é um meio eficaz para evitar a guerra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em><img class="alignleft size-full wp-image-3307" style="border: 0px;" title="personality mosaic" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/personality-mosaic.jpg" alt="personality mosaic" width="300" height="477" />Certamente, existem muitos outros pontos que poderiam ser considerados, mas acreditamos ter exposto temas de interesse geral que esclarecem bem razoavelmente o <strong>nosso prisma liberal</strong>.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">Nossas prioridades na atuação política são sempre dirigidas aos povos mais necessitados – seja do Brasil, seja do mundo. Não importa se é o estado ou a iniciativa privada que atuarão. Cada um tem a sua atribuição. E um não anula a presença ou a responsabilidade do outro. Combatemos, contudo, os excessos. O radicalismo não é saudável, nem se for sob a óptica dos princípios liberais</span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;">. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em>Infelizmente, o liberalismo é uma filosofia, algumas vezes, mal entendida e desvirtuada por seus opositores. Esperamos que, no futuro, quando alguém classificar o liberal como reacionário, elitista, preconceituoso ou, unicamente, defensor dos interesses das classes ricas, você, leitor, tenha argumentos para rebater. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em>Lembremo-nos também que existem pessoas boas, bem intencionadas, integrando todas as ideologias democráticas. O nosso prisma é constituído de princípios puramente liberais, mas também de pontos que julgamos positivos em outras linhas de pensamento: a social-democracia, a terceira via, o conservadorismo, o ambientalismo etc. O mesmo não se aplica aos aliados e sectários de ditaduras ou tiranias corruptas e racistas.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica;"><em>Àqueles que ainda se debatem radicalmente na defesa de ideologias, seja à direita ou à esquerda, avisamos, simplesmente, que o século 21 já chegou.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Helvetica;"><span style="font-size: x-small;">Na ilustração: Martin Luther King, Mohandas Gandhi, Roberto Campos, Sérgio Vieira de Mello, Mario Vargas Llosa, Alvaro Vargas Llosa, Al Gore, Konrad Adenauer, Ronald Reagan, Margareth Thatcher, Adam Smith, Alexis de Tocqueville, Jean-Jacques Rousseau, Friedrich Hayek e Ludwig von Mises.</span></span></p>
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		<title>Dalits e preconceito</title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2009/03/15/2391/</link>
		<comments>http://marcus-mayer.com/blog/2009/03/15/2391/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 20:43:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  A revista britânica The Economist, por meio de seu breve artigo “Soup, sex and sociology”, que traduzi abaixo, oferece a chance de abordar um assunto sobre o qual há tempos desejava discorrer. Com relativa frequência nos defrontamos com pessoas que se consideram intelectualmente muito superiores às demais (mas certamente não o são). Costumam exteriorizar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><img class="aligncenter size-full wp-image-2487" title="Beautiful Indian Woman" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/indian-woman.jpg" alt="Beautiful Indian Woman" width="600" height="375" /></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">A revista britânica <a title="The Economist.com" href="http://www.economist.com/"><strong>The Economist</strong></a>, por meio de seu breve artigo <strong>“Soup, sex and sociology”</strong>, que traduzi abaixo, oferece a chance de abordar um assunto sobre o qual há tempos desejava discorrer. Com relativa frequência nos defrontamos com pessoas que se consideram intelectualmente muito superiores às demais (mas certamente não o são). Costumam exteriorizar um injustificável preconceito em relação àquilo que estranhamente associam a uma cultura dirigida aos menos intelectualizados.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Naturalmente, não pretendo aqui fazer apologia à futilidade nem generalizar. Todavia, gostaria de reduzir um pouco a altura do pedestal ao qual se agarram esses tipos arrogantes. O texto da <strong>Economist</strong> é somente uma isca, pois o “neointelectual” não costuma perder nenhuma de suas edições. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Um nicho muito comum para encontrar exemplares dessa espécie é a Universidade de São Paulo. Pelo fato de serem professores ou estudantes dessa renomada instituição, é comum observar em suas falas ou textos um padrão excepcional de prepotência.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Ouse citar, durante conversa com um desses, uma entrevista que tenha lido na revista <strong>Veja</strong>, um editorial do <strong>Estadão</strong> ou um eventual programa transmitido pela <strong>TV Globo</strong>. Irão vislumbrá-lo como tendo confessado plena submissão aos meios de comunicação dirigidos aos ignorantes. Se quiser se dar bem, elogie o último pronunciamento de Hugo Chávez na <strong>TeleSur</strong>.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Mas não é preciso ir à USP para encontrar os tipos. Boa parcela de bloggers também se sente assim, adotando esse jeito, digamos, superior. Leia um blog político no portal <strong>iG </strong>e entenderá do que se trata. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">A mesma arrogância poderia ser observada se um aluno de curso pré-vestibular questionasse um professor de literatura sobre uma obra de Paulo Coelho. O coitado seria imediatamente rechaçado pelo “culto mestre”. Também não seria viável recorrer a um texto de autoajuda, sob risco de ser taxado de otário. E gostar de futebol, ou pior, assumir-se flamenguista ou corinthiano? Isso só pode ser mesmo peculiar ao povão ignorante. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Por que tanto preconceito? Esses sentimentos formados <strong>a priori</strong>, sem maior fundamento, são típicos do “pseudointelectual”. Que leia a “Fenomenologia do Espírito”, de Hegel, antes de dar palpites toscos.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Pobres mortais</span></em><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">!</span></em> </p>
<hr id="null" /><strong><span style="font-size: 16pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd"><img class="alignleft size-full wp-image-1175" title="mm150x187" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/mm150x187.jpg" alt="mm150x187" width="165" height="197" />Os intocáveis da Índia</span><br />
</strong><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">por Marcus Mayer*</span><br />
<span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">exclusivo para o</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><em> Blog</em> | Sábado, 21 de março de 2009</span><span style="font-size: 110%; font-family: Tahoma"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"> preconceito é certamente um dos piores atributos da espécie humana. É uma característica exclusiva encontrada entre aqueles que, no reino animal, são considerados superiores, graças à virtuosa faculdade da razão. Estaria certo Rousseau ao definir o homem no estado de natureza como “bom selvagem” e, consequentemente, mais feliz que vivendo em sociedade?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Por maiores que sejam as críticas que se apresentem diante da baixa qualidade de programas televisivos dirigidos às massas, as novelas da <em>TV Globo</em> têm contribuído para o enfrentamento do preconceito social.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Convívio com portadores do vírus HIV, atenção para com viciados em drogas, relações homossexuais, respeito por mais velhos, casamentos inter-raciais, importância do uso de preservativos, entre tantos outros temas-tabu, quando não vislumbrados com acentuado preconceito, já fizeram parte de muitos enredos dessas telenovelas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Momento no qual tanto se fala sobre os BRICs (sigla que reúne as chamadas economias emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China), a <em>Globo</em> apresenta ao Brasil um tema de relevância internacional, sobretudo por se tratar de um problema atual que ocorre no segundo país mais populoso do mundo, em sua novela “Caminho das Índias”. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><strong>DALIT</strong> &#8211; Aproximadamente 194 milhões de cidadãos <em>(World Factbook, 2009), </em>número quase equivalente ao da população do Brasil, pertence ao grupo social dos chamados <strong>Intocáveis</strong>, na Índia. São pessoas maculadas pelo nascimento, em um ultrapassado sistema de castas que os considera impuros e inferiores a um ser humano(!). Eles se autodenominam <strong>dalits</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Para entender essa estranha realidade é necessário percorrer um pouco a cultura híndi. O sistema de castas da Índia é uma de suas características mais idiossincráticas. Foi implantado por volta de 1.600 antes da Era Comum, por uma classe de sacerdotes, os <strong>Brahmin</strong> da <strong>Dharma</strong> (conceito utilizado para definir a verdade universal no hinduísmo). Atribui-se a Manu, sobrevivente do mítico dilúvio, a fundação da antiga sociedade híndi sob estes moldes mitológicos.    </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><img class="alignright size-full wp-image-2586" style="border: 0px;" title="om-mandala" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/om-mandala.jpg" alt="om-mandala" width="120" height="115" />A tradição classifica as pessoas em quatro “varnas” (categorias), conforme as partes do corpo da divindade védica, Purusha, de quem cada um dos grupos foi criado. De acordo com a antiga história hinduísta, <strong>varna</strong> e <strong>sistema de castas</strong> não representam a mesma coisa, embora estejam diretamente relacionados. As partes do corpo de Purusha definem a <em>varna</em>, que determinará a classe social designada para questões como com quem podem se casar e quais profissões podem exercer. Originalmente, o sistema baseava-se nas classes sociais e não na condição determinada pelo nascimento, o que permitia uma certa mobilidade.    </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O conceito hindu posterior, baseado nos textos denominados <strong>Varnashrama dharma</strong>, fundamentou o sistema de castas determinado pelo nascimento. Não é, de acordo com as crenças, considerado um sistema artificial, mas referente a classificações naturais, aplicáveis a todas as sociedades humanas. Os indivíduos teriam tendências inatas diferentes para a execução de trabalhos que exigissem determinadas qualidades pessoais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Assim também, existiriam fases naturais na vida, “ashrans”, para a execução de certas atividades. O hinduísmo argumenta que os indivíduos melhor explorariam os seus potenciais considerando tais planos naturais. Por essa razão, a sociedade deve ser “estruturada” e “organizada”, fundamentando a tese de que cada <em>varna</em> e o <em>ashram</em> teriam o seu próprio <em>Dharma</em> pré-estabelecido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><img class="alignleft size-full wp-image-2491" title="Purusha" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/purusha.jpg" alt="Purusha" width="281" height="394" />Os conceitos-chave do sistema de castas indiano, portanto, apresentam-se da seguinte forma: <strong><em><span style="color: #626f9d;">V</span><span style="color: #626f9d;">arnashrama-dharma</span></em></strong><span style="color: #626f9d;"> </span>– deveres a serem executados segundo o sistema de quatro <em>varnas</em> (as divisões sociais) e quatro <em>ashrans</em> (as etapas na vida). Quatro <strong><em><span style="color: #626f9d;">varnas</span></em></strong> – <strong>brâmanes</strong> (sacerdotes, professores e intelectuais), <strong>kshatriyas</strong> (polícia, exército e administração), <strong>vaishyas</strong> (agricultores, comerciantes e pessoas de negócios), <strong>shudras</strong> (artesãos e empregados domésticos). Quatro <strong><em><span style="color: #626f9d;">ashrans</span></em></strong> – vida estudantil, vida doméstica (incluindo o casamento), retiro e renúncia. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O atento leitor certamente observou que toda esta descrição em momento algum abordou os <strong>dalits</strong>. E é exatamente neste particular que se justifica, de acordo com a tradição hinduísta, a sua inferioridade e a sua exclusão social.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">No mais provável intuito de manter a superioridade, os <em>brâmanes</em> fundamentaram o sistema de castas mais recente, por meio de analogia com o corpo da divindade Purusha.  Eles representariam a cabeça da sociedade (originam-se da boca e dos olhos), fornecendo a visão espiritual da sociedade e a instrução das pessoas. Os braços, utilizados para defender o corpo originaram os <em>kshatriya</em>, cuja função é proteger a sociedade. O dever principal do <em>vaishya</em> é a nutrição material (foram criados do ventre e das coxas de Purusha), e os <em>shudra</em> (parte inferior das pernas) apóiam todas as outras seções sociais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">E, novamente, aonde se encontram os dalits? Não, eles não estão inseridos em nenhuma sub-casta. Pertencem a um grupo que não integra o sistema de <em>varnas</em>, ou seja, não fazem parte da sociedade humana. A melhor analogia para definir o dalit é incansavelmente repetida pelo personagem conservador, Opash Ananda, interpretado pelo ator Tony Ramos, na novela <em>Caminho das Índias:</em> “os dalits são a poeira sob os pés de Brahma”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><strong>ÍNDIA ATUAL</strong> &#8211; Desde 1950, a Constituição da Índia proibiu a discriminação contra os dalits. Apesar disso, o preconceito está presente, principalmente nas áreas rurais. Por serem considerados “impuros de nascimento”, esses chamados <em>intocáveis</em> executam os trabalhos mais humildes e são pessimamente remunerados. Nas cidades, os dalits trabalham como varredores de rua, limpadores de latrinas e de animais mortos. No interior do país, são empregados agrícolas assolados pela pobreza extrema, pelo analfabetismo e pela opressão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">A Índia, maior democracia do planeta, conta atualmente com 1,17 bilhão de habitantes <em>(World Factbook, 2009)</em>. Os dalits correspondem a 16,6% da população total do país. De acordo com dados oficiais e de organizações não-governamentais, 80% dos dalits vivem nas áreas rurais e 86% não possuem nenhuma propriedade. Do total, 60% executam trabalhos eventuais, ou seja, não têm um emprego fixo. Enquanto a taxa total de analfabetismo na Índia é de 39%, entre os dalits ela atinge 63%. As piores estatísticas, contudo, referem-se à violência: a cada 18 minutos, essa gente é vitimada por um crime. E, diariamente, 3 mulheres dalits são estupradas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><strong><img class="alignright size-full wp-image-2503" style="border: 0px;" title="Sameera Reddy" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/sameera-reddy.jpg" alt="Sameera Reddy" width="260" height="355" />BOLLYWOOD</strong> &#8211; Apesar das produções da indústria cinematográfica de Mumbay já privilegiarem algumas tramas que denunciam o preconceito de castas na Índia, não há em Bollywood nenhum ator ou atriz dalit. O internacionalmente aclamado diretor Nagesh Kukunoor está produzindo um filme intitulado “Ye Hausla”, no qual são representadas as situações e as aflições de uma mulher dalit no Rajastão (a mesma província na qual é conduzido o enredo de “Caminho das Índias”). A atriz Sameera Reddy (foto) será a protagonista do filme.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Na política, os dalits contam com uma representante de destaque. Em 2007, Kumari Mayawati foi empossada pela quarta vez como governadora da província de Uttar Pradesh, localizada no norte da Índia. Nascida em Nova Delhi, Mayawati é exemplo raro de dalit que conseguiu se formar Bacharel em Direito e em Educação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">A democracia oferece o melhor caminho para que a representação dos dalits na política encontre meios de aperfeiçoamento das leis e da conduta de todos os cidadãos indianos. E a educação é a melhor arma para livrar as populações da ignorância e combater dogmas religiosos tão ultrapassados como os que impuseram o sistema de castas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Esperamos que um dia os dalits possam beber dos mesmos poços, ingressar nos mesmos templos, usar sapatos na presença de uma casta superior e beber das mesmas xícaras nas tradicionais lojas de <em>chai</em> (chá).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma;"><strong><span style="color: #ffffff;">space</span></strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma;"><strong>NOTA IMPORTANTE:</strong> Alguns representantes da comunidade indiana no Brasil têm manifestado desacordo com o que afirmam ser exageros de Glória Perez, autora de “Caminho das Índias”, no tocante à real situação dos dalits. É verdade que o preconceito tenha diminuído sensivelmente nos centros urbanos mais desenvolvidos. Todavia, as informações constantes deste artigo, colhidas de fontes renomadas e fidedignas, apontam para um abismo de desigualdade entre as regiões indianas. Esse quadro não difere muito do brasileiro. Nos centros mais desenvolvidos, tanto no Brasil quanto na Índia, é possível identificar um padrão de vida quase escandinavo, enquanto que nas regiões mais pobres ainda se convive com tragédias sociais em moldes subsaarianos. A desigualdade, acompanhada de suas nefastas consequências, é a propriedade geográfica que mais aproxima o Brasil da Índia.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma;"><strong>FONTES DE PESQUISA:</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma;"><strong><a href="http://news.nationalgeographic.com/news/2003/06/0602_030602_untouchables.html"></a>· </strong>NATIONAL GEOGRAPHIC: <a title="India’s “Untouchables” Face Violence Discrimation" href="http://news.nationalgeographic.com/news/2003/06/0602_030602_untouchables.html">India’s “Untouchables” Face Violence, Discrimination</a><br />
<strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma;"><strong><a href="http://news.nationalgeographic.com/news/2003/06/0602_030602_untouchables.html"><img class="alignright size-full wp-image-2594" style="border: 0px;" title="logo_ng_141x45" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_ng_141x45.gif" alt="logo_ng_141x45" width="141" height="45" /></a></strong></span></span>· </strong>DALIT FREEDOM NETWORK &#8211; <a title="Who are the Dalits?" href="http://www.dalitnetwork.org/go?/dfn/who_are_the_dalit/C64">Who are the Dalits?</a><br />
<strong>· </strong>DALIT INTERNATIONAL FOUNDATION &#8211; <a title="Vital statistics about Dalits" href="http://www.dalitinternational.org/About%20the%20Crusader/Vital%20Statistics%20About%20Dalits%20.html">Vital statistics about Dalits</a><br />
<strong>· </strong>THE WORLD FACTBOOK &#8211; <a title="India" href="https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/in.html">India</a><br />
<strong>· </strong>THE HEART OF HINDUISM &#8211; <a title="Dharma (Part 2): Varnashrama-dharma" href="http://hinduism.iskcon.com/concepts/108a.htm">Dharma: Varnashrama-dharma</a> </span></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<hr />
<div><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Tahoma; color: #9fb6cd"><span style="color: #000000;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Tahoma; color: #9fb6cd"><a title="The Economist: Soups, sex and sociology" href="http://www.economist.com/displayStory.cfm?story_id=13278424"><img class="size-full wp-image-2395 alignright" style="border: 0px;" title="The Economist" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/economist_logo.png" alt="The Economist" width="224" height="60" /></a></span></strong></span></span></strong> <span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma;"><span style="color: #ff0000;">TELEVISION BRAZIL</span></span></div>
<p><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Tahoma; color: #9fb6cd"><span style="color: #000000;">Novelas, sexo e sociologia</span></span><br />
</strong><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">Da revista The Economist | 12.MAR.2009</span><br />
<span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">Tradução: Marcus Mayer</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong><em>Mulheres que assistem às novelas têm menos bebês (porém, mais homens)?</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd"><strong>O </strong></span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">glamourizado mundo retratado pelas telenovelas brasileiras é tão representativo no país quanto o foi Marie-Antoinette para as suas seguidoras, na França de 1780. Mas tem um alcance muito superior. Aproximadamente 40 milhões de pessoas assistem diariamente às novelas da Globo, principal rede de televisão do Brasil. As tramas, em boa parte das vezes, desenrola-se no Rio de Janeiro, onde a Rede Globo tem sua sede, cidade na qual as famílias são menores, mais brancas e mais ricas do que na média do país. Uma recente pesquisa sugere que a versão de Brasil vendida pela Globo tenha implicado duas tendências sociais importantes: a redução da taxa de natalidade e a aceitação do divórcio.</span></span></div>
<div><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"></span></div>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><span id="more-2391"></span><img class="alignleft size-full wp-image-2550" title="illustration-by-claudio-munoz" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/illustration-by-claudio-munoz.jpg" alt="illustration-by-claudio-munoz" width="240" height="292" />As telenovelas floresceram durante o regime militar, entre 1964 e 1985. Os generais subsidiaram vendas de televisores, com o objetivo de reforçar o sentimento de integração nacional ao grande e, por extensão, iletrado país. O noticiário nacional pretendia realizar esse serviço, mas foram as telenovelas que realmente conquistaram o público. Os roteiristas e diretores, muitos dos quais se alinhavam à esquerda política, vislumbraram um instrumento para alcançar as massas. As tramas das novelas muitas vezes abordam situações de linha progressista: a Aids é discutida, os preservativos são promovidos e são oferecidos exemplos da mobilidade social.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Todavia, qual é o impacto das telenovelas na vida real? De acordo com dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), pesquisadores observaram o alcance do sinal da Rede Globo de Televisão pelo país e o defrontaram com estatísticas sobre fertilidade e divórcio. *</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O resultado referente à redução da taxa de natalidade é muito expressivo: o índice caiu de 6,3 crianças por mulher em 1960 para 2,3 em 2000, apesar dos esforços oficiais para redução da contracepção alcançar pouca gente naquele tempo. A opção por menos bebês foi tomada em grande parte por mulheres que migraram para as cidades. Os dados do BID sustentam que as pequenas e felizes famílias, retratadas pela televisão, contribuíram para esta tendência. Associada a outros fatores, a chegada da Globo contribuiu com um declínio de 0,6 pontos percentuais na probabilidade de uma mulher dar à luz em determinado ano. Isso equivalente proporcionalmente a dois anos a mais de instrução da mulher, associada à redução da taxa de natalidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O efeito sobre o divórcio foi menor, mas é evidente. Os pesquisadores constataram que entre 1975, quando o divórcio começou a ser debatido, e 1984, um quinto dos principais personagens das novelas da Globo eram separados ou se divorciaram &#8211; uma porcentagem mais alta do que no Brasil da vida real. Os conflitos entre os casais não foram somente resultado de machismo: de meados da década de 1960 até meados dos anos 1980, aproximadamente 30% dos principais personagens de atrizes das novelas foram infiéis aos seus parceiros. Os pesquisadores constataram que a chegada da Globo a uma determinada região está associada com uma elevação de 0,1 a 0,2% na decisão de mulheres entre 15 e 49 anos se separarem ou se divorciarem. Os autores estimam que as divertidas e “poderosas” mulheres, retratadas principalmente no Rio de Janeiro, tenham influenciado outras a assumirem vidas mais independentes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Outra pesquisa aponta que o divórcio e a baixa fertilidade contribuíram para a redução da violência doméstica. Assim, a influência de telenovelas pode ser muito mais positiva do que estimam críticos que as classificam como futilidade. A Globo poderia abordar, por meio da sedução de suas novelas, outros temas importantes como a reforma fiscal, permitindo que a transformação do Brasil seja ainda mais completa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><span style="color: #000000;">*</span><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;"> “</span>Television and Divorce: Evidence from Brazilian Novelas,” by Alberto Chong and Eliana La Ferrara (January 2009) and “Soap Operas and Fertility: Evidence from Brazil,” by Eliana La Ferrara, Alberto Chong and Suzanne Duryea (October 2008).</span></span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma;"><span style="color: #000000;"> </span></span></span></p>
<p> </p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Para as mulheres, com carinho</title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2009/03/08/para-as-mulheres-com-carinho/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 20:48:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Legislação]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Aborto]]></category>
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		<description><![CDATA[E para os homens que têm a obrigação de conhecer adequadamente o tema. O debate acerca da descriminalização do aborto e dos limites que dogmas religiosos devem respeitar no âmbito do estado laico, foi reacendido com o evento da menina brasileira de 9 anos, que se submeteu à interrupção de uma gravidez, e da ingerência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 15pt; font-family: Tahoma; color: #9fb6cd"><em><strong></strong></em></span><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><strong><img class="alignright size-full wp-image-2278" style="border: 0px;" title="Fèmme" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/femme.jpg" alt="Fèmme" width="265" height="385" />E para os homens que têm a obrigação de conhecer adequadamente o tema.</strong></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O debate acerca da descriminalização do aborto e dos limites que dogmas religiosos devem respeitar no âmbito do estado laico, foi reacendido com o evento da menina brasileira de 9 anos, que se submeteu à interrupção de uma gravidez, e da ingerência de um arcebispo da Igreja Católica no assunto.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Coincidentemente, o fato que se originou em Pernambuco, no nordeste brasileiro, alastrou-se pela mídia mundial, durante a semana que antecedeu o <strong>Dia Internacional da Mulher.</strong></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O artigo a seguir é uma homenagem às mulheres latino-americanas e àquelas dos países pobres ao redor do mundo, contra as quais ainda é imposta uma lei que as submete a sérios danos à saúde e ao risco de perder a vida. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">No Brasil, essa legislação implica a segunda maior &#8216;causa mortis&#8217; entre mulheres jovens (na faixa dos 14 aos 22 anos de idade) e a terceira entre o total de mulheres, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).</span></em></p>
<p style="text-align: justify;">
<hr id="null" /></p>
<p><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Tahoma; color: #9fb6cd"><img class="alignleft size-full wp-image-1175" title="mm150x187" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/mm150x187.jpg" alt="mm150x187" width="165" height="197" />A democracia e o estado laico</span><br />
</strong><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">por Marcus Mayer*</span><br />
<span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">exclusivo para o</span><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999"><em> Blog</em> | Domingo, 8 de março de 2009</span><span style="font-size: 100%; font-family: Tahoma"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"> aborto aborto não é um assunto agradável e sua ação não entusiasma ninguém. Muito pelo contrário, a circunstância determina uma decisão difícil e quase sempre traumatizante às mulheres que se vêem diante da possibilidade de necessitar do recurso. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Não é absolutamente proveitoso discutir se o embrião de poucas semanas deve ser considerado um ser humano – dotado de alma, segundo os que acreditam – ou um inchaço abdominal que sugere um projeto de vida. Esse debate não encontra respaldo científico definitivo e as crenças religiosas atuam exclusivamente no campo da mitologia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O que realmente importa é eliminar de antemão a falácia dos argumentos antiaborto que são apresentados como se a sua prática não existisse e só passasse a ocorrer a partir do momento no qual uma lei o aprovasse. Não se pode confundir sob nenhuma hipótese a descriminalização do aborto com o seu estímulo ou a sua promoção.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">A realidade demonstra que o aborto existe desde os tempos mais remotos – e continuará ocorrendo independentemente de lei que o tolere ou não. A legislação dos países mais desenvolvidos e laicos  permite à mulher interromper a gravidez em condições de segurança, atendendo plenamente aos cuidados e aos requisitos da medicina.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Isso não acontece onde a prática é considerada ilegal, mas atinge exclusivamente as mulheres pobres. Para as demais, àquelas que dispõem de recursos, não existem obstáculos eficientes e a lei também não as impede de viajarem para países nos quais o aborto é permitido. A própria legislação acaba elevando os custos nos melhores consultórios, dados os riscos legais e médicos, de uma intervenção relativamente simples, que poderia ser pouco dispendiosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Por outro lado, aos seguidores mais fiéis de dogmas religiosos, uma legislação liberal como a existente na União Européia não obrigaria uma mãe a abortar jamais. Essa determinação ocorre na China e aconteceu durante o governo de Indira Gandhi, na Índia, como estratégia governamental para reduzir o crescimento populacional (os dois países ultrapassam a cifra de 1 bilhão de habitantes cada um).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">É muito respeitável a convicção daqueles que sustentam, guiados pela crença, que o <em>nasciturus </em>(termo jurídico que designa o ser, desde a concepção até o nascimento) já seja um ser humano imbuído de direitos, e cuja existência deve ser respeitada, independentemente dos dogmas católicos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Todavia, o problema que se espera solucionar por meio da legislação que deixe de considerar criminoso o ato de interromper uma gravidez indesejada está diretamente relacionado aos direitos da mulher. A questão está entre aceitar se o direito de decidir se um filho é desejado cabe à mulher ou à autoridade política.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Também não se discute aqui se a consciência preventiva deveria existir antes da concepção, mas a realidade prática de sua consequência. Em nenhuma hipótese uma legislação descriminalizante implicaria a não importância da adoção de métodos anticoncepcionais, naturais ou artificiais, bem como a educação sexual e as campanhas de controle de natalidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">As leis de países que permitem o aborto estabelecem prazos máximos para praticá-lo (que variam entre a décima segunda e a vigésima quarta semana) e obrigam a um período de reflexão entre a decisão e o próprio ato.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">O fato que repercutiu na imprensa mundial, originado na menina de 9 anos, autorizada pelo estado a praticar o aborto dentro dos limites impostos pela lei vigente, que já permite a interrupção da gravidez em casos de estupro e risco de morte da mulher, foi a manifestação de um arcebispo da Igreja Católica, o qual, sustentado pelo Vaticano, sobressaiu a excomunhão da equipe médica e de sua mãe. Seguindo o que está prescrito no Direito Canônico, o representante da Igreja foi coerente e não cabe aqui questionar a sua fé.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">De grande relevância, porém, destacamos a relação entre a Igreja e a democracia. A Igreja Católica não é uma instituição democrática e nem poderia sê-lo. Exceto o budismo, que mais se enquadra como uma filosofia, nenhuma religião é democrática. As verdades que defende são absolutas, provêm de um Deus, e, a transcendência e seus valores morais não são objeto de transações nem de concessões em matéria de valores e verdades opostas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Os tempos da Inquisição e as imposições do Talibã talvez sejam os exemplos de maior visibilidade e os mais radicais da intolerância religiosa. Essa, felizmente, não é mais a preocupação em torno da questão, sobretudo, no mundo desenvolvido dos dias atuais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">A separação entre Igreja e estado foi uma das grandes conquistas da democracia e da república. A ampliação da secularização, cedo ou tarde, permitirá avançar e terminará por se impor na América Latina, incluindo o Brasil, e também em outros recantos menos desenvolvidos do planeta. Uma vez mais, os direitos da mulher dependem das conquistas do desenvolvimento econômico e social das nações.</span></p>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><em>Reproduzimos abaixo trechos do artigo &#8220;<strong>Ponto de Vista</strong>&#8220;, originalmente publicado no dia 25 de abril de 2007, neste blog. Atualizamos as estatísticas, o mapa e as informações do texto original:</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd"><span style="font-size: 15pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd"><img class="alignleft size-full wp-image-2292" title="Abortion: your choice" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/abortion-your-choise.jpg" alt="Abortion: your choice" width="350" height="230" /></span>N</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">a América Latina, região na qual o aborto continua proibido na grande maioria dos países¹, estima-se que morram, por ano, cerca de 10.000 mulheres em função de complicações causadas pós-aborto, entre as 4 milhões que se submetem ao procedimento, de acordo com estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde). Por tratar-se de prática não autorizada por lei, mulheres recorrem a clínicas clandestinas, em condições precárias e inadequadas, e muitas, entre aquelas que escapam da morte, acabam sofrendo lesões irreversíveis.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Especialistas estimam que somente no Brasil ocorram, anualmente, 1 milhão de casos de interrupção de gravidez. </span><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">De acordo como o Ministério da Saúde, as complicações pós-aborto são a 4ª causa de morte de mulheres no país e a curetagem (coleta de restos de tecidos do útero) é o segundo procedimento obstétrico mais praticado nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), superado apenas pelos partos. Em 2004, cerca de 244 mil mulheres foram atendidas para fazer curetagem ou tratar infecções pós-aborto no SUS. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Em editorial, o jornal <em>Folha de S.Paulo</em>, em 2005, já destacava: “enquanto mulheres de classes mais favorecidas recorrem a clínicas particulares e podem até mesmo procurar um país onde o aborto seja legalizado, as que pertencem aos setores de baixa renda são submetidas a situações que colocam em risco a sua saúde”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Na União Européia e nos Estados Unidos, o direito ao aborto legal e seguro foi conquistado na década dos 1970. Já está mais do que na hora de fazermos avançar nossa ultrapassada legislação, da década dos 1940.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 90%; font-family: Helvetica"><em>¹ Na América Latina, o aborto só é permitido em Cuba, em Porto Rico, na Guiana e na Guiana Francesa (esta última, submetida à legislação da França).</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 85%"><span style="font-weight: bold">LEGISLAÇÃO SOBRE O ABORTO NO MUNDO</span></span> </p>
<div style="text-align: center;"><span style="font-size: 85%"><span style="font-weight: bold"><img class="size-full wp-image-2296 aligncenter" title="Mapa: Legislação sobre aborto" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/abortion-laws-map.jpg" alt="Mapa: Legislação sobre aborto" width="600" height="298" /></span></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="font-size: 85%"><span style="font-weight: bold;"><span style="color: #ffffff;">&#8230;</span></span></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="font-size: 85%"><span style="font-weight: bold;"><span style="color: #ffffff;">&#8230;</span></span></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="font-size: 85%"><span style="font-weight: bold">LEGENDA:</span></span></div>
<p style="text-align: center;">
<table style="width: 600px; height: 170px;" border="0" cellspacing="4" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="30" valign="top"><span style="margin: 0px; font-size: 100%"><span style="border: medium none ; background-color: #3f9bbb; color: #3f9bbb">??</span> </span></td>
<td><span style="margin: 0px; font-size: 85%">Legal</span><span style="margin: 0px; font-size: 85%"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td width="30" valign="top"><span style="margin: 0px; font-size: 100%"><span style="border: medium none ; background-color: #d4df5a; color: #d4df5a">??</span> </span></td>
<td><span style="margin: 0px; font-size: 85%">Legal, em caso de estupro, riscos à saúde da mãe (físicos ou psíquicos), indicação social ou deficiência irreversível do feto.</span><span style="margin: 0px; font-size: 85%"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td width="30" valign="top"><span style="margin: 0px; font-size: 100%"><span style="border: medium none ; background-color: #64513b; color: #64513b">??</span> </span></td>
<td><span style="margin: 0px; font-size: 85%">Ilegal com exceções em caso de estupro, risco de morte da mãe ou deficiência irreversível do feto. </span></td>
</tr>
<tr>
<td width="30" valign="top"><span style="margin: 0px; font-size: 100%"><span style="border: medium none ; background-color: #fa7014; color: #fa7014">??</span> </span></td>
<td><span style="margin: 0px; font-size: 85%">Ilegal com exceções em caso de estupro e risco de morte da mãe.</span></td>
</tr>
<tr>
<td width="30" valign="top"><span style="margin: 0px; font-size: 100%"><span style="border: medium none ; background-color: #cc7662; color: #cc7662">??</span> </span></td>
<td><span style="margin: 0px; font-size: 85%">Ilegal com exceção em caso de risco de morte da mãe.</span></td>
</tr>
<tr>
<td width="30" valign="top"><span style="margin: 0px; font-size: 100%"><span style="border: medium none ; background-color: #3236d3; color: #3236d3">??</span> </span></td>
<td><span style="margin: 0px; font-size: 85%">Ilegal sem exceções. </span></td>
</tr>
<tr>
<td width="30" valign="top"><span style="margin: 0px; font-size: 100%"><span style="border: medium none ; background-color: #2f2f2f; color: #2f2f2f">??</span> </span></td>
<td><span style="margin: 0px; font-size: 85%">De acordo com distinções religiosas. </span></td>
</tr>
<tr>
<td width="30" valign="top"><span style="margin: 0px; font-size: 100%"><span style="border: medium none ; background-color: #b3b3b3; color: #b3b3b3">??</span> </span></td>
<td><span style="margin: 0px; font-size: 85%">Sem informações. </span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><!-- stopprint --></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por que não escrever “portugues”?</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jan 2009 01:22:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma Ortográfica]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Idiomas]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[O ano que se inicia vem acompanhado de uma importante mudança para os paises lusofonos: a reforma ortografica. A nova grafia da Lingua Portuguesa entrou em vigor no dia 1º. Num pais como o Brasil, no qual a leitura ainda é habito de poucos, essa alteração na forma de escrever, no primeiro momento, so sera preocupação mesmo entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3025" title="países lusófonos" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2009/01/países-lusófonos.jpg" alt="países lusófonos" width="600" height="377" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 160%; color: #9fb6cd; font-family: Helvetia;">O</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetia;"> ano que se inicia vem acompanhado de uma importante mudança para os paises lusofonos: a reforma ortografica. A nova grafia da Lingua Portuguesa entrou em vigor no dia 1º. Num pais como o Brasil, no qual a leitura ainda é habito de poucos, essa alteração na forma de escrever, no primeiro momento, so sera preocupação mesmo entre editores de livros, revistas, jornais e &#8211; tambem entre nós &#8211; redatores de blogs. A partir dos proximos exames vestibulares, os candidatos as universidades tambem terão mais com que se divertir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetia;">No campo economico, os custos serão elevados para aqueles que precisam renovar as bibliotecas, como governos os quais terão de investir na atualização do material didatico. As editoras, por outro lado, ganharão com a venda desse material e de novos manuais e dicionarios. É facil concluir que a conta sera paga, como sempre, pelos contribuintes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetia;">A razão principal que motivou a atual reforma foi a unificação da forma escrita da lingua. Tal qual o espanhol, que usa uma unica regra (apesar das nitidas diferenças na fala), o portugues, a partir de agora, sera grafado “quase” da mesma forma em Portugal, no Brasil e na Africa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetia;">No que se refere ao merito da reforma em si, firmamos uma opinião: essa é mais uma reforma capenga que, certamente, tera de ser retomada, ja nas proximas decadas. Primeiramente, porque a unificação não foi plena; e, segundo, porque é pouco ambiciosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetia;">Fundamentemos. Giselle, a linda, esta <strong>tranquila</strong>, pois continuara a colocar o trema em seu sobrenome, tal qual o seu primo alemão, o Hans <strong>Müller</strong>. O <strong>voo</strong> do condor sera suavizado, pois não carregara mais o peso do chapeu no primeiro “o”. A <strong>infraestrutura</strong> sera mais leve depois de perder o hifen. As <strong>minissaias</strong> mudaram de tamanho com o “s” a mais; e no estado do Acre agora vivem os <strong>acrianos</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetia;">Tudo isso faz sentido. Mas por que não ir mais adiante e eliminar logo todos os demais acentos superfluos? O leitor mais atento deve ter observado que nós o fizemos ate aqui, procurando justificar essa argumentação. Alguma dificuldade para entender o texto? &#8211; Talvez no que se refira ao tempo verbal futuro, pois “ocorrera” e “ocorrerá” nos remete a momentos diferentes da ação. Quem, contudo, ainda utiliza a primeira forma, ou seja, aquele tal de pretérito mais-que-perfeito do indicativo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetia;">Deste ponto em diante, tentaremos escrever de acordo com a regra atual, preservando todos os acentos ainda impostos pelo acordo ortográfico, e sobretudo para não confundir ainda mais o leitor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetia;">O assunto, todavia, nos remete para mais algumas reflexões. Por que mudar a grafia de nomes próprios e de pontos geográficos? Considero esse um dos maiores absurdos, não só da Língua Portuguesa, mas de outros idiomas também.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetia;">Jamais entendi o porquê de Martin Luther, o da Reforma, virar Martinho Lutero. Para manter a (in)coerência não seria adequado tratar o outro Martin, o americano, da defesa dos direitos humanos e da igualdade racial, de Martinho Lutero Quingue (ou Rei)?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetia;">Recentemente, estudei a obra de Hugo Grotius. Ao pesquisar referências na Internet, precisei procurar também por Hugo Grócio, Huig de Groot e Huigh Groot. Afinal, qual dos quatro é o autor de <em>Direito da Guerra e da Paz?</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetia;">Outro disparate pode ser notado quando se trata de cidades e países. Será que vale menos a pena viajar para Seychelles que para Seicheles? E entre Hawaii e Havaí, qual seria o melhor destino? Para sermos menos exóticos, observemos a incoerência, em se tratando de New York. Chega-se à irracionalidade de uma tradução pela metade: por que Nova York e não Nova Iorque, já que alguém optou por esse ridículo? Outro exemplo risível do métier geográfico (ou seria melhor <em>metiê?)</em> é que brasileiros viajam para Stuttgart, no sul da Alemanha, enquanto portugueses preferem Estugarda(!).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetia;">Por outro lado, é aceitável que a República dos Camarões seja assim tratada, em português, respeitando-se a origem histórica do nome. Entre 1884 e 1914 a região foi um protetorado alemão, denominado Kamerun. Atualmente, nas duas línguas oficiais, inglês e francês, o país se chama Cameroon ou Cameroun. O nome do país origina-se de 1472, quando o navegador português, Fernando Pó, batizou o principal rio da região de <strong>Rio dos Camarões</strong>, provavelmente, por causa de uma grande incidência desse crustáceo em suas águas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetia;">Uma curiosidade se refere ao dígrafo <strong>ch</strong>. Assim como no espanhol, agora instituiu-se a pronúncia <strong>tchê</strong> também no português, apesar de escrevermos <strong>chê</strong>. Acontece com República Checa, Chad, Chechênia, e com aquele ídolo do “idiota latino-americano”, o Che Guevara.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetia;">Retornando à questão da reforma, não é somente no português que não encontramos consenso. Enquanto na Suíça é possível localizar qualquer rua pelo nome de <strong>Strasse</strong>, na Alemanha ainda roda-se pela <strong>Straße</strong>, com esse estranho <strong>ß</strong>, com som de dois ésses. A última reforma ortográfica da língua alemã, de 1996, poderia ter abolido esse desvario em todas as palavras com o tal <strong>ß</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetia;">Em melhor situação está o espanhol, que mencionamos no início do texto, falado como primeira língua em 20 países e por aproximadamente 500.000 pessoas, segundo o <a title="Instituto Cervantes" href="http://cvc.cervantes.es/portada.htm">Instituto Cervantes</a>. A Associação de Academias da Língua Espanhola conseguiu unificar a escrita desde 1999, por meio de um dicionário pan-hispânico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetia;">Enquanto isso, <em>nóis</em> aqui, vamos nos acostumando aos novos tempos da complexa Língua Portuguesa. Se algum dia já compramos Coca-Cola na <em><strong>pharmacia</strong></em>, hoje deixaremos de procurar <strong>pelo</strong> em ovo. E talvez, num futuro próximo, passemos a escrever <strong>portugues</strong> – assim, sem acento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetia;"><span style="color: #ffffff;">&#8230;</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>May Day</title>
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		<pubDate>Thu, 01 May 2008 06:42:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[A origem do 1º de maio, como “Dia do Trabalho”, remonta o ano de 1886, na industrializada Chicago, Illinois, nos Estados Unidos. Nessa data, iniciou-se um movimento de trabalhadores, organizado pela American Federation of Labour (Federação Americana do Trabalho) que foi às ruas reivindicar a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 150%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">A</span></strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"> origem do 1º de maio, como “Dia do Trabalho”, remonta o ano de 1886, na industrializada Chicago, Illinois, nos Estados Unidos. Nessa data, iniciou-se um movimento de trabalhadores, organizado pela <em>American Federation of Labour</em> (Federação Americana do Trabalho) que foi às ruas reivindicar a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="1may.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/1may.jpg"><img class="alignleft" style="border: 0px;" title="1may.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/1may.jpg" alt="1may.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">No dia 4 de maio, na Haymarket Square, uma bomba foi lançada, pelos manifestantes sobre a guarda que tentava controlar o movimento, matando o policial Mathias J. Degan. Pouco tempo depois, os policiais ingressaram num conflito com os manifestantes, resultando na morte de quatro grevistas e num elevado número de oficiais e de civis feridos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Em lembrança aos que morreram no movimento de Chicago, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida em Paris (1889), criou o “Dia Mundial do Trabalho”, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">Nos Estados Unidos, celebra-se o <strong>Labor Day</strong> na primeira segunda-feira de setembro e o <strong>May Day</strong>, 1º de maio, foi transformado oficialmente no <strong>Loyalty Day</strong> (Dia da Lealdade), comemorando-se a associação entre <em>loyalty </em>and <em>freedom</em> (lealdade e liberdade).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica">No Brasil, a data é comemorada desde 1895; porém, em 1925 o feriado tornou-se oficial, por decreto do presidente Artur Bernardes. Está na hora de o Brasil e o mundo também se unirem pela lealdade e pela liberdade.<br />
</span></p>
<div>
<p align="center"><em>1º de maio de 1974, Revolução dos Cravos, Portugal:</em><br />
<a title="primeiromaio.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/primeiromaio.jpg"><img title="primeiromaio.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/primeiromaio.jpg" alt="primeiromaio.jpg" vspace="3" /></a></p>
</div>
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		<item>
		<title>Escritores da Liberdade</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Nov 2007 19:38:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[Existe um código de conduta, um tipo de etiqueta, característico entre os bloggers. Conforme se registram novas visitas e se observam comentários deixados nas publicações, cria-se uma espécie de comunidade virtual que compartilha idéias e pontos de vista. Procura-se retribuir a ‘cortesia’ e , gradativamente, amplia-se a lista de blogs amigos. E de vez em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a title="leticia-e-rgroo.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/leticia-e-rgroo.jpg"><img title="leticia-e-rgroo.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/leticia-e-rgroo.jpg" alt="leticia-e-rgroo.jpg" hspace="10" vspace="5" align="right" /></a><em><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">E</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">xiste um código de conduta, um tipo de etiqueta, característico entre os bloggers. Conforme se registram novas visitas e se observam comentários deixados nas publicações, cria-se uma espécie de comunidade virtual que compartilha idéias e pontos de vista. Procura-se retribuir a ‘cortesia’ e , gradativamente, amplia-se a lista de <strong>blogs amigos</strong>. E de vez em quando somos surpreendidos até com prêmios …<br />
</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em>Os comentários deixados por alguns leitores mais freqüentes em nossos posts não são simples observações sobre os textos que publicados, mas análises de ótimo conteúdo crítico. Assim, em vez de responder aos recentes comentários no respectivo espaço, decidi hoje manter o debate na primeira página.</em></span></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica;"><span style="color: #ffffff;">&#8230;</span></span></p>
<p><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">Sobre o Iraque e a invasão americana</span></strong><span style="font-size: 120%; font-family: Tahoma"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><a title="Letícia Coelho" href="http://www.leticialocoelho.blogspot.com/"><strong>Letícia</strong></a> está certíssima ao recordar as justificativas que levaram à invasão americana. O ex-secretário de Estado, Colin Powell, foi desmentido diversas vezes pelos fatos que se sucederam. Primeiramente, o pretexto para a invasão, a existência de armas químicas que estariam sendo desenvolvidas por Saddam Hussein em parceria com a rede terrorista Al-Qaeda, jamais existiram. Segundo, que os Estados Unidos desejavam libertar o povo iraquiano da tirania e implantar uma democracia é um pouco altruísta demais&#8230; <a title="Ron Groo" href="http://bliggroo.blig.ig.com.br/"><strong>Ron Groo</strong></a> nos lembrou da verdadeira razão para a iniciativa da invasão, que era o controle americano sobre as reservas de petróleo do Iraque. Acrescento que, às vésperas da guerra, os Estados Unidos aguardavam um crescimento pífio da economia, que, por fim, acabou sendo alavancado pelo extraordinário salto da indústria bélica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><br />
</span><a title="Diario de Irak, Vargas Llosa" href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=1049448&amp;ID=C95FB86A7D70B0D130C000450&amp;PAC_ID=18659"><img title="Saraiva: Diario de Irak, Vargas Llosa" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/diario-de-irak.jpg" alt="Saraiva: Diario de Irak, Vargas Llosa" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Como nem Jacques Chirac, Vladimir Putin ou Gerhard Schröder conseguiram evitar a iniciativa unilateral americana, resta observamos o saldo da empreitada. Essa foi a motivação de Vargas Llosa em seu artigo: apresentar, sem fazer propaganda e sem demagogia tendenciosa, uma análise do texto “Missão Cumprida”, de Bartle Bull, publicado na revista britânica Prospect. Esperamos que esteja certo! Vale lembrar que Vargas Llosa tem todas as credenciais para comentar a situação iraquiana. Li seu livro – que acredito ter sido publicado somente em espanhol &#8211; <strong>“Diario de Irak”</strong>, no qual relatou a sua experiência ao visitar sua filha, correspondente de guerra, logo depois da queda de Saddam Hussein, viajando por diversas cidades iraquianas. Fantástico! Llosa também escreveu uma coluna no jornal El País, da Espanha, muitas vezes reproduzida em O Estado de S.Paulo, em 2003, sob o mesmo título de seu livro.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="Mayada - Filha do Iraque" href="http://www.criticaliteraria.com/9724138003"><img title="Clique aqui para ler a sinopse" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/mayada.jpg" alt="Clique aqui para ler a sinopse" hspace="10" vspace="5" align="right" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Recentemente, li <strong>“Mayada, filha do Iraque”</strong>, um livro autobiográfico de uma iraquiana xiita, que narrou sua experiência de conhecer, com toda a pompa, o tirano Saddam Hussein e depois ser enviada para uma de suas prisões, sob a falsa acusação de incitar a oposição ao regime. Para quem se interessa pelo assunto, registro aqui a minha recomendação. Clique sobre a imagem ao lado para ler a breve sinopse da obra.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Como estudioso e palestrante na área das Relações Internacionais, destaco minha oposição à doutrina Bush e ao unilateralismo dos Estados Unidos. Atualmente, se fosse cidadão americano, daria meu voto aos Democratas que, desde o governo de Bill Clinton, têm se aproximado da Terceira Via e reconhecido no liberalismo econômico virtudes para a diminuição da pobreza mundial<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Tentamos manter uma certa regularidade, tanto nas publicações quanto nas respostas aos comentários, mas as nossas diversas atividades nem sempre o permitem. Aproveito para registrar meu agradecimento também a Fábio Mayer, Beatrice, Lúcio Lopes, Felipe Maciel, Bruno Serafim, Suzy, Otavio Cafundó e todos os demais colegas que nos visitam e registram sempre simpáticos e inteligentes comentários.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em>Dessa forma, gostaria de passar adiante a tão carinhosa indicação para o prêmio <strong>Escritores da Liberdade</strong>, a nós conferido, pela querida Letícia Coelho &#8211; que escreve um blog delicioso de ser lido e que, certamente, seria uma de minhas indicações -, aos colegas nominados abaixo:</em><br />
</span></p>
<p><a title="escritoresdaliberdade.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/escritoresdaliberdade.jpg"><img title="escritoresdaliberdade.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/escritoresdaliberdade.jpg" alt="escritoresdaliberdade.jpg" align="right" /></a><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #cc9900">• </span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em>Beatrice, do <a title="Minuto Político" href="http://minutopolitico.blogspot.com/"><strong>Minuto Político</strong></a></em></span><br />
<strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #cc9900">• </span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em>Ron Groo, do <a href="http://bliggroo.blig.ig.com.br/"><strong>Bliggroo</strong></a></em></span><br />
<strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #cc9900">•</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em> Otavio, do <a href="http://brasildiverso.blogspot.com/"><strong>Brasil Diverso</strong></a></em></span><br />
<strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #cc9900">• </span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em>Nemerson, do <a href="http://nemersonlavoura.blogspot.com/"><strong>Resistência</strong></a> </em></span><br />
<strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #cc9900">• </span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em>Fábio Mayer, do blog <strong><a href="http://fabiomayer.blogspot.com/">Fábio Mayer</a></strong> </em></span><br />
<strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #cc9900">• </span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em>Suzy, do <a href="http://alkimistasdobrasil.blogspot.com/"><strong>Blog da Suzy</strong></a></em></span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em> e</em></span><br />
<strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #cc9900">• </span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><em>Vanda Célia, do <a href="http://www.blogdemocrata.org.br/default.asp"><strong>Democratas</strong></a></em></span></p>
<p><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Sugerimos aos agraciados, sem que se estabeleça nenhuma obrigação, levarem a premiação adiante, indicando alguns colegas bloggers para o “prêmio”.</span></em></p>
<p><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Não deixem de ler o texto de <strong>Mario Vargas Llosa</strong>, abaixo.</span></p>
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		<title>Blog Day</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Aug 2007 07:37:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Do editor]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Registre-se aqui o agradecimento e o reconhecimento a todos aqueles que nos visitam e, através de simpáticos e inteligentes comentários, prestigiam nosso blog. Hoje, a tarefa nesse terceiro Blog Day é indicar cinco blogs preferidos, acrescentando um breve comentário aos nominados e orientá-los, para que assim também o façam. Sugere-se oferecer um link para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-1557" title="blog-day-2007" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/blog-day-2007.gif" alt="blog-day-2007" width="155" height="130" /><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">R</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">egistre-se aqui o agradecimento e o reconhecimento a todos aqueles que nos visitam e, através de simpáticos e inteligentes comentários, prestigiam nosso blog. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Hoje, a tarefa nesse terceiro <strong>Blog Day</strong> é indicar cinco blogs preferidos, </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">acrescentando um breve comentário aos nominados e </span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">orientá-los, para que assim também o façam. Sugere-se oferecer um link para a página do &#8220;Blog Day&#8221; (clique-se na imagem), de onde podem ser copiados novos banners. A regra principal (lamentável) é o limite de cinco. Portanto,</span><strong><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> </span></em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">nossa lista dos &#8220;top five&#8221; vai para:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><a title="Minuto Político / by Lúcio Lopes" href="http://minutopolitico.blogspot.com/"><strong>Minuto Político</strong></a>: um blog com as mais importantes notícias do dia, sempre comentadas pelo excelente jornalista Lúcio Lopes;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><a title="Contatos Imediatos / by Patrícia M." href="http://primeirograu.blogspot.com/"><strong>Contatos Imediatos</strong></a>: página muito bem escrita por Patrícia M., dos Estados Unidos, que, com muita personalidade, apresenta sua visão a respeito de temas sempre interessantes e variados; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><a title="Blog Pata Irada / by Silvana" href="http://patairada.blogspot.com/"><strong>Pata Irada</strong></a>: Silvana é a gauchinha &#8220;irada&#8221;, responsável por esse blog que não se conforma com a corrupção do governo Lula da Silva, e está sempre muito antenada aos fatos do momento; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><a title="BligGroo / by Ron Groo" href="http://bliggroo.blig.ig.com.br/"><strong>BligGroo</strong></a>: Ron Groo, o articulista desse espaço, é um dos mais simpáticos, talentosos e populares bloggers do momento &#8211; deve estar na lista dos &#8220;5+&#8221; de todos que o conhecem! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><a title="Blog F-1 / by Felipe Maciel" href="http://blogf-1.blogspot.com/"><strong>Blog F-1</strong></a>: deseja ficar a par do que acontece no mundo da Fórmula 1? Então esqueça o <em>Globo</em>, a <em>Folha, </em>o <em>Estadão</em>, o <em>Gomes</em>, o <em>Reginaldo Leme</em> &#8230; Felipe Maciel é &#8220;o blogger&#8221; da F1! Coincidentemente, em nosso post de ontem, manifestamos nossa deferência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 8pt; font-family: Tahoma; color: #999999">Clique-se sobre o nome dos blogs para acessá-los. Merecem uma visita e um comentário!</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cute Israeli Defense Forces</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 06:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique na imagem para ampliar / Crédito: Maxim Fotos de ex-soldadas de bikini provacam polêmica em Israel Reportagem da BBC Brasil Mesmo que não sejam convocadas, alistamento feminino é obrigatório O que era para ser uma campanha para promover o turismo em Israel acabou se tornando uma grande polêmica no país nesta semana, após a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 78%"><span style="font-style: italic">Clique na imagem para ampliar / Crédito: Maxim</span></span><br />
<a href="http://bp1.blogger.com/_9koWG4Zbb7s/Rnt-PsPWIBI/AAAAAAAABHQ/1DmVOQbzQBM/s1600-h/israeli_defense.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078791812829028370" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer" src="http://bp1.blogger.com/_9koWG4Zbb7s/Rnt-PsPWIBI/AAAAAAAABHQ/1DmVOQbzQBM/s320/israeli_defense.jpg" border="0" alt="" /></a><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">Fotos de ex-soldadas de bikini provacam polêmica em Israel</span></strong><strong></strong><strong></strong><br />
<span style="font-size: 90%; font-family: Helvetica; color: #999999"><a title="Send an e-mail to Sabrina Valle" href="http://www.online-translator.com/url/tran_url.asp?lang=de&amp;direction=ep&amp;template=General&amp;transliterate=&amp;autotranslate=on&amp;url=http://projects.washingtonpost.com/staff/email/sabrina+valle/"></a></span><a title="Send an e-mail to Sabrina Valle" href="http://www.online-translator.com/url/tran_url.asp?lang=de&amp;direction=ep&amp;template=General&amp;transliterate=&amp;autotranslate=on&amp;url=http://projects.washingtonpost.com/staff/email/sabrina+valle/"></a><span style="font-size: 8pt; font-family: Helvetica; color: #999999"><em>Reportagem da</em> BBC Brasil</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center"><strong><span style="font-size: 110%; font-family: Helvetica"><em>Mesmo que não sejam convocadas, alistamento feminino é obrigatório</em></span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">O </span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">que era para ser uma campanha para promover o turismo em Israel acabou se tornando uma grande polêmica no país nesta semana, após a publicação de fotos de ex-soldadas em poses de biquíni na revista masculina americana <em>Maxim</em>. Deputadas no Knesset (o Parlamento israelense) acusaram o governo de promover “uma campanha pornográfica” e incentivar o turismo sexual no país.</span></p>
<div><span style="font-size: 85%"><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/06/070621_israelmaximsoldadasrw.shtml"><strong>Leia</strong> mais no site da BBC Brasil</a></span><span style="font-size: 85%"><span style="font-style: italic">  ou </span></span><span style="font-size: 85%"><a href="http://www.maximonline.com/girls_of_maxim/girl_template_magnified.aspx?id=1296&amp;ind=3"><strong>veja</strong> mais no site da Maxim</a></span><span style="font-weight: bold; font-size: 85%"> </span><span style="font-size: 85%">(inglês)</span><span style="font-weight: bold; font-size: 85%"><br />
<span style="color: #ffffff">mayer</span><br />
</span></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Visitantes e leitores</title>
		<link>http://marcus-mayer.com/blog/2007/05/24/nossos-leitores/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2007 01:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Assim como o nosso blog &#8211; que procura tratar de assuntos de áreas diversas &#8211; o perfil de nossos leitores também é bastante variado, consideradas as suas áreas de atuação, idade e interesses. Porém, todos têm algo em comum: desejam um Brasil e um mundo melhores, e querem fazer algo para que esse anseio não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">A</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">ssim como o nosso blog &#8211; que procura tratar de assuntos de áreas diversas &#8211; o perfil de nossos leitores também é bastante variado, consideradas as suas áreas de atuação, idade e interesses. Porém, todos têm algo em comum: desejam um Brasil e um mundo melhores, e querem fazer algo para que esse anseio não permaneça somente como frase de efeito.</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><a title="worldmap.gif" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/worldmap.gif"><img class="aligncenter" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/worldmap.gif" alt="worldmap.gif" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="leitorfranciscoguimaraes.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/leitorfranciscoguimaraes.jpg"><img title="leitorfranciscoguimaraes.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/leitorfranciscoguimaraes.jpg" alt="leitorfranciscoguimaraes.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>FRANCISCO GUIMARÃES</strong> (42), empresário, e detentor de uma das melhores memórias que já conheci – é um HD ambulante – destacou uma matéria da revista VEJA, da qual tenho vaga lembrança, que produzia os seguintes dados: 70-80% dos brasileiros (pode-se confiar nos números de Xico!) não lembram em quem votaram. Sugeriu à Folha, por carta dirigida à redação, que adotasse medida semelhante à do Miami Herald, da Flórida, que publica diariamente “como senadores e deputados distritais tinham votado nos assuntos do dia anterior, em suas respectivas Casas”.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A idéia é excelente e, a partir de agora, iniciaremos uma campanha para que a população, através dos maiores órgãos da imprensa, acompanhe os trabalhos dos parlamentares nos três níveis do legislativo (Câmara Municipal, Assembléia Legislativa e Congresso Nacional). O caminho para viabilizar essa iniciativa consta na parte final desse post, sob o título “Fundação”.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Outra sugestão de Guimarães será acatada: a busca por um “Sarkozy brasileiro”. A coligação que apoiou o candidato Geraldo Alckmin para a Presidência nas últimas eleições teve vergonha de defender a privatização e a diminuição da interferência do estado na economia. O estado não consegue nem solucionar os problemas com corrupção, saúde, educação e segurança, mas adora administrar cabides de emprego estatais para distribuí-los entre sua corja.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="bandeirasvermelhasmoscou.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/bandeirasvermelhasmoscou.jpg"><img title="bandeirasvermelhasmoscou.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/bandeirasvermelhasmoscou.jpg" alt="bandeirasvermelhasmoscou.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong> HAMER NASTASY</strong> (32), doutor em Psiquiatria e graduando em Filosofia pela USP, ofereceu apoio a nossa iniciativa de buscar soluções e alternativas para o problema enfrentado pela Universidade de São Paulo, principalmente a FFLCH</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Nosso colega de curso classifica a “ocupação da reitoria” da Universidade, por parte de um grupo de pseudo-estudantes, militantes de partidos políticos extremistas, como atitude inglória: “produzem mais calor do que luz, estão aderidos a modelos antiquados e já, repetidas vezes, reconhecidos por sua ineficiência”</span><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">.<br />
</span></p>
<p align="right"><a title="bandeiras_vermelhas_estudantes.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/bandeiras_vermelhas_estudantes.jpg"><img title="bandeiras_vermelhas_estudantes.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/bandeiras_vermelhas_estudantes.jpg" alt="bandeiras_vermelhas_estudantes.jpg" hspace="10" align="right" /></a><em>Bandeiras vermelhas durante protesto de &#8216;estudantes&#8217;, na av. Paulista</em></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Nosso colega de curso classifica a “ocupação da reitoria” da Universidade, por parte de um grupo de pseudo-estudantes, militantes de partidos políticos extremistas, como atitude inglória: “produzem mais calor do que luz, estão aderidos a modelos antiquados e já, repetidas vezes, reconhecidos por sua ineficiência”.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">A participação de Nastasy, com seu lúcido diagnóstico sobre a má formação – no lugar da simples falta de informação – dos manifestantes, será de fundamental importância para a condução da universidade para um novo horizonte. Espero que aceite participar desse grande projeto para a educação em nosso país.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="leitorgabrielsouza.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/leitorgabrielsouza.jpg"><img title="leitorgabrielsouza.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/leitorgabrielsouza.jpg" alt="leitorgabrielsouza.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong> GABRIEL SOUZA</strong> (24), estudante de Letras da USP, um verdadeiro cético em relação às boas intenções de nossos governantes, diversas vezes se manifestou em nosso blog e contribuiu para oferecer pautas para nossos artigos. Mostrou-se indignado com a medida da Câmara Municipal de São Paulo, de criar projeto que elevou substancialmente as despesas dos gabinetes dos vereadores.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Souza participa ativamente da campanha pela “Lei Cidade Limpa” e é seu o crédito pelas diversas fotos tiradas do escritório político &#8211; e da excrescência &#8211; do deputado Campos Machado (PTB), na avenida Nove de Julho, caminho pelo qual passa quase todos os dias em direção do campus Butantã da USP.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="ron_groo1.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/ron_groo1.jpg"><img title="ron_groo1.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/ron_groo1.jpg" alt="ron_groo1.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong> RON GROO</strong> (33), despachante Documentalista, é um leitor que se tornou comentarista freqüente de nosso blog – participação que retribuímos com muito prazer, dado nosso gosto pela literatura, pelo esporte automotor e pelo bom humor. Nem sempre nossas opiniões coincidem, a exemplo do que ocorre com o leitor Gabriel Souza, mas essa diferença contribui extraordinariamente para o nosso aperfeiçoamento. Seguindo a linha do que comentava Guimarães (ver acima), Groo nos dá exemplos de democracias nas quais os representantes do povo não são remunerados. O exercício da função pública, naturalmente, deve ser executada somente por aqueles que desejam o bem da sociedade e não por aqueles que visam exclusivamente ao próprio bolso.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Ron Groo repudia, como nós e quase a toda a civilização mundial, o horror praticado pelo presidente dos Estados Unidos, George Bush. Também é cético em relação às iniciativas dos governadores dos três maiores estados da federação, SP, RJ e MG. Essa reprovação nos remete para uma posição de alerta ainda maior, com escopo de não nos iludirmos facilmente com medidas governamentais sem consistência.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="glauciamelasso.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/glauciamelasso.jpg"><img title="glauciamelasso.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/glauciamelasso.jpg" alt="glauciamelasso.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong> GLÁUCIA MELASSO</strong> (39), assessora de Planejamento e Relações Institucionais, nos agraciou com um comentário proveniente de Brasília. Como diz nosso banner principal, procuramos fazer uma análise dos fatos do Brasil e do mundo sob um “prisma liberal”, com o qual nossa amiga e leitora não se entusiasma muito, mas nos incentiva a aperfeiçoar sempre no que concerne à “dinamicidade do noticiário” e à “maturidade dos comentários”.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>ALEXANDRE ZUM</strong> (40), engenheiro, recebeu com alegria a notícia de que a Policia Federal realiza um belo trabalho de caça aos corruptos, bem como pelo fato de o Brasil, talvez, conquistar o investment grade das agências de classificação de risco país.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="leitorcostajr.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/leitorcostajr.jpg"><img title="leitorcostajr.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/leitorcostajr.jpg" alt="leitorcostajr.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong> COSTA JR.</strong> (…), professor, destacado defensor da “liberdade de expressão” e “dos direitos democráticos” não concorda com a nossa posição em defesa da descriminalização do aborto, mas debateu respeitosamente a questão em seu blog e nos incentiva a ver sempre o outro lado da questão. As notícias que publica no blog Notícias do Planalto também são sempre atualizadas e têm a característica de denunciar desmandos dos políticos, de pertinho da fonte, no Planalto Central.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong>FELIPE MACIEL</strong> (18), estudante, ensinou a criar uma enquête (que estreamos hoje) para o blog e contribui para que nos mantenhamos atualizados em nosso esporte preferido, a Fórmula 1, ao que retribuímos com algumas informações e notícias da política, da economia e do mundo &#8211; de um modo nem tão light quanto são as notícias do esporte.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="leitorricardopires.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/leitorricardopires.jpg"><img title="leitorricardopires.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/leitorricardopires.jpg" alt="leitorricardopires.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"><strong> RICARDO PIRES</strong> (41), comandante da Aeronáutica, chamou nossa atenção para a questão da “soberania nacional”, assunto importante a respeito do qual ainda escreveremos um artigo. Vamos ver qual será a visão de um autêntico representante das Forças Armadas, em tempos de democracia.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">E tantos leitores que aqui chamamos carinhosamente de OUTROS, que nos enviam e-mails de incentivo, e ANÔNIMOS de todas as partes do Brasil e do mundo, visualizados pelo &#8220;Site Meter&#8221; (que indica as visitas recebidas pelo blog) que, esperamos, com o tempo, conquistemos para também postarem os seus comentários.</span></em></p>
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		<title>Dia da lealdade e da liberdade</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2007 18:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Mayer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[A origem do 1º de maio, como “Dia do Trabalho”, remonta ao ano de 1886, na industrializada Chicago, Illinois, nos Estados Unidos. Nessa data, iniciou-se um movimento de trabalhadores, organizado pela American Federation of Labour (Federação Americana do Trabalho) que foi às ruas reivindicar a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 140%; font-family: Helvetica; color: #9fb6cd">A</span></strong><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica"> origem do 1º de maio, como “Dia do Trabalho”, remonta ao ano de 1886, na industrializada Chicago, Illinois, nos Estados Unidos. Nessa data, iniciou-se um movimento de trabalhadores, organizado pela <em>American Federation of Labour</em> (Federação Americana do Trabalho) que foi às ruas reivindicar a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="1may.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/1may.jpg"><img title="1may.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/1may.jpg" alt="1may.jpg" align="left" /></a><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">No dia 4 de maio, na Haymarket Square, uma bomba foi lançada, pelos manifestantes sobre a guarda que tentava controlar o movimento, matando o policial Mathias J. Degan. Pouco tempo depois, os policiais ingressaram num conflito com os manifestantes, resultando na morte de quatro grevistas e num elevado número de oficiais e de civis feridos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Em lembrança aos que morreram no movimento de Chicago, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida em Paris (1889), criou o “Dia Mundial do Trabalho”, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">Nos Estados Unidos, celebra-se o <strong>Labor Day</strong> na primeira segunda-feira de setembro e o <strong>Mayday</strong>, 1º de maio, foi transformado oficialmente no <strong>Loyalty Day</strong> (Dia da Lealdade), comemorando-se a associação entre <em>loyalty </em>and <em>freedom</em> (lealdade e liberdade).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 100%; font-family: Helvetica">No Brasil, a data é comemorada desde 1895; porém, em 1925 o feriado tornou-se oficial, por decreto do presidente Artur Bernardes. Está na hora de o Brasil e o mundo também se unirem pela lealdade e pela liberdade.<br />
</span></p>
<div>
<p align="center"><em><span style="font-size: 90%; font-family: Helvetica">1º de maio de 1974, Revolução dos Cravos, Portugal:</span></em><br />
<a title="primeiromaio.jpg" href="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/primeiromaio.jpg"><img title="primeiromaio.jpg" src="http://marcus-mayer.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/primeiromaio.jpg" alt="primeiromaio.jpg" vspace="3" /></a></p>
</div>
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